Boa leitura ;D
Dan
Olhei, incrédulo, para o lugar onde Izzy tinha desaparecido a meio segundo atrás. Aquelas simples palavras tinham me deixado paralizado, incapaz de responder ou sequer reagir. Bom, não que eu fosse conseguir fazer muito, mas...
Sinceramente, eu ainda não acreditava. Quer dizer, ela não podia me amar! Podia? Não, foi só impulso, saudade e raiva. E a prova disso foi o 'pior' antes... daquilo. Eu não podia ficar bravo com ela por isso. E nem por nada...
Izzy
- Ai meu Deus! Eu não disse aquilo! – eu tentava me convencer no caminho, falando sozinha. – Eu não posso ter dito que o amo! Não! Não!
Aquele, sem duvida, tinha sido um erro fatal. Um erro idiota, estúpido e desnecessário.
- IZZY! – gritaram e eu quase caí. Eu estava distraída. Automaticamente me virei com um golpe (créditos ao treinamento Lucian) e acertei a pessoa que me chamara.
- Ah, foi mal, Ian. Me pegou de surpresa. – eu disse para o garoto ajoelhado com o braço contra as costelas.
- Ai... Essa doeu...
- Foi sem querer. – eu disse.
- Tudo bem... – ele disse tentando se levantar.
- Deixa eu ajudar. – tentei ajudá-lo.
- Não, tudo bem, acho que não me machucou... Não muito...
- Desculpa mesmo!
- Ok, ok. – ele disse já de pé.
- Que que foi? – eu quis saber.
- Preciso de um favor, tem tempo pra me ouvir?
- Ahn... Acho que sim.
- Ótimo. Me acompanhe. – ele disse e eu o segui.
Dan
Em casa, eu fiz uma coisa que eu jamais imaginei que faria em toda a minha vida.
- Amy, preciso de ajuda. – eu disse.
Amy estava sentanda em sua cama com seu livro favorito em mãos: Sonho de uma noite de verão, William Shakespeare.
Ela não estava muito diferente. Digo, seu gosto por livros, história e essas coisas. Não era mais tão tímida e nem fraca. Mas isso não vem ao caso.
- Diga, maninho. – ela disse-me tirando os olhos do livro e colocando-o ao seu lado.
- É uma longa, longa história. – o fato era que Amy não sabia de nada. Nem que eu e Izzy já haviamos namorado, o que automaticamente a deixa sem saber do juramento e de tudo mais. Só que se eu não pedisse um conselho a ela seria pior pra mim, eu não saberia o que fazer.
Izzy
- Ah, Ian, devo lhe informar que você chegou uns dias atrasado.
- Como assim?
- Outra pessoa já me pediu isso.
- Quem?
- Não lhe interessa. O fato é que não sei mais se vou conseguir separar os dois.
- Como não? Achei que você fosse especialista em casos assim.
- E eu sou. Mas esse caso em especial... Você não precisa saber dos detalhes. A questão é que algo me bloqueia, também não te interessa, então nem me pergunte. Não sei se vou conseguir alcançar meu objetivo.
- Ah, pelo amor, Izzy! Eu sei que você consegue! Sei que você odeia o Daniel tanto quando o meu lado Kabra da família.
Ok, aquilo me irritou, e foi meu segundo erro do dia.
- Ai, seu mané, eu já namorei ele! E... – aí eu me liguei da burrada que eu tinha feito e me calei imediatamente.
- Você. Já. O. QUÊ?
- Ei, qual é! Não grita comigo!
- Você e o Daniel já namoraram? QUAL É O PROBLEMA QUE VOCÊ E A NATALIE TEM, DA PRA EXPLICAR?
- Com prazer. Diferente de você, ele é fofo, educado e gentil. Garotas gostam de caras assim. Devia aprender com ele, ou já já você perde a namorada e vai ser um trabalho que ficarei orgulhosa em participar para ver você quebrando a cara com uma garota pela segunda vez na vida, seu trouxa! – Fui aumentando o tom de voz a cada palavra.
- Ah, eu já entendi. Pelo menos eu sou inteligente.
- Entendeu o quê?
- Alguém ainda não esqueceu o pequeno Danny!
- Cala. A. Boca. – eu disse com os dentes trincados.
- Oh, ainda tá apaixonada? – ele me provocou.
- Cala. A. Boca.
- Por quê priminha? O amor dói?
- OLHA AQUI, SEU ESTUPIDO, É MELHOR TOMAR CUIDADO COM O QUE ME DIZ!
- Ai, que medinho da Izzy!
- CALA A BOCA!
- Só se você me ajudar!
- Sabe, tem uma coisa que você também não sabe sobre mim.
- E o que é, garotinha?
Me aproximei dele.
- Provocou demais. – dei-lhe um soco no nariz e uma cotovelada nas costelas. Ele caiu no chão como uma minhoca.
Me abaixei e disse:
- Não se provoca uma faixa preta em karatê... – dei-lhe dois tapinhas no rosto - ...garotinho.
Sentei-me na calçada enquanto ele gemia e se contorcia.
Dan
Amy me olhava mais ou menos assim: O.õ , enquando eu lhe contava tudo.
- Você... Você e a Izzy... Eram namorados? Como eu não sabia disso? Quer dizer, eu era melhor amiga dela e sua irmã!
- Nós não queriamos que ninguém soubesse. Ser da família Cahill não é fácil.
- Ah... Entendi.
- Bom, então agora nos reecontramos só que de um jeito terrível... – Continuei a história depois da breve interrupção para o surto.
- O que me diz? – perguntei quando acabei.
- Deixe-me dizer uma frase desse livro. – ela disse apontando pro livro. Imaginei que coisa boa, não tinha chance de ser. – Seu desastrado! Que foi que você fez? Estragou tudo de uma vez! Você é o responsável pela mudança de um amor verdadeiro! A culpa é toda sua!
- Obrigada. Acolhedor.
- Ok, agora que eu já disse isso, desculpa mas eu não perder a oportunidade, deixe-me perguntar: Quem é que você ama?
- Ah, Amy, é um dos vários problemas! Eu não sei! Eu acho que amo as duas!
- Mas você não pode amar as duas! Seu coração pertence apenas uma delas.
- Só que eu não sei a qual. As vezes me vem a cabeça que eu só estou com a Nat por que ela se parece demais com a Izzy, mas aí a opinião muda! Não sei o que fazer! Preciso de ajuda!
- Você precisa decidir, isso sim!
- Eu acho que sei como, mas não tenho coragem...
- Como?
Izzy
- Já parou de me zuar? Ou ainda tem que apanhar mais?
- Tá, calei! Vai ou não me ajudar?
- Já te disse que já me pediram isso. Vou pensar se vou continuar tentando. Era só isso?
- Acho que sim. Pensa bem por favor!
- Ok. Onde você deixou a Thaís?
- Ela e a Nat foram ter um dia de mulher. Claro que isso não me envolvia. Natalie quer deixar a Thaís com a cara de uma Kabra antes de levarmos ela para conhecer a Isabel. Acho que você entende.
- Entendo. Sei que ela vai adorar. Quer dizer, eu sei que para ela a sua pior opção era... Você sabe.
- Como você sabe?
- Só sei.
- Não, é sério! Quem te contou que a Isabel não queria isso?
- Acho que ninguém precisa de palavras pra entender isso.
- Ok, não me diga. Tenho que ir. Pense bem!
- Tá!
Dan
- Ah, Dan, não sei... E se ela não gostar.
- Esse é o problema Amy! E se eu me decidisse por ela mas ela não gostasse do que eu fizesse?
- Dan para com isso! Está se confundindo!
- Eu já estava confuso! Sabe como é constrangedor para um garoto da minha idade falar de namoro com a irmã mais velha?
- Posso imaginar.
- Falando nisso, já que você é uma garota e deve entender melhor, quando uma menina fala: Sabe o que é pior? Eu ainda te amo. O que quer dizer?
- Não é óbvio?
- Se fosse acho que não te perguntaria.
- Bom, vou 'traduzir' então. Apesar do sofrimento, o amor ainda existe. Assim fica mais claro?
- Bom, talvez... É mais ou menos assim: eu sofro mas te amo?
- É, por ai. Por que?
- Por que ela me disse isso hoje. Talvez por isso eu esteja ainda mais confuso. Caraca como é detestável ser adolescente!
- É assim mesmo, Dan. É melhor se acostumar. Pelo menos o seu consolo é que ela ainda te ama. Se você tiver coragem de fazer o seu plano ela não vai ficar brava. Mas se você decidir que não é ela que você ama...
- Eu queria uma saida que não machucasse ninguém! Se eu decidir pela Nat, a Izzy vai ficar com raiva de mim, por causa do juramento. Se eu me decidir pela Izzy, a Nat nunca mais olha na minha cara. Se eu não me decidir vou ficar sofrendo!
- Eu sei que é dificil, mano. Mas não tem jeito de todos sairem ilesos. Pelo menos um sempre sofre. É uma regra básica de um triângulo amoroso!
- Não é um triângulo amoroso!
- Mas parece!
- Bom, eu sei que gosto das duas, não sei qual delas eu amo... Se eu fizer o que te falei, irei ter certeza... Já decidi, vou por meu plano em ação. Deseje-me sorte.
- Não é nada tão complicado para eu ter que te desejar sorte!
- Diz isso por que não é com você!
Heeeeey, capitulo novo! Ficou grande =D Fiquei feliz por isso! Devo dizer que tentei fugir um pouco do Drama! Espero que tenha funcionado!
Hoje eu estou muito feliz! Espero que vocês também!
Me digam o que acharam! Qual será o 'plano' do Dan? Palpites?
Beijinhos e sejam felizes!
