12. Um Jantar Especial
A campainha soou discretamente no apartamento. A pontualidade era notável, exatamente no horário marcado. Tudo estava preparado. Ainda se olhou no espelho pela milésima vez antes de se dirigir até a sala. Através do olho da porta pode conferir o que já tinha certeza: eram elas ... era ELA. Hyoga respirou fundo, ajeitou uma última vez o colarinho da camisa e passou novamente a mão pelos cabelos, a fim de deixá-los intactos. Abriu a porta, sorriu timidamente e pronunciou um sonoro "Boa Noite", indicando que as garotas deveriam entrar. Na sala de jantar, um nervoso Shiryu examinava todo o ambiente, tudo precisaria estar em perfeita harmonia. Teve o devido cuidado para escolher as melhores rosas e colocá-las em dois belos vasos de cristal, os candelabros de prata reluziriam as chamas das velas quando estas estivessem acesas. O delicioso aroma que emanava das rosas tomava conta de todo o lugar, indicando que um clima de romance pairava no ar.
Onde está o Shiryu? Ainda não está pronto? – perguntava Shunrei a Hyoga enquanto se acomodava juntamente com Eire no sofá da sala de visitas.
Ele deve estar organizando os últimos detalhes para o jantar. Acredito que ele não vá demorar. Enquanto isso, permita que eu faça sala a vocês. – respondia Hyoga muito encabulado.
Hum ... o cheirinho que vem da cozinha está ótimo. Espero que Shiryu seja um bom cozinheiro e que o jantar esteja tão agradável quanto o aroma. – Eire brincou, despertando sorrisos em Hyoga.
Ah, quanto a isso não se preocupe, pois o Shiryu sempre cozinhou muito bem. Tenho certeza que a comida vai estar ótima. – Shunrei defendia o amado.
Sim, concordo. Principalmente pelo fato de que meu amigo está preparando esse jantar especialmente para você, Shunrei. Então imagino que ele deve ter caprichado de verdade. – Cisne fez com que a garota corasse completamente a face.
Boa Noite, meninas. – dizia Shiryu ao entrar na sala.
Olá, estávamos falando sobre você. – Eire lançava um olhar insinuador para a amiga que, ainda muito vermelha fingiu que nem havia ouvido o que ela dissera.
Boa Noite, Shiryu. Gostaria de agradecer por nos convidar, ficamos realmente muito felizes pelo convite. – Shunrei falou enquanto tentava disfarçar todo o nervosismo que sentia.
Nós é que ficamos lisonjeados com a presença de vocês. Você está muito bonita, Shunrei, enche meus olhos de beleza – Shiryu tomou coragem para dizer, obrigando a garota a abaixar a cabeça para esconder o rosto avermelhado.
Obrigado pelo elogio, Shiryu. Mas creio que não seja para tanto – a garota respondia.
Quanto a você, Eire, não vou fazer nenhum comentário. Não que você não mereça. É que prefiro deixar os elogios a você por conta de meu amigo Hyoga. Não é Hyoga? – Shiryu provocava o amigo enquanto esse lançava um terrível olhar sobre ele.
Shiryu! – advertia Cisne acenando negativamente com a cabeça.
O que é? Então a garota não é digna de elogios? – Dragão perguntou fazendo Eire corar.
Não, quero dizer, não é nada disso. A Eire está linda ... Ela está ... realmente ... muito bonita. Não, na verdade, Eire, você está encantadora. É que o Shiryu me pegou de surpresa e eu ... não sabia o que dizer ... – Cisne parecia estar completamente perdido.
Tudo bem, Hyoga – Eire agradecia ainda muito corada – Eu agradeço pelo elogio. Mas, e então Shiryu, qual o "menu" para o jantar – a garota mudara rapidamente de assunto.
Bom, preparei alguns pratos chineses que Shunrei e eu sempre comíamos lá nos Cinco Picos antigos. Começaremos com uma sopa Nairy-Naji, que é bastante leve por conter finos ingredientes e pequenas porções de legumes. O segundo prato é peixe cozido a Molho Shoyu, acompanhado de arroz e salada chinesa. A sobremesa não é chinesa, mas creio que vocês vão gostar, é torta de chocolate.
Nossa, assim você me deixa com água na boca, Shiryu. E ainda me faz sentir como se estivéssemos realmente em Rozán – Shunrei dizia, muito satisfeita com o cardápio.
Nunca experimentei comida chinesa, mas garanto que a expectativa é muito grande! – Hyoga afirmava.
Concordo com você, Hyoga. Imagino que a culinária da China seja muito tentadora! – Eire dizia.
E o que estamos esperando? Vamos para a mesa? – Shiryu fez o convite.
Claro. – disse Cisne, seguido pelas garotas.
Ao chegarem a sala de jantar, Eire e Shunrei não puderam deixar de reparar o cuidado visível que Shiryu havia tido ao preparar o ambiente. A mesa estava magnífica e as velas indicavam que aquele seria um típico jantar "a luz de velas". Logo que se acomodaram à mesa, Dragão serviu um maravilhoso vinho branco, de origem italiana. Serviu primeiramente a sopa Nairy-Naji e logo em seguida o prato principal. Durante a refeição todos conversaram tranqüilamente sobre assuntos diversos. Após estarem satisfeitos, Dragão pediu que todos se dirigissem para a sala de visitas, onde ele serviria a sobremesa.
Olha, Shiryu, tenho que reconhecer que você possui excelentes dotes culinários, o jantar estava ótimo. – elogiava Eire enquanto se servia da deliciosa torta de chocolate.
É verdade. Até mesmo eu que estou acostumado com a sua comida devo admitir que hoje você se superou! – Hyoga concordava.
O jantar foi realmente maravilhoso, Shiryu. Você está de parabéns. – dizia Shunrei.
Bem, agradeço e fico satisfeito em saber que vocês gostaram.
Permaneceram na sala de visitas por cerca de uma hora, conversando alegremente sobre alguns fatos interessantes. Cisne aproveitou a oportunidade para revelar a Shunrei algumas coisas sobre a infância de Shiryu no orfanato. Apesar do olhar de reprovação do cavaleiro, Hyoga não fez nenhuma cerimônia ao contar sobre as "travessuras" do amigo, provocando longas risadas em todos. Depois de um tempo, Eire percebeu que já era hora de voltar pra casa.
Bom, mais uma vez quero agradecer pelo jantar, estava realmente muito bom. E também adorei a companhia de vocês, foi muito divertido. – despedia-se Eire enquanto se levantava e se preparava para sair – Mas agora devo ir para casa, estou um pouco cansada e amanha tenho prova na faculdade.
Mas Eire, ainda é cedo, vamos ficar mais um pouco – pedia Shunrei.
Não se preocupe, Shunrei. Eu insisto para que você fique mais um pouco. Eu pedirei um táxi, não há problema algum. Além disso, você e Shiryu ainda tem muito o que conversar.
Tem certeza de que não há problema? – Shunrei ficara ligeiramente corada com o comentário insinuante da amiga.
Claro, já disse que não há com o que se preocupar. Boa noite a todos.
Bom, nesse caso, não é necessário pedir um táxi – disse Hyoga – Gostaria que ficasse mais um pouco, mas se precisa ir então ao menos permita que eu leve você em casa.
Ah não, não precisa se incomodar – dizia Eire um pouco envergonhada.
Tenho certeza que não é incômodo nenhum – adiantou-se Shiryu, olhando para o amigo com um enorme sorriso – Não é mesmo, Hyoga?
Claro que não. – Cisne retribui o olhar do amigo com outro olhar de reprovação, indicando que havia entendido a provocação de Shiryu - E então, o que me diz?
Bom, se não há incômodo algum, então eu aceito que me leve para casa – concordou uma tímida Eire.
Ótimo, vamos.
Já dentro do carro, Hyoga brincou que Eire não precisaria ter medo, pois a levaria sã e salva para o apartamento.
Por que não disse a Shiryu que você teria uma prova na faculdade amanha? Assim ele poderia ter mudado a data do jantar e você não precisaria ir embora tão cedo.
Na verdade, não tenho nenhuma prova amanha ...
Não? Mas então por que disse que precisava ir embora?
Porque percebi que Shunrei e Shiryu precisavam conversar a sós ... Você sabe, entre eles existe uma paixão muito mau resolvida, então pensei que essa seria uma ótima chance para eles se acertarem.
Quer dizer que não precisa ir pra casa agora?
Não.
Bom, então se não estiver muito cansada, gostaria de levá-la a um lugar muito especial, o qual gosto de visitar sempre que quero ficar sozinho. Quer ir?
Claro, se você garante que é um lugar especial ... – Eire sentia a face ficar avermelhada.
No apartamento, Shunrei havia insistido para ajudar Shiryu a lavar as louças do jantar, apesar das tentativas fracassadas do cavaleiro ao pedir que ela não se preocupasse com isso. A garota somente conseguiu convencer o Dragão a permitir que ela o ajudasse depois de dizer que essa seria uma boa forma de relembrarem os velhos tempos, já que em Rozan, os dois sempre faziam as tarefas juntos. Enquanto arrumavam tudo, Shunrei tratou de lembrar Shiryu de alguns momentos engraçados que haviam passado ao lado do Mestre Ancião, arrancando sorrisos muito contentes dos lábios do cavaleiro.
Hyoga levou Eire até a praia e indicou a ela o lugar aonde iriam. Ao longe, Eire pode perceber que se tratava de uma pequena torre, com vista livre para o céu e para o mar. Caminharam juntos pela praia, em silêncio, com passos lentos. Ambos contemplavam a beleza daquela noite. Uma brisa mais forte fez com que Hyoga tirasse seu casaco e cobrisse os ombros delicados de Eire, que agradeceu com um tímido sorriso. Quando chegaram à torre que Hyoga indicara, a garota pode perceber por que aquele era o lugar preferido do cavaleiro: do alto da torre era possível ver a imensidão do mar e a infinita extensão do céu. As águas estavam muito calmas e o silêncio somente era quebrado pelo som das pequenas ondas batendo nos rochedos. O céu, de um azul encantador, era enfeitado por um número infinito de estrelas, que brilhavam incansavelmente. A lua, testemunha de várias declarações de amor, feita para encher os corações apaixonados, executava seu mágico papel, lançando sobre os olhares atentos sua magnífica luz, iluminando a noite, embelezando o mar através do horizonte. Hyoga e Eire pareciam encantados pela imensa beleza.
Depois que terminaram de organizar o apartamento, Shunrei preparou um chá que costumavam tomar em Rozan. Shiryu a levou até a sacada para que pudessem observar a noite. Sentaram-se lado a lado. Mesmo o céu estando magnífico, com estrelas reluzindo todo o seu brilho, Dragão não conseguia parar de observar aquela que para ele era a mais bela de todas as estrelas: sua amada estava a centímetros de seu corpo ... ele podia ouvir claramente sua tranqüila respiração, sentia o perfume que o estava enlouquecendo ... Ao seu lado, aquela pequena e delicada silhueta encantava seus olhos, hipnotizava todos os seus pensamentos. Amava Shunrei. Esperou por esse reencontro durante muito tempo. Aguardou por esse instante durante toda a sua vida. Enquanto a vislumbrava, tentava imaginar quais seriam as palavras certas para revelar seus sentimentos. Ela também o amava, não tinha dúvidas disso.
Este chá me trás boas recordações – disse Shiryu.
Sim, ele me lembra muito o Mestre Ancião, que sempre disse que esse chá acalmava os espíritos e aliviava a alma – respondeu Shunrei num tom visível de tristeza.
O Mestre Ancião realmente nos faz muita falta. Ele nos foi como um pai.
Quando ele morreu, me senti sozinha, abandonada. Rozan perdeu todo o sentido pra mim ... – dizia a garota enquanto se levantava e se dirigia ao parapeito da sacada, concentrando seus olhos em um ponto fixo do céu.
Você nunca esteve sozinha, Shunrei. – Shiryu foi de encontro a ela – Eu sempre estive do seu lado. Sei que muitas vezes abandonei você em Rozan para cumprir minha obrigação como cavaleiro, e te peço desculpas por isso. Mas, como disse, minha condição de cavaleiro de Atena não permitia que me afastasse do Santuário por muito tempo.
Não se preocupe, Shiryu. Apesar de sempre tentar impedir suas partidas, eu entendia muito bem que aquele era o seu destino.
Mas agora as batalhas terminaram e eu não tenho mais que partir, Shunrei – Dragão tocava carinhosamente a face corada da garota.
Não sabe o quanto isso me alegra, Shiryu. Por isso resolvi me mudar para esta cidade, simplesmente para estar perto de você ... Sua ausência me trás uma imensa solidão – dizia, enquanto elevava sua mão até o seu rosto, de encontro ás mãos fortes porém delicadas de seu amado – Ao seu lado me sinto protegida ...
Vamos estar sempre juntos, Shunrei, você jamais vai se sentir sozinha. Além disso, protegerei você com minha vida, nunca mais terá que sentir medo. Eu estarei aqui, sempre ... – Shiryu inclinou lentamente seus lábios, permitindo que tocassem delicadamente os de Shunrei.
Eu ... eu te amo, Shiryu. Sempre amei.
Eu também amo você, Shunrei ... mais do que a minha própria vida. Você é o que mais me importa nesse mundo. – e envolvendo-a em seus braços, Shiryu a beijou apaixonadamente.
Na pequena torre, sob o brilho sincero das estrelas, Hyoga e Eire permaneciam enfeitiçados pela magia daquela noite. Mas havia algo muito mais especial para Cisne do que a beleza do céu e do mar: a presença calorosa de Eire. Deixou de prestar atenção no ambiente em sua volta e dirigiu seus olhos ao local onde se encontrava a garota. Permitiu-se observá-la. Impressionou-se mais uma vez com sua imensa beleza. Seus belos olhos azuis reluziam o brilho incandescente da lua. O vento soprava contra seus longos cabelos, levando-os de um lado para o outro, embalando-os em uma doce canção. As curvas de sua silhueta revelavam um corpo atraente e sedutor. Eire realmente estava encantadora. O agradável som de sua voz cortou o silêncio e acordou Hyoga de seus pensamentos.
É quase inacreditável que em meio a uma cidade tão turbulenta e agitada como esta exista um lugar tão calmo e silencioso como o alto desta torre. – Eire expressava toda a surpresa que sentia ao conhecer aquele lugar.
Você tem razão. Nesta cidade é quase impossível encontrar um pouco de paz e sossego – brincou Cisne.
De onde eu venho tudo é mais tranqüilo e o contato com a natureza é constante.
Sente falta de lá, não é? – perguntou Hyoga.
Era um lugar maravilhoso. Porém, a ausência de meus pais tornou tudo mais obscuro. Hoje, não consigo me lembrar de Rozan sem imaginar a morte trágica que eles sofreram. – Eire afirmava com lágrimas nos olhos – Ao menos aqui, ao lado de todos vocês, consigo esquecer da dor de estar sozinha.
Mas você não está sozinha, Eire. O fato de todos nós sermos órfãos, nos uni em uma grande família. Você faz parte desta família, por isso deve esquecer definitivamente da solidão.
Eu entendo, Hyoga, e agradeço pelo carinho que estou recebendo de todos. Mas nada pode se comparar ao aconchego de nossa verdadeira família.
Sei o que você sente. Imagino que, pra você, ter se tornado órfã na sua idade seja algo muito doloroso, porque você viveu muito tempo ao lado de seu pai e de sua mãe. Mas alguns de nós perderam a família muito cedo, ainda muito crianças e por isso quase não se lembram do rosto deles, o que torna mais fácil a superação da perda. Shun, por exemplo, perdeu a mãe quando tinha apenas 1 ano, somente conhece o rosto dela porque seu irmão Ikki ainda guarda uma pequena lembrança de seus traços na memória. Para ele, é mais fácil aceitar a morte de alguém que ele não tenha tido muito contato.
É verdade, você tem toda razão. Vivi 18 anos ao lado de meus pais, nunca estive sozinha. Então, de repente me vejo perdida, sem o carinho de minha mãe ou a proteção de meu pai. Está sendo muito difícil me acostumar a esse novo mundo.
Tenho certeza que você vai superar, apesar de não poder afirmar que vai se esquecer da dor por completo. As vezes o tempo ajuda, as vezes ele só faz com que a dor aumente mais e mais ... – uma lágrima se formou nos olhos de Hyoga.
Está falando sobre sua própria dor, não é? – disse Eire olhando profundamente em seus olhos – Shunrei me contou sobre sua mãe e do quanto você era apegado a ela ...
Minha mãe sempre foi tudo em minha vida. Quando estava viva sua presença era meu conforto. Agora que está morta a imagem dela é a única coisa que me faz seguir em frente. – Cisne permitiu que uma lágrima escorresse por sua face.
Tenho certeza que você tem outras razões para viver, Hyoga. – disse Eire enxugando delicadamente as lágrimas do cavaleiro com uma das mãos – Seus amigos amam você, sua existência é muito importante para eles. Estou certa disso.
Muito obrigado pelo seu consolo, Eire. Suas palavras são muito importantes pra mim. – Hyoga dizia enquanto a abraçava carinhosamente.
Nem ao menos percebeu o instante em que a abraçara. Pela primeira vez sentia-se verdadeiramente confortável. O calor do abraço de Eire era comparável ao que sentia quando, ainda criança, deixava-se envolver pelos braços de sua mãe. Abraçado a Eire, Hyoga pode sentir seu coração sendo aquecido, sua dor sendo amenizada. Sentindo que a garota também chorava, Cisne elevou delicadamente seu rosto segurando em seu queixo com uma das mãos e com a outra afastou alguns fios de cabelo que bloqueavam a visão de seus olhos. Seus rostos estavam tão próximos que ambos podiam sentir a respiração um do outro. Hyoga encostou lentamente sua cabeça em Eire e aproximou-se de seus lábios. Seu coração batia acelerado, seus pensamentos refletiam o desejo único de tê-la somente para ele. Quando finalmente seus lábios ameaçavam tocar os de Eire, seus corpos bem próximos e unidos, um pequeno ruído assustou subitamente a garota, que se afastou de Hyoga como de um sobressalto.
Perdoe-me, o ruído me assustou – Eire tentava disfarçar o rosto muito corado e as mãos ainda trêmulas.
Ah, claro, não se preocupe – Hyoga respondia também muito sem jeito.
Eu acho que ... que já está ficando tarde. Preciso ir, Shunrei deve estar preocupada ...
É verdade, nem ao menos sentimos o tempo passar. Vou levar você antes que Shiryu e Shunrei venham nos procurar. – brincou Cisne.
Durante o percurso até o apartamento da garota, pouco se falaram, ambos ainda perdidos pelo o que havia acontecido. Na entrada do prédio, Eire beijou o rosto de Hyoga e pronunciou baixinho um "até logo". Cisne por sua vez elevou as mãos da garota até seus lábios e depositou um curto beijo, olhando-a em seus olhos. A garota sorriu timidamente e se afastou.
(continua ... )
