AMOR ALÉM DA VIDA
CAPÍTULO 12 - CASAMENTO
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Agora ela era casada, mulher dele. Pelos costumes feudais já pertenciam um ao outro. A cerimônia tinha sido linda, parecia um sonho. Tudo perfeito... Ia ser uma longa semana sem seu amor, agora marido, até o dia do casamento com a família dela.
Foi trabalhar direto da lua de mel prévia. A esta altura, todos cientes da razão da alegria dela, compartilharam a felicidade. Pensavam que ela tinha celebrado uma cerimônia de casamento exótica, um capricho do casal, em algum lugar secreto e especial, então ninguém estranhou não ter sido convidados e as fotos naquele cenário tão lindo que parecia irreal.
Naquela noite, ao chegar em casa, a família estava alvoroçda, querendo saber como havia sido, o que haviam feito... todos queriam detalhes, ver as fotos, falar. A mãe havia preparado um jantar especial, com alguns dos pratos favoritos de kagome. O Avô queria que ela usasse um amuleto mágico que garantia muitos e lindos filhos. Souta estava calmo, mas interessado. Tinha levado a namorada, que estava perdida no meio daquela bagunça. Conseguiu deitar-se de madrugada, após acalmar todos os ânimos e saciar a curiosidade geral. Já sentia saudades.
A semana passou sem grandes incidentes. Na última prova, o vestido ficou perfeito. Os brincos, colar e a tiara que sua mãe tinha usado no próprio casamento seriam usados por ela, e ficaram perfeito. Sua mãe fizera questão de bordar o longo véu que usaria na cerimônia, e estava lindo. Encontrou sandálias lindas, delicadas, bem como uma pequena calcinha de renda branca e luvas longas. Tudo estava perfeito.
O dia do casamento amanheceu claro, com um lindo céu azul sem nuvens. Ela acordou cedo, havia ido dormir tarde, após um curto passeio com sua mãe pela cidade, apenas uma volta de carro, sem parar em lugar nenhum. Queria apenas estar com sua mãe antes de casar, e tudo mudar definitivamente.
Estava sentindo uma paz completa, nada poderia dar errado. Fez seu desjejum, que tomou à mesa de casa, sozinha. Sentou-se no sofá da sala e assistiu TV, calmamente. Tomou um banho, andou pela casa espantosamente vazia naquela manhã de sábado. Queria sentir a casa, pela última vez. Sabia que nunca mais seria igual. Almoçou, levemente, e foi para o salão de beleza arrumar-se. Souta a levou, feliz por ela. No caminho, olhava em volta, parecia querer absorver a atmosfera da cidade, a impressão dela era que tudo mudaria depois de casada. Irradiava felicidade e paz.
Em algumas horas, tudo mudou. Faltavam 2hs pro casamento, Kagome só estava maquiada. Seus cabelos estavam sem penteado, pesado e arrepiado, não sabia onde estava sua calcinha e luvas, su vestido estava amassado... e ela estava em pânico. Começava a chorar, ia borrar a maquiagem, quando informaram que seu avô e seu irmão tinham chegado para levá-la para a igreja. Começou a chorar, e a andar feito louca pela casa, pedindo providências. Em 2 minutos após ela começar um escândalo, apareceram cabeleireiras, sumiram os amassados do vestido, só não deram conta da calcinha e das luvas, mas ela não se importou. Deixou que a arrumassem e saiu, sentindo-se a mais feia das criaturas. Ao atravessar a porta, e ver seus entes queridos, ameaçou chorar novamente, agora de emoção. Ela ia casar! Aliás, já estava casada!!
Desceu, abraçou os dois, e entrou no carro. O vestido tomara que caia, com peito justo bordado em vidrilhos, que também enfeitavam o véu comprido, marcava sua cintura, cuja esbelteza era acentuada pelas várias camadas de tule que formavam a saia, deixando-a parecida com uma fada. Os cabelos corriam lisos e sedosos pelas costas, com uma parte presa atrás, guarnecida com um pente coberto por strass, que fazia a tiara, também de strass formando flores, parecer a coroa de uma princesa. Os as flores dos brincos brilhavam, fazendo de Kagome a imagem da beleza. Mas ela não sabia disso.
Havia chegado a hora. Estava em frente a igreja, pronta pra se casar. E se ele não aparecesse? E se a achasse feia? Ela pensava em todas as opções horríveis possíveis, enquanto esperava a hora que descer. O carro parou em frente ao Templo. Era hora de descer. Seu avô e seu irmão a ajudaram, gentilmente a sair do carro. As amigas já estavam a postos, as damas em ordem, a porta fechada. Ela tremia inteira, nervosa. Engoliu em seco e, e sem notar o que se passava, deu o braço a seu avô e foi, sorrindo mecanicamente em direção à InuYasha.
Ela não queria olhar pra ele, estava com vergonha. Só conseguiu chegar até o noivo porque o avô a guiou, senão não o teria feito. Sentiu as mãos dele tocarem as suas, e então o olhou nos olhos.
-Kagome, você está linda!!!
Ela apenas sorriu, feliz. Ele havia escondido com grampos as orelhas, e estava com os cabelos prateados soltos. Vestia um terno preto, camisa branca com uma gravata azul listrada de cinza claro. Os olhos dourados brilhavam felizes, ele estava resplandecente. O sorriso era tão grande que ninguém reparava que ele não tinha uma aparência normal.
-Para de tremer, acalme-se, meu amor. Venha comigo. Me dê o braço, agora, pare aqui. Se ajoelhe, amor. Venha.
Ele a guiou até onde o celebrante esperava. Era o cavalheiro perfeito, conduzindo a amada.
Foi uma cerimônia de sonhos, que ela não saberia descrever até o DVD ficar pronto.
Estavam casados.
A festa foi incrível, num lindo salão de um dos mais modernos hotéis da cidade. Todos dançaram muito, menos InuYasha, que preferiu beber e fazer amizade com os amigos e parentes de Kagome. Foram os penúltimos a deixar a festa. Subiram alguns andares para viverem outra noite de núpcias.
Na porta do quarto...
-Inu, me carrega até a cama, no colo..
-Claro, querida – disse com voz arrastada.
E pegou-a no colo, atravessando a porta. A jogou no sofá e foi pra cama, onde segundos depois ela o ouvia roncar. E assim foi a noite de núpcias.
Na manhã seguinte acordaram e se amaram felizes até a hora de deixar o hotel.
CONTINUA ...
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