Título: A Little Bite (Uma Pequena Mordida)
Autora:Gabriela Swan
Personagens: Edward/Bella
Rated: T/M – Cenas de Sexo (NC)
Advertências: Universo Alternativo.
Disclaimer: Edward, Bella e Cia pertencem à Stephenie Meyer. E "A Little Bite" é uma adaptação de Lynsay Sands. Ou seja:
Não ganharei dinheiro algum com isso, essa humilde autora de fic só pede reviews!
"VAMOS LÁ PESSOAL, EU SÓ QUERO REVIEWS, NEM QUE SEJA ESCRITO SOMENTE: "ADOREI" OU "NÃO GOSTEI"!"
Avisos: Como citado acima, os personagens são de Stephenie Meyer e a história pertence à Lynsay Sands. Mas a Fanfic A Little Bite, sua temática, seu enredo, e tudo mais que a compreende, é de autoria única e exclusivamente minha. Portanto, qualquer cópia – integral ou parcial –, adaptação, tradução, postagem ou afins sem a minha autorização será denunciado sem piedade. Agradeço pela atenção.
Sinopse: Edward Masen e Isabella Swan são completamente diferentes... Ele é um terapeuta especializado em fobias, que só queria curtir suas férias no México, após anos de estudo e trabalho, enquanto ela é uma "vampira", que sofre com hemofobia devido a traumas infantis. Cansada de ver a filha sofrer, Renée Swan decide seqüestrar Edward, para que ele cure Isabella. Mas quando ambos se encontram, logo surgem conclusões precipitadas. Ela acha que ele é uma sobremesa especial, devido ao sangue doce, presente de sua mãe. Ele por sua vez, pensa ter sido seqüestrado para virar um escravo sexual de alguma adolescente horrenda. Quão enganados ambos estão... e o que será que o destino os reserva?
Agradecimentos: Às minhas queridas leitoras que leram o Capítulo 10 e me presentearam com suas reviews, alertas e favoritos: Naryae, Gabi-Chan e Lauren Collins.
Capítulo 11
"Ela acordou!"
Todo mundo na van pulou quando Irina gritou essas palavras, incluindo Benjamin, que se assustou tanto que pisou nos freios com força, fazendo com que todo mundo voasse nos bancos.
"Nossa", Isabella murmurou, feliz pelo cinto de segurança que usava.
"Irina, amor", Benjamin chamou com falsa alegria enquanto terminava de estacionar. "Se você fizer isso de novo enquanto eu estou dirigindo, eu vou torcer seu pescocinho."
"Desculpa, Benjamin", a garota não parecia sentir muito. "Eu só fiquei surpresa por ver Tia Renée esperando por nós. Quer dizer, Isabella achou que voltaríamos antes que os outros acordassem, mas a Tia Renée está de pé."
"E, cara, ela parece nervosa", Tânia comentou.
Isabella precisou concordar. Sua mãe realmente parecia nervosa, de pé na porta que ficava entre a casa e a garagem. De fato, hoje ela parecia tão nervosa quanto ontem, apesar do fato de ela possivelmente estar vendo que Edward estava na van com eles.
Seguindo instruções de Benjamin, ele estava no banco da frente de novo. Os garotos, ele insistiu, deviam andar na frente. Tal como Tânia reclamou, aquela era uma decisão completamente machista, mas Isabella não se importou, isso lhe dizia que Benjamin gostava do outro homem. Por alguma razão, isso lhe agradou.
"Okay." Benjamin desligou o motor da van e destravou seu cinto de segurança. "Ajam com naturalidade. Tia Renée não tem motivo nenhum pra ficar com raiva. Acenem para ela e sorriam, então vamos pegar as compras e entrar juntos. Entenderam?"
"Entendemos", todo mundo respondeu, e começaram a se mexer. A van se encheu imediatamente com som enquanto as portas se abriam e todo mundo saia.
"Obrigada", Isabella murmurou enquanto Edward pegou sua mão para ajuda-la a desembarcar. Ele deu um leve aperto nos dedos dela, depois se virou para ajudar a próxima pessoa enquanto ela acompanhava Maggie para a traseira da van.
Ela deu uma olhada de lado para a porta entre a garagem e a casa enquanto caminhava, só para descobrir que sua mãe ainda estava lá. Isabella suspirou, triste por eles precisarem voltar. As últimas duas horas foram tão relaxadas e divertidas, com todos fazendo piada e rindo. Edward provou ser um cavalheiro quando não estava amarrado numa cama. No restaurante familiar onde Benjamin os levou para comer, Edward segurou as portas e puxou as cadeiras com um charme do velho mundo que Isabella descobriu que faltava na maioria dos homens.
Tânia, Irina e Edward foram os únicos a comer. Os outros simplesmente beberam café ou suco e observaram, divertidos, enquanto os três devoravam refeições completas, como se tivessem passado fome por dias.
Depois disso eles foram para o mercado. No momento que eles entraram, as gêmeas começaram a discutir sobre quem devia empurrar o carrinho. Edward arrumou a disputa sugerindo que ele podia fazer isso, deixando que as duas ficassem livres para jogar lá dentro o que quisessem. Não que ele mesmo não tenha jogado várias coisas lá dentro; o homem tinha um gosto por doces tão grande quanto as gêmeas. No fim, o carrinho de compras ficou cheio de poucas coisas além de comidas gordurosas. Havia opções salgadas, congeladas e as comidas prontas como cachorro quente e pizza, e três tipos diferentes de refrigerante. Parecia que Edward e as garotas achavam que iam fazer uma festa do pijama de um mês de duração.
"Nossa", Isabella murmurou enquanto ela e Maggie chegavam na traseira da van e Benjamin abria as portas duplas para revelas as compras lá dentro. "Eu não acredito que compramos tanta coisa. Quem vai comer isso tudo?"
"Parece que vamos ficar um mês, não é?" Kate perguntou divertida, enquanto ela e os outros pagavam tudo.
"Não é tanta coisa", Irina protestou.
"Tem comida suficiente para uma família de dez", Maggie disse.
"Ou duas garotas em fase de crescimento e um homem mortal com um apetite saudável", Tânia considerou.
"Duas garotas em fase de crescimento e um homem mortal com um apetite saudável para comidas não saudáveis", Rose disse duvidosamente, então olhou para Edward. "Eu posso entender que as garotas comam desse jeito, elas são adolescentes, mas você com certeza não come isso em casa."
"Não, ele admitiu com um sorriso. "Eu como coisas saudáveis: frutas, vegetais, arroz e frango grelhado", ele se inclinou para a van para pegar dois dos três pacotes de refrigerante, esperando que Benjamin pegasse o último e usando um cotovelo para fechar uma das portas traseiras enquanto completava, "Mas essa semana eu estou de férias, então eu pensei em ser mau. Semana que vem eu volto às comidas saudáveis e exercícios."
"Vocês mortais." Benjamin gargalhou enquanto fechava a segunda porta.
"Vocês passam uma ou duas semanas de férias durante o ano, e cinqüenta
semanas se arrependendo. Deve ser uma droga."
"Hmm." A boca de Edward se torceu enquanto o grupo relutantemente começou a andar em direção à porta, onde Renée esperava.
"Eu acho que com uma dieta de sangue vocês não precisam se preocupar com o peso, mas eu acho que prefiro ficar com as batatas fritas e pizza."
Isabella ainda estava sorrindo com o comentário dele quando eles alcançaram sua mãe. Seu sorriso desapareceu, e ela se mexeu desconfortavelmente enquanto reparava em sua expressão mau humorada.
"Mamãe", ela cumprimentou com um aceno de cabeça. "Você acordou cedo."
"Compras?" Renée perguntou diretamente, então gesticulou para que Isabella a seguisse, e foi até a metade do corredor da garagem, passando por dois carros até chegar no seu, vermelho esporte, e se virou para encara-la.
"Eu sei", Isabella disse rapidamente. "Você está com raiva porque levamos Edward para fazer compras, mas não havia comida na casa, e ele e as gêmeas estavam morrendo de fome. E", ela completou, "ele se comportou perfeitamente o tempo inteiro. Ele não tentou escapar, nem nos convencer a leva-lo para casa, nem nada." Isabella parou para respirar, então continuou. "Sério, Mamãe, você não pode manter o homem amarrado na cama o tempo inteiro. Isso é seqüestro. Você devia apagar a mente dele, não traze-lo de volta."
Renée suspirou, sua raiva diminuindo um pouco. "Era o que eu pretendia fazer. Infelizmente, ele tem uma mente muito forte. Pior ainda, ele descobriu o que nós somos, e isso dificultou tudo."
"Sim, eu sei", Isabella admitiu. "Ele estava fazendo perguntas essa manhã, e eu expliquei algumas coisas."
Renée afirmou com a cabeça. "Bem, os conhecimentos e a consciência dele fazem com que seja quase impossível controla-lo agora. Carmen é a única que consegue fazer isso agora, e ela precisa controlar a mente dele completamente. Contanto que ela esteja dentro dos pensamentos dele, ele faz o que queremos, mas no momento que é liberado..." Ela ergueu os ombros. "Ele nem fica hipnotizado por dois
minutos... E nós não conseguimos limpar a memória dele."
"Droga", Isabella sentiu os ombros caindo de cansaço. Ela olhou para a porta onde os outros ainda estavam esperando. Eles não tinham desistido da parte 'todos por um' e estavam esperando a pouca distância, caso ela precisasse de reforços. Ela sorriu fracamente com a demonstração de apoio deles, depois olhou de volta pra sua mãe para perguntar, "Então, e agora?"
"Nós o trouxemos de volta para que seu Tio Eleazar dê uma olhada."
"Tio Eleazar?" Isabella se encostou no carro vermelho esporte da mãe, suas pernas de repente ficaram fracas de preocupação. Se Tio Eleazar era chamado pra tomar conta de alguma coisa, isso era ruim.
"Não entre em pânico", Renée disse rapidamente. "Eleazar é mais velho, muito mais velho, e muito mais hábil e poderoso. Eu estou esperando que ele possa dar um jeito nas coisas, então ele pode limpar sua memória onde nós não podemos."
Isabella também esperava que sim. Ela sabia muito bem que se Tio Eleazar não conseguisse apagar a memória dele, ele não hesitaria em apagar Edward para defender sua raça.
"Quando ele vem?" Ela perguntou ansiosamente e sentiu os olhos se estreitando quando a mãe mordeu o lábio e hesitou.
"Bem, eis o problema", ela admitiu. "Estamos tendo problemas para encontrá-lo."
"O quê?" Isabella perguntou.
"Vladimir prometeu encontra-lo para mim. Enquanto isso", ela disse com alegria forçada. "Não há motivos para que o Dr. Cullen não possa tratar sua fobia enquanto estiver aqui."
Isabella revirou os olhos com sua persistência. A mulher nunca desistia quando colocava uma coisa na cabeça. Balançando a cabeça, ela disse, "Eu não o vejo com muita vontade de me tratar, depois de ter sido mantido aqui contra a vontade."
"Tenho certeza que ele fará a coisa certa", Renée lhe assegurou. "Ele parece um homem suficientemente razoável. E como você disse, ele foi fazer compras com todos vocês essa manhã e se comportou lindamente, voltando sem problemas." Seu olhar deslizou para o homem em questão e ela completou "Talvez ele já esteja fazendo a coisa certa."
Isabella seguiu seu olhar até Edward. Ele estava observando as duas com um olhar solene, obviamente consciente de que elas estavam discutindo sobre ele. Forçando um sorriso para ele, ela virou de volta para a mãe e apontou, "Você não faz idéia de quanto tempo Vladimir vai levar para encontrar o Tio Eleazar. Pode levar algum tempo."
"Sim", Renée reconheceu. Tio Eleazar tinha uma tendência a desaparecer por períodos estendidos. Ninguém sabia para onde ele ia, e ele sempre aparecia quando uma emergência exigia sua atenção, mas quem sabia se ele pensava que essa era uma emergência que não valia sua atenção imediata?
Afinal, Edward estava contido e contanto que estivesse aqui, não era uma ameaça imediata.
"Você não pode amarra-lo", Isabella disse.
"Isabella –"
"Mãe, você não pode", ela discutiu. "Ele não é um animal, e você não pode mantê-lo hipnotizado de forma que isso não o incomode."
"Sim, mas –"
"Eu falo com ele", ela disse rapidamente. "Se ele prometer que não vai tentar fugir –"
"Eu vou falar com ele", Renée interrompeu firmemente. "Então eu decido."
Isabella hesitou, mas não era como se ela tivesse muito a dizer nesse assunto. Ela afirmou relutantemente com a cabeça, mas não sabia o que faria se sua mãe decidisse que o deixaria amarrado. Isabella não achava que podia ficar sem fazer nada. Se ela o amarrasse de novo, ela provavelmente o ajudaria a fugir.
"Ai vem elas."
Edward acenou severamente com a cabeça quando Benjamin murmurou essas palavras.
"Tia Renée não parece mais com raiva", Tânia disse esperançosamente.
"Não, mas Bella não parece agradada", Irina apontou.
"Ela parece preocupada", a própria Rose parecia preocupada, e de repente Edward teve consciência que todos os olhares do grupo se dirigiram a ele. Ele achou que eles estavam preocupados com o que aquilo podia significar para ele. Ele mesmo estava bastante preocupado.
"Bem, porque vocês estão todos aqui?" Renée sorriu enquanto guiava Isabella de volta para o grupo. "Suas compras vão estragar. Melhor vocês levarem tudo para dentro."
Edward piscou surpreso quando ela pegou os dois pacotes de refrigerante que ele carregava. Ela os levantou como se fossem leves como penas e se virou para entrega-los a Irina, que por acaso era quem estava mais perto.
Ele ficou ainda mais pasmo quando a adolescente segurou os dois pacotes com uma mão, segurando-os como uma garçonete segurava uma bandeja de bebidas, e começou a andar em direção a casa. Edward balançou a cabeça lentamente, ele teria que perguntar a Isabella quanta força os nanos lhes davam. Aqueles pacotes eram pesados para ele.
"Venha comigo, Dr. Cullen." Renée Swan agarrou seu cotovelo com uma mão firme e o virou na direção da porta. "As crianças vão guardar as compras. Enquanto isso, eu gostaria de ter uma palavrinha, se você não se importa?"
Apesar das palavras educadas, Edward sentiu que estava sendo arrancado do seu rebanho por um predador enquanto ela o puxava pra longe dos outros.
"Me junto a vocês assim que as compras estiverem guardadas", Isabella chamou, e Edward olhou por cima do ombro para ver o sorriso encorajador que ela forçava com os lábios rígidos. Ele mesmo conseguiu forçar um sorriso.
"Não há motivo para ficar ansioso, Dr. Cullen", Renée disse, tentando acalmar, enquanto o guiou através da cozinha e para o saguão. "Nós vamos apenas conversar."
Edward não se incomodou em responder. Não havia sentido em mentir, dizendo que não estava preocupado, a mulher podia ler a mente dele, então ele segurou a língua; mas o coração dele afundou enquanto ela o levou escada acima. Ela estava levando ele de volta para o quarto, e ele não tinha dúvidas de que ela ia amarra-lo novamente assim que chegassem lá. Depois da liberdade que ele aproveitou naquela tarde, Edward achava que não poderia agüentar ser amarrado na cama de novo.
A saída com os outros foi agradável para Edward. Ele gostou da companhia tanto quanto da liberdade temporária. Os Swans mais jovens eram um grupo ótimo, e Isabella... Ela era esperta, engraçada, divertida. Ele observou ela se relacionando com os primos e descobriu que estava impressionado. Ela era abertamente afável e carinhosa, obviamente respeitava eles e seus sentimentos, e nunca era condescendente com as gêmeas. Ele gostava dela. Ela era uma pessoa genuinamente legal. Sem mencionar que era sexy como o diabo.
Edward fez uma careta com seus próprios pensamentos, e suspirou pesadamente quando Renée o levou para o quarto onde ele passou a maior parte de dois dias amarrado.
"Vamos sentar no sofá", Renée sugeriu suavemente enquanto ele caminhou automaticamente para a cama Edward fez o melhor para esconder sua surpresa enquanto mudava rapidamente de direção e caminhava até o sofá que ficava na mesma parede da janela. Ele sentou numa ponta enquanto Renée ficava com a outra. Então ele esperou, se perguntando o que vinha à seguir. Para sua surpresa, a mulher parecia não ter certeza de como começar, e hesitou por vários momentos antes de dizer, "Isabella me disse que explicou algumas coisas sobre nós essa manhã."
"Ela respondeu muitas perguntas, sim."
Renée acenou a cabeça. "Há algo em que você pensou desde então, que precisa ser esclarecido?"
Edward hesitou. Depois de passar um bom tempo com o grupo mais jovem, de repente ele teve consciência da diferença do discurso de Renée Swan. Isabella e os outros tinham um leve sotaque, uma pequena diferença em sua pronúncia que era quase imperceptível, mas que revelavam uma descendência estrangeira. Renée, por outro lado, tinha uma pronuncia muito acentuada; ela também evitava usar expressões e raramente usava contrações, falando um Inglês muito preciso. Isso o deixou curioso.
"Você não é Canadense por nascimento", ele disse finalmente.
"Eu nasci na Inglaterra", Renée lhe informou.
Edward fez uma careta. Ele não teria adivinhado que o sotaque dela era Britânico. Pelo menos não parecia com os sotaques Britânicos que ele conhecia.
"Eu estou viva há muito tempo, Dr. Cullen, e vivi em muitos lugares."
"Quanto tempo e quantos lugares?" Ele perguntou prontamente, e Renée sorriu com sua aspereza.
"Eu nasci em 4 de Agosto de 1265", ela anunciou.
A mandíbula de Edward caiu, então ele balançou a cabeça e disse, "Impossível. Isso te daria mais de setecentos anos de idade."
Renée sorriu. "De qualquer forma, é a verdade. Quando eu nasci, a Inglaterra estava em guerra civil e Henrique III era rei. Não havia encanamento e cavalheirismo era mais do que apenas uma resposta de palavras-cruzadas. Apesar de, é claro, ela só existir para as pessoas ricas e poderosas", ela completou meio sem jeito.
"E eu suponho que você não era rica e poderosa?" Ele perguntou.
Renée balançou a cabeça. "Eu era camponesa. Eu era filha bastarda de um dos muitos lordes que visitaram o castelo onde minha mãe era servente."
"Bastarda?" Edward perguntou com simpatia.
"Infelizmente, sim. Temo que o único motivo pelo qual ela lembrou da minha data de nascimento é porque aconteceu durante a batalha de Evesham", Renée deu de ombros. "Assim que aprendi a caminhar eu comecei a trabalhar no castelo, e teria morrido lá – provavelmente muito jovem – se Charlie não tivesse aparecido e me levado de lá."
"Me disseram que Charlie tinha um problema com álcool?"
Renée concordou lentamente com a cabeça. "E isso o matou. Ele morreu quando tomou uma quantidade grande demais do sangue de um homem bêbado, e desmaiou. Ele não acordou quando a casa pegou fogo ao redor dele. Queimou até morrer."
"Sim, acho que Benjamin mencionou que Charlie havia morrido num incêndio", ele disse, então ergueu uma sobrancelha e perguntou, "Então vocês podem morrer?"
"Oh, sim; não facilmente, mas nós podemos morrer", ela lhe assegurou. "E fogo é uma das coisas que podem nos matar."
"Eu imagino que não seja uma forma muito agradável de morrer", Edward murmurou.
"Não, e eu prefiro que Isabella não siga os passos do pai."
"E foi por isso que você me trouxe aqui." Ele ergueu uma sobrancelha. "Você não quer que ela se alimente... er..."
"Direto na fonte", Renée ofereceu. "Ela pode, é claro, continuar se alimentando dessa forma, mas é um negócio arriscado. Além do crescente risco de exposição da nossa raça, isso também carrega o risco de se alimentar do tipo errado e sofrer as conseqüências."
"Suponho que com 'tipo errado' você esteja se referindo aos sem teto do abrigo?" Edward perguntou.
"Eu não estou sendo esnobe, Dr. Cullen", Renée disse, cansada. "Mas pessoas sem teto que procuram abrigos dificilmente são os indivíduos mais saudáveis. Nutricionalmente, seu sangue não é dos melhores."
Edward concordou com a cabeça. Isabella mencionou a mesma coisa mais cedo, mas agora ele pensou que provavelmente havia muita gente que tinha casa e tinham uma dieta baseada em comer besteira, e suas refeições seriam igualmente sem nutritivos. Mas ele não se importou em mencionar isso, não era importante. "E a conseqüência que você teme é que ela fique bêbada?"
Renée concordou com a cabeça. "Isabella já voltou do abrigo bêbada, ou drogada, várias vezes depois de se alimentar com o indivíduo errado quando ainda vivia aqui, e eu sei que isso ainda acontece. Ela não pode sempre adivinhar se eles usaram álcool ou narcóticos, até que seja tarde demais. As pessoas que usam criam uma certa resistência; ela não tem nenhuma. Então o que os deixaria apenas um pouco altos e ainda agindo com sobriedade, pode deixa-la completamente intoxicada."
Edward tentou imaginar Isabella intoxicada, mas não conseguiu. Ela não parecia esse tipo.
"Então", Renée disse de repente. "O que você acha da minha filha?"
Surpreso pela mudança repentina de assunto, Edward se descobriu enrijecendo enquanto uma maré de pensamentos passava por sua mente. Ele achava que Isabella era linda e inteligente e doce e bondosa e cheirava bem e... A lista rolando em sua mente não tinha fim, mas antes que ele conseguisse controlar a coleção de coisas cálidas e agradáveis que ele pensava e sentia sobre Isabella, Renée estava balançando a cabeça e perguntando, "E como você está lidando com o conhecimento sobre nossa espécie? Eu sei que deve ser desconcertante."
Edward sorriu fracamente com a sabedoria nas palavras dela. Desconcertante? Oh, sim. Ter seu sistema de crenças e seu mundo virado de cabeça pra baixo podia ser um pouco desconcertante, mas também era incrivelmente interessante. Especialmente depois de falar com Isabella e ter algumas explicações.
Ele supôs que seu interesse podia parecer estranho para os outros, mas... bem, afinal, aquelas eram pessoas incríveis, com talentos e habilidades que ele só podia imaginar, e que estavam vivos há muito tempo.
Renée disse ter mais de setecentos anos de idade. Bom Deus, todos os eventos mundiais que ela deve ter presenciado, os avanços na tecnologia, as pessoas que ela deve ter conhecido com o tempo... as figuras históricas que fizeram tantas coisas e sobre as quais Edward só podia ler. Até Isabella – que tinha mais de duzentos anos de idade – deve ter visto coisas que impressionariam sua mente.
De certa forma, ele descobriu que estava quase agradecido por ter sido trazido aqui. Isso certamente era mais interessante que ficar à beira do mar ou jogando vôlei na praia.
Se dando conta que Renée esperava por uma resposta, Edward olhou para cima, mas antes que ele pudesse falar, ela balançou a cabeça de novo e perguntou, "Você gostaria de ficar aqui como nosso convidado e trata-la?"
Edward a encarou, se dando conta de repente que ela estava lendo a mente dele para pegar suas respostas, e era por isso que ela não estava se incomodando em esperar que ele verbalizasse. Ele esqueceu brevemente da sua habilidade, mas agora que ele lembrava, Edward estava mais divertido que aborrecido. Isso evitava que ele precisasse encontrar uma forma educada de dizer o que pensava. Apesar dele achar que devia estar alarmado; nem todos os seus pensamentos e sentimentos por Isabella eram apropriados para menores.
"Dr. Cullen?" Renée pressionou.
"Me chame de Edward", ele murmurou, notando com interesse que ela estava aparentando impaciência, até frustração. Parecia que seus pensamentos randômicos evitaram que ela encontrasse a resposta para
sua pergunta. Interessante, ele pensou.
"Você vai tratar Isabella?" Ela repetiu.
Com um pequeno sorriso solene nos lábios, ele disse, "Me diga você." Os olhos dela se estreitaram com o desafio, então ela inclinou a cabeça e ficou em silêncio.
Edward passou os próximos instantes tentando manter a mente vazia, testando para ver se conseguia bloqueá-la. Quando ele viu a impaciência passar novamente pelo rosto dela, ele ficou quase convencido de que havia conseguido, mas um momento depois ela ficou ereta e acenou com a cabeça. "Você preferiria que outra pessoa atendesse suas necessidade terapêuticas enquanto você a persegue sexualmente, mas você também quer ajuda-la e sente que Rose está certa, e você não pode se prender às éticas comuns sob essa circunstância, então vai ajudá-la", ela disse calmamente, e ficou de pé. "Agora, eu dormi muito pouco esta manhã; acho que vou voltar para o meu quarto até que o sol se ponha."
"Cama?" Edward ecoou ausentemente, sua mente consumida com horror por causa da forma precisa que ela leu o que ele sentia. A mulher era o pesadelo de todo homem – uma mãe que sabia exatamente o que o homem queria e não se deixaria enganar com boas maneiras e mentiras educadas.
"Não dormimos mais em caixões, Edward. Houve um tempo em que caixões e criptas eram os lugares mais seguros para nós dormirmos, porque nos protegia da luz do sol e de alguém que pudesse nos caçar, mas esse tempo passou. Dormimos em camas, em quartos com janelas feitas para manter os raios quentes do sol do lado de fora, e com cortinas escuras para aumentar a proteção." Renée inclinou a cabeça e perguntou, "Você não sabia que estava no quarto de Isabella?"
"Er... sim", ele disse, se sentindo meio idiota. "E eu não acreditava que vocês dormissem em caixões, mas –"
"Mas você não tinha certeza."
Edward acenou com a cabeça em sinal de desculpas.
"Bem, fique em paz, não temos caixões", Renée lhe assegurou, e foi em direção à porta. "Isabella está no corredor há algum tempo, sem querer interromper. Ela ficará aliviada ao ver que você ainda está desamarrado. Aproveite o resto da sua tarde. Eu espero que ela seja produtiva."
Nota da Autora
1. Oi amores! Tudo bem com vocês? Espero que sim, bem sem muito para falar então...
2. Respondendo a reviews do capítulo anterior:
Naryae: Oi! Bem, eles ainda não estão totalmente juntos, rsrs, mas caminhamos para isso!
Gabi-Chan: Oi! Obrigada! Seja Bem-Vinda. E vou tentar não demorar nos posts!
LaurenCollins: Oi! Obrigada! E espero que vc já tenha se atualizado, rsrs.
3. Sabem aquele aviso sobre a fic ser única e exclusivamente minha, um pouquinho antes dos agradecimentos no início do cap? Então, por favor, não o ignorem! Lembrando que, se existem algumas passagens aqui que não nos pertencem, essas foram postadas com autorização dos respectivos autores. Então, sobre o aviso, volto a repetir: não o ignorem!
4. E aqui, eu gostaria de pedir aos leitores fantasmas e a todos que colocaram a fic nos alertas e nos favoritos e que ainda não comentaram, por favor comentem! Afinal, as reviews podem sobreviver sem os favoritos e os alertas, mas não o contrário! E, quem tem tempo pra ler e favoritar, ou colocar nos alertas, também tem tempo pra comentar, né?
5. Beijos a todos os que leram, e um super obrigado adiantado a todos os que além de ler vão clicar no balãozinho para comentar! Só que o pessoal que não comenta, bem, esses eu nunca vamos saber o que estão achando da fic, suas sugestões, enfim... É para vocês leitoras e leitores que escrevo, então quero muito saber o que vocês estão achando! Qualquer que seja a opinião de vocês sobre a fic, eu vou adorar ler.
6. Ah, e quem quiser, já foi disponibilizado várias imagens da FIC! É só dar um pulo no meu perfil!
– Gabi –
Só lembrando:
REVIEWSGERAUMA AUTORAFELIZ
AUTORA FELIZGERACAPÍTULO NOVO!
O BALÃOZINHO DOREVIEW THIS CHAPTERÉ LINDO, NÉ?
ENTÃO CLICA NELE E DIZ PRA MIM O QUE ACHOU! ;)
III
II
I
V
