Disclaimer: Se Twilight me pertencesse... (?) Sem mais, no momento.
TEAM EMMETT. De novo e de novo, porque ele merece.
N/A: Esse capítulo é meio dramático. Eu vou logo avisando. E aqui nós temos uma passagem de tempo bruta. Odeio decepcioná-las, mas Edward Cullen nessa fic não é do tipo que sai correndo atrás de uma garota qualquer. Orgulhoso. Bem, mas ambos estão mudando e eu espero que dê para perceber isso nesse capítulo, especialmente. Respondendo as reviews nesse instante, desculpem a demora, era para eu ter postado na sexta, mas acabei me enfarofando de coisas para resolver. Preciso estudar! Aiai, beijos a todos, darlings! Enjoy. ;)
Capítulo XII – Ilusão
Três meses depois.
[Bella]
Eu estava sentada na areia, observando o mar. Não conseguia me concentrar para o meu projeto literário, de qualquer forma. Eu vinha diariamente àquele lugar para ter ideias, mas ultimamente tinha sido meio inútil. Eu não tinha boas ideias há muito tempo.
Ele estava em todos os lugares, a toda hora. Porque toda e qualquer cor que eu avistava minha mente imediatamente me remetia a ele. Essa traidora. Eu nunca pensei que três meses seriam como uma eternidade. Aos poucos você esquece do cheiro e dos beijos. Parecem meras lembranças informais e distantes. Eu tentava me apegar a qualquer coisa, mas a manhã na Biblioteca estava simplesmente muito longe.
Não que eu não tivesse tentado. As Bibliotecas de Phoenix eram maiores e menos aconchegantes. Não eram frias, para que eu precisasse me aquecer, pelo contrário. O clima estava insuportável quente desde que eu retornara a cidade, ou talvez fosse simplesmente porque eu estava me acostumando com o clima obscuro de Forks. Os aparelhos de ar-condicionado nunca conseguiriam transmitir a gelidez da pele dele na minha.
O cheiro do lugar não era o mesmo. Era mais modorrento. Até a cópia de Frankenstein de Mary Shelley era completamente diferente. Eu tentara ler o trecho que estava lendo quando recebi suas mensagens e reler as várias mensagens dele que ainda estavam no meu aparelho, mas de nada isso adiantou para reconstruir a cena.
Eu dormi novamente com Jacob no primeiro mês. Mais um erro para os já incontáveis na minha lista. Eu estava carente demais, chateada demais, desesperada demais. Demais. Eu decidira agir como uma esposa e brincar de casinha, embora duvidasse realmente que isso desse certo. Ele ficara furioso quando descobriu que eu e Edward passamos muito tempo juntos e nós tivemos uma briga monumental por isso. Ele queria voltar à Forks e matar Edward com as próprias mãos.
Eu sentia falta da forma como ele tratava sexo perto de mim. Direto demais. Nunca sexo fora tão ruim para mim, quando com Jacob. Ele não sabia me tocar, me beijar ou me dar prazer. Era mecânico e tosco, sem tesão. Depois de ter provado Edward, eu não podia me contentar com ele.
Forks era uma palavra proibida no vocabulário do meu pai. Jacob deu-se ao trabalho de relatar tudo que acontecera a mim, fatos dos quais ele estava completamente desinformado, a respeito de eu ser casada e estar pulando a cerca com outro cara qualquer. Eu tenho certeza que as visões da bancada da cozinha atormentavam a mente insana de Charlie, horrorizado por abrigar uma filha tão adúltera.
Ele me expulsou de casa, então, e ganhou uma briga feia com Renee. Ela insistira que eu morasse com Jacob e começasse uma espécie de lar feliz, mas eu acabei quebrando uma garrafa de vinho na cabeça de Jacob, quando ele próprio insinuara isso. Peguei minhas coisas e mudei para um flat de frente para a praia.
Depois de longos emails à Universidade de Forks e uma ajuda a mais de Alice eu conseguira a bolsa acadêmica. Eu não sei como ela tinha feito aquilo ou o quê prometera a eles, mas eu consegui uma licença para tentar "desenvolver o meu talento, sem prejuízo dos trabalhos acadêmicos que eu deveria desenvolver durante o semestre". O que significava, basicamente, que eu mandava por Alice a tese que eu teria que desenvolver, enquanto ela ocupava os meus professores com desculpas.
Eu não sei como agradecê-la e ela sabe disso. Então, costuma insistir diariamente que eu volte a Forks. Ela sabe que eu costumo travar demais quando o assunto se remete ao irmão dela e faz três dias desde o meu último e-mail.
Ela está sempre dizendo que ele sente a minha falta e adoraria que eu voltasse, mas silencia completamente quando eu pergunto sobre as festas e as garotas na Universidade. Eu conheço Edward tempo o suficiente para saber que ele nunca ficaria sozinho. E, de alguma forma, isso me machucava demais.
Demais, demais, demais. Tudo era simplesmente muito intenso quando se referia a ele. Eu me perguntava a todo e qualquer minuto como eu pude deixar isso acontecer. Porque estar e não estar com ele me fazia feliz e triste ao mesmo tempo. Eu era uma contradição ambulante.
Eu estaria mentindo se dissesse que ele não tentara me procurar. Por duas vezes ele me ligou, mas não deixou o celular tocar mais do que deveria. Como se no último instante tivesse mudado de ideia e se arrependesse de ter discado o meu número. Eu nunca retornei as ligações, por pura falta de coragem. Misty, minha melhor amiga em Phoenix, dizia que eu tinha que queimar aquela droga de aparelho e trocar de número. Como toda e qualquer boa amiga, ela odiava Edward por não ter me segurado e sacudido quando poderia e dizia frequentemente que eu tinha que esquecê-lo.
Era fácil falar. Muito fácil. Depois de duas festas em que eu acabava de porre, completamente triste e chorosa, chamando por ele, ela mandou eu cair na real e me livrar de qualquer coisa que lembrasse dele. Eu pensei em jogar minhas roupas fora, inclusive minhas calcinhas, mas isso não fora suficiente. Eu apaguei todas as mensagens que um dia ele me mandara e apaguei o seu número da lista, mas isso também não bastava, uma vez que a minha mente traidora armazenara aquele número.
Eu também tentei sair com caras. Mas ou eles eram superficiais demais para mim ou inteligentes demais para querer lidar com uma garota problemática, com os nervos a flor da pele, como eu.
Eu estava na merda.
Eu me sinto na merda.
Que droga de vida.
[Edward]
Eu saí do carro, incrédulo, porque pensei ter visto o balançar dos cabelos dela na esquina oposta. Alguns carros buzinaram atrás de mim, com motoristas furiosos, mas eu estava simplesmente hipnotizado. Emmett tentava, em vão, me tirar dos meus devaneios, mas só quando eu escutara sua ameaça distante de "chutar as minhas partes caso eu não entrasse na droga do Volvo" foi que eu retornei a mim.
- Você viu aquilo?
- Uma garota saltitante e desconhecida? Sério, cara, você precisa de um psicólogo, eu estou começando a ficar com medo das suas alucinações!
- Muito parecida com ela. – sussurrei envergonhado, mas talvez ele não tenha escutado. Agora ele recitava todos os nomes obscuros de médicos que ele conhecia, inclusive meu pai.
- Dirige logo esse carro que as meninas estão esperando as compras da festa.
Eu engatei a marcha, mas ainda completamente disperso. Três meses. Emmett me ajudava com psicologia barata, repetindo que eu realmente parecia um viciado em recuperação. De vez em quando, ele recitava alguns passos de recuperação que só os viciados escreviam e faziam para tentar superar aquela barra.
Nós levávamos tudo na brincadeira, mas ele, tanto quanto eu, sabia que tudo era mais do que sério. Eu não queria nem imaginar que tipo de sermão ele ou qualquer outra pessoa me dariam quando eu soubesse que tipo de passos eu estava seguindo para transar com qualquer garota.
- Aqui, aqui! – ele apontou para a loja de conveniências, retirando uma lista enorme do bolso, que Alice lhe dera.
Nós estávamos encarregados da bebida e de alguns petiscos, enquanto elas estavam enfurnadas na cozinha, dando ordens a sei lá quem. Esmè e Carlisle decidiram passar uma segunda lua de mel em uma cidade próxima e nós ficamos encarregados de cuidar da casa.
A única preocupação de Alice para aquela noite era manter as plantas de mamãe vivas e saudáveis. De resto, eu apostara que a casa viraria um pandemônio e ela não estaria nem ai.
- Oh-ho-oh! – Emmett emitiu sons estranhos ao encontrar uma garrafa que lhe atraísse. Ele a abraçou como se fosse um bebê fofo – Whisky cem anos! Que maravilha!
Revirei os olhos.
- E você diz que eu tenho problemas mentais.
Pegamos as bebidas e jogamos tudo no porta-malas antes de voltar. Forks estava mais chuvosa do que nunca, com um frio descomunal.
Quando nós voltamos à casa, Alice e Rose já tinham sumido para se arrumar. Os garçons que elas contrataram para o bar se encarregaram das compras. Meu telefone tocou quando eu pus o pé no primeiro degrau da escada.
- Oi, Edward! – era Catherine. Mais grudenta do que nunca. Nós chegamos a sair semana passada.
- Fala.
- Ai, eu mal posso esperar para nos encontrarmos hoje a noite... Você vai adorar a surpresinha que eu preparei para você...
- Mal posso esperar... – comentei entediado.
Ela começou a tagarelar sem parar, então eu passei o telefone para um dos caras do bar – que me olhou confuso – e dei de ombros.
- Encare como uma gorjeta. Ela é gostosa... – acrescentei e o cara começou a ouvi-la com mais disposição.
Subi para trocar de roupa, enquanto Emmett ia para a sua casa, fazer isso. Eu não estava com pique para festas, mas Rosalie insistira, preocupada com sua popularidade em decadência depois que começara a namorar e não dormir com os universitários populares de Forks.
De certa forma, eu considerava isso uma evolução para ela, mesmo que ela ainda não tivesse consciência plena disso. Eu me perguntava quando seu intelecto evoluiria para coisas bem mais importantes quanto o seu próprio nariz – e falou o Sr. Maturidade.
Revirei minhas anotações de Química Laboratorial, lembrando dela. Por cima das folhas eu tentei traçar um caminho pelo lugar em que ela tivesse cruzado os dedos, mesmo que superficialmente, para caçar minhas anotações. Abri meu notebook e cedi à tentação de abrir sua página online do myspace, com uma foto meio intelectual e engraçada que me tirava do sério. Acima de tudo, eu sentia falta do seu sorriso, ou do som dele.
Fechei bruscamente o computador e passei os dedos pelo cabelo, abobado. Eu não estava seguindo os passos, eu estava cedendo à droga. Belo paciente em recuperação, eu era. Talvez eu nunca me recuperasse, essa era a verdade.
Eu nunca sentira falta de alguém na minha vida. É diferente quando os seus pais têm que viajar ou sua irmã maluca está em um acampamento de verão. Ou até quando você conhece aquela garota incrível no colégio que vem a ser sua primeira paixão infantil e mal dorme direito para vê-la no outro dia. Era muito, muito diferente do que eu sentia agora. Era doentio.
Como se ela e somente ela pudesse reparar aquele vazio esquisito. Como se os dias fossem ridiculamente monótonos sem a perspectiva dos seus sorrisos. Como se o seu sabor fosse uma espécie de vinho caro que só se prova uma vez na vida, se você tiver o privilégio. Eu era mesmo um idiota.
- Você não vem? – Rose disse animada, abrindo a minha porta. Eu podia ouvir o barulho alto no andar debaixo. Provavelmente, a festa já havia começado.
- Ainda estou me decidindo... – eu disse brevemente, ainda encarando o teto do meu quarto.
O barulho cessou quando Rose fechou a porta. Ela usava um perfume maravilhoso, tão Rosalie Hale, completamente pronta para deixar todos de queixo caído. Ela se deitou ao meu lado e ficou um tempo encarando o teto comigo, antes de voltar a falar.
- Você gosta tanto assim dela?
Sorri torto.
- De quem?
- Eu simplesmente não entendo como isso foi acontecer, ela é tão...
- Perfeita? – eu disse suspirando tolamente.
- Ridícula. – ela completou, incrédula. Virou-se de lado para me encarar, não retribui o seu olhar.
- Eu também não sei como foi acontecer... – confessei – Não é... Controlável.
- Carla me confessou... Que você disse o nome dela.
Suspirei. Carla tinha que passar aquela informação adiante.
- Não foi proposital...
- Não é como se fosse normal você sussurrar o nome de outra pessoa quando está transando com alguém.
- Fica mais fácil se eu imaginar ela... Não que isso seja desculpa, lógico. Eu já pedi desculpas à Carla.
- Eu sei... – Rose disse simplesmente – Foi cavalheiro da sua parte.
- Rose, como é se apaixonar?
Ela corou com a pergunta e dedilhou o edredom macio.
- Eu não sei explicar... – ela disse brevemente – Eu me sinto como se faltasse o ar. Como se você estivesse mergulhando fundo e o ar faltasse. Então você pensa que é o fim e vai morrer ali, você se desespera. Você precisa daquilo.
- É como necessidade?
- Basicamente.
- Rose?
- Oi, Edward.
- Desculpe por pensar que você ainda tem o intelecto reduzido. – disse sorrindo. Ela estapeou meus braços.
- Sempre um idiota! Agora vamos, os convidados já chegaram.
- Ok, ok. – eu disse seguindo-a, entre risadas.
O andar debaixo estava completamente entupido de gente. Tranquei meu quarto por precaução, era costume nosso desde uma festa em que: a) Rosalie pegou um casal enroscado nos seus lençóis de seda cara; b) alguns jogadores de críquete acharam interessante jogar bêbados no quarto de Alice; c) o meu carpete amanheceu todo vomitado por garotas que não sabiam como ingerir álcool sem colocá-lo para fora na mesma hora.
Avistei Catherine de longe com suas amigas saltitantes, então tomei o rumo contrário. Emmett me entregou uma dose do seu filho, Whisky de cem anos, enquanto Jasper divertia a todos, contando piadas inescrupulosas.
Brindamos e engolimos as doses. Emmett já parecia meio alegre demais, mas ele ainda não estava nem perto de ficar bêbado. Tinha acabado de começar a beber e talvez sua alegria derivasse das coxas sedutoras de Rosalie, que prometia uma noite em tanto para os dois. Sorri quando ele não escondia para onde o seu olhar desviava.
A música ficou mais animada, com um ritmo mais frenético e nós iniciamos uma espécie de festival de Tequila no bar. Muito, muito divertido. Vinte pessoas de minuto em minuto ingerindo doses e doses da melhor Tequila mexicana que havia. Nós criamos uma competição garotos versus garotas e, por incrível que pareça, elas venceram.
- Edward, coloca meu celular no seu bolso, que eu estou esperando uma ligação de papai... – Alice disse berrando no meu ouvido, para ser ouvida na barulheira. Ela estava um pouco alta, já, depois de algumas doses de Tequila e não tinha bolsos no vestido que ela usava.
- Tudo bem, mas você fala com eles! – insinuei. Eu também não estava tão bem assim para garantir a mamãe que tudo estava ótimo em casa.
Carla veio ao meu encontro e nós começamos a nos beijar. Da última vez que transara com ela, caíra na merda de citar Bella, por um segundo. Ela ficara arrasada e desde então, eu me sentia meio culpado. Não era como se uma garota merecesse aquilo.
A verdade era que eu estava tendo problemas com o sexo. Nenhuma das outras garotas conseguia mais me excitar completamente, eu sempre encontrava um meio de divagar durante o momento. Então, eu adaptei os passos psiquiátricos de Emmet à situação.
O primeiro deles era imaginar Bella, com sua pele branca e lábios sexys. Eu tinha todas as curvas dela mapeadas na minha mente e o formato dos seus lábios insertos nos meus.
Chegava a ser ridículo, porque eu me sentia como um daqueles nerds dos filmes Hollywoodianos que se apaixonavam pela garota da capa de uma revista pornô, sendo que nunca poderiam tocá-la na vida. Então, quando eles tinham a oportunidade de transar com a garota mais feia da sala, eles imaginavam sua deusa surreal.
Bella era a minha espécie de deusa surreal.
O segundo passo era associar o cheiro de morangos. Durante semanas eu procurei nas lojas de Forks, o tipo de perfume que ela usaria. Maluquice, eu sei. Inclusive, foi em uma dessas lojas que Emmett decidiu com sua infinita sabedoria, que eu precisava de um tratamento sério.
O terceiro passo consistia em relembrar. Relembrar todos os movimentos e sensações que ela me causava, tentando imitá-los com qualquer outra. Não era um passo muito efetivo, logicamente. Ela era única.
- Edward, aqui está tão lotado... – Carla gritou para mim, grudada no meu corpo. Tomei mais um gole do Whisky-filho de Emmett. Minha vista falhou por uns segundos com a mistura e eu a vi passar de relance.
Forcei meus olhos a se abrirem mais e procurar pelo lugar onde seus cabelos brilhantes estavam anteriormente. Carla continuou a falar. Eu estava confuso. Tinha sido real?
Andei com Carla no meu encalço entre as pessoas, mas não a avistei novamente. Talvez fosse uma peça que a minha mente estivesse pregando depois de tantas bebidas misturadas simultaneamente.
- O que você dizia? – perguntei a Carla, que me olhava confusa.
- Você está bem?
- Melhor impossível... – eu disse franzindo a testa. Eu vi os olhos dela novamente. Eu vi.
- EI!
Uma garota de olhos profundamente castanhos se virou para mim, soltando risinhos. Arqueei uma sobrancelha. Não era Bella.
- Edward, você ouviu o que eu disse?
Emmett estava certo, eu estava ficando completamente maluco.
- Claro, Carla. – disse engolindo em seco.
- Então, vamos subir?
- Agora? – perguntei coçando a cabeça e bebendo outro gole – Tá cedo.
Ela emburrou, mas não me rejeitara quando eu voltei a beijá-la. Era mais fácil do que ter que encará-la e achar algum tópico para conversa. Eu não estava afim de papo com ninguém.
Ok, agora era demais. Eu estava SENTINDO o cheiro de morangos dela. Cambaleei por alguns segundos.
- Edward?
Larguei Carla no salão e sai a sua procura, mas ela não estava em lugar nenhum. Eu não estava maluco, aquele era o cheiro dela, eu tinha certeza, era o meu cheiro favorito, incrivelmente familiar.
- Ela está aqui, não? – eu disse depois de separar brevemente Emmett e Rosalie que se beijavam.
- Quem? – Emmett perguntou confuso, Rosalie arqueou uma sobrancelha.
- Você está bêbado?
- Óbvio que não! – eu disse confuso.
- Quem? Bella? – Emmett perguntou em um tom engraçado.
- Edward, ela está em Phoenix. – Rose sibilou cortante.
- Eu a vi! – era mais convincente do que dizer que eu sentira o seu cheiro.
- Eu disse que ele estava maluco! Mas, quem me ouve?
- Sem mais bebidas para você! – Rose disse brava, tirando o copo da minha mão.
- Ei, devolve isso.
- Edward, você está fora de si!
O telefone começou a vibrar no meu bolso. Ignorei. Papai realmente não iria querer falar com nenhum de nós, por hora.
- Eu a vi! – repeti convencido – Cabelos castanhos, olhos perfeitos, essa estatura... – indiquei.
- Você pode socá-lo para desmaiar? – Rose perguntou à Emmett. Afastei-me involuntariamente.
- Você está maluca? – os dois cambalearam na minha frente.
Gargalhei.
- Há-há! Quem está bêbado aqui, hein?
- Ai meu Deus... – Rose olhou histérica para Emmett – O que você deu para ele?
- Ele só tomou Whisky, Rose, eu juro!
- Tequila e Vodka também, mas eu me sinto ótimo e não-bêbado. – completei subitamente irritado. Eu não estava ótimo. Ah, eu estava. Porque Bella estava por aqui em algum lugar.
- Onde está Alice quando eu preciso dela?
O telefone vibrou, novamente. Eu precisava dar esse troço para Alice. Por que pais são insistentes?
- Ali, dançando com Jasper! – Emmett apontou para uma confusão de gente. Não consegui ver nada. Acho que estou cego.
- Edward, Edward, você está bem? – uma garota veio ao meu encontro. Quem era ela mesmo? Ah.
- Por que as pessoas ficam perguntando se eu tô bem?
- Porque você está bêbado. Alice, vem cá! – Rosalie acenou.
Desviei deles e fui atrás de Bella. Ela tinha que estar em algum lugar. Eu meio que precisava dela.
- Emmett, vai atrás dele! – eu escutei longe.
Eu não podia ver, mas eu podia escutar. E sentir o cheiro dela. Aquele cheiro gostoso.
- Vamos, cara – Emmett me alcançou, sério demais – Eu vou te levar lá para cima, você precisa de um remédio ou alguma coisa assim.
- Emmett, eu não vou subir com você! – disse ultrajado – Desculpe, mas eu não sou gay. Rosalie já sabe?
- Edward, eu quero te dar um remédio, cara.
- Tira as mãos de mim, brother, eu tô atrás da Bella.
- Rosalie está certa, cara. Desculpa.
Eu podia não estar vendo as pessoas, mas eu vi quando o sua mão veio de encontro ao meu rosto. E, de repente, eu vi o teto.
[Bella]
Oh meu Deus. Onde ela estava enfurnada? Eu ia matar Alice da próxima vez que a encontrasse em qualquer lugar. Eu precisava da maldita senha do meu login no site da Universidade para acessar a porcaria do meu histórico e ver quanto tempo me restava para a tese e ela simplesmente não atendia o celular. Para quê ela tinha um, então?
Fechei o meu notebook, irritada e corri para a cozinha para pegar uma coca-cola gelada com muito gelo. Mesmo de noite, Phoenix não dava trégua. Ironicamente, aquela cidade era o meu próprio inferno pessoal.
Mandei inúmeras mensagens para Alice, mas, da mesma forma, ela não respondeu. Provavelmente estaria com Jasper, em uma noite de sexo selvagem. Que inveja. Pensei em discar o número de Edward, mas retirei logo o pensamento da cabeça. Ele nunca me atenderia e eu não sei se conseguiria ouvir a voz dele mais uma vez (talvez ele estivesse em uma noite de sexo selvagem com alguém também – e eu morri com esse pensamento).
Disquei mais uma vez e nada.
Ok, eram duas da manhã, admito que não era o melhor horário para realizar ligações, mas eu estava histérica e insone. E, geralmente, eu e Alice nos falávamos de madrugada.
Eu estava pensando muito em ir até Forks. Trancar logo as minhas disciplinas em aberto, talvez dar uma olhada em Edward e sumir do mapa de vez. Talvez fosse disso que eu precisava. Abandonar tudo. Eu já estava sem ele, não?
A campainha tocou. Como eu dizia, são duas horas da manhã, não é um horário típico para os vizinhos pedirem por sal ou qualquer outra coisa. Franzi a testa e vesti um pijama tosco, indo checar a porta. Coloquei o celular no bolso e peguei meu antigo taco de beisebol, por precaução.
- Quem é?
- Sou eu, Bella.
Jacob.
- O que você quer? – perguntei desconfiada.
- Só conversar...
Abri uma fresta da porta para encontrá-lo calmo, com as mãos no bolso da bermuda confortável que ele trajava, usando uma camiseta regata branca, que mostrava seus músculos. Ele arqueou uma sobrancelha para mim, antes de falar com sarcasmo.
- Pode largar o taco, eu não vou te atacar.
- Ótimo. – eu disse torcendo os lábios, afrouxando o aperto e abrindo a porta para que ele entrasse.
- São duas da manhã!
- Você tem insônia, pelo que eu me lembro. E toma coca-cola quando está muito quente.
Sorri de lado.
- Eu assinei os papeis... – ele disse brevemente, jogando um envelope amassado, que estava no seu bolso, em cima da mesa.
Meu coração palpitou descontrolado.
- Eu não acredito, Jake! Oh meu Deus!
Estiquei os braços para tocar o envelope, eu esperara meses por aquilo, era o que eu desejava. Ele colocou a mão por cima da minha e sussurrou calmamente.
- Com uma condição...
- Claro que há. – disse com sarcasmo, arqueando uma sobrancelha, irritada. A mudança de tom não me agradou – E qual seria?
- Eu quero você longe de Edward Cullen. Para sempre.
N/A: Edward, não precisa alucinar bêbado por mim, querido, estoy aqui, queriendo-te.
Ai. Não tem lemons, também, nem nada muito especial, mas eu tenho um xodó imenso com esse capítulo. Aiai. Espero que tenham gostado.
Agradecimentos a reviews sem login/email:
Mahtty (Ai, eu sabia que o Em ia te conquistar depois da briga. IOUSAUIOHSUIAHISUA. Ele é demais, o the best, o mais perfeito de todos. Ok, minha criatividade para responder reviews está esgotada por hj, então eu EXIJO que você devolva aquela que eu te emprestei ainda agora mesmo. Bem, eu tbm adoro um drama, Señora dramática. Por isso que esse cap. é meu xodó. Well. AHAHA. É, talvez tenha sido em Vegas. Ou não. Ah, fuck, a Bella ainda vai explicar isso. E putz, se ele corresse atrás dela a fic acabaria aqui e pronto e eles seriam felizes para sempre. SUIHSIHUI. Meo, o Ed precisa sofrer MUITO antes de ter essa mulher, FATO. NHA. Beijosteadoro, cuida do meu depoimento. x));
Naaati (Obrigada pela review, darling. Gostou desse tbm? Não me abandone (emo)! HAHA. BEIJOS.);
Bárbara (Meeo, usiahsuiahuisa, ri demais. Jacobicha, INfelizmente não morrerá - ainda. MUAAHAHA (risada maligna). Pelo contrário. Ele ainda tá por aqui desgraçando a vida alheia. Ô mala. Obg pelas reviews, darling! Adorei! BEIJOS!);
Maila (Ok, você foi a primeira a citar sexo no banheiro, quase MORRO de rir aqui! UHSUAIHSUIAHUSIA. Aiai, quem sabe nós o teremos por aqui. Hum-hum. xD Well, eu tbm amo o meu Emmett-urso que esbogueia todo mundo até desmaiarem. Me dá ele? AIAI. BEIJOS, darling!);
Nick (HAHAHA, eu tenho que dizer que a sua proposta fooi a mais inocente e madura no meio dos tapas e beijos. UISAHUISHUA. Acho mais fácil o Jacob correr com um facão atrás do Ed, do que pedir desculpas, MAAS. Obrigada pela review, darling! Espero que a sua viaagem seja MARA e tenha capítulos qndo vc voltar! Desculpa não ter postado antes! E até a próxima! BEIJOS!);
Maggy (Ed, cadê você, eu vim aqui só pra ti ver! o/ HAHAHA. Well, a Bella não é a santinha que todo mundo pensa que ela é. Não mesmo. Mas o que eu posso fazer? Ela é a deusa surreal dele. HAHA. Obrigada pela review, darling e continue por aqui! BEIJOS!);
Amoraa (Ai zezus, mata o infeliz do Jake que vc será aclamada pelo resto da vida, como uma rainha. HAHA. Muito chato ele, meo. Argh. Anyway, obrigada pela review, darling. BEIJOS!);
Mari (Foi de longe uma das hipóteses que eu mais gargalhei de rir: ' Será abduzido por ETs e voltará com uma namorada ET?' SUHAUISHAUIHSIUAHIUSHAIUSHIUAHSUAOHU! De uma coisa eu tenho certeza nessa fic, ele NÃO leva a Bells. HAH. BEIJOS, darling!);
Noelle (Husahsauihsuiahuis, ela tem que matar ele MUITO. Mas a Bella me enerva, às vezes, quem procura acha. ¬¬ Well, thnks pela review, darling, obrigada por sempre estar por aqui apoiando a fic! BEIJOS, fofa!);
Cathy Cullen (HAHAHHA, eu tenho que dizer que ficou um BOM título para o youtube, com certeza ia ter MIILHARES de visitas diárias lá. Ai meu sonho! Vai que alguem me contrata e a fic vira filme? IUAHIUAHIUHAUI. /sonha. Well, realmente, Ed é o mestre na cama, mas preciso dizer que nosso Em é o mestre da luta. x) E eu adoro os conselhos dele e as saídas, muito práticas. HAHA. Com certeza, a opinião mais realista, precisamos dar um tiro no Jake! ARGH. Obrigada pela review imensa e linda, darling. Adorei mesmo! BEIJOS!);
Fernanda (Bem, eu não sei se vc comentou duas vezes, ou se são duas reviews diferentes (Fernan/Fernanda) e seguidas, mas, de qualquer forma, estou agradecendo às duas. AIAI. Essa separação ainda vai render algumas coisas. =X Continue por aqui! BEEIJOS!);
Monique (aiiiiiii que lindo. Sabia que vc tem o nm da minha melhor amiga? HAHAHA. Obg pela review fofa, e tá aqui mais um chapter! Espero que vc tenha gostado! BEIJOS!);
Nanda: (ishaiuhsiuashaui, claro, né? NGM MEXE COM O VOLVO AQUI NÃO! USHAUIHSUIAHUSIA. BEIJOS, darling!);
MariH A. (Tudo bem, eu vou te contar meu segredo, eu já tenho alguns cap. escritos a mais, pra não abandonar a fic de vez por aqui e me dar tempo pra escrever. Eu sou péssima escrevendo sob pressão, então fica melhor pra mim. HAHA, EU AMO O EMMETT! Muito sábio, o nosso mestre Yoda. Grande e suprema inteligência no mundo. HAHAHA. E o Ed começa a surtar a partir de agora. BEIJOS, darling!);
Viciadinha (UISHAIHSUAI, eu ri do nome. Okok, postei já! BEIJOS!);
Fernanda Alves (Ai Merlin, uishuaihsuihuisa. Tô querendo postar as outras até fevereiro, mas tô tentando adiantar os capítulos, pra não deixar ngm histérico. Preciso terminar minhas fics de HP tbm, então isso leva tempo. Não quero me atolar de novo! Well, thnks pela review e por mandar mais nos outros dias pra eu postar logo! HAHAH. BEIJOS, darling!);
Sha (Ai zezus christo, Ed ninfo nos mata TOTAL. UISHIHSIU. Muito obrigada pela review e continue acompanhando! BEIJOS, darling!)
Ok, em torno de 70 reviews. Será que eu surtei, gente? AIAI, que lindo, chorei via msn (Mahtty que o diga!).
NHA, adorei todas e as respostinhas tão naquele mesmo esquema. Tô respondendo pela ordem de recebimento, vou até sair para almoçar agora, mas em breve estarão nas suas caixinhas de email. OBRIGADA POR TUDO, DARLINGS.
Reviews? Reviews? Reviews?
Para me matar e depois ressucitar meu coração?
Uma semana iluminada e linda para todos!
BEIJOS.
larizzaz
