12º Capitulo. Viagem, Paris e Amigos

- Eu não acredito.. eu não acredito... – Bernard não parava de resmungar. – Nós roubamos o carro do meu pai.

- Pare de reclamar Zabine. Nós salvamos várias vidas com esse furto. – Emmy disse.

- Salvamos? – ele arqueou a sobrancelha.

- Claro que sim, você não viu o estado lastimável que seu pai estava? Ele estava completamente bêbado, e 70 das mortes trouxas são por causa de acidentes de carro. – fez cara de quem sabe tudo.

- Ahh tá! – ele voltou sua atenção à estrada.

- Desde quando você sabe dirigir carros trouxas? – ela perguntou ligando o som do carro.

- Nas férias de verão meu pai me ensinou. E assim que chegamos nesse feriado ele me levou ao ministério pra pegar uma permissão trouxa para dirigir.

- É difícil?

- Não muito.

- Me ensina?

- Quem? Eu?

- Não, Eu.

- Se você conseguisse ficar meia hora sem me tratar mal.

- Isso é muito difícil. – fingiu pensar.

- Façamos o seguinte se conseguir ficar a viagem inteira sem brigar comigo, eu te ensino quando voltarmos para Londres.

- Ok! Negócio fechado! – ela concordou.

Passaram três horas de viagem, eles já estavam na França. Emmy dormia tranqüilamente no banco do passageiro. Bernard resolveu fazer uma parada para o café da manhã.

- Ei Weasley acorda! – ele chamava.

- Não! Eu estou com sono, me deixa dormir. – ela reclamava se aninhando mais no banco.

- Deixa de manha. Acorda! Vamos tomar café da manhã.

- Eu não saio daqui nem carregada.

- Carregada você sai. – Bernard fez cara de criança que vai fazer arte e a pegou no colo, como um bebê. Quando Emmy se deu conta que estava sendo carregada começou a gritar e espernear, mas ele era, definitivamente, muito mais forte.

- Sa noix! Il me met dans la terre! Il me met dans la terre si vous avez l'amour sa vie! Ich lockere! Ich werde Sie töten! – gritava como uma doida, arrancando olhares curiosos de todos da lanchonete.

- Uhh a francesinha está irritada. – ele brincou, a deixando vermelha de raiva - Não se esqueça do acordo Emmy Querida. Agora fique bonitinha aqui. – a colocou sentada.

- Eu não vou comer. – ela fez bico, cruzando os braços sobre o peito.

- Que mimada você! – ela mostrou língua e ele riu.

(N/a: Essa parte é falada em francês, e eu não estou com saco de escrever e traduzir então vai normal mesmo.)

- Em que posso ser útil? – uma atendente de uns 35 anos os atendeu, ela era magra e tinha algumas marcas de expressão em volta dos olhos e da boca, tinha vestígios de ter sido bonita um dia.

- Eu quero um café e waffes, por favor. – Bernard disse educado.

- E a sua namorada? – perguntou sorridente com certo interesse na resposta.

- Ela não é minha namorada. – Bernard explicou, sem notar os olhos da mulher brilhando. Virou-se para Emmy. – O que você quer?

- Eu não quero nada, mas essa senhora quer o seu telefone. –Emmy desdenhou

- Sou senhorita. E não sei do que você está falando. – disse rápido.

Emmy riu sem emoção.

- Não se faça de sonsa. – a olhou nos olhos. – Eu sei que na sua idade as mulheres gostam de se reafirmar conquistando garotões. – sorriu com o canto da boca.

- A senhorita está passando dos limites. – a mulher disse começando a ficar brava.

- Que isso, querida. – disse cínica. - Só estou te ajudando. Porque se depender do meu amigo ele nunca vai notar seu interesse nele.

- Weasley, cala a boca. – Brenard disse entre dentes.

- Não se acanhem. Vou até o banheiro e traga pra mim um café brasileiro pra viagem. – se levantou.

- Então um café e waffes pra você e um café pra viagem? – disse anotando.

- Não, cancela o meu pedido e trás dois cafés pra viagem. – Bernard corrigiu e agarrou Emmy pelo braço. – E você fica aqui. – a puxou para sentar-se novamente.

- Drogue!- alisou o braço. – Tan certez que ficarrre roxe! – disse num inglês carregado de sotaque francês.

Bernard a olhou curioso.

- Porque às vezes você fala com sotaque? E às vezes seu inglês é normal? Sem falar das vezes que você solta uns xingamentos em francês e em outras línguas?

- Ahh, saí meio sem querer. – disse em inglês fluente. – Eu nasci na França, então falo francês. Minha família toda é inglesa, então sei falar inglês muito bem, mas quando me distraio ou estou brava nem percebo que estou falando com sotaque. E o caso de falar outras línguas, é que minha mãe nunca gostou de me ver falando palavrões e brigando com os outros, então, resolvi aprender algumas outras línguas. Aí eu posso xingar até sua última geração que você não entende.

- Ahh sim! Quantas línguas você fala? Eu só falo inglês e francês.

- Falo umas 10. – ele arregalou os olhos, espantado. – Latim, francês, inglês, italiano, alemão, espanhol, sereiâco, mandarin, grugulês e búlgaro. – disse enumerando com os dedos da mão.

- Isso é espantoso.

- Não se tem muita coisa pra fazer lá na minha antiga escola, se você não é uma patricinha mimada e oferecida. – deu de ombros.

- Aqui estão seus cafés. – a garçonete voltou com o pedido.

Bernard pagou e eles voltaram para o carro.

- Ahh que nojo! – Emmy reclamou, olhando para o guardanapo que estava enrolado no seu copo com de café. – Acho que isso é pra você. – tacou o papel no rosto dele.

-Joanne 3558-4487 - ele leu, e fez uma careta logo em seguida.

- Eu não te falei que a coroa trouxa estava afim de você! – disse rindo. – O que você está esperando pra ligar esse carro, garanhão de tias trouxas! – zombou.

- Weasley, cala a boca. – brigou, ligando o carro.

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Daphné, Alethia e James estavam conversando no quarto de Emmy. Alethia lia um livro, sentada em um dos puffes e os namorados dividiam outro.

- Como será que a Emmy vai vir pra Paris? – Daphné perguntou.

- Se tem uma coisa que eu aprendi nesses últimos meses é não subestimar Emmy Weasley. – James disse sombriamente.

- Ela é bem capaz de pegar um transporte trouxa. – Alethia deu seu palpite.

- Acho que ela vai preferir algo mais emocionante. – James brincou. – Como vassouras.

- Ela não seria doida o suficiente... – Alethia fez-se descrente. – Com certeza o Bernard não vai a deixar fazer algo desse tipo.

- Querida, não duvide do poder de persuasão de uma garota sobre um garoto. – disse a dando um selinho na namorada.

- Quer dizer que eu tenho o poder de persuadir você a sair agora mesmo comigo, para uma manhã inteira de compras? – animou-se.

- Talvez... Se você souber como pedir. – sorriu malicioso.

- Você não presta Sr. Potter. – deu um tapa no ombro dele.

- Da última vez que você me deu um tapa desses, o resultado foi o tio Rony gritando feito um doido. – advertiu. – Tenho que alertá-la sobre as conseqüências de tal dano físico.

- Não tenho medos das conseqüências. – disse se virando e ficando por cima dele.

- Que corajosa a Srta. – riu e rolou a fazendo ficar por baixo. – Mas agora irei mostrar que não se deve mexer com um grifinório. – disse começando uma sessão de cócegas.

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- Paris. – Emmy exclamou feliz, quando a cidade apontava no horizonte.

- Você costuma andar no meio dos trouxas? – Bernard perguntou.

- Claro. Eles são bem divertidos, e os garotos são realmente bonitos.

- Bonitos? – murmurou indignado.

Emmy riu.

- Siga até o centro. Vamos nos encontrar com Daphné e James lá.

- Não me dê ordens, não sou seu motorista. – ele cortou, ficando irritado inexplicavelmente.

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Fazia meia hora que James, Daphné e Alethia estavam em Paris e esperavam Emmy e Bernard no local marcado. Alethia lia concentrada um livro sobre Runas.

- Eles estão demorando demais. – Daphné disse impaciente.

- Acalme-se Daph. Daqui a pouco eles estão aí. – James abraçava a namorada pelos ombros, estavam sentados numa mesa da sorveteria, ele acariciava as costas da garota e ela encostou a cabeça no ombro dele.

Um barulho de uma freada brusca fez se separarem do abraço carinhoso.

- O que foi isso? – as pessoas dentro da sorveteria perguntavam, olhando para a rua.

- Eles chegaram. – os namorados constataram em uníssono.

Entraram na sorveteria dois adolescentes, o garoto estava meio vermelho e parecia que iria pular no pescoço do primeiro que falasse com ele e a garota tinha uma expressão risonha.

- Saudades? – Emmy perguntou assim que se sentou à mesa.

- O que aconteceu? – Daphné perguntou e essa foi a oportunidade para Bernard explodir.

- Essa Weasley louca. – apontou para Emmy. - Ela quase amassa o carro do meu pai, quase mata a gente e me fez passar a maior vergonha na frente de um bando de trouxas. – disse irritado.

- Não exagere Zabine. Você que não quis frear, então, eu fui obrigada a te ajudar – Emmy se explicou, causando risos dos outros. – Mas chega de papo, vamos ao plano. Temos que voltar pra casa até de noite.

- O que faremos? – Daphné perguntou.

- O primeiro passo para vencermos uma guerra e conhecermos bem o inimigo... – Emmy disse enigmática.

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Bem longe dali, em outro país.

Blaise estava com uma enorme dor de cabeça, e uma ressaca de matar. Não conseguia nem manter os olhos abertos, havia extrapolado na noite anterior. Decretou feriado a si mesmo.

- Leia isso, Blaise. – escutou a voz fria de seu amigo e sentiu um papel caindo sobre o seu peito.

Abriu os olhos com relutância, ficou alguns segundo vendo coisas somente borrões, até que destingiu uma caligrafia que parecia mais um rabisco.

- Pai. Irei passar o dia na casa de Lisy, volto à noite. Não se preocupe, ela mandou uma carruagem vir me buscar. Ass: Daphné Malfoy - leu em voz alta. – Qual o problema? Ela não pode ter amigas? – insinuou maldosamente.

- Magen disse que a viu saindo de casa via Flú, 4 horas da manhã. – informou, encarando o amigo.

- Qual o destino? – perguntou com pouco caso.

- Mansão Zabine. – Blaise engoliu seco.

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N/a: Covil é casa de feras saca! Quem não entendeu ainda, vai entender durante a fic, espero!

- Você me fez vir até Paris, pra falar só isso? – Bernard brigou.

- Cale-se, Zabine. Se você não usa seu cérebro o problema não é meu. – a loira desdenhou. – Mas e aí vocês vão? – perguntou.

- Vamos. – Daphné respondeu pelos dois.

- Aonde nós vamos? – o Zabine sussurrou ao Potter.

- Larga de ser besta, Bernard. Nós vamos conhecer o inimigo, entende? Vamos investigar tudo que o inimigo fez. – Alethia respondeu, James estava ocupado tomando um Sunday de chocolate.

- Ahn? – Bernard não entendeu ainda

- Saber do passado do inimigo, entendeu? – a ruiva tentou mais uma vez.

- NÓS VAMOS INVESTIGAR O PASSADO DO INIMIGO. – Emmy se estressou. – E vamos logo! – levantou-se abruptamente da mesa junto com Daphné.

- Ahh sim! – finalmente ele havia entendido. – Mas que diabos de inimigo é esse que eu não conheço? – perguntou ao amigo, que só balançou a cabeça descrente.

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- Vamos lá! Algum de vocês viu o Bernard hoje? Ou sabe onde ele foi?– Blaise perguntou para todos seus elfos que estavam alinhados em sua frente. Se aquela situação não fosse critica seria cômica, ele parecia um coronel trouxa na frente dos recrutas.

Uma elfa miudinha deu um passo à frente.

- Kify viu menino Zabine. – disse encarando os próprios pés. – Ele saiu bem cedo, Nify estava cuidando do jardim e viu menino Zabine.

- Saiu de que? – Blaise perguntou a encarando.

- De carruagem de trouxa, Sr. – a elfa respondeu.

- Carruagem trouxa? – Blaise levantou a sobrancelha, mas logo entendeu. – Ohh sim.. o carro. – riu do nome inventado pelas criaturas.

- Ele estava com Daphné? – Draco se intrometeu.

- Menino Zabine estava com moça loira bonita.

- Que bom! – Blaise disse sarcástico. - Agora eles podem estar em qualquer lugar. –desanimou.

- Tem um jeito de encontrá-los. – Draco exclamou de repente. - Vem comigo! Temos que ir ao Ministério. – dizendo isso, desaparatou, e Blaise foi atrás.

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- Você não está planejando ir até a Alemanha e voltar em um dia e de carro né! – James perguntou já dentro do porshe.

- Mas é claro, senão eu nem teria vindo a Paris, teria tentado arrumar uma forma de ir para lá.. – Emmy explicou, e pôs se a direcionar Bernard pelas ruas.

- Então posso saber pra onde estamos indo? – foi a vez de Daphné perguntar.

-Le repaire – a loira apontou para um sobrado abandonado.

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- Draco será que dá pra você me explicar o que nós estamos fazendo aqui? – Blaise perguntou quase correndo pra alcançar o amigo que andava rápido pelo átrio do Ministério.

- Simples, quando você comprou o maldito carro trouxa e adaptou com magia eu pedi pro Ministério colocar um rastreador nele. – explicou, já entrando no elevador. - Pro caso de você fazer alguma burrada e desaparecer.

- Bom saber que sou tãoo confiável.

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- Blahh! – Eu não entro nessa casa, nem sob Imperius. – Daphné protestou olhando quão suja a frente da casa era.

- Deixa de ser fresca, Daph. – Emmy desaprovou, parando em frente à porta. - Ich schwöre feierlich, daß ich bin: verrückt, dick, ritterlich, ärgerlich, Brise und Schlange.. – murmurou apontando a varinha e a porta destrancou

- Que língua foi isso? – Bernard sussurrou para Alethia.

- Alemão. Eu não entendi muito bem, estou começando a aprender essa língua, mas saiu algo como "Juro que sou: louco, gordo, galante, chato, fresca e serpente." – sussurrou em resposta.

- Bem a cara dela..

- Me sigam. – Emmy chamou, já entrando na casa. Tudo estava escuro na casa, não podia se ver um palmo na frente do nariz. Emmy continuou andando, como se aquela escuridão não a afetasse. – Fou? Doux? Vail? Uyer? Frais? – chamou para o nada.

Todos ordenaram Lumus, mas ainda sim a escuridão era grande. Emmy os olhou com um sorriso de quem sabe mais do que eles e bateu palmas, instantaneamente o cômodo ficou todo iluminado. Era uma espécie de sala muito grande, devia ocupar o andar de baixo inteiro, havia vários sofás espalhados e uma enorme televisão trouxa colocada estrategicamente num canto ligada a outro aparelho que de longe não podia se descobrir qual era.

(N/a: é francês, now.)

-Tem alguém aí?- Emmy gritou.

- Cozinha. – uma voz gritou em resposta, a loira atravessou a sala correndo e entrou por uma porta.

Na cozinha, um garoto de uns 17 anos bebia tranqüilamente seu café. Ele era alto, magro, os cabelos eram castanhos quase pretos e tinha olhos negros. Usava calças xadrez, uma camiseta preta de uma banda bruxa e tênis. Os óculos complementavam seu ar de trouxa intelectual roqueiro.

- Pen? – o garoto perguntou assustado, já se levantando da mesa.

- Uyer meu amor!. – disse feliz já pulando no pescoço do garoto. – Muitas saudades?

- Sua louca, eu fiquei preocupado. Você foi expulsa e sumiu, não apareceu nesse feriado. – o garoto fez-se de bravo.

- Eu escrevi pra Frais ontem, ela não falou pra vocês que eu vinha?

- Ela está aí desde ontem, não deve ter recebido sua coruja.

- Cadê os outros?

- Lá em cima! DOUX! FRAIS! VAIL! FOU! A PEN TÁ AQUI EM BAIXO, NA COZINHA! – gritou de forma que ouvissem no andar de cima.

E não deu outra, segundos depois um garoto apareceu na cozinha. Era loiro de olhos verdes e cara de conquistador. Usava uma calça jeans, tênis e uma camiseta branca escrito em francês. "O incrível"

- Penzoca Querida! – disse já pegando Emmy no colo. – Estava com muitas saudades de mim, meu amor?

- Vail meu querido. – ela disse o abraçando. – Como eu não iria sentir saudades do cara mais lindo que eu conheço?

- Assim você me deixa envergonhado na frente das visitas, meu amor. – disse com falsa timidez. – Mas não vai me apresentar seus novos amigos?

- Estes são: Alethia, James, Bernard e Daphné. – apontou os amigos. – E este é Ernest. – apontou o moreno. – E este é o Jordan. – apontou o loiro.

Dois leves estalos e mais duas pessoas na cozinha, dessa vez eram um garoto e uma garota.

O garoto era de estatura mediana, bem forte, do tipo que seria capaz de apertar a mão de Hagrid sem perder todos os dedos da mão, tinha cabelos castanhos e olhos da mesma cor. Usava camiseta verde, calça jeans e tênis.

A garota era morena, tinha cabelos pretos enrolados que lhe batiam no meio das costas, era magra e possuía olhos de um castanho-esverdeado. Usava uma saia jeans curta e uma camiseta justa preta e sandálias baixas.

- Pen! – o garoto disse feliz, já a puxando para um abraço.

- Doux! Eu também estou com saudades, mas espero ter meus ossos inteiros quando voltar pra casa. – Emmy disse brincando, e o garoto a soltou.

- Você sabe Pen, que o Doux não consegue controlar esse jeito bruto dele. – foi a vez de a garota falar.

- E você adora isso né Fais? – Emmy insinuou levando um leve tapa da morena.

- Não posso dizer que não gosto. – Fais entrou na brincadeira, deixando Doux corado.

- Cadê o Fou? – Emmy perguntou.

- Lá em cima, você o conhece, ainda não acordou. – Ernest respondeu parecendo um pouco irritado.

- Estou indo lá então... – dizendo isso saiu do local.

Depois de quase uma hora conversando, já se conheciam perfeitamente bem. Os franceses tinham 18 anos, menos Ernest e Frais que ainda estudavam em Beauxbatons. O garoto fazia o 6º ano e a garota o 7º. E todos eram amigos de Emmy desde o primeiro ano da garota na escola. E falavam inglês fluente.

- Sabe eu entendi o significado dos apelidos, Doux é gordo e Frais é fresca. – Alethia conversava com Uyer em inglês. – Mas eu não entendi o porquê dos outros. Uyer significa o que? E Vail?

Os donos da casa soltaram um risinho.

- Uyer é compactado, a palavra inteira é ennuyer, que significa chato. – Ernest (Uyer) respondeu levemente aborrecido.

- E Vail é compactado de vaillant, que significa galanteador. – Jordan (Vail) respondeu com um sorriso maroto.e uma piscada de olho.

- E Pen, o que significa? – Daphné entrou na conversa.

- Vem de Serpent, ou seja, serpente. – Uyer explicou.

- Mas porque serpente? – James também entrou na conversa.

- Você já tentou pegar uma serpente com a mão meu caro! – uma voz masculina perguntou do topo da escada.

Era um garoto de cabelos roxos berrantes e arrepiados, os olhos eram de um azul bem claro, era forte e possuía um sorriso de quem vai aprontar. Usava somente uma calça jeans surrada, estava descalço e sem camisa. Ele já chamava atenção por si só, mas chamava o dobro da atenção porque carregava uma loira sorridente em suas costas.

- O que isso tem a ver? – Bernard se intrometeu encarando os dois

- Antes que você possa chegar perto elas já te atacaram. – o garoto de cabelo roxo disse, descendo as escadas sem o menor esforço, visto que carregava alguém nas costas.

- Ohh muito obrigada pela comparação. – Emmy disse sarcástica.

- Você sabe que é minha obrigação como sua alma gêmea só te falar a verdade. – disse divertido, a colocando no chão.

- E você quem é? – Bernard perguntou seco.

- Eu sou Fou. E você deve ser Zabine? – perguntou olhando para Emmy.

- Andou falando de mim pro seu amiguinho Weasley? – disse olhando a garota.

- Sabe como é, quando falamos de um lugar não podemos contar só sobre as coisas boas, temos que contar as coisas chatas e insuportáveis também.

Todos riram, e se sentaram pelos vários sofás da sala.

- O que vocês conversaram tanto tempo lá em cima? – Vail perguntou interessado.

- Fou estava me contando o tanto que vocês estão entediados, já que o curso de aurores só começa em junho. Contou-me que não agüentam mais ficar aqui nessa vida atoa. – Emmy respondeu.

- Só isso? – Doux perguntou descrente.

- Não é só isso, Emmy tem a solução pro nosso tédio. – Fou disse sorridente.

- E qual é? – Vail perguntou já se animando.

- Eu tenho um serviçinho pra vocês fazerem pra mim. – disse trocando olhares significativos com Daphné e Fou.

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- Alemanha? – Vail perguntou, depois de o plano ser explicado.

- Isso! Vocês só têm que ir lá e tentar investigar sobre o passado de uma mulher. – Daphné simplificou.

- Que mal lhe pergunte, quem é essa mulher? – Frais perguntou a Daph.

- Namorada do meu pai. Ela se chama Magen Schmerz. – a sala explodiu em risadas dos donos da casa, aparentemente, eles falavam tantas línguas como Emmy.

- Me diz que ela tá brincando... – Doux suplicou para Emmy, secando as lágrimas.

- Não está, a mulher se chama Dor de estomago mesmo! – a loira disse amargamente. – Por isso acho que ela está inventando esse nome. Sei lá, ela viu em algum lugar escrito isso e fingiu que era nome. E o idiota do meu pai, caiu direitinho.

- Pai? Mas seu pai não estava morto? – Vail não tinha nenhum pouco de tato.

- Ele nunca morreu, ele foi pra Londres. E levou a minha irmã junto. – disse apontando para Daphné.

- Bem que eu vi que vocês eram bem parecidas... - Uyer disse analisando as garotas.

- Até poderia confundi-las se não te conhecesse tão bem. – Fou se manifestou com a cabeça apoiada no colo de Emmy.

- Mas então vocês vão investigar isso pra nós? – Daphné deu um de seus sorrisos infalíveis. E James, mesmo estando sentados, a enlaçou pela cintura num gesto bem ciumento.

- Daphné é a mesma coisa que perguntar se bebê quer pirulito. – Frais disse apontando os garotos, que estavam de pé fazendo uma espécie de dança de comemoração.

- Claro que vamos! Aventura! Aventura! – Doux disse sorridente.

- Ares novos! Mulheres novas! – Vail e Fou comemoravam.

- Que bom! Não se preocupem com dinheiro, nós bancamos! – Daphné afirmou.

- Isso mesmo! Eu só quero que vocês encontrem o máximo de coisas possíveis sobre aquela gralha. – Emmy intimou.

- Pode deixar! – bateram continência.

- Vamos procurá-la que nem pelucio atrás de ouro.

- Vamos trabalhar como elfos domésticos obedientes.

- Vamos sugar informações como dementadores sugam felicidade.

Todos riram, aqueles garotos eram bem divertidos.

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- Sinto muito senhor Malfoy. Mas o carro saiu do país. Não podemos revelar a localização. – a atendente do Ministério disse simpática.

- Não tem nada que nós possamos fazer? – Blaise sorriu sedutor para a mulher.

- Não senhor. – ela disse ainda olhando pra Draco.

- Não mesmo? – Draco também sorriu sedutor, a mulher derreteu.

- Er-em... se os senhores conseguirem uma autorização das Chefes do Departamento de Cooperação Internacional. - escreveu em um pergaminho e entregou a Draco.. – aí talvez eu possa rastrear o carro.

- Muito obrigado! Voltaremos em alguns minutos com a autorização. – Blaise disse confiante, dando de costas para a mulher e seguindo até o elevador.

- Se eu fosse você não teria tanta certeza. – Draco disse sombriamente.

- Posso saber por quê? – o loiro mostrou o pergaminho ao amigo, que pôs se a ler. - Chefes do Departamento de Cooperação Internacional: Pansy Potter e..– engoliu seco.- e Luna Lovegood.

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- Que tal passarmos um dia em Paris? – Frais sugeriu.

- Para mostrarmos a cidade para os visitantes. – Vail acrescentou.

- Nós já conhecemos a cidade... – James disse.

- Vocês têm que conhecer a Paris que nós conhecemos. .. – Doux insistiu.

- Falando assim eu fico até com medo. – Daphné brincou.

- Eu posso te mostrar umas livrarias fantásticas.. – Uyer disse a Alethia.

- Livrarias? – os olhos da garota brilharam.

- È Uyer, acho que você achou sua alma gêmea. – Fou disse dando tapinhas amigáveis nas costas do garoto, que estava da cor dos cabelos de Alethia. Todos riram.

- Mas é sério, vai ser legal eu prometo – Frais pediu.

- Tudo bem. – disseram em coro.

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- Pansy Querida! – Blaise disse sorridente.

- Pansy ! – Draco foi amigável. – Já disse o tanto que você está bonita como Sra. Cicatriz?

- O que vocês dois querem? – ela disse os olhando feio.

- Que isso! Não podemos visitar uma amiga? – Draco fingiu indignação.

- Não podemos vir ver como ela anda sendo casada com o cicatriz feioso? – Blaise também fingiu.

- Eu conheço vocês dois desde que tinha 10 anos, e sei muito bem que vocês não são tão gentis e adoráveis assim se não querem alguma coisa. Agora falem rápido que eu tenho uma consulta no St; Mungus. – disse passando a mão na barriga, já grande por estar no 6º mês de gravidez.

- Vai parir mais um cicatrizinho? - Blaise fez cara de nojo.

- Isso devia ser proibido, o mundo ficar super povoado de cicatrizes de óculos. – Draco também fez.

- Draco Malfoy! Blaise Zabine! Digam o que querem! – gritou brava.

- Calminha Pansy! O Draco quer falar com você. – Blaise empurrou Draco, se escondendo atrás do amigo.

- Nós só precisamos que você assine uma autorização nos permitindo rastrear um carro que foi pra fora do país. – o loiro foi direto ao ponto.

– Aí você pode ir ao St. Mungus cuidar do Cicatriz Filho. – Blaise acrescentou.

- Se eu assinar essa droga de papel vocês calam essas bocas?

- Sim. – responderam em coro. E Pansy escreveu em um pergaminho.

- Tome. – entregou o papel a Draco. – Agora, SUMAM da minha frente. – disse brava e eles correram para a porta. – Er..Blaise pra que vocês querem rastrear o carro?

- O de sempre: meu filho e a filha do Draco roubaram meu carro e saíram sem rumo. – disse já saindo, deixando uma Pansy morrendo de rir para trás.

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- Estou morta de cansaço. – Daphné disse. – Nós fomos a uns 5 casas de jogos trouxas(N/a: sabe aquelas cheia de jogos eletrônicos? Essas mesmas). Visitamos dois parques de diversões um trouxa e um bruxo...

- Pena que não está de noite.. – Vail se lamentou, ignorando a garota que não parava de enumerar os lugares que visitaram.

- Senão seria bem mais divertido. – Fou explicou.

- Está na hora de irmos Doux. – Frais chamou. – O Doux prometeu que vai ensinar meu irmão a jogar uns negócios trouxas. – explicou aos outros.

- Até mais galera! Apareçam lá em casa sempre! – se despediram.

- Vocês nos dão uma carona? – Uyer pediu. – Vou mostrar a Alethia a biblioteca pública.

- Sei essa biblioteca pública, Uyer. – Vail falou malicioso.

- Vamos indo! – Doux chamou e partiram no carro dele.

- E agora em que lugar super divertido os francesinhos pretendem nos levar? – Bernard disse sarcástico.

- Será que os levamos lá? – Vail perguntou a Fou.

- O que você acha Pen? – ele olhou pra Emmy.

- Acho que seria interessante levarmos esses inglesinhos até lá.

- Então vamos! – Vail chamou já pulando dentro do carro de Bernard, sendo seguido pelos ingleses. Emmy e Fou foram na moto do garoto.

- Me siga! – Fou gritou antes de colocar o capacete.

- Me siga.. Me siga.. Quem esse roxinho acha que é para ficar me dando ordens? – Bernard reclamou baixinho.

- Esse roxinho é o melhor amigo da Pen. E eu sei que você não quer brigar sério com ela..– Vail apontou Emmy com a cabeça. -.. então diminui o bico, esquentadinho. – brincou risonho.

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- Thierry eu vou ver o quanto posso pressionar os franceses. - a loira disse no meio do corredor.

- Obrigada Luna. – o moreno disse educadamente e lhe beijando a mão – Você é meu anjo.

– Como que eu resisto a essa cara de cachorro molhado? – brincou com o homem a sua frente.

O Sangue de Blaise ferveu ao ver a cena. Aquela era sua Luna. SUA! Ameaçou chegar mais perto, mas Draco lhe impediu.

- Outro dia você pensa em um jeito de pedir desculpas para a Loony.Agora lembre-se do porque estarmos aqui, precisamos ir atrás do idiota do seu filho e da minha princesa.

- Humpf... – disse desgostoso. – Eu me controlo, mas por Salazar não fale mais princesa. Isso é coisa de velho. – Draco deu de ombros.

Thierry se despediu de Luna e Draco e Blaise se aproximaram.

- Luninh... Arhhh! – Blaise levou um pisão no pé do amigo.

- È melhor EU falar, Blaise.

- O que posso ser fazer pelos senhores? – Luna fez sua melhor cara de formalidade, evitando olhar Blaise.

- Srta. Lovegood, sou Draco Malfoy. – estendeu a mão para cumprimentá-la. – E preciso de sua ajuda.

- Entrem senhores. – disse indicando a porta. Blaise já foi entrando quando foi puxado pra trás.

- Você fica aqui. Quero falar SOZINHO com a Lovegood. – mandou.

- Eu quero entrar! – implorou, mas Draco manteve-se firme e decidido. – Tá bom! Mas se você der em cima da MINHA Luna eu juro que arranco tua língua e mando de presente pra Magen.

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Deixaram a Paris trouxa para trás, agora estavam na auto-estrada.

- Bernard aumenta o aquecedor dessa bosta desse carro que eu estou congelando. – Daphné pediu aconchegando-se no namorado para poder se livrar do frio.

- Vai demorar muito pra chegar? – James perguntou a Vail.

- Acho que não. Quem conhece melhor esse caminho é Pen e o Fou.. eles vinham aqui quase todos os dias das férias...

- Fou e Pen isso, Fou e Pen aquilo. - Bernard bufou baixinho. E murmurou. – Porque sempre os dois?

- Porque como diz o apelido o Fou é louco, e quem melhor pra entender uma serpente do que um louco? – Vail sussurrou em resposta, assustando o outro, não era pra ninguém ter ouvido.

Viraram a esquerda em uma estrada abandonada, andaram mais uns 10 minutos e a moto parou perto de uma bifurcação.

- Dá pra vocês pararem de fazer tanto mistério? – Daphné disse irritada. – Eu estou congelando. Esse lugar que vocês querem nos levar é aonde? Em Londres por acaso?

- Acalme-se Daphné querida. – Vail disse. – Nós já chegamos. – apontou para a bifurcação.

- Vocês estão de brincadeira com a minha cara né! – James disse descrente.

- Claro que não. Sigam-me senhores. – Fou disse e caminhou em direção a bifurcação com Emmy ao seu lado e os outros atrás.

Assim que colocaram os pés em um dos caminhos da bifurcação, a paisagem ao seu redor mudou. Não existia mais neve acumulada no chão, o sol brilhava mais forte e podia ouvir o barulho de pessoas conversando mais a frente.

Daphné e James sorriram encantados pareciam estar num daqueles parques trouxas, mas esse era mil vezes melhor. Vail parou no meio do caminho pra conversar com uma morena sorridente. Fou e Emmy foram andando em direção ao que parecia ser uma ponte abandonada sobre um lindo lago de águas cristalinas.

Daphné olhou uma pequena aglomeração de pessoas lá em cima, e não pode segurar o grito quando uma garota se jogou lá de cima. Olhou desesperada para o lado, como ninguém podia fazer nada?

- Vocês não vão fazer nada? – gritou desesperada para os amigos.

Eles só riram, ou melhor, gargalharam.

- Qual é a graça? – disse irritada. – Até você James Potter?

- Calma aí meu amor. – disse a abraçando. – Isso é um esporte trouxa, ela pulou com uma corda invisível amarrada no pé.

- Ahh sim! – ela corou um pouco. - Mas nem pra vocês me avisarem nada, né?

- Eu tinha esquecido que você não tem contato com trouxas! – passou a mão nos cabelos, arrepiando-os. – Você me desculpa? – fez cara de cervo abandonado.

- Isso é golpe baixo! – disse dando um selinho nele.

- Eu vou pular. E você vem? – Fou chamou Emmy, apontando a aglomeração sobre a ponte.

- Eu vou, vai preparando tudo lá. – ela respondeu sorridente, e o garoto de cabelos roxos se separou do grupo. –Vocês gostaram daqui?

- Gostamos sim. – os namorados sorriram e Bernard permanecia carrancudo.

- Aí, eu estava morrendo de saudades desse lugar.

- Estava morrendo de saudades de muitas outras coisas..– murmurou venenoso.

- Você vai pular? – James perguntou.

- Vou sim! Eu já pulei muitas vezes. O Fou me ensinou...

- Pelo que vejo o roxinho te ensinou muitas coisas... – Bernard alfinetou mais venenoso ainda.

- O Fou tá me chamando, acho que já é minha vez. – Emmy comunicou.

- O seu dono estralou os dedos, corre atrás então. – Bernard se superou nesse comentário.

- GAROTO, QUAL É O SEU PROBLEMA? – ela gritou ficando vermelha.

- Problema? Eu não tenho nenhum, só fiz um comentário.

- Não se faça de sonso. Você está com essa tromba desde que nós chegamos em Paris, durante a viagem estava tudo bem. Agora você fica aí falando merda. Colocando defeito em tudo que eu falo ou faço. Fica fazendo comentários idiotas e inoportunos. ME DIZ GAROTO, QUAL É O SEU PROBLEMA?- os olhos acinzentados da garota adquiriram um tom cinza escuro quase preto, de raiva.

James e Daphné olhavam Emmy boquiabertos, estavam sem palavras. Bernard sustentava o olhar de Emmy.

- O meu problema é você. – disse pausadamente com um tom carregado de cólera.

- SE O SEU PROBLEMA SOU EU, NÃO PRECISA SE PREOCUPAR. PORQUE MANTEREI O MAXIMO DE DISTANCIA POSSÍVEL DE VOCÊ. – dizendo isso ela se virou e caminhou até Fou na ponte.

- O que vocês estão olhando? – Bernard gritou com Daphné e James.

- Você foi um estúpido Bernard. – foi a única coisa que Daphné disse antes de ir para a ponte, atrás da irmã.

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Meia hora depois, Draco sai do escritório de Luna.

- E aí? Ela autorizou? – Blaise perguntou ansioso.

- Alem de autorizar, ela me deu uma chave de portal encantada para nos levar até onde o carro estiver. – o loiro se gabou. – Não há ninguém melhor que eu na arte de persuasão, meu caro Blaise. Você já deveria ter aprendido isso.

Passaram pelo elevador, Blaise insistia em querer saber o que Draco disse pra convencer Luna, mas o loiro não abria a boca. Entregou à autorização a mulher responsável pelo rastreamento do carro, minutos depois ela voltou.

- Então aonde está o carro? – Draco perguntou ancioso.

- Não muito longe. Ele está na França.. – ela disse sorridente.

- Isso é sua uma linda coincidência.. uma linda coincidência... – Blaise murmurou antes de se segurar nos óculos quebrados e sentir o conhecido puxão no umbigo