Notas da Autora
Raditz não consegue dormir com seu irmão insanamente sádico e sanguinário...
Após a pior noite da vida de Raditz, ele decide contar algumas coisas sobre o planeta natal deles, Bejiita.
Eis as classificações usadas quando o planeta Bejiita existia e que foram resumidas por Raditz, em sua breve explicação para Kakarotto:
Elite - acima das classes de Bejiita. Era um grupo ainda mais seleto, pois poucos conseguiam tal classificação. Possuíam altos cargos.
Primeira classe - Eram os mais poderosos, acima dos de segunda classe e abaixo dos da elite. Um pouco mais numerosos que estes, mas, ainda assim, representaram uma das menores classes que existiram. Também participavam de cargos importantes, claro, cargos inferiores aos de elite, mas superior aos de segunda.
Segunda Classe - consideravelmente mais numerosa que o de primeira classe, mas, ainda assim, menos do que a Terceira Classe. Possuíam cargos consideráveis, desde oficiais, tendo ocupado grande parte dos cargos considerados inferiores pelos de primeira classe.
Terceira classe - essa sim representava a massa de Bejiita, pois, fora ocupada por muitos, tendo sido a mais numerosa de todos. Ou seja, era o povo de uma forma geral.
À eles, era destinado apenas a função de soldado baixo ou então, com o poder muito baixo, enviados quando bebês a planetas distantes, considerados fracos, para enfraquecer a defesa e depois, toma-los. Também trabalharam como guarda-costas, guardando propriedades ou escravos, ocupando todas as demais profissões consideradas indignas para um saiya-jin, ou então como disciplinadores, pois, corriam menos risco de matar algum escravo enquanto disciplinavam ao contrário das outras. Porém, em matéria de números, ultrapassava todas as demais classes juntas.
Proscritos - aqueles que cometiam crimes em Bejiita eram banidos do planeta, podendo ser caçados por qualquer saiya-jin, os de segunda classe costumavam se divertir nessas "caçadas", raramente os de primeira faziam isso, por acharem um desperdício de tempo, pois, eram comumente proscritos fracos.
Sigo essa classificação em todas as minhas fanfictions que se passam com os saiya-jins em seu planeta natal ou citações.
Essa somente é alterada, um pouco, quando entram as classes super saiya-jins.
Agora, a leitura ^ ^
Capítulo 12 - A noite mais tenebrosa de Raditz
Raditz fica aliviado quando amanhece no dia seguinte e encontra-se vivo. Durante a noite ficara imóvel, garantindo assim que seus atos não acordassem o caçula que dormia em cima de um galho.
O mais irônico, segundo ele, é que Kakarotto parecia uma criança inocente enquanto dormia, não conseguindo associar a de um saiya-jin sanguinário, sádico e com uma loucura insana.
De fato, não era seguro e nem sábio julgar os outros apenas pela aparência.
Afinal, quem o olhasse, o acharia incapaz de fazer qualquer coisa ruim. Um erro potencialmente fatal.
Confessava que controlar o seu medo e não deixar este senti-lo fora difícil demais e acabara, com isso, não conseguindo dormir. Resultado. Estava cansado, quase que mentalmente esgotado e a tensão de dividir um ambiente com um louco sádico sanguinário, dizimara suas forças e seus músculos pela tensão excessiva que reclamavam por um descanso, tal como a sua mente.
Agora, mais do que nunca, desejava estar em um medical machine ou dormindo em sua nave.
Se ainda não tivesse cometido à besteira de ficar acordado por mais de um dia, pegando diversas missões "pequenas", teria ao menos descansado consideravelmente antes de chegar naquele planeta.
Mas, como vira que os habitantes eram tão fracos, considerava que poderia cuidar disso e que depois, dormiria em algum dos planetas que Freeza usava como base.
Agora, mais do que nunca, se arrependera de tal decisão.
E para piorar, precisava entrar em contato com Vegeta, sem alguém suspeitar, precisando pensar em um bom argumento para encontra-lo, apesar de estar estafado mentalmente.
Além disso, com a morte dos novatos, precisaria fazer um relatório ao chefe da unidade responsável por aquela área sobre o ocorrido, algo que seria cansativo em uma situação normal, sendo agravado devido ao seu estado.
Esperava que ao menos o cochilo na sua nave até a chegada em dos planetas, pudesse relaxa-lo, um pouco, dando-lhe alguma força para poder fazer tudo que era necessário para não levantar suspeitas.
Nisso, enquanto estava de pé, já tendo pescado um animal estranhando e o assando em uma fogueira, assim como alguns outros animais daquela fauna exótica, vê o seu irmão despertando e esticando a cauda, provavelmente de um sono relaxante, fazendo Raditz ficar emburrado tal como uma criança, pois desejara ter dormido assim.
– Ohayou! - ele cumprimenta com um sorriso, enquanto salta do galho até o chão, coçando os cabelos espetados que desafiavam a gravidade enquanto bocejava.
– Ohayou? - Raditz aqueia o cenho, entre mordidas, comendo uma espécie de perna.
– Uma saudação terráquea. Quer dizer Bom dia.
– Em nosso idioma seria Makeri.
– Makeri? Interessante.
Nisso, senta em uma pedra próxima dali, pegando antes o peixe exótico e o comendo, enquanto pensava que seria mais gostoso se o seu robô cozinhasse, mas, não poda expô-lo. Precisava proteger ele e a nave a todo o custo.
– Mais algumas horas e poderei partir. Não se surpreenda se as demais naves partirem junto comigo. Irei programa-las para seguir a mesma rota que a minha. Acredito que o Planeta Freeza nº 75 é o mais perto desse ponto.
– Tudo bem - fala desanimado, para depois, olhar esperançoso para seu irmão e único familiar que lhe restava - Não posso ir mesmo?
– Não pode, Kakarotto. Sinto muito. Sua existência tem que ser escondida de Freeza. Além disso, nosso príncipe já planeja algo há anos, porém, éramos só nós três. O citei para Vegeta e ele disse para nunca falar a ninguém. De fato, iria procura-lo na Terra daqui a alguns meses. Foi uma sorte encontra-lo aqui e ainda mais sorte, o fato de que todos os scouters foram destruídos. E percebi que meu scouter não conseguira localiza-lo, mesmo quando nos golpeou. Deve ser alguma técnica de controle de poder de luta.
– É uma técnica que aprendi sozinho.
Inventou que fora sozinho para não ter que dar mais explicações, assim como que o nome era na verdade ki e não poder de luta, além do fato de que sabia a localização e o poder dos oponentes sem usar qualquer aparelho, ao contrário de seu irmão, como percebera.
– Poderia ensinar- me.
– Quem sabe...
Mas, não queria ensinar, afinal, ele tivera que desenvolver por si mesmo, pois, a nave e o robô só sabiam o básico e, portanto, precisou treinar e muito. Se quisessem aprender, fariam sozinhos.
– Bem, graças a sua técnica, ninguém sabe de sua existência e entendo, porque nunca vieram investigar, pois, acredito que seu sentou- ryoku (poder de luta) esteja próximo de 18.000. Vegeta ouji-sama tem por volta desse poder. Embora eu ache que você pode tê-lo ultrapassado, mesmo com ele estando acima do nível de Elite. Ou seja, a Classe real.
– Nível de Elite? - arqueia o cenho.
– Sim. Em Bejiita havia classes de guerreiros e estes eram nomeados nas classe conforme o poder de luta ao nascer, embora, que com 18 anos, podiam fazer um teste de mudança de classe, que consistia em uma batalha contra um saiya-jin de classe maior que a sua e se o derrotasse, poderia entrar na classe deste, incluindo até mesmo a Classe Real, caso conseguisse derrotar os monarcas, assumindo assim o direito ao trono pelo poder, segundo a lei do mais forte e do mais fraco. Abaixo desta é a Elite, que era composta por poucos saiya-jins e inferior a esta era a Primeira classe, formado por mais saiya-jins que os de Elite, porém, menos que os de Segunda Classe, que era abaixo desta, sendo que mesmo assim, não haviam muitos, sendo a classe mais numerosa, a Terceira Classe era a massa de Bejiita, digamos assim. E havia os proscritos, que eram os saiya-jins traidores e expulsos do planeta e que eram caçados por outros de nossa raça
Nisso, também explica mais detalhadamente os postos que cada uma das classes conseguia, fazendo Kakarotto ficar surpreso, para depois, falar com um sorriso:
– Se derrotarmos Freeza, poderemos reconstruir Bejiita.
– Não conseguiremos otouto, mesmo derrotando o desgraçado. - Raditz fala deprimido.
– Por quê? - o mais novo o olha com a face confusa.
– Freeza fez questão de matar todas as fêmeas saiya-jins para que não pudéssemos procriar. E quanto a misturar nosso sangue com outras raças, tal ideia chega a ser repulsiva, pois somente iremos gerar crias fracas e patéticas, acabando por destruir a reputação de nossa raça, que é tida como uma das mais poderosas, graças a capacidade infinita de aumentarmos os poderes. Além disso, teria que ser uma raça de genética compatível, o que é difícil. Mas, quer saber? Mesmo assim eu não teria uma cria com uma fêmea de outra raça. Não gostaria de sujar meu sangue puro gerando um mestiço.
– É compreensível. Acho que também me sentiria assim.
– Mesmo assim, devemos vingar a nossa raça. Freeza e a sua raça, arcosiana, não deve continuar impune. Depois que o derrotarmos, iremos caçar todos os membros dessa raça e extermina-los, tal como fizeram conosco.
– Eu adoraria massacra-los - nisso, fala com um sorriso maligno e ao mesmo tempo sádico com os olhos brilhando.
Era uma face que assustou Raditz e o fez recobrar o fato de que falava com um sádico insano e, portanto, o sábio frente a um louco, era não ficar em seu caminho, além do fato de não demonstrar medo e conseguiu suprimir este sentimento a tempo, além de forçar um sorriso maligno, por mais que tremesse por dentro, vendo que Kaakrotto ficara satisfeito com seu sorriso, fazendo- o ficar aliviado.
– Sim. Será divertido, otouto. Mas, para termos sucesso, precisamos de um plano. Por isso, peço para esperar aqui, escondido - nisso, vê a face dele desanimada, tornando-se irritada - não será por muito tempo.
Então, fica aliviado ao ver que o humor deste melhorara, embora ainda continuasse levemente chateado para depois acompanha- lo quando Raditz se aproxima das naves, abrindo uma por uma, digitando algo em um painel dentro delas, para depois se dirigir a sua, abrindo- a, enquanto Kakarotto se surpreende ao ver estas já flutuando, como se preparassem para partir em breve.
– Vou indo irmão. Fique aqui, que em breve voltarei e provavelmente, com os outros de nossa raça. Não esqueça que você é o nosso trunfo.
– Entendi. Ficarei aqui, escondido... Mas, saiba que odeio esperar. Quero ver logo esse ser que é tão poderoso quanto você diz, assim como enfrentar o tal de príncipe - nisso, sorri ao pensar em lutar contra adversários fortes, decidindo fazer um treinamento mais intenso, ainda, para se preparar.
Raditz compartilha do sorriso, vendo que ele era um autêntico saiya-jin e inclusive, com o prazer que sentiam ao enfrentar oponentes poderosos.
– Até!
Nisso, acena de costas para ele, entrando na sua nave com todas partindo dali, após a partida da de Raditz, deixando um saiya-jin sozinho, novamente, tendo como únicas companhias a nave e o robô, igualmente protegidos dentro de uma cápsula.
