Olá todo mundo, aqui está mais um capítulo, pensei que não iria terminar antes desse final de semana, mas aqui está... espero que gostem... mandem reviews para me dar mais e mais vontade de escrever...
Capítulo 12 – Mais loucuras.
- Potter? – Perguntou Snape surpreso e atordoado soltando Harry de suas mãos e abaixando a varinha.
O menino estava com os olhos arregalados e claramente assustados. Sua boca se abria e fechava, mas não conseguia proferir nada. Somente após ver Snape se afastando um pouco, mesmo que o olhando intensamente, foi que conseguiu dizer algo.
- Eu...err...queria... – Tentou balbuciar enquanto se afastava aos poucos do homem, mas os olhos negros eram firmes e interrogativos. No fim Harry só conseguiu dizer uma palavra antes de sair correndo para seu quarto. – Desculpe.
Não ficou para ver a reação de Snape, apenas bateu a porta de seu quarto e se enfiou embaixo das cobertas, tentando segurar as lágrimas que tentavam verter de seus olhos.
- Idiota. Burro. Burro. – Xingou-se batendo em sua cabeça, imaginando a ira de Snape.
Alguns segundos depois o barulho da porta se abrindo lentamente foi ouvido e Harry escondeu seu rosto nas mãos. Seja lá o que Snape fizesse com ele, não queria que o visse daquela forma tão vulnerável.
Os passos do homem mal foram ouvidos por causa de seus pés descalços. Seus olhos estavam intrigados enquanto olhava para o amontoado de cobertas. O quarto estava tão silencioso que conseguia ouvir a respiração rápida e entrecortada dele, mas o que lhe chamou atenção foi o soluço mal contido.
Harry estava chorando.
Devagar e cautelosamente, como se não soubesse o que fazer, Snape se aproximou e sentou na beirada da cama afastando a coberta e expondo o corpo encolhido. As pequeninas mãos ainda tapavam seu rosto. Ele tremia.
- Potter. – Chamou Snape.
Harry não respondeu.
Snape respirou fundo com impaciência e segurou as mãos do menino afastando-as de seu rosto molhado. Harry estremeceu quando foi puxado sendo obrigado a se sentar. Seus olhos estavam brilhantes pelas lágrimas e tão assustados que chegavam a dar pena.
- Desculpe! – Quase gritou quando viu o homem abrir a boca. – Por favor, me desculpa. Eu não devia ir ao seu quarto, eu sei. Fui um tolo. Não farei mais, mas, por favor, não briga comigo.
- Potter, se acalme.
Snape segurou os pulsos do garoto com uma das mãos e a outra postou no rosto dele fazendo-o olhar atentamente. Harry mordia o lábio enquanto sentia uma dor profunda dentro do peito.
Desde quando se sentia tão mal por ficar longe deste homem? Ser desprezado por ele era normal. Poderia sentir raiva, mas não uma mágoa tão profunda.
Essas perguntas pulsavam em sua cabeça irritando-o por não ter uma resposta fácil.
Os olhos frios ainda o olhavam e a mão fina segurava seu rosto. Era bom sentir aquele toque imóvel, era como se o fogo começasse a consumi-lo aos poucos aquecendo sua alma e mostrando o lugar a qual pertencia.
Ele fechou os olhos e inclinou a cabeça sentindo os longos dedos enterrarem-se em seus cabelos revoltos. Sem pedir permissão, virou o rosto e encostou os lábios na palma lisa. Havia algumas pequenas cicatrizes de cortes antigos, típicos de um mestre de poções. Provavelmente Snape as odiava por fazê-lo recobrar os momentos, mesmo mínimos, de dor.
Harry as amava.
Pois cicatrizes eram únicas, eram marcas que o distinguia, o diferenciava, além de contarem uma história. Como desejava saber as histórias sobre o surgimento delas, por mais banais que fossem.
Seus pequenos lábios depositaram outro beijo, desta vez mais forte, querendo sentir o gosto amargo da pele. Mas no momento em que sua língua encostou em uma das marcas, a mão foi embora.
Snape afastou suas mãos e olhou completamente surpreso, em seus olhos se via a dúvida e algo mais. Era algo que se escondia no fundo de suas íris. Algo que fazia Harry queimar por dentro.
Aproveitando que estava livre das garras dele, estendeu os braços em um movimento rápido e o enlaçou, sentando em seu colo e escondendo o rosto na curva de seu pescoço. Os braços fortes não retribuíram seu ato, não o agarraram. Mas tudo bem. O importante era senti-lo, respirar seu perfume, tocar sua pele fria. Precisava saber que ele estava ali.
Dentro de si, Harry sentia a dor de tudo que estava lhe acontecendo. Era tudo tão confuso. Ele precisava de uma fortaleza, algo em que se segurar quando todo o peso começasse a enfraquecê-lo.
Seus lábios tocaram de leve a pele de seu ombro e sua boca queimou de desejo. Se sentindo quente, encostou novamente os lábios nele, depositando pequenos beijos naquele pedaço de pele. Com uma sensação confortável no abdômen atreveu-se a acariciar os cabelos negros com uma das mãos enquanto vagava a outra pelas costas nuas e lisas.
O calor intensificou enquanto subia seus lábios pelo pescoço chegando à mandíbula. A sensação de tocá-lo, beijá-lo, acariciá-lo era para Harry, naquele momento, a melhor do mundo. Era forte e intenso e fazia crescer o desejo em seu corpo.
Sabendo que não iria ter resposta, sussurrou ao pé do ouvido dele apertando os lábios em seu lóbulo.
- Eu quero você.
Por mais que Snape não tenha se movido ou demonstrado ter ouvido o que o menino disse, algo dentro dele se manifestou ao sentir a língua travessa e infantil traçar um caminho por sua mandíbula antes de morder seu queixo e olhá-lo. Os olhos verdes estavam repletos de luxuria, desejo e expectativas. Harry tinha as bochechas vermelhas e quentes. Seus cabelos revoltos caiam desalinhados em sua testa. Os óculos tortos e a boca entreaberta faziam-no ter a aparência de uma criança sapeca que estava prestes a aprontar.
Snape piscou e se mexeu quando Harry enlaçou sua cintura com suas pernas e, sem deixar de olhá-lo, retirou sua camisa jogando-a no chão. Os olhos negros de repente desceram, observando o peito magro e jovem do menino.
A respiração calma e ritmada do mais velho começou a acelerar quando sentiu sua mão ser guiada para o meio do abdômen nu. Harry estava tremendo.
Devagar, por sua própria vontade, subiu a mão pelo tórax dele, tocando levemente no mamilo, sentindo sua pele roçar naquela parte tão sensível. Harry mordeu o lábio e fechou os olhos.
Ah! Sim. Essa imagem.
A imagem que dominava a mente de Snape o fazendo esquecer Lilian, Voldemort ou qualquer outra coisa existente. Era como se tudo sumisse e a única coisa que existisse fosse Harry e sua expressão de prazer.
Sua boca encheu-se de água ao ver o mamilo rosado entre seus dedos. Esquecendo-se de todas as suas dúvidas, aproximou-se respirando o cheiro doce e infantil. Suas mãos espalharam-se pelas costas dele apertando-o e o trazendo mais perto.
Assim que seus lábios tocaram a ponta do mamilo, Harry gemeu abrindo os olhos e vendo a boca de Snape deliciar-se com aquela parte sensível. Imediatamente jogou a cabeça para trás sentindo fisgadas em seu abdômen direcionando todo o sangue para baixo, deixando sua calça do pijama apertada.
Os lábios quentes traçaram rastros pelo peito do menino, beijando, chupando e mordendo. Harry sentiu seu corpo tremer. Quando os dentes fecharam-se levemente mordiscando a pontinha, o grifinório arqueou as costas e o empurrou, encostando-o em um dos dosséis de mármore da cama. O menino ofegou e segurou o rosto de Snape com sua mão vendo-o franzir a testa. Naquele momento Snape não estava preparado para nada. Sua mente não conseguia imaginar o que ele iria fazer, o calor em seu corpo o impedia de pensar.
Harry olhou profundamente aqueles olhos negros e se perdeu dentro deles. Parecia que estava olhando para sua vida antes desse casamento doido e sádico. Tudo era escuro, vazio e frio. Agora não era assim, agora ele estava preenchido, pertencia a alguém e tinha alguém que o pertencia.
- Qual é a graça? – Perguntou Snape vendo um sorriso aparecer no rosto do grifinório.
- Nada. – Disse Harry sentindo a mão de Snape passar por suas costelas. – É que...
- Que o que?
- Nada.
Qualquer palavra elaborada ficou em sua mente, Harry só sabia que seus lábios se fecharam nos dele e que parecia uma explosão de sensações. Seu coração acelerou, sua pele tremeu e suas mãos enterraram-se nos cabelos negros.
Um beijo.
Era só um beijo, algo que seus amigos davam a qualquer momento nos corredores, era comum. Mas para ele era uma conquista. Os lábios de Snape não se mexeram e suas mãos só se movimentaram quando Harry começou a se mexer lentamente em sua cintura fazendo as ereções esfregarem-se dentro das roupas. Uma mão se fechou com força em sua cintura o apertando mais.
Harry gemeu sentindo seu pênis tremer com os movimentos, seus lábios grudados aos de Snape não impedia os gemidos que se espalhavam pelo local. A mão pequena agarrou com força os fios negros, sua boca entreabriu e seu quadril tremeu. Um grito carregado de prazer foi lançado ao ar quando Harry arqueou o corpo sentindo o ápice o atingir com força derramando-se em sua calça. As fisgadas em seu abdômen aliviaram, permitindo que controlasse sua respiração. Sentia-se solto no ar, como se fosse apenas uma molécula na imensidão do mundo.
Snape via com olhos arregalados o menino se contorcer em seu colo. Por um momento relaxou seu corpo encostando-se ao dossel e contemplou o torço magro recuperar-se do recém gozo. Harry relaxou e descansou a cabeça no ombro do homem.
Alguns minutos se passaram com Harry em seu ombro até que o menino se ergueu e olhou em seus olhos.
Harry quase tremeu ao ver os olhos do mais velho. Sua expressão era indecifrável e seu olhar estava nublado. Parecia deleite, raiva e perplexidade. Esse olhar era duro e penetrante. Snape nem se mexia, só o olhava.
Deveria ter feito algo errado. Com certeza fez algo errado e muito errado.
Com raiva de si mesmo, baixou a cabeça e mordeu o lábio pensando o quão idiota ele era. Snape avisou que não queria vê-lo e ainda assim foi atrás como um cachorro abandonado pelo dono, apenas um animal que não entende a rejeição e se humilha por atenção.
Oh, Deus! O que foi fazer?
A vergonha tomou-lhe o rosto tornando-o vermelho e quente. A realidade lhe fora jogada como um balde de água gelada que lhe afastava a nuvem negra do olhar. Seus olhos tremiam quando olhou para baixo e viu sua situação. Seminu, no colo de Snape e com as calças gozadas.
- Meu Mérlin! – Exclamou sentindo as lágrimas de vergonha e humilhação emergirem. – Me desculpe.
Harry afastou a mão dos ombros nus de Snape e, sem olhá-lo, saiu de cima de seu colo. Correu para o banheiro e trancou a porta escondendo-se em seu interior.
Como poderia ter perdido o controle dessa forma e feito o que fez? Snape o odiava e o odiaria mais ainda. Passou dos limites. O que havia com sua cabeça?
- Potter. – Chamou a voz de Snape atrás da porta.
- Vai embora. – Pediu Harry encostado na pia sentindo o peito arder.
- Abra a porta.
- Por favor, me deixe sozinho.
- Potter, ou você abre essa porta ou irei derrubá-la, o que será muito pior.
Harry apertou os olhos amaldiçoando-se por ser tão fraco perante Snape e suas ordens. Por que ele sempre fazia isso? Por que queria lhe ver justamente naquele momento em que estava tão vulnerável? Fosse para seu quarto e o esquecesse, o deixasse em paz. Mas não, ele estava ali, atrás da porta do seu banheiro, pedindo passagem. Com certeza o olharia com desprezo e diria que sentia nojo do que aconteceu. Harry já sabia disso, não precisava ouvir. Seria bem pior ouvir a verdade com a voz arrastada e baixa dele.
Não, era tortura demais. Ele deveria lhe deixar em paz.
- É o último aviso, Potter.
Sentindo a derrota pesar em seus ombros e dominá-lo, Harry se aproximou da porta e a destrancou. Antes que ele entrasse, afastou-se e virou de costas. Fechou os olhos esperando o momento em que as garras afiadas se fechariam com força em seus braços e o prenderiam na parede enquanto as palavras destiladas de veneno sairiam de sua boca e atacariam sua alma como um vírus. Ele permaneceria de olhos fechados o tempo todo, não queria ver o olhar de repulsa e nojo que estaria estampado em seu rosto.
Com certeza ele diria que jamais deveria ter feito aquilo e que não queria mais tocá-lo. Ele já sabia, então por que precisava passar por isso? Ouvir tudo que o professor diria, de novo? Era só para que seu coração sangrasse mais com a rejeição e humilhação?
Não, não poderia ficar assim. Ele teria que ser forte, mesmo que machucasse. Automaticamente colocou a mão em sua barriga, apertando os olhos e pedindo força para agüentar a avalanche de injurias.
Snape não fechou a porta, apenas a encostou na parede e caminhou até perto do menino que estava de costas e encolhido. Devagar se aproximou dele e tocou em seu ombro. Harry estremeceu ao toque, Snape não ligou, apenas o virou obrigando-o a olhá-lo.
Harry virou-se de cabeça baixa, olhava diretamente para os pés descalços do professor. Mas um toque suave em seu queixo o obrigou a levantar o rosto.
- Olhe para mim. – Pediu Snape baixinho.
Harry abriu os olhos devagar e Snape se viu olhando as duas esmeraldas marejadas e assustadas. Sua testa se franziu ao ver uma lágrima escapar.
Sem perceber, estendeu o dedo pela bochecha lisa e recolheu a lágrima traiçoeira. Aquela gotinha mínima parecia fazer cócegas em sua pele, como se fosse errado estar ali. E era.
Mais uma vez olhou para os olhos de Harry e se perguntou o que o fazia estar ali. Que força era essa que o movia para frente, sempre para frente, nunca deixando-o recuar?
- Potter...
- Me desculpa. – Pediu Harry cortando-o. – Eu fiz tudo errado. Eu sou burro, um idiota e inconseqüente. Eu não deveria ter feito nada daquilo...Por favor não me machuca.
Snape franziu a testa e segurou o rosto do menino com as duas mãos olhando consternado para ele. Em seu rosto estampava-se a surpresa pelas palavras do menino.
- Machucá-lo?
Harry esperava qualquer coisa de Snape naquele momento. O pior castigo, a maldição mais dolorosa ou a tortura mais prolongada. Mas não. Ele não o maltratou, não o jogou na parede como costumava fazer, nem apertou seu braço ou pescoço até marcá-lo.
Não.
Snape fez aquilo que Harry jamais imaginou que faria.
Ele o beijou.
Snape puxou o rosto de Harry atacando seus lábios de forma voraz. Era como se fosse um ser abandonado no deserto por dias e a boca do menino fosse sua única fonte de água, seu recurso de sobrevivência, sua salvação. Sua língua o explorava, como se quisesse gravar cada canto daquele lugar, cada milímetro. O gosto era doce, igual ao melhor mel já servido.
O som baixo saiu de sua garganta o fazendo puxar o menino para mais perto, enterrar seus dedos no cabelo revolto e saborear seu corpo. Harry jamais sentiu algo daquela forma, seus joelhos estavam cedendo perante o desejo que lhe tomava. Se se mexesse um único centímetro, cairia. Suas pernas estavam bambas. Sentia a boca de Snape moldar-se à sua e só podia entender a explosão dentro de si que lhe deixou ofegante e trêmulo. Era demais para ele agüentar.
Snape sentiu o menino amolecer em seus braços, mas não o afastou de sua boca, precisava daquele gosto. Seus braços apertaram a cintura dele e o levantaram. Harry enlaçou a cintura do mais velho com suas pernas e o abraçou os ombros. Snape o levou direto para a cama onde o depositou sem parar de beijá-lo. Com fome e desespero, retirou a calça do pijama de Harry jogando-a em algum canto do quarto. O menino gemeu em seus lábios quando sentiu a mão grande tocar em seu pênis já duro e melado.
O simples fato de Snape querer tocar-lhe já era motivo suficiente para Harry sentir derramar-se em suas mãos. Mas ter as mãos ágeis e firmes enlaçando seu membro rígido era suficiente para desfalecer, deixar seu corpo amolecer e se desfazer no tempo e espaço. Ainda mais quando era acompanhado de uma língua sedenta que queimava seu pescoço.
Harry não conseguia pensar, há muito que apenas se deixou sentir o presente sem se preocupar em entender os porquês em sua mente. Seu sangue corria em suas veias, bambeando com violência em seu cérebro o fazendo sentir-se tonto. Seu corpo queimava e sua garganta ardia com seus gemidos.
Quando Snape movimentou sua mão pela extensão do membro duro, as mãos de Harry postaram-se em suas costas apertando a pele com as unhas. O subir e descer em seu músculo eram devagar, as fisgadas em seu abdômen intensificaram. Logo Harry chegaria ao ápice do momento. Ele queria aquilo. Ansiava.
- Severus.
Snape emitiu um som baixo e rouco ao ouvir seu nome pronunciado pela voz entrecortada do menino. A dor pelas unhas cravadas em suas costas era mínima se comparado com a dor em seu pênis ainda guardado em sua cueca. O músculo tenso quase implorava para ser liberado, pulsava em desespero quase tão forte quanto o de Harry em suas mãos.
Sua boca afastou-se um momento de sua pele e seus olhos abriram admirando o rosto infantil com as bochechas vermelhas e quentes. O cabelo negro caia em sua testa escondendo a cicatriz e dando destaque aos olhos esmeraldas que o olhavam também.
Harry tinha o olhar completamente encoberto de luxuria. Sua boca entreaberta permitia a saída de um gemido trêmulo e quebrado que se tornou quase um grito quando os dedos longos intensificaram os movimentos desde a cabeça rosada até os testículos já intumescidos.
Os lábios de Snape voltaram a atacar o pescoço do menino como se fosse um labareda lambendo uma tora de madeira na base de uma reles fogueira que aumentava conforme a labareda prosseguia. Ele se sentia como a fogueira que logo estaria lançando suas fagulhas ao céu.
- Está gostando, senhor Potter?
Demorou para que pudesse dar a resposta. Sentir o sussurro baixo ao pé do ouvido só o fez perder mais ainda os sentidos e a razão. A voz de Snape era como seda que invadia seu corpo cobrindo-o com sua textura fina, ela roçava e deslizava em sua pele, querendo acalmar o desespero que as labaredas causaram. Porém o efeito foi completamente o inverso.
O menino ofegou e abriu a boca sentindo o momento do clímax começar a dominá-lo. Snape sabia disso e nem esperou o menino responder sua pergunta, apenas tomou-lhe a boca na sua sentindo a língua vibrar junto com o movimento de sua mão.
- Oh, Mérlin!
Snape sorriu de canto com a exclamação do menino e o desespero em sua voz, mas logo tomou-lhe a boca mordendo-lhe o lábio.
Alguns gemidos depois, Harry sentiu uma dor prazerosa em seu abdômen se espalhar para seu corpo, era um calor que se acumulava na base de seu pênis e subia pela extensão do mastro seguro pela mão firme.
A boca de Harry se abriu em um grito mudo, seus olhos se fecharam com força sentindo a proximidade de um orgasmo.
Snape olhava tudo com admiração, seus olhos negros brilhavam com tesão vendo o menino se derreter. Intensificando mais o aperto, chegou mais perto de seus olhos e lançou a ordem que causou um frenesi no mais jovem.
- Goza.
As unhas arranharam a pele pálida de suas costas quando Harry arqueou o corpo em pleno gozo. De seus lábios saiu uma única palavra, um nome que fez o professor tremer.
- Severus! – Gritou em um tom quebrado de quem estava em êxtase.
Harry abraçou Snape e enterrou seu rosto no pescoço do mais velho tentando controlar-se. Ainda ofegava enquanto sentia a mão melada largar seu pênis e subir até seu rosto o empurrando levemente.
O rosto vermelho ainda tinha a boca aberta, a respiração era quebrada e ofegante. O corpo do mais velho estava em cima de si e sua ereção, ainda presa pela cueca, espetava sua pele. Snape viu o desejo alargar-se nos olhos verdes e tomar a razão do menino, fazendo-o sorrir travesso.
Snape quase deixou um gemido escapar de seus lábios quando a coxa de Harry posicionou no meio de suas pernas e pressionou o pênis intumescido.
- Eu quero você em mim.
Harry nem mesmo viu o olhar de Snape, só sentiu as garras firmes o virarem de bruços e as unhas arranharem suas costas como lâminas afiadas e perigosas que poderiam fatiar seu corpo a qualquer momento.
Enquanto os gemidos de Snape eram contidos em seu interior, os de Harry eram gritados para a noite fria. Se pudesse espalharia seus gemidos pelos corredores do castelo e até mesmo embaixo da água do lago negro.
Todos deveriam saber o que os dedos de Snape podem causar enquanto adentravam seu corpo. Como era doce o gosto do prazer.
Pensando melhor era melhor ninguém mais saber. Seria seu segredo eterno.
As fisgadas em seu abdômen tornaram-se agudas e seu pênis começava a acordar.
Snape respirava com dificuldade em seu pescoço e esfregava o membro pulsante em seu quadril recém invadido.
Harry sorriu quando o terceiro dedo o invadiu junto com uma língua afoita no lóbulo da orelha. Logo Snape se juntaria à ele, o invadiria e o foderia com força atritando o pênis grosso em sua entrada pequena. Ah! Como desejava aquilo. Sentir o bater dos testículos em suas nádegas, ouvir o barulho das pancadas em sua pele branca deixando-a vermelha.
Desde quando começara a gostar disso?
Ah, que se dane quando, o importante era que ele gostava e estava ali, com Snape em cima de si, pronto para penetrá-lo.
Mas tudo estava perfeito demais para que essas vontades acontecessem.
De repente, sem aviso algum, Snape travou.
A mão que o invadia, afastou-se o abandonando e pousando ao lado de sua cabeça com o punho fechado estrangulando o lençol. Harry se virou devagar e viu os olhos negros escondidos atrás das pálpebras fortemente fechadas. Com a testa franzida de clara preocupação, estendeu a mão e postou-a na bochecha quente acariciando o ponto de inicio dos lábios finos.
- Severus? – Chamou hesitante.
Snape não respondeu, apenas cerrou os lábios com força como se sentisse uma dor excruciante. E sentia.
Olhando para o lado, Harry viu a marca negra dançar na pele branca intensificando sua dor. Era assustador. Voldemort o estava chamando.
O professor abriu os olhos e neles não havia o fraco calor que tinha visto nascer, agora só restava vazio e frio intenso, eram duas pedras cravadas em dor.
- Tenho que ir.
Antes mesmo de entender a frase sussurrada, Snape já estava fora do quarto. Rapidamente, após seu cérebro voltar a funcionar, Harry se levantou e colocou a cueca correndo até o quarto ao lado. A maçaneta não cedeu, estava trancada.
Sem mais nada a fazer, encostou na parede e esperou, logo Snape saiu do quarto vestido com um manto negro que já havia visto em anos anteriores. Eram as roupas de Comensais.
- Vá para seu quarto. – Disse Snape ríspido passando pelo menino e pegando um vidro de poção em uma prateleira. O vidro foi devidamente guardado em seu bolso interno. Seria muito importante mais tarde.
- Onde você vai? – O frio que recebeu do olhar do mestre de poções era pior que o vento gelado batendo em seu corpo seminu.
- Tenho obrigações a cumprir.
- É ele não é?
- Não se meta no que não é de sua conta, Potter!
Snape foi em direção à saída. Já estava com a mão na maçaneta quando sentiu um puxão em seu braço. Ao se virar encontrou os olhos grandes e preocupados de Harry.
- É da minha conta porque você é meu esposo e pai do meu filho. – Sem esperar resposta Harry o abraçou com força pela cintura, enterrando o rosto em seu peito sentindo o áspero pano roçar em sua pele. – Diz pra mim que você vai ficar bem. – Pediu Harry levantando a cabeça e vendo algo queimar no fundo dos olhos negros, era indecifrável. – Diz pra mim, Severus.
Snape ergueu a mão e acariciou o rosto do menino com os nós dos dedos. Um pequeno sorriso de canto apareceu em seus lábios finos.
- Sem drama, Potter. – Disse afastando-se dos braços do menino e abrindo a porta sem olhar para trás. – Não me espere. – Ecoou a voz pelo corredor.
A porta fechou-se com um baque surdo deixando um Harry seminu olhando-a com um peso no coração.
Algo não estava certo.
N/A
Guest 1 - Meu maior sonho seria colocar um capítulo por dia, mas infelizmente só consigo colocar no final de semana, mas não pararei nunca de escrever... ainda mais essa fic que está maravilhosa... espero seu próximo review... bjusss
Guest 2 - Eu adoro escrever sobre esse lado negro do Snape e essa controversa entre ele odiar e amar isso... gosto de explorar o sofrimento e pensamento dele quanto ao que faz e suas obrigações. O Harry está cada vez mais envolvido com Snape e com o bebe, a magia de uma gravidez tem força para mudar tudo na vida dele... e isso será visto mais para frente...Hummm quanto ao Snape, vc viu a reação dele neh, totalmente inesperada. Vamos ver os próximos capítulos como será esse relacionamento quando o bebe começar a crescer mais e mais..
Dyeniffer, Tudo bem te perdoo, o site realmente da uma dessas de vez enquanto, as vezes meu review que posto em uma fic que estou lendo, não aparece e ai tenho que postar de novo... Sim, Dumby sabe que o cavaleiro negro está mexido com tudo isso, o diretor nunca faz algo sem ter tudo arquitetado. E sim, o Anjo está caidinho pelo Sev, mas é que não dá para comparar um homem como Snape com as crianças da escola. A aurea de Snape é completamente envolvente e a raiva que Harry sente por ele só o faz querer mais e mais do cavaleiro. A violência de Snape será explicada mais tarde, não posso lhe dizer muita coisa... Annn eu sempre gostei do Harry ser o submisso, pois a presença de Snape é muito mais forte e dominante por si só. Mas não pensei em uma regra especifica não, só fiz assim... espero seu review, eu sempre posto nos fins de semana, quando não posso postar eu aviso... bjussss
