Gente desculpem a demora em postar eh que começou a ter prova na facul, então jah viu neh.

Muito obrigada pelos comentários, a fic ainda tem muita coisa para acontecer e espero vê-las aqui

bjusss

Capítulo 12

- Potter! Por um acaso está tentando matar todos nós? – Perguntou a voz acida de Snape atrás do menino.

Harry sentia o coração pulando dentro do peito enquanto tentava se recuperar do susto.

- Alem do juízo, perdeu também a língua Potter?

- Não senhor

- Então responda a minha pergunta

- Não senhor, não estou tentando matar ninguém

- Então diga senhor Potter-sou-mais-inteligente-e-não-preciso-ler-as-instruções, porque está colocando os ingredientes da poção na ordem errada?

Harry olhou para sua mão e viu que realmente colocara os ingredientes na ordem errada, sua poção que deveria estar rosa escarlate, como a de Hermione, estava de um verde musgo nojento.

- Sempre articulado, 20 pontos a menos pela poção errada e 10 pontos a menos por não responder minha pergunta e uma detenção por quase matar todos nós.

Ninguém na sala respirava. Hermione tapou a boca para evitar um grito sufocado quando o professor chegou tão perto de Harry que pareceu que queria fundir seus corpos.

- Você é um perigo Potter, não deveria fazer parte dessa sala, dessa escola e nem desse mundo.

Snape cuspia as palavras na cara de Harry, sentia cada pêlo de seu corpo eriçado com a raiva que inflamava de suas narinas. Não conseguia ver o Harry Potter dele e sim o James Potter de outrora. Queria esmagá-lo, matá-lo.

Hermione tentava ouvir as palavras do professor, mas eram tão baixas que mesmo estando do lado não conseguia ouvir nem o sussurro. Snape voltou para sua mesa, seguido pelos olhares assustados e raivosos dos grifinórios e os animados e admirados olhares dos sonserinos. A aula continuou rapidamente. Harry não abriu mais a boca nem se mexeu na sua carteira, sua poção não tinha mais jeito então nem tentou salvá-la.

Esperou de cabeça baixa a aula terminar. Foi um alivio ouvir Hermione tentando levá-lo para fora daquela sala. Snape estava de costas para eles e ouvia atentamente os passos de cada um e sabia distingui-los. Os passos apressados de Rony Weasley, os leves de Hermione Granger e os arrastados de Harry Potter.

- Harry me responde uma coisa – Disse Rony – Por que você sempre fica triste quando estamos perto das férias? Você nem prestou atenção ao que estava fazendo, parecia estar viajando.

- Eu não gosto das férias, só isso.

- Tudo bem, mas o que houve com você lá dentro afinal?

Harry pensou em responder, mas não sabia se o pior era ter ficado e inventado uma desculpa esfarrapada ou ouvir as palavras de Malfoy que o agarrou levando-o para um canto longe dos amigos que não conseguiam passar pelos capangas dele.

- Me larga Malfoy

- Não – Sussurrou em seu ouvido dando uma risada grotesca e imprensando o magro corpo de Harry na parede – As aulas estão acabando Potter, seu trabalho o espera – Harry segurou o grito quando o tapa estralou em seu rosto – Eu também estarei esperando por você. Me aguarde.

- Harry! Você está bem? – Perguntou Hermione depois de conseguir passar pelos brutamontes de Malfoy que iam embora rindo – O que houve?

- O que o babaca queria com você? – Perguntou Rony.

- Nada – Disse Harry sentindo o rosto arder – Ele estava sendo babaca como sempre, me ameaçando e rezando para que eu não apareça aqui no ano que vem – Mentiu.

- Falta só uma semana para irmos embora para casa, vamos esquecer o Malfoy está bem.

- Boa sugestão Hermione, assim o Harry continua com esse babaca por ai falando um monte de coisas para ele, vamos lá quebrar a cara dele.

- Não Ron, deixa quieto. Hermione tem razão, vamos esquecer, falta só uma semana para irmos embora, só uma semana.

Uma semana que passou tão rápido que pegou todos de surpresa. Os resultados das provas foram dados um dia antes de irem embora e as malas ainda nem estavam prontas. Foi uma correria por toda a escola para todos os alunos arrumarem tudo e se prepararem para o ultimo jantar.

Muita euforia por todos os lados, só uma pessoa não estava feliz.

- Harry, o que foi?

- O que foi Hermione? Eu não irei voltar para a casa de meus sonhos sabia? Não quero voltar.

- Você falou com Dumbledore sobre isso?

- Sim, ele disse que não posso ficar aqui, tenho que ficar na casa dos meus tios, que isso irá me proteger contra Voldemort

- Mas e a casa de Sirius?

- Não posso ir para lá. Depois de tudo que aconteceu no Ministério no final do ano letivo e a quase morte dele houve muita repercussão dos jornais e eu não posso ir para lá. Na verdade nem sei onde ele está. Dumbledore o mandou para uma missão em um lugar bem distante, por isso não tenho tido noticias dele. E acho que não terei por um bom tempo também.

- Que chato.

- É que chato mesmo. Vamos logo para o jantar.

- Vamos.

Os alunos se abraçavam e já diziam o que iriam fazer naquela férias. Era estranho ser a única pessoa que não conseguia sorrir com as novidades que todos começavam a contar, as viagens que todos fariam. Ficou quieto e imerso em seus próprios pensamentos quando viu aquele loiro balançando a cabeça.

Sabia que não adiantaria brigar e se negar a ouvir, era inevitável.

- O que quer Malfoy?

- Garantir que terei os seus serviços – Disse com um sorriso de canto.

- Não sou eu quem decide isso, são meus tios.

- Eu sei, já falei com eles. Meu pai prometeu uma boa grana para eles, mas quero saber se vai fazer tudo direito como deve ser. Parece que sou o mais novo grande cliente de seu tio.

- Eu te odeio.

- Que bom, assim fará tudo de uma maneira muito mais interessante. Olha, eu não quero ter que envolver os seus tios na nossa conversa, mas se você não me der uma certeza...

- Está bem, terá o que quer, fará o que quiser. Agora deixa meus tios fora disso se quiser um trabalho bem feito.

- É assim que eu gosto Potter, tem que saber quem é que manda.

Malfoy foi embora e com ele foi o seu apetite. Voltou para seu quarto e tentou dormir, mas só conseguiu fechar os olhos quando já estava dentro do trem voltando para Londres.

A muitos quilômetros de distância Fawkes piou alto no ombro de Dumbledore olhando para o homem parado na janela.

- Ele ficará bem Severus.

- Ele nunca ficará bem, ele nunca está bem, eu vejo os olhos dele e só o que encontro é o vazio.

- Isso não é motivo para se preocupar.

- é para mim. Eu olho a mente dele e nunca acho nada. Ele bloqueia tudo de todos, eu não consigo passar essa barreira.

- Talvez não seja para você ver.

- Sabe muito bem que ele queria me contar Alvo, mas ele não conseguia. Esse trabalho que ele tanto fala, você sabe o que é Alvo.

- Sei?

- Não seja sínico. Você sempre sabe de tudo.

- O trabalho de Harry é algo que diz respeito somente a ele. Ele sabe se cuidar, você não pode protegê-lo.

- Não, não posso, pois esse é seu dever e você não o está fazendo muito bem.

Os olhos negros de Snape cravaram-se no de Dumbledore como se tentasse uma batalha com o grande diretor do castelo.

Mas Alvo Dumbledore não seria um grande diretor se permitisse que seus professores o atingissem dessa forma, mesmo sendo alguém que ele tinha como seu próprio filho.

- O bem estar dessas crianças assim como sua segurança, sempre foram minhas prioridades Severus, sabe muito bem disso.

- Mas não o é com ele. Assim como eu, você também o via chegar machucado depois das férias, o via não se alimentar, andar cabisbaixo e, no entanto nada fez, nada.

- O que fiz esse ano não foi o bastante para você Severus? A proteção que dei a ele, tudo que fiz para que ele não tivesse sua mente invadida, o feitiço que fizemos?

- Que eu fiz. Você só ordenou Alvo, mas fui eu - Voltou a olhar para a janela – Fui eu que vi o brilho nos olhos dele desaparecer, fui eu que vi sua tristeza. Você diz que o protege, mas sua proteção se limita a tê-lo vivo para combater o Lord das Trevas. A proteção de Potter tem que ser ele mesmo.

Os dois ficaram em silencio por um momento e Fawkes piou baixo indo pousar nos ombros de Snape.

- Nunca o vi tão desesperado por algo Severus. Esses tempos o deixaram muito apegado ao menino.

- Sabe muito bem o que sinto por ele e há quanto tempo. Não me trate como uma criança Alvo, eu nunca fui uma.

- Eu sei disso meu menino – Disse colocando a mão no ombro do mestre de poções fazendo com que ele o olhasse – Eu vi suas dores e as senti com você. Sei o que está fazendo com Harry, sei que sente necessidade de protegê-lo como eu o protegi um dia, mas estou tentando preservar a integridade dele.

- Eu não ligo para integridades Alvo, eu não tenho a minha – Respirou fundo – Preciso ver as memórias que tirei dele.

- Severus, não será bom para você

- Alvo, por favor.

Dumbledore podia ver as defesas de Snape abaixadas, sua mascara caída. Ali na sua frente estava apenas seu menino carente, os mesmos olhos suplicantes de ajuda que agra suplicavam ajuda para outro menino que assim como ele, sofria.

- Eu as darei a você Severus, mas precisa saber que nada que fará mudara o presente de Harry. Ele tem que fazer isso, e você não pode evitar, ninguém pode. Eu já tentei. Precisará aceitar e somente aceitar. Entendeu?

- Sim

O diretor foi até um armário pequeno e abriu uma gaveta minúscula de onde tirou um pequeno vidro. Dentro, um liquido dourado mexia-se.

- Essas são as memórias que pedi para tirar da mente de Harry. Terão lembranças da vida dele aqui e na casa os tios, e os sentimentos dele. Eu vou separar em duas partes. A primeira parte será o sentimento dele, a segunda será o que já passou na vida dele.

- Você tirou os sentimentos dele?

- Entenda Severus que a magia que fizemos fez com que essas lembranças e sentimentos ficassem ocultos pó um tempo, aquela sobrecarga adormeceu, mas nada impedi que por um motivo ou outro ele retome tudo novamente.

Snape balançou a cabeça e segurou nas bordas da penseira antes de mergulhar a cabeça dentro e cair em um mundo estranho.

Tantas imagens embaçadas, muitas escuras e muitas claras. Não sabe quanto tempo demorou vendo a cara das mesmas pessoas. Era fácil entender os sentimentos de Harry.

Ódio

Tristeza

Angustia

Magoa

Amizade

Nenhuma felicidade e finalmente um pedacinho de amor.

Snape reconhecia aquele vulto negro no alto da torre de astronomia assim como a rosa azul que ele segurava. Depois de muito tempo ele voltou para o escritório do diretor, mas não conseguiu o olhar

- Eu não sabia que era assim que ele se sentia.

- Ninguém sabia, Harry tem um dom de conseguir guardar seus sentimentos de todo mundo. Somente as vezes os sentimentos são tão intensos que escapam por seu coração e o deixam da forma que estava no banheiro quando tentou se matar. Foi assim que ele guardou seus sentimentos por você durante todos esses anos.

- Para quê ele fazia isso? Ele era uma panela de pressão, a qualquer momento ele iria estourar, por que fazer isso?

- Para poder agüentar isso – Derramou o restante da memória.

Snape mais uma vez mergulhou nas memórias do grifinório, mas desta vez sua visita àquelas memórias foram muito rápidas

- Pelas barbas de Merlin! – Exclamou ao voltar para o escritório – Alvo, como pôde permitir essa monstruosidade?

- Não diferente do que faz com suas vitimas Severus.

- Não compare o que sou obrigado a fazer com o que ele passa. Eu pelo menos cuido das vitimas depois e nunca fiz nada desse tipo com eles.

- Eu sei

- Não fará nada?

- Não há o que fazer

- Tudo pelo bem maio – Cuspiu antes de sair batendo a porta

Sua mente estava bagunçada, revoltada com as imagens que ainda apareceram em sua cabeça. Não podia aceitar acontecer aquilo com ele. Vê-lo se submetendo a essas coisas como se fossem algo natural. Não podia agüentar aquilo.

- Vai tirar férias Severus? – Perguntou Minerva McGonagall vendo-o arrumar suas coisas e partir.

- Algum dia eu tive férias Minerva?

- Não, acho que não

- Então não há motivos para esse tipo de perguntas.

Só achei que poderia começar a ter umas

Snape não respondeu, se dirigiu para o grande portão do castelo e de lá aparatou para seu destino.

Rua dos Alfineiros, nº 4