Respondendo:
Veronica D. M.: uahuiahia... bom, pelo menos até agora a poção não tem nada de mais mesmo... é só uma poção idiota inventada por um homem que não queria perder tempo dormindo.. o.O hauhuihuia.. e o fato de estar na mansão é só uma coincidência mesmo... até agora... pode ser que eu tenha alguma idéia depois dessa sua suspeita e resolva dar uma finalidade maior pra essa poção... hauihuahia... mas o fato de ela existir era mais para juntar o Sirius e a Mel mesmo... tipo, ele fica muito preocupado, ela vê o quanto ele gosta dela e eles vivem felizes para sempre, fim... auihuiahuhaia... muito fofos mesmo... vou ver se coloco mais cenas fofas deles nos próximos capítulos... ^^ Nesse eles nem aparecem... =/ Obrigada por comentar, viu... ^^ Espero que goste... Beijinhos!
Anggie: hahaha... quero saber quanto tirou nessa prova, mocinha! Hum! =X haihuiahhuia... Mas eu guardo seu segredo... =X uhauihuiahuia... poisé... você em semana de prova e eu de cama... u.u peguei uma gripe horrivel... =/ mas agora estou melhor... ^^ Espero que me perdoe pela demora! =x rsrs... Obrigada por ler e comentar! Mesmo quando devia estar estudando... hum! haihuahia... E espero que goste do capítulo... beijos!
Barbie Potter: Bom, já te respondi por e-mail, não sei se você viu... sobre o negócio de usar pimentinha na sua fic e algumas dicas sobre como usar o ff... ^^ Espero que ajude... :D Muito obrigada por comentar, viu... ^^ Espero que goste... beijinhos!
Lethicya Black: Não sei se você vai gostar tanto desse capítulo... =/ Não tem nada de romance... nha... rsrs... mas é essencial pra história... =P aaaa... e fiquei muito feliz que tenha gostado do outro!!! ^^ Eu acho ele o máximo também! ^^ rsrs... Tiago faz qualquer capítulo ficar perfeito, né... auuiahhaiua... Bom... espero que goste desse capítulo, apesar dos pesares... o.O E obrigada por comentar!!! ;D Beijooos!
bruh prongs: aaa... mas o Tiago não fez canalhice com o Six... sei lá... o Sirius nem tava namorando a Mel ainda... (olha eu defendendo o meu maroto amado!) uahuiahuihauia... aiai... eu também adoro isso... a Lily descobrindo que ama o Tiago, mas não podendo amar porque vai morrer... é muuuito bom escrever essa parte... acho que melhor que isso só o final! ahihhauhaiuhiua... Bom... espero que goste desse capítulo, apesar dos pesares (como você mesma disse) huaihuaihuiaa... Obrigada por comentar, viu... ^^ Beijinhos!
Raquel Cullen: Bom... logo, logo você só vai saber se é o antídoto mesmo ou uma armadilha... haiuhauihauia... ;D Então... te surpreendi, foi? É, o Sirius tinha muita razão de ficar com ciúmes, né... mas isso não é desculpa pras canalhices dele... rsrs... tomara que agora ele se comporte... =P rsrs... E a Lily, bom, ela tem muitos outros problemas para ficar chateada com isso... ela supera.. rsrsrs... espero que goste dos capítulos, apesar dos pesares... =P E obrigada por comentar, viu! ^^ Beijão!
Lizzie Bowen: Obrigaada! ^^ nhaaa... que bom que você está gostando tanto! Espero que goste desse capítulo também... apesar de ele não ser tão bom quanto os outros... =P E obrigada por comentar, viu? Mesmo, mesmo! Seus comentários me deixam mega feliz!!! ;D Beijinhos!!!
Lady Bella-chan: ;D Fico muitíssimo feliz! ^^ Espero que goste desse também... apesar de tudo... oO rsrs... Beijinhos e obrigada por comentar!!! ;D
Hinata Weasley: Desculpa a demora!!! ;X Fico feliz que tenha gostado!!! ;D Espero que goste desse também... apesar dos pesares.. ;P Muito obrigada por comentar, viu... ^^ Beijos!
Sabrina Alves: huihahiuahia... eu também ri muito escrevendo... auihaiuhauiha... demais, demais... Espero que goste desse capítulo também, apesar de tudo... ;P rsrs... Obrigada por comentar! ;D Beijinhos!!!
Sra. Potter: Pois é... só vai saber agora.. rsrs... desculpe a demora... =X Obrigada por comentar, viu... ^^ me faz muito feliz!!! ;D Espero que goste desse capítulo apesar de tudo... rsrs... Beijinhos!!!
Capítulo 11 – Encontro nada agradável
Era como se eu tivesse recebido um jato de adrenalina diretamente no coração. Eu podia sentir minhas veias pulsarem com ferocidade, meu coração bombardear sangue para cada extremidade do meu corpo. Meu olhos alertas captavam os mais simplórios movimentos, meus ouvidos aguçados podiam escutar o bater das asas da mais sutil borboleta que passasse por perto de onde estávamos. Não havia sinal de cansaço em meu corpo, minhas pernas se moviam com facilidade no terreno irregular e mesmo a minha má coordenação não foi capaz de desviar meu foco.
Remo andava ao meu lado, tão ansioso quanto eu, mas um pouco mais cauteloso. Era ele quem dava as coordenadas, mas meus pés seguiam o caminho correto quase sem precisar delas. Era como se eu soubesse onde estava e estivesse indo para lá com ou sem mapa.
Depois de termos saído da casa de Melissa, deixando um bilhete de desculpas para Sirius e Tiago – eles entenderiam depois – e nos certificando de que Mel estava suficientemente protegida, caminhamos pela estrada durante cinco minutos e entramos em uma trilha no meio da mata, exatamente no lugar, Remo me informara, em que o mapa tinha pontos verdes.
- O primeiro "X" está em algum lugar por aqui. Devemos estar perto da entrada. – Ele parou de andar e eu fiz o mesmo, observando o mapa que ele mantinha em mãos.
- Como você sabe que esse é o primeiro? – Perguntei – São todos iguais!
- Está vendo que a partir dele o mapa fica marrom? – Assenti – Isso é porque depois de passarmos por aqui, vamos estar debaixo da terra.
- Debaixo da terra? Quer dizer... como em túneis subterrâneos?
- Eu acho que sim. – Ele se virou, procurando algo a nossa volta.
- E os outros "X"?
- Eu não sei, mas... acho que quem fez esse mapa... não queria que as pessoas descobrissem esse lugar facilmente...
Comecei a vasculhar o lugar onde estávamos, à procura de algo que pudesse ser uma passagem para dentro da terra, mas tudo era tão igual a qualquer outro lugar dentro daquela floresta. Apenas árvores, pedras, pequenos animais e mais árvores. Além de um pequeno riacho mais à frente.
- Tem certeza de que é aqui?
- Não muita. Esse mapa não tem uma escala muito precisa. – Ele sentou em uma pedra e eu me aproximei – Mas talvez eu possa...
Ele pegou a varinha e a apontou para o mapa, murmurando alguns encantamentos. Eu conhecia muito poucos.
Comecei a ficar impaciente com a demora, mas ele não parou. Andei de um lado para o outro, procurando alguma pista, mas não havia nada. Voltei para onde ele estava e esperei. Muito tempo se passou até que um pontinho preto apareceu no mapa, próximo ao primeiro "X" vermelho.
- O que...?
- Ahá! Perfeito. – Ele sorriu para mim, claramente satisfeito – Isso é realmente trabalhoso! Daria para colocar nome e fazer ele mostrar todos os bruxos da ilha, mas daria muito mais trabalho, levaria muito tempo e seria desnecessário na nossa situação. Assim, pelo menos, saberemos se estamos perto ou não. E olhe! Estamos perto da entrada!
- Nome? – Minha mente pouco registrara do resto do que ele dissera – Daria para colocar nome?
- O meu nome. Fiz esse mapa mostrar onde eu estou.
Forcei minha boca a se fechar e pisquei algumas vezes antes de balançar a cabeça.
- Como... como fez isso?
- Não é tão difícil. – Ele deu de ombros, parecendo envergonhado, mas satisfeito – Apenas muito trabalhoso.
- Mas como aprendeu?
- Tive alguma ajuda.
Eu ri, ainda boquiaberta.
- Os marotos, é claro.
Ele riu também, voltando a observar o pedaço de floresta marcado pelo "X" no mapa.
- É por aqui.
Passamos os minutos seguintes examinando cada detalhe da parte de floresta que constava no "X" vermelho do mapa. Tudo parecia estar em seu devido lugar. Cada pedra, árvore, o barulho de água corrente, tudo parecia completamente normal.
Senti um movimento às minhas costas e me virei rapidamente. Tudo estava em seu lugar. Estranho.
Eu tinha a sensação de estar sendo observada, vigiada. Remo ocupava-se do outro lado, alheio a minha distração.
Ignorei a sensação e tratei de pensar. Tinha de haver alguma pista.
- Remo, deixe-me tentar uma coisa. – Pedi, estendendo a mão para o mapa. Eu me perguntava como não havia pensado naquilo antes. Parecia tão simples. Apontei a varinha para o pergaminho – Revelium.
Letras começaram a se formar na parte superior do mapa.
"Longa serpente que rasteja entre as árvores, deixa sua marca na terra, cava sua toca na pedra.
O caminho, de suas entranhas eclode.
Resistentes são suas presas, mas mortais.
De seu olhar nasce o triunfo e a glória."
- Isso até parece um hino sonserino. – Remo comentou às minhas costas.
- É um enigma. Eu acho.
- "Longa serpente que rasteja entre as árvores". Podemos procurar um ninho de cobra.
Algo me dizia que não era isso, mas como não tinha outra idéia, concordei. Mas antes que pudéssemos procurar qualquer cobra ou coisa do tipo, ouvi o barulho de algo caindo na água e corri para o riacho. Remo me seguiu.
- Você ouviu? – Perguntei.
- Ouvi. O que será que...
- Espera! – Abri um grande sorriso, observando as curvas que o riacho fazia – A serpente, o rio!
Remo também abriu um sorriso.
- É claro! – Pegou o mapa e leu – "Longa serpente que rasteja entre as árvores, deixa sua marca na terra, cava sua toca na pedra". É claro! Na pedra... pode ter ligação com uma cachoeira?
- Ou uma nascente. – Comecei a correr à beira do rio e não demorei a achar uma montanha de pedras de onde brotava a água.
- As presas! – Remo apontou para duas grandes pedras, uma de cada lado da nascente, em forma de presas de serpente.
Afastei-me um pouco e olhei para cima. Muitos metros acima de nós, havia duas pedras em forma de fendas, com um pequeno furo em cada uma.
- Mantenha a varinha erguida. – Avisei antes de me aproximar da primeira presa e puxá-la. Ela saiu com facilidade.
Olhei em volta, a sensação de estar sendo observada ainda era muito grande, mas tudo estava na mais normal tranqüilidade.
Deixei a presa aos pés de Remo e pulei algumas pedras até chegar à outra presa. Assim que a puxei, porém, um terrível barulho me fez desequilibrar e cair.
Milhares de criaturinhas minúsculas e cheias de dentes afiados brotaram das pedras, impedindo-nos de subir.
Peguei a presa caída ao meu lado e corri para perto de Remo, que já segurava a outra.
- O que vamos fazer? – Perguntei, sacando minha varinha.
- Vamos abrir caminho à força. – Ele lançou vários feitiços, tentando eliminar as criaturas, mas enquanto algumas desapareciam, várias outras brotavam.
Usei todos os feitiços que conhecia. Tentei afastá-las com luz, água, fogo, gelo. Nada parecia funcionar.
- Elas precisam ter medo de alguma coisa! – Reclamei, segurando uma das presas firmemente.
- Serpensortia. – Ouvi Remo murmurar e uma serpente saiu da ponta de sua varinha, avançando para as criaturinhas, fazendo-as fugirem desesperadas.
Encarei-o boquiaberta.
- Era sobre serpentes, não era?
Observei a serpente limpar completamente as pedras que teríamos que subir e depois desaparecer entre as árvores.
Subimos e colocamos cada presa nos buracos das fendas. O barulho de água corrente parou, dando lugar a um rangido de pedra arrastando. Descemos novamente e de onde antes brotava água, agora abria-se uma caverna profunda. Entramos.
Mesmo no quase completo escuro, quebrado somente pelas luzes das nossas varinhas, eu ainda tinha aquela horrível sensação de estar sendo vigiada.
Andamos durante muitos minutos numa descida inclinada, entrando cada vez mais fundo debaixo da terra. O túnel era bastante largo para ser usado por bastante gente, apesar de eu não achar que muitas pessoas o conhecessem.
O pontinho preto do mapa estava cada vez mais perto do segundo "X" e as palavras que haviam aparecido com o meu feitiço ainda estavam lá.
O túnel parou de descer e se tornou mais estreito, como se quisesse nos engolir, mas Remo continuou firme ao meu lado, deixando-me mais tranqüila.
Chegamos a uma parede lisa. O fim do túnel. O segundo "X".
- Aparecium. – Remo murmurou para o mapa, que fez mais uma linha de palavras aparecer.
"E as luzes se apagam.
Demoníaca, a escuridão governa.
Através das sombras, o caminho."
- O que é isso?
- Não é óbvio? Nox.
Meu corpo se arrepiou quando apenas a minha varinha passou a iluminar a parede a nossa frente.
- No... escuro...?
- Anda, Lílian. Não vai acontecer nada de ruim.
Engoli em seco. Não podia ser tão simples assim.
- Nox.
A escuridão dominou tudo a nossa volta. Era como se nos esmagasse, cegasse, amordaçasse. Eu não podia nem ao menos me mover. Senti meu corpo paralisar, como se estivesse preso por cordas invisíveis, como se a própria escuridão estivesse me sufocando.
Quando percebi, já não respirava. Não me movia. Não ouvia. Não via.
Agonia.
Abri os olhos que havia fechado com força. Sombras dançavam ao meu redor. Segui-as.
Não era como andar. Aliás, duvido que estivesse realmente me mexendo, mas continuei. O ar de meus pulmões estava acabando e meus dedos da mão formigavam em volta da varinha. As sombras me engoliram e tudo ficou escuro novamente.
Senti-me flutuar e cair com um baque.
Minha respiração voltou. Remo ofegou ao meu lado.
- Lumus. – Murmuramos quase ao mesmo tempo.
A caverna parecia continuar de onde parou, como se a parede nunca tivesse estado ali.
Continuamos seguindo, atentos a qualquer barulho, mas nada nos atrapalhou até o próximo "X".
"Sol de gelo que queima a neve.
Tempestade que congela o fogo.
Rivais que se odeiam, que se enfrentam, que se unem."
- Cada vez mais confortante. – Ironizei, revirando os olhos.
Uma brisa gelada nos atingiu, fazendo-nos tremer o queixo.
- Precisamos nos aquecer. – Remo murmurou, fazendo feitiços a nossa volta. As paredes de pedra começavam a ser cobertas por uma fina camada de gelo.
Meu queixo tremia descontrolado. Meus dedos ficavam dormentes, eu quase não sentia a varinha.
A brisa logo se transformou em vento e o vento em ventania. O chão de pedra cinza ficava branco conforme a neve nos atingia. De repente, estávamos em meio a uma nevasca.
Remo nos circundou com uma espécie de fogo mágico que devia nos aquecer, mas o frio, a neve aumentavam ainda mais, como se o fogo fosse feito de gelo.
- "Rivais que se odeiam, que se enfrentam, que se unem." – Murmurei comigo mesma e olhei para Remo, ele tentava entender porque o fogo não dava certo – Pare o fogo! Pare! Precisamos de gelo!
Ouvi um barulho no chão e olhei, assustada, para meus pés congelados, impedindo-me de andar. O gelo subia rápido, congelando minhas pernas e me fazendo tremer ainda mais.
- Mas vamos congelar! – Ele reclamou, diminuindo um pouco a intensidade do fogo. Suas pernas também estavam congeladas.
- Confie em mim! – Comecei a conjurar mais gelo enquanto ele extinguia o fogo que criara. O gelo em nossas pernas parou de subir e o vento acalmou até que parou de vez. O chão estava repleto de neve.
- Certo. Você estava certa. – Ele riu, suspirando. O gelo em nossas pernas ainda nos impedia de se mover e ainda estava muito frio.
- E agora? – Perguntei, olhando em volta. Tudo estava silencioso.
- Precisamos nos livrar disso. – Ele apontou a varinha para o gelo em suas pernas e tentou quebrá-lo, em vão.
Fiz o mesmo, murmurando todos os feitiços que já havia aprendido. Parecia impossível quebrar aquele gelo.
- Droga. – Olhei em volta, o gelo que eu havia criado ainda estava lá – E se fizéssemos mais gelo?
- É uma opção.
Começamos a conjurar mais gelo, porém, aquele em nossos pés e a neve continuavam intactos.
- O que vamos fazer? – Choraminguei.
- Estou pensando...
Ficamos em silêncio durante vários minutos, sem encontrar nenhuma solução.
A esperança que havia em meu coração começou a esvair-se. Eu não podia acreditar que depois de tudo aquilo, eu morreria congelada numa caverna subterrânea. Não era justo.
Pensei em Tiago e Sirius chegando na casa de Mel e encontrando nosso bilhete. Sua preocupação com a nossa demora.
"Sirius, desculpe por termos deixado a Mel sozinha, mas surgiu um imprevisto e precisamos sair.
Tiago, desculpe por não termos esperado por você. Quando voltarmos, explicamos tudo. Deseje-nos sorte.
Tentaremos não demorar muito. Lílian e Remo."
Sem pistas. Sem possibilidade de resgate.
Mas eu estava satisfeita que eles não pudessem nos seguir. Era perigoso demais.
Só o que eu queria era que Remo não estivesse ali. Ele não merecia morrer daquela forma. Por um problema meu.
- Você ouviu isso? – Remo me perguntou, alheio ao meu devaneio.
Apurei os ouvidos. Barulho de passos na neve.
- Olá? – Virei meu tronco, do jeito que conseguia, para trás na direção do barulho e vislumbrei um vulto – Quem é você? Precisamos de ajuda!
Um feixe de luz me cegou por um momento e senti meus pés serem soltos. Cambaleei e caí.
Remo caiu ao meu lado, mas logo se levantou e caminhou na direção do vulto.
- Olá?
Observei o vulto dar um passo para trás e desaparecer.
- Parece que alguém quer mesmo que eu chegue a onde quer que estejamos indo. – Comentei, levantando-me. Eu estava ligeiramente desconfiada de que aquele vulto vinha nos seguindo desde a floresta, além da desagradável sensação de que aquilo não tinha nada a ver com um antídoto.
- Vamos. Vamos continuar.
Andamos na neve por um longo trecho, a sensação térmica melhorando gradativamente. Quando o chão e as paredes voltaram a ser só pedra e as nossas mãos e nossos pés voltaram a ter sensibilidade, o ponto preto do mapa chegou no quarto "X", o penúltimo.
"Encontraste o caminho.
Vivo até aqui chegaste.
A nenhum lugar chegarás, porém, sem derramar sangue e suor.
Se alguém com inimigo te vê, de teu veneno precisa provar para que possa perecer."
A caverna, no entanto, parecia continuar livremente.
- Será uma armadilha? – Perguntei, olhando em volta.
- Essa pode ter sido desativada.
Continuamos, com passos cautelosos, durante longos segundos. Eu já estava começando a cogitar a possibilidade de Remo quando ouvi um rugido. À nossa frente um imenso monstro surgiu.
Olhei para trás e me deparei com uma parede, surgida do nada. Estávamos presos.
A criatura enorme parecia uma bola repleta de escamas, tinha presas afiadas e ocupava todo o espaço do túnel, impedindo-nos de circundá-la.
- E agora? – Perguntei.
Remo se aproximou com cuidado, ela ainda não parecia saber que estávamos ali, e a tocou, caindo para trás com um grito. Aproximei-me e puxei-o para longe.
- Droga! – Ele urrou. Sua mão estava muito vermelha e cheia de bolhas – Isso queima!
- Como vamos sair daqui?
A criatura deu-se conta da nossa presença e começou a avançar, rugindo. Dentro de poucos segundos a criatura nos pressionaria contra a parede atrás de nós e morreríamos queimados.
Um barulho de metal se chocando com o chão de pedra chamou minha atenção e minha varinha iluminou um objeto próximo ao pé de Remo. Peguei-o.
Uma adaga.
"A nenhum lugar chegarás, porém, sem derramar sangue e suor."
Rapidamente, fiz um pequeno corte em meu braço, deixando escorrer um filete de sangue.
A criatura parou de andar.
Peguei um pedregulho do chão, encharquei-o com meu sangue e o joguei em cima do bicho. Ele urrou com o contato e se afastou ainda mais.
Remo se levantou, iluminando o mapa.
- Precisamos descer. – Ele disse enquanto eu jogava outra pedra com sangue na criatura.
Conforme ela recuava, nós avançávamos, até que nossas varinhas iluminaram um buraco redondo, pequeno demais para a criatura cair nele e grande o suficiente para uma pessoa passar.
Pulei, caindo em uma pequena sala, iluminada com velas. Havia apenas uma estátua de uma bela mulher, que sorria com bondade.
Remo pulou em seguida e uma voz soou clara e alta, vinda da mulher de pedra.
- A senha agora deverão dizer, mas se não a souberem, não há o que fazer. Pensar muito bem é bom antes de responder porque uma chance só poderão ter. Se até aqui chegaram, a resposta devem conhecer. Importante lembrar é, que tudo dica pode ser, mas se errarem, morte é o que vai acontecer.
- Senha? – Perguntei, olhando para Remo.
- É. E parece que só temos uma chance.
- Tente o mapa.
- Aparecium. – Ele apontou a varinha para o mapa. As palavras das outras dicas continuavam lá, mas nada de novo aparecera – Certo. "Tudo dica pode ser"? Talvez as outras dicas? Algo que as relacione? Serpente, luz... ou escuro? Ou pode ser o rio ao invés da serpente. E também tem o fogo... ou gelo... neve... e sangue...
- Remo, espera. – Observei o que estava escrito, muito atentamente – As iniciais. Olha as iniciais das frases...
Longa serpente que rasteja entre as árvores, deixa sua marca na terra, cava sua toca na pedra.
O caminho, de suas entranhas eclode.
Resistentes são suas presas, mas mortais.
De seu olhar nasce o triunfo e a glória.
E as luzes se apagam.
Demoníaca, a escuridão governa.
Através das sombras, o caminho.
Sol de gelo que queima a neve.
Tempestade que congela o fogo.
Rivais que se odeiam, que se enfrentam, que se completam.
Encontraste o caminho.
Vivo até aqui chegaste.
A nenhum lugar chegarás, porém, sem derramar sangue e suor.
Se alguém com inimigo te vê, de teu veneno precisa provar para que possa perecer.
- Lorde das trevas. – Ele disse, antes que eu pudesse completar meu pensamento. Olhamos para a estátua, que aumentou o sorriso.
- Correto.
A parede ao seu lado se abriu, revelando uma ampla sala repleta de bruxos com longas capas negras e máscaras.
Antes que pudéssemos fazer qualquer coisa, fomos desarmados e caímos no chão, amarrados por cordas invisíveis. Senti algo passar rente ao meu rosto e vi, com horror, uma barata correr na direção dos comensais da morte e transformar-se em um deles.
O som de alguém batendo palmas inundou o grande salão e um homem sem máscara caminhou até onde pudéssemos vê-lo. Seus olhos eram em formato de fendas e vermelhos, provocando-me arrepios de horror e sua boca estava curvada num sorriso maldoso, mas, apesar de tudo isso, parecia ter sido um belo garoto no passado.
Eu nunca o tinha visto, mas o conhecia. Que bruxo, naquela época, podia não conhecer aquele-que-não-deve-ser-nomeado? Culpado de tantas torturas e mortes nos últimos anos. Dono de um exército de comensais da morte. Ligado às artes das trevas. O próprio Lorde das Trevas. O exterminador de trouxas e nascidos-trouxas. Um assassino.
- Eu não tinha certeza de que conseguiria chegar. – Ele olhava diretamente para mim, como se estivesse admirando uma apetitosa refeição antes de devorá-la – Mas não imaginei que traria um amigo.
Suas fendas viraram-se para Remo. Eu mantive meu olhar firme naquele homem odioso. O que quer que ele quisesse de mim, eu queria dar-lhe a certeza de que não teria. Nem por bem nem por mal.
- Quem é você, garoto?
- Sou Remo John Lupin. – A voz de Remo saiu alta e confiante. Um dos comensais tossiu e deu um passo à frente. Você-sabe-quem olhou-o e fez um aceno com a cabeça antes que ele prosseguisse.
- Ele é um grifinório mestiço, Milorde.
- Grifinório mestiço? Infelizmente, não temos lugar para ele aqui. Levem-no.
- NÃO! – Gritei, antes que os comensais pudessem fazer algo a Remo – Me leve no lugar dele! Deixe-o em paz!
Você-sabe-quem riu. Uma risada aguda, fria, que me fez estremecer por inteiro.
- Você não entende? Você é preciosa demais para ser desperdiçada. Ele é apenas um mestiço sem valor.
- Preciosa? Eu sou uma mestiça também se quer saber!
- Mas eu sei. – Sua voz tomou um tom falsamente paternalista, mas seus olhos queimavam de ódio – É incrível como algo tão precioso possa ter no sangue resquícios da podridão trouxa. Mas o destino reservou uma importante tarefa para você, minha criança. Ao meu lado, você pode ser grande! Ter muito poder! Você sabe disso... sabe do que é capaz... do que somos capazes...
- Não sou uma assassina! – Gritei com fúria – Não vou me juntar a você! Prefiro morrer a...
- Então, quem sabe se fizéssemos uma troca? – Sua voz continuava calma – Você se junta a mim e eu deixo o seu amigo viver.
- Não faça isso. – Remo disse, olhando para mim – Lílian, você não pode fazer isso.
- Ou – Você-sabe-quem continuou, como se ninguém tivesse pronunciado uma palavra sequer – Eu serei obrigado a fazê-la me seguir por outros meios. Você deve conhecer alguns bem eficientes, não? – Ele abriu um sorriso cruel – Trata-se apenas de deixar seu amigo viver ou... morrer.
- Não vou me juntar a você!
- Milorde, não seria mais fácil...
- Quietos! – Você-sabe-quem ergueu a mão para seus comensais e voltou a me olhar – Acho que você precisa de um tempo para considerar, pensar nas possibilidades... voltaremos a nos falar. – Ele ficou de costas e se dirigiu para a porta por onde entrara – Levem-nos.
Fui erguida do chão, ainda impossibilitada de me mover, e levada por longos corredores, com Remo ao meu lado, até celas encardidas e mal-cheirosas.
Fui jogada em uma delas e amarrada a um canto. Um comensal permaneceu do lado de fora, vigiando. Remo ficou na cela ao lado da minha, de modo que eu podia vê-lo e ouvi-lo, mas não podia tocá-lo.
- Você não pode aceitar. – Ele disse – Não importa o que ele diga. Você sabe o estrago que pode fazer.
- Quietos! – O comensal resmungou.
- Sei. E sei que ninguém pode me obrigar a nada quando eu estiver fora dessa ilha. Se ele pensa que eu vou fazer o que ele mandar, está muito enganado! E ele não vai se arriscara a chegar perto de mim se eu estiver fora de Mansai, ele vai mandar os comparsas dele, e eu vou matá-los! Um a um!
- Eu não acho que ele não tenha pensado nisso, Lílian. – A voz de Remo era pesarosa – Preciso admitir que ele é esperto. Ele deve ter algum plano em mente.
- Quietos!
Ignorei o comensal, pensando no que Remo havia dito.
- Acha que ele descobriu um jeito de deixar os bruxos imunes a mim?
- Talvez...
- Crucio. – Olhei, aterrorizada, para a voz que pronunciara a maldição e depois me virei para Remo, que se contorcia no chão. Abafei um grito e tapei os ouvidos, tentando não escutar a agonia dele, que, felizmente, não durou muito tempo – Agora, quietos.
Permaneci calada, apenas olhando para Remo, que gemia, enrolado no canto da cela. Pobre Remo, metido naquela situação horrível por minha culpa. Ele não podia sofrer por minha causa. Eu precisava fazer alguma coisa.
Mas eu não tinha idéia do que podia fazer.
As horas passavam lentamente.
O comensal que vigiava nossas celas foi trocado por outro e o outro por outro.
Dormi no chão duro, cansada demais para manter os olhos abertos, e acordei com cheiro de comida. A comida, no entanto, não era para mim nem para Remo, mas para o comensal do lado de fora das celas.
Minha barriga roncava. Eu não fazia idéia de quanto tempo havia se passado, mas sabia que Tiago e Sirius já haviam voltado para a casa de Mel e já sabiam do nosso sumiço. Se desconfiavam de que algo dera errado, disso eu não sabia.
Remo dormia e eu estava de olhos fechados quando outro comensal apareceu para fazer a troca.
- Estão dormindo?
- Estão. Você acha que ela vai aceitar?
- Não sei. Ela parece bem decidida a não se juntar ao lorde.
- E o outro plano?
- Não descobri muita coisa, mas parece que o lorde quer um exercito deles.
- O que ela faz afinal? Ela parece bem inofensiva.
- O lorde diz que ela será nossa arma mais poderosa. Parece que ela é capaz de matar um bruxo só com um olhar!
- Só com um olhar... – Ouvi um resmungo de descrença e contive um sorriso – Nunca escutei uma coisa tão idiota na minha vida... ela é só uma garota!
- Você devia dar mais crédito ao lorde. Ele sabe o que faz.
- Se essa sangue-ruim pudesse matar com um olhar, eu já estaria morto! Precisa ver os olhares que ela lançou pra cima de mim. Isso aí é história.
- Eu não sei, só sei que o lorde dá muito valor a essa garota. Ele nos proibiu de machucá-la.
- E ele?
- Acho que vai ser morto. Se ela decidir se juntar, o lorde vai soltá-lo, pra que ela ache que ele cumpriu o trato e não se rebele, mas depois vai mandar comensais atrás dele. Ele viu e ouviu demais aqui dentro. O lorde não quer que Dumbledore desconfie de seus planos.
- Dumbledore... o velho gagá ainda acha que pode fazer alguma coisa contra o lorde das trevas... há! Ele vai ter o que merece...
- Isso eu queria ver... aquele velho perder a vida pelas mãos do nosso lorde... agora, vá, tente descobrir mais alguma coisa de importante.
Ouvi passos se afastando e espiei, havia apenas um comensal parado no corredor.
Minha cabeça funcionava à mil. Então, você-sabe-quem iria liquidar Remo de qualquer forma. Senti meu estomago revirar.
E eu ia ter que me juntar a ele, por bem ou por mal. Eu sabia que se dissesse não, ele não hesitaria em me lançar a maldição imperius e me obrigar a servi-lo.
O que eu estava fazendo naquela cela, então? Ele já me tinha em mãos! O que estava esperando?
O que Remo dissera voltou a minha mente com mais força. Talvez ele tivesse uma forma de proteger os bruxos de mim fora de Mansai. Talvez estivesse botando aquele plano em prática. Talvez precisasse de um pouco mais de tempo, por isso estava brincando comigo daquela forma, fazendo-me pensar que poderia escolher.
Eu não tinha escolha. Meu destino, que até pouco tempo atrás era a morte certa, agora era muito pior e eu desejava ardentemente que o veneno das Incendieiras fizesse efeito com mais rapidez e me matasse antes que você-sabe-quem pudesse me usar para qualquer coisa.
Senti minha cabeça ficar pesada, minha respiração ofegar e minha pele transpirar. Desmaiei.
Quando acordei, estava em outra cela. Era tão imunda quanto a outra, mas mais iluminada e eu não estava presa. Não havia sinal de Remo.
- Onde eu estou? – Levantei-me e me apoiei no portão de ferro, olhando para o comensal, mas ele nem se moveu – Onde está Remo? Ele está bem?
- Seu amigo está bem e ficará bem enquanto você cooperar. – A voz de você-sabe-quem soou alta e ele surgiu na minha frente – Teve bastante tempo para pensar em minha proposta.
- Tive muito tempo, sim. – Concordei, com a voz fria, mas firme – E descobri que não sou uma assassina. Você nunca terá meu apoio enquanto eu puder resistir!
Remo teria que me perdoar, mas você-sabe-quem não o deixaria vivo qualquer que fosse minha escolha.
- Isso é realmente uma pena. – Ele olhou para o comensal, que continuava em seu posto – Traga o garoto.
O comensal saiu e ele continuou me encarando, com os lábios curvados num sorriso.
- Quando sairmos dessa ilha, eu vou caçar você. – Mantive meus olhos nas fendas dele, tentando não tremer a voz – E vou matá-lo sem piedade.
- Você acha que não pensei nisso? – Ele riu – Eu conheci seu pai. Aqui em Mansai. Ele queria saber se era verdade, sobre não poder usar seus poderes aqui. Foi um acaso que nos uniu, a busca pelo máximo poder. Eu estava começando a reunir o meu exército e ele quis se juntar a mim. – Sua boca se curvou ainda mais – Seu pai ficaria orgulhoso de ver sua única filha se juntar a mim.
- Meu pai é Richard Evans – Eu disse, entre os dentes – E ele ficaria arrasado se eu me juntasse a você.
- Ele me contou que tinha uma filha. – Ele continuou, sem se alterar – Mas Dumbledore o matou antes que ele pudesse me falar mais sobre ela. Eu a procurei durante todos esses anos, incansavelmente. Eu sabia o quão valiosa seria. E, é claro, eu sabia do perigo que correria em sua presença. É de extrema utilidade ter um exímio preparador de poções ao meu alcance, ainda que ele seja muito novo para saber sua real importância.
Aquilo me provocou um arrepio. Algo no que ele havia dito me fizera lembrar de Severo. Severo Snape era ótimo em poções e na última conversa que tivemos eu o acusei de querer se juntar a você-sabe-quem. Mas é claro que ele estava se referindo a outra pessoa, Severo nem ao menos havia terminado Hogwarts...
Mas outra coisa me afligia: você-sabe-quem teria conseguido alguma espécie de poção que o fizesse ficar imune aos meus poderes? Por isso tinha tanta confiança em me ter ao seu lado?
O comensal voltou, trazendo um Remo flutuante, desacordado e amarrado. Jogou-o no chão e acordou-o com um feitiço.
- Mostre à senhorita Evans um pouco de nossas especialidades – Você-sabe-quem disse com um sorriso maligno – Ela precisa aprender o que terá que fazer.
- Crucio.
Remo contorceu no chão, gritando. Senti lágrimas escorrerem de meus olhos e cai de joelhos.
- Pare!
Os gritos cessaram, mas eu continuei soluçando.
- Vai mudar de idéia? – Você-sabe-quem perguntou.
Não consegui encontrar forças para responder. Olhei para Remo, que ainda estava no chão, evitando meu olhar.
- Desculpe... desculpe...
- Leve-o de volta. – Você-sabe-quem ordenou e Remo foi erguido pelo comensal e levado pelo longo corredor – Sabe, eu acho que você ainda vai mudar de idéia. Vou deixá-la refletir um pouco mais enquanto espera seu convidado.
- Convidado? – Enxuguei as lágrimas e ergui a cabeça.
- Não posso me arriscar a deixar sua espécie ser extinta. Se você não quiser se juntar a mim, tenho outras formas de ter Éloads em meu exército.
Abafei um grito enquanto ele se afastava, rindo.
Ele não podia estar falando sério.
De fato, alguns minutos depois, o comensal voltou trazendo um homem corpulento, duas vezes maior do que eu e três vezes mais forte.
Senti uma dor aguda na cabeça e uma forte tontura. Pude ver o sorriso malicioso e cruel do homem que entrava na cela e se aproximava de mim antes de desmaiar.
N/A: Tomei vergonha na cara e apareci por aqui! =X
Mas acreditem, quanto mais tempo eu peço, parece que menos me é fornecido... ¬¬
E ainda peguei uma gripe horrível que me deixou de cama durante vários dias, morrendo de dor de garganta, dor de cabeça, dor no corpo todo e febre! u.u
Blé... mas agora já estou melhor... ^-^
Por isso, perdoem minhas demoras imperdoáveis... =X
Ta bem, nem demorei tanto assim... foram só dez dias.. viram? Nem é tanto...
Esse capítulo não está tão grande quanto os últimos e tem muita ação e pouco romance, né? Não sei se vocês gostam disso, mas o próximo também será nesse estilo, maaaaaaaaaaas com uma novidade: tchantchanrantachan....
Será da perspectiva do Tiago! ;D
Hahá!
Ele quem vai narrar o próximo capítulo... eeeee... :D
rsrs
Novamente eu não corrigi o capítulo (na pressa de postar... u.u) então, qualquer erro, por favor, me comuniquem para que eu possa arrumar... =P
E muuuuuuuito obrigada pelos comentários no capítulo anterior! Amei todos! Já disse que vocês me fazem muito feliz??? ;D
Espero que tenham gostado... ^-^
Apesar de tudo... oO
A fic está chegando ao final! O.O
Acho que terá mais 4 ou 5 capítulos... =P
Bom... é isso... Espero que gostem... e comentem! ;D
Beijos, Cristal Evans.
