SWITCH –TROCARAM MEU SEXO!

Esclarecendo...a Sukhi é uma personagem criada pela Dark Faye, sua alter ego que me foi gentilmente cedida para este fic.

Betado por Lulu-lilits

Capítulo 12 – final...

Kamus invadiu a entrada de emergência do hospital mantido pelo Santuário e pela Fundação. Ele carregava Milena em seus braços, o rosto dela estava lívido pelas dores que antecediam as contrações, e cada gemido de dor da mulher era como uma facada no coração do cavaleiro.

- Quero o Dr. Dannaskis aqui! Minha mulher está tendo um bebê!

Ele virou-se para uma enfermeira, que olhava para ambos sem manifestar nenhuma reação.

–Agora! –quase berrou com ela, tirando-a de seu torpor e fazendo-a correr a procura do médico.

- Ela não é um dos... seus discípulos...aaaaaahhh...-Milena ainda tentou sorrir.- Ei, calma.

- Eu me preocupo por nós dois.-beijou a testa dela.- CADÊ ESTE MEDICO?! NÃO VÃO NOS ATENDER AQUI?

Imediatamente apareceram enfermeiros com uma cadeira de rodas, Kamus a colocou sentada nela e uma das enfermeiras a encaminhou para um quarto.

- Descobri algo que dói mais... que minhas agulhas escarlates...aaaiiiiii...

- Respire fundo... lembra da aulas de Lamaze que me obrigou a fazer?-Kamus ficou ao lado dela, imitando uma respiração acelerada, no momento que Milena sofria com mais uma contração. -Respire assim e...

Milena o agarra pelo colarinho e o olha de maneira assassina.

- Não... me ...mande...respirar...-dentes cerrados.

- Senhor, precisa que assine alguns papéis. Sua esposa ficará bem.

- O bebê está adiantado. –parecia incerto sobre deixá-la.

- O bebê nascerá na hora certa. Sua esposa ficará em um quarto esperando o doutor chegar. -a enfermeira o tranqüilizou.

- Kamus... Estou bem... -Milena sorriu e depois olhou para a enfermeira. -Nada de drogas para dor.

- Tem certeza, senhora?

- Claro. Eu já enfrentei dores maiores.

Meia hora depois...

-CADÊ ESTE MÉDICO FILHO DA PUTA??? CADÊ A ANESTESIA?????? –gritava Milena em desespero com mais uma contração.

- Calma Milena, o médico ta chegando e... - Kamus tentava apazigua-la, mas Milena o puxa pela gola da camisa, calando-o.

- VOCÊ O COLOCOU AQUI DENTRO! –apontando pra barriga. -AGORA TIRA!!!

Num breve momento de alívio, Milena respira.

- Que divindade criou o parto? Ela é sádica! Como as mulheres suportam isso? VOCÊ! –aponta para Kamus que recua. - Vocês homens usam e abusam das mulheres e as deixam sofrendo assim nove meses depois? Que tipo de canalhas são os homens? E o que eu to falando que eu não me entendo mais! Eu fui horrível como homem... -começa a chorar. -Estou com medo... Malditos hormônios!

- Pare de falar e tente relaxar. –ele beija a testa dela. - Estou ao seu lado. Você estar com medo nesta hora é natural.

-Como sabe? Já teve um bebê? –ela o fuzila com o olhar. -Tente passar uma melancia por um buraco onde só passa um limão e depois venha me falar sobre partos!

- Milena, acalme-se...

- Eu to calma, Kamus... -responde entre os dentes. - Eu sempre fui a calma em pessoa. Você ainda não viu perder a calma!

Neste momento, o médico entrou no quarto, com aparência calma e descontraída.

- Senhor e Senhora DuPont! Que surpresa! A esperava ainda daqui a três semanas. O garotão não quer esperar mais para conhecer o mundo?-sorrindo.

- TIRA... ESTE... BEBÊ.

O médico olha para ver o tamanho da dilatação.

- Para um parto normal, teremos que esperar um pouco. A senhora ainda quer o parto normal? Perguntou o médico calmo.

- Que? Quanto tempo ainda tem que esperar?-aflita.

- Talvez umas quatro horas...

- QUE?!?!?!-ela gritou. -QUATRO HORAS?!?!

- Talvez mais. Talvez menos.

- Doutor, ela está sofrendo. -Kamus resolve intervir, preocupado.

- Acalme-se, senhor. É perfeitamente normal o que ela está vivenciando. Sua esposa fez todos os exames pré-natais, a saúde dela está perfeita! Mas se desejarem, poderemos fazer um parto cesariano.

- Não. -Milena respirava melhor, mais descansada. - Quero o que combinamos. Parto normal.

- Apenas temos que esperar um pouco mais. -concordou o médico. - Vou prepara a sala para receber a futura mamãe. Com licença.

Assim que o médico saiu, Kamus não pode deixar de ficar preocupado. Nunca havia vivenciado o milagre de ver um bebê nascer, e muito menos que fosse seu filho. Sabia que uma mulher sofria para dar a luz, mas não imaginava que fosse tanto assim.

- Ei... Vou ficar bem. -Milena o tirou de seus devaneios e preocupações e ele lhe sorriu.- Fica aqui do meu lado.

- Sempre.

Kamus pegou em sua mão estendida, tão pequena perto da dele e a apertou. Tentando lhe passar confiança, embora ele mesmo estivesse aterrorizado. Pela primeira vez na vida...com medo.

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Santuário...

Na casa de Capricórnio.

Jantar feito com esmero esfriando na mesa da cozinha. Roupas jogadas pelo chão, uma máscara de amazona jazia aos pés da cama, onde um casal permanecia abraçado, refeitos do ato de se amarem há pouco mais de meia hora.

- Hum...e nem quis experimentar minha Paella. – Shura comentou, beijando o ombro da sua companheira.

- Você quem começou me provocando, espanhol. - Sukhi respondeu, rindo em seguida do beijo que ele lhe depositava no pescoço e que lhe fez cócegas. - Pare.

- Não consigo... Você é deliciosa!

- Estou faminta!

- Podemos ir direto para a sobremesa... -ele a olhou sedutoramente. - Deuses... Você é linda! Seu rosto é perfeito, sabia?

- Está me deixando convencida.

- Você é convencida!-voltou a beijá-la. - Tenho que continuar os treinos dos garotos amanhã.

- Esqueça os garotos. -ela ordenou, voltando a beijá-lo.

Shura para o beijo e encara Sukhi sério.

- Sentiu isso?

- O que? –ela o fitou, preocupada.

- Eu não sei explicar...já volto.-ele diz, se levantando da cama e se vestindo.

- Algo errado?

- Tem alguém na minha casa. –falou abrindo a porta e dando de cara com Afrodite, levando um susto.- Madre de Dios! O que faz aqui?

- Avisando todo mundo que Kamus levou a Mi para o hospital!-respondeu eufórico.

- Mi? –indagou o espanhol.

- Milena seu bobo e...olá!-acena para Sukhi que cobre a nudez com o lençol. Afrodite encara Shura com um sorriso.- Ocupado?

- O que acha? –pergunta com sarcasmo.

- Que sua Paella tá ficando famosa, guapo!-dando um tapinha no braço de Shura que suspirou.

- Sai da minha casa ou conhecerá a minha Excalibur!-furioso, o empurrando para fora do quarto.

- Mas eu conheço sua Excalibur! –olha para Sukhi que abriu a boca.- Não desta maneira, querida. Nos treinos! Mentes maliciosas.

- Afrodite!

- Vim para saber se vai comigo e os outros para o hospital!-reclamando e se segurando na porta do quarto.

- E deixar Atena sozinha?

- Shaka está com ela. –pisca um olho.- Eles acham que estão enganando quem com aquele namoro escondido?

- Ta, ta...eu vou. Vou me trocar.-respondeu parando de empurrar Afrodite.

- Espero lá fora.-fecha a porta e grita.- OLÉ!

- Eu mato aquela...bicha!-resmungou.

Sukhi começou a gargalhar.

- Não mata. Você o adora.

- Não adoro!

- Percebi que sim. Como se fosse seu irmão.-ela sorri.

- Irmã, né? –ela volta a rir.- Quer ir comigo? Ver o bebê de meus amigos?

- Quero sim.

Templo de Atena...

- Sinto cosmos em euforia. –Saori comenta, olhando na direção das Doze Casas.

- Todos ansiosos para conhecerem o futuro sobrinho que irão paparicar!-Shaka responde, aparecendo e abraçando-a por trás.

- E eles já sabem sobre nós. –ela diz com um sorriso.

- Como?-Shaka fica espantado.

- Desconfiaram quando você começou a subir ao meu templo assobiando e cantarolando.-ela riu ao vê-lo corar.

- Prefiro que saibam. Assim todos podem presenciar nossa felicidade!-respondeu o cavaleiro beijando-lhe o rosto, mas ele a nota tensa. -Algo errado?

- Eu sinto...Shaka, vamos ao hospital!

- Quer ir ver o bebê de Milena?

- Eu sinto que sou necessária lá.-respondeu nervosa.

- Claro. Agora mesmo!-o cavaleiro concordou, sentindo que algo muito sério estava acontecendo.

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No hospital... Na sala de parto.

- Alguém faz esta dor parar!!!! -berrava Milena, segurando-se aos lençóis diante de uma nova contração.

- Doutor! –Kamus o olha.

O médico estava ao lado da pediatra e assistentes, se preparando para realizar o parto.

- Este bebê quer mesmo nascer hoje!-comentou bom humorado. - Parece que vai se agora, minha cara.

- Graças a Atena... -ela suspira.

- Quero que faça o que e mandar, sim? Na próxima contração, faça força para ajudar seu bebê a nascer.

- Sim... -ela pega firme na mão de Kamus e sorri para ele. –Logo vamos conhecer o Louis.

- Ou Nike. –ele a beija.

- Pronta? –perguntou o médico.

- Sim... Acho que sim. Ta vindo outra!-ela fecha os olhos prevendo a dor.

- Empurre!-ordena o médico.

Milena obedece, e aperta a mão de Kamus que sente a força da amazona, assim como seus ossos sendo esmagados pela mão dela.

- AAAAAAAAAAAAHHHH!! –grita Milena.

- AAAAAAAAAAAAHHHH!! –Kamus faz coro.

- Isso! Força!-pedia o médico.

Por um momento, Milena para respirando ofegante. Kamus também, pela dor em sua mão.

- Vamos lá. Mais uma vez senhora. Estou vendo a cabecinha! Só mais uma vez!- dizia o médico entusiasmado.

E novamente ela faz força, apertando a mão de Kamus. O grito de dor dela somado ao gemido de Kamus, que segurava a dor. Então, o choro de um recém nascido preenche todo o local.

- Nasceu... -ela disse ofegante e suada.

- Sim... - Kamus contendo as lágrimas.

- Olha, que linda!-o médico dizia, arrumando o bebê para mostrar aos pais orgulhosos. - Uma menina linda!

O doutor envolve a pequena criança, que chorava muito, em um pano limpo. Mostrando-a em seguida a Milena, que estende a mão, pegando-a em seus braços. Neste instante, ela para de chorar, exausta, abrindo os olhos e fitando Milena, que pegava entre os dedos a mãozinha pequenina da recém nascida.

- Oi, Nike. -o bebê parece sorri. - Kamus... Acho que... Ela gosta de mim...

Então, a alegria que envolvia o cavaleiro de Aquário é substituída pelo temor e pela surpresa. Milena fechava os olhos, a mão que segurava a da filha perdeu as forças e tombava.

- Milena!

- Doutor, queda da pressão! –alertava uma enfermeira.

- Parada respiratória. Tirem o bebê daqui!-ordenou o médico.

- MILENA!

- Por favor, o senhor tem que sair daqui!-pedia a enfermeira, tentando tirar Kamus do lado da amada.

De repente, o cavaleiro se sentia atirado a um filme de terror, cujas cenas corriam em câmera lenta diante de seus olhos. Enquanto a pediatra levava Nike da sala, o doutor Dannaskis e seus auxiliares cercavam Milena, aplicando medicamentos, massageando seu coração, ele gritou chamando por ajuda. O rosto da mulher cada vez mais pálido.

Entorpecido, Kamus foi empurrado para fora da sala por enfermeiros, no momento em que seus amigos ali chegavam. Percebendo algo errado, os sorrisos em seus rostos foram substituídos por expressões de incredulidade e preocupação. Kamus só conseguiu estender a mão até ela e implorar:

- Por favor... NÃO A DEIXEM MORRER!

Leia a seguir: Epílogo...