XII – O Sacrifício: lições.
"Poucas frases são necessárias para definir uma relação. Mas para certas pessoas, chega a ser um aviso diferente." By: Kori Hime, in: "Uma Nova Chance" : http:// fanfiction . nyah . com . br / historia / 12856 / Uma _ Nova _ Chance
Eu recomendo!
Matsuri POV*s
Inconseqüente! O que eu tentei fazer? Por que aquela maldita entrou bem na hora? Eu teria conseguido provar meu amor?... Não... Tenho certeza que não. Ah Hana Matsuri, você é mesmo uma sucessão de erros! Colocar os desejos na frente da razão nunca lhe rendeu sucesso algum!
Responda, quando a passionalidade dos atos resolveu situações emergenciais? Quando teve um sucesso na vida?
Nunca.
As feridas abertas ainda queimavam, como um shinigami que devora a carne. Sentia-me uma suja qualquer, cheirando à violência de Kyoku. Ali, sozinha no quarto, percebi o quanto fui tola. Eu não iria ajudar os bayakas... Jamais! Contudo, era tarde pra lamúrias e arrependimentos. Acabei fazendo o que o maldito queria e mesmo presa naquela cama, sabia que tinha atiçado a fúria de Gaara-sama.
Halfway through the night
No meio caminho pela da noite
I wake up in a dream
Eu acordo num sonho.
Echoes in my head
Ecos na minha cabeça
Make every whisper turn into a scream
Fazem cada sussurro se transformar num grito.
Então um barulho discreto de palmas alcançou os tímpanos cansados. Com muito custo tentei virar o rosto pra ver quem debochava de mim daquela forma vil:
- Parabéns! – desenhava-se na penumbra uma silhueta feminina, chocando mãos com mãos, aplaudindo minha derrota. – Você saiu melhor que o esperado, me surpreendeu!
Aquela voz...
- Na-Não pode ser!!! Você está... – e as mãos frias me taparam a boca. Olhos enormes e avermelhados domaram os meus trêmulos.
– Kombawa, onee-chan... – um sorriso sádico. – Feliz em me ver viva? Ah... O que é isso? Sem sentimentalismos, não precisa chorar de emoção! – as lágrimas me tomavam de assalto. – Talvez esteja arrependida de ter me deixado morrer no meio do deserto, unh? – aquela voz... Suave demais vinda de minha imooto-chan – Sem medo tudo bem? Vou soltar você, mas, por favor, não grite... Estou com uma puta dor de cabeça...
Tatsuki parou de apertar meu rosto e olhou, divertida, o desespero saindo dos poros misturados ao suor. Sorria com uma víbora, naquele brilho cruel do olhar em tons escarlates.
- Vocês me manipularam! – acusei tentando avivar meu chakra.
- Ah! Que inteligente! – debochou – Você teria feito o mesmo no meu lugar, shitashii – ela rodava shurikens nos indicadores. – Sabe Matsuri... Estive pensando... Porque agente deseja aquilo que não têm? Assim, seria um tipo de objetivo pra lutarmos por algo alheio? – roçou o ferro da arma em minhas pernas, abrindo pequenos cortes. Mais sangue. – Ora! Seria mais fácil dar valor ao que já conquistamos, não acha?
- O que vocês pretendem?! – franzi o cenho, aquele papinho furado não iria desviar meu foco... Não dessa vez.
- RESPONDA MINHA PERGUNTA! – nunca a vira tão obstinada. Cravou num dos meus joelhos a arma.
- Ah... – apenas gemi com a dor. Ela não ouviria gritos. Ninguém jamais os tinha escutado. – Eu... Eu não sei... – meu chakra, desestabilizara-se mais uma vez.
- Uma pena! Já que não há exemplo maior no mundo, em desejar aquilo que não se pode ter, do que você... – Tatsuki vibrava o timbre de voz entre o debochado e inquisidor. – Por causa de seus sentimentos estúpidos, Suna sucumbirá aos nossos objetivos... E renascerá pra uma nova era! – então eu compreendi a excitação daquele olhar ganancioso. – Tá conseguindo entender, que por sua causa nee-chan, conseguimos a oportunidade perfeita pra tomar o poder da Vila? Só precisávamos tirar o foco do Kazekage e você o fez por nós! Afinal... Ele confiou um dos preciosos tesouros que tinha a você Matsuri, como não acreditar nas suas palavras ardilosas?! – e mais uma gargalhada foi dada naqueles lábios frios.
- Maldita! Acha mesmo que as fortificações de Suna se resumem às atenções do sensei?! Acaso não aprendeu nada nesses anos que treinamos com a elite? – eu estava cansada de ter medo. A desafiei em urros de dor. – Baki taichou e todos os jounnins nunca abaixam a guarda! Vocês serão massacrados! – como eu fui inconseqüente.
I dreamed I could fly
Eu sonhei que podia voar
Out in the blue
Lá fora no azul
Over this town
Sobre esta cidade
Following you
Seguindo você
Over the trees
Sobre as árvores
Ino POV*s
Entramos no quarto dele. No quarto em que eu me entregara pra um homem pela primeira vez na vida, há anos atrás, quando ainda era uma chunnin. Aquele cheiro amendoado que Gaara tinha preso à pele dançava nas cortinas e nos lençóis, de um lugar meticulosamente arrumado em moldes aristocráticos.
Às vezes parecia que de tanto acreditar
Em tudo que achávamos tão certo
Teríamos o mundo inteiro
E até um pouco mais
Faríamos floresta no deserto.
Então ele veio, misturando amêndoas com cerejas, me abraçando e me deixando sentir todo o calor que emanava, em suspiros e toques firmes, com as palmas das mãos nas costas. Ficamos assim, abraçados, por um momento... E eu estranhei: demorava demais pra que ele me tocasse intimamente. Esperava por isso e estava preparada pra retesar os carinhos que há anos, me faziam ceder aos desejos do Kazekage.
E diamantes e pedaços de vidros
Mas percebo agora que o teu sorriso é indiferente
Quase parecendo te ferir.
Mais demora... E mais suspiros. Algo estava errado. Aquele cheiro nele... O cheiro de Sasuke em mim. Ele percebeu, eu percebi. Gaara sabia que eu via Sakura marcada na tez alva dele.
Uma heresia. Quatro corpos, almas, corações e histórias presos num único momento. Havia partes de todos nós naquele abraço, que aos poucos, descia os dedos de homem pra minha cintura, tencionando me alcançar a intimidade por debaixo da saia.
Aquilo acabaria ali.
- Itae... – gemi quando o Sabaku me tocou no sexo, ainda sensível da transa com Sasuke.
- O que foi Ino? – então cruzamos olhares, e milagrosamente, ele parou. Não tentou avançar, apenas soltou os dedos de mim.
- Está doendo... – eu sempre fui sincera demais.
- Por que dói?
- Porque fiz amor, a noite toda... (1)
- Como ousa?! – atou os dedos fortes nos pulsos. Era a segunda vez que ele me ameaçara. – Como ousou me trair Ino?!
- Francamente Gaara! – estapeei a mão que me machucava. – Quem você pensa que é pra me cobrar fidelidade? Sinto o cheiro da minha amiga preso em você... Nos teus cabelos, na tua roupa... Há quantos anos isso acontece?!
Os olhos verdes do Kazekage em tons ameaçadores não eram nada, comparados à respiração ofegante... Bem como a areia, que escapava discreta do vaso. Quase inconsciente.
Não queria te ver assim
Quero a tua força como era antes
O que tens é só teu e de nada vale fugir
E não sentir mais nada
Shukaku não estava mais ali. Ele teria que aprender a se controlar... De uma forma ou de outra. Então a areia tragava, lentamente, minhas pernas... Subindo quente e arranhando a pele, até emaranhar nos cabelos. Era uma ameaça. E eu não tremi:
- Vamos! Me responda! Há quantos anos vocês me traem pelas costas? – toda a dor que eu sentira quando o traí, sumia naquele pesar certeiro.
A voz pausada de Gaara, enfim, saiu:
- Sempre lhe fui leal... Sempre lhe amei, mesmo cometendo erros... - aproximou-se tocando com o dorso dos dedos meu rosto.
- É assim que você classifica Sakura... Um erro?
E ele calou outra vez, mas não em consentimento. Havia algo naquele coração misterioso pairando em nuances cor-de-rosa, que ele não admitira pra si. Não... Gaara não me amava. Não mais.
Às vezes parecia
Que era só improvisar
Que o mundo então
Seria um livro aberto
Até chegar o dia
Em que tentamos ter demais
Vendendo fácil
O que não tinha preço
Era um homem transparente demais quando acuado em relação aos sentimentos novos que experimentava. O amor, não tinha surgido comigo. Não fui eu quem o ensinara... Fora ela: Sakura.
- O que você sente pelo Uchiha? – não era um jogo de perguntas e respostas. O que saia naquela conversa, amansava ou machucava os corações.
- O amo... Com todas as minhas forças. O quero pra mim... E não vou desistir de tê-lo! – queria ferir Sabaku no Gaara. Fazê-lo sentir a dor que eu sentira por ser traída... E não havia razão alguma nisso. Apenas sentimento.
Nenhum de nós fora leal. Nenhum de nós fora fiel.
- Você disse que me amava... – me acusou impassível, como sempre fazia. Ele apenas queria entender o que era aquilo que acontecia.
No íntimo, eu o via perguntando francamente: "É possível amar duas pessoas ao mesmo tempo?". A areia começava a perder a força, aliviando meu corpo da pressão agonizante.
- E você também! – gritei. Eu não precisava de mais inocência... E ainda assim, me rendi.
Nos olhamos por algum tempo... Segundos, minutos, horas... Impossível de definir, então aquelas esmeraldas trêmulas desviaram-se do meu semblante decepcionado. No fim das contas, acabamos nos machucando.
Eu sei é tudo sem sentido
Quero ter alguém com quem conversar
Alguém que depois
Não use o que eu disse contra mim
- E os nossos sonhos Ino... Tudo que vivemos juntos? – Gaara não aprendera, ainda, a lidar com as perdas.
Era mais uma lição. Eu estava apta pra ensinar, mas seria a última.
- Viva-os com ela. – eu, incrivelmente, sorri. Estava acabado. – Você ainda está vivo, lembre-se disso.
- Esse é o caminho que você escolheu? – lembrei-me de meu pai, no ato, mas respondi o que o coração gritava... Como sempre fizera quando estávamos juntos. Talvez por isso, não daríamos certo.
- Sim... Eu finalmente escolhi um caminho e não estou perdida. O que passamos juntos, Gaara, vai ficar aqui... – toquei-o no lado esquerdo do peito. – E aqui... – e na tatuagem, que parecia ferver. – Amar, é aprender sempre... A vida continua... Fazemos novos laços, mas os antigos permanecem. Eu sempre vou amar você, mas a partir daqui, de uma forma diferente.
Nada mais vai me ferir
É que eu já me acostumei
Com a estrada errada que eu segui
Com a minha própria lei
Aos poucos, aquele semblante de ira que me assustava esmaecia, dando lugar ao Gaara por quem eu me apaixonara há anos atrás. Tão inocente, tão menino, tão sereno. Aquele mesmo, com quem eu dividira meus sonhos mais bobos e mais grandiosos... Aquele que mostrava força sem mover um único músculo.
A areia retrocedia. Suna retrocedia, sem ao menos ponderarmos o que estava prestes a acontecer nas ruas.
Poderíamos nos beijar, mas as línguas expressariam um gosto terrível de adeus... Nunca é bom partir, nunca é bom perder algo que esteve na palma das mãos. Mas parte deste "algo", sempre fica. Em toda despedida, o "bom" e o "ruim", sempre estariam. Ruim era vê-lo me tocar com as palmas das mãos, no rosto em traços tão tristes. Bom era saber que Gaara não ficaria sozinho... Acho que eu não conseguiria abandoná-lo, sem saber que Sakura estaria com ele. Abri as palmas de minhas mãos e o toquei da mesma maneira.
Tenho o que ficou
E tenho sorte até demais
Quando eu sei que tens também
Nariz com nariz... Fechamos os olhos, e se tivéssemos nos tocado mais que isso, as lágrimas iriam misturar: as minhas e as dele.
Gaara POV*s
Era a segunda vez que a vida me tirava algo que eu amava... Mas dessa vez, a dor era diferente. Quem sabe um misto de torpor e euforia? Eu sentia o coração partir-se em migalhas e ao mesmo tempo, uma força terrível o construía... Mas não era uma força em nuances rosas e tão pouco douradas. Era uma força vermelha. Não de ódio, não de sangue e nem de pesar. Era apenas ele, Sabaku no Gaara, que aprendia naquele momento único de olhos fechados, de frente pra ela, que é impossível ser feliz sozinho... Mas é errado projetar a felicidade nas outras pessoas. A vida sempre tira aquilo que a gente ama e coloca outras coisas no lugar... A tatuagem que um dia eu jurava ser a falta de minha mãe – proteção ou memória dela – não era nada disso.
Amor é a essência de todos nós. É o que move o mundo. Ele é tudo, até o ódio.
E só ali, eu aprendi a maior lição de todas, deixada por uma mulher. Pela mãe, pela irmã, pela amiga, pelas amantes. A partir daquele momento nada mais iria me ferir, porque eu estava forte e completo. Com Ino, entendi que aquela não era minha segunda perda e nem a última. Todos os dias nós perdemos e ganhamos algo... Isso que é aprender. Isso que é amar. Era eu quem me moldava a partir de agora. Entendi por que Sakura não desejava sacrificar-se e por que tudo que ela me dissera há minutos atrás, não fizera o mínimo sentido. Minha flor de cerejeira estava cansada de perder...
"Espere Sakura... Estou voltando pra você".
E dessa vez, seria pra sempre? Quem se importa com isso? Eu queria apenas viver e sonhar ao lado dela. Passar por tudo que passara com a Yamanaka, mais uma vez... E outra, e outra... Quantas vezes fosse preciso. Eu aproveitaria cada momento de felicidade que tivesse na vida:
- Aritagô Ino... – nem pude acreditar que agradecia a mulher que um dia fora minha, por me abandonar. A mesma mulher que me fez perder os sentidos e o rumo de minha vida.
A intensidade de Ino me fez mal... E me fez bem.
- Sou eu quem agradeço, meu grande amor. – sorriu tenra, afinal, ela voltaria pros braços do primeiro, já que o grande desejava perder-se em cerejeiras.
Shinobis aprendem rápido demais. Assustador.
Matsuri POV*s
Depois da constatação acerca de Baki taichou e seus subordinados, foi minha vez de sorrir... Mas os lábios crispados e feridos em sinal de deleite cessaram, quando uma segunda figura entrava no hospital. Circundou as mãos enormes na cintura de Tatsuki lambendo-lhe o pescoço, fazendo a vadia gemer, rebolando os quadris nele, guiando uma das mãos aos seios, enquanto virava o rosto pra beijá-lo vorazmente.
- Kyo... – nem pude falar o nome inteiro.
A simples menção daquela palavra, parecia dilacerar-me a garganta. Então eu tremi num medo e numa humilhação inimaginável. As lágrimas voltaram fortes, arrebatadoras, pesadas. Aquilo tudo, era demais pra mim.
Apesar de todos meus pecados, eu não era um monstro como ele. Mesmo com sentimentos tortos, marcados no egoísmo de um amor inalcançável, Hana Matsuri jamais conspiraria contra Suna!
I'd try to find out
Eu tentaria descobrir
Who you really are
Quem você é realmente.
- Bem observado flor do deserto... Baki taichou não é um idiota... – ele se afastou de Tatsuki, que ria sadicamente. – Acontece que a família Hana nasceu pra esse destino. – aproximou-se de mim. O chakra que a todo custo eu tentava concentrar, dispersou. Apenas um toque dele no rosto, fez-me quase desmaiar. – Seu querido onii-sama tem a plena certeza, de que nosso ataque virá pelo deserto, na superfície... – forçou a shuriken que me rasgava a carne e fazia sangrar, pressionando-a mais pro fundo. – Ele não está de um todo errado. Mandaremos peças descartáveis pra comprovar a "teoria" do ataque e, dar alarde falso ao esquadrão de Baki, contudo...
- Os arquitetos de Konoha! – acordei da dor. – Os dutos subterrâneos até o centro da Vila! Você os manipulou... Enganou a todos nós... Por Kami-sama! – lembrei-me num turbilhão de detalhes mínimos do passado.
- Correto... O apreço do Kazekage pelas flores de Konoha, e não as de Suna nos trouxeram grandes conquistas. Mas... Agora é tarde demais pra você!
Porque ele me contaria todo o plano, se não tencionasse me matar? O maldito chakra enfim, estabilizou, pela euforia de proteger minha Vila e meu amor, com a própria vida. Concentrou forte no ventre onde ardia o corte feito por Ino... Se ela soubesse o quanto fomos estúpidas! Quem pode julgar mulheres apaixonadas brigando pelo o que desejam? Não era hora de arrependimentos ou tentativas ínfimas de clamar perdão aos céus.
In the middle of the night
No meio da noite
Cool sweatin' in my bed
Suor frio na minha cama.
Got the windows open wide
Abri bem as janelas
Thinkin' about all the things you said
Pensando em todas as coisas que você disse.
Eu não morreria sem lutar.
Naruto POV*s
Eu ria solto vendo os caras queimarem dentro daqueles dutos subterrâneos, sabendo que a ordem dos líderes deles não chegaria a tempo. O ataque ainda não fora ordenado quando eu, o esquadrão de jounnins do Baki-taichou e do Kankurou, achamos as entradas de acesso pra Vila. Contei mais de quinze. Era gente pra caralho! E os filhos da puta estavam todos acuadinhos, quietinhos, dentro daqueles canais de ligação do deserto, nos mais variados lugares de Suna... Tinha um até nos fundos do Palácio Imperial.
Abusados! Acharam mesmo que iriam manipular nossos arquitetos, mandando uma vadiazinha qualquer transar com eles, em troca de informações... Tchhh... Como diria Shikamaru, "Estrategistas de primeira viagem". Se os bayakas se consideravam tão impassíveis e cruéis, deviam ter matado os arquitetos. Nem pra isso aquela Tatsuki serviu.
Queria só ver a cara do Gaara quando descobrisse tudo que a gente já sabia, enquanto acertava as pontas com a Ino... É muito foda esse negócio de amar alguém... Minha sorte que eu e a Hina nascemos um pro outro, sabe. Agente, sei lá... Se completa? É... Deve ser isso mesmo. Aquilo que falta nela sobra em mim. E aos poucos, a gente vai aprendendo a ter essas "faltas" e "sobras" em nós mesmos... Sem precisar que o outro nos ensine ou nos guie. As mudanças nascem por si próprias. A gente aprende junto. E ainda se ama... Olha eu! Falando da Hinata novamente... heheheh. Aquela baixinha não sai da minha cabeça...
Matsuri POV*s
- SHINE!!! – gritei em pulmões enfraquecidos, concentrando o chakra na palma das mãos – Kuchyose no jutsu! – e eles recuaram. Perfeito, era isso que eu precisava. – Kamatari!
I'd fly over rooftops
Eu voaria sobre os telhados
The great boulevards
Sobre as grandes avenidas
To try to find out
Para tentar descobrir
Who you really are
Quem você é realmente.
A fuinha de vento que só eu e Temari-sama sabíamos invocar, saiu numa rajada pela janela. Aqueles sangramentos todos... Minha nossa! Eu morria aos poucos. Então usei o que restara de mim naquele "ataque" estratégico. Kamatari avisaria a shishou Sabaku sobre os planos dos bayakas. Eu daria minha vida por Suna... Quem sabe uma redenção pelo mal que fizera à Gaara, meu único amor?
Wish I could fly now
Queria poder voar agora
The dirt on the ground
Sobre a sujeira no chão.
I'd follow your course
Eu seguiria seu caminho
Of doors left ajar
De portas deixadas entreabertas
To try to find out
Para tentar descobrir
Who you really are
Quem você é realmente.
- Patética! – Tatsuki ordenou que Kyoku fosse atrás da invocação. – Não vai manter o jutsu se estiver morta... Adeus!
O que me restava fazer?
Usei as últimas forças pra manter a fuinha vivaz nas ruas de Suna, mas não houve tempo.
- Morrerá da mesma forma que me deixou morrer no meio do deserto!
Tia Renatinha POV*s:
Então shurikens atravessaram pontos vitais da kunoichi, que até o ultimo suspiro de vida tentou proteger o único amor que conhecera. Sentido a garganta dilacerar com as frias lâminas, Hana Matsuri morreu balbuciando: "Gomenasai ne sensei... Aishiteru...".
Quem de nós pode questionar a razão de um carinho obsessivo, que transitou a vida toda entre o ódio e o amor? Entre o desejo e o devir?
Quem de nós tem palavras pra definir os sentidos egoístas de uma mulher apaixonada, que deu a vida pra consertar os erros que cometera em nome dos sentimentos?
Quem de nós sabe explicar o amor, e a forma com que ele domina o coração do próximo?
Fechando os olhos, lentamente, sem dor alguma, a bela flor do deserto se lembrou dos tempos de criança onde era tudo mais fácil, mais límpido, mais inocente.
Onde tudo era mais feliz.
A morte cheirava a infância, tinha gosto de brincadeira no parque, de carinho de irmã, pai, mãe e avô. Matsuri completou um dos ciclos da alma, que é eterna, voltando ao princípio de tudo, às primeiras lembranças da vida que tivera em Suna. Nada tinha gosto de sangue. Não vira shinigamis.
Morrer... Era doce.
Continua...
Músicas: Matsuri: Wish I Could Fly – Roxette.
Ino: Andrea Doria – Legião Urbana.
Notas: (1) – Qualquer semelhança é semelhança MESMO! kkk Tirei essa fala da Ino (modifiquei, na verdade) do filme "Carne Trêmula" de Pedro Almodóvar. Resumindo: perfeito! Tanto, que não poderia deixar de enfatizar. Detalhe que é dito por uma loira, Francesca Neri. Bem, quem assistir ao filme, vai entender muito a inspiração desta fic toda.
^Chora^
Ameiiiiiiii fazer esse! Amei fazer "eu" falando dela!
Desculpem pela demora em postar... Espero de todo meu coração, que não tenha fugido "muito" da característica de cada personagem... E qualquer dúvida quanto aos detalhes, perguntem! Eu respondo tudo!
bjOs grandões!!!
p.s: Avermelhados não é vermelho gente! Ela não é a Kurenai ou qq projeto de Uchiha! ahuehauehaueh
E a Matsuri, morreu mesmo! Essa eu não trago mais.
p.s do p.s: Postei uma nova fic no site, se chama "Mise En Scène", já começa com hentai, e vai ser MESMO uma história muito erótica pros amantes de NejiTen e outros casais, como SasuSaku, SasuIno, GaaIno, NejiHina (¬¬), NaruHina, KakaSaku... E por ai vai, é um projeto bem legal, UA, e bemmmm longo! Putaria das boas \o/
RESPONDENDO REVIEWS POR AQUI
Brii: Delícia, aproveitando todas né?! Pena que esse vc vai demorar pra ler, lembra qndo eu disse que a Matsuri iria surpreender? Então, era isso kkk A Sakura, coitada, deixa ela ser feliz BEM LONGE DE NÓS! Kkkk vc sempre não presta... vc e seus 3some ahahaha AMOO DEMAIS! bjOs delícias. P.s: meu Neji é MACHO! Nem que seja um seme, ele ainda é macho ahahha
Lust Lotu´s: Sim sim, o Narutinho e mais moço comigo, eu sempre gosto de complicar as coisas, mas tudo vai se resolvendo... Nem sempre de uma forma mto certa, mas vai!
Espero que goste desse cap 12! bjOs sempre florrr
Deby20: Naruto da um caldo de qq jeito ahahahah Whaa, não rolou o hentai... Eu fui mais realista... Mas poderia ter rolado né... Eu sou besta mesmo! Vc tbem não gosta da rosa é? Mais uma pro timeeeeeeeeeeeeee wheeeeeeeeee o/o/o/ Já contei 3 até agora! Ehauehau Bem, espero que goste desse cap! bjOs
