Capítulo 12 - Exposição

Draco olhou para Harry sentado ao seu lado e concluiu que ele não tinha mais unhas.

Era impossível que ele ainda tivesse sequer vestígio delas quando ele as roía com tanta ênfase e desespero. Ele próprio se sentia desesperado. A ânsia pelo que aconteceria o consumia de dentro para fora. E eles se sentavam juntos sobre a cama por horas, tensos demais para fazer qualquer coisa, Harry consumindo suas unhas encostado contra seu peito enquanto ele alisava os fios de cabelo negros como se fosse a coisa mais importante para se fazer no momento.

Talvez Jack se esquecesse deles. Talvez ele mudasse de ideia. Talvez ele não conseguisse comprá-los. Talvez tudo não passasse de um delírio. Talvez não existisse festa. Talvez ele os levasse pra algum tipo de evento do qual não sairiam vivos. Talvez nada acontecesse lá. Talvez ele aparatasse no próximo instante ali, no meio da cela, com aquele sorriso ridículo no rosto, carregado de malícia. Talvez os levassem até ele. Talvez fosse nesse momento. Talvez fosse no próximo. Talvez nunca fosse.

E eles estava resumidos a esperar. E se consumir em espera.

Não havia como eles saberem se estavam esperando por horas, dias ou semanas. A espera e a ansiedade distorcia o tempo que já não era exato, e a cada vez que um guarda aparatava na cela, eles tinham sobressaltos e era como se seus corações fossem explodir até que eles reconheciam somente mais um quarto, somente mais um cliente, e a promessa ia se enfraquecendo.

E Draco sentia como se algo raspasse seu peito por dentro com aquela sensação de que era somente uma promessa, de que ela não viria, de que o tempo estava passando e nada aconteceria, de que eles ficariam eternamente ali, até pegarem alguma doença e morrerem.

Não havia saída.

Sua mão estremeceu e Harry olhou para ele, percebendo sua tensão. O moreno abandonou as próprias unhas quase inexistentes e se levantou, para em seguida voltar para a cama se sentando de frente no colo de Draco. Suas mãos acariciaram seu rosto, o olhando sério, e os olhos do loiro se desviaram, evitando aquele contato. Não queria transmitir sua desesperança para Harry. O moreno ergueu seu rosto e o beijou. Um beijo forte e intenso, que não tinha consolo, mas o mesmo desespero que ele tinha, e Draco o abraçou com mais força.

- Não me deixa sozinho agora. - Harry pediu, baixinho.

- Eu estou aqui. - Draco respondeu, voltando a beijá-lo, agora mais calmo.

O homem aparatou à frente e os dois suspiraram pesadamente. Harry se ergueu e permitiu que Draco se levantasse também, os dois caminhando de mãos dadas até o guarda que desaparatou com eles.

Para um lugar diferente.

- O que... - Draco começou, olhando à volta.

Harry se aproximou e tocou as grades. Seu rosto estava pesado demonstrando mais agonia do que dúvidas, ainda que houvessem dúvidas.

Eles estavam em uma jaula, uns dois metros cúbicos, no máximo, cercados por todos os lados por barras de metal. O chão era de um acolchoado branco e macio, extremamente limpo, e a distância entre as barras era grande, com alguma dificuldade eles conseguiriam passar entre elas, de forma que fazia pensar que era mais uma questão estética do que uma prisão em si. Do lado de fora, havia várias dessas jaulas enfileiradas, contendo uma pessoa cada, em geral. Eles estavam em um grande galpão fechado e vários homens, com as vestes e a postura igual às dos guardas, transitavam com pranchetas nas mãos e varinhas em punho.

Fugir passou por um segundo na mente dos dois, mas a certeza de que seria quase suicídio veio em seguida. E aquele ambiente diferente, com tantas pessoas, e a própria presença da jaula indicava que seria algo... grande. E a chegada de Jack em seguida somente confirmou isso.

- Olá, rapazes. - ele sorria, o cigarro entre os dedos, vestes negras bem ajustadas ao corpo bonito. Ele se pendurou nas grades e puxou Draco pelos cabelos para um beijo – Sentiram minha falta?

- Onde estamos? - Harry perguntou, sério.

- No lugar da festa. - o homem respondeu, girando de braços abertos divertido, como para indicar o amplo espaço em torno deles.

- Hum. - Draco o olhou, sério – E o que acontece agora?

- Ah, foi por isso que eu vim falar com vocês. Essa parte é muito importante. Todos vocês que estão aqui – ele apontou para as outras jaulas – vão ser levados para uma pequena exibição. Vão ter uns dois minutos, talvez um pouco menos, para fazer uma performance. Algo muito sexy, algo que faça com que todos que estejam olhando queiram loucamente, mais do que tudo no mundo, transar com vocês.

- Quantas pessoas vão estar assistindo isso? - Harry perguntou, tenso.

- Muitas. Vai ser no auditório. Praticamente todos os convidados. Mas não se sintam tímidos, vocês não vão poder ver as pessoas, mas elas verão vocês, então façam algo legal, ok? Depois disso, vocês vão ser levados para a sala de conferência, se vocês foram bons na exibição, a jaula de vocês vai ser suspensa e vocês vão ficar dançando e curtindo até que as pessoas queiram comprá-los, então são levados para os quartos e voltam para a jaula. A festa vai durar três dias.

- Três dias? - Draco perguntou, espantado.

- Sim. Vocês vão poder tomar banho e usar os banheiros dos quartos, e haverá alguns momentos de ócio em que a maior parte dos convidados deve estar dormindo, provavelmente vão fornecer alimentação para vocês nesses intervalos. Nós não devemos nos ver novamente, então tenham em mente, meninos: quantos mais pessoas se interessarem por vocês, maior a chance de serem vendidos no fim de tudo isso e maior o meu lucro. Estou pagando caro para vocês se divertirem um pouco. - ele piscou, jogando um beijo para os dois, e saiu rindo, andando pelo saguão enquanto acendia outro cigarro.

- O que nós vamos fazer? - Harry perguntou, sério, encarando Draco.

- Não temos muita opção, não é mesmo? - ele disse, tenso.

Um guarda se aproximou, jogando um tecido negro dentro da jaula, e ficou os encarando como se esperasse algo. Harry se abaixou e percebeu que se tratava de duas calças de tecido leve, fino e negro. Ele tirou as vestes, entregando para o guarda, e o loiro o imitou, começando a se vestir.

Uma porta se abriu e uma das jaulas, com um garoto mais novo que eles dentro, loiro, flutuou por magia até passar por ela, pousando em uma espécie de palco onde música eletrônica, de batida forte e sensual, tocava em volume alto, uma luz insinuante iluminava o garoto, que, incerto, começou a dançar e se tocar sem muita habilidade.

- Ok. Acho que tenho um plano. - Draco disse, baixo, e se voltou para encarar Harry – Você está disposto a levar isso até o fim, fazendo o melhor possível, mesmo que não ganhemos nada com isso no fim das contas?

- Já estamos aqui. - Harry deu de ombros.

- Então tire a roupa. - o moreno obedeceu e viu o loiro fazer o mesmo, se aproximando dele e o beijando e tocando seu corpo.

- O que você pretende? - Harry perguntou, sem reclamar daquilo, mas confuso.

- Escute bem o que vamos fazer, mas se foque nas sensações porque, para dar certo, você vai ter dois minutos para ter o melhor orgasmo da sua vida. Vamos lá, que esses nojentos vão implorar para te tocar depois disso.

o0o

A jaula em que estavam se moveu, se erguendo levemente, e deslizou em silêncio até o palco. A música continuava tocando, pulsante, excitante, e quando a luz fraca e amarelada se acendeu sobre eles, a multidão oculta na escuridão à volta viu dois homens se beijando profundamente.

As mãos corriam pela pele branca e lisa, se tocando, e os corpos se impulsionavam um contra o outro no mesmo ritmo da batida. O moreno começou a se abaixar, o rosto rente ao corpo do outro, sua língua para fora tocando sutilmente a pele enquanto suas mãos corriam todo o lado de seu tórax, abdome e pernas, até estar entre elas, ajoelhado no chão, sem deixar de acariciá-lo, lambendo languidamente sua ereção.

Seguindo o ápice da música, o loiro o puxou pela mão, jogando-o contra as grades, se posicionando atrás dele. Os olhos fechados em desejo enquanto mordia seu ombro com força, os olhos verdes fixos na escuridão onde sabiam que rostos os assistiam, vendo as mãos do loiro percorrerem todo o seu corpo e então, em um impulso, penetrá-lo com a mesma velocidade do ritmo da música.

O moreno empurrou o loiro, cortando o contado entre eles, e o jogou no chão da jaula, sua cabeça pendendo entre as grades, os fios loiros espalhados pelo ar enquanto seu rosto se contorcia de prazer quando o moreno sentou-se sobre seu quadril, se movendo junto com o som que enchia o ambiente, pontuando a música com gemidos cada vez mais intensos, até se derramar, sujando o corpo do loiro, que se sentou para beijá-lo de forma apaixonada.

A luz se apagou e a jaula voltou a se mover enquanto os dois sorriam, ofegantes, ainda se abraçando, ouvindo aplausos que deixavam para trás.

o0o

Draco estava deitado na banheira, a cabeça confortavelmente apoiada na borda, os cabelos loiros pingando no chão, seus dedos massageando o próprio corpo de forma suave sob a água perfumada. Ele sorriu de leve ao sentir um beijo pousado sobre seus lábios e abriu os olhos para ver o moreno lavar as mãos na pia ao lado.

- Merlin, eu nunca pensei que ficaria tão feliz de poder usar um vaso sanitário novamente. - ele comentou, ouvindo Draco rir, e se examinou no espelho grande à frente, com a moldura trabalhada em ouro – Não sei como podem se sentir atraídos pela gente, sério. Nem na época em que eu morava com meus tios ficava tão magro. Parece que eu estou doente.

- Eu não duvido que esteja. E seu cabelo já está em um ponto que poderia se revoltar e se auto-ajustar em um corte descente. - Harry riu do comentário do loiro, vendo-o se erguer da água e começando a se secar.

- Ele fazia isso quando minha tia cortava ele quando eu era criança. - Harry ficou repentinamente sério – Naquele tempo eu tinha pesadelos em que eu acordava em uma jaula em exposição em um zoológico rotulada "Harry Potter – espécie rara".

- Hum. - Draco se aproximou dele, secando seus cabelos com uma toalha – Por que isso? A guerra?

- Não, meus tios me prendiam e me deixavam passando fome. - ele parou, bocejando anticéptico bucal – Nada comparado ao que temos passado nos últimos tempos, claro.

Os dois deixaram o banheiro vestidos apenas com as calças negras que lhes deram, e se deitaram na cama grande e confortável. Draco o olhava sério, acariciando seu rosto devagar.

- Nós vamos sair daqui, Harry. - o moreno concordou, sorrindo, e Draco retribuiu o sorriso. Ambos sentiam que estavam mais perto disso do que nunca.

Depois do pequeno show que fizeram, aguardaram por alguns momentos em um lugar escuro, até que um guarda apareceu, aparatando com eles para aquele quarto. Em seguida, vieram um casal bem vestidos, um homem, uma mulher que lhes trouxe água e frutas, e dois rapazes. Tiveram um tempo para descansar e mais dois clientes vieram antes que pudessem parar e aproveitar o luxo do quarto em que estavam.

Harry beijava Draco devagar, sentindo o corpo cansado depois de tudo o que fizeram e relaxado pelo banho recém tomado, mas tinha certeza de que não teriam muito tempo antes de mais alguém surgir. Não sabiam há quanto tempo estavam ali, mas tinham consciência de que todas essas pessoas significavam um movimento grande, e tentavam encarar isso de forma positiva. Em nenhum momento foram agredidos de qualquer forma, e isso tornava tudo mais fácil. Aquele conforto repentino e inesperado também era bem vindo.

A porta do quarto se abriu e eles nem se voltaram para ver, somente se beijando com mais ênfase, cientes de que, quem quer que fosse, se excitaria com a simples imagem dos dois juntos. E essa consciência de que seduziam com tanta facilidade também fazia bem.

Se aquela era a última etapa para a liberdade, eles estavam no caminho certo.

o0o

A sala era grande, muito grande. Um enorme salão com inúmeros sofás e pequenas mesas espalhadas formando pequenos ambientes sem separação. Cada um desses pequenos conjuntos parecia pertencer a uma pessoa ou a um grupo de pessoas, mas muitos circulavam livremente pelos diversos grupos. Havia homens e mulheres, jovens e velhos. As roupas jogadas sobre os móveis e as joias que as pessoas ainda ostentavam indicavam que todos precisavam ter muito dinheiro para simplesmente estar ali.

Todos, menos os escravos. Porque não havia outro nome para designar aqueles que estavam permanentemente nus, exceto pela coleira ou algemas ou correntes envolvendo suas mãos ou seus pés: algo para prendê-los ou marcá-los como posse. Pois era exatamente essa a sua função ali: agir como propriedade.

Ninguém usava muito roupa e todos estavam, de alguma forma, fazendo sexo ou assistindo outras pessoas fazendo sexo. E, mesmo quando os escravos não estavam envolvidos no ato sexual em si, eles estavam sentados nos colos dos homens, ajoelhados entre as pernas de mulheres, tocando seus corpos de toda e qualquer forma que pudesse servir como estímulo em todo aquele jogo.

Eram jovens, mesmo que não muito belos, e, pelos rostos corados e a expressão de constante êxtase ou necessidade, as vozes doces e subservientes estimulando e implorando para serem tocados, eles estavam sob efeito de algum alucinógeno. Muitas pessoas estavam, não somente escravos, e havia ainda bebidas, comidas e todo tipo de fumo disponível em excesso.

- Isso é nojento. - Draco resmungou, olhando do auto da jaula a multidão que parecia pulsar em suas atividades na sala alguns metros abaixo. Harry concordou com a cabeça e o asco era evidente em seu rosto.

Depois de muitos clientes e um curto período de descanso, os dois foram aparatados de volta para a jaula, já colocada naquele local suspenso, como uma gaiola. Não havia muita luz e a música agora era suave e envolvente, não deixando de ser sexy, e os corpos deslizavam uns pelos outros respeitando seu ritmo em um movimento contínuo, pontuado por um zumbido de sussurros, gemidos e gritos.

E, ainda assim, podia-se localizar algumas pessoas paradas no salão, se tocando ou simplesmente bebendo e olhando diretamente para eles, mas as inúmeras jaulas suspensas onde rapazes e moças se movimentavam lentamente, no ritmo da música, seus corpos imitando os movimentos do coito, alguns em uma sequência contínua do ato de por e tirar a pouca roupa que tinham, em um strip tease sem objetivo claro.

Um homem olhava diretamente para eles e, quando eles notaram, perceberam um sinal sutil como uma ordem para fazerem algo, e decidiram obedecer antes que aquela hesitação colocasse tudo a perder, começando a se beijar e a se tocar, os corpos colados se movendo juntos no ritmo da música, algo perdido entre sexo e dança.

Draco se virou, colando as costas contra o peito de Harry, como se estivesse realmente dançando, e o moreno seguiu seus movimentos, suas mãos tocando seu corpo de forma insinuante, se inclinando para voltar a beijá-lo.

- Eu estou cansado. - o loiro resmungou, aceitando o abraço mais forte de Harry, sem parar de se mover.

- Eu sei. - o moreno comentou – Eu também. Só mais um pouco. Eles não podem ficar aqui o tempo todo.

Draco se virou em seus braços, o beijando mais profundamente.

- Vamos revesar. - ele sussurrou, se ajoelhando no chão e então puxando Harry sobre ele quando se deitou. E Harry entendeu, continuando aquela dança de forma horizontal enquanto Draco, menos visível para quem olhava do salão, aproveitava para descansar ainda que Harry o tocasse continuamente.

- Só não durma. - Harry voltou a beijá-lo e Draco sorriu, acariciando suas costas.

- Daqui a pouco nós trocamos. - ele disse, sorrindo de forma doce, mas então percebeu que Harry havia parado, tenso, seu rosto sério e o olhar fixo em algo no salão – Harry?

O moreno saiu de cima dele, indo se ajoelhar na borda da jaula, segurando as grades com força enquanto olhava para baixo. Draco se ajoelhou ao seu lado e seguiu seu olhar, tentando entender o que estava deixando Harry tão perturbado.

E então viu. Um homem quase idoso, ainda praticamente vestido, somente sua calça aberta com o pênis exposto, que era chupado avidamente por um rapaz ajoelhado entre suas pernas. Suas mãos estavam algemadas para trás e não era possível ver seu rosto, mas ele usava uma coleira.

E era, definitivamente, familiarmente, ruivo e sardento.

- Weasley. - Draco disse, baixo – Oh, Harry. - ele puxou o moreno pelos ombros, o afastando das grades, o afastando daquela cena, mas ele resistia.

- É o Ron, Draco! É o Ron! Eles pegaram o Ron! - sua voz era febril e ele começava a falar em um tom alarmantemente alto.

Draco o puxou com força contra o próprio peito, envolvendo Harry com os braços em uma tentativa de tentar acalmá-lo, mas o moreno lutava contra ele.

- Harry, eles pegaram ele antes do que a gente! Harry, nós precisamos pensar, por favor, fica calmo!

- É O RON! - Harry disse em desespero, como se esse fato justificasse tudo e Draco não fosse capaz de entender.

Na periferia de seu olhar, o loiro percebeu uma movimentação na sala, pessoas apontando para os dois, e apertou Harry com mais força contra o peito, sentindo as primeiras lágrimas de desespero correrem pelo seu rosto.

- Harry, por favor, por favor, me escuta, Harry. Eu sei que é o Ron. Eu sei que é ele e eu sei o que ele significa para você. Mas olha lá, eles estão vendo você, Harry, eles vão vir e vão nos pegar e eles podem fazer qualquer coisa e eu não quero isso. Se acalma, Harry, por favor. Eu não quero que eles te levem! - ele sentiu o moreno parar de se debater em seus braços e afrouxou um pouco o aperto, beijando seu rosto – Eu te amo. - ele disse, em desespero – Eu te amo e não vou deixar eles te pegarem de novo, Harry.

As mãos de Harry correram seus braços, o abraçando de volta e Draco percebeu que ele também estava chorando pela sua respiração.

- Eu também te amo. Eu não vou te deixar sozinho. - a voz de Harry era baixa e trêmula, mas foi o suficiente para Draco. Ele pousou a cabeça contra seu ombro, o choro descontrolado, perdido naquele calor que era só deles.

Eles estavam perdidos.

-:=:-

NA: Este capítulo é dedicado a todos aqueles que estão desde o começo da fic se perguntando: Mas e o Ron?

O Ron vem no próximo XD

E eles se amam, olha só que lindo! :own:

Espero que tenham gostado XD

Beijos e semana que vem tem Moonlit – que eu estou escrevendo neste momento – então nos vemos daqui 15 dias o/

Beijos