Neji acordou na manhã seguinte e passou as mãos pela cama, a procura de Tenten. Sentiu os lençóis frios e vazios e abriu os olhos.
-Não acredito nisso... – disse mais pra si mesmo do que para fora.
O moreno se vestiu o mais rápido que conseguia e foi em direção a porta de entrada.
-Então, quando vocês puderem me dar uma data fixa e um valor mais preciso, eu posso ver o que podemos encaixar na agenda. –Tenten falava ao telefone, de costas para Neji, vestindo uma de suas camisas. – Não, eles não possuem essa disponibilidade. Temos abertura para pequenos eventos, no máximo meia hora de duração. – A moça se virou e o viu parado ali. – O senhor poderia me ligar uma outra hora?! É que não posso decidir esses pormenores sem a presença deles. Pode ser amanhã pela manhã, que estarei disponível.
Neji cruzou os braços e esperou.
-Vai ficar parado aí me olhando?
Neji sorriu. Se Tenten havia voltado a ser grossa e havia perdido um pouco da vergonha, nada havia mudado entre eles.
-Você ainda quer conversar sobre tudo que aconteceu? – disse o Hyuuga.
A morena andou até o sofá e sentou-se, batendo no espaço ao seu lado. O rapaz sentou-se ao lado da Mitsashi e esperou.
-Acho que no começo, eu confundi algumas coisas. Não estava sabendo lidar muito bem com esse seu interesse, fiquei achando que pra isso acontecer, nossa amizade tinha que sofrer. Mas como nos conhecemos muito bem, acho que vamos saber levar isso numa boa.
Neji foi em direção à cozinha, passou as mãos em duas xícaras de café e sentou-se ao lado da Mitsashi, estendo umas das xícaras de café à ela. Os dois olharam-se enquanto bebiam, observando a luz do sol se infiltrando pela sala de forma preguiçosa.
-x-
Na manhã seguinte, Ino tratou de sair correndo do apartamento de Gaara o mais cedo que conseguiu. Ela já havia se deixado levar, não queria que ela pensasse que aquilo poderia se repetir sempre que ele quisesse.
Quando chegou em casa, tinha intenção de ir direto para o quarto de Sakura e contar cada detalhe da noite maravilhosa que tivera, mas desistiu no momento em que viu roupas masculinas e umas peças de roupa de Sakura espalhadas pela casa. Ficou um pouco sem reação, então resolveu ir tomar um banho rápido e se esconder em seu quarto, onde ligaria para Hinata ou para Tenten, se a última não estivesse muito ocupada com Neji.
Quando a loira estava devidamente limpa e cheirosa, sentou-se na cama, se enrolou em seu cobertor e ligou para Hinata. A morena estava em maiores condições de atendera, sem contar que não atrapalharia o momento romântico de ninguém. Enquanto continuava a conversa com a Hyuuga, escutou barulhos vindos do quarto de Sakura e apressou a ligação. Não queria que o casal se sentisse intimidado porque ela estava ali.
Mas mal a moça desligou o telefone e o enfiou embaixo do cobertor para voltar a dormir, o aparelho vibrou. Um número desconhecido aparecia na tela e ela não sabia se atendia ou não. Demorou alguns segundos para decidir, até que por fim, atendeu.
-Alô?! – disse a Yamanaka, baixo.
-Sou eu. – Aquela voz, mesmo longe fisicamente e com o tom modificado pelo microfone do celular, ainda tinha o poder de arrepiar a loira por inteiro. – Porque foi embora tão cedo? Não foi muito divertido acordar e não ver você aqui. – Gaara fez uma pausa. – Podia ao menos ter me deixado um bilhete para que eu ficasse mais aliviado de que fiz por merecer a sua maravilhosa companhia.
Ino fechou os olhos, apreciando a sensação daquelas palavras em seu coração e sorriu, mesmo que ele não pudesse ver. Passaram um tempo a mais conversando sobre nada, fazendo planos para os outros dias, e a Yamanaka se perguntou quanto tempo levaria para que ela se apaixonasse por Gaara no Sabaku.
-x-
Sakura acordou e sorriu para si mesma ao ver Sasuke ao seu lado. Estava tão feliz em ter o Uchiha ao seu lado que até temia o futuro.
Tinha um emprego fixo, um namorado lindo e incrível, amigas presentes e leais, a faculdade ia bem. Só faltava sua mãe perto de si e sua felicidade estaria completa. Pensando nisso, Sakura levantou-se, mas foi impedida por um braço forte e com a pele quente, que segurou-a firmemente.
-Onde pensa que vai, senhorita Haruno? – perguntou o moreno, ainda sonolento.
-Estava pensando na vida e resolvi levantar, porque eu preciso trabalhar. – ela sorriu. – Meu patrão não gosta de atrasos.
Sasuke levantou a sobrancelha esquerda e sentou-se na cama, o lençol escorregando pelo tronco desnudo, dando a Sakura a certeza de que a noite anterior realmente aconteceu.
Os dois saíram silenciosamente da casa de Sakura, pois repararam que a porta do quarto de Ino estava fechada e não queriam acordá-la. Foram conversando durante o trajeto até a Park Avenue, e desceram do carro quando o telefone de Sakura tocou.
-Pode ir subindo, preciso atender. – era uma ligação da faculdade.
Sasuke passou por ela, depositando um beijo em sua testa, enquanto passava pela portaria e maneava a cabeça em um cumprimento ao porteiro. Chegou ao andar de seu apartamento e esqueceu-se que havia deixado um envelope com umas impressões do escritório dentro do porta-luvas e resolveu descer, já irritado pelo deslocamento desnecessário.
Quando chegou à portaria, estancou, e a raiva tomou conta de si quase instantaneamente.
=o=
Sakura estava falando com seu orientador do curso sobre algumas matérias e o desempenho da rósea referente à elas, quando Craig, o convidado abusado de Sasuke, apareceu bem ao seu lado. O homem encostou em seu ombro, em um toque bem diferente do usado na festa, e ela desligou o telefone, esperando ele dizer o que viera dizer.
-Bom dia. – ele disse. – Sei que tivemos um péssimo começo. Mas eu preciso te informar algo urgentemente.
Sakura franziu o cenho, sem entender o que ele estaria querendo dizer.
-Melissa. – ele continuou. – Eu e ela nos relacionávamos há algum tempo, até ela conhecer o Sasuke. Ficamos sem nos ver por um tempo, mas depois que Sasuke a deixou, ela voltou a me procurar. Continuamos a nos ver, e ela sempre falava de como estava com raiva do Sasuke e que iria atingi-lo onde mais doeria. Ela está há semanas remoendo isso e pretende se vingar. Pediu minha ajuda para executar um plano. Vim te alertar, porque acho que ela vai fazer algo que eu não tenha conhecimento e que pode causar uma tragédia. Então, fique atenta!
-Mas o que ela pode fazer? Não vejo como ela pode machucar Sasuke sem que ele perceba.
-Porque ela não vai machucar Sasuke. Vai machucar as pessoas que ele ama. Se eu conseguir descobrir que tipo de plano ela tem em mente, te informo o mais rápido que conseguir. – o homem se afastou um pouco, não sem antes tocar a bochecha de Sakura com a mão direita, um gesto de carinho.
Sakura sacudiu a cabeça em negativa e se virou para entrar no prédio, mas deu de cara com Sasuke parado na portaria, com cara de poucos amigos.
-O que ele queria aqui? E porque estava tocando você daquela forma?
Sakura pensou e decidiu que não falaria nada. Não iria perturbar o Uchiha com bobagens se nem sabia se realmente Melissa estava armando alguma coisa. Depois eles poderiam investigar e tomar as precauções necessárias.
-Nada. Veio me pedir desculpas pelo comportamento daquela noite.
Sasuke não engoliu muito a resposta de Sakura, mas decidiu relevar. Teria tempo para descobrir a verdade.
=o=
Sasuke resolveu terminar o trabalho no escritório. Não conseguia se concentrar em casa, sabendo que Sakura estava ali, circulando pela casa livremente. Seu peito ainda ardia de raiva da cena que presenciou mais cedo na portaria. Precisava sair de casa senão acabaria fazendo coisas que não queria.
Juntou todos os papéis e os pertences que precisaria para trabalhar tranquilo, e saiu do escritório. A casa estava bastante silenciosa, alterado apenas pelo som do videogame que Katsu jogava. Foi até o quarto do filho, esperando encontrar Sakura com ele, mas não a viu.
Cismado, resolveu ir até o quarto da moça.
-Eu não sei o que pode ser feito. Estou no trabalho agora e não tenho condições de te encontrar agora. - dizia Sakura. - Além do mais, não posso fazer isso. Sasuke não gostou da sua vinda até aqui hoje pela manhã. Então não a repita. - ela fez uma pausa. - Tudo bem. Daqui há uma hora, quando eu colocar Katsu-kun para dormir.
Sasuke sentiu o sangue ferver, e resolveu falar com Sakura depois que voltasse. Precisava trabalhar e não iria deixar que isso o afetasse naquele momento.
=o=
Sakura saiu de casa e deixou Katsu dormindo tranquilamente. Não pretendia demorar mais de vinte minutos, já que Sasuke havia saído e não disse quando voltaria. Ao chegar na portaria, avisou ao porteiro que iria sair rapidamente e que Katsu estava dormindo.
Sakura caminhou duas quadra e encontrou com Craig em um café de esquina. O homem levantou-se rapidamente quando a viu e a segurou pelo braço.
-Você precisa voltar para o apartamento agora!
-Mas por que? Você fez eu vir até aqui para voltar?
-A Melissa conseguiu se infiltrar no prédio. Ela vai incendiar o apartamento.
Sakura vacilou e sentiu sua cabeça girar. Katsu estava em casa, sozinho.
Oláááááááááá, pessoinhas!
Sei que demorei meses pra postaralgo, sei que foi um capítulo safado pra quem se ausentou tanto, mas minha vida tá uma loucura que tá difícil até dormir. E vocês sabem como inspiração é suscetível à mudanças por conta dessas coisas.
Então me perdoem pela demora e me digam logo o que acharam!
Será que a Melissa vai conseguir o que ela quer? E o Sasuke, como vai reagir? E a Sakura?
Isso eu só vou contar no próximo capítulo! Espero que vocês tenham gostado!
Beijos!
