Ela acorda e se espreguiça. Sentia-se mais animada e disposta,ela toca o peito do namorado, fazendo um carinho. Gaara pega sua mão e leva aos lábios, beijando-a. – Bom dia, como se sente? Dormiu bem?

-Sim, estou ótima, agora é sua vez de descansar. – Ele a puxa para perto e lhe dá um longo beijo, acariciando sua face em seguida. – Não se preocupe comigo. Não estou cansado.

-Mas você ficou de vigília até a agora, precisa descansar um pouco.

-Eu estou bem. Quer partir já? Acho que nossos amigos estão a nossa espera, no País da Grama. – Ela levanta e se alonga. Gaara também se levanta e acompanha cada movimento dela. Ele a puxa para seus braços. – Será ótimo quando tudo isso terminar. Poderemos voltar para o País do Vento. Você irá comigo, certo?

-Claro. Não vejo a hora de poder ficar um pouco com você em nosso novo apartamento. Ainda não usei banheira de lá. – Ele a puxa de encontro ao seu corpo. –Você poderá ficar lá quanto tempo quiser. – Ela o beija. – Vamos?

Eles se põem a caminho, rapidamente. Estavam á quatro horas da fronteira entre os Países do Fogo e da Grama. Eles passam pelas árvores velozmente e logo avistam a Ponte do Céu e Terra. Ino sente um arrepio de excitação. Estavam perto de acabar de vez com aquela tramóia. Eles atravessam a ponte e seguem em frente. Logo estariam no local.

XXX

O Daimyo olhava para a recepção do prédio. Havia corpos espalhados por todo o lugar. Ele tinha ficado desconfiado quando soubera que dois funcionários, um recepcionista e uma faxineira, tinham sido encontrados desmaiados e não se lembravam de nada do que tinha acontecido. Sabia que aquele era um jutsu do clã Yamanaka. Mas Yamanaka Ino estava morta, então havia outra pessoa investigando. Os ninjas estavam ali para proteger o local, mas agora estavam mortos. O Daimyo tinha sido chamado em sua casa antes do dia clarear. Ele sobe até sua sala, abrindo e entrando. Para assustado ao ver a desordem. Gavetas abertas e reviradas, objetos jogados no chão, coisas quebradas. Ele corre e abre a gaveta da mesa, mas vê que os documentos que tinha guardado ali haviam desaparecido. Ele desaba sobre a cadeira. Sabia que estava acabado. Se aqueles documentos caíssem nas mãos de Naruto ou de Gaara, seria o fim de sua liberdade. Iria para a cadeia. Ele precisava fugir para bem longe. Mas ele iria se vingar, um dia ele descobriria quem estava por trás disso. Ele sai do prédio, sem avisar ninguém e rapidamente volta para casa. Meia hora depois ele saia com uma mala em direção ao porto. Iria sumir enquanto ainda podia.

XXX

Eles chegam ao local e vêem vários ninjas da Folha. Há aproximadamente seiscentos metros deles havia uma grande construção quadrada, de dois andares. Naruto os avista e acena para que eles se aproximem. Ao seu lado estavam Sai e Shikamaru. Assim que Ino chega, Shikamaru a olha irritado. – Olá, Yamanaka. Como vai? Desde quando você ataca um membro do meu clã?

-Shikamaru, me perdoe, mas Temari estava muito nervosa e eu fiquei preocupada com o bebê. Não me odeie, por favor. – Shikamaru a olha, depois a abraça. – Sabe que jamais conseguiria odiá-la, minha irmã, mas nunca mais faça isso. – Ela concorda. Naruto olha para eles. – Muito bem, agora que tal vocês começarem a trabalhar? Yamanaka, preciso de informações. Shikamaru, você e Sai dêem cobertura a ela. Sai, comporte-se, não quero ter que mandar prendê-lo por atacar uma parceira de time, agora vão. – Ino olha para Gaara e depois se distancia junto com os outros. Naruto olha para o amigo. – Espero que desculpe Konoha pelo incidente. Foi o próprio Sai que me contou o que tinha acontecido, ele está arrependido e sei que Ino já deve tê-lo perdoado. Ela nunca fica com raiva dos amigos por muito tempo. – Gaara concorda e muda de assunto. Não queria mais discutir aquele episódio. – Como estão as coisas aqui?

-Onoki e os ninjas da Pedra estão do outro lado do prédio, aguardando para invadirem o local. Eu disse a Onoki que tínhamos vários ninjas que poderiam se infiltrar, mas ele queria esperar por Ino. Ela conquistou a confiança dele, o que não é algo muito fácil. – Gaara concorda, tinha percebido que Onoki passara a respeitar Ino durante o jantar em sua casa. Ele observa Ino e os outros que já estavam bem próximos do local. – Onde está Sasuke?

-Ele voltou para casa. Achei que não seria uma boa idéia que o vissem aqui. Depois que tudo acabar eu e Ino negociaremos o perdão dele junto aos outros chefes de estado. – Gaara concorda, seria difícil explicar a presença do Uchiha junto aos ninjas de Konoha.

Ino olhava em volta, enquanto Sai e Shikamaru aguardavam. Eles esperavam que alguém saísse do prédio para que Ino pudesse transferir sua mente. Havia muita movimentação no local. Eles vêem vários ninjas andando por ali. Após alguns minutos, um rapaz se aproxima de onde eles estão. Shikamaru o prende com o Kagemane no Jutsu e Ino executa o Shintenshin no Jutsu, transferindo sua mente. Shikamaru então libera o jutsu e esconde o corpo da companheira. Sai olha para ela. – Volte o mais rápido possível, se precisar de ajuda me chame pelo comunicador. –Ele lhe entrega o aparelho e Ino o coloca no bolso, entrando no prédio. Ela percorre todo o local. Tinha pouco tempo. Havia centenas de tarjas explosivas espalhadas por todo o prédio, ela vê pelo menos quinhentos ninjas ali dentro, continua andando e sai em um grande galpão. Fica surpresa, havia armas ali, muitas armas e munições. Tinha memorizado todo o interior e poderia fazer um mapa do lugar para Naruto. Agora precisava sair do prédio e voltar ao seu corpo. Ela olha para os lados e rapidamente volta para junto dos amigos. – Você demorou Yamanaka. – Ela volta ao seu corpo, o ninja olha assustado para os três, mas Sai rapidamente lhe derruba com um soco forte. Eles voltam para perto de Naruto. – Vocês demoraram, está tudo bem? – Ino concorda e descreve o que tinha visto dentro do prédio. Ela desenha a planta do local e entrega para Naruto. Ele e Gaara estudam o local junto com Shikamaru. Ino olha em volta, e vê vários de seus amigos ali, á espera da ordem para entrar. – Muito bem, Ino fique aqui e coordene a comunicação. Preciso que você coloque um ninja sensorial junto á Onoki, por favor. – Ino concorda. Ela fecha os olhos e se concentra, procurando por Fuu. Logo o encontra.

-Fuu-sama, preciso de um sensorial ao lado de Onoki, mande alguém que não possa ler pensamentos e também não se ofenda com facilidade. – Gaara sorri ao ouvir as recomendações da namorada.

-Certo, Ino-sama. Enviarei Shinji, está bem?Ino ouve a mensagem em sua mente. Ela olha para Naruto. – Fuu enviará Yamanaka Shinji até Onoki. – Naruto concorda. – Peça a ele para cercar o perímetro.

-Fuu-sama, envie sensores e cerque o perímetro, ninguém deverá se aproximar do prédio.

-Correto, Ino-sama. – Gaara acompanhava a comunicação. Ela o olha e dá um pequeno sorriso que ele retribui.

-Yamanaka, precisamos tirar os ninjas lá de dentro, com a quantidade de tarjas explosivas que você viu, será perigoso entrarmos. Encontre Aburame Shino, quero falar com ele. – Ino concorda e chama Fuu novamente. – Fuu-sama, preciso encontrar Aburame Shino, quem está próximo?

-Ino, Kaori está próximo á Inuzuka e Aburame. –Ino agradece e chama pelo outro ninja. –Kaori, Naruto precisa falar com Shino Aburame. –Ino aguarda até ouvir a voz do amigo em sua mente. –Pronto, Ino. –Ino se aproxima de Naruto e esticando o corpo tenta colocar a mão sobre sua cabeça. Naruto se abaixa um pouco. –Ainda não cresceu, Yamanaka?

-Engraçadinho. Shino está pronto. – Ino fecha os olhos, ela mantém a mão direita sobre a cabeça de Naruto e com a esquerda ela faz o sinal de jutsu, encostando os dedos indicador e médio ao seu rosto, com a cabeça ligeiramente abaixada. Gaara admirava a eficiência de sua namorada. Ela era incrível. Naruto ouve a voz de Shino em sua mente. –Diga, Naruto estamos posicionados perto da entrada do prédio.

-Shino, preciso tirar os ninjas de dentro do prédio e pegá-los do lado de fora. O prédio está cheio de tarjas explosivas e será perigosa a entrada de nossos ninjas. Infeste o lugar com seus insetos, quando eles saírem os ninjas da Pedra e da Folha darão conta do recado.

-Certo Naruto. Estaremos prontos, basta dar o sinal.

-Aguardem. –Ele se levanta e Ino abre os olhos. – Ino, preciso falar com Onoki sobre a estratégia adotada. Conecte-o, por favor.

-Naruto, vou me posicionar próximo a entrada, ao lado do Aburame, posso eliminar muitos ninjas com a areia. – Gaara avisa. Sabia que poderia ajudar muito.

-Será que é uma boa idéia, Gaara? Você é o Daimyo, não deveria participar de forma ofensiva. Não poderemos garantir sua segurança.

-Como se ele precisasse Naruto. Gaara é tão forte quanto você. – Ino fala olhando com orgulho para o namorado. Sabia que ele queria acabar logo com aquele ataque. – Está bem. Mas espere que eu fale com Onoki. –Ino chama pelo ninja que deveria estar ao lado do Tsuchikage. -Shinji, Naruto quer falar com Onoki-sama.

-Aguarde, Ino-sama, vou conectá-lo. -Ino aguarda. – Ino-sama, estou com problemas, Onoki-sama diz que não aceita se conectar para comunicação. Diz que apenas aceita que você o conecte. -Ino solta um suspiro de exasperação. –Certo, Shinji, aguarde um pouco. –Ela olha para Naruto, irritada. –Problemas, Yamanaka?

-Aquele velho teimoso e desconfiado, não aceita se conectar. Ele exige minha presença.

Naruto pragueja em voz alta e pensa um pouco. –Tudo bem, vá ate ele, mas deixe claro que essa é uma demonstração de boa vontade para um futuro aliado. Não gosto de idéia de não tê-la por perto em uma ofensiva com esta. Deixe a comunicação comigo aberta. E peça a Fuu que mande outro ninja para comunicação. E, Ino, volte logo. – Ino concorda e chama por Shinji novamente. – Shinji, avise Onoki-sama que eu estou indo até aí.

-Certo, Ino-sama, estaremos aguardando. – Ino chama por Fuu. – Fuu-sama, eu vou auxiliar Shinji junto ao Tsuchikage, você precisa mandar outro ninja sensorial para ficar junto ao Hokage. Mande alguém que esteja de bom humor e que não se irrite facilmente, Naruto-sama está estressado, acho que não dormiu o suficiente.

-Muito engraçadinha, Yamanaka, saiba que tenho uma pilha de missões só aguardando seu retorno.

-Esqueça Naruto, Ino irá morar comigo no País do Vento quando esta ofensiva acabar. Arrume outro investigador para enviar em missões daqui para frente. – Gaara fala olhando sério para o amigo. Naruto olha para os dois. – Gaara, espero que você e seu irmão entendam que estão me tirando minha melhor investigadora e uma grande amiga, cuidem bem dela. Ino infernize a vida do Kazekage tanto quanto você infernizou a minha nos últimos anos. – Ela ri do comentário. Sabia que sentiria saudade de Naruto, apesar das discussões, ela o respeitava e admirava. – Não se preocupe Naruto, pretendo trabalhar em Suna com a mesma eficiência e dedicação que trabalhei em Konoha e tenho certeza de que o Kazekage não se importará em me enviar para Konoha em missão, caso você precise.

-Não posso responder pelo meu irmão, mas eu não pretendo deixar você sair do meu lado. – Gaara a puxa para seus braços. Na verdade não gostaria que ela continuasse correndo tanto perigo como estava acostumada. – Sabe que como minha esposa sempre será alvo para meus inimigos, terá que tomar mais cuidado.

-Eu sei me defender, Gaara. Mas entendo o que você diz, não quero que você fique preocupado cada vez que eu sair em missão. Pretendo trabalhar mais como suporte dentro do laboratório, está bem assim? Posso trabalhar no processamento de provas. – Ele concorda e a beija. Ino era inteligente e entendera que sua vida seria diferente a partir do momento em que se casassem. –Naruto, Fuu já está lhe enviando outro sensorial, eu vou me juntar aos ninjas da Pedra. – Ela acaba de falar e sai correndo bem rápido.

-Você é um homem de sorte, Gaara. Tenho certeza de que serão felizes. Pretendem se casar em Konoha?

-Na verdade não tinha pensado nisso, mas acho que Ino gostará de se casar lá junto dos amigos. Mas teremos que fazer uma cerimônia em Suna também. – Alguns minutos depois, eles vêem uma ninja loira de olhos azuis se aproximando. A moça faz uma reverência. –Naruto-sama, Fuu-sama me enviou para ajudá-los com a comunicação.

-Certo, Mariko, preciso falar com Onoki-sama. Descubra se Yamanaka Ino já chegou junto á ele, por favor. – A moça chama por Ino e aguarda. – Pronto, estou aqui junto á Onoki. Diga a Naruto que podemos nos conectar. - Ino tinha acabado de chegar ao lado dos ninjas da Pedra. Onoki a olhava sério, Ino estende a mão e coloca sobre a cabeça do Tsuchikage e aguarda. Logo Onoki ouve a voz de Naruto em sua mente. – Onoki-sama, pretendemos tirar os ninjas de dentro do prédio e rendê-los do lado de fora. Há tarjas explosivas espalhadas por todo o local, não será seguro entrarmos lá. O Daimyo do Vento irá se juntar aos nossos ninjas na entrada do prédio. Mande o maior número possível de shinobis para lá.

-Quantos ninjas você pretende enviar Naruto? Mandarei a mesma quantidade. – Ino disfarça um sorriso, o homem era extremamente difícil, mas ela gostava dele.

- Mandarei todos os ninjas da Folha que estão aqui, aproximadamente trezentos shinobis. Gaara e eu também estaremos lá. Os ninjas da Areia não chegarão á tempo. Porém conseguimos avisar Kankuro e sua escolta quando estavam a caminho de Suna, ele deve chegar logo aqui.

- Está bem Naruto, mandarei trezentos ninjas também. O restante ficará aqui comigo. Eu não pretendo me juntar a você e Gaara-sama, estou com dor nas costas.

-Sinto em ouvir isso, Onoki. Gostaria de recebê-lo em nossa vila, será uma honra. Enviei Yamanaka Ino até você em sinal de boa vontade, espero que aprecie isso.

- Eu aprecio, Naruto. Imagino que ela estará lá para negociarmos os termos de nossa aliança, estou certo? – Naruto ouve isso e olha para Gaara, sabia que o amigo não gostaria disso, ele queria que Ino voltasse com ele para o País do Vento. – Não posso prometer que Yamanaka Ino ainda estará em Konoha, quando o recebermos lá, mas com certeza o novo líder do clã Yamanaka terá um grande prazer em recebê-lo ao meu lado.

- Depois discutiremos sobre isso Naruto. Agora vamos eliminar este exército de renegados. -Onoki fecha a comunicação ente eles.

-Eu não sei como Ino conseguiu conquistar a confiança desse homem, ele é impossível. Aconteceu algo estranho durante o jantar? Algo que pudesse justificar essa admiração que ele sente por sua namorada?

Gaara pensa um pouco, na verdade ele ficara tão irritado durante o jantar na casa de Onoki por conta da atenção que Ino estava dedicando á Hisashi, que não prestara muita atenção ao resto. Percebera que Hana tentava chamar sua atenção, mas estava mais interessado em Ino. Lembrava que Hana tinha começado a sentir dores de cabeça repentinamente e que Ino a aliviara do mal estar. Ele comenta isso com Naruto que começa a rir. – Hana é aquela sua ex-namorada de que me falou uma vez correto? Ino sabia sobre ela? – Gaara confirma, ele e Naruto eram grandes amigos e ele tinha lhe contado sobre Hana. – Ela começou a sentir dor de cabeça de repente e você não desconfiou de nada?

- Do que está falando, Naruto? – Gaara pergunta confuso.

-Gaara, Ino é a líder de um clã especializado em infiltração e espionagem, mas também em tortura. O avô de Ino desenvolveu jutsus para provocar dor, como forma de obter informação. Provocar dor de cabeça em várias intensidades é um desses jutsus, pelo jeito Ino se irritou com Hana por algum motivo e á torturou um pouco e Onoki percebeu, com certeza deve ter ficado admirado pelo potencial de sua namorada.

Gaara pensa um pouco, Hana começou a sentir dor de cabeça quando começou a falar sobre o relacionamento que eles mantiveram no passado. Aquilo o tinha ferido, por mais que não quisesse admitir. Então Ino tinha dado um jeito de Hana deixá-lo em paz? Ele sorri, mais uma vez Ino se preocupara com seu bem-estar. Ele olha para o amigo. – É melhor nos juntarmos aos outros.

XXX

Ino olhava para Onoki, o homem lhe parecia cansado. – Onoki-sama, gostaria que eu aliviasse sua dor nas costas? – Ele confirma e então Ino lhe aplica um ninjutsu médico. Onoki então olha para ela agradecido. –Se você já não estivesse comprometida, eu a pediria em casamento. – Ino não pode deixar de sorrir. – É uma pena que eu não o tenha conhecido antes, Onoki-sama. – Ambos riem. –Sabaku no Gaara é um homem de muita sorte. – Ele olha em volta, perto deles estavam Hisashi e Hana, esta última mantinha o máximo possível de distância de Ino. – Venha comigo, Ino, gostaria de conversar com você em particular. – Ino o olha sério e o acompanha até um ponto um pouco distante de onde estão próximo de algumas árvores, ela então o ouve com atenção e respeito.

Quando ele termina de falar olha para a jovem a sua frente. – Conto com sua discrição, Ino. Você demonstrou ser digna de minha confiança. Gostaria de contar com seu apoio.

- Farei o que for possível para auxiliá-lo, Onoki-sama. E tenho certeza de que tanto Gaara quanto Naruto farão o mesmo. Pode contar com a força de seus aliados. – Ele concorda com a cabeça.

Depois eles ficam observando a movimentação dos ninjas da Pedra que partem em direção ao prédio. Passado algum tempo, Ino olha para o Tsuchikage. – Ainda precisa de mim, Onoki-sama? Tenho que voltar para perto de Naruto.

-Quero falar com o Daimyo do Vento. – Ino concorda e chama por Mariko.

-Mariko, o Tsuchikage quer falar com Gaara-sama. Pode nos conectar?

-Gaara-sama, Onoki-sama quer falar-lhe. – Gaara concorda e se abaixa para que a ninja coloque a mão sobre sua cabeça.

-Gaara, pretendo voltar a Vila da Pedra, estou muito cansado para esse tipo de evento. Portanto vou deixar-lhe no comando de meus ninjas. Ino acompanhará o restante de meu exército, caso precisem de mais homens. Estou partindo com dois shibonis como escolta.

-Tudo bem, Onoki. Diga a Ino que nos encontre na saída do prédio, nós a aguardaremos lá.

-Certo, diga a Naruto que pretendo visitar Konoha em breve, Ino irá falar com ele antes. Já passei minhas instruções á ela. –Ino não pode deixar de sorrir, o homem parecia esquecer que ela era uma ninja da Folha e que Gaara era seu namorado. Onoki falava como se ela fosse sua subordinada. Gaara pensava o mesmo

-Onoki, não posso responder por Yamanaka Ino, ela é uma kunoichi de Konoha, ainda.

-Sim, mas eu quero que ela seja a minha ninja de comunicação entre minha vila e as vilas da Folha e da Areia. – Onoki fecha a comunicação e despedindo-se de Ino, se afasta em direção á sua vila. Ino o acompanha com os olhos e depois solta um suspiro, olhando em volta. Havia mais cem ninjas da Pedra ali. Onoki lhe tinha pedido que os comandasse até o prédio. Ela chama dois capitães que estavam próximos e dá ordens para que todos a acompanhem. Rápido eles se dirigem ao local onde estavam Naruto e Gaara.

Gaara observa a quantidade de ninjas da Pedra se deslocando em direção ao prédio. Ino estava entre eles. Ela pede aos capitães que esperem juntos aos outros ninjas da Pedra e se aproxima do namorado. Ele e Naruto já estavam a postos. – Estamos prontos. – Naruto então dá o sinal para Shino que rapidamente, junto com outros ninjas do clã Aburame, envia uma enorme quantidade de insetos para dentro do prédio. Eles ficam aguardando, não demora muito e vários ninjas começam a correr para fora. Rapidamente eles vão sendo capturados. Logo os ninjas que vêem atrás percebem que há algo errado e a batalha começa. Gaara levanta uma grande muralha utilizando a areia do solo e cerca os ninjas, aprisionando-os. Ele também cria duas enormes mãos de areia e segura outros ninjas que tentam fugir. A balança pendia favoravelmente para os ninjas da Folha e da Pedra. Ino vê Kankuro se aproximando de onde eles estão.

-Atrasado como sempre, Sabaku. – O amigo sorri para ela e depois se vira para o irmão. – Precisa de ajuda, ou devo cuidar de sua namorada por você.

- Ino pode se cuidar sozinha. Coordene os ninjas da Pedra que ainda não entraram na luta. Eles devem ficar na retaguarda, caso alguém consiga passar por nós.

Kankuro concorda e se afasta. Ino lutava contra dois ninjas renegados. Os dois eram bons mas ela era melhor e rapidamente ambos estão caídos. Explosões são ouvidas e Ino olha para o prédio. Ninjas saiam de lá lançando kunais com tarjas explosivas enroladas. Ela se preocupa. – Naruto não esqueça que essas kunais podem conter veneno.

-Já pensei nisso. A equipe médica está a postos com várias doses do antídoto criados por você e Sakura. Shizune e Tsunade estão lá. E provavelmente Sakura também, ela estava junto com Kankuro.

Ino continua olhando a saída do prédio e vê uma figura conhecida. Ela para de lutar e observa Nogushi Ayako saindo do prédio. Ela atira um kunai, sem intenção de acertá-lo, apenas para chamar sua atenção. Ayako olha para frente vê Ino parada há alguns metros.

-Pensei que estivesse morta.

-Sinto decepcioná-lo.

-Não faz mal, pretende corrigir isso agora. – Ino ri. – Acha mesmo que pode me matar? Por favor, você não tem competência para isso. Não conseguiu nem me assustar quando eu estava presa.

-Você teve sorte, seu amante estava nos vigiando, senão eu a teria feito confessar qualquer coisa que eu quisesse.

-Tortura não me assusta, Ayako, nem ameaças. – Gaara observava Ino e Ayako, enquanto lutava. Ino parecia subestimar a força do outro.

- Vou matá-la e depois sairei daqui.

-Yamanaka, acabe com ele logo. – Naruto tinha reconhecido o nome do outro. Sabia que ele tentará obter informações de Ino quando ela estivera presa em Suna.

-Pode deixar Naruto. – Dizendo isso ela investe e direção ao outro que sem alternativa se defende com kunais. Ele era forte, mas Ino era rápida, ela o atinge no ombro e se afasta. – Pretende mesmo me matar? Só se for de tédio. – O outro se irrita e tenta acertá-la com uma kunai que Ino bloqueia e joga longe. – Então Ayako, quando vai começar a me atacar de verdade?

- Sua vadia. – Novamente ele tenta atacá-la e novamente Ino o bloqueia. Ela atira várias shurikens e o acerta nas mãos, braços e peito. O homem cai de joelhos e Ino aguarda. – Entregue-se e será poupado.

Ayako levanta os braços. – Eu me rendo. – Ino se aproxima com cuidado. Sabia que o homem era traiçoeiro. – Muito bem, fique de pé e coloque suas armas no chão. – O homem obedece. – Agora vire de costas e coloque suas mãos para trás. – Novamente o homem obedece e rapidamente um ninja da Pedra que estava próximo o prende com uma corda e depois o leva para junto dos outros. Os renegados que ainda lutavam e que viram o chefe deles se entregando, também param de lutar e se entregam. São rapidamente amarrados e colocados juntos com os demais. Logo a ofensiva chega ao fim. Ino se aproxima do namorado e o abraça pela cintura.

-Agora acabou. – Ele concorda e beija o alto da cabeça dela. Naruto chega perto também e Ino olha para ele. -Naruto, preciso falar com você. É sobre Onoki. – Ino se afasta de Gaara e olha para Naruto.

-Tudo bem Ino. Vocês irão para a capital do Vento ou voltaram a Konoha?

-Iremos para Konoha, é melhor terminarmos tudo antes de voltarmos para casa. – Gaara responde. Ele olha para a namorada. – Você deve ter coisas a fazer lá. Posso ficar mais dois dias, depois devo voltar à capital do Vento. Naruto você tem noticias do Daimyo do Fogo?

-Kakashi e a ANBU foram para a capital do Fogo prendê-lo, Mifune já foi comunicado sobre todo o incidente e eu já o avisei que não pretendo assumir o posto de Senhor Feudal. Não sirvo para isso.

Gaara sorri, realmente Naruto iria enlouquecer em poucos dias. Ele fica preocupado, com certeza a prioridade seria escolher um novo Daimyo do Fogo, então ele ficaria mais tempo no cargo de Daimyo do Vento. Ele solta um suspiro. Pelo jeito levaria meses até que ele pudesse voltar a Suna. Ele puxa Ino para seus braços.

-Ino, conversaremos sobre Onoki em Konoha, então.

-O que faremos com os prisioneiros?

-Pretendo mandá-los para as vilas de origem, para que sejam punidos pelos seus Kages. Pelo visto têm ninjas de quase todas as vilas aqui. No momento vamos prendê-los dentro deste prédio mesmo. Os ninjas da Pedra e da Folha que estão aqui farão a segurança do local. Mandarei avisar as outras vilas hoje mesmo e com certeza em dois dias eles terão sido levados daqui. Não houve muitos feridos, eles não esperavam ser descobertos tão facilmente e não ofereceram muita resistência. - Naruto se afasta e deixa o casal a sós, Gaara a puxa para um beijo. – Você me deixou impressionado com suas habilidades. – Ela sorri e depois fica séria novamente. – Hana estava lá, mas manteve distância.

-Acho que ela não queria ter dor de cabeça de novo. – Ino olha para ele apreensiva. – Como descobriu?

-Naruto me contou.

-Não ficou zangado? Achei que você não fosse gostar do que fiz a sua ex-namorada.

- Ela mereceu. – Ele a puxa de encontro ao peito. – Você fez aquilo por que percebeu que ela me deixou chateado. Não queria reconhecer, mas ela me atingiu. Obrigado por tê-la feito ficar quieta. – Ino o beija com carinho. – Não precisa me agradecer, gosto de usar minhas habilidades para ajudá-lo. – Eles ficam abraçados até Kankuro se aproximar. – Olá, Ino. Naruto disse que vocês vão para Konoha? – Os dois confirmam. – Então eu irei para Suna imediatamente. Quando pretendem voltar a Capital?

-Daqui dois dias. Ino precisa ajeitar as coisas dela e falar com Naruto.

-Certo, então me despeço aqui. Sakura irá comigo. Naruto cancelou a suspensão dela, mas concedeu dez dias de férias a titulo de prêmio pela participação no caso de Nishimura. Gaara, Temari decidiu se mudar para Konoha, mas ela vai falar com você a respeito.

- Já esperava por isso. – Ele olha para Kankuro um pouco triste. – Parece que vamos nos separar por algum tempo. Mas espero estar de volta a Suna em breve.

- Espero que sim, ser Kazekage é muito difícil, tenho trabalhado quatorze horas por dia, quase todos os dias. Sakura tem me ajudado, mas assim mesmo gostaria de voltar ao meu posto de conselheiro. Vejo vocês quando forem a Suna. – Ele dá um selinho em Ino, o que provoca um olhar enciumado em Gaara e se despede do irmão, se retirando em seguida. Ino percebe o ciúme do namorado e encosta-se a seu peito. – Não seja bobo, eu e seu irmão somos amigos há anos. – Ele concorda com a cabeça e pega a mão dela. – Vamos, temos que seguir para Konoha. - Eles se põem a caminho. Talvez agora eles pudessem relaxar e namorarem um pouco.

XXX

Eles chegam a Konoha no inicio da noite. Estavam todos cansados, mas felizes. Até que enfim aquele pesadelo terminara. Gaara e os irmãos não correriam mais perigo e com certeza a possibilidade de uma guerra estava afastada.

-Ino, vou falar com Kakashi e encontro com vocês em sua casa, daqui mais ou menos uma hora, tudo bem?

-Certo. Nos vemos lá então. – Ino e Gaara se dirigem a casa dela. Ela abre a porta e ele entra, puxando-a para si. – Que tal um banho a dois?

-Esqueça. Eu estou precisando de um banho de imersão, e logo Naruto estará aqui. Com certeza Shikamaru e sua irmã também virão e eu preciso pensar no jantar para todos. Acho que terá que tomar banho sozinho desta vez, Gaara-sama.

-Nem pensar, você vem comigo. – Ele praticamente a arrasta para o banheiro e a despe, colocando-a dentro do Box, enquanto Ino ria. – Você não sabe mais tomar banho sozinho?

-Não, eu gosto de sentir seu corpo junto ao meu, embaixo da água quente. – Ele a puxa para seus braços, beijando-a. – Eu te amo, Ino. Logo estaremos juntos para sempre. Nos casaremos e teremos os cinco filhos que você está planejando, só não sei como pretende cuidar de tantas crianças.

-Pretendo parar de trabalhar como shinobi, para me dedicar aos nossos filhos. – Ela responde séria. – Minha mãe morreu quando eu era pequena e meu pai saia em muitas missões, então eu o via pouco. Passei a maior parte de minha infância morando com a família do Shikamaru. A mãe dele não trabalhava e se dedicava a família. É assim que pretendo fazer também. Cuidar de você e de nossos filhos.

Ele a olha com carinho. Ele também não tivera mãe e o pai sempre o odiara. Ele a aperta junto ao peito. – Você será uma mãe maravilhosa. Mas será muito interessante ter tantas pessoas lendo pensamentos na mesma casa.

-Ou se transformando em areia e se espalhando por todo o lado. –Ambos riem. Gaara sentia-se feliz como nunca tinha sido antes. – Acho que preciso agradecer a Naruto.

-Do que está falando? – Ela pergunta curiosa. – De nós. Se ele não tivesse insistido comigo de levá-la para fazer minha escolta, agora não estaríamos juntos.

-Você não parecia muito inclinado a me levar, mas com certeza levaria a loira que conheceu na festa com o maior prazer.

-Realmente, você estava linda, sexy e maravilhosa, acho que me apaixonei na mesma hora em que te vi. Fiquei contente ao ver que você conhecia minha irmã. Achei que seria mais fácil para vê-la.

- Seus irmãos são ótimos, você tem sorte de tê-los ao seu lado. – Ela o beija e ele acaricia as suas costas enquanto pensava nas palavras dela. – Sim, eu tenho muita sorte mesmo. Mas agora ficaremos separados. Faz anos que moramos juntos na mesma casa. Eu pensava que voltaria logo para Suna, mas vejo que me enganei.

-Acha que teremos que ficar muito tempo na capital? – Ele confirma e ela solta um suspiro. – Não sei o que farei lá. Preciso arrumar uma ocupação. – Ela pensa um pouco e depois dá um sorriso. – Acho que tenho uma idéia, mas precisarei de Temari, vou falar com ela hoje, no jantar. – Ele a beija e a encosta na parede, ela sorri. Gaara gostava de fazer amor durante o banho. Já era hábito para eles. Ele a ergue e Ino passa as pernas pela cintura dele, puxando-o para mais perto e sentindo-o penetrá-la com cuidado. Ele a olha, nunca tinha feito amor no banho antes de conhecê-la, Ino era única em muitas coisas. Ele a ouve gemendo e intensifica os movimentos, logo ambos atingem o orgasmo juntos. Ele a solta, beijando-a longamente. Ela o empurra com gentileza. – Vamos sair daqui logo, antes que Naruto apareça.

-E como ele entraria aqui? Eu tranquei a porta.

-Ele tem a chave, assim como seu irmão e Shikamaru.

Para Gaara era estranho que outras pessoas entrassem em sua casa sem a presença dele, esperava que Ino não distribuísse a chave da casa deles para os amigos. Ela o olha e percebe que Gaara não aprovava aquela prática. – Gaara, como eu saio muito em missões, Naruto e Shikamaru me ajudam nos cuidados com a casa. E Sabaku às vezes aparecia sem avisar, quando estava de passagem voltando de alguma missão, então eu lhe dei a chave para que pudesse entrar e passar a noite, ou alguns dias. São meus amigos, alias meus melhores amigos e gostam de estar em minha casa.

Ele concorda. Eles se vestem e Ino sai por um corredor, seguida por Gaara. Eles chegam a cozinha e Gaara fica impressionado com o local. A cozinha de Ino era ampla e bem equipada. Uma mesa grande com oito cadeiras, armários embutidos, um grande fogão, freezer e geladeira. Sobre uma bancada havia vários eletrodomésticos. Através de uma grande porta de vidro, Gaara podia ver o pátio externo. O lugar era lindo. Uma grande piscina, com algumas espreguiçadeiras. Um espaço coberto com uma churrasqueira, mesas e cadeiras de ferro. Um jardim bem tratado com flores coloridas. Havia também dois bancos de balanço com cobertura. Luzes instaladas próximas ao chão iluminavam um pouco o lugar. Ino abre a porta e o convida a sair para conhecer o local. Ela acende as luzes e observa o namorado. – Este lugar é maravilhoso, Ino. Mas não é muito grande para uma pessoa só?

-Sim, mas eu nunca estou só, sempre que estou em Konoha, um amigo se hospeda comigo. Shikamaru sempre fica aqui comigo. É raro não ter ninguém por aqui. Por que não se senta um pouco aqui fora, esta mais fresco. Vou até o restaurante da mãe do Chouji comprar o jantar. Não vai dar tempo de preparar nada.

-Eu vou com você, afinal você se atrasou por minha culpa. – Ela o olha sorrindo. – Pois você pode me atrasar sempre que quiser. –Eles saem. A noite já estava escura e as luzes da rua estavam acesas. A noite estava morna, já estava chegando o verão em Konoha. Eles caminham até o restaurante. Ino entra junto com Gaara e vê várias pessoas viraram a cabeça para olhá-los, ela segue até a cozinha e entra. – Sra. Ackimichi, boa noite, posso entrar?

-Olá, Ino-chan, como é bom vê-la viva, minha filha. – Ino para e a olha, ela tinha esquecido do funeral. – Me desculpe por aquilo, Sra. Akimichi, mas foi necessário. – A outra a abraça com carinho. Depois ela vê Gaara parado junto à porta e lhe faz uma reverência. – Gaara-sama, por favor, entre, seja bem-vindo. – Gaara entra e olha a sua volta, vê quatro pessoas trabalhando ali dentro. A Sra. Akimichi volta sua atenção para Ino. – Em que posso ajudá-la?

-Preciso de jantar para seis pessoas. – A outra chama um rapaz que se aproxima com um grande sorriso para Ino. – Ino-sama, que bom vê-la. – Ino também lhe sorri. A Sra. Akimichi pede que ele prepare o pedido de Ino. – O que vai querer desta vez, Ino-sama?

-Yakissoba, ramém, saladas, sushimi, uma porção grande de arroz com nozes e doces. – O rapaz anota tudo. – Pode deixar, quer esperar ou prefere que eu mande entregar lá?

Ino pensa um pouco, Naruto já deveria estar em sua casa e ela precisava conversar com ele sobre Onoki. – Por favor, mande entregar em minha casa. – O rapaz concorda e ela e Gaara saem juntos, voltando para casa dela. – Você vai adorar a comida da Sra. Akimichi, ela cozinha muito bem.

-Melhor que você? – Ele pergunta puxando-a para perto. – Muito melhor. - Ino entra em casa e encontra Naruto e Hinata sentados juntos no sofá. Assim que ela entra, Hinata se afasta do namorado, muito vermelha e se levanta fazendo uma pequena reverência para Gaara. – Boa noite Gaara-sama, boa noite Ino-chan.

-Boa noite, Hinata. É bom vê-la. – Gaara cumprimenta a kunoichi também e se senta puxando Ino para seu lado. Naruto olha sério para os dois. – Temos um grande problema, o Daimyo do Fogo fugiu.

– Droga, Naruto, como isso foi acontecer?

-Ele chegou ao escritório e encontrou vários corpos e sua sala revirada. É claro que desconfiou de nós e desapareceu. Só temos a informação de que ele foi para o porto, e mais nada.

-Espere Naruto, acho que tem uma pessoa que pode nos ajudar. – Os outros olham para Ino que sorri para Gaara. – Nogushi Ayako, com certeza ele sabe alguma coisa. Poderíamos trazê-lo aqui para interrogatório.

Ela e Naruto olham para Gaara a espera de uma resposta. – Seria uma boa idéia. Você consegue se comunicar com Yamanaka Fuu a esta distância? – Ela confirma. - Sim eu posso pedir a Fuu que mande trazerem Ayako até aqui. Mas eu quero interrogá-lo. Temos algumas pendências a acertar. – Ino fala séria. Ela queria um acerto de contas com o inquiridor.

-Tudo bem, pode chamá-lo então, mas Naruto gostaria que você mandasse uma mensagem ao meu irmão falando a respeito. – Naruto concorda. Ino se concentra, fazendo o sinal com a mão. Logo ela consegue se conectar a Fuu. – Fuu-sama. – Ela chama e ouve a voz do outro em sua mente. – Ino-sama, já chegaram a Konoha?

-Sim estamos em Konoha. Preciso que Nogushi Ayako seja escoltado até Konoha, ele deve chegar aqui ao amanhecer.

-Certo Ino-sama, amanhã ele estará aí. – Ino encerra a comunicação. Está cansada, tinha usado muito chákra, devido à distância.Gaara percebe o cansaço da namorada. – Você está bem?- Ela confirma e encosta a cabeça no peito dele, que a abraça e beija na testa. – Quer se deitar um pouco?

-Não precisa, estou bem, só um pouco cansada. O jantar deve chegar logo, vou colocar a mesa.

-Negativo, fique aí, eu e Hinata arrumamos lá, Shikamaru vem para cá também? - Ino confirma com a cabeça. – Certo, descanse então, depois falamos sobre Onoki. – Naruto e Hinata se retiram em direção à cozinha e Gaara a coloca deitada no sofá, com a cabeça dela em seu colo. – Está confortável? – Ela confirma e fecha os olhos. – Melhor só dormindo em cima de você.

-Coitado do meu irmão, foi transformado em colchão e travesseiro. – Eles ouvem a voz de Temari que descia as escadas seguida por Shikamaru. Ino abre os olhos e volta a fechar em seguida. – Quando vocês chegaram?

-Antes de vocês. Estávamos lá em cima e ouvimos vocês no banho. Alias Ino, acho que você deveria construir um banheiro a prova de som. – Gaara fica sem graça. Temari e Shikamaru se sentam no outro sofá e olham para Ino. – Você está bem, Loira? Parece exausta. Foi o banho? – Gaara olha irritado para Temari que ri. – Eu me comuniquei com Fuu no País da Grama. – Temari a olha surpresa. – Ino, não é muito longe para uma comunicação sensorial?

-Sim e consome mais chákra, mas eu precisava falar com Fuu ainda hoje. – Ela olha para Shikamaru. – O Daimyo do Fogo fugiu e eu pedi a Fuu que traga Nogushi Ayako para ser interrogado.

-Acreditamos que ele tenha informações sobre Daimyo que possam dar uma pista de onde ele possa estar, mas não sabia que isso a deixaria tão cansada. – Gaara fala acariciando o rosto dela. – Me dê cinco minutos e estarei bem. – Eles ouvem batidas na porta e Shikamaru atende, era o rapaz do restaurante com o jantar deles. Shikamaru acompanha o entregador até a cozinha e Temari vai atrás. Ino olha para o namorado e começa a rir. Ele a olha curioso. – Sua irmã é terrível.

-Ela nunca tinha se atrevido a me provocar desse jeito antes. – Ino se senta e o beija. – Não ligue para ela. Afinal ela tem razão, nós fizemos muito barulho mesmo.

– Tomarei mais cuidado da próxima vez. – Ela levanta e o puxa. – Venha, vamos jantar estou faminta.

Eles chegam à cozinha e vêem que os outros estavam no pátio. – Ino decidimos jantar aqui fora, está uma noite linda.

-Por mim tudo bem. – Eles se acomodam para jantar. Depois de alguns minutos, Gaara se vira para Ino. – Você tem razão, a comida é deliciosa.

- A mãe de Chouji é uma excelente cozinheira. O restaurante dela é bem freqüentado. Vocês viram se Chouji estava lá? – Shikamaru pergunta, fazia tempo que não via o amigo e queria se desculpar por ter mentido para ele, sobre a morte de ambos.

-Chouji esta na academia, Shikamaru. Ele esta organizando o próximo exame chuunin.

-É verdade, tinha me esquecido do exame chunnin. Será no final do próximo mês, certo? – Ino comenta. Naruto confirma e se vira para Gaara. – Você virá? Os alunos estão contando com sua presença.

-Sim, eu pretendo vir, agora que as coisas estão calmas, não haverá problemas em viajar entre os dois países. – Ele olha para Temari. – Kankuro me disse que você decidiu ficar morando aqui em Konoha.

-É verdade. Eu e Shikamaru decidimos fixar residência aqui, só precisamos encontrar uma casa, o apartamento é muito pequeno para uma criança.

-Ino, estava pensando se você não teria interesse em vender a casa que era do seu pai. Seria ótimo, o bairro é tranqüilo e seguro.

- A casa está fechada há muito tempo e vocês terão que fazer uma reforma. Mas não pretendo vendê-la. – Eles olham para ela, decepcionados, mas ela dá um sorriso. – Ela será meu presente de casamento para vocês.

-Ino você enlouqueceu? Não pode dar uma casa de presente para nós.

-Por que não? A casa é minha e eu faço com ela o que quiser. Você é como um irmão e eu devo muito a sua família por ter me acolhido desde pequena. Está decidido, amanhã eu vou falar com o advogado e passo a escritura para vocês. – Ela continua comendo, enquanto os outros a observavam. Shikamaru olha para Gaara. – Você concorda com isso? –Gaara olha para a namorada e depois para a irmã. – Eu pagarei a reforma. Será o meu presente de casamento.

Temari e Shikamaru se olham e sorriem para o outro casal. – Bom, como vocês já ganharam a casa, acho que podem marcar a data logo, certo? – Os dois concordam e Naruto olha para Gaara. – Ótimo, e quanto a vocês? Já marcaram a data?

-Poderíamos casar juntos, o que acham? – Temari pergunta, olhando para o irmão. Gaara olha para a namorada. – O que você acha?

-Adorei a idéia. Poderíamos marcar a data para perto do exame chuunin, assim aproveitaríamos a viagem.

-Perfeito, mas Ino isso nos dá pouco mais de um mês para prepararmos tudo. Será que dá tempo?

-Eu posso ajudar vocês e tenho certeza que Tenten e Sakura também gostariam de ajudá-los. –Hinata fala com um sorriso.

-Muito bem, então está decidido. – Gaara fala, beijando Ino em seguida. Estava feliz, logo estariam casados.

-Temari, o que você pretende fazer aqui em Konoha? Vai continuar trabalhando como shinobi?

-Não. Agora eu não posso cumprir missões e depois com o bebê pequeno, não será possível sair da vila. Acho que terei que encontrar outra coisa para fazer.

-Pensei o mesmo, acho que eu e Gaara teremos que ficar muito tempo ainda na capital, e eu também preciso encontra uma ocupação, então eu me lembrei do que Tenten falou sobre as roupas do País do Vento serem mais bonitas. Pensei em abrir uma loja aqui e vender roupas importadas de lá. Você poderia cuidar da loja durante uma parte do dia e eu faria as compras lá e mandaria os produtos. Poderíamos contratar um serviço de transportes e uma funcionária para ajudá-la, o que acha? – Shikamaru e Gaara olhavam para as duas. Se elas arrumassem uma ocupação com certeza se sentiriam mais felizes nos novos lares.

- Ótima idéia. Você tem muito bom gosto e com certeza terá facilidade em realizar as compras. Mas aonde montaríamos a loja?

- Podemos alugar uma casa no centro de Konoha. Naruto você sabe se tem algum imóvel lá para alugar?

-Acho que sim Ino, mas preciso verificar. Vocês poderiam contratar a namorada do Lee, ela é civil e está procurando emprego aqui em Konoha para poder ficar perto dele.

-E quanto as taxas de exportação, Gaara? – Eles continuam conversando sobre a abertura da loja. Gaara olhava para a namorada orgulhoso. Ela tinha conseguido resolver o problema dela e de Temari. Sabia que Ino tinha condições de tocar o empreendimento sem dificuldade. Era inteligente e observadora. Eles terminam a refeição e entram na casa.

-Ino está muito tarde, conversamos amanhã sobre Onoki. Eu estou cansado e posso ver que vocês também estão. Falamo-nos amanhã tudo bem?

Ino concorda e Naruto e Hinata se despedem. Gaara abraça Ino. – Você está exausta. Vamos dormir.

-Pode parar Gaara, se você acha que vou deixá-lo dormir, está muito enganado. – Ele ri e a beija, na verdade não estava com vontade nenhuma de dormir. Eles se separam e Ino o puxa em direção ao quarto dela.

XXX

-O que você tem para fazer hoje? – Gaara acariciava as costas dela. Ino estava enroscada nele. Ela ergue o rosto e apóia o queixo no peito dele. – Preciso ir até o Prédio da Inteligência ver se Ayako já está disponível para interrogatório, depois vou procurar uma casa no centro de Konoha para montar a loja, vou até o escritório do advogado para fazer a transferência do imóvel para o Shikamaru e a Temari e, também, dar entrada nos papéis para a abertura da loja. E você, o que pretende fazer?

-Eu vou com você até o Prédio da Inteligência. Ayako é um problema do País do Vento.

-Certo, mas eu vou interrogá-lo sem interferência de ninguém, certo? Meus métodos são um pouco diferentes de Suna.

-Ino eu não gosto de tortura física. Por mim Ayako não estaria mais trabalhando em Suna. Tentei afastá-lo várias vezes, mas os conselheiros gostavam dele.

- Não se preocupe, não pretendo torturá-lo fisicamente.

Ele concorda e eles se levantam. Gaara tenta puxar Ino para o Box, mas ela se esquiva, rindo. –Pode parar Gaara, a casa deve estar cheia de gente e eu não quero ficar escutando piadinhas o dia todo. – Ele a olha sério, realmente não gostava de ter tanta gente dentro da casa da Ino, mas não podia fazer nada. Eles se arrumam e saem do quarto, encontrando várias pessoas na cozinha, como Ino tinha previsto.

-Bom dia, Ino, Gaara-sama. – Tenten os recebe com um sorriso. – Temari já nos contou as novidades. Podem contar com a minha ajuda e tenho certeza de que Sakura irá ajudar também. Adorei a idéia de um casamento duplo.

-Obrigada, Tenten vamos precisar de ajuda mesmo, pois eu não estarei aqui e só voltarei perto do casamento. – Ela e Gaara se sentam. Temari e Shikamaru já tinham providenciado o café. Lee e Neji também estavam lá. – Vocês voltaram quando?

-Chegamos hoje de manhã. Viemos escoltando Nogushi Ayako. Fuu-sama disse que ele será interrogado hoje.

– Sim Lee, espero conseguir informações sobre o paradeiro do Daimyo do Fogo. – Ela olha para o amigo. - Naruto disse que sua namorada está procurando emprego aqui em Konoha. Você poderia pedir a ela para vir falar com Temari hoje, após o almoço?

-Pode deixar Ino-chan. Eu falo para Ayame para procurar pela Temari-dono. –Lee responde feliz.

-Certo. Shikamaru preciso que você e Temari me encontrem no meu advogado para transferir a propriedade para os dois. Aproveitaremos para dar entrada na abertura da loja. Poderia ser ás dez? Acho que até lá eu já terei terminado com Ayako.

-Certo. E onde vocês pretendem abrir a loja, Ino? Já tem um lugar?

-Na verdade não Tenten, Naruto ia ver se encontrava uma casa disponível para alugar no centro de Konoha. Por que, você sabe de alguma casa disponível?

-Sei sim. A casa que era do meu avô está vazia. Ela é grande e está para alugar, talvez precise de uma pintura e de pequenas reformas, mas acho que será perfeita.

-Ino, eu vou com a Tenten conhecer a casa, o que acha? –Ino concorda realmente isso facilitaria muito para ela. – Certo, se você gostar da casa, pegue os dados para que meu advogado possa providenciar o contrato. – Temari concorda feliz. Seria ótimo ter uma ocupação que lhe permitisse ficar com o filho a maior parte do tempo.

Ino se levanta e olha para Gaara. –Vamos? Ayako está a nossa espera e eu na gosto de deixar meus convidados esperando. – Gaara a olha um pouco apreensivo em relação ao interrogatório.

Eles chegam ao Prédio da Inteligência e Ino entra, sendo cumprimentada por todos que encontrava. Logo eles chegam ao departamento de interrogatórios, onde encontram Ibiki Morino. Ino para e faz uma reverência. – Bom dia, shishou. É um grande prazer encontrá-lo.

-O prazer é meu Ino-sama. Bom dia, Gaara-sama. – Ibiki faz uma pequena reverência para Gaara. – Veio interrogar o ninja da Areia? Ele está na sala de interrogatório no fim do corredor.

-Certo. Eu vou ate lá. Naruto já chegou?

-Sim e está a sua espera. – Ibiki se afasta sem se despedir e Ino olha para Gaara. – Não ligue para ele. Ibiki-shishou gosta de ser desagradável. Venha comigo. – Ela continua por um corredor e Gaara a segue. Eles chegam à porta de uma sala. Naruto olhava para dentro da sala através de um vidro grosso.

-Bom dia, Ino, Gaara. Estávamos a espera de vocês Ino podemos começar? – Ino olha para dentro da sala e vê Ayako sentado com a cabeça apoiado nos braços sobre a mesa. Ela olha para Naruto. – Sim podemos começar. – Ela abre a porta e entra. Ayako levanta a cabeça e sorri quando a vê.

-Bom dia, Yamanaka. É sempre um prazer ver uma mulher tão linda. Mesmo quando se trata da prostituta do Daimyo do Vento. – Gaara se irrita com o comentário, mas Ino apenas ri e olha para Ayako. – Você não me ofende. Diga-me onde está o Daimyo do Fogo.

-Você é a investigadora. Descubra.

-Não tenho tempo, preciso viajar para o País do Vento com meu futuro marido. Então diga onde está o Daimyo do Fogo.

- Acha mesmo que vou ajudá-la, Yamanaka? Não tenho tempo para perder com uma vagabunda barata como você. – Ino desfere uma violenta bofetada no homem, que se ergue da cadeira, mas antes que possa atacá-la, volta a sentar com um gemido de dor.

-Vamos tentar de novo. Onde está o Daimyo do Fogo? - Ele ergue a cabeça e a olha com ódio. – Vai mesmo me torturar?

-Com certeza. Eu preciso da informação. Vamos ver quanta dor você suporta. – Novamente Ayako emite um gemido e abaixa a cabeça com os olhos fechados. – Sua vadia. Saiba que vou me queixar ao Kazekage.

-Se queixe a quem quiser. Não me importo. Só me diga onde o Daimyo está. – Gaara observava o interrogatório sem se sentir a vontade. Naruto percebe o mal estar do amigo. – Gaara, nós precisamos saber onde o Senhor Feudal do País do Fogo está. E Ayako pode ter essa informação. Ino precisa consegui-la. – Gaara concorda e volta a observar.

- Não lhe direi nada. – Ino sonda os pensamentos do outro e vê que ele está com medo. – Você está com medo dele. Medo de que ele o pegue. Mas eu o peguei primeiro.

-Não tenho medo de você, sua cadela. – Novamente Ino se concentra e Ayako dá um grito de dor, levando as mãos á cabeça. - Pare com isso, por favor.

-Então me diga o que quero saber. Diga e eu paro. – Ino volta a se concentrar. Ele geme e encosta a cabeça na mesa. – Ayako, eu estou me cansando. Fale logo onde ele está.

- Eu não sei. – Ayako responde ofegante. – Eu nunca o via, só fazíamos contato através de Baki, eles se tornaram amigos depois que o ex-Daimyo do Vento foi preso e Baki se escondeu aqui no País do Fogo. O Daimyo do Fogo lhe fez uma oferta de que se ele o ajudasse e tornaria o novo Daimyo do Vento.

-Sei que está mentido, posso ler seus pensamentos. – Ino o olha séria. - Você já teve suas memórias reviradas por uma Yamanaka, alguma vez?

Ele a olha com raiva. – Baki me disse que você era a nova amante de Gaara. Achamos que seria bom para nós que o Kazekage tivesse uma nova distração em sua cama. Tem idéias de quantas amantes seu namorado teve só neste ano?

-Não sei e não me interessa. Quero saber onde está o Daimyo do Fogo.

-Não direi mais nada, sua vagabunda.

-Escute aqui, somente um homem até hoje me chamou de vagabunda e saiu ileso e você não se compara a ele. Então me diga logo o quero saber. Tenho certeza de que você tinha conhecimento dos contatos do Daimyo fora do País do Fogo. Fale quem eram e o Hokage lhe oferecerá um acordo.

-O Garoto Raposa vai fazer um acordo comigo?

-Naruto odeia que o chamem assim e você não gostaria de ver nosso Hokage zangado. Pode ter certeza que eles se torna mais perigoso do que Gaara. Sei por experiência própria

Gaara olha para Naruto. – Pelo jeito ela já te viu zangado muitas vezes.

-Ela vive me deixando zangado. – Naruto responde sem desviar a atenção de Ayako.

Ino olhava Ayako, já tinha usado um nível alto de dor, mas o homem estava resistindo. Ino sabia que ele tinha informações preciosas. Solta um suspiro e olha o relógio, já eram quase nove horas. Ela levanta e anda pela sala.

-Estou cansado e com fome. –Ayako reclama.

-Isso não é problema meu. Estou lhe dando o mesmo tratamento que recebi em Suna, só está faltando o veneno. – Naruto olha para Gaara. – Você não tem idéia do escândalo que o clã Yamanaka fez ao saber da prisão dela.

-Vou fazer um pedido de desculpas formal á Yamanaka Fuu. – Naruto concorda.

- Ayako você está dificultando demais as coisas para si mesmo. Eu não tenho a manhã inteira para ficar aqui. Tenho outros compromissos mais importantes que você. – Ela espera um pouco. – Você não me deixa opção. – Ela sai da sala e olha para Gaara e Naruto. – Vou ter que revirar as memórias dele.

-Faça o que for preciso, Yamanaka. Eu tenho que ir para o meu gabinete. Que tal almoçarmos na sua casa? Eu levo o almoço. Poderemos conversar sobre Onoki durante a refeição.

Ino olha para Gaara que concorda. Naruto então se despede. – Nos vemos depois, então.

Gaara puxa Ino para perto. – Tome cuidado, isso te deixa exausta.

-Não se preocupe. Acho que será rápido. – Ela dá um beijo nele e volta para a sala. Ayako estava encostado na cadeira com os olhos fechados. O seu cansaço era visível. Ino respira fundo e posiciona as mãos executando o jutsu. Ele resiste um pouco, mas já era tarde. Ino invade suas memórias. Ela procura momentos onde ele estivesse conversando com o Daimyo do Fogo, mas não encontra então ela procura por Baki. Ela vê os dois conversando no quartel general do exército de renegados.

-Estamos a um passo de alcançar nosso objetivo. –Baki parecia satisfeito. – Logo o País do Vento será nosso e os irmãos Sabaku estarão mortos.

-Por que os odeia tanto? Você foi o sensei deles.

-Não tenho nada contra Temari ou Kankurou. Mas eu odeio Gaara. Sempre o odiei. Ele me roubou o cargo de Kazekage. Ele não passava de um moleque monstruoso. Eu tentei me livrar dele várias vezes, mas foi impossível.

- E agora vai ajudar o Daimyo do Fogo a assassiná-los. – Baki confirma e Ayako sorri. – Quando tudo isso acabar eu vou tirar férias. Pretendo pegar algumas garotas e viajar. Estou precisando de sexo urgente. É uma pena que a loira do Gaara tenha morrido, eu adoraria tê-la em minha cama. Seria maravilhoso domá-la. – Baki ri. – Concordo. Para onde pretende viajar?

-Para uma pequena ilha próxima ao País do Trovão. Lá tem praias maravilhosas. Você deveria vir também. Depois que tudo isso acabar seremos muito ricos.

-Não posso, o chefe vai precisar de mim. Ele quer que eu tome posse do País do Vento logo, então serei um homem muito ocupado.

-É uma pena, bem beberei em sua homenagem quando estiver lá.

- Divirta-se por mim no País do Trovão. O chefe tem muitos amigos lá. Vou lhe passar alguns nomes, será interessante manter contatos lá dentro. Quem sabe qual será o próximo alvo do chefe.

Ino cancela e o jutsu e olha para Ayako. Ele parecia estar inconsciente. Ela pensa um pouco. Será que o Daimyo do Fogo estaria no País do Trovão? Gaara vê que Ino tinha terminado e entra na sala.

-Descobriu algo? –Ino olha para ele séria. – Acho que sim, mas não tenho certeza. – Ela conta o que tinha visto nas memórias do outro e depois olha no relógio. Já eram quase dez horas.

Eles saem da sala e Ino chama dois ninjas para vigiarem Ayako. –Preciso ir ao advogado. Você quer me acompanhar ou prefere voltar para casa?

-Vou com você. – Eles saem e alcançam a rua seguindo rapidamente até um prédio de escritórios próximo dali. Eles chegam ao andar da sala do advogado e encontram Temari e Shikamaru a espera deles, na recepção.

-Ino a casa é maravilhosa. – Temari fala empolgada, logo após cumprimentá-los. – Vai precisar de algumas pequenas reformas, como Tenten tinha dito, mas o lugar é ótimo.

-Por mim está bem. Trouxe as informações para o advogado? – Temari confirma. – Então vamos deixar tudo nas mãos de Sachiko que ele resolverá tudo para nós. – Ela se vira para a secretária e sorri. - Por favor, poderia avisar à Mori Sachiko que Yamanaka Ino quer falar-lhe? A moça a olha com ar de superioridade e entra na sala do chefe. Shikamaru sorri para a amiga. –Acho que ela não gostou de você. – Ino dá de ombros. – Eu não a conheço e não sei o que ela tem contra mim e também não me interessa. – A moça volta e pede que eles entrem. Ino entra seguida de Gaara e do outro casal. Dentro da sala um rapaz alto, loiro e de olhos bem azuis os esperava. Ele abraça Ino com intimidade e depois cumprimenta os demais, fazendo uma reverência a Gaara que olhava irritado para o rapaz. Sachiko convida todos a se sentarem e depois se vira para Ino. – Você tem me dado muito trabalho ultimamente, Ino. Primeiro me aparece aqui para mudar o testamento, parte em uma missão suicida e eu recebo a triste noticia de sua morte. Depois o Hokage me informa que você está viva e que eu devo providenciar o cancelamento de seu atestado de óbito. Sinceramente, Ino, é muito para um pobre advogado como eu.

Ino ri dos lamentos de falar do outro, mas Gaara estava ficando zangado com o jeito do rapaz. Ele se aproxima mais de Ino e passa o braço pelo ombro da namorada, puxando-a para mais perto. Temari e Shikamaru trocam um sorriso discreto.

-Mas o que a traz aqui hoje?

-Várias coisas. Primeiro quero que transfira a posse da casa onde meu pai morava para Shikamaru e Temari. – O advogado olha para o casal. – Trouxeram seus documentos? – Os dois confirmam e ele pega sua agenda e começa a tomar notas. – Que mais, Ino?

-Eu e Temari vamos abrir uma loja de roupas aqui em Konoha, vamos trabalhar com produtos do País do Vento, já encontramos o espaço ideal para isso, então gostaria que tomasse as providências tanto para o contrato de aluguel como para a abertura da loja. – O rapaz ia anotando tudo. – Ino, sabe que terá que recolher as taxas de importação no momento da compra, porém os impostos do País do Vento não são tão altos. Gaara-sama, presumo que posso contar com sua ajuda com a documentação necessária para a importação. Posso mandar o pedido de autorização para seu gabinete?

-Sim, claro. – Gaara observava que o rapaz era competente, mas ainda se sentia desconfortável com a maneira que ele olhava para Ino. Ele olha em volta e vê uma foto do rapaz junto com Ino sobre a mesa do mesmo. Eles sorriam um para o outro e Gaara fica imaginando se eles tinham sido namorados.

-Certo, tem mais alguma coisa, Ino?

-Sim. O Distrito Uchiha, quero que tome providências para que ele seja devolvido ao legitimo dono. – O rapaz a olha surpreso. – Como assim, Ino? Uchiha Sasuke está desaparecido é e considerado um nukenin, mesmo que ele voltasse a Kohona, não poderia tomar posse do lugar e seria preso imediatamente.

-Sasuke deve ser perdoado em breve. Quero que deixe a documentação pronta para que eu a assine assim que isso acontecer.

- Ino, eu sou seu advogado e tenho a obrigação de orientá-la. Você tem noção do valor daquele lugar? Com as revitalizações feitas por você, o lugar vale uma verdadeira fortuna. Tem certeza de que quer devolvê-lo?

-Absoluta. Aquele lugar pertence à Sasuke por direito.

-Certo. – Sachiko pega uma pasta grossa sobre a mesa. – A procuração em nome de Sabaku no Kankuro está vencendo. Devo renová-la? – Gaara ouve aquilo surpreso.

-Sim, com certeza. E a procuração em nome de Naruto?

-Vence em dois meses. Devo providenciar a renovação também? – Ino confirma. – Certo vou preparar as duas então.

-Sachiko, preciso de tudo isso para hoje ainda. Eu e Gaara queremos partir para o País do Vento amanhã á noite e só voltaremos no final do mês que vem para nos casarmos aqui em Konoha.

O rapaz olha para os dois um pouco surpreso. Tinha visto as fotos dos dois juntos nos jornais, mas não imaginava que o compromisso entre eles fosse sério. Agora entendia o testamento que ela tinha feito antes de sair em missão. – Entendo, Ino. Tomarei as providências necessárias o mais rápido possível. Poderia passar aqui no final do dia, então? – Ela confirma e todos se levantam. Sachiko podia percebe o ciúme de Gaara na forma como ele segurava no braço de Ino quando eles se despedem. Ele dá um meio sorriso e beija o rosto da jovem com carinho. – Nos vemos mais tarde então. Vou esperá-la com ansiedade. – Gaara estreita os olhos e olha para o outro fixamente. – Viremos por volta da dezenove horas, espero que esteja razoável para você. – Sachiko olha surpreso para Gaara, não esperava que ele viesse com Ino. Ele concorda e os dois casais saem.

- E agora, o que temos para fazer? – Ino olha para o relógio, ainda não eram onze horas e Naruto só chegaria á sua casa por volta da uma da tarde. – Eu e Temari iremos ao meu apartamento, Ino. Faz semanas que não coloco os pés lá. E vocês?

Ino olha para a cara séria de Gaara. Sabia que ele estava enciumado. – O que você quer fazer Gaara? Podemos ir para minha casa, aproveitar a piscina, o que acha? – Ele concorda e ela se vira para Shikamaru. – Mas vocês vão almoçar lá em casa, certo? Naruto também vai para conversarmos sobre Onoki e eu acho que seria bom você estar presente. – Shikamaru e Temari concordam e os dois casais se despedem. Ino e Gaara chegam a casa dela, ele não falara nada durante o trajeto todo. Assim que entram ele a puxa para um beijo longo e apaixonado. Ela encosta o corpo ao dele e o abraça, retribuindo o beijo com a mesma intensidade. Eles se separam para tomar fôlego e ele a aperta junto ao peito. – Me explique por que ele aquele rapaz tem um foto de vocês dois juntos na mesa dele.

Ela olha para ele e solta um suspiro. Não imaginara que Sachiko teria uma foto deles sobre a mesa. – Eu e Sachiko fomos namorados por quase três meses, antes de eu namorar com Sai.

Gaara se afasta e passa as mãos pelos cabelos, claramente nervoso. –E você ainda o mantém como seu advogado?

-Gaara Sachiko é eficiente, e eu trabalho com ele há anos. –Ela o olha sério. – Gaara, você tinha me dito que deixaria de ser tão ciumento. –Ele a olha e se senta, em silêncio. Ino o observa por alguns segundos e depois vai para seu quarto. Iria aproveitar o dia na piscina. Se Gaara queria ficar irritado, problema dele. Ela veste um biquíni minúsculo na cor azul e uma saída de praia da mesma cor por cima e se dirige para o pátio. Ela mergulha e atravessa a piscina várias vezes, até sentir a presença de Gaara. Ela levanta a cabeça e o vê parado próximo a piscina. Ele usava uma sunga preta e tinha uma toalha sobre o ombro. Estava lindo e Ino fica excitada em vê-lo assim, quase nu. – Peguei a sunga no quarto do meu irmão. – Ela sorri para ele, podia perceber que o humor dele tinha melhorado. – Então venha, a água está deliciosa. – Ele mergulha e surge ao lado dela, puxando-a para ele e olhando-a. – Você é mais deliciosa que a água. – Eles se beijam e Gaara acaricia o corpo dela, provocando arrepios em Ino. Ele a pressiona contra a parede e a olha profundamente. – Você já fez amor dentro da piscina? – Ela começa a rir, já esperava por isso, Gaara gostava de fazer amor nos lugares mais inusitados. Ela passa os braços pelo pescoço dele. Gaara já tinha desamarrado e retirado a parte de cima de seu biquíni e explorava seus seios com a boca e a língua. Ino gemia, o que o deixava mais excitado ainda. – Não tem perigo de ninguém aparecer de repente, certo?

-Não se preocupe, estou esperando apenas Naruto para o almoço. E se alguém aparecer em avisar você está autorizado a usar o Sabaku Sousou. – Eles riem e voltam a se beijar, Ino sente Gaara retirando a parte de baixo de seu biquíni, logo a sunga dele se junta as outras peças e eles se amam com paixão. Ino sente um prazer imenso. Ele a beija no pescoço e aproxima a boca de seu ouvido, enquanto acariciava seus seios. – Eu te amo, Ino. Não gosto de vê-la perto de outros homens, principalmente ex-namorados. Não gosto de pensar em outros homens te tocando. –Ele volta a beijá-la. – Me perdoe, mas acho que terá que aprender a conviver com meu ciúme. – Eles se olham e Ino passa a mão no rosto dele. – Acho que consigo me acostumar com isso. – Eles continuam namorando dentro d'água até quase a hora do almoço, Ino sai e se veste e o olha com um sorriso. – Naruto deve chegar a qualquer momento. Imagino que seria constrangedor para vocês dois se você ainda estivesse nu quando ele entrasse aqui. – Gaara ri e sai da piscina, colocando a sunga em seguida. Ino admirava o corpo dele. Gaara tinha um físico perfeito. Ela sorri ao se lembrar do que Sakura tinha dito quando vira a foto dele nu no quarto de Haruki, na casa de Gaara. Ele nota o sorriso dela e se aproxima. – Posso saber por que está sorrindo, Yamanaka? – Ela o abraça e lhe conta o que estava pensando. Ele a olha completamente surpreso e ela ri ainda mais e o beija. – Acho que nunca mais poderei encarar Sakura novamente. – Ela o abraça pela cintura e encosta o corpo no dele. – Eu te amo, Gaara. – Ele fica sério. -Eu também te amo, Ino. Quero que fique ao meu lado sempre, onde eu estiver.

-Eu também quero estar com você, mas prometa que jamais colocará seu trabalho acima de mim ou dos filhos que teremos.

-Prometo, você é mais importante do que tudo. – Ele ia beijá-la, quando ouvem a voz inconfundível de Temari. – Ei, eu e Shikamaru estamos entrando, espero que estejam vestidos.

- Podem entrar Temari, já estamos vestidos. – Ino responde, rindo da cara constrangida de Gaara. Temari e Shikamaru aparecem na porta. – Naruto ainda não chegou? – A porta da frente abre dando passagem ao Hokage. – Estamos aqui. – Naruto aparece com vários pacotes. Hinata estava com ele. Ino prepara a mesa e eles se sentam para almoçar. – Então como foram as coisas com Ayako? – Ino conta o que tinha visto nas memórias do outro. – Entendo, mandarei a ANBU para o País do Trovão, mas não será fácil. O país é grande e para quem tem dinheiro será muito fácil se esconder durante muito tempo. Mas precisamos tentar encontrá-lo, ele sempre será um perigo. Tenho certeza de que tentará se vingar. Tome cuidado Ino. – Ela concorda e eles terminam de comer e Hinata se oferece para lavar a louça, enquanto os demais se retiram para a sala. Temari pede licença e sobe para descansar um pouco. Eles se acomodam nos sofás e Naruto se vira para Ino.

- Muito bem, Ino, agora me fale sobre Onoki. –Ino concorda e começa a falar.

- Há quatro anos, três conselheiros dele foram assassinados. Eram os que mais o apoiavam e tinham influência sobre os demais.

-Me lembro disso. Tsunade chegou a oferecer ajuda para investigar, mas Onoki é muito orgulhoso e disse que não precisava.

-Ele não prendeu os culpados até agora. Me ofereci para ver os relatórios da época, mas ele disse que sabe quem foram os autores do crime, mas não tem como provar. Bem, os novos conselheiros conseguiram influenciar os outros e agora Onoki está sendo pressionado a deixar o cargo de Kage.

-Já não era sem tempo. O homem tem uns cem anos. – Shikamaru comenta. – Oitenta e nove. Ele está no cargo há setenta anos. Mas Shikamaru ele é brilhante, apesar de usar métodos pouco ortodoxos. Com certeza ele tem muito a ensinar as novas gerações de shinobis.

-Concordo com Ino. Onoki fará falta no mundo ninja se realmente se aposentar.

-Ele vai resistir como puder, mas teme que o conselho convença a população de que ele não tem mais condições de governar sua vila. Então ele quer firmar a aliança com Konoha. Com seu apoio e o de Gaara, ele sabe que será mais difícil de ser obrigado a renunciar.

-Mas um dia ele terá que sair de lá.

-Ele só deixará o lugar quando morrer, Shikamaru. E quer contar com o apoio das novas alianças para garantir sua permanência no cargo.

-Quem os conselheiros querem colocar no cargo dele?

- O neto dele, Hisashi.

-Sem chance, o rapaz é um idiota. – Gaara fala irritado.

-Concordo, na verdade ele seria apenas uma marionete nas mãos dos conselheiros. Onoki quer impedir isso. – Ino olha para Naruto. – Ele quer vir discutir a aliança entre Konoha e Vila da Pedra, mas quer que eu esteja presente. Já o avisei que estou me mudando para o País do Vento e, portanto não estarei aqui na ocasião.

-Mas essa aliança é importante para manter a Paz entre as vilas ocultas. – Naruto olha para o casal a sua frente. – Vocês voltarão para o casamento, então marcarei esse encontro para essa ocasião. Vocês o convidarão e aproveitaremos o momento para discutir os termos da aliança com a presença de Ino, como Onoki deseja.

-Você só pode estar brincando, Naruto. Você realmente está sugerindo transformar meu casamento em uma reunião política?

-Sim. – Gaara olha para Ino, entendia a irritação dela, mas Naruto estava certo. A Vila da Pedra era sua aliada e queria ser aliada de Konoha também e com certeza essa aliança era importante tanto para Suna quanto para Konoha. – Naruto tem razão, Ino. A aliança com a Vila da Pedra é muito importante.

-Isso é problema do Kazekage e do Hogake, não meu. Não quero ver meu casamento ser transformado em plataforma política.

- Deixe de pensar como uma pessoa comum e pense como uma líder ou quer ser rebaixada a gennin, Yamanaka? – Naruto pergunta, zangado

-Pode me mandar de volta para academia se quiser. Melhor ainda, pode me expulsar, não quero mais trabalhar como shinobi. – Ela responde furiosa. Não conseguia acreditar que Gaara estava concordando com aquilo. Ele pretendia transformar o casamento deles em um evento político? Há menos de uma hora ele prometera que jamais colocaria o trabalho acima dela. Ino estava prestes a chorar.

-Foi você que fez um acordo com Onoki, Ino. Se ele quer sua presença, você deve estar lá.

-Eu só prometi que iria dar meu apoio e conversar com os outros líderes. Em momento algum eu disse que participaria das negociações ou seria a ligação entre as três vilas. – Ela respira fundo. Shikamaru olhava para os três em silêncio. Ele achava que Ino tinha razão, eles estavam falando do casamento dela. Gaara e Naruto não podiam querer discutir política durante o evento.

- Naruto, você não está sendo sensato. O casamento da Ino não pode ser transformado em uma reunião política. – Shikamaru também estava zangado. Afinal era o seu casamento também. Ino olhava para Gaara decepcionada. Não conseguia acreditar que ele concordava com aquela idéia do Naruto. Ela se vira e se dirige para seu quarto. – Esqueça Shikamaru, não vai mais haver casamento nenhum. – Ela fala e entra no quarto batendo a porta. Em seguida se joga na cama, chorando.

Shikamaru olhava para Naruto e Gaara. – Estão contentes agora? Podem organizar outro circo para discutir política, pois parece que não vai mais ter casamento. – Ele fala e sai furioso, atrás de Ino. Naruto olha para o amigo. – Desculpe Gaara, sinceramente não pensei que Ino fosse reagir assim.

Gaara ainda estava tentando absorver o que tinha acontecido. Ino tinha desistido do casamento? – Eu vou falar com ela. Ino tem razão é o nosso casamento. Não fomos justos com ela. – Gaara estava preocupado que Ino não o desculpasse. Naruto se despede e ele e Hinata vão embora. Gaara se dirige para o quarto, mas quando vai abrir a porta escuta os soluços de Ino e a voz de Shikamaru. – Ino, não chore. Converse com ele com calma.

-Como ele pôde ter concordado com isso? Transformar nosso casamento num encontro político? Já não basta o que eu passei em Suna e em Nishimura? Ele sempre colocará o seu cargo diante de tudo? – Gaara abre a porta silenciosamente e observa. Ino chorava abraçada á Shikamaru que acariciava os cabelos dela. Ele vê Gaara parado na porta e o olha com raiva. Ino percebe que Gaara estava lá e se afasta do amigo. – Shikamaru, me deixa falar com a Ino, por favor. – Shikamaru olha para Ino que confirma com a cabeça, ainda soluçando. Ele então sai do quarto, sem olhar para o cunhado. Gaara fecha a porta e senta na cama, olhando a namorada. – Me desculpe, eu e Naruto fomos dois idiotas. Você tem razão. O nosso casamento não é um evento político. – Ele espera ela se acalmar. Ino ainda chorava magoada. – Por favor, Ino, esqueça isso. Eu errei, me desculpe. – Ela se afasta dele e o olha, ainda chorando. – Droga, Gaara, eu sei que essa aliança é importante, mas como você pode querer discutir política durante a festa do nosso casamento? – Ele concorda com a cabeça e tenta abraçá-la, mas ela evita o contato. – Não acredito que você tenha concordado com isso. Como pôde? – Ela levanta da cama triste e ele espera que ela se acalme, sabia que tinha errado. – Ino, não esperava que você ficasse tão chateada, me desculpe.

-Você achava o que? Que eu ia gostar de ver nosso casamento ser transformado em palanque para suas alianças? Gaara, eu não vou me casar com o Daimyo do Vento, eu vou me casar com Sabaku no Gaara, o homem que eu amo e que eu pensava que me amava também, mas parece que a política é mais importante para você do que eu. Eu desisti da liderança do meu clã, desisti de viver na minha vila e desisti da minha carreira, para ficar com você. E você, não pode abrir mão do seu trabalho nem durante o nosso casamento? – Ela estava de costas para ele. Gaara se aproxima para abraçá-la por trás e percebe que ela está tensa. Ele suspira e acaricia os braços dela.

- Ino, Naruto só queria facilitar as coisas, Onoki está encantado com você e quer sua presença durante as negociações. Eu e Naruto não queríamos magoá-la, me perdoe. – Ela se afasta e abre a porta do quarto. – Gaara, está tudo acabado. Jamais daria certo. Vá embora e não me procure nunca mais.

Ele a olha sem acreditar. Seria possível que Ino estivesse realmente terminando tudo com ele?

-Ino, você não pode estar falando sério. Eu te amo e sei que você me ama também. Eu já pedi desculpas.

-Eu me cansei de desculpar você. Em Suna eu fui presa e espancada por causa de seu cargo de Kage. Em Nishimura você me abandonou machucada em uma enfermaria durante uma semana inteira, também por causa do seu cargo. E agora você simplesmente quis transformar nosso casamento em um espetáculo político para agradar o Tsuchikage. Para mim chega. Vá embora e me esqueça.

-Eu sei que errei e já pedi desculpas, mas se você quer agir como uma menina mimada, problema seu. Naruto tem razão nós não somos pessoas comuns, somos líderes e devemos pensar como tal. – Ele passa as mãos no cabelo e começa a se vestir. – Eu vou embora, Ino. Se você quiser me ver de novo, sabe onde me encontrar.

Ele sai sem olhá-la, entedia que ela estava chateada, mas achava que Ino estava exagerando. Ino fecha a porta e se encosta nela. Sabia que ele estava arrependido, mas não ia desculpá-lo. Ela volta para a cama e deita, sentindo uma grande falta dele.

Gaara sai pela porta da cozinha e se senta na espreguiçadeira do pátio. Ele era o Daimyo do Vento e seu trabalho consumia muito de seu tempo e de sua energia. Mesmo quando voltassem a Suna, seria assim. O cargo de Kage também era desgastante. Ele sente a presença da irmã que se senta ao seu lado. – Oi, Shikamaru me contou o que aconteceu.

-Você deveria estar descansando, Temari. – Ela sorri e o abraça. O irmão costumava se fechar ainda mais quando estava chateado. – Gaara, você e Naruto estão exigindo demais da Ino. Ela não tem tido descanso há meses. E vocês ainda querem que ela participe de uma reunião política em seu próprio casamento? – Ele não diz nada e Temari encosta a cabeça em seu ombro. – Ela está muito magoada, certo? – Ele suspira. – Temari, eu quero ficar sozinho.

-Para que? Para decidir se vai embora sem resolver a briga entre vocês? Eu te conheço, no momento você não sabe como fazer para Ino perdoá-lo pela besteira que fez. E ela está tão magoada que não quer falar com você. – Gaara sabia que Temari não o deixaria em paz e passa o braço pelos ombros dela.

-Eu sei que errei, mas já pedi desculpas, porém ela não quer nem me ouvir. Realmente eu e Naruto não pensávamos que ela ficaria tão chateada.

-Mas Gaara, o que você queria? Ino está abrindo mão de tantas coisas para ficar ao seu lado e você ainda quer que ela abra mão da própria festa de casamento por conta de seu cargo político? E o Naruto ainda a ameaça de rebaixá-la a gennin? Depois de tudo que ela fez nos últimos meses? É claro que ela está muito magoada. E decepcionada, com vocês dois. –Ela olha para o irmão, preocupada. - Shikamaru acha que a Ino está com medo. – Gaara olha para Temari, sem entender e ela então continua. - Ino está desistindo de tudo que conhece para ficar com você em um lugar estranho com pessoas que vão observar cada passo que ela der. Ela teme que você acabe se dedicando mais ao seu trabalho e a deixe completamente só, que você a esqueça. E a sua atitude de hoje só confirmou os receios dela. É como se o casamento não fosse importante para você. Gaara, para a mulher o casamento deve ser um momento especial e inesquecível, mas você tratou isso de forma leviana e ela ficou muito magoada e com razão.

-Temari eu entendo o que você quer dizer, mas eu já pedi desculpas á Ino, mas ela simplesmente não quis me ouvir. Ela disse que está tudo acabado entre nós, então vou embora para o País do Vento e vou esperar lá que ela esfrie e a cabeça e me procure.

-Gaara, não faça isso. Ino não vai procurá-lo. Ela está muito magoada. Se você for embora então tudo estará realmente acabado entre vocês.

-Que seja então, Temari. Talvez não fosse para dar certo mesmo. Acho que ela não me ama o suficiente para aceitar a vida que eu tenho. Eu tenho que ir. –Ele se levanta para partir.

Temari olha para o irmão triste. Sentia uma raiva enorme de Naruto, a culpa tinha sido dele. Ela se levanta também e o abraça. – Eu vou falar com ela. Vou convencê-la. Ela te ama e vai perdoá-lo. – Ela beija o rosto do irmão.

Ele a beija e parte em direção ao portão principal de Konoha. No caminho ele encontra Naruto que parecia tão triste quanto ele.

-Ela está muito magoada, certo? – Gaara concorda. – Me desculpe, Gaara, eu provoquei uma briga entre vocês. Hinata está furiosa comigo. Disse que se eu não entendo a importância de uma cerimônia de casamento, então não devo procurá-la nunca mais. Ela está certa. Eu não tinha o direito de exigir que a Ino participasse de uma reunião política durante o seu casamento. E também não podia tê-la ameaçado, ela já fez muito durante os últimos meses. Amanhã mesmo mandarei uma mensagem a Onoki e deixarei claro que Ino não poderá participar da negociação de nossa aliança. Ele terá que se contentar com o novo líder do clã Yamanaka.

-Esqueça isso, Naruto. Ela não quer me ouvir e nem me perdoar. Estou voltando para o meu país. Se ela quiser me procurar, estarei à espera. Mas não vou mais implorar para que ele me perdoe.

Ele se despede do amigo e parte de volta ao seu país sozinho. Ele iria esperar que Ino o desculpasse e o procurasse, ou então estaria tudo acabado entre eles. Ele sabia que aquela era uma decisão difícil, mas se ela não o procurasse até o casamento da irmã, então ele tentaria esquecê-la. Só não sabia como faria isso.

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