No dia seguinte, pela manhã, Sakura aguardava Itachi perto da cachoeira. Tarde da noite, havia recebido sua mensagem de que voltara e desejava encontrá-la logo pela manhã, não só para treinarem, mas também, principalmente, namorarem. A rosada passou a noite em claro decidindo como terminaria seu relacionamento com Itachi. E angustiava-se só de imaginar aquele momento. Não era só uma questão do futuro da vila estar em jogo. Mas não queria causar um conflito na família do namorado e não podia arruinar seu futuro. Agora se dava conta do quanto havia sido egoísta e impulsiva ao deixar aquele relacionamento ir longe. Estava completamente apaixonada e sabia o quanto sofreria ao pôr fim àquele namoro. E quanto mais pensava nisso, mais dor sentia em seu coração. Pensou até em não comparecer ao encontro, mas se não viesse Itachi a procuraria e teria que lhe falar mais cedo ou mais tarde. Então resolveu que seria naquele momento. Precisava ser forte, não fraquejar. De repente, sentiu uma brisa leve atrás de si enquanto duas mãos fortes e quentes tapavam-lhe os olhos.

- Adivinha quem é - disse uma voz forte, sexy e suave que ela conhecia muito bem.

- É o Quarto Hokage - disse brincalhona esquecendo-se por uns intantes do que pretendia.

- Ah, então, quer dizer que o dono dos seus pensamentos é o Quarto Hokage, hein? É bom saber! - disse brincando enquanto fazia cócegas nela e ela ria.

Sakura era a única pessoa que o fazia sentir-se tão jovem e descontraído. Porém, a moça, de repente, parou com as risadas e assumiu um semblante sério. Itachi notou, a virou para si e colocou suas mãos sobre a cintura dela.

- O que foi, linda flor? Algum problema?

Por que ele tinha que chamá-la assim? Isso só tornava as coisas mais difíceis. Sakura se soltou dele e afastou-se. Itachi estranhou e foi colocar suas mãos sobre os ombros dela, mas ela o repeliu dizendo:

- Não me toque, Itachi.

- Que isso, Sakura? Por que ficou assim de repente? Eu fiz alguma coisa que te magoou?

Sakura se afastou novamente, usou de todas as suas forças para encará-lo firme e dizer:

- Itachi, precisamos conversar a sério

- Estou ouvindo

- Essa semana que passou e que você ficou fora, andei pensando sobre um monte de coisas.

- Que coisas?

- Sobre nós.

- Sim.

- E... eu... acho... que...

- Que...

- Que deveríamos terminar.

- Como?

- É isso mesmo. Nós não devemos continuar juntos, Itachi.

- E posso saber por quê?

- Encontrei o Sasuke por acaso algumas vezes.

- Sei. E daí?

- Daí que eu percebi que ainda gosto dele.

- É mesmo?

- É. O que eu senti por você foi apenas entusiasmo. Por você ser o que é.

- E o que eu sou, Sakura?

- Ah, você sabe. Um shinobi de grande valor da vila, um gênio, um Uchiha.

- Obrigado por me lembrar.

- Itachi, só estou sendo sincera. Eu... quero terminar com você. Não te amo. Pronto. É isso - e deu-lhe as costas impressionada com seu autocontrole

- Sakura, posso te dizer uma coisa?

- Diga.

- Você mente muito mal.

A garota virou-se surpresa:

- Eu.... eu... não estou mentindo. Por que eu mentiria?

- Me diga você.

- Ah, Itachi. Para com isso! Eu quero terminar. Por que dificultar as coisas? É simples assim.

- Então você está falando a sério?

- Claro!

Súbito, aproximou-se dela, encostou seu corpo junto ao dela e sem lhe tocar obrigou-a a olhar em seus olhos .

- Então me diga tudo isso novamente olhando pra mim.

- Itachi, não faça isso.

- Diga, Sakura. Diga que não me ama e que nunca me amou olhando bem no fundo dos meus olhos.

- Itachi, por favor!

- Diga! E eu juro que nunca mais volto a te procurar para nada - ele a olhava com os olhos frios - Vamos! Estou esperando a sua resposta.

- Eu... eu - disse a garota olhando firme para ele tremendo e segurando as lágrimas

- Você não me ama? Diga. - continuou olhando firme e duro para ela.

- Eu... eu... não...

Sakura não aguentou mais, abaixou a cabeça e caiu no choro se abraçando com os dois braços. Itachi a abraçou com ternura enquanto passava a mão em seus cabelos.

- Tudo bem, minha flor. Não chore. Eu entendi tudo. - levantou gentilmente o rosto dela banhado em lágrimas para ele - Alguém te obrigou a me dizer essas coisas, não foi?

Sakura não respondeu e evitou encará-lo.

- Foi meu pai, não é? Foi ele quem te procurou, né?

Sakura não respondia. Itachi percebeu só pelo silêncio dela e pelo seu olhar que estava certo.

- Não se preocupe, linda. Seja o que for que ele tenha te dito não tem importância para mim e não vai mudar em nada o que eu sinto.

- Mas, Itachi. Não podemos ....

Porém, ele a silenciou com um beijo. Um beijo terno, suave, que aos poucos foi se aprofundando. Ele a beijava com uma ânsia e uma fome que sentiu dela durante a semana que esteve fora. Sakura, que também sentira muito a falta dele e estava faminta por seus beijos, correspondeu com voracidade. Suas línguas se enroscavam e se buscavam com fome. Então Itachi a encostou numa árvore e começou a passar suas mãos pelo corpo dela. Queria ela ali e agora. Foi descendo sua língua pelo pescoço dela. Levantou a sua blusa bem como o sutiã e sugou um dos seios. A rosada não conseguiu evitar que saísse um gemido.

- Eu quero você, Sakura - disse com a voz ofegante - Vamos fazer amor aqui na cachoeira.

- Você é louco, Itachi - disse a rosada mal contendo a respiração - Pode aparecer alguém.

- Eu sei. Não é excitante?

- Louco.

- Por você.

E com ambas as mãos acariciava os seios dela. Beliscou levemente o mamilo de um deles e o abocanhou, sugando-o com vólupia, sentindo sua textura enquanto a garota gemia sem parar. Lambia, mordia. Fez o mesmo com o outro. Enquanto sugava o seio dela, com uma das mãos foi enfiando na bermuda dela e logo já estava entrando na calcinha. Lá acariciou o sexo dela. A garota soltou um grito de prazer e Itachi sentiu seu membro doer de tanta excitação. Então retirou as roupas dela quase rasgando e voltou a beijá-la com ardor. Suas mãos sentiram a pele dela, sua textura, suavidade. Ele pegou em suas nádegas e apertava. Desceu a boca novamente sobre a regiãos dos seios e lá brincou com eles mais uma vez.

- Itachi.... - gemia Sakura não se aguentando de excitação

Ele foi descendo a boca pela barriga e pelas pernas dela. Apertou as coxas levemente e levou sua mão para explorar a região vaginal dela. Colocou um dedo no clitóris e começou em movimentos leves e circulares a estimular aquela região. A rosada sentia uma onda de prazer a cobrir, tremia, sentia sua vagina se contrair. Itachi então colocou sua língua no clitoris e começou a manipulá-la com intensidade e de acordo com as reações que sentia da garota.

- Itachi, por favor, me possua - implorou Sakura

O moreno não se aguentou mais. Tirou apressadamente as próprias roupas, levantou o corpo dela, encostando-a na árvore enquanto as pernas dela o envolviam e de uma só vez a penetrou. Foi segurando o seu prazer enquanto se mexia com mais intensidade dentro dela saboreando os gemidos de prazer que ela emitia.

- Mais, Itachi. Mais.

Ele só aumentava cada vez mais. Sakura estava além de si. Sentia todo o seu corpo se retesando para aquele ponto num êxtase que se intensificava. Itachi vendo-a quase chegar ao orgasmo também não se segurou mais e a acompanhou naquele ritmo. Seus gemidos se misturaram aos dela. Ele não conseguia pensar em mais nada a não ser naquele êxtase que se intensificava. Finalmente, sentiram juntos a explosão e ambos deram um grito intenso de prazer. Seus corpos então relaxaram e Itachi foi lentamente descendo pelo tronco da árvore segurando o corpo dela até chegarem no chão. E caíram abraçados e suados. Ficaram um bom tempo assim até que Itachi sussurou com uma voz sexy no ouvido dela.

- Vamos nos banhar na cachoeira?

A moça concordou e foram os dois completamente nus se banharem. Entraram na água que estava meio gelada e tremeram. Mas logo se acostumaram e foram ficar debaixo da cachoeira. Itachi com cuidado pôs Sakura numa pedra e ficou parado diante dela segurando-a na cintura enquanto ambos sentiam aquela água maravilhosa escorrer pelas suas cabeças e seus corpos. Era uma sensação refrescante e de paz que sentiam. Não ousavam quebrar aquele silêncio. Seus olhares que se cruzavam expressavam a felicidade daquele momento e o amor que sentiam. Nada nem ninguém poderia se interpôr entre eles. Nada destruiria o amor deles. Não souberam quanto tempo ficaram assim, mas Itachi trirou Sakura da pedra e caminhando pelas águas com cuidado para não escorregaram saíram daquela parte do rio. Então ele a carregou no colo e mergulhou junto com ela no rio. Depois começou a beijá-la desde a boca, passando pelo pescoço até chegar nos seios. Ah! Ele adorava os seios dela. Não se cansava de admirá-los, tocá-los e sugá-los. Sakura gemia agarrando-se nele pelas costas e arranhando-o. Saíram da água e se deitaram na margem, ele por cima dela. Beijaram-se com urgência. Ele passava toda a sua língua pelo corpo dela. A rosada então disse entre suspiros:

- Itachi, deixe ver você nu, tocar no seu corpo.

- Com prazer! - disse com voz bem sensual e virou para o lado.

A rosada contemplou extasiada aquele corpo maravilhoso. Ele era tão lindo, tão viril! Começou a passar suas mãos no corpo dele. No peito, nos ombros, nas pernas e ele suspirava a cada toque dela. Qunado ela chegou no membro rijo dele foi com cuidado que o tocava. E à medida que percebia as reações do rapaz de prazer, ousava mais nas carícias. Então ela o beijou e se demorou intensamente sentindo o gosto da boca dele, da língua. Beijou o rosto, mordeu o lóbulo da orelha dele e passou a língua. Foi descendo em mordidas e beijos pelo pescoço, ombros, peito. Lambeu lentamente o mamilo dele e o sentiu estremecer de prazer. Desceu mais um pouquinho até chegar no pênis. Tímida, começou a lambê-lo de leve com medo de machucar o amado. Por fim, colocou-o na boca e aí começou a chupá-lo. Começou a ir devagar e ouvia os gemidos dele. Itachi com a voz sufocada pelo prazer pediu-a que intensificasse o gesto. E foi o que ela fez. Ia e voltava. Ia e voltava rapidamente. Até que, de repente, ele afastou-a de si com delicadeza e gozou. Depois, a assentou sobre seu órgão e começaram novamente os movimentos ritmados. Enquanto ele a penetrava mais e mais lhe beijava loucamente. Foram nesse vaivém dos corpos até chegarem juntos no ápice. E relaxaram. Resolveram não treinar naquele dia.

********

Naquela mesma tarde, Itachi voltou irritado para sua casa. Entrou, passou pela sala e viu Sasuke acomodado no sofá. Perguntou-lhe com a voz contida e o olhar frio:

- Onde está nosso pai?

- No escritório. Por quê?

- Nada. Vou conversar com ele. E Sasuke ...

- Que é?

- Estou sabendo da "sua gentileza" em ter acompanhado minha namorada até a casa dela nesses dias em que fiquei fora - disse com ironia

- Ah, ela te contou?

- Ela não tem segredos comigo.

- Bom pra você.

- Ela só não me disse o que conversaram. Mas eu imagino, eu te conheço. Você não perdeu tempo em fazer seu joguinho.

- Lógico.

- Eu se fosse você não continuava.

- Por quê? Vai me dar uma surra?

- Vontade não é o que me falta. Mas não. Só estou falando isso porque você apenas vai perder seu tempo, Sakura não te quer mais. Quer um conselho? Fique com as suas garotas e esqueça dela. Vai ser melhor pra você.

- Veremos.

Os dois continuaram se olhando firme: Sasuke com desafio e Itachi com frieza. Por fim, o irmão mais velho entrou no escritório para conversar com o pai. Este se encontrava sentado à escrivaninha analisando alguns relatórios. Levantou os olhos para o filho.

- Itachi, deseja me falar alguma coisa? Sente-se.

- Não, pai. Eu prefiro ficar de pé. Não vou tomar muito o seu tempo - disse num tom frio contendo a irritação

- O que aconteceu?

- Pai, eu só vou lhe dizer uma única vez. Até hoje fiz todas as suas vontades e procurei corresponder a todas as suas expectativas, mesmo indo contra o que eu realmente queria.

- Continue.

- Se quiser que eu seja líder da ANBU, serei. Se quiser, posso lutar para ser um Hokage. Tudo o que quiser. Mas eu não vou permitir que o senhor interfira na minha vida amorosa. Isso não. Não procure mais a Sakura para usá-la para fazer o seu jogo de controlar a minha vida. Eu não o perdoarei se fizer isso de novo.

- Pelo visto me enganei com essa moça. Achei que fosse sensata e fiel com a sua palavra.

- Pior que ela tentou, papai. Veio com uma conversa absurda de que não queria continuar nosso relacionamento porque não me amava mais. Só que eu percebi tudo, ela não precisou me dizer nada. Não me subestime, pai. Eu sou um shinobi da ANBU. Já participei de vários interrogatórios e sou capaz de descobrir mentiras dos homens mais dissimulados do mundo ninja. O senhor bem sabe disso.

- É. Realmente o subestimei, meu filho.

- Então não se meta na minha vida, pelo menos não com a garota que eu amo. Quantas vezes vou ter que repetir isso? Eu amo a Sakura.

- Quem diria? Meu filho, um dos shinobis mais frios e incapaz de expressar sentimentos que conheço. Apaixonado. E ainda declarando isso a plenos pulmões.

- Pois eu não me envergonho nem um pouco disso. Nunca me senti tão livre e feliz assim antes. E gosto do que sinto.

- Itachi, reconheço que me enganei a respeito da moça. Ela não é uma pessoa vulgar e estúpida que eu pensava encontrar.

- Que bom.

- Mas isso só piora as coisas. Não brinque com essa garota. Quanto mais cedo você terminar essa relação e assumir o compromisso que lhe é devido, menos sofrimento você dará a ela.

- Pai, eu não irei casar com outra mulher que não seja a Sakura. Já disse.

- Infelizmente, você não tem escolha. Sabe sobre a situação com Madara. Conforme for, talvez eu deixe minha posição de líder mais cedo do que eu suponho para você ter que assumir e liderar o clã frente a uma batalha.

- O senhor exagera, pai. Quem garante que Madara pretende atacar realmente a vila? E mesmo que o faça não vai mudar o fato se eu me tornar o chefe do clã ou não.

- É claro que sim, meu filho! Não percebe o absurdo que diz? Você é um dos maiores ninjas de Konoha, senão o maior até mais do que o Hokage como muitos acreditam. Com você como um dos principais na liderança a vitória é mais garantida.

- O problema maior é que o senhor não está realmente preocupado com a segurança da vila ou do clã.

- Como disse?

- É isso mesmo. O senhor só não quer perder a sua liderança do clã e a garantia de que os seus descendentes continuem na liderança, ostentando o seu orgulho. A questão é essa.

O pai o encarou furioso, mas disse num tom frio:

- Tudo bem, Itachi. Eu admito: essa é minha principal preocupação.

- Como se eu não soubesse.

- Não vou permitir que você estrague o seu futuro por uma paixão arrebatadora.

- Pai, eu não admito..

- Cale-se! Quem não admite sua falta de respeito sou eu. Tudo bem, eu vou lhe dar mais tempo.

- Tempo? Como assim?

- Vou lhe dar mais tempo para se divertir com aquela garota, embora eu ache crueldade da sua parte sendo ela como é.

- Ah! Devo ficar agradecido? - disse com ironia.

- Mas só até o final do ano, Itachi - respondeu Fugaku ignorando o comentário - Só até o final do ano depois da aprovação dela na academia. Depois disso, assim que entrar o próximo ano, você vai terminar esse relacionamento e assumir o noivado com uma moça que já escolhi para ser sua esposa.

Itachi ficou pasmo e sentiu seu estômago arder de raiva. Nem ousava perguntar quem era a pessoa em questão.

- Entendeu, Itachi? Só até o fim deste ano e nem um minuto a mais. E ano que vem você se casa como queria, só que com a moça que eu escolhi.

Itachi permanecia calado olhando para seu pai com os olhos frios. Não acreditava que aquele homem tinha coragem de querer impôr seus próprios interesses passando por cima da felicidade dele, que era seu filho.

- É só, Itachi. Se não tem mais nada a dizer, queira, por favor, se retirar pois tenho que trabalhar.

O moreno saiu a passos firmes e bateu a porta.

- Está realmente com a cabeça virada. Até dos bons modos já se esqueceu - comentou Fugaku para si balançando a cabeça para os lados

*******

Passaram-se quatro meses. O relacionamento de Sakura e Itachi continuava mais intenso. O moço não considerou, é claro, a imposição do pai. Planejava com cuidado uma forma de casar-se com Sakura, quer seu pai quisesse, quer não. Ele não falava com a rosada sobre seus planos porque não queria preocupá-la e desviá-la de treinar e se concentrar nos seus estudos. A garota não tinha limites para o progresso. Já havia dominado por completo a técnica do Genjutsu. Sabia sair de ilusões de nível C, B, A e até S, enquanto seus colegas no máximo alguns saíam do nível A. Ela também sabia criar ilusões de nível C, B e A. Na academia, embora a professora Kurenai houvesse ensinado a arte de criar ilusões, isso não era obrigatório para um aluno se tornar um chunnin. Mas Sakura impressionava a todos cada vez mais. Ela também já sabia criar ninjutsu a partir do elemento que descobriu ser de sua natureza: fogo.

- Você é do mesmo elemento que eu. Fogo. Aliás, você é um fogo! - brincava Itachi ao treiná-la

Faltavam dois meses para os exames finais que determinariam a classificação ninja dos estudantes. A grande maioria tinha potencial para se tornar um chunnim direto. Mas dentre eles, além de Sakura, havia outros estudantes que já possuíam um nível de jounnin: Naruto, Hinata, Gaara, Sai, Juugo, Suigetsu, Neji, Temari e Sasuke. Este tanto quanto à rosada também dominava o Genjutsu a um nível muito elevado. Seu relacionamento com Karin já havia terminado a tempos; ele já não mais aguentava o grude da garota. Ela, por sua vez, ainda insistia, mas era sempre dispensada. Sasuke decidiu não se firmar em ninguém. Saía com uma garota aqui, outra ali para passar o tempo. Quem ele realmente queria de paixão era Sakura. Conversava com ela nos intervalos e até começou a se integrar mais com os amigos dela, que aos poucos foram diminuíndo a resistência com relação ao rapaz. Só Naruto que ainda conservava uma certa implicância, mas ele admitia em particular para Hinata que o Uchiha não era tão arrogante e frio como imaginava. Sasuke afrouxou um pouco as indiretas para Sakura, pois sabia dos planos do pai e da noiva que este escolhera para Itachi. Pensou até em contar para a rosada ao ver que ela não sabia, mas decidiu não aplicar semelhante golpe baixo no irmão. Teria Sakura de forma limpa e natural.

******

Itachi e Sakura se encontravam numa gruta oculta pela cachoeira e numa altura de difícil acesso que só um shinobi concentrando chakra nos pés poderia alcançar. Lá, nessa gruta, era que frequentemente faziam amor. Às vezes, iam à casa da rosada quando seus pais não estavam e no quarto dela também se entregavam aos prazeres do sexo. Mas a gruta na cachoeira que era seu ninho de amor. Na cachoeira era arriscado serem pegos; quase ocorreu no dia em que fizeram amor por lá uma vez. Então na gruta, era seguro. Era para lá que se dirigiam logo depois do treino que faziam no fim de semana ou depois das aulas de Sakura na academia. Aproveitavam cada minuto que podiam para se tocar, se beijar e chegarem juntos ao clímax. Obviamente, Sakura se cuidava. Havia uma espécie de pílula em forma de uma bolinha de gude que era anticonceptiva e só as mulheres tomavam. Porém , não era exatamente 100 % confiável. Sempre havia o risco de uma gravidez, mas era raro que ocorresse.

Estavam então os dois na gruta numa bela tarde e haviam acabado de fazer amor. Estavam deitados e abraçados, absortos numa paz e felizes como sempre ficavam após uma relação. Até que Itachi quebrou aquele silêncio:

- Sakura.

- Hunh.

- Você gostaria de ir lá pra casa este fim de semana?

- Ahn? - perguntou a garota com espanto erguendo um pouco o corpo em direção ao namorado - Você fala ir no seu clã?

- Claro! Onde mais seria ? - riu

- Mas Itachi, seu pai concordou?

- Bom, na verdade, quase todos do clã vão estar fora num festival que acontece anualmente em outra vila de onde surgiu o clã antes dele se estabelecer neste lugar que hoje é Konoha. É uma espécie de comemoração de aniversário do clã.

- Entendo. mas você não vai?

- Não. Preferi ficar aqui e passar o fim de semana com você.

- Seu pai concordou que você ficasse?

- Ele me olhou daquele jeito dele sempre que algo o desagrada, mas não falou nada.

- E ele está sabendo que você pretende me levar para o clã na ausência dele?

- Na verdade não - disse o moço com olhar travesso

- Sem chance, Itachi - disse a garota virando de lado

- Que isso, Sakura. Vai ser bom. Assim você conhece finalmente o meu lar.

- Morro de curiosidade em conhecer o clã e a sua casa. Mas dessa forma, às escondidas não.

- Por favor, linda flor.

- Não.

- Ah, Sakura, eu gostaria tanto de ter você em meus braços um fim de semana inteiro. Nós dois juntos passearíamos, veríamos o sol nascer juntos e é claro faríamos amor a maior parte do tempo.

- Sim. Imaginei isso.

- Por favor, vamos. Vai ser bom. Ninguém vai saber.

- Não sei não, Itachi - ele a estava tentando

- Ah, vai.

- Quando eles vão e quando voltam?

- Eles partem na sexta à tarde e voltam só na segunda de tarde.

- Tem certreza?

- Sim. Se você topar, eu te busco aqui na cachoeira depois da aula e nós iríamos para lá. Depois eu te levava de volta segunda pela manhã bem cedo pra você não perder aula.

- Hum..

- Ah, vamos, meu amor. Vai ser bom.

- Tá, deixa eu pensar e depois eu te respondo. Eu teria que ver que explicação eu daria pra minha mãe para eu poder ficar fora um fim de semana que fosse, afinal, nunca dormi fora de casa, a não ser na nossa primeira vez e mesmo assim foi um custo ter que inventar uma desculpa pra ela.

- Tudo bem, querida. Pense bem e depois me fala. E agora... vamos brincar mais um pouco? - disse ele enquanto a encarava com expressão maliciosa

- Vamos - respondeu a rosada rindo e o agarrando.

Na quinta-feira, na cachoeira, Sakura deu sua resposta. Topou. Mas disse a Itachi que ela iria sozinha na entrada do clã. Não queria que ninguém os visse juntos para não chegar aos ouvidos da mãe; convencera esta de que passaria um fim de semana com seus colegas como uma simulação de um teste de sobrevivência para preparar-se para os exames finais. Pedira tanto à Ino quanto à Hinata que confirmassem sua história caso a mãe lhes perguntasse.

Itachi, muito animado, a abraçou e a levantou cobrindo-a de beijos

- Você vai ver, Sakura, como vai ser maravilhoso! Tudo dará certo.

- Espero que sim. Não quero ficar mal com seu pai.

- Não se preocupe.

- Itachi.

- Sim.

- Você é louco.

- Por você

Beijaram-se. Aquele fim de semana prometia.

O que será que vai rolar nesse fim de semana dos dois? Vou dividir este fim de semana em três capítulos de puro hentai com direito a tudo (bom, quase tudo, só não vai ter chicotada). Então quem for sensível a cenas fortes, pule os três próximos capítulos. Ah! E não se iludam: muitos acontecimentos tristes aguardam os pombinhos. Eles vão sofrer muito (sou má). Não, eu também vou sofrer junto com eles. Então até à próxima.