Durante o período fora de temporada

Cena Extra 2 – Este foi o ano do Time dos Sonhos*

1992

*Time dos Sonhos (Dream Team): foi a seleção de basquete dos EUA que foi a campeã das Olimpíadas de Barcelona em 1992. O time era formado por grandes astros da NBA e foi o grande campeão, invicto durante todo o torneio e com uma diferença de, no mínimo, 34 pontos dos seus concorrentes. Michael Jordan, do Chicago Bulls, fazia parte desse time.


Tradução: Laysa Melo


~ Edward ~

"Pegue os seus pés, Cullen! Fique na frente, fique na frente!" O Treinador Vance grita da linha lateral.

O braço suado de Randall está todo no meu rosto. Ele está inclinando para a esquerda. Ele vai para a pintura, então eu dou um passo em frente e meu cotovelo bate em seu ombro. Eu abro bem os meus braços. Eu sinto a tensão em seu corpo mudar, seu peso transfere para a sua perna de trás e ele corre a toda velocidade em torno de mim. Porra!

"Deus, maldito seja, Cullen! Mova os seus pés!" Se aquele velho me disser para mexer meus pés mais uma vez, eu vou enfiar o pé no rabo dele, eu juro pelo fodido Deus.

Eu corro atrás de Randall. O barulho das pisadas dos meus tênis ecoam pelo tecido roxo, mas ele é muito malditamente rápido. Ele pega o passe. Eu abaixo meu ombro em seu peito e ele se debate como um peixe fora d'água. O Treinador apita e Randall está em meu rosto.

"Que porra é essa, Cullen?" Randall me empurra e eu bato sua mão para longe, e Vance já está no chão.

"Vão para os chuveiros, vocês dois. Vocês estão acabados." Ele rosna. Randall xinga e joga a bola no meu peito. Quero arremessar a bola para a porra da sua cabeça feia, mas mantenho a calma. Eu não posso ser tirado do jogo. Meu pai supostamente virá neste jogo. Sim, suas promessas não significam merda nenhuma, mas há sempre uma chance. Eu ainda espero por ele, como aquele menininho sentado na porra do piano esperando pelo seu toque de aprovação do seu escritório.

Eu coloco a bola calmamente no chão e os olhos de Vance perfuram a lateral do meu rosto. Eu o ignoro e sorrio, meus lábios puxando para cima em um sorriso enquanto eu ando pomposamente em direção ao vestiário. Eu puxo a camisa sobre a minha cabeça e limpo o suor do meu rosto.

"E corte o cabelo." Vance grita e eu continuo andando.

Depois do meu banho, eu volto ao meu dormitório. James está à sua escala, uma dúzia de vários frascos de kush* alinhados na mesa de café.

*Kush: Um tipo de planta usada na fabricação de drogas.

"Ei." Algum cara sujo parecendo mal vestido com uma camisa de flanela acena com a cabeça e eu aceno de volta. Eu já o vi antes.

Eu jogo a minha bolsa no meu quarto e sento no sofá com o meu diário enquanto James cuidadosamente coloca algumas porções de bulbos de lavanda nos frascos. Suas medidas são exatas e ele faz as contas de cabeça. James é um fodido idiota, mas quando se trata de drogas, ele é um maldito cientista de foguetes.

Exposições meticulosas, garrafas de vidro e bulbos secos.

Ele guarda com uma mão pesada, vagamente ela cai.

Congregado, debilitado, emagrecido.

E depois a fome consome.

Minha caneta para quando ela relampeja através do meu cérebro. Pergunto-me o que ela está fazendo agora. Provavelmente trabalhando. No armazém. Aposto que ela não está usando um sutiã.

Trago a minha caneta de volta para a página e a tinta inunda e sangra antes de eu escrever a minha primeira palavra.

Doce.

Doce em sua língua vermelha açucarada.

Chocolate.

Líquido em seus olhos, em seu cabelo, em sua pele.

Ela está presa.

Eu arranho a página, minha caneta rasgando linhas no papel. É uma merda. Uma porra de descrição de chiclete. Nada como Bella. Ela é beleza; terra sedimentada e erupções solares.

"Eddie, você quer bater?" James pergunta e estende-me o bong, a fumaça doce perfurando o ar e tirando-me das minhas reflexões.

Seguro o vidro no meu rosto e acendo a planta. O cilindro enche de fumaça e eu chupo a nuvem dentro. Ela enche os meus pulmões e nubla a minha cabeça. Boa merda.

"Você está em uma banda?" O cara sujo pergunta quando entrego a ele o bong.

"Não." Eu deixo a droga infiltrar.

"Você parece com esse cara que eu conheço. Ele está em uma banda".

Eu exalo.

"Bem, obviamente, não somos a mesma pessoa." Eu volto às minhas palavras. Às palavras dela. Ela está em minha mente agora.

Pele pontilhada e janelas reflexivas.

Siameses. Então separadas.

Rocha e água.

Congelado e quebrado.

Aquecido pela massa de fusão explodindo acima de nós, nós derretemos.

Uma rocha. Um fluxo. Uma força.

Eu acendo e inalo novamente, passando para o cara sujo e ele balança a cabeça e eu aceno de volta. Isso é estranho. Que ele acene. Eu quase rio quando exalo, a fumaça derivando da minha boca em um passeio agradável. Ou um ogro desajeitado. Oh merda, eu estou confuso.

"Cara! Você é uma aberração!" James soca meu ombro. Merda, eu acabei de rimar em voz alta?

Eu quero falar com ela. Apenas por um segundo. Levanto do sofá e me tranco no meu quarto. Puxo o telefone da minha mesa de cabeceira e disco o número rapidamente. Mesmo confuso, eu sei a porra do número dela. De coração.

Ele toca e toca e toca. O pai dela atende e eu desligo.

Minha visão está um pouco nublada quando eu pego uma caixa de suco de laranja da geladeira. O cara sujo esta simplesmente fodidamente me observando enquanto eu bebo o suco da embalagem e eu me sinto sendo analisado em um microscópio.

"O quê?" Pergunto a ele.

"Você deveria estar em uma banda." Ele diz distraidamente.

Então o cara sujo tem uma nova ideia.

"Ei, você que vir a uma festa com a gente? Haverá garotas lá, garotas quentes".

"Garotas, cara, garotas." James balança a cabeça e eu suspiro. Já faz algum tempo desde que eu saí. Talvez eu veja aquela garota de estatísticas. Fomos ao cinema para ver Quanto Mais Idiota Melhor e ela não riu nenhuma vez. Nem uma única vez! Eu não sei, isso foi simplesmente estranho.

"Bem, contanto que haja garotas." Eu digo sarcasticamente, mas é perdido nas células cerebrais queimadas.

Chegamos à casa e James olha a ruiva na varanda. Ela flerta com ele através do seu cigarro e James praticamente tem o seu pau na mão enquanto caminha até ela.

Encontro a cerveja e junto-me a um círculo e vejo essa garota e ela me vê e eu sei que se for até lá, eu posso foder com ela. Ela sorri e menciona que eu me aproxime dela, como se eu fodidamente precisasse de permissão, ou algo assim. Eu não me movo do meu lugar. Eu me afasto, uma indicação clara de que o progresso não é bem-vindo e busco fornicação em outros lugares.

Ela acha que eu estou de brincadeira porque ela bate no meu ombro.

"Ei, você está naquela banda que toca na cervejaria?" Ela pergunta e seus olhos são verdes.

"Uh, não. Eu não estou em uma banda".

"Bem, você parece com um músico. Suas mãos parecem... ágeis." Ela ronrona e eu reviro meus olhos, assim como Bella faria se ela estivesse aqui.

"Não, surdo e mudo. Desculpe." Eu digo e preciso de outra bebida.

"Idiota." Ela murmura baixinho enquanto se afasta.

Encontro outra cerveja.

Bella ainda está em meu cérebro, então eu bebo até que eu possa esquecer da sua pele sardenta, ou do gosto dos seus lábios açucarados, ou dos seus perfeitos mamilos rosados... Caralho de merda maldita, agora tudo que eu quero fazer é ir para casa e bater uma punheta e talvez assistir a um episódio de Seinfeld*, ou algo assim.

*Seinfeld: série do gênero comédia originalmente exibida nos EUA, exibida de 1989 até 1998.

Em vez disso, eu caio no sofá. Estou bêbado e conversando com essas pessoas sobre o rio e a represa e como a água é tão fria lá em cima. Eu quero levar Bella na turnê na represa.

"Eu simplesmente acho que ela realmente amaria isso. Ela tiraria todos os tipos de fotografias e ela simplesmente sentaria e olharia e provavelmente diria algo profundo e depois algo engraçado, tudo na mesma frase. Eu acho que ela realmente amaria isso." Eu divago. Esta garota acena e olha em volta. Por que ela está mesmo aqui agora?

"Então, você é Edward Cullen, certo?" Ela ainda não foi apresentada a mim.

"Não sei." Eu respondo e ela bufa. Ela acha que estou brincando.

"Você é adorável, Eddie." É a minha vez de bufar. Eu odeio esse fodido apelido.

"Meu nome não é Eddie." Eu murmuro e ela acende um baseado na minha cara.

"Bem, então quem é você, menino do rio?" Ela pergunta, fumaça saindo dos seus lábios. Eu olho para ela, as palavras lutando através da névoa de intoxicação. Menino do rio.

"Eu não sou ninguém".

Ela puxa a minha camisa de flanela e eu a descarto e está quente aqui. Forço meu caminho através dos corpos, procurando pela porta. A janela. Qualquer coisa que vá oferecer ar fresco.

Encontro uma janela aberta e empurro a tela para fora do caminho, exatamente como ela sempre faz. Eu tombo para fora em um grande arbusto no jardim da frente. Os galhos arranham a minha pele e eu acho que posso estar sangrando.

Eu luto com a maçaneta da porta. Eu finalmente a destranco e me deparo com sapatos engraxados. Como é que ele mantém aqueles sapatos tão brilhantes em Seattle? Minhas botas são uma bagunça, mas os seus sempre são fodidamente impecáveis.

"Ei, pai." Eu digo e empurro o meu cabelo para fora do meu rosto. Eu limpo o meu nariz, tentando manter o meu equilíbrio.

"Pegue as suas coisas. Você está vindo para casa." Ele diz e eu sorrio.

"Certo, com certeza, papis, deixe-me pegar o meu pijama." Eu zombo e encontro o sofá. Eu não preciso desta merda fodida dele. Ele não pode mais fodidamente me dizer o que fazer.

"Estou falando sério, pegue as suas coisas. Seu quarto está pronto." Ele é frio e calmo, como um portador de notícias ruins de terceiros.

"Obrigado, mas eu prefiro não ir." Eu bocejo. Olho para a mesa e o fodido James deixou a sua escala. E sua maconha. Porra! Estou tão ferrado.

"É assim que você está gastando meu dinheiro? Em drogas?" Ele pergunta e eu rio. Eu nem sequer uso drogas. Apenas maconha.

"Relaxe, pai, eu consigo as drogas de graça." Eu me recosto no sofá e ele agarra a minha camisa. Seus olhos estão em chamas e eu não consigo respirar.

"Eu me recuso a deixar o meu filho se comportar dessa maneira. Você está me ouvindo?"

Só dura um segundo, mas é a maior emoção que já vi neste homem. Estou quase em reverência.

"Eu não uso drogas. Só fumo maconha de vez em quando. Não é grande coisa." Eu divago.

"Você poderia ser expulso da faculdade. Você pode ser preso!" Ele libera a minha camisa e se endireita. A calma retorna. "Tenha em mente, tudo que você faz está sob escrutínio. Reflete sobre o seu caráter e, consequentemente, sobre o meu caráter também".

Oh, é disso que se trata. Seu caráter. Sim, ele pode ir se foder com o seu caráter.

"Professor Laurent me ligou. Você está fracassando em Biologia Celular. Isso poderia destruir o seu GPA*." Ele continua.

*GPA (Grade Point Average): é a média de notas. Uma forma de avaliar o desempenho do aluno no decorrer do ano ou semestre.

"Eu realmente não dou a mínima para o meu GPA, pai." Eu bocejo e uso meus braços para cobrir o meu rosto.

"Obviamente. Você estará no banco. Eu já falei com o Treinador Vance." Ele diz calmamente e meus olhos atiram para os dele.

"Você está me chantageando?" Pergunto, incrédulo.

"Isso significa ser motivador." Ele diz e eu rio. Incontrolavelmente. Como uma pessoa louca.

"Você está fodidamente brincando comigo? Quem é você? O anticristo?"

"Edward, pare de ser tão dramático. Você precisa de redirecionamento." Ele começa e eu já tive o suficiente.

"Você é seriamente fodido. Você percebe isso, não é?" Eu grito. Ele cruza os braços como se estivesse pacientemente esperando o fim da minha birra.

"É para o seu próprio bem. Eu preciso que você confie em mim, filho".

"Oh, Deus, isso é hilário. Sério, pai, você deveria ter o seu próprio especial da HBO." Eu bufo e caio de volta no sofá. Idiota fodido!

"Um carro virá buscá-lo de manhã. Discutiremos os detalhes depois." Ele caminha até a porta. Seus sapatos polidos batem no linóleo.

"E certifique-se de não estar intoxicado quando chegar em casa. Você não quer perturbar as garotas".

Então ele se foi.

Deus, eu o odeio.

Na manhã seguinte, estou sentado na mesa da cozinha, um waffle coberto de calda e morangos no meu prato. Esme sorri para mim enquanto eu como. Eu sorrio de volta, porque realmente é impossível não sorrir para Esme. Ela é a coisa mais próxima de uma mãe que eu já tive desde, bem, desde que eu tinha uma mãe.

Meu pai já teve um monte de esposas. Houve uma moça loira que durou cerca de um ano, logo após a morte da minha mãe. Acho que ela era uma enfermeira que trabalhava com ele, ou algo assim. E então houve uma senhora com cabelos castanhos encaracolados. Ela era uma assistente social e tinha esses dois filhos adotivos. Eu gostava deles. Ela caiu na estrada no momento em que descobriu que ele não seria capaz de participar dos jantares de família.

Depois houve Jane, a vampira bruxa monstro. Ela era professora de tênis no clube que frequentávamos e, no momento em que eu a conheci, eu soube que ela me odiava. Mas ela foi a minha favorita. Por causa dela, eu conheci Bella.

Pergunto-me como é a mãe de Bella.

Pergunto-me se ela ainda toma banho antes de dormir. O que ela come no café da manhã? Ela ainda gosta de dormir de lado com um braço debaixo do seu travesseiro e o cobertor em torno do seu rosto? Eu não gosto que eu não saiba essas coisas.

Alice passa para mim a seção de esportes do jornal e bebo o meu suco de laranja. Rose dá algumas mordidas no seu iogurte e granola e uns goles no seu chá da manhã, mas quando o telefone toca, ela se levanta apressadamente da mesa. É Emmett. Ele liga todas as manhãs.

"Edward." Meu pai olha para cima da sua papelada. "Eu já arranjei um encontro entre você e o Professor Laurent. Ele está esperando por você esta tarde. Você deve perguntar a ele se há algo que você pode fazer para aumentar a sua nota. Projetos, tarefas, trabalhos de pesquisa... diga a ele que você fará qualquer coisa necessária".

"Jesus, pai. Qualquer coisa, sério? E se ele quiser que eu chupe o seu pau?" Eu estalo e Esme engasga com o seu ovo cozido. Alice bufa e tosse ao mesmo tempo e eu sorrio para ela, mas ela balança a cabeça. Traidora.

"Se você não consegue lidar com a responsabilidade das atividades extracurriculares e sua educação, tenho certeza que uma pode ser eliminada." Ele nunca ri das minhas piadas. "Espero que não tenhamos esse problema no futuro".

"Sim, senhor." Eu digo com uma saudação. Seu rosto desaparece de volta em sua papelada.

Subo as escadas para o quarto que costumava ser meu. A cama é a mesma e há um par das minhas camisas antigas ainda penduradas no armário. Não me lembro do meu tempo neste quarto. Provavelmente porque foi gasto desejando que eu estivesse em outro lugar.

Tiro os meus sapatos e os jogo, vagamente consciente de uma discussão acontecendo lá embaixo. Meu pai está saindo. Trabalhando em um sábado. Esme está chateada. Eles tinham planos de ir para a loja Home Depot, ou algo assim, para comprar plantas para o quintal.

"Compre o que você quiser, Esme. Tenho certeza que vou amar o que você escolher".

"Este não é o ponto. Eu não quero comprar o que quero. Eu quero que isso seja algo que façamos juntos." Ela está pedindo, como se fosse ajudar.

"Sinto muito, amor. Minhas mãos estão atadas. Você sabe que eu tenho um prazo".

Fecho meus olhos antes que eu possa ouvir a resposta dela. Eu já sei como isso vai acabar. Ele escolherá o seu trabalho.

Ele sempre escolherá.

É por isso que não estou surpreso quando ele não aparece no meu jogo. Ele esteve na Universidade durante todo o dia. Esme está nas arquibancadas com Alice e Jasper. Até mesmo Mike aparece. Ele gosta das festas que acontecem depois dos jogos.

Eu tento dizer a mim mesmo que não importa que ele não esteja aqui. Eu tenho 20 anos, o estrago está feito.

Consigo 16 pontos e oito assistências. Bloqueio dois arremessos. Foda-se, Vance, meus pés estão bem.

Comemos um hambúrguer e então nos dirigimos a esta festa no Sound. Estou me sentindo muito bem sobre o jogo, então eu bebo um pouco. Eles estão passando um bong ao redor, então eu fumo um pouco também. Observo as gotas da condensação deslizarem pela garrafa verde na minha mão. Ela está na minha cabeça. Suor descendo pelo seu pescoço, serpenteando em torno da sua clavícula e deslizando diretamente entre os seus seios. Porra, eu não consigo parar de pensar naquele fodido beijo. Alguma garota vem até mim e eu a empurro para o lado. Ela está chateada porque aparentemente eu a conheço, mas não consigo lembrar do seu rosto. Tudo que eu vejo é chocolate derretido e um biquíni verde.

Meu pai está me esperando na mesa da cozinha quando eu chego em casa. Estou bêbado pra caralho, mas tento manter a minha merda junta. Ele continua falando com sua voz fodidamente passiva agressiva, aquela que deveria fazer-me pensar que ele se importa, mas não realmente o suficiente para fazer algo sobre isso, então eu me viro e subo as escadas para o meu quarto. Eu continuo piscando, mas não consigo realmente ver e o corredor está rolando, como uma queda d'água entre altas falésias. Eu bato na parede e respiro pelo nariz. Se eu pudesse simplesmente chegar até a minha cama.

Acordo no banheiro, meu rosto pressionado contra o frio da porcelana do vaso sanitário. Eu vomitei, tudo sobre mim mesmo. Eu pisco, minha cabeça lateja com cada levantamento das minhas pálpebras e eu tropeço para o chuveiro, com roupas e tudo mais. Deixo a água me limpar. Eu a observo rodar em torno do dreno em listras, seguindo o caminho de menor resistência para o preto vago.

Eu não quero isso. Eu não quero ser médico. Eu não quero mais ir para a faculdade. Eu não quero viver com o meu pai, ou pensar sobre a minha mãe. Eu não quero estar aqui, em Seattle. Eu só quero estar onde ela está. E eu não posso. E isso está fodidamente sugando a vida para fora de mim. Eu não posso mais fazer isso.

Há uma forte batida na porta, o thump, thump, thump como o meu cérebro batendo contra o meu crânio.

"O quê?" Eu gemo.

"Edward, eu gostaria..." Eu não posso ouvi-lo. Por que ele simplesmente não fala? Ou mesmo grite. Ele age como se vivêssemos em uma porra de monastério.

"Eu não posso ouvir você." Eu grito de volta e é muito bom gritar para o meu pai. É terapêutico, ou alguma merda assim.

Ouço a porta abrir e eu estou irado. "Dê o fora daqui!" Eu grito e ele cruza os braços na frente do seu peito.

"Encontre-me no meu escritório. Quando você estiver limpo." Ele sai e fecha a porta atrás dele.

Eu cumpro as ordens do médico. Eu me visto e vou ao seu escritório de couro. Cadeiras de couro. Mesa coberta de couro. Poltrona de couro. Tem cheiro de animal morto aqui.

Meu pai me mantém esperando e eu estou prestes a sair quando ele fecha a porta suavemente atrás dele. Ele coloca um pote sobre a mesa, o que significava que ele queria que eu urinasse nele, e eu sorrio.

"É do Treinador Vance. Você precisa enviar uma amostra." Ele senta em sua cadeira e eu estou sem palavras. Se eu fizer o teste hoje, estou fodido. Fora da equipe. Expulso. Completamente fodido.

"Eu serei expulso da equipe, você sabe".

"Sim, eu sei".

Eu apenas olho para o pote. Eu não posso viver aqui com ele. Estive aqui por dois dias e eu já quero matá-lo. Eu preciso sair dessa casa.

"Posso viver na casa da marina?" Eu deixo escapar e meu pai está confuso com a mudança do meu tom.

"No Arizona?" Ele pergunta e eu aceno. Ele cruza as mãos, seus olhos em seus dedos torcendo por um longo tempo antes que ele fale novamente.

"Eu não acho que você pensou sobre isso completamente".

"Eu não acho que você saiba alguma coisa sobre mim." Eu murmuro porque a arrogância da sua declaração me faz querer socá-lo.

"É claro que eu conheço você. Você é meu filho. Um Cullen. E você está indo para a faculdade de medicina. É o que você sempre quis".

Não, isso é o que você sempre quis. É o que a mamãe queria. Eu nunca quis isso.

"Eu vou visitar o túmulo. Na terça-feira. Você deve vir comigo." Ele diz, e aí está, a culpa. De alguma forma, ele sempre consegue tecê-la para o argumento. Ele sabe que eu faria qualquer coisa por ela.

"Eu tenho aula." Eu digo através dos meus dentes. Ele ganhou. Assim como sempre. E agora ele oferecerá o prêmio de consolação.

"Eu estava pensando que deveríamos ter uma grande festa para o seu aniversário este ano. Realmente sairmos todos. Você só faz 21 anos uma vez." Ele está tentando ser esperto.

"Eu quero ir para Las Vegas." Eu desafio.

"Certo. Eu cuidarei disso." Ele diz.

"E eu quero o meu próprio apartamento." Eu acrescento.

"Isso pode ser arranjado. Dependerá da sua pontuação neste semestre. E do seu teste de drogas." Ele me entrega o pote. "Esperarei até o final do semestre".

Ele não pode estar falando sério. Mal começou novembro. Ele espera que eu more aqui por mais um mês? Sóbrio?

"Você perdeu o meu jogo." Eu cuspo, minha perna subindo e descendo furiosamente. "E, aparentemente, foi o meu último".

Sim, filho da puta, dois podem jogar o jogo da culpa.

"Certo, contanto que você passe em suas disciplinas, eu pagarei o seu aluguel. Se você ficar para trás, você volta para casa. Eu sei que parece duro, Edward, mas seu futuro depende disso".

"Tudo bem." Eu digo e estou prestes a sair. "E quanto a Vance?"

"Desculpe, ele não pode ser persuadido. Esta ordem veio de Dean." Que acontece de jogar golfe com o meu pai todos os domingos. Ele é tão cheio de merda.

Qualquer um pode ser persuadido com um cifrão.

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

Quando finalmente chegamos à marina, estou louco para ver Bella. Chegamos mais tarde do que o normal, nós tivemos que esperar por Rose.

Estacionamos na unidade e estou suando. Eu sempre esqueço como aqui é fodidamente quente. Estou na janela dela mesmo que seja uma de manhã e esteja escuro no quarto dela. Empurro meu cabelo do meu rosto. Eu deveria tê-lo cortado antes de partir. Porra, eu estou nervoso. Por que estou tão nervoso?

Ela abre a tela e eu escalo e então olho para ela. Seu cabelo é uma bagunça e ela está em sua calcinha. Maldito seja, filho da puta de merda. Ela fecha a janela e tudo no que consigo focar é a curva da sua bunda aparecendo do material azul e branco com estrelas. Ela está usando a minha regata do Bulls e finjo que estou olhando para o emblema, mas, Cristo, eu posso ver seus mamilos. Desvie o olhar, idiota! E diga algo inteligente. E não fique excitado!

"Melhor pijama de todos." Eu sorrio. Ela revira os olhos e cai de volta na sua cama. Eu amo quando ela está irritada. E quase nua.

"Você acabou de chegar aqui?"Ela boceja e esfrega seus olhos. Ela parece mal-humorada quando está com sono. Sento-me na sua cama e tento ignorar seus mamilos.

"Sim".

"Você está atrasado." Ela doma o seu cabelo para trás em um rabo de cavalo e eu vejo as linhas do seu pescoço e ombros flexionarem.

"Tivemos que esperar pela Rose. Ela está esperando uma notícia sobre essa coisa de estágio em Washington DC." Eu digo e meus dedos encontram o caminho para a sua pele.

"Como está a faculdade?" Ela pergunta baixinho. Merda, porra, eu odeio a minha vida.

"Estou simplesmente eufórico que este semestre finalmente acabou. Eu tenho mais um ano e depois vou me candidatar à faculdade de medicina. Eu ainda tenho que fazer o MCAT. Eu estive adiando. Mais quatro anos, Bella. Eu tenho que fazer essa merda por mais quatro anos." Eu cuspo.

Ela rasteja sobre mim para ligar o seu rádio e, fôda-me correndo se o peito que estou tentando ignorar roça no meu braço. Tento respirar. Fecho meus olhos e me recosto contra a cabeceira de ferro da sua cama e longe da sua bunda seminua rastejando sobre a porra do meu colo. Ela está tentando me matar?

"Não é uma escolha." Eu digo e eu só quero me enrolar com essa garota na cama e esquecer os últimos dez meses da minha vida.

"Então..." Ela começa e eu olho para ela. Ela está se segurando, apreensiva. Eu quero dizer a ela que estou disponível, que tudo no que eu penso é ela, mas eu não quero assumir nada. E se ela tiver um namorado? E se ela esqueceu daquele beijo? E se eu estiver prestes a fazer de mim mesmo um completo idiota?

"Então, eu estava pensando, nós precisamos ir lá para fora".

"Caso você não tenha notado, estamos meio que no meio do nada. Para onde exatamente você quer ir?" Ela está hesitante, a dúvida sufocando seu belo rosto.

"Em algum lugar que possamos nos vestir arrumados".

"Eu não sei, Edward." Ela diz e estou frustrado porque parece que ela vai dizer não.

"Ângela me largou." Eu digo. "No momento em que entramos no carro no verão passado. Nós nem sequer paramos para dormir em Reno, dirigimos todas as 19 horas direto".

Silêncio e meu coração é um cavalo de corrida. "Então, você está saindo com alguém, Bella?"

"Não." Ela diz baixinho e eu consigo respirar. "Você tem uma namorada?"

"Não." Eu digo com orgulho. "Eu não tenho saído nos últimos meses".

"O que você quer dizer com sair?" Ela pergunta ceticamente.

"Sair, você sabe, para fora".

"Não, eu não sei. Eu não saio. Nunca." Ela enfatiza a última palavra, e seus olhos estão arregalados.

"Então vamos definitivamente sair." Eu sorrio.

"Você ainda está transando aleatoriamente?" Ela exige e eu estou assustado. Leva-me um minuto para responder. Não. Não desde o último verão. Não desde aquele beijo. Eu estive em alguns encontros, mas nada que eu planejasse seguir em frente.

"Eu saio, Bella, e às vezes eu saio com garotas. Mas eu não estou procurando mais por uma conexão. Estou meio que farto disso".

"Então o que você está procurando?" Uma distração. Uma substituição. Uma segunda opção.

"Eu não sei. Apenas procurando, eu acho." É uma resposta segura.

"Eu não quero que você procure." Ela diz, e ela está irritada, o que me irrita. Por que ela não pode simplesmente dizer isso?

"O que você espera, Bella? Quero dizer, eu achei que aquele beijo no ano passado foi muito foidamente estelar, e então eu não ouço falar de você durante todo o ano e eu sou deixado pensando que eu cometi um erro, que eu, basicamente, quebrei o coração desta adorável garota por nada. Por que eu não devo procurar? Eu tenho uma razão para não procurar?" Eu deixo escapar. Eu procuro seu rosto e, por um minuto, eu acho que ela se renderá, que me deixará entrar. Mas eles mudam, suas pálpebras como fendas. Ela está escolhendo uma luta.

"Eu acho que não." Ela cospe e eu explodo.

"Você é tão fodidamente teimosa, você sabe disso?"

Ela chuta suas pernas como uma criança mimada e eu não posso evitar, eu reajo da maneira que eu sei. Sendo um idiota.

Eu puxo o seu cobertor porque eu sei que vai irritá-la, e eu não posso mais ver a sua coxa sardenta. Ela puxa de volta e eu não solto. Seus olhos estão em chamas, seu cabelo caindo do elástico e bloqueando seu rosto. Suas narinas estão inflamadas e seus lábios estão apertados e eu sorrio. Ela é tão malditamente linda.

"Dê-me o meu fodido cobertor." Sua voz é rouca e eu puxo o cobertor com mais força. Em seguida, suas mãos estão no meu peito, seu corpo perto e quente, e ela tem cheiro de shampoo.

Ela ainda toma banhos à noite.

"Saia do meu quarto." Ela rosna na minha cara.

"Não." Eu digo, plantando-me em sua cama. "Não até você admitir isso".

"Admitir o quê?" Ela se vira para mim. Ela está de joelhos e eu me forço a olhar para o rosto dela porque eu posso ver os seus mamilos novamente.

"Admitir que você não quer que eu procure outras garotas porque você gosta de mim." Eu sorrio.

"Eu realmente, realmente não gosto de você agora." Ela faz uma carranca e eu rio.

"Sim, você gosta. Você só não gosta de ter uma fraqueza." Eu digo e deixo o conforto da sua cama me cercar. O cheiro do seu travesseiro, o frescor das barras de ferro, até mesmo o chiado da cabeceira. Este é o meu lugar preferido em todo o mundo, bem aqui, na miúda cama de Bella.

"Nós iremos para Las Vegas para o Quatro de Julho." Eu exijo e meus olhos estão pesados da viagem. "E eu quero conhecer a sua mãe".

Eu não ouço a resposta dela, mas eu a sinto afundar ao meu lado. Sua cabeça repousa ao lado da minha, suas costas pressionadas contra o meu lado e eu me movo para que os meus braços estejam em torno dela. Deslizo a minha mão sob a sua camisa e meus dedos espalham abertos para absorver a pele do seu estômago. Ela se contorce para mais perto no meu peito e eu decolo.

Sim, ela me ama.

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

"O que você quer dizer que você faria Luke Perry? Ele é um idiota!" Como ela poderia ser mesmo remotamente atraída por esse idiota? Ela está sentada no banco do passageiro, suas pernas cruzadas no assento.

"O quê? Eu gosto do cabelo dele".

"Desde quando?" Eu pergunto e ela dá de ombros.

"Eu não sei, desde sempre, eu acho." E eu apenas olho para ela em descrença.

"Eu faria com Clinton." Rose entra na conversa do banco de trás e está silêncio no carro por um minuto inteiro enquanto o resto de nós pondera se isso é estranho. Então Emmett quebra o silêncio.

"Eu também, babe. Eu também." Ele beija a bochecha dela e meu estômago dói de tanto rir no momento em que chegamos ao restaurante.

O encontro com a mãe da Bella é uma experiência interessante. Ela é pequena, seu cabelo como um capacete, seu rosto coberto de maquiagem. Ela sorri largamente e bate suas unhas falsas pintadas incessantemente sobre o tampo de fórmica da mesa. Ela é incrivelmente positiva e fala a mil por hora e usa roupas de grife. É difícil imaginá-la suando na marina.

Bella mastiga seus lábios e bebe toda a minha Coca-Cola. Ela observa a sua mãe desconfortavelmente, olhos correndo entre o batom vermelho da sua mãe e seu novo namorado. As interações são todas tão genéricas e eu sinto que estou assistindo um episódio de uma série de televisão. E eu sou o cara que só aparece uma ou duas vezes, como um convidado especial, ou algo assim.

Nós saímos para encontrar Alice e Jasper no hotel e eu me alimento do zumbido de eletricidade no ar. Eu me sinto como Frank Sinatra com Bella nos meus braços enquanto nós andamos através do cassino para os quartos.

Não é muito depois que Alice está derramando doses de tequila e brindando às faíscas, ou alguma merda do tipo, mas tudo que vejo é Bella em seu biquíni. Nós caminhamos até a piscina e eu sigo o balanço dos seus quadris. Ela tropeça uma vez no piso acarpetado e, quando ela ri de si mesma, ela bufa. Eu simplesmente quero tocá-la.

Nadamos na piscina e Bella se pendura toda sobre mim, suas pernas deslizando contra as minhas, suas mãos nos meus ombros, nas minhas costas, no meu peito. É tão fodidamente fácil. O álcool me ajuda a relaxar, então eu bebo. Muito. E eu me esqueço de usar meu filtro. Minhas mãos vagueiam e eu não me importo de parar. Ela não para também e, no momento em que ela está passeando de volta para o quarto, eu estou observando gotas de água deslizarem pelas suas costas e seu traje de banho está subindo. Leva toda a força que eu possuo para não ajeitar o seu biquíni. Ou agarrar a sua bunda. Para a qual eu não consigo parar de olhar.

Eu puxo os laços do seu biquíni porque eu amo a atenção que ela me dá quando eu a estou incomodando demais. Meus dedos pastam a sua pele e ela tem arrepios e eu quero lamber o seu pescoço. Ela está batendo na minha mão e fazendo ameaças, toda bêbada e poderosa e essas coisas, como se ela não estivesse andando através de um fodido cassino com seu biquíni em sua bunda.

Ela cai para trás contra o meu peito e sua bunda está pressionada contra o meu pau e eu tenho que respirar fundo, meditar e essas merdas. Eu terei que descarregar antes de sairmos hoje à noite.

Eu gentilmente puxo o tecido elástico, não forte nem nada, mas ela me diz para soltá-la novamente, e ela está totalmente me provocando assim, então eu a empurro para sair do elevador. Era para ser apenas uma provocação, eu juro, mas ela tropeça de novo e eu estendo a mão para impedi-la de cair.

"Porra! Edward! Solte-me! Que porra é essa porra?" Ela está gritando e eu estou rindo porque as palavras que saem da sua boca não são nada ameaçadoras. Eu sinto que se eu soltá-la, ela cairá, então eu mantenho meu aperto. Seguro seu corpo contra o meu e posso sentir sua respiração.

Ela está dizendo alguma coisa e eu não estou registrando as palavras, mas seu rosto está perto do meu e eu quero beijá-la. Eu a levanto por cima do meu ombro e corro para o quarto. Ela está reclamando, claro, e eu a atiro na cama. Seu cabelo espalha ao redor do seu rosto, suas bochechas vermelhas e seus lábios entreabertos e eu quero colocar minha boca na dela. Seu peito está pesado e eu inclino para ela, mas os outros estão passando pela porta.

"Eu vou para o chuveiro." Eu pisco para ela e pego as minhas coisas. Ela odeia quando eu pisco para ela.

Eu não posso tirá-la da minha mente. Eu me cubro com espuma e não demora muito para eu ficar duro. Fecho meus olhos e imagino sua boca inteligente no meu pau. Eu vejo seus olhos de chocolate espreitando para mim através dos seus longos cílios. Eu vejo sua mão deslizar entre as suas pernas e ela está se tocando e eu gozo, o jato de água quente batendo nas minhas costas e no topo da minha cabeça e fluindo em minha boca enquanto eu ofego.

"Edward!" Alice está batendo na porta impacientemente e eu rapidamente me esfrego antes que ela diga algo embaraçoso. Desde o dia em que Esme entrou no meu quarto sem bater e me pegou batendo uma punheta na oitava série, ela aproveita cada oportunidade para fazer uma piada masturbatória com o meu nome. Tenho certeza que ela pensa que é nostálgico, ou alguma merda assim.

"Dê-me um segundo." Eu grito de volta e ela está batendo novamente. Eu me enxugo e corro para colocar uma cueca para que eu possa fazê-la calar a boca.

"Nós todos temos que tomar banho, sabe? Coloque o seu pa-"

"Cale-se!" Eu rosno, abrindo a porta, e ela está rindo.

"Relaxe, ela está dormindo." Alice diz quando assume o banheiro, entregando-me as minhas roupas e fechando a porta na minha cara. Jasper ri do seu lugar na cama e eu mostro o dedo do meio para ele, o que apenas provoca mais risada.

Eu visto a minha calça e minha camisa. As coisas de Alice estão espalhadas todas sobre a penteadeira e eu afasto algumas para poder fazer a barba.

"Então..." Jasper começa e eu viro para olhar para ele, meu rosto coberto de espuma.

"Nem sequer comece" Eu murmuro e há creme de barbear na minha boca, então eu cuspir na pia. Bella ainda está curvada na cama em seu maldito biquíni. Ela é tão suave quando está dormindo. Eu não sei o que mais me fascina, o fluxo pacífico que emana e flutua da sua respiração enquanto ela dorme, ou a eletricidade brilhando em seus olhos quando ela está acordada.

"Você vai fazer algo sobre isso ou o quê?" Jasper acena na direção dela e eu volto para a minha tarefa.

"Você vai tomar banho hoje ou o quê? Eu posso sentir o seu cheiro daqui." Eu retorno secamente enquanto deslizo a lâmina sobre a minha mandíbula.

"Cara, eu entendi, ok? Mas aquela garota gosta de você, Confie em mim, ela está nisso." Jasper pega suas roupas e, com uma arqueada da sua sobrancelha, ele desliza para o banheiro. Eu rapidamente enxáguo meu rosto porque agora eu posso ouvir Alice dando risadinhas e eu acho que vou vomitar. Eu deveria estar acostumado com essa merda agora. Alice praticamente vive em nosso apartamento.

Sento-me no parapeito da janela e não demora muito antes que eu comece a observar Bella dormindo. A verdade é que, eu realmente não sei como Bella se sente sobre mim. Às vezes eu acho que sei. Às vezes ela me faz sentir como um gigante e quando eu ando, as rochas tremem. Estamos conectados, eu pude sentir isso agitando entre nós hoje. E eu sei que ela sente isso também, eu só não sei se é o suficiente.

Bella está aqui. Eu estou aqui e, talvez, possamos ter alguma coisa aqui, mesmo que seja só desta vez. É melhor do que nada, certo?

Claro que é. Estou agradecido por qualquer pedaço dessa garota que eu possa ter.

Nós assistimos algumas merdas na MTV enquanto as garotas se prepararam, mas Bella ainda está dormindo. Ela precisa levantar se nós vamos sair daqui na hora, então eu a acordo. Ela pula da cama, seu cabelo emaranhado e seu rosto vermelho e marcado do sono. Seus olhos percorrem o local, seus lábios arqueando. Ela está me examinando. E, porra, eu estou nervoso. Estou prestes a dizer algo sarcástico quando ela finalmente fala.

"Você está bonito." Ela diz e está corando, a cor espalhando pelo seu peito e eu rio, como um idiota. Ela sorri e meu coração explode, como se eu tivesse corrido um quilômetro, ou algo assim.

Bella está no banho e Alice está latindo para eu pegar a mala dela. Eu ergo a mala no canto e a levo ao banheiro. Então Bella aparece na porta envolta em uma maldita toalha, água brilhando por toda a sua pele bronzeada e eu entrego sua mala a ela. Maldição, ela está linda, então eu digo a ela. Estou flertando e ela sabe disso. Ela revira os olhos e bate a porta na minha cara, mas eu não me importo. Eu acho que ela secretamente ama isso.

Finalmente, as garotas estão prontas para sair e quando eu vejo Bella, é realmente estranho. Quero dizer, ela está quente, muito, muito fodidamente quente e, por um instante, estou atordoado com a insegurança. Por uns dez segundos, tudo que eu quero é arrastá-la de volta para o quarto e fazê-la colocar uma regata e seu shorts rasgado porque aqueles idiotas no cassino vão molestá-la com os olhos e não há nada que eu possa fazer para detê-los.

Eu me forço a esquecer isso. Eu me forço a focar nela. Ela parece nervosa e continua mexendo com o seu vestido, então eu estendo meu braço para ela e ela tropeça em seus sapatos e eu relaxo um pouco. Eu quero ser exatamente o que ela precisa.

"Você está incrível." Eu sussurro em seu pescoço e ela sorri. Ela segura o meu braço como sé nós pertencêssemos um ao outro. Eu movo meu braço para a sua cintura, o material escorregadio se movendo sobre o seu quadril sob a minha mão e ela se encaixa ao meu lado.

Nós comemos e bebemos e eu estou tão fodidamente nervoso. Eu quero que esta noite seja perfeita. Eu quero que Bella veja como as coisas podem ser fáceis, longe da marina. Talvez se as coisas forem fáceis, ela estaria mais disposta a tentar essa coisa de namoro à distância.

Então eu bebo, e eu relaxo, e as coisas começam a acontecer. Eu preciso tocá-la, eu quero a conexão. Sento-me realmente perto dela durante o jantar. Deslizo meu braço no seu ombro e acaricio sua coxa e ela me alimenta com mordidas de sorvete. Ela olha nos meus olhos e eu estou saciado.

Pegamos uma limusine para o clube e Bella está junto de mim, fumando o meu baseado e minhas mãos estão nela novamente. Eu mastigo o fim do meu charuto e ela o rouba da minha boca. Eu a observo colocá-lo entre os seus lábios e, porra, sua saia sobe. Suas mãos torcem na minha camisa e eu puxo a sua boca para a minha. Ela tem gosto de tabaco e chocolate e maconha e champanhe e eu quero sentir o gosto dela em meus lábios para sempre.

Uma vez que estamos no clube, nós sentamos em uma grande cabine e Jasper pede mais bebidas. Os lábios de Bella estão no meu ouvido e ela murmura algo sobre os sapatos de Rose e isso me lembra que ela ainda é a minha Bella, sob a maquiagem e o vestido escorregadio, sob as luzes brilhantes do clube esfumaçado, ela ainda é a minha Bella. Então eu a beijo, do jeito que eu sempre quis, mas não tinha coragem. Eu seguro o seu rosto entre as minhas mãos e lambo seus lábios e a beijo. Eu quero deslizar minhas mãos pelo seu vestido e tocá-la e fazê-la suspirar na minha boca. Eu a quero tanto que isso dói.

Então ela se foi, sua mão na de Alice, seus saltos clicando nos pisos de mármore. Emmett pede uma rodada de doses. Desta vez é rum, e é bom. O som das teclas do piano flui através do meu nevoeiro bêbado e eu foco no som enquanto espero Bella voltar para mim. O que poderia estar demorando tanto?

É familiar, uma música que eu toquei antes, mas esse cara é melhor que eu. Minha perna salta e meu peito está apertado. Eu preciso de outra bebida. Ou um baseado. Ou Bella. Eu simplesmente preciso de Bella. Eu observo o pianista e eu poderia estar no lugar dele. Eu tenho que tocar. Eu me levanto da cadeira e a sala está girando. Mas eu tenho que tocar.

"Cara, você está bem?" A mão de Emmett está no meu ombro, Rose inclinada ao seu lado, um canudo entre os lábios dela.

"Sim, homem. Estou ótimo. Vou conversar com o pianista. Ele é realmente bom, eu voltarei em um segundo." Eu digo na minha voz mais sóbria e Emmett me deixa ir. Eu tropeço até o palco enquanto o pianista está fazendo uma pausa. Eu aperto a sua mão e me apresento. Eu o elogio uma porrada de vezes e, antes que eu saiba, estou sentado no elegante instrumento. Eu não toco há muito tempo, mas meus dedos voam e estou tocando novamente.

Exatamente então eu a vejo, toda linda e brilhando e essas coisas e eu quero que ela cante. Eu quero que ela se abra e deixe ir. Eu simplesmente... eu simplesmente a quero.

"Bella, Bella, Bella." Eu digo no microfone e seus olhos castanhos ficam enormes. "Ela não é linda, pessoal? Esta é a minha melhor amiga, Bella. Bella, lembra quando você disse que queria ser uma cantora? Agora é a sua chance!"

Ela não se move e eu acho que talvez ela precise de um pouco de persuasão. Então eu canto, e ela chora.

É tudo no que eu posso focar, as lágrimas escorrendo pelas suas bochechas e eu não me importo que eles estejam em fazendo ir embora porque eu a fiz chorar. Estou inclinado nela e ela me apoia, como eu fiz mais cedo quando ela não conseguia andar naqueles sapatos estúpidos. Esta é a maneira que funcionamos. Nós apoiamos um ao outro quando fazemos merdas estúpidas. Nós temos um ao outro, e isso é tão certo. É como deveria ser. É o que as pessoas fazem quando se amam.

Eu vejo isso. Ela me ama. Suas mãos estão no meu rosto e ela me deixa apoiar minha cabeça em seu ombro no táxi. Eu vejo isso quando ela envolve seus braços ao redor da minha cintura e me deixa beijá-la no elevador. Eu vejo isso quando ela tira os meus sapatos e meias no quarto do hotel. Seus dedos movem para o meu cinto e seu cabelo cai em seu rosto enquanto ela puxa as pernas da minha calça e eu vejo isso quando seus olhos encontram os meus.

Eu quero que ela veja isso também.

"Eu te amo, Bella." Eu digo. Seus olhos arregalam e ela faz uma carranca.

Claro, ela está ofendida.

"Não, você não ama. Você ama a fantasia. Você ama o pensamento de mim. Você ama quem eu sou por dois meses do ano. Você ama o que você vê em um vestido bonito agora. Você realmente não me ama. Você nem sequer me conhece de verdade."

E, é claro, eu a desafiei.

"Como você sabe o que eu sinto. Você acha que sabe tudo, Bella. Você acha que tem tudo totalmente planejado. Eu te amo. Eu amo quando você olha para mim com esses grandes olhos fodidamente de corça e eu amo quando eles ficam espremidos quando eu digo algo que irrita você. Eu amo o jeito que você toma o seu sorvete, como se fosse a última maldita vez que você fosse comê-lo. Você sabe como é difícil para mim assistir você lamber sorvete de chocolate dos seu dedos, ano após ano?"

"Eu não tenho olhos de corça. Isso é apenas a maquiagem." Ela limpa o seu rosto, mas ela está errada. Eu gosto mais do seu rosto quando é apenas ela.

"Eu amo sua grande trança pendurada nas suas costas e como você acha que você é tão durona. Eu amo os seus quadris nesse vestido e os seus ombros. Você tem ombros realmente bonitos." Eu me sento e apenas continuou falando porque ela não sabe do que diabos está falando.

"É apenas um vestido." Ela diz e está arrancando o vestido do seu pescoço. Ela está frenética, seus olhos procurando pelo quarto e eu preciso me conectar. Então eu estendo a mão. E eu a toco. E isso é elétrico.

Ela deixa o material cair e ela é deslumbrante. Sua pele é mel, mas seus seios são branco leitosos e eu aperto a curva dos seus quadris. Eu quero dizer a ela como as suas curvas torturam as minhas fantasias e fazem com que todas as outras mulheres sejam sem graça em comparação com a sua vibração, mas não consigo encontrar as palavras. Talvez eu esteja muito bêbado, ou talvez eu seja apenas um idiota, mas bonito simplesmente não descreve isso. E isso não é o suficiente.

Minhas mãos seguem os entalhes do seu estômago, a ondulação da sua caixa torácica e eu dobro sobre a curva dos seus seios. Eu sou guloso, eu agarro e acaricio e reviro seus mamilos enquanto eles enrijecem. Suas pálpebras estão lânguidas quando eu puxo o elástico dos seus quadris. Eu a aprecio e ela é perfeita e eu estou duro e quero consumi-la. Eu preciso disso e ela está oferecendo isso a mim.

Eu a puxo para o meu colo e ela se move contra o meu pau. Ela puxa a minha camisa sobre a minha cabeça e eu a beijo, minha mão tateia entre as suas pernas e eu empurro meus dedos dentro dela. Deus, ela é quente e macia e ela engasga. Eu sei que estou sendo muito rude, mas eu não consigo me controlar. Meu pau está pulsando e minha mão está em toda parte. Ela acaricia meu peito e sua boca beija a minha lentamente e eu respiro, eu desacelero. Ela pressiona para baixo na minha mão e eu quero vê-la gozar mais do que qualquer coisa no mundo.

Ela está tremendo e respirando no meu pescoço e eu a sinto convulsionar em torno dos meus dedos. Eu lambo o seu pescoço e puxo seu seio para a minha boca. Ela geme e puxa o meu cabelo e eu tenho que estar dentro dela. Eu a levanto e a deito em suas costas e ela tira a minha cueca. Eu pressiono contra ela e ela se abre, suaves olhos de corça, e eu vejo isso.

Amor.

Oh, Deus, eu a amo, e isso não é como eu deveria mostrar isso. Eu deveria ser mais gentil, eu deveria adorá-la. Ela merece mais de mim. Eu a beijo por toda parte. São desculpas porque eu ainda estou tentando tomar minha decisão. Ela envolve suas pernas ao redor da minha cintura e ela está molhada contra o meu estômago, manchando a minha pele. Eu poderia facilmente empurrar para dentro dela.

"Não." Eu resmungo. "Isso é errado. Não pode ser assim. Não deveria ser assim." Ela aumenta a força do seu aperto em mim e eu estou balançando a minha cabeça.

"Eu quero isso, Edward. Está tudo bem, tudo bem." Ela sussurra. Tudo bem? Não deveria estar tudo bem. Deveria ser lindo, energia passando entre nós quando nós nos conectarmos. Isso não pode ser bom. Ela merece muito mais do que bom.

"Não, não, não, isso não está bem." Pressiono meu rosto na pele dela e luto contra as lágrimas acumulando nos meus olhos, lágrimas carregadas de culpa que eu não mereço derramar. "Deus, eu sou um idiota. Eu não posso acreditar que eu quase... eu não farei isso, Bella, não assim".

Ela se desprende e se afasta. Meu coração é um tijolo e tudo está pesado. Eu me enrolo em volta dela, assim como fazemos quando dormimos juntos em sua pequena cama, e eu beijo o seu pescoço e ombro. Eu sei o que estou suplicando, mas não tenho certeza do que eu estou pedindo a ela.

Eu só preciso que isso esteja bem, eu preciso que ela esteja bem. Por favor, diga que você está bem.

"Eu não estou brava." Ela sussurra enquanto eu adormeço, o espesso véu de exaustão consumidor.

Quando eu acordo de manhã, minha cabeça está latejando e estou nu e sozinho. Bella se foi. Eu rapidamente coloco a minha boxer e minha cabeça gira, náuseas borbulhando no meu estômago. Eu corro para o banheiro e vomito. Não há muito para vir à tona e eu evito a próxima onda. Eu fico sentado lá com a minha cabeça no vaso sanitário e tento descobrir o que aconteceu na noite passada.

Onde ela está? Eu rapidamente escovo meus dentes e vejo um pedaço de luz entre as cortinas. Coloco a minha cabeça através da cortina e, porra, está muito claro! Mas ela está lá, no peitoril da janela.

"Ei, café?" Eu pergunto e ela concorda. Nós nos vestimos, juntos, na escuridão, e é silencioso. Nós andamos, encontramos uma cafeteria. Minha cabeça lateja e eu escondo meus olhos. Ela tira sarro de mim porque estou com muita ressaca. Então, ela traz à tona ontem à noite.

"Ei, você só faz 21 anos uma vez, certo? E você definitivamente teve uma noite para recordar." Ela diz e eu sinto que vou vomitar novamente. Oh, Deus, nós não fizemos isso. Não com ela, por favor, não com ela. Eu sei que estava perto. Eu ainda podia sentir o cheiro dela em mim esta manhã.

"Bella, eu sinto muito sobre a noite passada. Eu estava completamente bêbado e eu estava fora de linha. Nós não fizemos... fizemos?"

Não, nós não fizemos. Não se preocupe com isso, está tudo bem." Sua voz sai concisa. Ótimo. Ela pensa que eu a estou rejeitando.

"Não é isso que eu quis dizer, maldição! Deus, eu continuo fodendo as coisas. Eu só... você significa muito para mim, tipo, muito. E eu não quero nunca mais ter isso com você, você sabe, uma foda de bêbado que eu nem sequer me lembro. Você merece muito mais do que isso." Ela toma o seu café e pensa. Seus olhos estão manchados com os restos de maquiagem e ela lambe seus lábios.

"O que você quer ter comigo?" Ela pergunta. Eu tento encontrar uma resposta que não vá assustá-la demais, ou irritá-la.

"Café? Sundaes? Boliche? Qualquer coisa, Bella." Eu digo e ela franze a testa.

"Você quer ir a um encontro?" Ela pergunta e eu dou de ombros. Seu rosto suaviza, seus lábios arqueando. "Eu gosto disso. Nós podemos começar devagar, começar do zero".

"Não, não começar do zero. Começar de novo." Eu digo, porque eu não trocaria nenhum dos momentos que tivemos. Nós conversamos e ela sorri muito e eu beijo sua bochecha. Ela me deixa segurar sua mão e eu me sinto bem. Melhor do que me senti durante todo o ano.

Quando chegamos ao quarto, Alice e Jasper estão agindo estranhos. Por um lado, Jasper está limpando as coisas e esse cara nunca faz isso. Emmett chama Bella em seu quarto e ela me puxa junto. Estou pensando que ele viu que eu estava nu na cama com sua irmã e vai me foder. Estou um pouco intimidado, pronto para fazer declarações e essas merdas, quando Emmett derrama.

"Bella, estou me mudando para Washington." Emmett diz e Bella está apertando a minha mão.

"O quê? Você está indo embora?" Eu a envolvo e ela está tremendo. Eu não estou surpreso. Quero dizer, claro, Emmett e Rose só se veem durante o verão, mas eles nunca foram de tempo parcial.

"Rose conseguiu um estágio em Washington DC. Ela ficará lá por, pelo menos, os próximos dois anos, talvez mais. E eu quero estar onde ela está. Eu não quero mais ficar sem ela. Vamos, Bella. Você tinha que ter visto isso chegando".

"Mas a marina, o pai e a mãe? Nós precisamos de você, Emmett, o papai precisa de você. O que nós faremos?" As mãos dela estão em punhos agora.

"Papai ficará bem." Emmett cerra seus dentes e Rose fica mais perto dele, uma frente unida.

"Por que você está me contando isso agora? Todo mundo já sabe? Papai sabe que você está abandonando a sua família por alguma namorada de tempo parcial?" Bella atira e Rose parece que dará um soco nela.

"Ninguém sabe. Exceto Alice e Jasper, porque precisávamos de testemunhas." Emmett diz e eu me abraço.

"Testemunhas?" Bella está chorando e eu limpo sua bochecha, mas ela não responde.

"Rose não é minha namorada de tempo parcial, Bella." Emmett diz. "Ela é a minha esposa".

Bella está em silêncio. Eu não acho que ela esteja respirando.

"Como você pôde?" Bella murmura. "Por que você não me contou? Eu... eu poderia ter sido uma testemunha..."

"Eu sinto muito, Bella." Rose murmura baixinho e Bella atira.

"Guarde isso. Você não sente muito. Vocês vão embora e terão sua vida perfeita e tudo está nas minhas costas agora, Emmett. Como você pôde fazer isso? Isso é tão fodidamente egoísta!"

"Você está malditamente certa, isso é egoísmo." Emmett explode. "Eu não mereço ser egoísta uma vez na minha vida? Eu não mereço ser feliz? Eu pensei que você, de todas as pessoas, entenderia isso!"

Os olhos de Bella estão em branco, sua perna salta e ela se foi. Ela se tranca no banheiro e Emmett tenta por meia hora fazê-la abrir a porta. Ele está desesperado e olha para mim pedindo ajuda, então eu bato na porta levemente.

"Bella, sou eu." Eu digo e ela abre um pedaço da porta. Seus olhos estão vermelhos e ela me deixa entrar. Ela se senta na banheira vazia, os joelhos puxados no seu peito, e eu me sento com ela. Ela agarra a minha camisa e enterra seu rosto no meu peito e chora. Eu passo meus dedos pelos seus cabelos e beijo sua testa, e a seguro por um tempo muito longo.

A merda vai para baixo quando voltarmos para a marina. Emmett e Charlie vão para isso, brigando diretamente na estrada, e Bella está muito abalada. Eu nunca tive uma briga assim com o meu pai. Toda discussão com ele é como uma transação comercial. Isso é pura emoção, Charlie está fodidamente irritado e Emmett se defende. E é difícil dizer quem está certo e quem está errado, porque todo mundo está sofrendo.

Emmett e Rose vão embora para Seattle e Bella me pede para ficar com ela. Nós deitamos lado a lado. Sua cabeça repousa contra a minha e eu brinco com os seus dedos. Eu sei que é uma merda que o seu irmão se foi, mas eu vejo o brilho tênue de esperança nessa coisa toda do projeto de Emmett e Rose.

"Se Emmett e Rose podem fazer essa coisa de longa distância funcionar, nós também podemos." Eu menciono e ela é rápida em argumentar, como sempre.

"Pelos próximos quatro anos? E então o que dizer da sua residência? Depois o que você vai fazer? Mudar para cá? Eu não posso mais ir embora. Eu estou presa." Eu me mudaria para cá, se ela esperasse por mim.

"Nós não temos que saber todas as respostas agora. Pensei em levarmos isso lentamente." Eu digo. Talvez uma oportunidade vá surgir, como surgiu para Emmett e Rose, e podemos encontrar uma maneira de ficarmos juntos mais cedo.

E nós ficamos juntos, pelo resto do verão. Nós assistimos o Time dos Sonhos ganhar nos Jogos Olímpicos e nós dirigimos para a cidade para tomarmos sundaes de sorvete. É como se fossem encontros. Eu seguro a mão dela e beijo seus lábios e a sinto sob as cobertas da sua cama, na água, no barco, nas trilhas de caminhadas. Ainda assim, eu não deixo as coisas irem mais longe. Eu quero provar a ela que eu posso estar em um relacionamento, que eu quero esse longo prazo. Eu quero provar isso a mim mesmo também.

Eu dou a ela o número do meu pager e espero como o inferno que ela o use. É realmente difícil pra caralho levá-la ao telefone. Isso coloca a bola no seu campo, no entanto, o que me deixa ansioso.

Um dia antes de eu ir embora, eu sorrateiramente deixo o seu presente em seu quarto. É um CD player. Eu realmente só queria que ela tivesse esse CD. Mais especificamente, esta música.

Ela franze o cenho quando vê o disco e eu tento manter uma cara séria.

"Eu não posso escutar este." Ela diz com naturalidade, como se eu fosse assim estúpido. Eu reviro os olhos.

"Claro que você pode." Eu digo. "Use a força".

Suas sobrancelhas erguem e ela acha que eu estou louco. Eu amo isso.

"Venha, você é uma garota inteligente, você pode descobrir isso." Eu provoco e ela está ficando irritada, até que ela olha para o seu leitor de música recentemente substituído.

"Eu não aceito esse presente." Ela diz. Eu pego o CD da sua mão e coloco na minha música. Bem, sua música, na verdade.

Com alguma persuasão, ela relaxa ao meu lado e nós escutamos. A canção rasga através do quarto e meu peito está apertado. Dói respirar, pensar, focar em qualquer coisa além dessa garota com seu quadril dobrado perfeitamente no meu lado, como se devesse estar lá. Sua mão levemente se move em meu peito e eu não quero partir. E então chega, a parte que eu sempre canto em voz alta. A parte que eu canto para ela.

"I know someday you'll have a beautiful life,
I know you'll be the star in somebody else's sky,
But, why, why, why can't it be, can't it be mine?"

"Eu sei que um dia você terá uma linda vida,
Eu sei que você será uma estrela no céu de um outro alguém,
Mas, por que, por que, por que não pode ser, não pode ser no meu?"

Ela levanta a sua cabeça e sua boca está na minha, e nós conectamos. Eu corro a minha mão ao longo da sua coluna e seus dedos apertam o tecido da minha camisa. Ela desliza sua perna entre os meus joelhos e eu encaixo seu quadril para puxá-la para mais perto. Nós nos beijamos e tocamos e ela se contorce contra mim, e eu luto com força para firmar os seus quadris. Ela beija o meu queixo e o meu pescoço e descansa a cabeça no meu peito. Eu baixo obrigada é sussurrado e eu sei que nós ficaremos bem. Assim como Emmett e Rose. Nós podemos fazer isso.

Qual é a pior coisa que poderia acontecer?


A música que Edward colocar é "Black", do Pearl Jam.


Nota:

Eu morro de dó do Edward, afinal, a vida dele com o seu pai fodido não é nada fácil... e o que acharam da versão do Edward de todos os acontecimentos em Las Vegas?

Próximo capítulo na quarta-feira, se chegar a 1245 reviews.

Bjs,

Ju