Capítulo 12
Isabella
- SAIA DAQUI MICHAEL!
Bati a porta do apartamento com força, rezando para o que garoto desistisse da idéia tola que ele estava tendo no momento. Respirei fundo e escutei passos de alguém se distanciando. O barulho do portão do prédio se fechando chegou aos meus ouvidos e eu respirei aliviada.
Caminhei em direção a janela da sala e a abri, flocos de neve entraram e caíram no chão, deixando-o molhado. Eu procurei Michael na rua, ele estava com as mãos nos bolsos da calça, o cachecol grosso voava em seu rosto, mostrando o quão fria a noite estava. Ele olhou para mim.
- VOCÊ É LOUCA!
Eu fechei a cara e bati com força a janela, fechando a cortina e desejando que nenhum vizinho meu tivesse escutado a gritaria, mesmo sabendo que isso era algo improvável de acontecer.
Caminhei em direção a lareira e a acendi, a sala ficou quente no mesmo momento. Sentei-me no sofá e pousei minha cabeça no encosto, suspirando fundo e repensando o dia confuso e conturbado que eu tive.
Michael havia me pedido em namoro. E esse pedido tinha desencadeado uma série de emoções e sentimentos que eu trancava dentro de mim com todo o cuidado. Emoções e sentimentos que eu tinha medo, e sempre iria ter, até o dia que eu estivesse disposta a abrir o meu coração novamente para alguém.
No mesmo dia em que eu saí de Forks, eu tinha prometido a mim mesma que ninguém conseguiria conquistar meu coração igual ele tinha conquistado. E ninguém conseguiria me ferir igual o outro tinha ferido.
Por que Michael tinha que ter decidido pela brilhante idéia de me pedir em namoro? Diversão e sexo casual já não estavam bons para ele? Eu sabia que não poderia ter começado com os jantares românticos e as saídas para o cinema. Eu nunca devia ter aceitado o convite de Michael para almoçar na casa dele, em um dia de domingo. Isso para homens românticos, quase significava casamento.
Suspirei novamente e passei as mãos pelo cabelo. Estava enorme. Eu não iria cortar, gostava dele assim. Saí do sofá e coloquei a máquina de fazer café para funcionar, um vício meu depois de entrar na faculdade. A necessidade de permanecer horas lendo e escrevendo fez com que meu corpo precisasse de muito mais cafeína do que ele estava acostumado.
Quando o café estava pronto, peguei uma caneca e saboreei o gosto e o aroma. Sentei-me novamente no sofá. Michael realmente estava certo. Todos que eu tinha terminado me achavam louca. Eu realmente era diferente de todas as meninas da faculdade.
Toda garota esperava de alguém um convite exatamente igual ao que Michael havia me feito. Já eu detestava compromissos. Depois de tudo o que eu havia passado com aquele monstro, eu achei que realmente na hora do sexo, não conseguiria me soltar. Mas pensando melhor, eu me saía muito bem em relação a isso. Não consegui reprimir uma risada baixa com esse pensamento.
O que mais me assustava, era que, a facilidade que eu tinha para o sexo, contrastava com a dificuldade que eu tinha pelo compromisso. Dei de ombros e tomei mais um gole de café. Havia muitos homens no planeta Terra, felizmente. Michael era apenas um que teve o azar de gostar de uma garota problemática.
Imbecil.
Fiquei olhando para as chamas da lareira e uma angústia tomou conta do meu peito. Não, não dessa vez. Eu precisava manter minha decisão de ninguém me machucar. Coloquei a caneca no chão e saí correndo para o quarto, ligando o computador. Ele demorava a carregar. Eu realmente era uma pessoa que não conseguia ver diversão em tecnologia. Comprar um computador rápido era a última coisa que eu pensaria em fazer com meu humilde salário.
Tudo bem que meu dinheiro não estava acabando. O que eu tinha no banco era o suficiente para terminar meus estudos e começar a procurar um emprego de verdade. A loja da mãe de Mike foi produtiva de certo modo, e trabalhar na biblioteca da faculdade me deixava perto do que eu mais gostava: livros. E eu ainda era paga para isso. O único ponto negativo do meu trabalho era ter que agüentar a falta de paciência de alguns estudantes, que entravam na biblioteca apenas quando era extremamente necessário.
O barulho do computador me tirou dos meus devaneios e eu vi que já tinha carregado. Acessei meu e-mail e escrevi tudo o que havia acontecido comigo durante a semana para Jake. Eu devia muito a ele, e manter o lobisomem informado era o mínimo que eu poderia fazer depois dele ter me agüentado por meses em depressão.
Mesmo que Jake tivesse tido um Imprinting com uma garota da reserva, e tivesse se afastado um pouco de mim, eu amava o menino. Um amor puro, de irmã. Desejava tudo de bom para o garoto e eu sabia que o sentimento era recíproco. Meu porto seguro, meu sol particular. Com Jake ao meu lado, eu consegui sair do meu estado de depressão e consegui ter pensamentos positivos, ter força de vontade de lutar por algo, lutar por sonhos. Pelos meus sonhos.
Percebi que a gola da minha blusa estava molhada. Eu tinha saudade do menino-homem. De Charlie, da minha casa em Forks. Eu sentia saudade dos dias chuvosos de Forks! Morar no Alasca não era fácil, e antes de dormir, eu todo dia me perguntava mentalmente o porquê de ter escolhido um lugar tão frio para morar. Algo no meu subconsciente gritava para mim, que eu tinha escolhido por causa dos vampiros que eu havia conhecido quatro anos atrás.
Mas eu tratei de esquecer esse pensamento tolo rapidamente. Terminei de escrever o e-mail para Jake e enviei. Desliguei o computador tendo a certeza de que ele não demoraria a responder, mas brigaria comigo por ter terminado mais um relacionamento com potencial para dar certo. Com certeza teria algo como 'vocêtemmedodeserelacionargraçasaosanguessuga'. Mas eu não ligaria para isso. Apagaria tais palavras da minha mente no momento que fechasse o e-mail, igual eu fiz com tantos outros.
Respirei fundo e fechei os olhos, lembrando-me de que não havia tomado banho. Amanhã seria segunda feira. Particularmente um dia cheio na biblioteca. Todos os estudantes iam para tentar pegar livros que seriam devolvidos. Olhei para o relógio ao lado do computador. Oito e meia da noite. Merda, no dia seguinte eu teria que acordar praticamente de madrugada, e eu não conseguia dormir sem lavar o cabelo. No Alasca, isso era uma tortura.
Levantei-me da cadeira e caminhei em direção ao armário. Pegando uma toalha limpa e seca. Fui em direção ao banheiro e liguei o chuveiro, entrando na água quente e fechando os olhos para repassar mentalmente tudo o que eu teria que fazer no dia seguinte.
Entregar o trabalho para o professor de História. O trabalho era para sexta-feira, mas eu, como sempre, estava adiantada. Amava história e me fascinava por assuntos antigos. Eu tinha que entregar meu currículo em algumas escolas da região. Eu não era professora, mas algumas aulas particulares para meninos mais novos poderiam me proporcionar uma renda extra. No final do dia, eu teria que ir para a biblioteca. Segunda feira ficaria até as dez horas da noite. E eu teria que bolar um plano infalível para fugir de Michael pela universidade. Isso seria chato.
Desliguei o chuveiro e peguei a toalha, enrolando-a no meu corpo. Tentei me olhar no espelho, mas esse estava embaçado, então eu abri parcialmente a porta da suíte e o vento frio entrou, gelando meu corpo. Enquanto o espelho não desembaçava, comecei a escovar os cabelos calmamente e enrolei mais uma pequena toalha neles, para tirar o excesso da água e prepará-lo para secar.
Respirei fundo para tomar coragem de sair para o quarto e pegar o creme hidratante. O frio era grande. Caminhei para o armário e o abri, pegando o frasco. Foi quando algo me chamou a atenção.
O cheiro. Meu quarto inteiro estava com um cheiro que eu reconheceria de longe. Um cheiro que me visitou quase diariamente nos meus sonhos mais eróticos e pervertidos. Um cheiro que eu tentei apagar da minha mente, mas que meu subconsciente sempre trazia à tona. Meu quarto inteiro estava com cheiro de hortelã.
Meu coração se acelerou rapidamente e eu belisquei minha coxa, tentando inutilmente me fazer acordar do sonho. Mas eu sabia que não era um sonho. Respirei fundo e o cheiro inebriante chegou ao meu nariz. Eu devia estar ficando louca. O dia que eu tinha passado realmente fez com que algumas lembranças viessem à tona. Mesmo que eu negasse, meu coração não conseguia se desligar completamente do meu ano em Forks, do meu ano com eles. E como fui abandonada, e como ele tirou o que eu mais tinha de precioso. Não a minha virgindade, mas a minha dignidade.
Balancei a cabeça com força para sair dessa linha de pensamento e me xinguei mentalmente. Definitivamente o dia que eu havia passado tinha contribuído para isso tudo, e o cheiro que eu estava sentindo era apenas uma alucinação. Eu poderia conviver com isso. Caminhei novamente em direção ao banheiro e retirei a toalha do cabelo, pegando o secador e começando a secar. Cerca de vinte minutos depois, meu cabelo estava seco, amarrei-o em um coque mal feito e passei o creme no corpo.
Saí do banheiro e olhei novamente para o relógio ao lado. Dez horas da noite. Eu precisava dormir. Fui em direção a cozinha para pegar meu copo de água costumeiro. Passei pela sala, estava escura, a lareira já havia se apagado. Senti o tapete macio nos meus pés e esbarrei em algo que fez barulho, derramando um líquido. Olhei para o objeto e reconheci minha caneca de café. Merda. Rapidamente fui para a cozinha e peguei o copo de água junto com o pano, jogando-o em cima da poça de café. Amanhã eu lavaria o estrago.
Pela segunda vez, algo me chamou a atenção. Mesmo que a lareira estivesse apagada, estava frio demais na sala. Corri meus olhos pelo aposento escuro e não vi nada de anormal. O cheiro de hortelã chegou novamente ao meu nariz, fazendo meus sentidos e extinto de proteção se aguçarem. Cerrei os olhos para tentar enxergar algo, mas era inútil. Uma brisa tomou conta do meu corpo e eu olhei para a origem, me dando conta pela primeira vez da janela aberta.
A essa altura, meu coração já estava pulando dentro do meu peito. Eu tinha certeza absoluta de ter fechado a janela antes de ir para o quarto escrever o e-mail para Jake. Eu sabia que algo estava errado, e o cheiro que eu estava sentindo não era nada bom. Engoli em seco e corri para fechar a janela. Ela fez um barulho alto devido a minha força e eu rapidamente fui para meu quarto. Tranquei a porta e corri para o banheiro, escovando meus dentes e desligando a luz. Não que uma porta trancada fosse adiantar, se o que eu estivesse temendo realmente acontecesse.
Deite-me na cama, me cobrindo com um cobertor alto e macio. Programei o despertador para o dia seguinte e fechei os olhos, mesmo sabendo que eu não conseguiria dormir depois do que havia se passado. Meu quarto ainda estava com um leve cheiro de hortelã e isso fez com que fosse impossível me desligar de tudo. De repente todas as emoções que eu havia guardado com todas as forças por anos, tinham saído e eu não conseguia impedir. Coloquei minha cabeça debaixo do travesseiro.
"Saia dos meus pensamentos, por favor."
As lágrimas agora eram inevitáveis, e eu já sentia a umidade do colchão. Depois do que me pareceu horas, eu dormi.
"É impossível mentir para mim, Isabella."
"Você não vai a lugar nenhum."
"Isabella, se quiser realmente fazer isso, tem que saber das conseqüências."
"A pergunta que você quer fazer, Isabella, é o que vamos fazer."
"Você está exalando desejo."
Acordei assustada com o barulho do despertador e joguei o objeto no chão. Apenas pelo meu gesto de impaciência, eu sabia que meu humor não estava bom, e sabia que dependendo do dia que ia ter, isso ia durar vinte e quatro horas. Espreguicei-me lentamente na cama e passei as mãos pelos cabelos sedosos. Fechei os olhos e rezei para que os sonhos que eu havia tido naquela noite saíssem dos meus pensamentos.
Mas eu sabia que os sonhos nunca iriam sair. As frases ditas por aquele monstro ainda retumbavam na minha mente, como se o vampiro estivesse ao me lado, sussurrando-as no meu ouvido com seu sotaque sulista, seu hálito gelado batendo de encontro à minha nuca.
Soquei meu travesseiro com força e saí da cama rapidamente indo em direção ao banheiro. Lavei meu rosto com a água gelada da torneira e depois fui preparar o café. Caminhei em direção a cozinha e olhei desconfiada para a sala. A janela permanecia fechada, do mesmo jeito que eu havia deixado na noite anterior, antes de dormir. Estaria louca?
Fiquei esperando o café ficar pronto no mesmo momento que fatiava um bolo comprado na padaria. Com os meus finais de semana sem Michael, eu poderia voltar a cozinhar e ver filmes durante o sábado. Um hobby meu.
O café ficou pronto e eu peguei uma caneca, dando uma mordida no bolo de chocolate, ao mesmo tempo em que andava em direção ao quarto e pegava uma muda de roupa quente. Olhando para a janela, percebi que estava nevando. Como sempre. Bufei e terminei o café, caminhando em direção ao banheiro e escovando os dentes e o cabelo.
Enrolei meu cachecol preferido no pescoço e peguei a bolsa da faculdade. Olhei novamente a janela da sala e me certifiquei que estava devidamente trancada. Respirei fundo, sabendo que veria meu apartamento apenas no final do dia, e saí.
Ao sair do prédio, o frio me engolfou e eu fechei os olhos. Mas que merda, eu odiava o frio. Tratei de enrolar mais o cachecol no pescoço e me encolhi, entrando no carro e ligando o aquecedor. Eram trinta minutos até chegar à faculdade. Saí pelas ruas do Alasca, desejando que não tivesse muita neve acumulada e nenhuma rua estivesse impedida. Chegar atrasada era uma coisa que meu professor de História detestava.
- Isabella?
A voz conhecida me chamou e eu olhei para a senhora Bertha, a dona da biblioteca do setor de artes da universidade. Uma senhora muito espirituosa. Era idosa, mas ao mesmo tempo tinha uma alma jovem, acho que era porque sempre estava cercada de adolescentes.
- Você me escutou, minha jovem?
Saí de um estado de transe e continuei a carimbar os livros que já tinham sido devolvidos, colocando os nomes na lista para depois catalogar novamente.
- Desculpe, o que a senhora falou?
Ela sorriu bondosamente para mim e pousou a mão sobre o balcão, me olhando com ternura.
- Já são nove horas da noite, filha. Você deve estar cansada, além do mais, parece muito distraída. Há algo errado?
Eu engoli em seco e fechei os livros, colocando-os em uma pilha e carregando no braço. Saí de detrás do balcão, mas Bertha ainda me olhava esperando pela resposta.
- Não, senhora. Só não dormi muito bem essa noite.
Ela sorriu para mim e começou a ler um folheto. Eu aproveitei o momento de distração dela e andei em direção as prateleiras altas, sumindo do seu campo de visão. Comecei a colocar os livros nos seus respectivos lugares.
Eu realmente estava cansada, minhas mãos tremiam de frio e meu estômago começava a implorar por comida. Depois de guardar todos os livros, saí de entre as prateleiras. Sra. Bertha ainda lia o folheto, mas desviou os olhos claros do pedaço de papel e olhou para mim.
- Vá. Descanse um pouco. Depois você me compensa essa hora.
Eu agradeci a ela e peguei minha bolsa, colocando o cachecol novamente no pescoço. Caminhava em direção a porta grande de madeira quando escutei a voz fina e baixa da Sra. Bertha me chamar.
- Isabella?
Virei-me e olhei para ela, temendo que ela mudasse de idéia quanto a me deixar ir embora mais cedo. Acenei com a cabeça para ela entender que eu havia escutado ela me chamar. Ela se aproximou um pouco.
- Uma pessoa veio te procurar aqui. De manhã, eu disse que você chegava depois do almoço, mas ele não quis esperar, e não voltou.
Engoli em seco. Merda. Não era possível que Michael já estava me procurando. Será que ele não tinha entendido que eu não queria namorá-lo? Fiz uma careta, mas a senhora Bertha não viu.
- Muito bonito por sinal. Educado. Disse que depois volta a te procurar.
Assenti para ela e peguei as chaves do carro dentro da bolsa.
- Obrigada, senhora Bertha! Até amanhã!
- Até amanhã, querida!
Sorri para ela, agradecendo mentalmente seu bom coração. Sra. Bertha tinha me acolhido com carinho, tendo a paciência que apenas alguém como ela poderia ter. Ensinando-me tudo sobre a biblioteca e rindo de como eu era desajeitada. Ela não brigava comigo quando eu errava o carimbo, sempre pensava que 'tudotinhaconserto'. Sorri com isso. Espero que eu tenha conserto também.
Saí na rua e a escuridão da noite me engolfou junto com o frio. Procurei o carro no estacionamento da universidade. Preto e grande. Eu gostava de picapes, mas essa era um modelo novo. Presente de Charlie, que insistiu em me dar algo para o sucesso que eu teria. Apertei o botão do alarme e ele apitou. Meu carro não era o único que estava no estacionamento, alguns alunos ainda estudavam, e eu tive pena deles. Eu só queria minha casa e minha cama.
Caminhava em direção ao carro quando um vulto chamou minha atenção. Assustei-me ao ver que era apenas uma pessoa. Alta. Estava de costas. Quase ofereci ajuda, mas desisti, eu queria entrar no carro, ele devia estar apenas procurando o seu. Com toda a neve do Alasca, todos os carros ficavam iguais, infelizmente não eram todos que tinham um sistema de alarme que apitava.
Dei mais dois passos em direção a minha picape, quando de repente a figura se virou. Estaquei e olhei a pessoa que estava na minha frente.
Vestia um jeans escuro e botas. O casaco era de couro preto, mas estava aberto. Não tinha necessidade de estar fechado, ele não sentia frio. Uma blusa preta de malha estava por debaixo do casaco. Eu engoli em seco ao reconhecer o seu jeito peculiar de se vestir.
Mas deixei o rosto por último. Tomei coragem e olhei o rosto que eu havia evitado pensar por quatro anos, o rosto que me visitava quase todas as noites. As covinhas ainda eram as mesmas, o sorriso de lado e malicioso também. Claro, ele não envelhecia, e eu me arrepiei quando vi seu sorriso. Tudo nele estava exatamente igual, e sempre seria assim. Eu tinha certeza disso, até o momento que eu tive a coragem necessária de olhá-lo nos olhos, esseshaviam mudado, agora eram vermelhos. Os olhos de cor carmim intenso me fitavam com interesse e curiosidade. Eu não consegui identificar mais nada em seu olhar.
Minhas pernas perderam a força e eu fechei minhas mãos em punhos. Não pode ser... antes que eu conseguisse me refrear, minha boca se abriu e eu falei o nome que eu tinha deletado da minha mente e colocado na lista do meu passado.
- Jasper.
Minha voz saiu como um sussurro. O vento era forte e sibilava quando batia nos automóveis do estacionamento, mas eu sabia que o ser na minha frente poderia escutar qualquer coisa com sua audição sobrenatural. Seu sorriso se alargou e sua covinha ficou mais visível.
- Boa noite, Isabella.
