Notas da Autora

Gine descobre sobre o passado de Kale...

Então, em seu quarto, decide analisar o que eram os seus sentimentos, tentando compreendê-los.

Porém, durante o sono, ela...

Yo!

Uma curiosidade.

Considerando o fato que os saiya-jins demoram para crescer, acredito que a gestação de um saiya-jin puro dure mais de um ano e decidi que seria um ano e seis meses, explicando o motivo de terem poucos filhotes, conforme Akira comentou no mangá Minus, que os saiya-jins, por serem guerreiros, não podiam aumentar facilmente seu número.

Essa gestação demorada, que com certeza é uma agonia a uma saiya-jin fêmea, já que está é guerreira e ficar parado é horrível para eles, além do fato de muitos morrerem, devido a batalhas.

Por isso, acredito que foi inventado a Capsula de crescimento, que permite terminar a gestação fora do corpo da saiya-jin, permitindo assim a mãe voltar a lutar, enquanto a máquina termina o desenvolvimento do bebê, assim como permite deixa-lo, até que ele adquira um tamanho considerável e um corpo apto para lutar, algo que um bebê teria dificuldade, sendo que acredito que antes dessa invenção, muitos bebês morriam, esmagados ou feridos pelos mais velhos, explicando porque em Bejiita, quando tinha os tsufuru-jins, haviam tão poucos saiya-jins, considerando também o instinto nato guerreiro e de destruição dos mesmos.

Naquela época, raramente um bebê chegava a fase adulta.

Tanto, que no mangá mostra que tal capsula de crescimento, ficava na casa do casal, em um canto.

Por isso, também, imaginei que quando o bebê tinha oito meses de vida, ele era retirado da saiya-jin e a máquina terminava o desenvolvimento do mesmo, por mais dois anos e pouco.

Agora, sem mais delongas, boa leitura ^ ^

Os saiya-jins abaixo: Brokko, Toma e Panpukin

Capítulo 13 - Rumo a Arians Parte 2 - Passado e pesadelos

- Kale havia se vinculado com um saiya-jin de nome Turniki (turnip – nabo). Eles chegaram a acasalar e após alguns dias, ela ficou grávida.

- Nossa! Ela é mãe? Não parece. - Gine olha com confusão.

- Não é mãe... - Bardock fala um tom triste.

- Não me diga quê...! - a jovem leva as mãos a boca e fica pesarosa ao lembrar da saiya-jin sorridente e consideravelmente animada, que lhe mostrou a nave.

- Isso mesmo... Quando ela estava grávida de oito meses, ela se sentiu mal e quando foi atendida, descobriram que o bebê estava morto, pois, fora asfixiado pelo cordão umbilical. Não puderam fazer nada para salva-lo.

- Coitada... - Gine fica entristecida ao pensar nela e imaginar o sofrimento que ela passou - Mas, o companheiro dela a apoiou, né? Kale não teve culpa.

- Quanto ao companheiro... No dia que ela descobriu que estava grávida, foi contar a ele e após perguntar para todos os companheiros de equipe dele, conseguiu saber aonde Turniki estava e quando o encontrou, ficou estarrecida ao vê-lo acasalando com outra fêmea. Nisso, o surrou violentamente, saindo em seguida abalada do quarto. Então, Kabbage acabou sabendo, assim como este Bardock. Porém, me impediu de fazer algo, pois, segundo Kabbage, cabia somente ao Líder zelar pelos seus companheiros de equipe. E como comentamos, anteriormente, ele quebrou todos os ossos dele menos o crânio e por isso, o bastardo ficou meses na Medical Machine mais moderna.

- Que desgraçado! Como pôde ser tão canalha?

Gine estava horrorizada ao saber daquilo e ficava com mais pena ainda de Kale, se surpreendendo dela ter superado o ocorrido, embora que duvidava que ela tivesse superado por completo.

- Uma pena que ele morreu em uma missão - Bardock comenta, enquanto se servia de mais um pedaço de carne.

- Como assim pena?

- Eu queria também ter quebrado todos os seus ossos.

Gine sorri e nisso, aproveita para perguntar algumas coisas sobre a alimentação e sobre a nave, sendo que Bardock responde pacientemente tudo o que ela perguntava.

Então, após meia hora, saciados, eles se dirigem para cada uma de suas cabines e nisso Bardock se despede de Gine, que entra na cabine dela, sendo que a cabine desta ficava ao lado da dele.

Nisso, ao olhar para os lados, estranha o fato de não ter visto Seripa, ainda, pois se lembrara do que ela dissera mais cedo a Bardock. Não que quisesse, apenas estranhara a ausência desta e então, não pôde deixar de sentir raiva por isso, sendo que inicialmente era antipatia.

Enquanto isso, ainda não conseguia compreender o motivo de possuir tais sentimentos, até que se recorda da situação de horas atrás, prensada na parede por Bardock e o fato da cauda de ambos entrelaçarem a cintura um do outro.

Nisso cora, pois, ouvira falar do significado disso, se surpreendendo e passando a considerar a hipótese que havia escolhido, mesmo inconscientemente, seu futuro parceiro de procriação e então, se enrubesce ainda mais, pois sua mente viajara para o acasalamento, sendo que não sabia como se sucedia, exatamente, a não ser o fato que ficavam nus e só soubera disso, pois ouvira uma saiya-jin mais velha falar a o imaginar-se nua para Bardock, cora ainda mais, enquanto seu coração acelerava, mesmo se recordando que ele já a vira nua quando a colocou na Medical Machine, ficando ainda mais corada, assimilando o fato que havia escolhido um parceiro de procriação sem ter plena consciência disso, pois, explicava muitas coisas que ela sentia por ele, embora que algumas não podiam ser totalmente explicadas pela simples escolha de um parceiro de procriação.

Então, sacode a cabeça para os lados, dispersando tais recordações, decidindo retirar a armadura para dormir apenas com a roupa que usava por baixo, enquanto colocava uma espécie de top e se dirigia para a cama, se enfiando embaixo das cobertas, sentindo a maciez do lençol e do colchão macio, ficando muito feliz, pois nunca em sua vida se deitara em algo tão confortável, sendo que no campo de treinamento, acabava dormindo no chão, enroscada com a cauda em algum buraco, para não ser maltratada pelos outros.

Claro, no campo de treinamento não havia cama e os saiya-jins dormiam encostados em montes de terra, pois era um pré-treinamento para invasões, acostumando o saiya-jin desde pequeno a condições inóspitas de um terreno e a ausência de comodidade.

Então, sonolenta, a imagem de Bardock lhe vêem a mente e ela sorri intensamente, tendo doces sonhos com ele, passando a abraçar a espécie de travesseiro contra o seu corpo.

Porém, em um determinado momento, seus sonhos agradáveis se tornam pesadelos e nisso, todas as recordações das surras e maus-tratos no campo de treinamento vêem a tona, enquanto era surrada em seus pesadelos, começando a chorar, murmurando em agonia, inicialmente, para depois clamar por ajuda:

- Bardock... Bardock! Por favor!

No seu quarto, Bardock estava terminando de ler um manual atualizado de manejamento de telas de comando em um visor, quando sente uma imensa tristeza e pavor, que vem de dentro de seu ser, mas, não sendo dele e inclusive, estranhando tal fato, até que sente um forte desejo de ir para junto de Gine, sendo o que faz.

Ao entrar no quarto dela, vê que a mesma estava se contorcendo na cama e chorava, assim como o chamava em um tom de desespero e agonia, murmurando coisas que ele não compreendia, a não ser os diversos "não" e "pare".

Nisso, ele corre até ela e a sacode pelos ombros, chamando-a, desesperado, ao vê-la em agonia:

- Gine! Gine! Acorda, Gine!

Nisso, a jovem abre os olhos lacrimosos e aterrorizados para Bardock, que fica estático, pois era o mesmo olhar de quando ela saiu da medical machine. Um olhar que odiava ver nela e que instigava uma imensa ira para aqueles que a traumatizaram, desejando-os ressuscitar, se pudesse, apenas para envia-los ao outro mundo, novamente.

Ela o abraça e ele, desajeitadamente, repete o gesto dela, sentindo o corpo desta tremer de medo e de tristeza, sendo que tal visão o feria e muito, de forma lacerante e então, se lembra do gesto de um alienígena, uma vez, que encolhida com outro de sua espécie, levava a mão até a nuca, afagando seu parceiro, enquanto encostava o queixo no ombro e o abraçava com o outro braço.

Então, faz o mesmo, levando a sua mão a nuca dela, afagando o local, assim como circundando seu outro braço na cintura dela, sendo que a sua cauda entrelaçara a cintura delicada, sentindo que a cauda desta fazia o mesmo com ele, enquanto apoiava o seu queixo no ombro dela e murmurava palavras gentis, surpreendendo-se por ser capaz de algo assim.

Após algum tempo, notou que ela se acalmava e então, surpresa pelo gesto dele, ergue sua face umedecida pelas lágrimas, sendo que ele leva as duas mãos, uma de cada lado do rosto da mesma, secando as lágrimas peroladas com os polegares, enquanto a olhava gentilmente, fazendo o coração dela se aquecer e ao perceber, após alguns minutos, que estava sentada no colo dele, com as pernas um de cada lado, cora violentamente e abaixa a cabeça, envergonhada, enquanto seu coração batia violentamente e sentia uma descarga elétrica percorrendo seu corpo, assim como uma sensação estranha, que não sabia qual era.

O mesmo acontecia com Bardock, sendo que ele tinha, uma noção considerável do que acontecia com o seu corpo, já que pesquisara, mas, não por completo. Porém, o que sabia, era o suficiente para compreender que o seu corpo clamava pelo dela de uma forma intensa e desconcertante, mesmo sendo jovem, enquanto que o cheiro desta se tornara tentador demais para o bem da mesma, ameaçando nublar seus sentidos, acreditando que seus hormônios estavam agitados, pois em breve se tornaria um adulto, ganhando o corpo de um saiya-jin no ápice de seus poderes, assim como capacidade de procriação.

Então, ele ergue o queixo dela com um dedo, fazendo-a olhar para ele e nisso, ambos se perdem nos orbes ônix um do outro e Bardock se inclina, sendo que os dois se encontravam completamente hipnotizados, enquanto Gine o abraçava e os lábios estavam quase se tocando, estando a milímetros um do outro, quando um grito chama a atenção deles.

Então, em seguida, ouvem uma movimentação no corredor e mais gritos e nisso, a porta do quarto de Gine é arrombada, fazendo-a se agarrar em Bardock, que a envolve protetoramente nos braços, assim como rosnava para o outro macho que adentrara no recinto.

Era Brokko, que pelo visto, fora golpeado por Spinaki, sobre o grito deste, acabando por destruir a porta atrás deste, sendo que ambos estavam cobertos de ferimentos e sangue:

- Você trapaceou, bastardo!

- Não trapaceei seu desgraçado! Você que é mais fraco do que esse Brokko.

Este responde irado, completamente alheio ao fato que estavam no quarto de alguém, sendo que se ergue e avança com o punho contra Spinaki, que é empurrado para o corredor.

Nisso, acontece uma troca de socos e chutes, ferozes, até que são ouvidas outras vozes:

- Parem com isso, retardados! - a voz irritada de Seripa ecoa no corredor estreito.

- Ei! Imbecis! Kabbage irá vim com toda essa confusão! - Kale grita em um tom aborrecido, para depois, exclamar, após suspirar – Que burros!

- Alguém separa esses dois antes que Kabbage venha - Panpukin comenta.

- Você irá separa-los? Pois, eu não vou. Não quero me envolver nessa confusão - a voz de Toma ecoa no corredor - Até porque, é capaz que Kabbage ve...

Nisso, a voz de Toma morre e tanto Bardock quanto Gine olham Kabbage passando pelo corredor, com uma face irritada e torcendo os punhos um no outro, sendo que podia ouvir rosnados ensurdecedores dele.

- Seus filhos da puta! Eu já disse, sem confusão a bordo! Imbecis! Vocês perturbaram o meu jantar, desgraçados!

Nisso, ouvem-se golpes e após alguns minutos, impera um silêncio mortal no corredor, até que a voz de Kabbage é escutava novamente, dessa vez em um tom de descaso:

- Seripa, prepare duas medical machines para esses bastardos.

- Sim senhor. - Seripa fala prontamente e segue pelo corredor.

Porém, ao passar pela porta destruída do quarto de Gine, sendo que dava para ver perfeitamente a posição comprometedora de ambos, ela torce a cauda de raiva e olha com ódio para Gine, que se encolhe no colo de Bardock, até que Seripa saí dali, pisando duro e bufando.

Então, surge Kabbage arrastando ambos os saiya-jins, segurando em uma das pernas de ambos e ao olhar para o filho e Gine, fala, após suspirar cansado e com um olhar de censura para a cria:

- Vocês ainda são filhotes para acasalar e Gine tem três anos de diferença. Portanto, pare de pensar com a cabeça de baixo e pense com a de cima, Bardock. - ele fala revirando os olhos, enquanto voltara a arrastava ambos.

Nisso, Gine cora ainda mais, se encolhendo no colo dele, envergonhada, enquanto que Bardock olhara aborrecido para o pai, pois, não fora essa a sua intenção ao ir até ela, embora concordasse que a posição que estavam, era de fato, comprometedora demais, apesar de seu corpo estar adorando tal posição.

Por isso, se dependesse dele, ficaria por horas assim, saboreando o calor do corpo dela e seu cheiro único, além de igualmente viciante.

Kale vê ambos e sorri, em um incentivo mudo, enquanto achava a cena muito fofa e nisso, Asparakus espicha o pescoço e vê ambos, para depois, inveja-los, até que tem uma ideia, ao ver a face gentil de Kale para o casal:

- Que acha de fazermos o mesmo, minha Kale, demonstrando nosso amor? Podemos dormir juntinhos, enroscados no calor um do outro... - ele fala manhosamente.

Nisso, ela fala de costas:

- Claro que...

E ao se virar para ele, que ficara animado ao ouvir o início da resposta, já começando a envolver a sua cauda na cintura dela, passa a temê-la ao ver que o sorriso desta não chegava aos seus olhos, fazendo-o sentir calafrios e então, esta o golpeia, fazendo-o cair inconsciente no chão.

Panpukin olha para o saiya-jin caído e murmura:

- Idiota...

Em seguida, olha através da porta quebrada e fica inicialmente surpreso com a posição de Bardock e Gine, para depois sorrir maliciosamente e consentir com a cabeça.

Então, ao perceber o olhar deste para o casal, Kale revira os olhos e fala em um tom ligeiramente autoritário:

- Panpukin, peça a Seripa para preparar uma terceira medical machine.

- Mas, não fui eu que... - ele ia argumentar, porém, passa a ficar apavorado, quando ela dá um sorriso mortal, fazendo-o mudar de ideia instantaneamente - Claro que sim, Kale... Já estou indo agora mesmo!

Nisso, corre dali, enquanto ainda suava frio, pensando em como ela podia ser assustadora quando queria.

Já, Toma, olhara seu amigo e revirava os olhos, enquanto pensava consigo mesmo:

"Idiota"

Então, olha para Bardock e dá um sorriso de vitória, para depois fazer o sinal de "ok" com o polegar, fazendo o jovem amigo bufar, enquanto Gine se encolhia ainda mais no colo deste, desejando ser invisível, enquanto corava ainda mais se já era possível, sendo que ele emitira também alguns rosnados, por sentir o seu território ameaçado.

- Você, Toma, leve Asparakus, pois preciso organizar algumas coisas.

E o saiya-jin, desfazendo o seu sorriso, pega Asparakus de qualquer jeito para leva-lo, pois, ao contrário de Panpukin, sabia o quanto Kale era aterradora quando desejava e não era louco de questiona-la.

Nisso, a saiya-jin fica satisfeita ao ver que todos saíram para dar privacidade ao casal, sendo que inclusive, coloca o que restara da porta de volta aonde estava e fala, sorrindo:

- Boa noite, Bardock e Gine.

Nisso se retira e então, Gine vendo que mais ninguém olhava para ela, recupera a sua força nos membros e ao ver, enfim, que Bardock estava apenas com uma espécie de boxer, sem calça e blusa, sente uma descarga elétrica mais intensa e seu corpo fica "estranho" a seu ver, sentindo um leve incômodo abaixo de seu ventre, sendo que não compreendia o porque seu corpo reagir daquele jeito, enquanto percebia que seus olhos corriam os contornos dos músculos, que ainda não estavam evidentes, sendo que quase levara suas mãos ao corpo dele, até que desperta do transe, intensamente corada.

E nisso, consegue sair do colo de Bardock, deitando na cama, embora ainda estivesse intensamente ruborizada, ao ponto de não conseguir olhar para o mesmo que a olhava e achava linda a face dela avermelhada, sendo que enfim, nota o desconforto desta e pergunta, preocupado:

- Quer que eu saia?

Nisso, ele se levanta, sem esperar uma resposta, já imaginando qual era e nisso, para a sua agradável surpresa, sente esta segura-lo em uma de suas mãos, com as duas dela, fazendo-o olhar para a mesma, ainda corada, porém, falando, com um sorriso, ao juntar toda a coragem que possuía, pois, sentia-se segura com ele e acreditava que com Bardock ali, os pesadelos não surgiriam:

- Não... Assim, mas, se quiser sair e...

Ela fica cabisbaixa e então, ouve a coberta sendo afastada e Bardock deitando na cama, para depois sorrir para ela, que retribui e se deita, um de cada lado, mas, com os corpos juntos pois era uma cama estreita de solteiro e nisso, ambos adormecem.

Gine deitara de lado, aspirando o perfume de Bardock, se encolhendo contra o corpo dele, sendo que o mesmo levara uma de suas mãos para os cabelos dela, afagando-os, para depois suspirar de felicidade e acabar adormecendo, sentindo-se amparada e segura, assim como o saiya-jin estava consciente de sua fortíssima possessividade para com ela, ao ponto de se irritar, apenas porque outro macho entrara no quarto de Gine, sorrindo consigo mesmo pela ótima escolha de sua parceira de procriação, pois, conseguira uma saiya-jin única e especial, embora sentisse que ela era mais do que isso. Que possuía para com a mesma, sentimentos ainda desconhecidos para o mesmo, sendo que para Gine, era a mesma situação.