— Bella amor, você está bem mesmo? — eu perguntei acho que pela terceira vez aquele dia.

Estávamos no refeitório era o horário de almoço.

Nosso acampamento havia terminado como planejado, depois do mal-estar de Bella ela não voltou a sentir nada e acabou que ficamos ali na barraca outra vez.

Naquela segunda vez foi ainda melhor, nós não estávamos mais tão nervosos e sabíamos o que esperar e fazer.

Já tinha cerca de três semanas que chegamos do acampamento e naquele mês nós tivemos muitas oportunidades de ficar juntos, felizmente.

Eu estava me tornando um depravado e tudo que conseguia pensar era uma forma de ter Bella. Eu não era mais aquele Edward tímido, fechado, envergonhado, agora eu era o Edward bonito, charmoso e namorado da menina mais bonita da escola: Bella Swan.

Obrigado, eu sei que sou um cara sortudo.

Bella era a namorada mais perfeita do mundo, nós brigávamos, mas sempre nos entendíamos, brincávamos muito, nos beijávamos, ficávamos de amasso dentro do carro em frente à casa dela.

Ás vezes ela ia para minha casa para fazemos um trabalho de biologia.

E é claro que esse trabalho era de anatomia, eu já sabia cada pedacinho do corpo dela de cor, cada curva, pinta, sarda, beijei cada parte assim como ela conhecia o meu.

Eu a amava, tinha certeza que ela era a mulher da minha vida.

Mas eu não sei o que está acontecendo com ela e isso estava me preocupando muito.

Já tinha mais de uma semana que minha Bella andava estranha. Não falava comigo direito, sempre pensativa e calada, ás vezes recusava minha companhia, não era mais aquela Bella que me enchia de vida e eu estava com medo do que estava acontecendo. Tinha alguma coisa de errado com ela e eu sentia que de alguma forma meu mundo iria ruir.

— Por favor, me diz — eu pedi, sussurrando em seu ouvido e beijando seus cabelos delicadamente.

Me assustei com sua reação.

— Mas que porra, eu já falei que estou bem Edward — ela disse brutamente para mim alto o bastante que todos os nossos amigos que estavam na mesa se viraram para olhá-la.

Ela respirou fundo e eu vi seus olhos ficarem úmidos.

Isso me machucava.

O que ela tinha que não se abria comigo? Eu não aguentava mais isso, se fosse para ela ficar infeliz ao meu lado preferia ver ela feliz longe de mim.

— Desculpa — ela sussurrou me olhando com dor e se levantou saindo correndo do refeitório.

— Mas que droga foi essa? O que você fez com minha amiga seu babaca? — Alice disse olhando ameaçadoramente para mim.

— Que merda Alice, eu não fiz nada, ela que está estranha... Eu não sei eu... acho que ela vai terminar comigo — eu disse para meus amigos.

Alice me olhou por um segundo antes de se afastar de Jasper e me abraçar.

— Eu estou com um pressentimento ruim, Edward — ela disse séria — Bella não está bem, tem alguma coisa de errado com ela — minha irmã falou.

Eu a abracei apertado.

— Eu sei, sinto isso também, mas seja o que for eu vou descobrir — eu prometi beijando sua bochecha e me levantando para ir atrás de Bella.

...

Eu não sabia a onde ela estava, mas meu coração sentia, sem nem procurar em outros lugares eu fui direto para o fundo da escola, naquele lugar que eu segurei Bella pela primeira vez em meus braços.

Ela estava ali.

Do mesmo jeito que a encontrei no dia anterior.

Ela soluçava abraçada a suas pernas, a mochila largada no chão.

Meu coração doía.

O que havia acontecido com ela?

Porque ela não se abria comigo?

Ela não gostava mais de mim?

— Bella... — eu disse lentamente me aproximando dela e sentando ao seu lado, ela levantou seu rosto vermelho e molhado e me abraçou forte, tão forte como nunca, eu senti que tinha algo errado, algo muito errado.

Meus olhos se encheram de lágrimas e a abracei tão apertado como pude, sem nem saber o porquê, mas já sofrendo com ela.

— Me perdoe, por favor, me perdoe — ela disse soluçando, suas mãos envolveram o meu pescoço — Eu te amo, eu te amo — ela murmurou repetidas vezes, fungando.

— Bella, amor, o que você tem? Por favor, me diz que não aguento mais isso — eu implorei, minha voz era suplicante.

Queria tirar aquela dor dela, aquela tristeza, curá-la.

— Eu te amo, eu te amo, nunca esqueça disso — ela disse seus lábios beijando meu pescoço aos meus lábios, nossas bocas se beijaram e demos um beijo como se não houvesse o amanhã.

Foi um beijo profundo e longo.

Foi um beijo desesperado, como se o mundo fosse acabar naquele instante e ela quisesse morrer assim, abraçada a mim.

Suas mãos puxaram meus cabelos e ela se arrumou sentando no meu colo com as pernas ao redor da minha cintura. Nos separamos ofegantes e eu olhei em seus olhos, ela sorriu fracamente para mim e eu a puxei beijando seus lábios novamente. E de novo. E de novo.

Nunca me cansaria de sentir seus lábios nos meus.

Quando me dei conta, eu havia retirado sua blusa e seu sutiã e acariciava seus seios com minhas mãos, brincando com seus mamilos rosados e duros.

Ela rebolava em minha ereção e eu beijava e chupava seu pescoço.

— Bella, nós temos que parar, alguém pode nos ver — eu disse quando um pouco de razão tomou conta de mim.

— Eu não quero parar, eu quero você aqui e agora — ela disse levantando.

Praguejei quando ela abriu suas calças e puxou para baixo junto com sua calcinha ficando nua para mim, ali no fundo da escola.

Eu dei graças a Deus que já havia batido o sinal, sabia que não teria ninguém por perto.

Gemi, meu membro saltando em minhas calças, ela sentou de novo no meu colo, deixando seu sexo aberto, minha mão foi direto sentindo o calor e a lubrificação de seu sexo molhado, mordisquei seus lábios as mãos dela abrindo minha calça e puxando para baixo junto com a minha cueca.

Ela acariciou meu membro em sua mão.

— Amor... — eu gemi acariciando seu rosto, enquanto movimentava dois dedos dentro de sua entrada.

— Preciso sentir você dentro de mim — ela disse.

Eu joguei tudo para o alto e puxei minha calça, procurei na minha carteira uma camisinha e graças a Deus tinha uma.

— Não, não precisamos mais disso — ela falou jogando a camisinha no chão.

— Bella...

A beijei com todo amor que tinha e ela se ergueu segurando em meu membro e deslizando seu sexo nele, nós dois gememos.

Em casa. Finalmente.

Eu sorri feliz beijando seus lábios ela subindo e descendo em mim, apertei sua bunda e ajudei em seus movimentos estocando dentro dela, a inclinei e tomei seu seio em minha boca brincando com um depois outro.

Ela subia e descia rebolando em meu membro, nós gemíamos e nos beijávamos e gememos o nome um do outro quando finalmente gozamos juntos. Ficamos abraçados e ofegante, nossos corpos suados e descabelados.

— Eu te amo, eu te amo, eu não quero perder você — ela disse.

— Você não vai — eu prometi.

Ela me olhou por um momento antes de suspirar e sair de cima de mim.

O frio finalmente nos atingiu e rapidamente vestimos nossas roupas que estavam amassadas.

— Perdemos a aula — eu disse olhando em meu relógio.

— Nós podemos sair daqui, precisamos conversar — ela disse séria.

Eu gelei.

Não ela não iria terminar comigo certo?

— Para onde? — eu perguntei ligando o carro.
— Vamos para minha casa — ela disse sem me olhar.
Eu suspirei e sai com o carro da escola coloquei minha mão em sua perna como sempre fazia mais ela não colocou sua mão em cima da minha como fazia.

Tirei minha mão para passar a marcha e não coloquei de novo.
Ela mal esperou eu desligar o carro para saltar do carro o dia estava nublado um cenário perfeito para o fim de história de terror. Entrei em sua casa atrás dela a seguindo. Ela se sentou no sofá.
Eu não aguentei mais.
— Se for terminar comigo termina logo e para de me tortura assim — eu disse de uma vez puxando meus cabelos.
— Não — ela disse alto me puxando pela mão — Eu... eu não quero terminar com você. .. acho que você que vai terminar comigo — ela murmurou a última parte, olhando para o chão..
— O que? Eu nunca vou fazer isso, eu sei que sou um garoto ainda, mas sei que você é a mulher da minha vida, não quero ninguém mais além de você — disse beijando seus cabelos aliviado.

Peguei seu rosto entre minhas mãos e olhei em seus olhos antes dizer.
— Me diz meu amor. O que está acontecendo? O que você está me escondendo? Porque está tão estranha? — pedi.
Ela suspirou.
— Lembra aquele dia que passei mal no acampamento? — ela perguntou tirando minha mão do seu rosto e entrelaçando a dela.

— Sim.

— Aquela não foi a única vez, eu comecei a passar mal também na aula de educação física e sempre quando faço muito esforço... eu estou sentindo umas dores no peito...

— Dores, como assim, Bella? — perguntei alarmado — Você não disse nada disso.

— Eu não queria te preocupar, nem ninguém, mas aí elas ficaram mais fortes, eu comecei a ficar tonta com muita frequência também e me sentindo muito fraca. E contei para minha mãe.. ela...marcou uma consulta para mim há alguns dias já... Seu pai me atendeu — ela parou respirando fundo, eu já não sabia o que pensar — Ele passou uns exames para mim, ele disse que isso podia ser muito grave, mas também podia não ser nada. Disse para não me preocupar, mas não consigo, estou com medo do resultado do exame, eu não tô bem Edward, eu sinto que não estou bem — ela disse finalmente, fungando.

— Ai meu Deus, não é nada meu amor, você vai ver — eu falei confiante a abraçando apertado.
— Eu estou com medo, Edward — ela disse me abraçando— E se for algo grave? E se eu morrer?
— Nunca mais repita isso Bella, está me escutando? Você não vai morrer está me ouvindo — eu falei confiante beijando suas lágrimas — Não vai ser nada você vai ver — Eu disse a abraçando apertado eu não queria solta-la nunca mais.

Ficamos assim abraçados por longos minutos, sem falar nada, apenas abraçados, até que ouvimos um barulho da porta se abrindo.

— Crianças o que estão fazendo aqui? — separamo-nos ouvindo a voz de Renée.

Ela olhou para os nossos rostos tristes e pelo seu olhar, acho que ela compreendeu.
Ela se aproximou e abraçou eu e Bella de uma vez.
— Por favor, não vamos nos precipitar vamos aguardar o resultado — ela disse beijando a testa de Bella.
— Eu não aguento mais mamãe, eu estou com tanto medo — ela disse chorando eu a abracei apertado.

— Foi meu pai que te consultou? — eu perguntei.

— Sim eu foi nele, aí ele me passou esses exames e ele disse que se fosse algo grave me encaminharia para um médico especializado e que talvez eu precisaria ir para Seattle.

— Eu vou ligar para ele — eu disse me levantando e me afastando um pouco peguei meu celular.

Filho, tudo bem? — ele perguntou atendendo a ligação.

— Pai, o exame da Bella já saiu? — eu foi direto ao ponto.

— Ela te contou?

— Sim, saiu?

— Sim, na verdade eu estou com ele em minhas mãos — ele disse sua voz séria demais para meu gosto.

— Ela está bem, não é? — perguntei olhando para ela que me encarava junto com sua mãe.

— Fale para ela que pode vim agora se puder, o quanto antes melhor. Precisamos conversar.

— Pai... — falei engolindo em seco.

— Vai dar tudo certo filho — ele disse apenas e com um suspiro audível desligou.

Por que eu não consegui acreditar naquilo?


Notas da Autora:

E o drama chegou...

Para quem queria está aí, sei que muita gente queria mais momentos dos dois juntos, mas infelizmente não vai ter não...

Bem, eu esperoq eu gostem mesmo com todo o drama e a fic já está em reta final, acho que só tem mais uns cinco capítulos... por aí...

Comente amores, quem sabe eu não volto antes

beijos