13 – A reunião da família Daiyoukai
Um mês após o assassinato de Sara, Sesshoumaru conseguiu organizar parte de sua vida. Só faltava seu casamento para que tudo estivesse certo.
No julgamento de Kagura, Sesshoumaru, Rin, Inu-Taishou, Toutousai e Jaken testemunharam contra Kagura, que foi sentenciada a alguns anos de prisão.
- Então seu irmão esta mesmo querendo mesmo se tornar juiz?
- Esta Kagome, acho que ele não aprendeu a lição, depois de quase morrer duas vezes ele ainda quer colocar a corda no pescoço se tornando juiz...
- Inu-Yasha, não foram os clientes dele quem tentou o matar, foram às mulheres que se diziam apaixonada por ele... – Kagome o repreendeu. – porque esta preocupado dele se tornar um juiz, é uma profissão muito boa...
- Eu não estou preocupado com ele. – Inu-Yasha riu ironicamente.
- A não? Então porque eu sinto uma ponta de preocupação em sua voz; sempre que falamos desse assunto você fica assim...
- Não sou dado a preocupações Kagome, meu irmão imbecil sabe se cuidar muito bem. Ele não vai cometer nenhum deslize, ainda mais agora que tem uma filha para criar.
O casal conversava distraidamente na sala de estar. De repente uma travessa Haru apareceu, apoiando-se na parede tentando dar seus primeiros passos.
- Haru! – Inu-Yasha olhou-a surpreso por vê-la de pés.
- Inu-Yasha ela esta dando seus primeiros passos... – Kagome levantou-se sorrindo.
- Rin-chan! Onii-san!! – Inu-Yasha os chamou não muito alto.
Segundos depois, Rin apareceu sendo seguida por Sesshoumaru que olhou reprovativamente para o irmão, mas sentiu o coração incendiar de alegria quando olhou para onde o irmão apontava, com uma expressão abobalhada no rosto.
Os rapazes se entreolharam, e de repente começaram a correr freneticamente a procura da filmadora e da maquina fotográfica.
Kagome aproximou-se de Rin e pois-se ao lado dela e as duas admiravam a cena.
Logo após Sesshoumaru achar a filmadora começou a filmar e Inu-Yasha a fotografar.
- São uns bobões, os dois... – Rin sorriu, vendo os dois rapazes agirem em prol da beleza daquele momento.
- É, mas dá prazer de ver essa bobeira, tanto Sesshoumaru-sama quanto Inu-Yasha amam muito sua filha Rin-chan.
Rin deu um largo sorriso ao ver Sesshoumaru largar a câmera e sentar-se frente à filha e a chamando com os braços estendidos.
- Vem com o papai Haru. – ele chamava com as mãos e Haru parou um instante, equilibrando-se novamente em suas pequenas pernas, sorriu mostrando seus dentinhos de leite. Caminhou ate onde o pai estava e Sesshoumaru a abraçou.
Inu-Taishou chegou nesta hora, vendo a cena, mas continuou serio, ao perceber a expressão no rosto do pai, Sesshoumaru levantando-se com Haru nos braços.
Inu-Yasha parou de fotografar e ficou serio, um clima de tensão se formou entre os três e Rin preocupou-se.
- O que houve chichiue? – Sesshoumaru perguntou, mas seus olhos desviaram-se do rosto do pai para uma outra pessoa que aproximava-se.
- Sesshy... – Rin aproximou-se e ainda olhando para a mulher atrás de Inu-Taishou. - ... Quem é essa mulher?
Sesshoumaru entregou Haru para Rin, e caminhou ate onde o pai estava ainda olhando a mulher, cerrou os punhos após fitou o pai com um gélido olhar.
- O que ela esta fazendo aqui chichiue?
- Ela insistiu em vê-lo e também à Haru... – viu o filho fechar os olhos.
- Já nos viu, agora não tem mais o que fazer aqui. – Um tanto frustrado, o rapaz deu as costas ao pai e a mulher, e depois de pegar Haru nos braços de Rin, que olhava confusa, começou a caminhar em direção ao quarto onde ela, Rin, estava, mas parou perto das escadas.
- Sesshoumaru... quando você vai me perdoar?
- Perdoar? Você me abandonou por causa de alguns Yenes...
- Ei espera um pouco, essa mulher é nossa mãe? – Inu-Yasha olhou-os com olhos arregalados, ele já tinha pensado nisso no inicio da conversa, mas teve certeza apenas agora.
Inu-Taishou sentiu o coração doer e logo levou a mão ao peito, e Sesshoumaru ao ver aquilo, entregou Haru para Rin novamente, e correu ate o pai, ajudando ele a sentar-se.
Confuso e preocupado, Inu-Yasha caminhou ate perto do pai, o olhando, mas logo virou-se, e fitou a mulher a sua frente com olhos não muito amigáveis. Sentiu por fim um frio no estomago. Quem era aquela mulher afinal?
- Sua "mãe" esta morta, eu tenho apenas um filho... – A mulher falou, sem se importar com o rapaz que ficou mais confuso do que já estava.
- O que?! – Inu-Yasha olhou para o irmão confuso, e logo para o pai, que com a ajuda de Sesshoumaru levantou-se.
- Inu-Yasha... – Inu-Taishou começou, mas foi interrompido pelo filho mais novo.
- Pai, o que esta mulher esta dizendo...
- Inu-Yasha nos somos meio irmãos... – Sesshoumaru tentou explicar, mas o rapaz continuava confuso e olhava para os três, o pai, o irmão e a mulher. – e esta não é a Izayoi...
- Não é a minha mãe?...
- Por causa da sua mãe eu me separei de Inu-Taishou... isso aconteceu depois que você nasceu – ela deu alguns passos olhando-o com desdém. – não suportei a idéia de criar o filho de uma... meretriz.
- Pare com isso Sumara! – Inu-Taishou olhou-a extremamente aborrecido.
- Pai... – Inu-Yasha sentiu grande fúria ao ouvir Sumara dizer aquelas coisas. - ...o senhor mentiu para mim?...
- Sim, ele mentiu para você durante 21 anos...
- Eu não menti para ele, meu filho sempre soube que a mãe dele se chamava Izayoi...
- Mas nunca contou a ele que a mãe dele era uma...
- Se você ousar chamar minha mãe de novo de meretriz, eu não a perdoarei... – Inu-Yasha enfureceu-se mais e kagome aproximou-se e o abraçou.
- Inu-Yasha... – Kagome, ao abraçar o namorado, sentiu a vibração desesperada do coração do rapaz, ele estava realmente nervoso com aquela situação.
- Você... veio trazer desavenças a minha família novamente...
- Eu vim ver meu filho que tinha morrido, e que voltou da morte, e tem uma filha linda...
- Você não é minha mãe, ela morreu há muito tempo... – Sesshoumaru pronunciou-se friamente, sem olhar para a mulher que estava a sua frente.
- Filho o que esta dizendo? – Inu-Taishou olhou-o.
- Como pode dizer isso seu ingrato, eu posso não tê-lo criado, mas sou sua mãe, e o amo... – ela aproximou-se e estendeu uma das mãos para tocar o rosto dele, entretanto Sesshoumaru recusou a caricia surpreendendo-a.
- Não toque em mim, eu não a conheço... – ele afastou-se, mas Inu-Taishou o conteve, o segurando pelo braço.
- Você esta sendo muito enérgico filho.
- Pai ela me abandonou, e ao Inu-Yasha também...
- Eu nunca iria criar o filho de uma prostituta que invadiu meu lar e tomou o meu marido! – ela esbravejou, soltando lagrimas.
- Ela não era uma prostituta, era de família humilde, e me amou de uma forma que você jamais fez...
- Como ousa dizer isso seu maldito! – Sumara olhou-o com grande furor, e nesta hora Inu-Yasha interrompeu-a.
- Difama minha mãe sendo uma... Quem trocou o meu irmão por alguns Yenes foi você, minha mãe morreu e não teve chance de cuidar de mim... e eu tenho certeza de que ela era uma ótima pessoa e que enquanto viveu cuidou de mim e do meu irmão com carinho... portanto meça as palavras ao tocar no nome dela...
- Cale essa maldita boca seu bastardo!
- Sumara!! – Sesshoumaru chamou a com irritação, olhando-a serio. – Vai embora, você não é bem vinda aqui...
- Não fale assim comigo, eu sou sua mãe!
- Não, você não é... – ele fechou os olhos e logo foi para perto de Rin, que estava muito surpresa com todo aquele acontecimento.
- Sesshy...
- Vamos minha Rin, temos que terminar de estudar aquele caso, e colocar nossa filha na cama... – friamente, como se nada tivesse acontecido, Sesshoumaru abraçou Rin, que estava segurando Haru nos braços, a qual ressonava angelicalmente, desprendida das confusões do mundo adulto complicado em que seus pais viviam.
- Inu-Taishou o que você disse ao nosso filho para ele agir dessa forma comigo? – perguntou frustrada.
- Quando nos conversávamos no escritório aquela noite, ele ouviu tudo, ouviu você dizendo que iria embora e deixaria ele comigo se eu lhe desse o que queria: dinheiro... – Inu-Taishou olhou para Inu-Yasha e ele continuava serio, ouvindo atento o que o pai dizia. - ... depois dessa noite, Sesshoumaru nunca mais foi o mesmo, cresceu com a idéia fixa de que não tinha nenhum valor para você, por isso sepultou-a dentro de si...
Sumara sentiu-se a pior pessoa do mundo naquela hora, mas seu orgulho não a fez ceder sentimentos por Inu-Yasha, fingindo que o rapaz não estava ali.
- Ele espancava o irmão na tentativa de descontar a fúria que sentia por ser abandonado por você, foi um adolescente difícil de se lidar, sempre foi forte e nunca tocou sequer na palavra mãe...
- Nada disso teria acontecido se você tivesse me deixado criar ele... a culpa é sua! - ela bramiu acusativamente.
- Você não tinha como criá-lo, não iria dar o conforto nem a educação que eu dei, você pensou no futuro dele, mas errou em pedir dinheiro em troca... aquela noite você estava cega pelo ódio, e não mediu as palavras para falar... enfim, você mesmo cultivou o desprezo de nosso filho e agora esta sofrendo as conseqüências...
Sumara virou-se e seus longos cabelos acompanharam seu movimento, em seu rosto um semblante de grande tristeza, sabia que Inu-Taishou tinha razão, e foi com este sentimento de grande tristeza que ela tomou sua bolsa e caminhou em silencio em direção a porta de saída.
Educadamente Inu-Taishou a acompanhou, e fechou vagarosamente a porta após ela ter saído. Caminhou desanimado para a sala, onde Inu-Yasha o olhou com um tanto de repreensão, e ele entendeu isso.
- Me perdoe filho, eu... deveria de ter te contado sobre a Sumara e...
- Eu estou feliz em saber que Izayoi era minha mãe... – viu o pai dar um sorriso, e ele também o fez, correspondendo ao do pai. - ...Minha mãe era humilde como o senhor disse, e tenho certeza de que era uma boa mãe...
- Inu-Yasha... – Kagome deixou que a emoção a tomasse em lagrimas, e abraçou forte o namorado que acariciou-a na cabeça, dando um beijo, no topo da cabeça dela depois, sentindo-a soluçar algumas vezes.
- Izayoi era uma mulher muito carinhosa, ajudou-me com seu irmão enquanto pode, e ele sempre a rejeitou, mas nunca fez nada que a magoasse... – o pai explicava, e nessa hora Sesshoumaru iria ate a cozinha buscar a mamadeira de Haru, mas parou no corredor sem que o pai o visse, e ouviu parte da conversa. – foi muitas as vezes que ela afagou Sesshoumaru por ele estar angustiado por causa da mãe dele e ele correspondia o carinho com olhares frios, mas mesmo assim ela cuidou de seu irmão, e de você com tanto carinho, eu tenho certeza de que Sesshoumaru ficou com a marca do amor dela no coração, por isso que ele esqueceu da própria mãe e diz q a mãe dele já morreu...
- Pai... o senhor pode estar enganado a esse respeito, o Sesshoumaru não é de ter sentimentos por qualquer pessoa, ainda mais sabendo que a minha mãe fez o senhor se separar da mãe dele...
- Engana-se Inu-Yasha... – Sesshoumaru interrompeu, surpreendendo a todos. – Eu tento esquecer a quem me fez mal, e tenho muita gratidão pela Izayoi, apesar dela não ser minha mãe, ela era uma pessoa maravilhosa, e foi com a ajuda dela que eu consegui esquecer a Sumara...
Todos ficaram extremamente surpreso - ate eu mesma fiquei – principalmente Inu-Taishou. Mas Sesshoumaru não deu atenção as expressões surpresas que se formou, e seguiu para a cozinha e logo que pegou a mamadeira da filha seguiu de volta para o quarto onde Rin estava.
- Eu ouvi direito... – Inu-Yasha olhou o pai, que também estava confuso.
- Inu-Yasha, seu irmão também tem sentimentos, apesar de ser um rapaz serio ele tem um coração...
- Kagome não defende ele, eu convivi a minha vida toda com ele e ele nunca deu sinal de sentimentos... – Inu-Yasha olhou-a serio.
Ao chegar no quarto, Sesshoumaru entregou a mamadeira para Rin e voltou as atenções para os livros e folhas que estavam na escrivaninha.
- Sesshy... – Rin chamou-o. – você esta magoado por sua mãe ter vindo aqui...
- Ela não é minha mãe meu anjo... – ele olhou cinicamente para ela, e deu um fino sorriso.e admirou a cena de Rin alimentando sua filha, cena que ficaria gravada para sempre em sua memória.
- Sesshy... – ela, depois de colocar Haru na cama, levantou-se e aproximou-se de Sesshoumaru, aconchegou o rosto dele entre as mãos e fitou os olhos dourados dele, sentindo um frio no estomago, por causa da sensualidade do olhar que ele transmitia. – ...eu compreendo sua magoa...
- Meu anjo... eu não tenho magoa por nada – ele tocou a mão dela e após segurar deu um carinhoso beijo, e puxou-a para o colo. – eu não quero que fique se preocupando com isso... aquela mulher não merece nem a sua preocupação, esqueça-a.
Ao longo dos anos, Sesshoumaru conseguiu superar a ausência da mãe, sendo forte como sempre foi. Durante muitos anos ele não deixou uma lagrima cair, seu coração estava gelado e duro, mas alguém chegou para dar conforto à vida dele e essa pessoa ajudou-o com seu amor.
Rin foi a única em anos que o viu chorar, angustiado com as tragédias seqüenciais da sua vida.
Rever a mãe após 21 anos de sua partida não abalou seus sentimentos, pois já tinha posto toda sua amargura para fora nos braços de Rin aquele dia estressante.
A vida conturbada do rapaz foi coberta pela tranqüilidade de Rin e Haru passavam com seus sorrisos.
Dois meses depois da visita inesperada e frustrada de Sumara, o casamento de Sesshoumaru estava sendo realizado. Todos estavam felizes, e nesse dia foi o dia em que os integrantes da família Daiyoukai viram um Sesshoumaru bastante sorridente.
Na mansão onde se realizaria a comemoração desse momento especial, os empregados cuidavam dos detalhes com muito carinho e dedicação para receber mais uma Daiyoukai.
Logo que a cerimônia se encerrou, o casal chegou à mansão, e foram cumprimentados por todos os convidados.
- Agora menina Rin você é membro oficial de nossa família. Seja muito bem vinda! – Inu-Taishou a abraçou carinhosamente, e após separa-se reverenciou-se ao filho, mas esse gesto cordial não foi o suficiente, e com lagrimas nos olhos o velho general abraçou forte o filho. – Parabéns meu filho, - disse, separando-se após do filho, e olhando-o nos olhos continuou. – continue sendo muito feliz, os três.
Logo, o pai saiu de perto dos três, e Inu-Yasha se aproximou e estendeu a mão direita para o irmão.
- Um cumprimento ocidental Inu-Yasha? – ele olhou confuso.
- Qual o problema onii-san? Não sabe apertar a mão socialmente? – o mais novo perguntou com sarcasmo.
Sesshoumaru deu um sorriso irônico, e após apertou a mão do irmão, mas um tanto forte, e ele correspondeu o aperto igualmente. Eles se olhavam fixamente nos olhos um do outro, ambos esperavam que o outro cedesse uma expressão de dor ou descontentamento.
Logo, alguém os despertou daquele transe competitivo, pondo a mão em cima das mãos unidas dos irmãos.
- Sesshoumaru-sama! Parabéns pelo seu casamento! Como tem passado? – Uma menina muito vivaz cumprimentou.
Ambos os rapazes olharam a menina, e Sesshoumaru reconheceu de imediato o rostinho da menina.
- Estou bem Shiori, e você? – Ele perguntou soltando a mão do irmão e passando dar atenção à menina.
- Estou bem... – Respondeu sorrindo e logo olhou para Inu-Yasha, e após reverenciou-se. – O senhor é irmão do Sesshoumaru-sama?
- Sou sim... – respondeu olhando para o irmão de soslaio.
- O senhor é muito parecido com o Sesshoumaru-sama... mas ele é mais bonito. – completou olhando para o irmão mais velho.
Uma veia saltou na fonte de Inu-Yasha pelo comentário, e Sesshoumaru sorriu debochadamente para ele.
Logo a mãe da menina, muito sem graça por sinal aproximou-se e repreendeu a filha pelo comentário.
- Shiori que coisa feia, peça desculpas para o moço!
- Não se preocupe, a menina não falou nenhuma mentira. – Sesshoumaru olhou a mulher, que sorriu sem graça.
- Ei! – Inu-Yasha protestou.
- Cala boca Inu-Yasha, ou vai querer que eu o faça...
- Ei vocês dois não vão brigar né? – um outro rapaz entrou na conversa, e Shiori puxou a mãe para cumprimentar Rin, que estava conversando com outros convidados.
- Não Miroku, eu sou bastante social, ao contrario do meu irmão aqui... – Inu-Yasha comentou virando-se, e apontando o irmão com o polegar. -... que nem em seu casamento se comporta.
A resposta a afronta foi um pescotapa, que fez o rapaz cair, mas logo levantou-se e afoito foi para perto do irmão, mas Miroku o conteve.
Vendo a discreta confusão, Kagome e Sango aproximaram-se.
- Inu-Yasha, você já esta arrumando confusão com seu irmão? – Kagome perguntou brava.
Inu-Yasha parou de se mover, ficando imóvel como uma pedra, indignado por ter sido acusado injustamente.
- Kagome... eu não arranjei confusão! – Quase gritou, salivando ao falar. Estava nervoso por levar a culpa sem ter.
Kagome baixou o rosto, escondendo os olhos debaixo da franja, e Inu-Yasha olhou-a assustado pensou que estava chorando.
- K-Kagome... er...
- Inu-Yasha seu grosseiro... – bramiu entre os dentes, o fazendo se aterrorizar com a expressão assassina que se formou no rosto da namorada.
Logo, ela saiu pisando duro e Inu-Yasha foi atrás, um tanto preocupado, nada que uma boa conversa não resolvesse.
- Parabéns Sesshoumaru... – Sango cumprimentou-o reverenciando brevemente, quebrando o clima denso que se formou com a discussão de Inu-Yasha.
- Obrigado Sango... – Agradeceu não muito serio.
- Eu estarei casando em breve também... – Sango informou sorrindo, mas logo o tempo se fechou, pois Miroku ia saindo de fininho, e assobiando.
Brava e com uma expressão sombria no rosto, Sango segurou o rapaz pelo rabicó, impedindo-o de sair de perto dela e de Sesshoumaru.
- Onde pensa que vai seu malandro?
- Eu?... – começou sem graça. - ... eu ia pegar uma bebida...
- Parece que estava fugindo Houshi, por causa da palavra casamento... – Sesshoumaru pronunciou-se com sarcasmo.
Sango, ao ouvir o que Sesshoumaru disse envermelheceu, e olhou furiosa para o namorado, mas Sesshoumaru não ficou perto dos dois para presenciar mais uma discussão, pois Inu-Taishou o chamou para conversar.
- Eu comprei um presente para vocês, é simples, mas eu tenho certeza de que vocês dois vão gostar... – Inu-Taishou estendeu um envelope branco e Sesshoumaru pegou-o.
- Brasil? – ele olhou serio para as passagens e logo para o pai.
- Eu achei que depois de tantos problemas você merecesse um belo descanso, mas pelo jeito você não gostou...
- Eu gostei sim pai... é que essa viagem me pegou desprevenido, eu e a Rin estamos com casos pendentes para resolver ainda essa semana, e se viajarmos... quem ira resolver tudo?
- Seu irmão pode te ajudar filho... – Sorriu para ele.
- O Inu-Yasha sabe disso chichiue? – Perguntou desconfiado.
- Eu conversei com ele mais cedo, eu sabia que você ficaria preocupado com o esse pequeno detalhe... mas como você desconfiou se não foi comentado...
- Inu-Yasha me cumprimentou com um aperto de mãos hoje, e agora você me dá as passagens para o Brasil...
- Ele ficou um pouco preocupado com a sua reação, pensou que você não aceitaria que ele tomasse conta do seu escritório...
- Mas eu ainda não aceitei, primeiro eu vou ver se ele tem condições de fazer isso, eu tenho duas semanas para preparar ele e se ele não conseguir eu vou ter que redirecionar os casos, e passá-los para outro advogado...
- Não se preocupe filho – Inu-Taishou pois a mão no ombro de Sesshoumaru, continuando após. – seu irmão aparenta ter uma cabeça de vento, mas ele é bastante inteligente.
- Ser inteligente pai, não é ser responsável, são coisas muito diferentes... – ele comentou serio, mas parou ao ver Rin se aproximando com Haru nos braços.
-Desculpe interromper... – ela começou, mas foi interrompida por Inu-Taishou.
- Não se preocupe menina Rin, nos já tínhamos terminado. – ele sorriu e olhou para Sesshoumaru, dando dois tapinhas no ombro dele e logo saindo de perto do casal. Rin olhou confusa para o sogro, mas como de costume, não perguntou sobre o que conversavam.
- Fale meu anjo... – ele virou-se para ela, guardando depois o envelope no bolso do paletó que usava.
- Sesshy, você poderia por a Haru na cama para mim, ela acabou dormindo... – pediu com um sorriso único nos lábios.
Com cuidado Sesshoumaru pegou a filha dos braços de Rin, e seguidamente levou a menina para o quarto onde o casal estava dormindo.
Após pôr-la no berço, cobriu-a com um lençol estampadinho com pequeninos animaizinhos, e deu um beijo na pequena.
Em seguida, tirou o paletó e após pendurá-lo no cabideiro, pegou as passagens e guardou-as no criado mudo. Afrouxou e tirou a gravata e após dar um pesado suspiro desabotoou alguns botões da camisa. Foi ate o banheiro e lavou o rosto, molhando parte da franja, e em seguida o secou, voltando para o quarto depois.
Olhou o ressonar da filha, sentiu-se feliz aquela hora ao ver a pequena dar um dorminhoco sorriso e aproximou-se do berço dela, e deu um sorriso muito raro, sorriso que só enfeitava aquele belo rosto quando a felicidade não tinha mais por onde escapar.
Por Haru estar dormindo, Rin entrou silenciosamente no quarto, e flagrou Sesshoumaru, que a olhou com o mesmo sorriso, a surpreendendo, pois aquele sorriso ela viu poucas vezes.
- Você fica lindo com esse sorriso enfeitando seus lábios... – Rin quase sussurrou, aproximando-se do rapaz em seguida, e tocou-o no peito, acariciando o local.
- Você é que enfeita minha vida, meu anjo... – ele acariciou o rosto dela e em seguida deu um delicado beijo nos lábios da esposa, a fazendo suspirar, e arrepiar com o calor de seus lábios.
- Eu te amo Sesshy...
- Eu também... – eles trocaram olhares apaixonados, e caricias, mas foram interrompidos por duas leves batidas na porta, o que fez Sesshoumaru olhar com certa zanga para esta, mas Rin deu um sorriso, e afastou-se dele atendendo a porta depois.
- Filho, acabaram de ligar da delegacia, o Musou foi preso novamente... – Informou Inu-Taishou sorridente.
Rin olhou para Sesshoumaru também sorrindo, mas ele continuava serio...
- O que foi Sesshy, não gostou de receber essa noticia ótima? – Rin continuava sorrindo, mas ele continuava serio, e olhando para o pai, o qual entendeu o motivo da seriedade do filho, saindo em seguida.
Rin ficou sem entender e aproximou-se do marido, que agora mantinha os olhos fechados, e a expressão de frustração, tornou-se tranqüila.
Antes de Rin pronunciar qualquer palavra, o rapaz repentinamente a agarrou, e depois de dar um de seus abraços e suspender Rin, olhou fundo nos olhos dela e com um sorriso conhecido por Rin pronunciou-se.
- Vamos comemorar essa prisão minha Rin?
Uma gota escorreu na fonte da moça que ficou sem entender muito as reações de mudança de humor de Sesshoumaru, mas enfim, consentiu, sorrindo depois.
Depois de ajudá-lo a abotoar a camisa, Rin pegou o paletó dele, que após o vestir pegou na mão dela e saiu do quarto, indo em direção onde estava as bebidas, e tomou do bar dois cálices onde em cada um foi posto um pouco de saque.
Rin e ele brindaram e depois de beberem, foram dançar, mas a comemoração do casamento estava quase no fim. Rin não ficou apenas no cálice de saque, e antes da festa terminar, Sesshoumaru a levou para o quarto nos braços, mas antes de ir, passou perto do pai e o avisou:
- Se alguém interromper, pode ter certeza que não sairá vivo...
Sesshoumaru pois Rin na cama e delicadamente tirou os sapatos da moça, dando um beijo em cada pé dela depois. Ele levantou-se, pois estava agachado aos pés da cama, e caminhou ate o banheiro, onde tirou a roupa, e logo banhou-se, seguindo depois, com o corpo úmido para a cama onde Rin estava.
Ele deitou-se delicadamente e abraçou Rin por trás, a qual estava deitada de lado, e a quentura exagerada do corpo dela fez o corpo do rapaz reagir, mas ela estava dormindo e ele não seria indiscreto em acordá-la por causa de um desejo que ele poderia esperar ate que ela acordasse para saciar. Tentou concentra-se para dormir, fechou os olhos, e uma ruga formou-se entre as sobrancelhas, pois seu corpo não repousara. Soltou Rin e virou-se de ventre para o alto, na esperança de conseguir dormir, e depois de alguns minutos, após seu corpo finalmente relaxar ele conseguiu adormecer.
N/A:
Gostaria de agradecer à todos os leitores (as) que comentaram no capítulo passado, e já agradecer desde já pelos reviews deste capítulo...
descupem à demora para atualizar... eu estou um pouco ocupada com meu cosplay esse mês, e o evento que vou esta bem próximo... sem contar que meu niver também é esse mes, dia doze \o/
Bomm é isso...
Beijo para todos que lerem... espero que esse capítulo possa tirar algumas dúvidas
Xauzim!!!
