Capítulo Treze

-Feliz natal, pessoal! – falei animadamente para meus amigos. Estávamos todos sentados em um dos corredores da escola, quase não deixando espaço para as pessoas passaram – não que isso importasse para nós.

As aulas só iam começar daqui vinte minutos, e nós estávamos trocando presentes, desde que era o último dia antes das férias de inverno. Eu tinha ganhado seis presentes até agora, mas nenhum de Chuck. Nós estávamos esperando pelo natal, por que nós sabíamos que acabaríamos nos vendo. Sua família, usualmente, ia para a festa de natal dos meus pais, na véspera de natal.

Enquanto todos os outros continuavam a falar sobre... Seja lá o que estavam falando, Chuck cutucou meu braço. Eu olhei para ele e ele balançou a cabeça em sua direção.

-Vamos andar. – falou, e eu assenti, concordando. Nos despedimos de todos, então fomos embora.

-Então, - falei. – você finalmente comprou um presente para o Dean, huh?

Chuck suspirou.

-Sim, mas foi difícil. Eu ainda não encontrei um jeito de entrar completamente na mente dele. É tão... Brilhante. Eu só espero que ele goste do que eu comprei. – falou. – De todo modo, e você? Decidiu se vai comprar ou não algo para o David?

Isso era o que eu vinha debatendo a semana toda. Parte de mim não achava que era grande coisa, mas, então, a outra ficava me dizendo que isso era mais do que apenas a estúpida necessidade do natal.

-Eu não sei. – respondi. – Eu tenho certeza de que ele vai ver como o gesto de um namorado, mas não é realmente por isso que eu quero fazer. Eu só quero... Vê-lo... Sorrir.

Chuck estava obviamente surpreso com o que eu disse, mas sua expressão fácil não dizia nada.

-Huh... – ele disse. – Nunca achei que te ouviria dizer isso. Eu assumi que você só faria isso por que parece obrigatório, ou por causa da chance de você transar.

-O que, você não acha que eu faria algo assim para ser legal?

Ele disse simplesmente: - Faria por mim, mas só por que eu só o único fora da sua família, que você já amou.

Dando de ombros, falei.

-Ainda assim. Eu sei que vai deixar David feliz e eu... Gosto quando ele está feliz. – mas numa tentativa de cobrir o que era uma afirmação ridiculamente cafona e vergonhosa, eu falei: - Ele me beija diferente quando está feliz.

Chuck riu.

-Eu acho que David pode estar te mudando, Pierre. – falou.

Eu resmunguei: - Cale a boca. – eu não queria pensar que isso era possível.

-Ah, qual é, é uma boa coisa. – Chuck disse, enquanto passávamos pelas portas do ginásio. – Já estava na hora de alguém te colocar na linha.

-Esse não é seu trabalho? – repliquei, levemente aborrecido pelo que ele estava dizendo. – Você é péssimo nisso, aliás. Eu devia te demitir.

-Por favor, você precisa de mim. – falou e eu não pude evitar sorrir. – Você nunca vai me deixar ir.

Eu ri, meu braço passando ao redor do pescoço dele.

-Isso é verdade. – falei, o beijando na bochecha. Mas foi nesse momento que alguém chamou minha atenção, e ao contrário das outras vezes, havia um motivo. Eu parei de me mover abruptamente, e Chuck notou, também vendo quem tinha me feito hesitar. – Te vejo depois, Chuck.

Chuck suspirou e balançou a cabeça.

-Você tem sorte de eu ter me acostumado com você me descartando. – falou. – Você também tem sorte que eu sei que você precisa de mim, ou eu já teria ido embora.

Beijando-o na bochecha novamente, eu falei.

-Desculpe. Nos falamos depois. – ele murmurou uma despedida e se afastou.

Eu andei até onde David estava abrindo seu armário. Ele imediatamente notou os escritos que eu tinha deixado na sua prancheta quando eu arrombei seu armário no dia anterior, o que era a razão de eu estar tão ansioso em encontrá-lo agora. Ele suspirou, enquanto eu me escorava conta o armário ao lado do dele.

-Como você conseguiu minha senha? – perguntou.

-Achei na sua escrivaninha, quando fui na sua casa no outro dia.

Ele leu as palavras que eu escrevi. Pierre + David = S2 era um, então tinha um coração com um "P+D" dentro e finalmente um Sr. David Bouvier, circulado por vários corações. Eu queria fazer parecer que ele os tinha feito, mesmo que minha intenção inicial fosse escrever um 'feliz natal'. Isso pareceu mais divertido.

-Mesmo se nós nos casássemos; o que é uma chance muito pequena; o que te faz pensar que eu usaria seu nome ou seria a noiva? – David perguntou.

-Por que você ficaria sexy em um vestido. – falei simplesmente. – Além do mais, eu sou esse tradicional.

Ele girou os olhos.

-Tenho certeza de que é. – ele pegou um livro perto e começou a folheá-lo.

-Então, quais seus planos para o natal? – perguntei em tom de conversa.

-Uma palavra: Bahamas. – David respondeu. – Você?

Eu ri da maneira como ele disse isso de um modo tão informal.

-Mentiroso, você não vai para Bahamas. – falei. – O que acha de passar lá em casa na véspera de natal? Nós temos essa festa anual que meus pais dão. Você pode trazer o Seth e o Noah, também.

David balançou a cabeça.

-Acho que não, Pierre.

É claro. Eu não estava surpreso. A última coisa que David ia querer fazer era conhecer minha família toda, e me ter o apresentando como meu namorado, sem sua permissão. Suspirando, eu perguntei.

-Eu não ganho um beijo de natal, então?

-Se isso significar que eu não preciso te dar um presente. – falou, fechando seu armário e se virando para mim.

-Oh, você ainda pode me dar um presente. – falei, mas ele apenas me beijou, se garantindo em manter suave, desde que estávamos no meio de um corredor movimentado da escola. Eu terminei o beijo, entretanto, para falar. – Aliás, o que você quer de natal?

-Você não vai me comprar nada. – disse francamente. – Você não precisa. Não há nenhuma obrigação.

-Natal não é sobre obrigações, David. – falei, como se isso fosse óbvio. – É sobre o dinheiro equivaler o amor; quanto mais dinheiro você gastar, mais amor há.

Ele riu.

-Fico feliz que você descobriu o significado do natal. – falou. – E é melhor você não me comprar nada.

-Você não tem controle sobre isso, né? - ele ergueu uma sobrancelha para mim, e eu sorri e o beijei. – Eu vou passar na sua casa depois da escola. Você pode me esperar, se quiser, mas não importa desde que eu sei onde você mora.

Ciente de que não havia como escapar disso, ele grunhiu.

-Certo.

Sorrindo, eu o beijei – foi mais longo que antes – e falei: - Agora, eu vou te acompanhar até sua sala.

-Você quer dizer, eu vou ir sozinho e você vai me seguir, enquanto sugere que nós matemos aula e nos amassemos debaixo das arquibancadas. – ele falou, mas eu apenas sorri e nós começamos a andar entre a multidão de adolescentes.

[...]

David e eu não nos vimos quando o feriado começou. De acordo com o que ele tinha dito ao telefone, ele estava viajando com sua família e eu, aparentemente, não iria vê-lo até depois do natal. Isso me deprimiu, por que, no dia seguinte ao que as aulas terminaram por aquele ano, eu tinha me embrenhado em uma livraria lotada para comprar um presente de natal para David. Foi uma decisão de último minuto, mas era provavelmente o que eu sempre planejei fazer. Eu não tive a chance de entregar a ele ainda.

A véspera de natal foi um dia cheio em casa. Não só minha mãe estava frenética com comida e decoração, mas meu irmão e eu fomos obrigados a limpar, e se tinha uma coisa que eu odiava a fazer, era limpar. Eu tive que me vestir levemente (o que significava algo mais que um moletom), então eu estava usando um jeans escuro uma camisa de lã com botões. Minha mãe estava satisfeita, então eu fiquei com isso mesmo.

Por volta das seis da tarde, a casa estava cheia. Desde que eu não estava com vontade de fazer nada, eu decidi me esconder no porão, onde meu pai, avô e um monte de outros caras estavam sentados, assistindo um jogo de hockey. Chuck se juntou a mim depois de um tempo, e nós acabamos nos sentando no chão, de frente um para o outro, enquanto jogávamos baralho.

-Oh, eu vi Dean mais cedo. – Chuck respondeu a minha pergunta de como ele ia ver seu namorado no natal. – Ele me deu esse relógio. – Chuck esticou seu pulso para eu ver um relógio com uma pulseira de couro preto.

-Legal. – assenti, então abaixei minhas cartas. – Gin.

-Droga. – Chuck amaldiçoou sob a respiração e juntou as cartas, embaralhando-as para outra partida. – E aí nós passamos algumas horas nos amassando, então eu estou bem em não poder vê-lo por mais alguns dias. – Chuck continuou contando sobre Dean, e começou a distribuir as cartas. – Ele gostou do meu presente, também. Foi por causa disso que nós começamos a nos amassar, em primeiro lugar...

Eu apenas assenti novamente, minha mente apenas prestando um terço de atenção ao jogo e o amasso de natal com Dean. E não era o fato de que eu não consegui nenhum há algum tempo. Eu nem fiquei com ninguém nas últimas semanas, embora eu não tivesse certeza do por que.

-David disse que ia me ligar amanhã. – decidi falar. – Eu não acho que ele comprou um presente pra mim. Se ele comprou, eu vou ter de esperar até a próxima vez que vê-lo, por que aqui seria o último lugar onde ele estaria.

-Você parece mais pessimista que o normal. – Chuck notou.

Dando de ombros, eu falei.

-É só um fato. Ele pode aparecer, por que eu sei que ele quer me ver no natal, mas David sempre evita coisas que podem fazer a óbvia conexão entre nós mais profunda do que já é.

-Eu ainda acho isso estúpido. – falou. – E eu ainda acho que ele é covarde. Ele devia se tocar.

-Hey! Não me diga como conduzir meus relacionamentos, e eu não vou te dizer como conduzir os seus. – falei.

Chuck riu incrédulo.

-Sério? Você sempre me diz como conduzir meus relacionamentos! Você me diz quase todos os passos a dar quando é sobre Dean e eu.

-É, bem, isso é por que eu sei mais. – falei, então pousei minhas cartas. – Gin. De novo. Você é péssimo nisso, Chuck. – Chuck apenas suspirou e concordou. – Quer ir lá em cima e pegar algo para comer?

Nós fizemos nosso caminho escada a cima, desviando de algumas crianças risonhas, e pegamos um pequeno sanduíche da mesa de maravilhosas comidas que minha mãe e sua irmã tinham feito. Depois disso, resolvemos nos sentar na escada e conversar mais. Algumas pessoas se juntaram a nós, mas depois de um tempo, nos deixavam sozinhos.

Eu devia estar socializando com todos os outros, desde eu não os via freqüentemente, mas eu já tinha conversado um pouco com a maioria deles, então eu tinha feito minha parte. Eu preferia me sentar aqui e conversar com meu melhor amigo, de todo modo, desde que alguns outros 'amigos' e membros da família ainda não tinham aceitado que eu era gay. Isso não me fazia me sentir humilhado ou embaraçado, por que eu tinha orgulho do fato que eu gostava de foder outros caras; eu só não queria ter nenhuma conversa embaraçosa, se eu pudesse evitá-las.

Uma grande parte de mim realmente esperava que David aparecesse. Nada me faria me sentir melhor do que passar um tempo com ele no natal. Não era como se eu não gostasse de festas, por que elas eram divertidas... Mas não quando não eu podia me soltar e agir como eu mesmo. Eu não podia beber legalmente ainda, e era quase impossível roubar álcool agora, por que minha família com certeza amava molhar o bico.

-Meu pai já começou a falar comigo sobre faculdades. – Chuck estava dizendo. – Bem, de novo. De forma mais urgente dessa vez.

Eu descansei minha cabeça em seu ombro.

-É? – ele assentiu. – Meu pai só me disse para deixar de ser uma bicha preguiçosa e realmente pensar sobre minha educação futura.

-Ele te chamou de bicha? – Chuck perguntou.

-Sim, mas só depois de eu mesmo ter me chamado assim, então ele só estava me imitando. – expliquei.

Quando eu estava prestes a falar mais alguma coisa, a campainha tocou. Chuck e eu olhamos para a ponta. Estranhamente, ninguém mais pareceu notar então eu disse:

-Eu vou atender. – eu andei até a porta e a abri, surpreso pelo visitante. – David? – um grande sorriso estava em meu rosto, e ele sorriu de volta, também, embora não tão largamente. – O-o que você está fazendo aqui? Eu pensei que você tinha ido viajar com sua família.

David deu de ombros.

-Menti. – disse simplesmente, fazendo meu sorriso se alargar mais. Ele ergueu um envelope azul claro com meu nome, que eu assumi ser um cartão. – Eu não tinha certeza de quando te dar isso, mas eu estou aqui agora, então... – ele ofereceu o presente para mim.

Eu assenti e aceitei.

-Uh, obrigado. – falei. – Você quer entrar um pouco? Se você tiver que ir para casa, eu entendo.

Ele pausou, então disse: - Tenho certeza de que meus pais não vão se importar se eu ficar por alguns minutos. – nós dividimos um pequeno sorriso, enquanto eu dava um passo para o lado para que ele pudesse entrar. Ele tirou a jaqueta, que eu pendurei no cabide, e tirou seus tênis. Eu gesticulei para ele me seguir para o andar de cima, e ele o fez.

Nós passamos por Chuck, que não conseguia parar de nos observar, e eu parei para murmurar: - Eu confio em você para vigiar. Não deixe ninguém chegar perto do meu quarto. – ele assentiu e sorriu, e eu sabia que sua mente estava tendo pensamentos sujos. Eu não me importei, por que minha mente também estava.

Quando David e eu estávamos no meu quarto, eu acendi a luz e fechei a porta, bloqueando o som das pessoas no andar debaixo. Nós ficamos lá por um momento, apenas olhando para o outro. Então, eu gesticulei para a cama.

-Sente-se. – falei. David obedeceu, sentando-se na ponta da cama. – Eu tenho um presente para você, também.

David pareceu surpreso e eu não tinha certeza do por que.

-Tem? – perguntou.

Eu andei até minha escrivaninha e abri a gaveta, onde o livro embrulhado de David estava.

-Sim. – respondi e o ofereci para ele. Ele pegou o pacote e eu me sentei ao seu lado.

Eu abri o cartão (que tinha um boneco de neve na frente) e havia dois pedaços de papel. Eu os ignorei, por que a letra de David estava no cartão, e eu decidi dar atenção pra isso. Estava escrito: Eu sei que eu não posso te dar o que você quer, mas eu não acho que sequer você sabe o que é. Apesar disso, você tenta bastante conseguir, e isso é admirável. Você vai encontrar alguém que te queira para mais que sexo, isso é verdade, então você não devia parar de tentar. Espero que não demore muito para que você o encontre. Feliz natal, Pierre.

Meus olhos correram por suas palavras algumas vezes, desde que não fizeram sentindo de primeira. Provavelmente demoraria um tempo para absorver, mas eu entendi a essência do que ele estava falando, e um sentimento estranho e confuso cresceu dentro de mim.

Um dos pedaços de papel era uma versão de quadrinhos minha, segurando uma versão de quadrinhos de David. Seus braços estavam cruzados firmemente sobre seu peito, mas ele olhava para mim sem sorrir, e eu o olhava de volta da mesma forma, uma mão em seu braço e outra em seu cabelo. Era... Maravilhoso. Eu me perguntei se era assim que David nos via. Eu me perguntei se era isso que David pensava de nossa situação. Então, eu me perguntei por que diabos ele estava me deixando pensar essas coisas. Por que ele me daria um desenho que era tão... Pessoal?

O segundo pedaço de papel era uma assinatura de dois anos para minha revista favorita. Eu sorri.

-É ótimo, David. Obrigado. – falei.

Quando eu finalmente olhei para ele, ele estava sorrindo para o livro, claramente maravilhado que eu o tinha comprado.

-Você me surpreende o tempo todo, Pierre. – falou e virou seu olhar para mim. – É maravilhoso. Obrigado. – seu sorriso combinava com o meu, enquanto nos olhávamos. Então, como se fosse coreografado, colocamos nossos presentes no chão e começamos a nos beijar.

David me empurrou até que eu estivesse deitado sobre minhas costas, e veio para cima de mim. Eu corri meus dedos por entre seu cabelo e retribui o beijo fervorosamente. Suas mãos viajaram por sob minha camisa e minha pele formigou sob o toque. Eu respondi avidamente, beijando-o mais profundamente e pressionei meu quadril contra o dele.

Ele começou a desabotoar minha camisa, não tendo dificuldades com os botões. Uma vez que estava desabotoado, seus dedos correram pela pele, o que só me fez querer beijá-lo mais. Eu nos rolei, deixando-o sobre suas costas. Eu fiz o mesmo, desabotoando sua camisa, enquanto nos beijávamos.

Agora, ambos sem camisas, rolamos para nossos lados e ficamos assim, sua perna ao redor da minha. Minha mão fez seu caminho pelo corpo dele e David se afastou quando eu cheguei perto do seu cinto. De repente, tudo tinha se acalmado. Nossos olhos se encontraram e só nos olhamos por um momento, as pontas dos meus dedos parando abaixo do seu umbigo. Eu queria avaliar sua reação, enquanto eu tocava a fivela do seu cinto. Sem quebrar o contato ocular, ele se moveu para uma posição mais confortável, em suas costas.

Ele não recusou o que eu estava fazendo, então eu decidi continuar. Excitação crescendo dentro de mim, eu comecei a desfazer seu cinto com apenas uma mão, ainda observando seu rosto para saber se ele queria que eu parasse ou não. Mas ele não desviou o olhar, enquanto eu tirei o seu cinto do passador.

Finalmente, seu peito se moveu indicando que ele estava respirando. Seus olhos se fecharam, enquanto eu desabotoava sua calça. Ele se contorceu um pouco, mas seu rosto estava normal, sem qualquer indicação de querer que eu parasse. Enquanto eu abria o zíper, eu senti sua ereção sob o material.

Com meus batimentos cardíacos aumentando, eu escorreguei meus dedos por uma brecha em sua boxer, tocando-o lentamente. O contato fez David respirar profundamente e abrir seus olhos para encontrar os meus novamente. Ainda assim, nenhum sinal de que queria que eu parasse de tocá-lo, então eu tirei seu pênis do confinamento.

Seu peito estava subindo e descendo levemente agora, seus olhos ainda colados nos meus, enquanto eu enrolava minha mão ao seu redor e começava a movê-la lentamente. Um som bastante suave e satisfeito deixou sua boca. Seu quadril se ergueu contra minha mão assim que eu esfreguei meu dedão na sua glande. Maldição, eu não me importava se a casa toda ouvisse, eu queria ouvi-lo gemer mais alto.

Enquanto ele estava deitado lá, ofegante e olhando diretamente para mim, eu senti minha calça ficar apertada e tudo o que eu queria era estar nu com ele. Esses pensamentos fizeram a velocidade da minha mão aumentar. Ele começou a fazer mais sons, mordendo seu lábio inferior numa tentativa de se calar. Nós dois estávamos cientes de que a casa estava cheia.

Seus olhos se fecharam e sua cabeça se inclinou para trás. Eu observei seu lindo pescoço, vendo seu pomo de Adão se mover quando ele engoliu. Eu podia ver quase todas as respirações, cada leve gemido, cada ofego suave. Seus dedos se enroscaram ao redor do meu cabelo, enquanto ele juntava nossos olhares novamente. Seus olhos estavam quase vidrados, e eu estava tão insanamente excitado pelo jeito que eles queimavam os meus.

Eu diminui a velocidade para esfregar a cabeça do seu pênis, variando a força do meu punho em sua ereção. Ele deixou sair um gemido que poderia ser ouvido por qualquer que estivesse do outro lado da porta, mas quem se importava? Certamente, não eu. Minha mão voltou ao seu ritmo e a cabeça de David foi para trás de novo. Eu observei seu rosto, enamorado pelo jeito que estava se contorcendo em prazer, as expressões maravilhosas feitas quando meu dedão tocava a ponta sensível.

Eu queria esfregar meu pênis, que estava mandando uma sensação irritante de desespero para meu corpo. Eu ignorei, entretanto, focando em David, apenas tentando fazê-lo gozar. Então... Bem... Eu teria que esperar para ver aonde as coisas nos levariam.

Ele me olhou novamente, sua boca levemente aberta, e eu movi mais rápido minha mão. Seu quadril encontrou minha mão e tudo o que ele pôde fazer foi ofegar, enquanto me olhava. Ele segurou meu cabelo com mais força e eu peguei isso como um aviso silencioso. Seus olhos não deixaram os meus, enquanto ele arqueava suas costas e se despejava sobre o próprio peito e abdômen. Ele continuou ofegando, enquanto eu continuava a estimulá-lo até a última gota, então ele se soltou no chão, olhos fechados e o peito se erguendo enquanto ele respirava pesadamente.

Eu o soltei e somente o observei, querendo nada mais do que fazê-lo vir mais vezes, e estar sobre ele, e observar aquele lindo rosto se contorcer em prazer de novo e de novo. Eu permiti que meus olhos corressem por seu corpo, seu peito e abdômen respingados, e seu pênis que estava lentamente voltando ao normal. Eu não conseguia me lembrar de algo mais bonito.

Nós ficamos deitados lá em silêncio por vários minutos, David regulando sua respiração e olhando para mim com um sorriso torto. Eu acariciei a lateral do seu rosto com as costas dos meus dedos, então me inclinei para beijá-lo. Ele me beijou de volta por um momento, mas se afastou. Ele não estava mais sorrindo.

-Nós devíamos voltar, antes que comecem a nos procurar. Er, bem, você. Nem sabem que eu estou aqui. – falou.

Eu assenti e me sentei, pegando a caixa de lenços de papel e a oferecendo para ele. Pegando um, eu limpei minha própria mão. Eu sai da cama, enquanto ele se limpava, e eu vesti novamente minha camisa, parado na frente do espelho. Nós dois estávamos em silêncio, enquanto eu abotoava minha camisa e ajeitava meu cabelo, e David terminava de se limpar e se levantava e ia colocar sua camisa e ajeitar seu cabelo, também.

Quando eu sai da frente do espelho, ele pegou meu lugar, e eu o observei, sentindo minha própria ereção sumir, assim que eu cheguei a conclusão de que mais nada aconteceria entre nós essa noite. Ele terminou, então se virou para mim.

-Como eu estou? – perguntou.

Um pequeno sorriso estava no meu rosto, enquanto eu assentia para ele.

-Está ótimo. – falei e não consegui me lembrar de falar palavras mais honestas. – E eu? – isso era estranho desde que eu só tinha perguntando se minha aparência estava boa poucas vezes antes, e eu só tinha perguntado ao Chuck.

Ele assentiu e pareceu prestes a dizer algo, mas pensou melhor e se moveu para me dar um rápido beijo. Então, ele abriu a porta e eu o segui para fora, minha mão na base de sua coluna, enquanto descíamos as escadas.

Eu ainda estava um pouco atordoado, enquanto apresentava David (como 'meu namorado', para seu horror) para alguns membros da família que estavam fumando do lado de fora, quando David ia embora. Eu me ofereci para acompanhá-lo até em casa, mas ele não estava falando muito, então eu só o fiz sem sua aprovação. Ele não tinha sorrido nenhuma vez desde que saímos do meu quarto. Mesmo quando estávamos na sua varanda, e eu lhe dei um beijo de boa noite e desejei feliz natal, ele parecia estar sentindo uma versão mais forte do que eu estava sentindo: estupefato e desnorteado.

Quando eu voltei para a festa, e Chuck se encontrou comigo, eu decidi esperar para contar a ele o que tinha acontecido... Eu decidi esperar até que eu tivesse entendi o que porra tinha acontecido.