Disclaimer 1: Os personagens de Harry Potter não são meus, mas sim da Jk Rolwing euzinha só me divirto com eles.
Disclaimer 2: Essa fic também não é minha suas autoras Utena Puchico e Angeli me deram gentilmente a autorização para traducí-la, se alguém quiser ler o original bastar acessar o site do SlasHeaven e procurar pelo nome da fic, lá também vocês podem encontrar mais fics dessa dupla maravilhosa.
Aviso importante: Essa fic contém mpreg, cenas de sexo explícito e alguma violência, desde já estão avisados. As frases entre // representam o idioma élfico
Acho que é só se eu me lembrar depois eu falo.
Capitulo treze: Uma nova vida
Lucius desviou seus olhos cinza da janela e olhou com desagrado a porta ao escutar uns toques suaves. Sabia quem era e, sinceramente, não tinha vontade de mandá-lo entrar. No entanto, já havia adiado demais essa conversa e isso ele lhe devia.
-Entre.
Draco Malfoy entrou no escritório de seu pai com a testa franzida. Saudou educadamente o mais velho e sentou-se numa cadeira em frente dele. Estiveram assim por longos minutos em silêncio, o menor retorcendo suas mãos, inseguro de como começar. Ele sabia que o humor de seu pai estava péssimo esses dias.
-Pai... eu... queria saber o que aconteceu com Remus. Você me disse que ele ia vir morar aqui com a gente...? – perguntou inseguro.
-Isso eu te disse antes Draco – suspirou – Mas infelizmente meus planos não saíram como eu esperava.
-Como...? – fechou a cara – Por acaso ele tem que fazer outra coisa antes de vir para cá? Você não me disse que queria se casar com ele antes do meu irmãozinho nascer? Eu também não vi nada anunciado no Profeta.
Lucius suspirou novamente e massageou suas tempôras. Estalou os dedos e chamou um elfo doméstico para que lhe trouxesse uma garrafa de uísque de fogo. Desde o dia que voltou da casa dos Marotos, bebia ao menos uma garrafa de uísque de fogo durante o dia. Draco sabia disso e não conseguiu evitar que seu estômago se retorcesse devido a um mau pressentimento. Seu pai era forte e orgulhoso, algo muito ruim deve ter acontecido para que ele agisse dessa maneira.
-Antes de te falar algo, há uma coisa que você deve saber meu filho – murmurou, provando seu uísque – Tudo começou no dia em que Remus me disse que estava grávido...
Meia hora mais tarde, Lucius desviou o olhar, não podendo enfrentar os olhos furiosos de seu filho. Tinha certeza de que isso aconteceria e por isso tentou evitar o máximo que pôde essa conversa. Agora via seus medos realizados, Draco sem dúvida estava com raiva por causa de suas estúpidas ações contra o homem que via como um pai.
-Não posso acreditar que você fez isso! – explodiu o loiro mais novo – Pensei que você o amava! Não me estranha que ele não esteja aqui!
-Cuidado com a lígua jovenzinho – sibilou – Eu sou teu pai e você não deve levantar a voz para mim, nem tem o direito de me julgar. Te disse que minhas ações foram levadas pelas circuntancias e...
-Isso não me interessa! Sempre faz as coisas erradas! – acusou se levantando da cadeira – Primeiro foi minha mãe! Ela se foi, pois você nunca lhe deu uma oportunidade para que ela se apaixonasse por você! E agora eu tenho que viver de um lado a a outro por causa disso! Tendo que repartir meu carinho com pessoas que se odeiam!
-Sua mãe também não me deu nenhuma oportunidade! – grunhiu, desconcertado pelo arrebato de seu filho – E você sabe que foi melhor assim! Ela e eu nunca nos entenderíamos!
-Tudo bem... isso pode até ser verdade. Mas isso a gente nunca vai saber não é? – disse com um sorriso sarcástico – O mesmo aconteceu agora com Remus, nunca saberei como seria ter alguém que me quisesse como um filho e me desse seu carinho sem esperar receber nada em troca, pois foi isso o que senti quando estava com ele, um carinho que meus próprios pais não sabem me dar – disse com amargura. Os olhos do mais velho se arregalaram. Seu filho era tão amargo assim...? – E o pior de tudo... é que sempre quis ter um irmãozinho... e até isso você me tirou por causa da sua burrice.
-Draco! Como se atreve?
-Me atrevo porque é a verdade! Seus estúpidos ideais estão sempre na frente e, você não pensa o quanto machuca as pessoas ao seu redor...! Agora Remus foi embora... e acho que para sempre... – negou com a cabeça – Não posso crer no que você fez, e ainda por cima com alguém que te amava de verdade . Começo a acreditar que os Malfoy não foram feitos para receber amor ou compartilhar amor...
-Não diga bobagens Draco... não é para tanto.
-Ah não? Então você acha que Remus vai voltar pra você por vontade própria? Lamento discordar disso pai. Você o machucou... e não passa de um tonto.
-Chega! – rugiu jogando seu copo de uísque na parede. Estava com raiva ao escutar tais verdades de um menino de quase dez anos – Você não é ninguém para me julgar! Já te falei o que queria saber, então some daqui Draco Malfoy!
-Sim eu vou. Não quero ficar perto de você, pois muito ao contrário do que a maioria das crianças... eu não quero ser igual a meu pai – grunhiu com desdém antes de sair do escritório.
Lucius olhou como sua porta era fechada com força, ainda incrêdulo com as palavras que ouviu de seu filho. Sentou-se novamente na cadeira e enterrou seu rosto entre suas mãos, suspirando com dor.
-Me perdoa Remus, Draco... meu filho ainda não nascido... todos têm razão... sou um idiota.
Desde esse dia a relação entre pai e filho não foi mais a mesma.
(Nota: Pobrezinho do Lucius... ó.ò)
Entrou resmungando no armazém de ingredientes. Não sabia por que havia feito aquela tonta mistura, era evidente que ambos ingredientes iam reagir mal, por sorte seus reflexos evitaram que a explosão fosse pior do que foi. Agora deveria comprar mais de tudo, pois o resto dos ingredientes estava perdido. "Merda"... Pelo menos tinha o consolo de que faltava muito pouco para que afinal ele completasse a versão melhorada da poção Mata-Cão, e depois poderia patenteá-la.
-Quero tudo que está na lista e rápido – grunhiu ao vendedor. O outro só assentiu sem se amendrontar, já tinha se acostumado com o humor do professor Severus Snape.
-Pra que tanta pressa...professor? – disse uma voz sarcátisca as suas costas.
O moreno estreitou os olhos e olhou de soslaio a figura que se aproximou dele no balcão. Tratava-se de um ruivo um pouco mais baixo que ele, com incríveis olhos azuis e um sorriso deslumbrante.
-A diferença de você, eu trabalho – resmungou.
-Ah, mas eu também tenho muito trabalho. Na verdade, eu recebi uma oferta muito interessante para ir para o Egito.
Severus juntou as sobrancelhas, enquanto via o vendedor se aproximar.
-Bom me alegro por você – sua voz não soava nada contente – Anote na minha conta. Até a próxima – disse antes de dar a volta e sair do lugar.
Caminhou até chegar ao beco que se encontrava na esquina do armazém de poções. Logo uns passos de alguém se aproximando foram ouvidos, sorriu enquanto descruzava suas mãos. A pessoa dobrou a esquina do beco e ele não perdeu tempo em abraçar bruscamente o homem e apertá-lo contra seu corpo. Ao mesmo tempo em que iniciava um beijo feroz, intercambiando mordidas e carícias com as mãos.
-É verdade...? – o mais velho perguntou num sussurro.
-O que? O Egito? – perguntou o ruivo, enquanto brincava com gola da túnica de seu amante – Sim, esta manhã meu chefe me falou dessa vaga no Egito.
-E você vai...? – quis saber apertando um pouco mais o abraço sobre a cintura estreita.
-Ainda não sei Sev. Se fosse há uns três meses eu teria aceitado sem pensar duas vezes... – conectou seus olhos azuis com os negros – Mas agora...
-É uma excelente oportunidade Willian.
-Em primeiro lugar, não me chame de "Willian" você sabe que detesto e em segundo... eu sei, mas... – enterrou sua cabeça ruiva no peito do mais alto e Severus aproveitou isso para sentir o aroma único de seu amante – Seria um trabalho de tempo integral, não vou ter tempo para vir a Inglaterra... e com seu trabalho... quase não nos veríamos.
-Você não deve rejeitar uma oportunidade tão boa assim por minha causa.
-Você quer que eu vá...? Sabendo que a gente não vai se ver em muito tempo? – perguntou num sussurro, ficando com o corpo tenso esperando a resposta.
-Não – disse sem duvidar.
Bill relaxou, sorriu e se aninhou melhor nos braços fortes do mais alto.
-Sei que a gente tem pouco tempo juntos Severus, mas... agora sei que minha vida sem você não tem sentido. Não quero ir por tanto tempo... se eu for, a gente só ia se ver nos finais de semana e...
-Ssshhh... – o silenciou beijando seu lábios – Pensaremos bem nisso, antes de você tomar qualquer descisão .Certo? Não precisa ficar estressado com isso... além do mais não é caso de vida ou morte – disse com um de seus raros sorrisos ternos. Pois não conseguia evitar, jovem como era, seu ruivo tinha tendência de fazer uam tempestade num copo de água pelas coisas mais triviais. Esse assunto não era pouco importante, mas também não era para se perder a cabeça com ele.
-Vamos pra sua casa agora? – o menor perguntou com um sorriso. Sua atitude animada novamente, Severus sempre fazia seus pensamentos se ordenarem.
-Eu tenho trabalho pra fazer – disse estreitando os olhos, sabendo muito bem o que esse sorriso queria dizer.
-E dai...? Eu só quero ir para te fazer companhia – disse com fingida inocê grunhiu e atraiu o menor para beijá-lo com paixão. Estiveram longos minutos provando um os lábios um do outro – De acordo vamos. Eu sairei primeiro.
Cada um foi para um lado, pois ainda não desejavam que estranhos soubessem que tinham um relacionamento. Muito menos os pais de Bill, que iam fazer um escândalo quando descobrissem que o namorado de seu seu filho não era ninguém menos que Severus Snape.
*Mansão Prince*
Tal como esperava, Bill não demorou muito para que se transladassem diretamente no quarto. As roupas, eles foram se desfazendo desde o corredor, de modo que quando entraram no quarto já estavam nus. Não que isso importasse a nenhum dos dois, nessa casa só vivia Severus mais cinco elfos domésticos.
Caíram na cama gemendo ao sentir seus corpos acoplados e suas peles se tocando. Isto tinha começado assim. Os dois tinham se encontrado num bar mágico há uns meses atrás, quando a queda Daquele-que-nã-deve-ser-nomeado era celebrada. Bill estava com alguns amigos do trabalho e viu Severus no momento em que entrou. O moreno sempre tinha lhe chamado atenção e, nessa noite tomou coragem e se aproximou para puxar conversa, motivado pela quantidade enorme de álcool no sangue.
Severus tinha posto seus olhos negros no ruivo e grunhido para que ele fosse embora, mas Bil não cedeu e beberam mais um pouco, até que suas inibições desapareceram e terminaram na cama nesta mesma noite.
Sendo o homem que era, Severus pensou que esse seria um encontro de uma só noite. Ele certamente não conhecia esse Weasley, que quando queria algo, não dava o braço a torçer. E foi assim que iniciaram esse namoro, primeiro com sexo, mas que agora já tinha sentimentos fortes.
-Mmmhhh…
O mais velho foi descendo deixando um caminho de beijos pelo peito do rapaz que estava em baixo de si, até chegar a sua ereção. Antes de tomá-la em sua boca, esticou uma mão para alcançar o lubrificante. Untou seus dedos nessa substância viscosa.
-Sev... depressa – Bill gemeu levantando seus quadris para mostrar urgência.
O mais velho sorriu e levou o pênis do ruivo até a sua boca começando a succioná-lo enquanto um de seus dedos preparava a entrada do mago mais novo. Bill gritou e enterrou suas mãos no cabelo negro (não gorduroso, pois desde que saia com Bill, Snape cuidava melhor de seus cabelos)e empurrou seus quadris para aumentar o rítmo dos movimentos que seu amante fazia com a boca.
Bem depressa, o orgasmo golpeou o ruivo ao mesmo tempo que sua entrada estava completamente preparada. Foi por isso que Severus não deu tempo para que Bill se recuperasse, levantou as pernas do rapaz até seus ombros e colocou seu membro na entrada começando a penetrá-lo lentamente.
-Mmmhhh...Severus... você é muito grande – Bill choramingou, fazendo o outro sorrir – Tonto... – disse ao ver o sorriso satisfeito.
Como castigo, Snape se enterrou de uma só vez dentro do grifinório o fazendo abrir os olhos e gritar num misto de dor e prazer .
-Você não devia me insultar enquanto estou te fazendo meu precioso – Severus ronronou pousando seus lábios sobre os de seu amante, mas sem beijá-lo completamente.
-Você é cruel – Bill resmungou, cruzando os braços no pescoço do moreno – É por isso que te adoro... mexa-se.
Severus sorriu e começou a se mover dentro do corpo de seu amante. Desta vez sim beijou o garoto enquanto seus corpos se moviam no compasso que necessitavam para chegar ao êxtase. Os ruídos de suas peles e as vozes deles se ouviram durante longos minutos, até que seus corpos não agüentaram mais e juntos chegaram ao clímax.
O mestre das poções deixou as pernas de seu amante caírem de seus ombros lentamente e deslizou-se para junto do outro corpo. Os dois estavam suados e lhes custava a respirar. Tal era o ímpetu de seus encontros sexuais.
-Você é o melhor – Bill ronronou se aninhando mais em seu amante – Viu...? É por isso que não quero ir...
O ruivo fez um biquinho encantador e Severus sorriu e o atraiu para beijar seus lábios inchados.
-Mas você me distrai do trabalho... – brincou.
-Não finja que você não gosta – murmurou apoiando sua cabeça no peito do outro. Estiveram vários minutos em silêncio, desfruntando do fato de estarem juntos. Foi o ruivo quem rompeu a calma do ambiente – Não sei se quero ir...
-Já te disse para não se afligir – beijou sua cabeça – Encontraremos um jeito de decidir o que será melhor pra nós dois.
Inconsciente a eles, nesse mesmo momento estava sendo criada a desculpa perfeita para decidir o futuro... dos dois.
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*Terra Média*
Naurëa (lobo dourado) olhou com um sorriso enquanto Harry ( pra ele continuava sendo Harry) brincava com sua estranha mascote branca, que era uma mistura de coelho e.... algo mais que não podia definir. Sua mão acariciava ternamente seu ventre volumoso, no qual carregava seu bebê de cinco meses de gestação.
Desde a sua cheagada havia dito muito pouco ao menino acerca de suas verdadeiras intenções. Tinha notado que o garoto era muito apegado aos elfos que considerava sua família e se bem que seu melhor amigo sentia muitas saudades de seu filho, ele não tinha coragem para dizer a Harry que veio exclusivamente para levá-lo de volta para o Mundo Mágico. Era por isso que até agora só havia dito coisas a respeito de sua vida e de como funcionavam as coisas em seu mundo.
-Ok Mokona! – essas eram as palavras que o mago tinha entendido o "Ok" era por solidariedade ao mago, Harry falava a língua dos homens enquanto estava com ele, pois seu Quenya era muito complicado para que o licantropo entendesse a maioria das palavras – Hora dos doces!
-Poo! Poo! – disse ela assentindo furiosamente.
Se fosse antes, o que Remus viu o teria chocado, mas agora isso parecia normal... embora ainda assim fosse surpreendente. Obediente, a mascote que mais parecia um bichinho de pelúcia abriu sua boca o triplo do tamanho e permitiu que Harry extraísse três bolinhos de creme com frutas, uma chaleira e três xícaras de chá.
-Me daria o prazer de sua companhia senhor Naurëa? – convidou de maneira educada.
-Ah... sim é claro – sorriu saindo de seu deslumbramento. No pasado tentou descobrir como o pequeno bicho podia fazer isso. Mas Gandalf somente tinha sorrido e lhe dito que nem sequer tentasse, Mokona era mágica e, era só isso que deveria saber.
Harry serviu o chá sobre a mesinha que sua mascote tinha convocado da gema vermelha que tinha na testa e atualmente os três estavam sentados em cadeirinhas para crianças e tomavam chá juntos com bolinhos. Remus sorriu ao ver que o menino o olhava de soslaio quando achava que ele não estava vendo.
-//Seja o que for ...Ha...ah Ezellahen pode me falar//. – falou cuidadosamente, pensando em cada palavra antes de dizer, no entanto, vacilou antes de dizer o nome do menino.
-Hn... – murmurou, deixando sua xícara de chá sobre a mesinha- Meus pais e você estão agindo de uma maneira estranha... – o olhou com os olhos estreitados – O que estão me escondendo? Sei que é algo com respeito ao mundo de onde o senhor e o meu novo papi Morë vieram.
-//Temo que você tenha razão//. – disse olhando o menino seriamente – Não desejamos te contar ainda, pois é um assunto muito delicado, mas você está muito perto da verdade Ezellahen.
-Eu quero saber... preciso conhecer o que está deixando vocês tão incômodos. Sei que papi Dan não gosta muito de você – franziu a testa – Mas meu mami gosta. Por isso que saber...
-Não é fácil falar disso Ezellahen – o olhou seriamente – Mas se você quer mesmo saber, a única coisa que tenho pra te contar é que dois dos meus melhores amigos são James Potter e Sirius Black... seu pai e seu padrinho respectivamente.
Harry prendeu a respiração por uns segundos e sua garganta ficou seca e olhou o mais velho com surpresa.
-Poo? – Mokona olhava preocupada para seu dono.
-// E há alguma razão para você ter vindo até aqui?//. – seu nervosimo era notório ao falar o idioma mais usado.
Houve um longo silêncio, enquanto Remus tentava compreender melhor a pergunta e a possível resposta. Já que queria falar com o maior tato possível. Não queria traumatizar o menino ou encolerizar aos pais deste. No entanto, era consciente de que os elfos gêmeos lhe haviam dado permissão para falar com Harry somente se ele estivesse interessado no assunto e se a vontade de saber partisse dele.
-Pra ser sincero eu vim a este mundo para te levar comigo - Harry levantou-se da cadeira, olhando horrizado para o mais velho – Por favor, sente-se, ainda não terminei – disse com um sorriso tranqüilizador. A contra gosto o menino obedeceu – Tive uma razão muito poderosa para arriscar tudo e vir até aqui, seu pai está devastado desde que você desapareceu e todo este tempo esteve te procurando sem resultado. Ele nunca perdeu a esperança, anos atrás encontramos uns pergaminhos que nos deram um chance de te encontrar e...aqui estou.
-Mas eu não quero ir...
-Não estou dizendo isso meu céu – se apressou em assegurar, enquanto pegava uma de suas pequenas mãos entre as suas – Isso era o que eu pensava antes de chegar... te levar assim que te encontrasse – sorriu – Mas durante o tempo em que estou aqui tudo o que eu vi é que você ama seus... pais...adotivos e vejo que esse amor é recíproco. Eu não teria coragem para te raptar e te levar embora.
-Então o que...? Vai tentar me convencer a ir embora – perguntou de maneira rude.
-Não Ezellahen, jamais te obrigaria a isso... e os elfos não iriam deixar – piscou um olho – O que quero é que você me permita te contar um pouco da vida de seu pai, seu padrinho... e até da sua mãe: Lily Evans. Depois você decidirá se está disposto a conhecê-los, pois você ainda tem dois anos para tomar uma decisão... pois até lá não terei minha magia de volta.
O menino ficou quieto de cara fechada, enquanto pensava nesta nova proposta. Olhou sua mascote e ela o olhou de volta, pareceu haver uma conversa telepática entre eles, até que afinal Harry olhos com seus verdes olhos para o mago.
-E ela... Era linda? – perguntou .
O licantropo sorriu de orelha a orelha e começou a contar a história de como seus pais se conheceram, parando de vez em quando para responder as perguntas ocasionais que o garoto fazia.
*Mais tarde naquele mesmo dia...*
Elrohir bateu na porta do quarto do novo integrante da Casa de Valfenda, pois logo depois que o casamento acabou, Remus tinha falado com a Dama e lhe dito que ficaria ali, para começar sua missão. Seu quarto passou a ser aquele que usou no primeiro dia que chegou. Na verdade ele se sentia um inútil vivendo de graça, mas os elfos lhe asseguraram que poderia achar o que fazer, uma vez que desse a luz a seu pequeno. Agora só deveria se preocupar em levar sua gravidez a um bom termino.
-Entra está aberto! – chegou a resposta de dentro do quarto.
O elfo entrou e viu o mago em frente da cama olhando sério algo que estava nela.
-Você deve se acostumar a usar nossa língua Remus – o corrigiu carinhoso – Outra pessoa pode não entender essas simples palavras e ficará esperando até você abrir.
-Ah sim... desculpa.
-O que está fazendo...?
O sorriso de Remus deslumbrou o gêmeo, pois estava verdadeiramente iluminado.
-Olha – disse lhe mostrando um conjuntinho de roupa élfica – As elfas que trabalham na cozinha fizeram para meu bebê – acariciou sua barriga – É a primeira roupinha que tenho pra ele... eu trouxe alguma coisa comigo, que tinha comprado antes de vir, mas não é a mesma coisa que ter algo élfico. É tão delicado e suave...
Elrohir não consegui evitar de sorrir ao ver o olhar sonhador do outro. Sem dúvida o castanho estava pensando no momento em que teria seu filho nos braços. Aproximou-se com cautela e sentou-se na cama, em seguida levantou uma de suas mãos e pousou no ventre volumoso. Olharam-se por uns instantes e depois sorriram.
-Elas estão te deixando mal acostumado. Sei de fonte segura que todos os dias elas vêm te trazer algo doce ou salgado – sorriu negando com a cabeça – Estão encantadas com você... e acho que é porque faz muito tempo que não temos pessoas grávidas por aqui nem recém nascidos. Ezellahen mesmo, quando chegou já tinha um ano e não é a mesma coisa. As mulheres gostam de recém nascidos.
-Mas não é por isso que deixaram de mimá-lo – riu sentando perto do elfo na cama – Não pode me culpar por receber esse tipo de carinho sem remorsos, tenho certeza que não seria a mesma coisa se eu estivesse em meu mundo...
-Não pensa nisso – se apressou em dizer acariciando sua bochecha, ao ver o olhar de melancólia que se formava no rosto de seu amigo – Você está aqui agora, não vale a pena pensar no que passou.
-Você tem razão! – sorriu entrelaçando seus dedos com a mão que acariciou sua bochecha – Você veio por um motivo especial?
-Ah sim... – estreitou os ohos – Por via das dúvidas você sabe por que meu filho está pensativo o dia inteiro...?
Remus sorriu culpado.
-Ezellahen é muito esperto para alguém de sua idade Elrohir. Esta manhã me disse que queria saber a verdade sobre a minha vinda até a Terra Média... e eu tive que contar.
Os olhos do elfo se arregalaram e logo seu rosto ficou tenso.
-Sei...
-Não precisa ficar zangado ou nervoso –disse preciptadamente, ao ver a tensão na face do outro – Eu lhe disse tudo o que a gente combinou, que a opção seria dele... que não o forçaria... que responderia suas perguntas e...
-Tudo bem Remus! – tranqüilizou com um sorriso – Não estou bravo com você... só... aconteceu antes do que eu esperava, é só isso. Como ele reagiu?
-Como um princípe – sorriu apoiando a cabeça no ombro do mais velho – Muito maduro, mas curioso, não explodiu nem gritou comigo como pensei que faria um menino de sua idade ao saber de minhas verdadeiras intenções ao vir até aqui. Vocês o criaram bem...
-Obrigado – sorriu beijando o topo da cabeça castanha.
Estiveram assim, olhando como a noite chegava em Valfenda, até que os chamaram para jantar com o resto da familía.
Continuará...
Nota da tradutora: Olá meus amores, tornei a postar o mesmo capitulo, pois o outro estava com muitos erros... Mas graças a a uma leitora amiga que betou esse capitulo eu pude reeditar. Não gosto de ler uma fic mal escrita, por isso gosto de dedicar muito tempo na escrita e na revisão das minhas e é claro contar com uma beta maravilhosa.
Esse capitulo eu dedico a Luisa D'Acri que gentilmente betou esse capitulo.
Um beijão pro cê fofa
Besitos a gente se vê em uma semana.
