Beijos, fico a espera dos vossos comentarios, espero que apreciem o capitulo. Beijos.


07 de Maio 1997

Draco segurava na Hermione com medo que ela desaparecesse, não a queria largar, queria acima de tudo mantê-la sempre junto de si, protegida, e se tivesse nua como se encontra nesse momento melhor ainda.

- Não tinha planeado isto. – Confessou.

- Se tivesses planeado acho que não teria sido tão bom. – Respondeu Hermione com um sorriso nos lábios.

- Expressei-me mal. – Corrigiu o Draco. – Eu queria dizer que quando viemos cá tinha outra coisa em mente.

- Partilha. – Pediu a Hermione.

Draco levantou-se, Hermione sentiu logo o frio e o vazio que a falta do seu corpo contra o dela lhe provocava. Vestiu os boxers, e depois de ver a Hermione a tremer deu-lhe a sua camisa, pegou na roupa dela que estava no chão e mandou-a para o outro lado do quarto. Hermione olhava para ele, estupefacta com as acções dele.

- Se queres a tua roupa vais ter de te levantar para ir buscar. – Informou com um sorriso malicioso.

A Gryffindor revirou os olhos a mandou-lhe a camisa para junto da roupa dela.

- Podes ir buscar a tua camisa e trazer a minha roupa.

Puxou o Draco para juntou de si e beijou-o. Hermione estava completa de novo quando os braços do Slytherin envolveram-na.

- Para de me distrair! – Ordenou o Draco com um sorriso genuíno, afastou-se dela novamente para poder encontrar as suas calças.

Quando o Draco sorria daquela maneira, é como se o mundo a volta dele se derretia, ficando desfocado, e apenas o Draco se mantinha intacto, mais bonito do que nunca, com os seus olhos cinzentos a brilhar. Ele raramente sorria daquela maneira, mas Hermione estava feliz por poder presenciar essa mudança no rapaz que ela tanto ama.

-Eu queria dar-te isso!

Entregou-lhe uma pequena caixa de madeira escura, não muito maior que o ponho dela, esta tinha as letras N B.

- É uma caixa de música, toca a música que a minha mãe cantava para me ajudar a adormecer.

- Não posso aceitar. – Disse a Hermione ao perceber que isto era uma Herança da mãe dele, Narcissa Malfoy nascida Black.

Draco recusou-se a voltar a pegar na caixa, e informou-a que é uma prenda, tem de aceitar com dignidade e agradecer.

- Obrigada – agradeceu com um beijo leve nos lábios dele.

- Ainda nem abriste. – Comentou entre beijos roubados.

Dentro da caixa havia uma fada a dançar ao som da música, as suas asas azuis estavam abertas, brilhavam a cada movimento da fada.

- Não é verdadeira – assegurou ao ver o olhar aterrador da Hermione por terem fechado um ser vivo dentro de uma caixa dessa maneira.

Hermione observou atentamente a fada, desde o seu cabelo loiro quase transparente ao seu vestido amarelo, quando estava a analisar a fada, notou que esta tinha ao pescoço um anel. A fada retirou o anel e estendeu-o a feiticeira.

- É lindo – murmurou enquanto admirava o anel de ouro branco com uma pérola muito pequena preta com reflexos verdes encaixa, um diamante encontrava-se de cada lado do anel. – É a pérola que a tua mãe disse para guardares?

Draco acenou que sim com a cabeça, o sorriso na cara da Hermione era enorme, e ele não conseguiu impedir de sorrir, o que lhe deu coragem suficiente para prosseguir com o que ele tinha planeado.

- Experimenta. – Ofereceu.

Hermione tentou colocar o anel no seu dedo do meio, mas o anel era demasiado pequeno.

- Não, é para colocares neste dedo – pegou na mão esquerda de Hermione e enfiou o anel no dedo anelar.

A Gryffindor ficou a olhar para o anel na sua mão com a boca aberta. Devia haver um engano, não podia ser.

- Deves querer outro dedo de certeza – insistiu só para confirmar.

- Não me enganei, sou um Malfoy, sei o que quero e neste momento e para o resto da minha vida quero estar comigo, eu quero um dia casar-me contigo, estar contigo sem ter medo pela tua segurança, estar simplesmente contigo sem outras razoes. Aceitas?

Os olhos dela tinham ficado cada vez mais esbugalhados a medida que ele falava, depois de ponderar uns segundos respondeu em voz baixa:

- Não.

- Não? Resposta errada tenta outra vez – disse o Draco sem ponta de alegria.

- Somos demasiados novos para casar, eu quero namorar contigo, quero poder passear contigo sem que as pessoas nos julguem, quero que esta guerra acabe, não quero perder mais ninguém. Não me quero casar já.

- E dizem que és a mais inteligente, mas pelas Barbas de Merlin, és tão teimosa e casmurra. – queixou-se o Draco. – Eu quero viver essas coisas todas contigo, nunca houve ninguém como tu, a diferença é eu sei que os meus sentimentos não vão mudar, eu quero estar contigo agora, no futuro e sempre. Este anel é só uma promessa de um noivado futuro, vamos tentar tudo para ficar juntos, que vamos estar sempre juntos. Vou repetir a minha pergunta e quero a resposta certa desta vez. Aceitas?

Sem hesitar desta vez, Hermione respondeu que sim, ele tinha razão, ela nunca se tinha sentido assim com outra pessoa, a necessidade de estar com essa pessoa, o desejo insaciável dos seus braços a volta do seu corpo, isso tudo indicava que o amor deles era único e que deveria ser estimado.

Beijaram-se apaixonadamente.


26 de Maio 1997

Desde aquela noite na Sala das Necessidades, Draco e Hermione não perdiam uma oportunidade para estarem juntos á noite. Apesar de estar de mau humor por não conseguir arranjar o Armário de Desaparição, Hermione estava sempre lá para o receber de braços abertos, assim que a pele dele entrava em contacto com a dele, o corpo dele relaxava de imediato.

Draco estava a espera da Hermione, não era normal ela não estar perto da parede antes dele. Não querendo ser inactivo, Draco mandou uma mensagem a Hermione:

Desaparecida?

Nem por isso.

Respondeu o Theo.

Como assim?

Não estou desaparecido.

Haja paciência.

Estou a tentar falar com a H.

Nunca devia ter ajudado.

Agora tão sempre a ignorar-me.

Queixou-se o Theo.

Se o Theo tivesse ao lado do Draco nesse momento teria ficado sem cabeça, o rapaz nem sabe do que fala, a Hermione insistia sempre em fazer bolachas ao Theo para ele não se sentir tão sozinho, e sempre que podia passava tempo com o Theo no Quartel, quando tinha a certeza que o Harry não poderia ver todos os movimentos dela. Ela até se preocupava mais com o facto de o Theo estar sozinho, do que se o Draco estava sozinho ou não.

Vou continuar.

Felizmente Theo nem se dignou a responder, transmitir mensagens desta maneira distraia demasiado.

H está de castigo com o Snape.

Ao ler estas palavras, Draco suspirou de alívio, o facto de saber que nada de mau lhe tinha acontecido ou que ela tivesse desistido deles era constante e não a ver no local habitual tinha despertado esse monstro que está constantemente com ele.

Foi até a sala de aulas do professor Snape, era estranho ver o seu professor favorito, que o tinha chateado durante o ano todo, numa sala de aulas que todos os anos mudava, todos os anos tinha um aspecto diferente, e apesar de lhe custar muito confessar isso, preferiu quando a sala tinha sido do Lupin, as aulas eram sempre boas e Draco só tinha de se preocupar em fazer o Potty, o Weasel e a Sabichona, que nunca lhe ligava nenhuma, sofrer.

Encontrou a Hermione sentada numa das mesas com uma bela quantidade de livros, ela já tinha lido uma boa parte dos livros, e podia ver-se um monte de rolos de pergaminho ao lado dos livros que Draco supôs serem os já lidos.

Hermione sobressaltou quando sentiu os lábios do Draco no seu pescoço.

- Nunca mais me faças isso! – Reclamou a Hermione que tinha as mãos sobre o coração como se o pudesse impedir de saltar para fora da sua caixa torácica.

- É bom saber que ainda tenho efeito sobre ti.

A Gryffindor sorriu para o seu Slytherin, deixando-o beijá-la. Mas rapidamente quebrou o beijo, afinal estavam numa sala de aulas e qualquer pessoa podia entrar e encontra-los.

- O que te aconteceu para estares de castigo? – Perguntou ao ver os livros que estavam a volta da Hermione.

- Pelos vistos levantei demasiadas vezes a mão na última aula. – Resmungou a Hermione. Draco começou a rir. – Cala-te, vais atrair pessoas para aqui.

- Sempre soube que o teu lado Sabichona te iria trazer problemas. – Sentou-se na cadeira ao lado da dele, e puxou a Hermione para ele, mas esta não queria afastando a cadeira dele. – Então o que estás a fazer?

- Nem vais adivinhar o que estou a procura! – Exclamou com uma gargalhada seca. – Pelos vistos o professor está a tentar encontrar uma maneira de arranjar um Armário de Desaparição, ele tinha um monte de livros no seu escritório, nunca tinha visto estes. – Disse fascinada, indicando a pilha de livros que a envolvia.

- Alguma coisa útil? – Perguntou o Draco ao abrir um dos pergaminhos. – Os últimos feitiços que me enviaste, infelizmente, não estão a funcionar e estou quase a acabar.

- Acho que sim, estes são mais poderosos, e estão mesmo relacionados com o Armário em vez de serem sobre Desaparição em geral.

Hermione continuou a ler, enquanto o Draco, que tinha aproximado a sua cadeira, a puxava mais para si.

- O professor pôs me de castigo de propósito. – Disse a Hermione ao fim de algum tempo. – Acho que ele não estava a conseguir ler os livros todos que tem no seu escritório, então arranjou maneira de me por a trabalhar.

- Penso que sim, afinal és o cérebro do Trio, sem ti eles nunca teriam passado no primeiro ano. – Respondeu com um sorriso.

- Tens razão – comentou recomeçando a ler.

Passado algum tempo, Draco voltou a falar:

- Deveríamos nos casar daqui a seis anos, assim quando estivermos a começar a nossas vidas como adultos começaremos juntos.

- Não sabes o que pode acontecer. – Comentou Hermione friamente.

Afinal daqui a seis anos a guerra pode muito bem não ter acabado, ou pior, ter sido ganha pelo Lord Voldemort.

- Independentemente do que acontecer, hoje a seis anos quero estar casado contigo, quero poder dizer que eu, Draco Lucius Malfoy, te aceitei Hermione Jean Granger como minha esposa, para toda a eternidade, aceitando contigo todos os teus defeitos assim como todas as tuas qualidades, e se for preciso aceito aqueles dois trolls que chamas de melhores amigos. E tu aceitas? Se for preciso fugiremos juntos, mas estaremos sempre juntos.

- Eu, Hermione Jean Granger, aceito-te como és para toda a eternidade, Draco Lucius Malfoy, mas não aceito os teus dois amigos, o Crabbe e o Goyle, eles assustam-me tanto. – Respondeu, puxou a cara dele para a dela, beijando-o apaixonadamente, esperando transmitir todo o amor que sentia por ele.

- Vais ter que trabalhar nesse discurso, Hermione Malfoy, afinal se queres entrar na nossa família vais ter de estar ao meu nível. – Disse pomposamente com um sorriso.

- E vou ter que aplicar as regras dos Malfoy? – Perguntou com uma sobrancelha levantada.

- Claro! – Respondeu o Draco sem nunca quebrar o seu sorriso.

- Mas o preto fica-me tão mal, assim como parecer-me com um fantasma. – Queixou-se a Hermione.

Draco soltou uma gargalhada, Hermione juntou-se a ele, pareceu-lhe ouvir o barulho de sapatos, mas nesse momento ela não queria saber, ela ficaria com o Draco nem que para isso tenham de fugir.