Just Hold Me

Capítulo 13

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Em memória de uma amiga querida que infelizmente não está mais conosco.

Respostas aos reviews no live journal ( quando eu tiver meu pc de volta ).

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Haruka virou na cama, tentando não acordar a irmã que dormia a seu lado. Em outra época ficaria preocupada com os problemas de Ryo, mas no momento existia 'drama' demais em sua vida para que se preocupasse com a vida amorosa da irmã caçula.

Os últimos meses tinham sido difíceis, e a volta de Sesshoumaru apenas piorara as coisas. Estava confusa, ressentida... e tão completamente perdida. Por que ele não podia ser sincero e dizer o que realmente acontecera naquele período em que ficaram separados? Por que não escrevera, telefonara?

Por que partira e voltara, sem aviso... Tão certo de que a encontraria esperando por ele como uma tola sem amor próprio?

Suspirou, deitando de barriga para cima e encarou o teto escuro como se pudesse encontrar uma resposta para seus problemas ali.

- Akai?

Haruka piscou, fechando os olhos rapidamente. Se tivesse que fingir interesse pela história de Ryo novamente, provavelmente a jogaria pela janela.

- Sei que está acordada também.

A garota suspirou, abrindo olhos novamente antes de falar em voz baixa.

- O que foi agora, Ryo?

- Jak-chan me disse que você está com problemas.

- Jak-chan? – Haruka perguntou surpresa - Quando se tornaram tão amigos?

- Quando conversamos sobre Bankotsu dois dias atrás... – Ryo suspirou. – Ele me disse que eu estava sendo mimada por pensar apenas nos meus minúsculos problemas, e não perceber que você precisava de ajuda também.

- Estou bem. – Haruka falou automaticamente – Você tem ficado tempo demais com Jakotsu.

- Gosto dele. – Ryo riu baixinho. – É o único que fala comigo sem fingir ser gentil... – Fez uma pausa antes de continuar, sua voz quase inaudível. – Ele e Bankotsu.

- Você realmente gosta dele, não gosta?

- Jakotsu? Acabei de dizer...

- Bankotsu.

- Sim, eu realmente gosto dele. – Ryo suspirou, virando para fitar a irmã. – Talvez porque não tenha que agir como uma delicada flor para ser notada... Ele nem se importa de me ver de moletom e sem maquiagem... Ou ficar em casa assistindo algum programa estúpido na TV ao invés de sair para algum lugar badalado só para saberem que é meu... – Fez uma pausa, puxando as cobertas até o pescoço quando a irmã se virou para encará-la. – Ele não se importa com o que os outros pensam de mim.

- Você é mesmo infantil, Ryo. – Akai sorriu. – Por que veio para cá se o apartamento é seu?

- Não quero ficar sozinha.

Haruka piscou, surpresa com a sinceridade da irmã.

- Não foi por essa razão que Jakotsu veio morar com você quando o idiota a deixou?

- Eu... Não sei. – Haruka falou baixinho. – Eu estava tão mal, ele apareceu, e ficou... – Um pequeno sorriso se formou em seus lábios. – Dizendo que tinha que me impedir de...

- Se transformar no monstro da Lagoa negra.

- Você realmente tem passado tempo demais com ele!

Ryo riu, baixando um pouco as cobertas.

- Por que não me contou?

- O que?

- Como ficou mal por Sesshoumaru deixá-la.

- Porque você é a pessoa que sempre precisa de ajuda. – Haruka virou o rosto para o teto novamente. – Eu resolvo os problemas, lembra?

- Acho... que sou mesmo egoísta. – Ryo suspirou. – Minha própria irmã pensa que não pode contar comigo quando está com problemas.

- Vai começar com outro drama?

- Aaaah! Você é má! – A garota choramingou.

- Ryo, pare com isso!

- Aqui estou eu, tão bondosamente, tentando te ajudar e é isso que ganho!

Haruka girou os olhos, cansada demais para pensar em uma resposta para calar a irmã.

- Então! – Ryo sentou na cama, repentinamente. – Conte para sua mais querida irmã.

- Você é minha única irmã, idiota. – Haruka suspirou quando a garota inclinou-se sobre ela, os olhos brilhando com curiosidade. – Deite e durma!

- Conte com quem vai ficar.

- Que?

- Ora, está morando com dois caras bonitos... Vai escolher um deles, não vai?

- Você não estava a ponto de chorar a poucos minutos?

- Não funcionou com você... – A garota sorriu - Mudei de tática.

- Você é completamente maluca. – Haruka bufou, empurrando a irmã e virando de costas para ela.

- Sabe que não vou deixá-la em paz enquanto não contaaaaaar. – Ryo falou, agarrando o ombro da irmã e a chacoalhando.

- Pare ou vou jogá-la no chão.

- Conteeeee. – Ryo falou mais alto, quando a irmã cobriu a cabeça com o travesseiro. – Não seja má, conteeeee.

Haruka suspirou, apertando o travesseiro em uma tentativa inútil de abafar a voz da irmã. 'O que fiz para merecer isso?'

oOoOoOoOoOoOo

Jakotsu sorriu, estendendo uma xícara de café fumegante para Haruka assim que ela entrou na cozinha na manhã seguinte.

- Bom dia.

- O que tem de bom? – Haruka suspirou, sentando à mesa, os olhos fixos na xícara em suas mãos como se fosse a coisa mais interessante do mundo.

- Não teve uma boa noite de sono?

- Ótima... – Haruka tomou um gole de café e fitou o rapaz, desconfiada. – Como pode estar tão feliz se dormiu no sofá? – Estreitou os olhos. – Não fugiu durante a noite e dormiu em um hotel, não é?

- Não. – Jakotsu sorriu, sentando-se na cadeira ao lado da garota. – Esperei todos dormirem e deitei com Sessoumaru.

Haruka engasgou com o café ao ouvi-lo, provocando um ataque de riso no amigo enquanto este batia levemente em suas costas para ajudá-la.

- Estou brincando, acalme-se. – O rapaz falou, ainda rindo. – Mas sua reação foi engraçada.

- Está tentando me matar?

- Não, mas estava com uma expressão tão miserável que achei que precisasse rir um pouco.

- Não foi engraçado. – Haruka falou entre dentes.

- Eu ri.

- Você não conta! – A garota respirou fundo. – Quase tive um enfarte com isso.

Jakotsu continuou rindo, cortando um pedaço de pão e estendendo para a garota.

- Pare de rir, não é engraçado!

- O que não é engraçado? – Sesshoumaru perguntou entrando na cozinha.

- Nada especial... – Jakotsu sorriu. – Akai estava apenas me contando como está sofrendo por ter que ficar longe de mim e dormir com a irmã... – O sorriso aumentou quando o outro rapaz quase derrubou a xícara que pegara e virou para fuzilá-lo com os olhos. – Algum problema?

- Nenhum. – Sesshoumaru falou seco. – Onde está Ryo?

- Ainda dormindo. – Haruka murmurou, tomando o resto do café em sua xícara. – Preciso me arrumar e ir ao mercado.

- Akai, você não parece bem. – Jakotsu ignorou o rosnado do outro rapaz quando segurou o braço da garota, aproximando-se da garota e examinando seu rosto. – Tem certeza que não está doente?

- Não dormi direito, não é nada.

- Por que não dorme mais um pouco?

- Não me ouviu dizer que tenho coisas para fazer?

- Posso ir ao mercado sozinho. – Jakotsu falou, levantando e puxando a garota pelo braço – Volte para o quarto e durma mais um pouco.

- Por que não se afasta dela? – Sesshoumaru perguntou irritado, chamando a atenção do casal.

- O que disse? – Jakotsu virou para o outro rapaz.

- É mesmo necessário ficar agarrando Akai o tempo todo? – O rapaz bufou, esmurrando a mesa, o que fez as xícaras tremerem. – Por que não fica longe dela ao menos quando estou presente?

Jakotsu arqueou uma sobrancelha, soltando o braço da garota e aproximando-se do outro rapaz.

- Quer que eu me afaste de Akai?

- Sim. – Sesshoumaru respondeu, erguendo-se lentamente para encará-lo. – Pensei ter sido claro.

- Por quê? – Jakotsu perguntou lentamente - Está com ciúmes? – Sorriu de maneira inocente quando o outro rapaz continuou a fitá-lo em silencio. – É isso? Está com ciúmes?

- Jakotsu... Não...

- Sim. – Sesshoumaru finalmente respondeu, a palavra saindo com dificuldade de seus lábios. – Agora pode, por favor, se afastar dela?

- Por que não disse antes? – Jakotsu sorriu. – Posso consertar isso para você.

- Ótimo, é só—

Akai arregalou os olhos quando Jakotsu segurou o rosto de Sesshoumaru e beijou seus lábios. Sentiu todo o sangue deixar seu rosto enquanto presenciava a cena em completo choque.

Sesshoumaru finalmente se recuperou da surpresa e empurrou o outro rapaz com toda a força para longe de si.

- O que diabo acha que está fazendo? – Perguntou enquanto esfregava os lábios para se livrar da sensação.

- Você disse que estava com ciúmes... – Jakotsu falou lentamente, uma expressão inocente no rosto. – Eu só—

- Não de você! – Sesshoumaru pegou a xícara de café quente e engoliu o liquido de uma vez só. – De Akai! Claro que não tenho ciúmes de você!

- Não explicou essa parte! – Jakotsu falou inocentemente. – Eu só estava tentando ajudar.

- Fique longe de mim se não quiser ser morto.

Akai piscou, finalmente se recuperando do choque.

- Sexy, querido, não precisa ser tão radical... – Jakotsu estendeu um guardanapo para o rapaz. – Foi só um beijinho.

- Saia de perto de mim! – Sesshoumaru quase gritou o que fez com que Akai se colocasse entre os dois. – Akai, saia da minha frente.

- Deixe Jakotsu em paz.

- Eu devo deixá-lo em paz? Eu? – Sesshoumaru suspirou – Esse maníaco pulou em cima de mim e...

- Não pulei, temos quase a mesma altura e—

- Fique calado, Jakotsu. – Akai suspirou. – Apenas fique calado, e não piore mais as coisas.

- Eu só estava tentando ajudar.

- Por que, em nome de todos os deuses, pensou que eu estava com ciúmes de você?

- Quem não teria ciúmes de mim?

- Eu precisaria gostar de você para sentir ciúmes, idiota.

- Eu pensei que gostava.

Akai fechou os olhos, tentando se convencer que aquilo era apenas um pesadelo.

- Eu odeio você. Desprezo sua existência. Gostaria de matá-lo.

- Viu? – Jakotsu sorriu – Se quer me matar, sente algo por mim!

Sesshoumaru estreitou os olhos, tentando tirar Akai do caminho para esganar o outro rapaz.

- Bom... dia... – Ryo piscou, observando a cena com interesse. – O que estão fazendo?

- Bom dia, Ryo! – Jakotsu sorriu – Sexy estava declarando seus sentimentos... Por mim.

- Que? – A garota perguntou surpresa e confusa.

- Fique longe de mim. – Sesshoumaru falou, enquanto se afastava. – Apenas fique longe de mim!

Haruka suspirou, ouvindo os passos de Sesshoumaru na escada, e deixou-se cair de joelhos no chão. 'Por que continuam acontecendo coisas estranhas comigo?'

- Alguém pode me explicar o que aconteceu aqui?

- Claro, Ryo-chan. – Jakotsu sorriu. – Vou contar tudo para você.

- Jakotsu... – Akai chamou entre dentes, segurando na cadeira mais próxima para levantar.

- Sim? – O rapaz fitou a garota com o mesmo sorriso inocente de minutos atrás.

- Comece a correr.

- Hum? – Jakotsu piscou confuso.

- Comece a correr agora. – A garota estreitou os olhos, apertando as costas da cadeira. – Porque quando minhas pernas voltarem a me obedecer... Vou matá-lo!

oOoOoOoOoOoOo

Ryo sorriu ao sair para a varanda, espreguiçou-se, os olhos fixos no céu noturno. Depois de passar toda a tarde sendo arrastada para todos os lugares possíveis por Jakotsu, que a estava usando como escudo para não ser atingido por Akai, voltar para seu apartamento não parecia uma idéia tão ruim.

'Talvez seja hora de parar de fugir...' Pensou, parando no primeiro degrau.

- Partindo, espero.

A voz grave soou as suas costas, e a garota girou para encarar o rapaz sentado em uma das cadeiras da varanda. Piscou, inclinando a cabeça para a direita, enquanto ele tomava um gole da bebida em seu copo.

- Está se escondendo de alguém?

- Não... – Sesshoumaru girou os copos entre os dedos, fazendo as pedras de gelo tilintarem antes de sorver mais um gole da bebida. – Apenas... Tentando descobrir o que posso ter feito de tão errado na vida para ser punido dessa forma.

- Ora... – Ryo aproximou-se do rapaz, sentando na cadeira mais próxima dele. – Acha que não merece o que acontece com você?

- Eu sei que mereço. – O rapaz respondeu amargo, pegando a garrafa do chão e enchendo o copo. – Essa é a pior parte.

- Não está fazendo sentido.

Sesshoumaru deu de ombros, pousando a garrafa no chão novamente.

- Onde está sua irmã?

- Perseguindo Jak-chan. – Ryo sorriu, observando com curiosidade a expressão do rapaz. – Akai está mesmo irritada por ele... Ter feito o que fez com você.

- Ela está irritada? – Sesshouimaru tomou outro gole da bebida. – Aposto como não chega perto de como me sinto.

Ryo ficou em silêncio, observando o rapaz sorvendo a bebida em grandes goles. Balançou a cabeça quando o viu procurar pela garrafa novamente, e a pegou antes dele, ignorando o olhar irritado que recebeu.

- Você gosta de minha irmã? – Ryo sorriu, jogando o resto do conteúdo da garrafa no jardim antes de estender o vidro vazio para o rapaz. – Acho que já bebeu o suficiente.

- Por que quer saber?

- Responda. Sem fazer outra pergunta.

- Não. – O rapaz respondeu irônico – Apenas adoro ser torturado, humilhado, assediado e atacado por uma maníaco que—

- Por que não conversa com Akai?

- Como se eu tivesse alguma chance com aquele maníaco sempre pendurado nela. – Sesshoumaru suspirou, jogando o copo no jardim. – Como posso—

- Ei!

Ryo piscou, virando-se para o lugar que a voz soara, piscou quando Jakotsu apareceu, esfregando a cabeça.

- Você está mesmo tentando me matar, Sexy

- Que?

- Não atire coisas perigosas no jardim. – Jakotsu falou, calmamente devolvendo o copo para o outro rapaz.

- O que estava fazendo ali? – Sesshoumaru estreitou os olhos – Espionando novamente?

- Você é uma pessoa muito interessante, Sexy... – Jakotsu continuou sorrindo, inclinando-se para o outro rapaz que continuava sentando. – Por que acha que eu me preocuparia com você o suficiente para espioná-lo?

- Eu disse para ficar longe de mim! – Sesshoumaru empurrou o outro rapaz com força, erguendo-se rapidamente, e quase caindo no processo.

- Jakotsu, pare. – Ryo levantou, segurando o braço de Sesshoumaru, e ajudando-o a manter-se em pé.

- O que há de errado com você? – Jakotsu arqueou uma sobrancelha, aproximando-se dos dois, torcendo o nariz ao sentir o cheiro forte da bebida. – Está bêbado?

- Afaste-se! – Sesshoumaru repetiu, avançando sobre o outro rapaz e quase caindo.

- Acho que você exagerou, Jak-chan. – Ryo suspirou, segurando o braço do rapaz com firmeza. – Deixe-o em paz.

- Homens são mesmo idiotas. – Jakotsu girou os olhos. – Por que ele não podia agir como eu pensei e ir atrás de Akai?

- O que disse? – Sesshoumaru piscou, afastando as mãos do outro rapaz quando este tentou segurá-lo. – Longe... De mim.

- Deixe de ser orgulhoso, Sexy – Jakotsu estendeu a mão para o outro rapaz. – A meu ver, você tem duas opções... – Sorriu – Pode me deixar ajudá-lo a subir para o quarto, uma vez que nossa querida Ryo não conseguirá fazer isso sozinha, ou...

- Ou?

- Espera aqui enquanto chamo Akai para ajudá-lo. – Jakotsu piscou – Deixo você beijá-la para esquecer do... que aconteceu esta manhã.

- Você é um maldito, cretino, manipulador...

- Elogios não me adoçam.

- Idiota. – Sesshoumaru empurrou Ryo. – Acha que não posso chegar a meu quarto sozinho?

- Gostaria de vê-lo tentar... Sem quebrar o pescoço ao cair da escada no processo.

Sesshoumaru franziu o cenho, endireitando o corpo e entrando na casa com passos trôpegos. Sempre fizera tudo sozinho, não era agora que precisaria da ajuda da pessoa que mais desprezava apenas para chegar a seu quarto.

- Acho que não é uma boa idéia... – Ryo mordeu o lábio inferior, dando um passo na direção de Sesshoumaru. Jakotsu segurou seu braço e ela virou o rosto para fitá-lo. – Ele vai se machucar, Jak-chan.

- Bobagem. – O rapaz deu de ombros, observando o outro rapaz subir os degraus lentamente, segurando firmemente no corrimão. – Se o orgulho dele é tão grande que não admite quando precisa de ajuda... Merece cair.

- Akai não vai gostar disso.

Jakotsu deu de ombros, aproximando-se da escada quando viu o outro rapaz tropeçar em um dos degraus.

- Jakotsu... – Ryo murmurou, apertando o braço do rapaz. – Ele vai se machucar...

Jakotsu fechou os olhos, tentando ignorar o sentimento incomodo por ser culpado pela reação de Sesshoumaru. Talvez tivesse exagerado um pouco em suas ações... Mas como poderia imaginar que aquele grande idiota passaria o dia se escondendo ao invés de ir atrás de Akai?

Respirou fundo, subindo o primeiro degrau. Não podia deixá-lo se matar ou Akai nunca o perdoaria.

- Tudo...bem.

Jakotsu ergueu a cabeça, fitando Sesshoumaru que virara-se em sua direção. Pode ver as juntas de seus dedos esbranquiçadas pela força com que ele apertava o corrimão e ficou surpreso que a madeira não tivesse cedido sob a pressão.

- O que está 'tudo bem'?

- Preciso de ajuda. – Sesshoumaru respondeu em voz baixa, desviando os olhos do outro rapaz.

Jakotsu piscou, surpreso por ele ter finalmente admitido. Subiu o restante dos degraus que os separavam, e passou um braço de Sesshoumaru sobre seu ombro, ajudando-o a subir.

- Não vai fazer nenhuma piada?

- Vou poupá-lo por hoje. – Jakotsu respondeu, sorrindo disfarçadamente para Ryo que os seguira.

- Não vai tentar dormir comigo, vai?

- Não, pode ficar tranqüilo.

- Não acredito em você.

- Oh, deuses. – Jakotsu suspirou, girando os olhos enquanto entrava no quarto com Sesshoumaru – Ok, você é irresistível, mas tenho amor a minha vida.

- O que quer dizer com isso?

- Por mais bonito que seja, e tentadora a idéia de irritá-lo... – Jakotsu ajudou o rapaz a sentar na cama e sorriu – Akai me mataria se eu tentasse alguma coisa.

- Hum... – Sesshoumaru deitou na cama, confuso demais com a quantidade de bebida que tinha ingerido para entender aquelas palavras.

- Não se preocupe, Sexy. – Jakotsu sorriu, puxando as cobertas sobre o outro rapaz. – Você pediu minha ajuda... As brincadeiras acabaram.

Ryo baixou a cabeça, rindo baixinho daquela troca de palavras. Homens eram realmente idiotas e orgulhosos demais, mas estes dois... Pareciam realmente amar sua irmã.

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N.A, - É seguro ou devo fugir das leitoras?