Todo mundo preparado para o capítulo final? Sentem-se confortavelmente com um copo de leite adoçado e gelado com canela do lado e boa leitura!
Capítulo 13 - A cobaia
Tão frio...tão molhado... escuro. Seu corpo estava cercado por líquido gelado e seus membros não se moviam, ele afundava e seus membros não se moviam, ele tentava respirar e não conseguia, abria a boca para gritar, queria chamar por John, queria implorar pela presença dele, mas não podia, seu corpo estava rígido e o frio lhe devorava os músculos, ossos e a alma.
"John!"
Sua mente berrava.
"John!"
Cada célula do seu corpo necessitada de calor.
"John!"
Sua alma desejava aquela presença como se sua existência não fosse possível sem ela.
Uma grande mão sem origem definida surgiu na escuridão penetrando seu peito e provocando uma dor em nível enlouquecedor. Dedos de pontas agudas firmaram-se em torno do seu coração e iniciaram uma dolorosa e lenta extração.
"John!"
Ele não queria ir.
"John!"
Não podia ir.
– Sherlock! – o médico chamou tocando-o para acalmar o corpo que se agitava e transpirava um suor frio e doente por baixo dos cobertores hospitalares, preso em pesadelos.
O detetive sentiu mãos quentes afastar a dor e o frio da sua alma, dilacerando a mão que rasgava seu peito.
– Sherlock?
Ele ouvia, mas era tão difícil fazer as pálpebras obedecerem, queria muito abrir os olhos e ver seu companheiro, queria apertar sua mão, sentir seu calor até estar completamente calmo, mas tudo em seu corpo pesava anormalmente. Tinha perfeita noção de que seus esforços por tentar dizer alguma coisa resumiram-se a um desengonçado abrir e fechar de lábios por onde passou apenas grunhidos ininteligíveis. Sabia que John não entendeu nada do que ele tentou dizer, mas algo nele o fez acreditar que o companheiro sentiu o que ele desejou expressar. Ele queria que John soubesse que ele estava feliz pelo médico está perto e que sua presença lhe fazia muito bem.
– Eu estou aqui, Sherlock, não vou a lugar nenhum. Vou ficar aqui, não vou deixar nada de ruim acontecer com você. – o médico afirmou se inclinando sobre ele para que suas palavras fossem melhor captadas pelos ouvidos do detetive.
Sherlock moveu debilmente a mão direita pedindo contato e imediatamente sentiu o calor e aperto da mão do médico que acariciou seus dedos e distribuiu beijos pela palma e costas da sua destra. O detetive sentiu uma paz profunda tomar conta do seu corpo pesado. John estava ali, John cuidaria dele, o protegeria de todos, até do próprio Sherlock se necessário fosse.
Na manhã seguinte, Sherlock teve febre, mas tudo foi tratado em tempo hábil e de forma eficiente. Lá pelo meio da tarde, o homem despertou abrindo minimamente os olhos esgotados buscando por John que apressou-se a se colocar em seu campo de visão, tocando instintivamente sua testa para se certificar de que a febre realmente havia passado.
– John... – o moreno sussurrou e sua voz era só um fio rouco querendo ser ouvido.
– Como você está se sentindo? – o médico quis saber sentando-se na beirada da cama.
– Dolorido como se um trem tivesse passado por cima de mim. – ele respondeu tentando rir quase sem sucesso.
– Não brinque com isso, Sherlock. – John repreendeu pegando a mão dele entre as suas.
Enquanto sentia o calor agradável das mãos do companheiro, as imagens dos dois agentes russos cruzaram sua mente despertando sua necessidade de informações de tudo que havia acontecido depois que perdeu a consciência.
– O que aconteceu com meus sequestradores?
– Estão mortos.
– Abatidos por munição de arma de uso exclusivo das Forças Armadas, presumo.
– Correto. – o médico respondeu de forma determinada.
– Quem está com o caso?
– Os federais. – John respondeu sabendo qual seria a dedução do detetive.
– Mycroft. – O detetive disse sabendo que isso era sinônimo de rastros apagados.
– É. – John confirmou dando um meio sorriso para Sherlock.
– Quero ir para casa, John. – o moreno pediu suspirando de forma cansada.
– Eu também quero levar você daqui, mas não é recomendável no momento, você teve uma hipotermia nível três, Sherlock, sabe o que é isso?
– Sei, virei tecnicamente um presunto. Mas já estou bem, estou conversando e tudo, não estou?
– Não é suficiente para mim, Sr. Holmes. Deve ficar aqui pelo menos mais um dia. – John respondeu cruzando os braços, fazendo uma cara severa.
Sherlock revirou os olhos entendendo que o companheiro havia entrado no modo médico e não adiantaria insistir.
Na tarde do terceiro dia, Sherlock parecia bastante recuperado o que animou o clínico responsável por sua internação a assinar a alta do paciente. O homem não perdeu tempo, saiu das cobertas e começou a trocar a roupa hospitalar pela muda de roupa social que John havia trazido para ele.
Estava animado por poder sair do hospital e zanzar pelas dependências do seu apartamento na Baker Street. Quando o médico e o detetive puseram o pé na calçada para pegar um táxi, foram cercados por um enxame de jornalistas que queriam detalhes sobre o ocorrido que havia arrastado o detetive novamente para um leito de hospital. John havia se esquivado habilmente deles nos últimos dias e agora empregava toda a sua habilidade para abrir caminho para ele e o companheiro.
John não precisou se esforçar muito, pois um homem de terno escuro ladeado por Anthea, surgiu abrindo caminho até um carro particular parado à poucos metros da turba de repórteres.
– Olá, Sr. Holmes, olá Dr. Watson – Anthea cumprimentou guiando-os para o carro. – meu chefe pediu para levá-los em segurança para casa.
– Agradeça a Mycroft por mim, por favor. – John pediu se acomodando no banco de trás do carro com Sherlock ao seu lado.
Como era de se esperar, a porta do 221B também estava repleta de jornalistas, mas John pôde contar com o auxílio de Anthea e do agente que dirigia o carro que os trouxe.
Fato é que, por alguma razão que John nomeava como "influências de Mycroft", a imprensa desapareceu da calçada minutos depois que os dois entraram no apartamento.
Nos dias seguintes a Sra. Hudson esforçou-se por proporcionar alta nutrição a Sherlock que exigiu muito da diplomacia e paciência do John para se alimentar adequadamente. Fato é que a senhoria e o médico conseguiram manter o detetive na linha recuperando-o plenamente.
Uma certa noite, quando John saiu do banheiro e entrou no quarto, foi recebido pela visão divertida de Sherlock sentado na cama brincando de travar e destravar duas conhecidas pulseiras de metal.
– É sério que você não desistiu mesmo disso? – John indagou sentando-se no seu lado da cama enquanto olhava as algemas.
– Já devia saber que não costumo desistir de um experimento, meu caro Dr. Watson. – o detetive respondeu com um riso maroto no canto dos lábios.
O detetive montou no colo do médico e beijou seu pescoço ganhando um morno ronronar por parte do companheiro que fechou os olhos para sentir o calor dos lábios em sua pele.
– Tudo bem, Sherlock. – John concordou deslizando a mão pelo braço direito do moreno até sentir as algemas entre os dedos longos. – Você terá o seu experimento. – falou puxando as pulseiras de metal da mão do companheiro. – Mas não serei eu a cobaia dessa vez. – concluiu removendo a camisa do pijama que Sherlock usava para em seguida abraçá-lo e o derrubá-lo de costas no colchão.
John plantou um ávido beijo aberto no pescoço do namorado que ofegou sentindo as forças minguarem, em seguida, o médico passou a corrente das algemas em volta de uma das grades do espelho da cama e travou as pulseiras em volta dos pulsos do detetive.
O loiro pairou sobre ele, sustentando o corpo com os braços fortes apoiados no colchão e observou brevemente seu companheiro acorrentado e incapaz de impedi-lo de executar o plano que desenhava-se em sua mente naquele momento.
John aproximou os lábios do rosto de Sherlock sem de fato realizar o toque, apenas o suficiente para fazê-lo sentir o calor da aproximação. Deslizou o movimento pela face promovendo a enlouquecedora sensação de beijos fantasmas sobre a pele deixando a superfície epidérmica mais sensível. Sherlock suspirava sentindo John mover sua provocação diáfana para seu pescoço e depois subir para seus lábios o fazendo impulsionar instintivamente a cabeça para cima em busca de contato efetivo, mas John foi mais rápido e afastou-se não permitindo o beijo real.
– John... O que pretende? - Sherlock resmungou alto em frustração e acomodou-se novamente no travesseiro.
– Deduza.
Rindo enviesado, John voltou a pairar os lábios sobre a boca de Sherlock que a sentia formigar em antecipação. A respiração do detetive estava ficando irregular e um leve tremor começava a deslizar pelos músculos do seu corpo. O médico o estava amolecendo completamente apenas com a mera sugestão de toques.
John soprou delicadamente os lábios do companheiro e em seguida os tocou lentamente com a ponta da língua, sem fazer qualquer pressão. Sherlock gemeu e sacudiu as algemas, num claro sinal de que desejava agarrar John e sugar o ar de seus pulmões com um beijo ávido. O loiro afastou a pontinha da língua e depois tocou a boca carnuda com seus próprios lábios, roçando-os de forma torturantemente lenta para depois sugar levemente o lábio inferior do moreno e grudar as bocas deslizando sua língua úmida por entre os lábios do detetive que a sugou com avidez causando uma onda de choque no corpo do médico.
John Watson era um homem disciplinado, quando uma meta se estabelecia em sua mente, ele a seguia diligentemente. Por isso mesmo, ele não permitiu que Sherlock aprofundasse o beijo, afastou-se rapidamente e pôde contemplar um Sherlock corado e ofegante de desejo. Seu plano de exaurir sexualmente o companheiro naquela noite, estava apenas no início, em bom andamento e John estava gostando disso.
– Não me torture, John... – Sherlock sussurrou movendo os pulsos presos nas algemas.
– Comporte-se e eu prometo não prolongar tanto a tortura. – o médico respondeu dando um rápido e leve beijo na ponta do queixo do detetive.
Sherlock respirou fundo fechando os olhos e relaxando no colchão como se buscasse autocontrole. John voltou a se aproximar do corpo do companheiro, dessa vez deslizou leve e lentamente a ponta dos dedos na pele sensível do pescoço do moreno sentindo-o se arrepiar e tremer, mas permanecer comportado no colchão. Como prêmio pelo bom comportamento, John o beijou massageando seus lábios com força moderada para em seguida invadir sua boca com a língua, aprofundando o ato que foi acompanhado por Sherlock, formando uma obscena dança em que línguas se tocavam e se espremiam numa mútua invasão, produzindo excitantes sons molhados de posse e sucção em meio a gemidos necessitados.
John sentia o sangue ser substituído por magma fervente derretendo suas veias e ameaçando o seu controle, mas teve força suficiente para romper o beijo e respirar fundo buscando esfriar. Sherlock também respirava fundo com olhos fechados, totalmente incendiado e entorpecido de excitação sobre a cama implorando silenciosamente por mais.
O médico achou aquela visão algo adorável e resolveu dar algo mais para o companheiro. Tocou levemente as pontas dos dedos na pele do torso nu do detetive que estremeceu entreabrindo a boca úmida pelo beijo trocado, sentindo a carícia deslizar sobre sua epiderme. Sherlock se remexeu querendo sentir a palma das mãos do médico sobre si, mas não foram as mãos do namorado que ele sentiu em seu torso, foi a boca molhada deslizando com beijos abertos pela pele em brasa fazendo-o gemer, contorcer-se e puxar as algemas que tilintaram no espelho da cama segurando-o.
O loiro seguiu beijando e saboreando a pele do namorado até passar a língua no mamilo direito do homem que voltou a gemer e contorcer-se no colchão. Gostando da reação, John dedicou alguns segundos lambendo e sugado os mamilos rosados do moreno recebendo uma ladainha de gemidos e balbucios incompreensíveis por parte do homem algemado.
Após saborear os mamilos do companheiro, o médico deslizou a língua pelo centro do abdômen do detetive até o umbigo onde penetrou com a ponta da língua quente e úmida.
– Ah! Não, John! Não! – Sherlock contorceu-se desesperado.
– Por quê? – John sabia que aquele era um ponto muito erógeno e sensível no corpo do namorado e não entendeu a razão do pedido.
– Se você continuar... – ele respondeu respirando fundo piscando fortemente os olhos como se tentasse voltar ao plano físico. – a brincadeira vai terminar bem rápido. – Sherlock concluiu ofegante movendo o quadril chamando a atenção do loiro.
O moreno tinha razão, a sua enorme ereção já dava sinal de significativa umidade provocada pelo pré-gozo que lambuzava a calça do pijama. Mais um pouco daquela carícia e ele iria se desfazer em orgasmo. Mas postergar o orgasmo de Sherlock não era o objetivo ali. John queria exauri-lo, deixando-o o mais satisfeito possível e isso incluía à sua missão a tarefa de fazê-lo gozar mais de uma vez naquela noite.
John beijou a boca de Sherlock mordendo brevemente o canto dos seus lábios para depois voltar a distribuir beijos abertos pelo seu pescoço, peito e abdômen até chegar novamente ao umbigo onde voltou a penetrar com a língua enquanto deslizava a mão direita para segurar firme a cintura do moreno e a mão esquerda para massagear um de seus mamilos rosados formando um trio de estímulo avassalador.
– Oh! – Sherlock gemeu alto torcendo a cabeça no travesseiro, arrastando os pés pelos lençóis e puxando as algemas com força.
O detetive se via incapaz de controlar a onda de magma ardente que varria seu corpo se concentrando em seu baixo ventre prestes a estourar fazendo-o se esquecer de quem era e onde estava, concentrando toda a atenção do seu cérebro na sensação insana de que seu corpo iria desintegrar em segundos.
– John! – Sherlock gritou se contraindo num forte orgasmo que molhou absurdamente a calça do seu pijama.
O médico afastou-se do corpo amolecido e ofegante do detetive e colocou-se sentado de lado observando por alguns minutos o resultado do seu trabalho, ele estava indo bem. Enquanto Sherlock recobrava o controle da respiração e dos movimentos do seu corpo, John removeu sua própria camisa e puxou sua calça de dormir, ficando só de cueca, cujo tecido estava bem distendido pela ereção que mantinha firme e sedenta ali.
John deitou-se de lado perto do companheiro e passou a afagar seu peito sentindo o sobe e desce se acalmar lentamente até ouvir a voz do moreno perguntar com tom meio cansado:
– O que está tramando, John?
– No final da noite você vai ver, ou melhor, sentir, Sherlock. – o médico respondeu beijando-o e pondo seu corpo sobre o dele.
Sherlock ainda estava meio entorpecido pelo orgasmo, mas correspondeu aos movimentos dos lábios do médico que invadiu sua boca com a língua a procurada da sua que não tardou a dar boas vindas ao músculo úmido e obsceno que se insinuava provando a parte interna de suas bochechas enquanto o corpo quente do médico se esfregava no dele fazendo um enorme volume tocá-lo lançando uma nova onda de estímulos através dos seus nervos até seu cérebro que após alguns minutos voltou a excitar-se com os toques que as mãos firmes do loiro empregavam nas laterais do seu corpo, reacendendo-o.
Sem romper o beijo, John deslizou suas mãos para o cós da calça úmida de Sherlock e a puxou para baixo até parar na metade das coxas, revelando o membro lambuzado e semi-ereto do detetive, depois seguiu deslizando a palma direita por cima do pênis molhado pelo primeiro orgasmo da noite, espalhando o esperma por sua extensão para em seguida fechar um aperto em volta do apêndice quente e úmido fazendo movimentos de vai e vem, arrancando do moreno lânguidos murmúrios abafados pelo beijo que partilhavam sem pressa de rompê-lo.
Aos poucos, os quadris do detetive começaram a mover-se graciosos no sentido da mão do médico que mantinha lentos movimentos sobre o músculo que aos poucos foi crescendo e se tornando mais duro. John acelerou levemente os movimentos, entendendo que o companheiro assim desejava, e não estava errado. Sherlock o beijava com mais sede e entusiasmo à medida que a mão do médico acelerava os movimentos no pênis já bastante rijo, deslizando-o facilmente por sua palma com ajuda da ejaculação que molhara a calça do moreno mais cedo.
O movimento molhado promovia um som erótico que ameaçava destruir o controle do médico que rompeu o beijo e passou a observar o rosto corado e a testa levemente suada do companheiro que ofegava de olhos fechados oferecendo aos olhos dele uma visão ardente, excitante e enlouquecedora.
John moveu-se sobre Sherlock fazendo-o abrir os olhos curiosos com o movimento para em seguida voltar a fechá-los com força ao sentir a boca do loiro fechar em torno da sua ereção sugando-a com necessidade.
O detetive tentou mover os quadris para cima na intenção de fazer mais da sua ereção entrar na boca quente do companheiro, mas foi impedido por um par de mãos fortes que o espremeram contra o colchão não permitindo que fizesse o que queria. John passou a torturá-lo, sugando só a glande, arranhando-a levemente com os dentes para depois distribuir pequenas e rápidas mordidas ao longo do falo volumoso que se contraia túrgido enquanto Sherlock gemia desinibido.
A boca do médico desviou do membro inchado para atacar a parte interna das coxas do detetive que estremecia e ofegava fazendo-o ouvir vez por outra o tilintar das algemas que mantinha uma fera excitada presa ao espelho da cama. John tinha certeza de que não teria tempo de fazer nem um terço do que já havia feito naquela noite com o namorado, se o homem estivesse com as mãos livres.
O loiro beijava e mordiscava as coxas do moreno enquanto suas mãos se ocupavam em terminar de puxar as calças do companheiro, deixando-o completamente nu sobre a cama.
Jogando a calça num canto qualquer do quarto, John voltou a se deitar por cima do corpo de Sherlock, esfregando sua ereção na do moreno, sentindo um enorme prazer com aquele contato muito bem vindo. As peles escaldantes dos falos endurecidos arrastavam-se uma na outra, sentindo o toque aveludado e quente do desejo que as devorava ao ponto de loucura.
Sherlock estava quase no seu limite novamente e John também não estava longe do ápice e, justamente por sentir que não suportaria a fricção por muito tempo, o loiro se afastou do corpo do companheiro respirando pesadamente sendo encarado pelo olhar enevoado e contrariado de Sherlock.
– Continue! – o detetive grunhiu ofegante.
– Paciência, Sherlock. – o médico respondeu rindo.
– Me solte, John! – o detetive pediu com o seu melhor olhar de gato perdido.
– Ainda não, o experimento ainda não está nem na metade, Sr. Holmes, espere um pouco, volto já. – O médico informou se levantando da cama e saindo do quarto deixando o detetive sozinho e ansioso.
Minutos depois John voltou, montando-se no colo do detetive exibindo um lenço vermelho para ele sugerindo qual era a sua intenção, pedindo uma permissão silenciosa para o companheiro. Sherlock deu sua permissão tácita fechando os olhos aguardando o próximo gesto planejado por John.
O médico vendou cuidadosamente os olhos do companheiro com o lenço, e ele tinha que admitir, teve vontade de fotografar a linda e estimulante imagem que Sherlock compunha com seu corpo alvo, nu e corado, acorrentado e vendado com um lenço vermelho sobre a larga cama de casal. John quase gozou apenas com essa visão excitante.
Segundos após ser vendado, Sherlock ouviu um pote ser aberto seguido do cheiro pungente de morangos.
– Sério, John? Vai mesmo usar geleia de morango em mim?
– Eu também não costume desistir de certos experimentos, Sherlock. – John respondeu fazendo-o sentir uma fria camada da geléia sobre seu mamilo direito arrancando-lhe um suspiro.
John seguiu espalhando a geleia pelo corpo de Sherlock, traçou uma linha horizontal de um mamilo a outro, depois desenhou um traço vertical iniciando da ponta do queixo, até a extensão do falo excitado do moreno, formando uma deliciosa e luxuriante cruz de prazer no corpo do namorado.
O ato seguinte do loiro foi lamber o doce espalhado sobre seu peito, sugando os mamilos com intensa devoção, arrancando gemidos ofegantes do parceiro. Em seguida, John lambeu o queixo de Sherlock e foi descendo, absorvendo cuidadosamente o doce espalhado no sentido vertical, passando pelo abdômen até chegar ao pênis do detetive que puxou uma profunda e ávida respiração sentindo a língua quente e úmida deslizar da base para a ponta da ponta para base, repetidas vezes fazendo com que seu cérebro assimilasse uma nova associação mental à geleia de morango. Nunca mais veria aquele doce da mesma forma de antes.
John repôs o doce umas três vezes no falo do detetive que gemia e suspirava sob a deliciosa felação, até agregar à geleia o sabor do seu esperma que inundou a boca do médico em jorros mornos e agridoces.
John sorriu satisfeito ao ver Sherlock respirar pesadamente após seu segundo orgasmo. Enquanto o moreno se recuperava, John distribuiu beijos ternos pelo corpo suado do homem até senti-lo se acalmar.
– Você é gostoso, Sherlock e acabo de descobrir que fica mais gostoso ainda com geleia de morango. – John sussurrou ao pé do seu ouvido ganhando um riso bobo em resposta.
– E eu até posso te excitar só com minha presença, John, mas posso constatar que o uso de correntes deixa você mais animado. – Sherlock murmurou imerso na escuridão da venda atada aos seus olhos, tentando encontrar o paradeiro dos lábios do médico que se aproximou para permitir ter seus lábios sugados e mordidos pelo moreno.
As línguas voltaram a dançar entre as bocas e os corpos voltaram a balançar ritmicamente entranhando-se um no outro de forma estimulante, sendo case um só, até John voltar a se afastar por alguns segundos, para em seguida fazer Sherlock sentir algo pastoso e liso entrar em contato com a região entre seus glúteos. A dedução era bem óbvia: o companheiro estava depositando uma boa quantidade de lubrificante em sua entrada.
John depositou pacientemente o produto na entrada de Sherlock para em seguida deslizar o dedo médio para testar e vencer a resistência dos músculos retais do namorado.
Sherlock apertou firmemente os lábios sentindo o desconforto da intrusão. John o observava atentamente para poder interpretar suas reações e saber a força e a velocidade com a qual poderia continuar a empurrar o dedo com lubrificante. Depois de conseguir levar lubrificação até onde o dedo médio pôde alcançar, John juntou o dedo indicador na penetração para dilatar mais o músculo que se fechava em torno apertando seus dígitos numa instintiva reação de expulsão.
– Relaxe, Sherlock... – John sussurrou ao pé do ouvido do moreno beijando-lhe a têmpora com carinho.
John forçou os dedos até chegar onde sua larga experiência como médico, sabia muito bem como atingir e qual reação provocava. Sherlock deixou escapar um gemido estrangulado quando sentiu sua próstata ser cutucada pelos dedos do companheiro e daí para frente foi uma sucessão de gemidos e suspiros sob os movimentos calculados dos dedos do loiro em seu ânus.
Sherlock tremia sentindo seu pênis, ainda molhado pelos últimos dois orgasmos, voltar a enriquecer lhe dando a sensação de que seu baixo ventre estava em brasa. Cada toque dos dedos do namorado em sua próstata, fazia seu corpo vibrar como que atingido por ondas crescentes de eletricidade que aumentavam sua carga à medida que os dedos iam e vinham em velocidade cada vez maior, de modo que o desconforto ácido da dilatação e invasão repetitiva dos músculos retais, era satisfatoriamente suplantado pela sensação deliciosa da próxima noção de desintegração que rondava sua consciência fazendo-o balançar os quadris de encontro às investidas dos dígitos em sua entrada. Não demorou muito para o detetive se contrair e derramar-se evidenciando o seu terceiro clímax daquela noite.
Sherlock lambeu os lábios buscando trazer umidade à boca seca pelos sucessivos gemidos que havia liberado durante a deliciosa condução ao seu terceiro orgasmo, enquanto acalmava sua respiração descompassada. John sentou-se ao lado do moreno observando-o muito orgulhoso do que tinha conseguido até ali. Sherlock ficava mais lânguido e submisso à medida que seu corpo era varrido por um orgasmo atrás do outro fazendo dele, exausto, vendado e algemado, uma visão excitante e memorável.
– Até quando pretende me provocar orgasmos esta noite, John? – Sherlock murmurou suado e totalmente derretido sobre a cama.
– Até você não possuir mais sêmen para expelir. – John respondeu deitando-se sobre o detetive tomando cuidado para distribuir o peso do seu corpo sobre os cotovelos.
– Presumo que você já conseguiu isso. – o detetive afirmou.
John sorriu beijando calidamente os lábios de Sherlock doando umidade à boca seca do parceiro. O médico concordava com o homem, a tirar pela reduzida quantidade de esperma expelido durante a última ejaculação do detetive, era de se deduzir que seu corpo não seria mais capaz de produzir sêmen naquela noite, mas seria capaz de um novo orgasmo, um gozo seco, e John queria isso, fazer Sherlock provar um orgasmo sem ejaculação.
Seguindo com o beijo superficial, o médico deslizou suas mãos pelas laterais do corpo do companheiro até chegar a suas coxas, segurando-as firme para separar as pernas do homem e encaixá-las em torno do seu quadril. John rompeu o beijo e observou Sherlock vendado e algemado, totalmente submisso, entregue a ele, depois empregou alguns segundos para espelhar lubrificante na própria ereção que implorava atenção e ele estava decidido a dar toda atenção possível para sua situação naquele momento.
John curvou-se sobre o corpo do detetive e voltou a beijá-lo encostando a ponta da ereção à entrada do moreno sem pressionar, apenas deixando o companheiro sentir o calor do falo que implorava para invadi-lo. Sherlock entreabriu os lábios e John aprofundou o beijo pressionando a glande quente na entrada do namorado, para logo em seguida empurrar forçando a passagem do seu pênis no ânus do homem que grunhiu desconfortável em meio ao beijo que partilhavam, rompendo a união dos lábios para arquejar em busca de ar. John o abraçou acariciando seu corpo para fazê-lo relaxar e continuou penetrando até estar totalmente enterrado dentro moreno.
– John! – o detetive exclamou enrijecendo um pouco o corpo puxando as mãos presas nas algemas fazendo-as tilintar.
Com o membro imerso até a base dentro do namorado, o médico tateou pelo colchão em busca da chave das algemas e as encontrou debaixo do travesseiro de Sherlock. Ato contínuo foi destravar as pulseiras fazendo as mãos do detetive caírem moles e pesadas ao redor do travesseiro para em seguida puxar a venda dos olhos do homem sob ele.
Sherlock abriu desnorteados olhos lacrimosos que encararam os olhos faiscantes de excitação que John lhe lançava. O detetive arrastou pelos lençóis as mãos com pulsos avermelhados, deslizando-as pelos braços do loiro, parando-as a altura dos ombros fortes do médico, comprimindo ligeiramente os dedos em volta dos músculos dando sua permissão silenciosa para que ele continuasse. John moveu lentamente o quadril para trás retirando-se até a beira da entrada para em seguida voltar a afundar-se com a mesma lentidão que havia saído.
John ficou repetindo os movimentos lentos de entra e sai observando Sherlock fechar os olhos com força e apertar os lábios sufocando grunhidos enquanto pequenas gotas de suor brotavam em sua testa. O médico entendia o que o namorado estava fazendo, estava tentando debelar a dor que as primeiras penetrações provocam naquele que ainda não havia experimentado a posição passiva na cama. John ia ajudá-lo a esquecer o desconforto e se concentrar no que de fato importava: o prazer.
O loiro penetrou fundo no detetive e parou o movimento, ficando enterrado nele, depois passou lubrificante na palma da mão e tocou o falo adormecido de Sherlock, massageando-o com delicadeza, esfregando a extensão e apertando alguns pontos do músculo peniano que começava a irrigar-se de sangue e enrijecer-se ao seu toque.
Sherlock relaxou as pálpebras e soltou os lábios presos numa insistente mordida e deixou o ar que prendia nos pulmões, escaparem lentamente se concentrando na boa sensação que a massagem aplicada pelo namorado estava lhe provocando. Aos poucos, John percebeu que as paredes retais do namorado paravam de querer expulsar sua ereção espremendo-a, os músculos amoleceram permitindo que ele se acomodasse melhor em seu interior para atingir sua próstata com mais eficiência e ele não perdeu tempo.
John voltou a se mover fazendo lentos movimentos de vai e vem enquanto assistia as mudanças de expressões de Sherlock que começava a estampar o deleite da conflitante mistura do prazer com a dor da invasão sucessiva. John estava se deliciando com o ritmo lento dentro do namorado quando sentiu um golpe ardido nas nádegas.
O médico arregalou os olhos e encarou o namorado descobrindo o que provocara a ardência em seu glúteo: um chicote.
– Isso estava debaixo do seu travesseiro? – John perguntou surpreso sentindo a nádega queimar.
– Estava. Eu queria experimentar. – Sherlock comentou com um fio de voz sôfrega enquanto o olhava de modo ardente dando um novo golpe de chicote na bunda do médico para que voltasse a se mexer.
– Droga, Sherlock! Eu sabia que não devia ter soltado você antes de terminar o experimento! – John grunhiu sentindo uma onda animalesca de excitação varrer seu autocontrole, fazendo-o voltar a afundar-se no ânus do namorado com renovada energia.
Em poucos segundos, o médico pegou um ritmo de penetração bruta que era ditada pelas chicotadas impostas por Sherlock, fazendo com que uma onda escaldante de prazer se acumulasse rapidamente no baixo ventre do médico, quase derretendo seus testículos já bastante inflados na iminência de gozar.
Seus movimentos tornaram-se mais céleres abrindo com vontade desenfreada o espaço entre as nádegas do detetive que soltou o chicote gemendo e arquejando, apertando com força os ombros do loiro enquanto sentia sua entrada ser invadida impiedosamente.
Watson não havia largado o pênis de Sherlock e mesmo que de forma meio irregular, ele continuava a massageá-lo, e o duplo estímulo fazia o moreno revirar os olhos boquiaberto sentindo todo o seu palácio mental tremer enquanto ele gemia e balbuciava incongruências arranhando os ombros do namorado que já não conseguia controlar o instinto libidinoso que fazia-o impulsionar com cada vez mais força seu pênis dentro do companheiro produzindo nítidos e obscenos sons de impacto e penetração que se misturava às respirações, gemidos e arquejos flutuando no quarto.
Ambos estavam corados e suados, seus corpos se contorciam atracados com necessidade frenética, a mão na ereção avermelhada de Sherlock deslizava com velocidade crescente, quase machucando, e sua entrada era atacada com cada vez mais violência. O detetive sentia-se queimar a um nível delicioso e enlouquecedor de modo a fazê-lo afastar mais ainda as pernas para que John pudesse mover-se com mais liberdade espremendo-o no colchão celeremente. O médico sentia-se no limite, gozaria em poucos instantes, mas ele não queria gozar antes de conduzir Sherlock a mais um orgasmo, o primeiro sem esperma.
John abaixou-se sobre o corpo arfante de Sherlock e aplicou uma delirante sucção no mamilo esquerdo do namorado, rodopiando a língua e mordiscando o bico com avidez.
– Oh! John! – Sherlock gritou arqueando-se com seus sentidos estourando e rasgando seu corpo. – John! John! – O homem balbuciava enquanto tinha seus mamilos atacados pelos lábios quentes do médico que continuava a estocar seu ânus e a massagear seu pênis. – Isso! Oh! Isso é muito bom! Ah! – o detetive voltou a balbuciar incongruências e John achava aquilo adorável.
Bastou mais algumas lambidas e sugadas combinadas com vigorosa massagem peniana e algumas profundas estocadas, para Sherlock remexer-se nos braços do médico, convulsionando em meio a alguns arquejos desesperados dando sinal de que estava preso em mais um orgasmo avassalador.
John aproveitou o momento de intenso prazer pelo qual o namorado passava e dedicou-se a atingir seu ápice, fodendo celeremente a entrada do detetive para logo em seguida preenchê-lo com um volumoso jorro de esperma bombeado com força pelos espasmos de seu quadril que comprimia-se de modo inconsciente de encontro a entrada de Sherlock de forma quase bruta, soltando um longo grunhido de satisfação que varreu sua alma.
O médico caiu ofegante sobre o peito do detetive e ali ficou por alguns instantes buscando equilibrar sua respiração e recobrar um pouco de força. Quando conseguiu restabelecer um mínimo de estabilidade, ergueu-se para analisar o estado do namorado e o que encontrou foi um Sherlock semi-consciente, completamente esgotado sem a menor capacidade de mover-se tamanha a exaustão estampada no seu corpo suado.
John preocupou-se, teria exagerado? Teria machucado seu companheiro?
– Sherlock? – o médico chamou deslizando a mão pela testa úmida do detetive para afastar as mechas de cabelo despenteado que estavam grudadas ali.
– J...- Sherlock tentou falar, mas sua língua pesava e seu corpo parecia feito de borracha, não conseguia restabelecer o controle de nenhuma parte, mas sentia-se amplamente satisfeito, apesar de sentir a bunda arder.
– Deus, Sherlock, você está bem? – John segurou o rosto do detetive entre as mãos esperando que ele abrisse os olhos.
– Sim... – o detetive respondeu de forma arrastada. – Melhor... impossível. – finalizou com um sorriso abobalhado enquanto abria os olhos marejados de exaustão incapaz de mover o corpo da posição em que desabara.
– Que bom. – John sorriu ajeitando Sherlock em seus braços puxando-o para que descanse em seu peito.
Sherlock sentia o corpo extasiado e sua mente estava completamente feliz e em paz, nenhuma droga seria capaz de reproduzir a sensação maravilhosa de plenitude que John lhe proporcionara com aqueles sucessivos orgasmos e com todo o sentimento que empregou em seus atos. Ele amava o companheiro e esse sentimento, antes tão abominado por ele, o havia salvo mais vezes do que John e qualquer outra pessoa poderia supor.
O detetive abraçou o peito do médico acomodando-se nele enquanto sentia os dedos do homem deslizar entre seus cabelos e afagá-los de forma terna provocando-lhe agradáveis arrepios, fazendo-o adormecer profundamente segundos depois nos braços do parceiro, ambos sentindo no corpo e na alma que a existência de um definia a existência do outro.
Fim.
NOTAS FINAIS DA AUTORA:
Acabou!
Fim de jogo (por enquanto). Vida longa e próspera e até a próxima fic intitulada "O médico louco", aguardo suas impressões de leitura!
