Celebração
POV FINN
Cheguei em casa e revisei a geladeira, não queria que faltasse nenhum ingrediente do jantar. Terminei de picar as verduras umas 14 horas, então fui dormir um pouco e acordei as 15 horas, quando minha mãe e Kurt chegaram.
- "Já picou tudo!" – exclamou meu irmão surpreendido.
- "Descansou?" – me perguntou minha mãe e eu concordei com ambos.
- "Se querem eu me encarrego do peixe e do molho." – disse enquanto pegava a panela. "e vocês das verduras, os frios e o doce." – colocamos mãos a obra e em menos de duas horas já tínhamos tudo no forno.
A entrada seria um prato de frios, o favorito de Rach e o jantar é um peixe com molho branco, acompanhando de verduras ao vapor e vinho branco, para finalizar de sobremesa haveria morangos com creme e açúcar.
- "Vá tomar banho." – me ordenou Kurt. Fui a todo vapor e vesti uma roupa preta, gravata e sapatos da mesma cor e uma camisa branca.
- "Está lindíssimo!" – me disse minha mãe enquanto me acomodava a gravata.
- "Obrigado mamãe." – lhe dei um beijo. "querem que eu leve vocês para casa?" – ambos negaram.
- "Melhor ir buscar Rachel." – disse meu irmão.
Saímos da casa e eles pegaram um taxi e eu me dirigi para a casa de minha noiva, ao chegar Sam abriu a porta.
- "Em um momento desce." – me sentei junto a ele no sofá, muito nervoso para falar.
Escutei uma tosse atrás de nós e me virei para encontrar Rachel, com o cabelo solto e ondulado, sua maquiagem leve com uns toques de azul e seu vestido justo até o joelho e claro era azul.
Rach se girou para que eu a olhasse bem e minha respiração se cortou ao ver que suas costas ficava completamente descoberta.
- "Vamos?" – disse me tirando de meu assombro. Eu apenas concordei e ela sorriu para mim, me beijando na bochecha.
- "Ai...leve ele logo." – não havia notado que Santana estava junto de Rach. "parece que vai te comer aqui." – todos riram. Nos despedimos e acompanhei Rach até seu lado no carro.
- "Está espetacular." – me aproximei e a beijei.
- "Você também está muito lindo." – assegurou com um sorriso.
Durante o caminho colocava constantemente minha mão sobre o joelho de Rach e ela sorria para mim ou pousava sua mão no meu cabelo. Quando chegamos, ajudei ela a descer e subimos abraçados no elevador, entramos em casa, que estava com uma luz muito tênue.
Puxei a cadeira para que Rach se sentasse, fui buscar o primeiro prato e o vinho, servi e começamos a comer, não parávamos de nos olhar e cada vez que tinha uma oportunidade me aproximava para beijá-la. Me levantei para buscar o prato principal.
Quando me inclinei para colocar o de Rach, ela aproveitou para me segurar pelo pescoço e me dar um beijo.
- "Te amo Finny!" – sorri amplamente e lhe dei um beijo em resposta. "lembra da primeira vez que jantamos juntos?" – me perguntou e eu assenti.
- "Como me esquecer, toda a noite me tratou como idiota." – Rach emitiu uma gargalhada.
- "Mas é que você era." – eu revirei os olhos.
Quando terminamos de jantar fui buscar a sobremesa e coloquei os morangos em uma taça e o creme em outra, coloquei na mesa e rapidamente fui buscar um caderno e um lápis. Rachel se inclinou para pegar um morango.
- "Tenho várias perguntas." – lhe disse enquanto sentava.
- "Perguntas de que?" – Rach passou sua língua pelos lábios para limpar os restos de creme, abri os olhos diante o sexy ato e ela nem sequer foi consciente do que fez. "O que?" – me perguntou, sacudi minha cabeça para tratar de me desfazer da imagem.
- "Quando quer que a gente case?" – perguntei tratando de voltar ao anterior.
- "Não sei." –contestou levantando os ombros. "por mim poderíamos fugir para Las Vegas agora mesmo." – disse mais para ela e eu sorri.
- "Façamos!" – gritei emocionado. Rach abaixou o olhar.
- "Não podemos." – me olhou com os olhos tristes. "ainda não prenderam o Jesse."
- "Odeio esse Jesse." – apertei os punhos e Rach sorriu.
- "Mas..." – respirou. "se não fosse por ele, eu não teria vindo para a Europa e você e eu não estaríamos juntos." – me olhou nos olhos e eu neguei.
- "Eu acho que era só uma questão de tempo para que nos conhecêssemos." – Rach enrugou a testa. "veja, seguramente Kurt teria me obrigado a acompanhá-lo para ver uma de suas obras." – ela concordou. "e vamos..." – levantei os ombros. "quando você me visse definitivamente teria caído rendida aos meus pés." – sorri. Ela revirou os olhos e me bateu no braço.
- "É um arrogante!" – soltou cruzando os braços.
- "Mas não poderia viver sem esse arrogante." – brinquei.
- "E você não poderia viver sem mim." – contestou com um grande sorriso.
- "Nisso tem toda a razão." – me inclinei e lhe dei um beijo. "Bom, agora..." – olhei para a lista. "... quem será a dama de honra?"
- "Terei três damas." – ri ao ver que não podia escolher uma de suas amigas.
- "Sabe..." – peguei a mão dela. "quando tivermos um filho..." – Rach abriu os olhos e assentiu. "queria que a Dupla Cupido fossem os padrinhos." – Rach concordou sorrindo.
- "Seriam perfeitos." – suspirou, quase poderia dizer que os passos iniciais de nosso amor esse dois que nos ajudaram a dar. "o que segue?"
- "Quer algo grande ou mais simples?"
- "Simples, só nossos familiares e amigos mais próximos." – assenti e anotei.
- "Sabe quem eu gostaria de convidar?" – Rach se recostou na mesa, esperando que continuasse. "Alicia." – ela me dedicou um olhar assassino.
- "Nem te ocorra..." – ri suave e anotei Alicia na lista. "Risque." – me ordenou e eu neguei divertido. Rachel se colocou de pé, me empurrou para trás e se sentou em meu colo.
Pegou o lápis e escreveu.
"Nem sonhe que virá em meu casamento."
Depois riscou o nome da garçonete. Ri divertido enquanto me esticava para pegar um morango e intencionalmente deixei cair sobre as costas dela, fazendo com que minha pequena se estremecesse.
- "Perdão." – disse tratando de juntá-lo, mas no processo lambuzei de creme uma parte de suas costas, seu pescoço e sua clavícula.
Rach não me respondeu uma palavra, só permaneceu imóvel no meu colo. Me inclinei, primeiro com minha língua e depois com meus lábios comecei a limpar o desastre. A respiração de Rachel se agitou e minhas mãos apertavam sua barriga enquanto minha boca se apossava de seu pescoço.
Alcancei outro morango e delicadamente fiz com que Rachel se inclinasse apoiando os cotovelos na mesa, me deixando livre acesso a suas costas. Grudei meu nariz em sua pele para gravar sua suave essência. Rach enrolou suas pernas nas minhas e pude ver ela apertando os olhos...
Lentamente voltei a passar um morango pelas costas dela e limpei os resíduos com minha língua, isso fez com que ela emitisse um gemido e eu no mesmo instante reagi diante sua excitação. Rachel sentiu meu membro e imediatamente apertou minha coxa, provocando que seu traseiro roçasse mais contra mim.
Uma de minhas mãos se deslizou pela abertura na lateral de seu vestido, até que cheguei no início de seu seio. Sua respiração se agitou mais e meu coração batia descontrolado. Acariciei seu seio até chegar no mamilo e o massageei lentamente, conseguindo que ambos gemêssemos com força.
Minha outra Mao estava apertando seu quadril para manter o roce. Rachel começou a gemer.
- "Por favor, dessa vez não me deixe assim." – suplicou e eu neguei com os lábios grudados em sua clavícula.
- "Não planejo fazer." – contestei com minha mão esquerda acariciando seu seio. Movi a direita até seu quadril e introduzi embaixo do vestido.
Emiti um gemido abafado quando me dei conta de que ela não estava de calçinha. Tratei de continuar o caminho até seu centro, mas o vestido apertado não me permitiu. Com a mão esquerda fiz ela se recostar sobre meu peito e isso me permitiu continuar deslizando minha outra mão.
Quando meus dedos roçaram sua intimidade, Rach murmurou meu nome acompanhado de um gemido. Minha respiração acelerou mais e meu membro queria ser liberado. Minha noiva levou suas mãos até minha cabeça e enrolou seus dedos no meu cabelo, fazendo com que eu me excitasse por completo e grudasse meus lábios na sua clavícula, dando pequenas chupadas.
Com meus dedos acariciei sua intimidade e quando introduzi um dedo, Rachel preferiu um grito abafado e apertou as pernas.
- "Continua..." – me animou com a voz agitada pela excitação. Movi meu dedo de dentro para fora, enquanto ela gemia entre meus braços.
Cada um dos sons e movimentos de Rach não só faziam que meu corpo a desejasse, meu coração sabia que jamais encontraria alguém melhor. Minha pequena apertou mais seus braços e eu imediatamente introduzi um segundo dedo em seu centro. Olhava seu rosto retorcido de prazer enquanto ela tentava calar seus gritos, mordendo o lábio.
Rachel se mexia de cima para baixo sobre mim, fazendo um roce enlouquecedor sobre meu corpo. Soube que ela ia alcançar o ápice quando suas unhas cravaram em meu pescoço e suas pernas soltaram as minhas. Minha pequena gritou e seus fluidos cobriram minha mão. Sentia que minha cabeça ia explodir de tanta paixão, excitação e ardor percorrendo meu corpo.
Nesse momento um delicioso calafrio percorreu meu corpo, subi minha mão para a barriga dela, permitindo ela se recompor, sua respiração foi se normalizando, mas em nenhum momento deixou de exercer um delicioso roce sobre mim. Finalmente se virou um pouco e nos beijamos.
Suas mãos estavam em meu pescoço e as minhas no quadril dela.
- "Te amo." – sussurrou para mim e separou suas mãos de meu pescoço para levá-las até minha calça. Antecipando seu movimento a peguei em meus braços e a carreguei, sem deixar de nos beijar a levei para meu quarto.
Recostei ela na cama e me coloquei sobre ela, enquanto Rachel enrolava suas pernas na minha cintura. Cortei o beijo e me incorporei para buscar proteção. Quando voltei Rach estava de joelhos sobre a cama, me chamou com o dedo indicador e fechou meus olhos de maneira sensual.
Me aproximei e a beijei, mordendo seu lábio. Ela abriu a boca e nossas línguas se roçavam encontrando a perfeita sincronia. Rachel me tirou a gravata e o casaco, enquanto eu fazia o mesmo para desabotoar a camisa e o cinto.
Ela sorriu quando seus dedos tocaram minha pelve e eu me estremeci diante a prazerosa sensação. Fechei os olhos e me deixei levar pela plenitude do momento. Rach se desfez das últimas peças, enquanto eu deslizava minhas mãos sobre seus ombros provocando que seu vestido caísse lentamente.
A vista era perfeita e demasiado excitante para minha segurança e a dela. Rachel se lançou em meus braços, o que provocou que perdesse o equilíbrio e fossemos bater contra a parede, nos beijando de maneira frenética. A fricção entre nossos centros nus fazia com que eu perdesse o ar e emitisse gemidos abafados.
Girei e Rachel ficou encostada contra meu escritório, peguei suas pernas e a levei para minha cintura, ela apertou deixando a mínima distancia entre nossos corpos, coloquei minhas mãos em suas bochechas e a beijei apaixonadamente, ao mesmo tempo introduzi meu membro de uma estocada. Rach separou nossos lábios para lançar um excitante grito, meus movimentos e nossos gemidos iam no mesmo ritmo. Grudei uma de minhas mãos nas costas dela e uma gota de suor se deslizou até meu dedo. Aumentei meus movimentos ao sentir que ela estava para chegar ao clímax.
Ela o alcançou gritando meu nome e eu cheguei uns segundos depois abafando um forte gemido com minha boca contra o pescoço dela. Voltamos a nos beijar e continuamos nos acariciando por vários minutos desfrutando um do outro.
Lentamente me separei dela e acariciei com minha mão a bochecha dela, enquanto a olhava nos olhos, que tinham um novo brilho de desejo e amor.
- "Te amo." – lhe disse antes de voltar a beija-la.
Finalmente a carreguei até a cama e nos recostamos.
Ela se aconchegou em meu peito e eu a abracei. Pouco a pouco o sono foi nos vencendo e ficamos dormindo. Eu me sinto o homem mais felizardo, não somente encontrei uma mulher linda, inteligente e divertida, mas que também essa mesma mulher é a única que consegue fazer amor comigo.
Meu despertador tocou e esfreguei meus olhos. Sorri ao reconhecer o embriagador perfume de uva. Abri os olhos e ali estava minha preciosa noiva me observando.
- "Bom dia!" – lhe disse enquanto me aproximava para beija-la.
- "Bom dia Finny." – contestou quando nossos lábios se separaram.
- "Dormiu bem?" – voltei a abraça-la.
- "Perfeitamente." – suspirou. "deve ir treinar?" – perguntou enrugando a cara e eu assenti de má vontade. "vá se banhar então." – disse enquanto dava umas palmadas sobre meu peito.
Bufei e me levantei sem vontade, fui pegar roupa limpa e de repente uma maravilhosa ideia passou por minha cabeça.
- "Rach..." – disse colocando minha cabeça para fora do banheiro, ela se virou para me olhar. "Não quer vir ao treino comigo?" – perguntei feliz.
- "Não acho que essa roupa seja a adequada." – apontou seu vestido.
- "Vá ao quarto de Puck." – propus. "acho que ele e Quinn esqueceram um pouco de roupa." – Rach pulou da cama, me deu um rápido beijo e saiu do quarto.
Quando saí do banho escutei o chuveiro do quarto ao lado, desci e preparei um par de torradas e suco. Rach chegou na cozinha com os mesmos sapatos de ontem, uma blusa branca e um short listrado que fazia suas pernas parecerem mais longas e estilizadas.
A beijei e depois lhe dei seu café da manhã. Subimos no carro com os sucos nas mãos, dirigi até o estádio e lá dentro acompanhei Rach até o gramado. Novamente a beijei e corri para os camarins.
- "Ei Puck..." – disse ao ver o novo pai se trocando. "como estão Beth e Quinn?" – perguntei enquanto eu também colocava meu uniforme.
- "Bem." – contestou em meio a um bocejo. "Beth se movia muito em sua berço." – voltou a bocejar. "quase nem dormi a vigiando." – tratou de se alongar.
- "Não acha que está exagerando?" – questionei e ele negou.
- "E me contaram que já deu o anel para Rachel." – ambos íamos a caminho do gramado. Eu concordei.
- "Ontem a noite jantamos em minha casa para celebrar." – me virei para cumprimentar Rach e ela ficou de pé e moveu sua mão.
- "Espera." – olhou para Rach por um segundo. "essa roupa é de Quinn. Ontem jantaram e hoje a trouxe..." – Puck enrugou a testa. "Já fizeram..." – gritou a pleno pulmão.
- "Não." – gaguejei. "cale-se." – exigi.
- "Claro que sim..." – disse convencido. "mas não importa se não quer me contar." – levantou os ombros. "isso tem que celebrar, temos que voltar para o bar." – me bateu no ombro. "celebraremos seu compromisso e o nascimento da minha Beth."
As seguintes semanas passamos organizando uma saída em grupo, averiguamos e Alicia já não trabalhava no lugar, então no sábado 16 de tarde faríamos uma mini festa no nosso antigo bar.
POV RACHEL
Me sentei nas cadeiras para ver ele treinando, como sempre se mexia de um lado a outro embaixo no gol e gritava para seus companheiros aonde deveriam se mover. Meu telefone tocou e me mexi para tirá-lo do bolso do short.
- "Olá." – sussurrei.
- "Rachel Berry." – gritou Santana. "aonde demônios está?" – eu revirei os olhos enquanto bufava. "se supõe que Quinn está nos esperando." – respirou. "e devemos chegar antes de Puck..."
- "Não podemos chegar antes que ele." – a interrompi.
- "Como que não, veja Rachel..." – respirei fundo.
- "Estou com Finn, ok?" – disse um pouco desesperada.
- "Não sei o que estão fazendo, mas tem que chegar antes do Puck." – ameaçou.
- "Está bem..." – contestei resignada e desligamos.
Esperei que terminasse o treinamento e corri para encontrar com Finn.
- "Pelo menos deixe ele tomar banho." – se queixou Puck quando me viu. Mordi o lábio para não fazer uma cena.
- "Olá Rach." – me cumprimentou Sam.
- "Olá Sammy." – o cumprimentei com a mão enquanto ele entrava no vestiário.
- "O que passa?" – perguntou meu namorado passando sua mão pela minha bochecha.
- "Devo ir..." – lhe disse com um bico. "as meninas querem uma reunião." – ele bufou.
Me dê um momento." – saiu correndo e voltou pouco depois. "leve o carro." – me entregou as chaves.
- "Te amo." – lhe dei um beijo e fui. "Já cheguei." – gritei quando entrei em minha casa. Santy desceu correndo e me segurou pelo braço.
- "Andando." – caminhamos para fora. "tem que passar para pegar Britt." – me indicou.
Fomo por ela e todas permanecemos em silencio durante o caminho. Estacionamos em frente a casa de Quinn e tocamos a porta. Um tempo depois nossa amiga abriu.
- "Até que fim." – disse. Nos fez entrar e nos guiou até seu quarto, onde Beth dormia tranquilamente sobre a cama.
- "Muito bem Rach..." – se apressou em dizer Q. "queremos detalhes.
- "Começa pela proposta." – disse Tana se acomodando no chão.
- "Bom..." – suspirei. "foi na frente da tumba do pai dele." – todas abriram os olhos. "e foi perfeito, me disse que me amava e que desde que me conheceu não tem nada que quisesse fazer se eu não estava ao seu lado." – uma lágrima desceu ao recordar suas palavras. "me disse que se eu aceitasse faria esses dois corpos uma só alma para a eternidade." – as meninas tinham as mãos em suas bocas e meu coração batia como louco.
- "Mostre o anel." – pediu Britt, estendi minha mão para todas.
- "Rach, é precioso." – eu concordei.
- "Agora conte sobre ontem a noite." – disse Santy levantando as sobrancelhas. Suspirei cheia de completo e puro amor.
- "Bom, o jantar esteve delicioso e Finn está pendente de todas as coisas que eu quero no casamento." – contei cada detalhe.
- "Me diga que aplicou uma das minha táticas de sedução." – disse Santana se aproximando de mim e eu neguei.
- "Na realidade eu fui a seduzida." – todas riram. "me sentei no colo de Finn e ele..."
- "Espera." – gritou Quinn. "como se você sentar no colo dele fosse um ato completamente inocente." – revirei os olhos e Beth começou a choramingar. Sua mãe a pegou nos braços. "perdão bebê, é que sua madrinha é demais." – todas soltamos uma gargalhada.
- "Continue." – suplicou Britt.
- "Eh... Finn usou o doce e passou nas minhas costas, terminamos no quarto fazendo amor." – pulei a maioria dos detalhes, na verdade não podia descrever com palavras como Finn me fez vibrar com cada carícia. Sorri. "foi magnífico." – todas assentiram.
Ficamos um pouco mais com Quinn até que Puck chegou e nos contou os planos de celebração. Todas estivemos de acordo e combinamos em deixar para daqui a 15 dias as 15 horas, assim Beth e Quinn poderiam ir.
Nas semanas seguintes Finn e eu tivemos que dar milhares de entrevistas sobre nosso noivado, fomos a jornais, revistas e televisoras. Muitos deles chegavam a nos procurar em casa, mas nos últimos dias as coisas voltaram a calmaria.
No dia da mini festa, Finn chegou para buscar Santy e eu, me lancei em seus braços e nos beijamos.
- "Deixem o amor para depois." – se queixou Tana, enquanto subia no carro. A seguimos e Finn dirigiu até o bar.
Ali estava Tina, Mike, Kurt, Blaine, Sam, Quinn, Beth e Puck. Pouco depois chegou o casal faltante e as garçonetes não paravam de admirar minha bela afilhada que dormia tranquila no carrinho.
- "Boa tarde." – disse o DJ. "hoje é tarde de duplas, então todos estão convidados para subir e nos deleitar com suas interpretações." – aplaudimos.
- "É nossa tarde." – disse Sam para minha amiga, enquanto dava um rápido beijo nela.
- "E eu tenho a música perfeita." – contestou ela. Saiu correndo para pedir.
- "Quer que cantemos?" – me sussurrou Finn no ouvido e eu concordei feliz. "eu vou escolher a música." – assegurou. Eu sorri e ele seguiu o caminho de Santy.
Pouco depois anunciaram que Sam e Santana cantariam 'Party for two'. Todos gargalhamos.
'Uma festa só para eles, seguramente teriam que sair daqui.' – pensei enquanto continuávamos rindo. Santy e Sam dançavam por todo o palco enquanto nós aplaudíamos e gritávamos.
- "Muito bem garotos." – felicitou o DJ. "agora é a vez do futuro casal de esposos." – Finn me pegou pela mão e me ajudou a subir no palco. 'Se não tivesse te conhecido'. Olhei para Finn sorrindo pela linda música que escolheu.
Cada um pegou um microfone e ficamos ao lado de mãos dadas. A musica começou a tocar e fizemos nossas entonações.
(Rachel)
Como um belo amanhecer, seu amor um dia chegou
Por você parou de chover e o sol saiu de novo
Iluminando minhas noites vazias.
Me girei para cantar olhando para ele e ele apertou minha mão.
(Finn)
Desde que te conheci, tudo em minha vida mudou
Soube ao te olhar, que ao fim se afastaria a dor
Que para sempre seriamos dois
(Juntos)
Apaixonados, sempre de mãos dadas, eternamente
Se não tivesse te conhecido
Não sei o que teria sido de mim
Sem seu olhar apaixonado não sei se poderia viver...
Finn também se virou para ficarmos de frente e sorriu para mim, depois me atraiu até ele e apoiou com força sua mão em minha cintura. Eu parei na ponta dos pés e assim ficamos separados pela mínima distancia.
(Rachel) O que teria sido de mim Ohhhh... Nada tem sentido
(Finn) Se não é com você
(Juntos) Não sei
(Rachel) O que teria sido de mim
(Finn) Teria sido
(Juntos) Sem seu olhar apaixonado não sei
(Finn) Se eu poderia viver
(Rachel) Sem a batida do seu coração
(Finn) Sem você, o mundo é mais frio
(Juntos) Nada teria sentido sem nunca ter te conhecido
Ele se aproximou e colocou suas mãos em meu pescoço, me beijou lentamente até que os assovios de nossos amigos fizeram que nos separássemos. Descemos e várias garotas rodearam Finn para pedir autógrafos, eu fiquei de lado para que ele atendesse elas.
No princípio esse tipo de coisa me dava muito ciúmes, mas Finn me assegura a cada segundo que só ama a mim, além do mais quando eu estava na Broadway convivia diariamente com muitos fãs. Busquei espaço entre as pessoas para chegar até meus amigos, encontrei um espaço e comecei a avançar.
Uns braços seguraram minha cintura e tratei de me separar no reduzido espaço.
- "Amor, senti tanta sua falta." – fiquei sem respiração, dessa vez não estava imaginando, dessa vez era ele sim. Tentei gritar, mas o som ficou preso na minha garganta. "Rachel, amor." – repetia Jesse encostando sua cabeça nas minhas costas.
- "Jesse, me solta." – disse em um sussurro. Ele me girou e ao ver seu rosto minha respiração agitou. "Me solta." – tratei de me safar do seu agarre.
- "Você não sentiu minha falta?" – me perguntou. Por acaso estava louco? Como ia sentir falta dele?
- "Jesse." – escutei o grito de Quinn e a alma voltou para meu corpo, sabia que logo alguém me ajudaria.
- "Me solta." – gritei para ele, recobrando as forças. Quando vi uma grande sombra perto de mim soube que era Finn. Meu namorado com um puxão me afastou de Jesse.
- "Não se atreva a voltar a tocar nela." – o ameaçou. As pessoas se afastaram formando um círculo ao nosso redor.
- "Vamos Finn, o que passa com você?" – lhe contestou Jesse com um grande sorriso. "está bravo porque despedi Alicia?" – no momento tudo se encaixou. Artie vendeu o bar para um cara que acabava de chegar dos Estados Unidos, esse cara era Jesse.
Eu não podia ter pior sorte. Havíamos justamente escolhido vir morar no país que Jesse decidiu ir se esconder. Finn se moveu para a esquerda para colocar seu corpo entre nós, ainda assim levantei a cabeça, pois queria ver e ouvir que outra coisa dizia Jesse.
Jesse tratou novamente de me alcançar, mas Finn o empurrou.
- "É sério, te advirto... não a toque." – a voz de Finn estava completamente distorcida pela raiva e tinha a musculatura tensa.
- "Não." – gritou Jesse e eu me encolhi. "eu te advirto, você não se meta." – empurrou meu namorado no peito. "ela é minha." – enfatizou a última palavra, nesse momento Britt e Tana me pegaram pelos braços e me fizeram retroceder.
- "Se equivoca. "Finn se virou para me olhar. "Rachel será MINHA esposa." – lhe disse com superioridade. Jesse não suportou e levou seu punho direito na cara do meu namorado e ele se contorceu de dor.
- "Finn." – gritei sentindo como as lágrimas desciam, tratei de correr até ele, mas as meninas me impediram.
A segurança do lugar se aproximou, mas nossos amigos rodearam eles impedindo que alguém se metesse.
- "Continue gritando por ele, cachorra maldita." – gritou para mim Jesse e justo nesse momento Finn lhe deu um soco no nariz que o fez cair no chão.
- "Não volte a insultá-la." – Jesse tratou de se incorporar mas Finn colocou o pé sobre sue peito. "Rachel agora tem que a defenda." – lhe assegurou. Finn retrocedeu para soltá-lo e imediatamente Jesse chutou seu joelho e ficou de pé em um pulo correndo até a mim.
Sam foi mais rápido que ele e ficou na nossa frente e lançou Jesse de volta para Finn.
- "A polícia já vem pra cá." – disse Quinn atrás de nós. Eu apenas pedi que chegassem logo e acabassem com isso.
Jesse e Finn se batiam, enquanto eu gritava tratando de me libertar. Novamente Jesse foi ao chão e meu namorado ficou sobre ele e começou a bater no rosto dele.
- "Já, por favor..." – supliquei e Puck como pode se aproximou de Finn e começou a puxá-lo pelo braço.
Finn não parava e com o punho livre continuava com a briga.
- "Amigo, pare... já é suficiente." – gritou para ele Noah. "Vá com Rachel." – lentamente meu namorado foi abaixando a velocidade dos golpes. Respirei aliviada quando se levantou e se virou para mim.
As meninas me soltaram e eu corri para seus braços com os olhos cheios de lágrimas.
- "Finny..." – disse. Ele grudou suas mãos em minha cintura e cravou sua cabeça em minha clavícula. Eu me escondi em seu peito e enrolei minhas mãos no pescoço dele. "Está bem?" – lhe perguntei com um fio de voz.
- "Sim minha pequena." – se afastou de mim para me olhar. "e você?" – unicamente assenti.
Ao ver que tinha um lado da boca roxo e com sangue, mais lágrimas saíram dos meus olhos e elevei minha mão para seu golpe. Finn enrugou a cara pela dor.
- "Me perdoe." – lhe pedi em um sussurro. Por minha culpa ele tinha saído ferido.
- "Garotos, vocês dois podem ir." – nos interrompeu Quinn. "Santy e eu levaremos Jesse para a delegacia.
- "Mas e nossa declaração?" – disse assustada.
- "Se necessitarmos algo te ligamos, ok?" – ambos concordamos.
- "Já chamei um taxi para você." – Sam ficou perto de nós. "não acho que nenhum dos dois possa dirigir." – eu estava tremendo e Finn ainda se via alterado.
Saímos do bar e o taxi já estava ali. Subimos e Finn pegou minha mão, quando vi seus dedos quebrados e cheios de sangue, fiquei pasma.
- "Tranquila pequena, estou bem." – me abraçou forte contra ele. "nada disso é sua culpa." – Finn acariciou meu cabelo. "Te amo e faço o que for para te proteger." – pegou meu rosto e me deu um beijo.
Ao chegar em casa, corri para a cozinha e coloquei uma água para esquentar, depois fui para a geladeira e peguei gelo. Cheguei na sala com ambas coisas.
- "Coloque isso no lábio." – lhe dei a bolsa de gelo e saí apressada para meu quarto para buscar sabão, faixa e uma pomada.
- "Se acalme." – me pediu segurando minha mão e me sentando em seu colo, enquanto ainda sustentava a bolsa de gelo contra seu lábio.
- "Não quero que infeccione." – ele concordou com um pequeno sorriso meio de lado e isso fez com que eu me tranquilizasse um pouco. "as mãos..." – ordenei e ele colocou elas de forma que continuasse me rodeando.
Molhei as faixas com água e sabão e passei sobre suas feridas. Finn enrugava a cara e emitia pequenos gemidos, haviam momentos em que dava pulinhos. Eu o beijava de vez em quando, tratando que isso o melhorasse. Quando terminei de limpar as mãos dele, coloquei a pomada e depois com cuidado coloquei uma faixa para que o creme fizesse efeito.
Me aconcheguei contra seu peito e estivemos abraçados em silencio. Sim, talvez eu tivesse má sorte, mas a vida ao lado de Finn sempre é melhor.
- "Rach..." – disse e me incorporei para olhá-lo. "o fato de Jesse aparecer muda algo entre nós?" – perguntou e eu enruguei as sobrancelhas. "ainda quer se casar comigo?" – murmurou abaixando o rosto e eu imediatamente o fiz levantá-lo.
- "Mais do que antes." – lhe contestei e lhe dei um rápido beijo.
- "Eu acho..." – disse Santy entrando na casa. "... que segundo os recentes acontecimentos..." – Sam vinha com ela. "... vocês tem duas opções..." – se sentou perto de nós. "...casar antes ou depois do julgamento contra esse desgraçado." – moveu suas mãos.
- "Antes." – contestamos em uníssono.
- "Bom, então tem uns três meses para organizar tudo." – Finn e eu nos olhamos.
- "Eu viajarei amanhã para os Estados Unidos para arrumar a papelada de extradição." – Sam suspirou. "Quinn ajeitará tudo daqui e estamos seguras que com todas as provas que temos em aproximadamente alguns meses te chamarão para declarar novamente." – Finn me abraçou forte. "logo estará atrás das grades." – nos assegurou.
O telefone de Sam tocou e ele se levantou para atender, enquanto Santana nos explicava o processo a seguir e os motivos pelos quais eu devia voltar a declarar.
- "Outra coisa Finn..." – disse Santy com um sorriso maléfico. "amei o novo visual que deixou na cara de Jesse." – começou a rir e eu neguei. Graças a isso, Finn agora tinha os dedos quebrados.
- "Finn." – disse Sam entrando na sala. "a treinadora quer saber se você pode jogar na quarta." – ele me olhou e depois se virou para seu amigo.
- "Não, acho que não." – respirei aliviada. Se arriscasse a jogar e terminar pior?
Sam continuou falando e um pouco depois pegou de novo seu lugar.
- "Blaine já explicou tudo para ela, disse que amanhã deve ir para que o médico te veja." – meu namorado concordou. "voltando para o casamento..." – disse Sam coçando a cabeça. "Carole, Kurt, Britt, Artie e eu podemos ajudar com todos os preparativos." – olhei para meu namorado e ele concordou.
- "Trinta de novembro?" – inquiriu rapidamente.
- "Já temos data para o casamento." – disse antes de beijá-lo.
OBS. 1: História original escrita por IRINA MONTEITH na fanfic EL JUEGO DEL AMOR ( s/6979169/1/El_Juego_del_Amor)
