Até os mais fortes, às vezes caem – Capitulo 13.

Autora: Karla Malfoy;

Beta: Moe Greenishrage

Par/Personagem: Sherlock Holmes e John Watson;

Classificação: M (13+)

Resumo: John é forçado a ver algo que está debaixo de seu nariz e que não queria ver. Às vezes, as pessoas que estão do nosso lado são aquelas que são destinadas a ser nossa fortaleza. E quando essa fortaleza cai nos vemos perdidos. Será John capaz de aceitar o inevitável? Será ele capaz de fazer com que sua fortaleza volte a ser forte e indestrutível, sem que isso o destrua por dentro, mesmo que isso signifique abandonar o que lhe é mais precioso?

Disclaimer: Sherlock Holmes, suas histórias e seus personagens foram criados por Sir Arthur Conan Doyle, a serie televisionada foi criada por Steven Moffat e Mark Gatiss e são de propriedade da BBC. E eu sou só uma fã ardorosa de seus personagens, quer dizer de alguns, pois têm outros que dá vontade de matar... (cara de brava) e só para lembrar... Eu não quero e nem pretendo ganhar dinheiro com eles. Seria felicidade demais para uma pessoa só, deixo isso com o povo da BBC...

Avisos: Está fic é de conteúdo Slash, ou seja, relacionamento entre homens. Se não gosta, por favor, não leia.

Nota da Autor: Primeiramente, gostaria de pedir desculpas pelo atraso. Problemas de bloqueio de criatividade, problemas pessoais e no trabalho me impediram de postar o capítulo antes, sorry. Segundo, o capítulo treze ficou enorme e minha beta, a Moe, e eu achamos por bem dividi-lo, pois era muita informação e talvez a leitura se tornasse cansativa. Então a cena dos próximos capítulos que mostra Sherlock e John presos ficou para o capítulo 14. Espero que me perdoem pelo atraso. Enjoy.

Tempo de Escolher

John sentia a água cair sobre sua pele, o chuveiro ligado, há muito tempo esquecido. Ele já não sentia frio, já não sentia nada. Seu corpo e mente estavam entorpecidos, era quase como se não tivesse mais corpo. Ele ficou vários minutos olhando para o teto sem realmente ver, sua mente não estava ali. John estava repassando em sua cabeça o que tinha acontecido entre ele e Sherlock naquele box, revivia cada segundo, queria marcar com ferro em sua pele tudo o que sentiu. O loiro ainda tinha dificuldade para respirar ao lembrar-se das sensações que Sherlock deixou gravadas tão fundo em sua alma.

Uma vozinha bem no fundo da mente de John questionava o porquê disso. Sherlock nunca faria aquilo sem um motivo lógico e prático, talvez fosse apenas uma experiência nova para resolver algum outro caso que ele não estava sabendo.

O loiro abriu os olhos e a sensação de prazer foi substituída pelo gosto amargo da dúvida. Sherlock estava brincando com ele? De novo? John se desencostou da parede, desligou o chuveiro e saiu do box. Sua toalha não estava mais na cadeira, então ele andou pelo quarto, deixando um rastro molhado pelo chão que o teria incomodado em qualquer outro dia ou situação, mas naquele momento nada importava. O loiro podia sentir uma mão invisível apertar seu coração.

John abriu a porta do guarda roupa, pegou uma toalha e secou seu corpo na frente do espelho. Olhou para o homem refletido nele: loiro, seu cabelo havia crescido um pouco, perdendo o corte no estilo militar, ele deveria ir ao barbeiro para cortá-lo. Apesar de não ser mais tão novo, seu corpo ainda estava em forma, viu a cicatriz em seu ombro esquerdo, que não era uma visão muito agradável. As maçãs do rosto estavam vermelhas e havia várias marcas roxas que se espalhavam por seu pescoço e tórax. John virou de costas e viu marcas vermelhas em sua nádega esquerda. Ele engoliu em seco, sentindo sua garganta fechar. Aquelas marcas o lembravam de que não tinha sonhado, lembravam que o que tinha acontecido era realidade.

Mas o que realmente o incomodava era não saber o real significado daquilo. Por que Sherlock tinha invadido o seu quarto e o seu banheiro? Por que o moreno tinha entrado no box para tocá-lo de forma tão íntima? O loiro tinha várias perguntas e nenhuma resposta. Uma parte dele, uma pequena e estúpida parte romântica, queria acreditar que Sherlock estava interessado nele, ou que pelo menos estava começando a se interessar. Afinal, a forma como ele tinha perguntado com quem John estava sonhando tinha soado arrogantemente possessiva. John riu do pensamento ridículo.

Quando ele tinha tocado a mão de Sherlock na cela, o moreno se afastou como se tivesse levado um choque. Então, de repente, ele entra como um furacão em seu quarto, o masturba e o faz gozar só com sua boca?

John se jogou na cama, frustrado, seu cérebro imerso em confusão. Por quê? Era tudo o que queria saber. Por que Sherlock tinha feito isso? Ele nem sabia que Sherlock tinha conhecimento suficiente para fazer algo como sexo oral. Ele sempre tinha visto seu amigo quase como um virgem inexperiente. Certa vez, o moreno havia comentado que lia muito, mas não tinha como uma pessoa aprender por livros o que ele tinha feito a John, a técnica com a boca e a língua, a pressão certa em cada ponto. Aquilo não se aprendia em livros, o inferno que não! Aquilo requeria prática, muita prática.

E a certeza de que alguém já tinha tocado naquele corpo esbelto e pálido fez o monstro do ciúme crescer dentro de John. Quem tinha sido? Quando?

- Merda! – John passou as mãos pelo cabelo, irritado.

Ainda tinha uma hora antes que seu despertador tocasse e ele precisasse ir trabalhar. John gemeu, frustrado, não descansaria muito em uma hora. Desistiu e então se levantou da cama e se vestiu para sair. O loiro desceu as escadas, com a intenção de ir à cozinha e fazer seu café da manhã. Com o tempo que tinha, podia ir ao trabalho andando, isso lhe daria tempo para pensar ou, simplesmente, para não pensar em nada.

Mas, quando pisou no último degrau da escada, pôde ver um tufo de cabelos negros no sofá. John sentiu uma sensação gelada tomar conta de seu peito. O loiro ficou muito tentado em voltar correndo para seu quarto, mas engoliu a sensação de pânico e foi em direção à cozinha, como se não tivesse visto o moreno no sofá.

John colocou água na chaleira e ficou observando o fogo. O loiro tentou ser o mais silencioso possível, sabia que Sherlock provavelmente não estava dormindo, ele quase nunca dormia, mas não queria chamar atenção para si.

O moreno tinha feito uma pergunta e ele não tinha respondido, Sherlock com certeza já sabia a resposta, mas teimava em querer escutar o óbvio da boca do loiro. Ele ia ter que esperar sentado, pois John preferia morrer a confessar que tinha sonhos eróticos com o amigo.

Além disso, ele sabia, tinha certeza que o amigo iria lhe infernizar com isso pelos próximos dias, do mesmo jeito que fez quando pegou John se tocando no banheiro. O loiro não estava com o menor ânimo para isso, então ele faria a mesma coisa que Sherlock estava fazendo, fingiria que nada tinha acontecido. Ele podia fazer isso, com certeza podia. Se Sherlock conseguia, os dois podiam jogar o mesmo jogo.

- Quem eu estou querendo enganar? – John perguntou para si.

A água da chaleira ferveu, ele fez seu chá e o tomou. Mas o líquido não fez o efeito que fazia todos os dias. O calor e a sensação de satisfação não vieram. O loiro olhou frustrado para sua caneca, será que ele tinha errado a quantidade de chá? Ou a temperatura? Ou mesmo a quantidade de leite? Estaria tão distraído assim?

John ficou vários minutos olhando para sua caneca, até sentir alguém tirá-la de seus dedos.

- Mas o quê? – John olhou para o ladrão de chá e viu Sherlock ao seu lado.

- Mais um pouco e você vai furar a caneca com os olhos. – Sherlock levou a caneca aos lábios e tomou o chá. – Achei que estaria mais relaxado. – O moreno pegou a torrada intocada de John que estava em cima da mesa e deu uma mordida. – Você é um homem difícil de agradar, John Watson.

O loiro lembrou-se do que tinham feito no banheiro e sentiu que ficava vermelho. John queria responder à provocação, queria dar uma resposta mordaz, curta, fria, talvez até cruel, mas a única coisa que conseguiu foi sair da cozinha sem dizer nada, pegar sua bolsa que estava jogada em sua poltrona e ir em direção à porta da sala para sair. Antes que chegasse à maçaneta da porta, Sherlock o chamou.

- John?

- O que foi, Sherlock? - O loiro não se virou, mas ouviu passos lentos em sua direção.

Ele congelou ao sentir as mãos de Sherlock em seu ombro, o virando para ele. O moreno tinha algo em suas mãos, colocou em volta de seu pescoço e fez um pequeno nó. Depois de alguns segundo, John percebeu que usava o cachecol do moreno.

- Mas o q... o que? – John viu que Sherlock tinha um enorme sorriso em seu rosto.

- Acredito que se esqueceu das marcas em seu pescoço.

- Oh! – John levou a mão em direção a sua garganta, ele realmente tinha esquecido as marcas.

- A não ser, é claro, que queira exibi-las na rua. – Sherlock deixou um John sem fala na sala e voltou para a cozinha.


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John foi andando para o serviço, sem prestar muita atenção para onde estava indo, sua mente em um emaranhado de pensamentos desconexos. Ele não pensava em nada em particular, mas em tudo ao mesmo tempo. Será que era assim que a mente de Sherlock funcionava? Se fosse assim, o loiro não sabia como seu amigo não tinha ficado louco.

John pensava nos assassinatos, no homem bomba, em Sherlock, na viagem que tinham feito a Salisbury, no assassino de sua irmã, nas ligações que não tinha feito aos seus pais, nos comentários de Anderson, no aviso que Mycroft tinha feito sobre seus sentimentos para com Sherlock, nas horas que ficaram presos na Scotland Yard, em Sara, nas vezes que Sherlock lhe tocou, no banheiro, em seu quarto, no lubrificante que Sherlock havia comprado no supermercado, no prazer que o moreno havia lhe proporcionado no banheiro.

Seus pensamentos foram interrompidos quando sentiu algo atingindo seu ombro esquerdo.

- Mas que inferno! – John xingou, sentindo uma onda de dor por todo o seu corpo. O ferimento de bala já havia cicatrizado, mas o local, por vezes, era muito sensível.

- Me desculpe, te machuquei? – A voz era hesitante - John?

O loiro levantou os olhos para se deparar com Sebastian. O olhar do rapaz era de preocupação.

- Sebastian? – John quase não reconheceu o rapaz, ele estava vestido em um terno, que, na opinião de John, era muito caro. Ele também tinha nas mãos uma valise, daquelas usadas para carregar um instrumento musical. Ele parecia infinitamente mais velho e... John tentou formular a palavra em sua cabeça... sexy?

Sebastian colocou a valise no chão, se aproximou de John e tocou seu ombro, o mais velho se afastou com o toque.

- Desculpe, só queria ver se estava tudo bem com seu ombro.

John olhou para ele confuso, o rapaz parecia saber sobre a lesão em seu ombro, mas o loiro não se lembrava de ter dito nada a esse respeito para Sebastian.

- Não, está tudo bem. Meu ombro está ok.

- Você parecia distraído. Desculpe, eu também estava, por isso trombei em você. – Ele sorria, sem graça.

- Não tem o que desculpar. Nenhum dano permanente. – John sorriu.

- Desculpe, tenho que ir. – Sebastian parecia ansioso e olhava para trás como quem procura alguma coisa ou alguém. Para a maioria das pessoas o rapaz estava normal, mas não para os olhos treinados de John, que pôde perceber sua ansiedade.

- Algum problema? – O loiro perguntou, preocupado. Sebastian o olhou como quem se lembra de que estava conversando com alguém.

- Oh, não... Só atrasado. – Sebastian pegou sua valise do chão, se aproximou mais de John e disse em um tom baixo e provocante. – Desculpe pelo outro dia.

Mas para John, apesar das palavras, ele não parecia nem um pouco arrependido.

- Colocaram algo na minha bebida. – John olhou para o mais novo, observando sua reação à informação.

- É, eu percebi. Você não parecia do tipo que fica bêbado tão rápido assim, ou que gosta de ficar alto com alguma coisa. As pessoas de lá costumam colocar coisas na bebida das pessoas por brincadeira. – Sebastian respondeu, mas não olhou para o homem mais baixo.

- Não gostei da brincadeira. – John disse, carrancudo.

- Sinto muito, creio que não vai acontecer de novo. – Sebastian olhava para os lábios de John.

- O que não vai acontecer de novo? – O loiro perguntou.

- Coisas na sua bebida, claro. - O rapaz continuou a olhar para os lábios do mais velho. Sebastian passou sua mão pelo rosto e John viu uma marca roxa, ela parecia recente.

- Se machucou de novo?

- Isso não foi nada. – Por alguns segundos, John viu um Sebastian diferente. O brilho inocente havia deixado seus olhos, seus lábios eram uma linha fina e rígida.

- Ok, mas você sempre pode chamar a policia, você sabe. – O homem mais velho comentou, tentando soar displicente. John era médico e sabia muito bem que aquela marca tinha sido feita por um punho no rosto do rapaz. Sebastian o olhou, ele se sentiu desconfortável com o exame do mais novo.

- Obrigado por sua preocupação, mas eu sei o que estou fazendo. – Seus olhos eram mais suaves agora. – Eu realmente preciso ir, foi um prazer trombar em você. Se é que me entende. – Sebastian sorriu e começou a caminhar.

- John? - Sebastian estava a certa distância quando parou e chamou John novamente. O médico se virou. – Cuidado. – E entrou em um carro cinza chumbo que estava parado e sumiu no trânsito.


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Já passava das duas da tarde e John não havia comido nada, a clínica estava cheia de pacientes e dois médicos não tinham comparecido ao serviço, alegando doença. O loiro atendia uma mulher nos seus trinta e quatro anos, a paciente reclamava de fortes dores de cabeça.

- Então senhora Schair, a quanto tempo está sentindo essas dores? – a paciente tinha a testa levemente enrugada e pressionava os dedos sobre a fronte, seu maxilar estava serrado e ela estava levemente pálida, o que indicava que estava realmente sentindo dor. Essa situação, de certa forma, lembrava-o da dor de cabeça de Sherlock. John balançou a cabeça, afastando os pensamentos que iam em direção ao moreno. Não era hora pra isso, ele estava trabalhando, John lembrou a si mesmo.

- Não sou casada. – Ela deu um leve sorriso, mas este durou poucos segundos.

- Ok, senhorita Schair. Quanto tempo? – John preenchia os formulários.

- Duas semanas, eu acho. Não estou contando.

- Não, claro que não. – O loiro fez as perguntas padrão e já estava encaminhado a senhorita Schair para uma ressonância, quando, sem perceber, ele tirou o cachecol do pescoço. Estava quente, seu pescoço coçava e ele não estava acostumado a usar aquele tipo de acessório.

- Noite agitada? – a paciente perguntou. John levantou os olhos do computador, seu rosto demonstrava que não tinha entendido a pergunta da moça. Ela tinha um leve sorriso nos lábios, mas ainda mantinha os dedos na testa.

- Como?

- Noite agitada. – Ela apontou para o pescoço do médico.

John levou a mão ao pescoço e se lembrou das marcas.

- Não... quer dizer... sim... oh não... oh, por favor, esqueça. – John ficou vermelho e muito envergonhado, ele puxou a gola da blusa tentando esconder a marca.

- Não é nenhuma vergonha ter uma vida sexual tão ativa, doutor. – A moça comentou, sorrindo. – Quem me dera eu... Seu namorado é muito sortudo.

- Nam...namorado? – John perguntou, horrorizado.

- Sim, namorado. – a moça sorria levemente.

- Como pode saber que essa marca não foi feita por uma mulher? – John sentia seu rosto queimar.

- Ora, doutor. Mulher nenhuma faria marcas tão apaixonadas. Oh Deus, que dor. – A paciente pressionava os dedos na testa.

O médico ignorou o último comentário da paciente e a despachou para fazer os exames. Quando ela saiu de sua sala, John se levantou, foi em direção ao banheiro da clínica e viu que a marca ainda continuava em seu pescoço. Pelo visto, duraria mais alguns dias, John suspirou, frustrado.

- Vida sexual ativa... – ele riu. - Quem me dera eu. – John comentou em voz alta.

De acordo com a recepcionista da clínica, John teria um intervalo de trinta minutos até o próximo paciente, então ele aproveitou para comer um sanduíche, antes que desmaiasse de fome. Logo que se sentou à mesa, seu celular vibrou, o loiro tirou o aparelho do bolso da calça e leu a mensagem.

" Preciso que venha para Baker Street. – S.H"

John olhou para a mensagem e suspirou, mordeu um pedaço do sanduíche e, enquanto mastigava, respondeu à mensagem.

" Estou trabalhando. Eu sei que você lembra que eu tenho um trabalho. – J.W"

Alguns segundos depois, a resposta de Sherlock chegou.

" Já disse, seu trabalho pode esperar, o que preciso te mostrar, não. – S.H"

- Ah, pelo amor de Deus! – John disse em voz alta, alguns médicos que também estava comendo olharam para ele. – Desculpem. – Ele sorriu, sem jeito.

" Sherlock, eu estou no meio do expediente! Não posso simplesmente sair por que você quer me mostrar algo. – JW"

John deu outra mordida em seu sanduíche e ficou olhando para o celular em cima da mesa. Alguns segundos depois, ele brilhou e vibrou.

" Ok, se você considera o seu trabalho mais importante do que saber o que tenho para lhe mostrar, vou esperar pacientemente você chegar ao nosso apartamento. Traga algo para comer quando vier. – SH"

O médico olhou para a mensagem e releu duas vezes para tentar entender o que seu amigo queria dizer com a aquela frase. Tentou ler nas entrelinhas o que Sherlock queria dizer com aquilo, mas não conseguiu ver nada, não deduziu nada. Aquela mensagem parecia ter sido digitada por outra pessoa. Sherlock esperando pacientemente? Oh Deus, tinha algo muito errado. Ele pegou seu aparelho e começou a digitar.

" Sherlock, o que você quis dizer com sua última mensagem? – J.W"

O celular de John zumbiu logo em seguida.

"John, tenho pleno conhecimento de que você não tem idade para precisar de óculos para leitura e que a minha escrita foi perfeita na mensagem anterior. – S.H"

- Seu bastardo infernal! – John gritou de raiva, esmagando o celular em sua mão.

- Tudo bem, doutor Watson? – Uma enfermeira olhou desconfiada para John.

- Tudo bem, Anelise. Só um pouco nervoso. – Ele começou a digitar.

- Ok, o senhor tem o próximo paciente em cinco minutos. – A enfermeira avisou, mas o loiro só balançou a cabeça, indicando que tinha ouvido o recado. Quando ela passou pelo médico para ir para a recepção, a mulher tentou ver o que o médico digitava tão furiosamente em seu celular, mas não conseguiu ler nada.

" Sherlock, não me faça sair daqui agora e ir chutar sua bunda. É uma proposta tentadora demais. – J.W"

Seu celular vibrou no mesmo instante.

" A ideia é essa. – S.H"

- Oh Deus todo poderoso, eu vou matar esse homem! – John olhou para o relógio, ele tinha dois minutos.

" Você é insuportável! O que você quis dizer com esperar pacientemente? – J.W"

Seu celular vibrou, ele se levantou para ir para sua sala e parou ao ler a mensagem.

" Pacientemente: adv. De modo paciente; com resignação. – John, você é médico! Não sabia das suas limitações para com nossa língua. – S.H"

John entrou em sua sala, ele mordeu os lábios de raiva.

" Sherlock, eu juro que um dia te mato enquanto você estiver dormindo. Deixe-me em paz, pois tenho que trabalhar. – J.W"

" Tudo bem, John. Volte ao trabalho, o que eu tenho para mostrar pode esperar. Enquanto espero,estou me distraindo com seu notebook. Interessante seu histórico de sites visitados. – S.H"

O loiro leu a mensagem e sentiu um frio na espinha. Sherlock tinha pego seu computador, descoberto sua senha e estava fuçando seu histórico de sites?

- Oh meu Deus! – John entrou em pânico.

" Sherlock, pelo amor de Deus! Largue meu computador e use o seu. Aliás, como você descobriu minha maldita SENHA? – J.W"

" Meu computador está muito longe, no meu quarto. E eu não levei mais que cinquenta segundos para descobrir sua senha. 'caiforasherlock' não é lá uma senha muito segura. E eu não sabia que você se interessava por pornografia gay. – S.H"

- Oh Jesus! – John bateu a testa na mesa e ficou assim por longos segundos. Ele queria morrer, podia abrir um buraco no chão e se enterrar nele ou um alienígena poderia varrer sua existência da terra, o que viesse primeiro.


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Já eram quase dez horas da noite quando John saiu da clínica, seu corpo todo doía. Não tinha mais o fôlego dos recém-formados, com certeza não suportaria esse ritmo de trabalho por muito tempo e ainda faltava um mêspara Sara voltar. John lhe devia uma visita, eles se falavam algumas vezes por telefone, mas o loiro gostaria de conversar pessoalmente.

John pegou seu celular e hesitou por um momento, ele sempre mandava uma mensagem para Sherlock avisando que estava saindo da clínica. Mas a lembrança da troca de mensagens constrangedoras ainda o incomodava. Respirou fundo e mandou uma mensagem para Sherlock:

"Estou saindo agora da clínica. Vou comprar comida tailandesa, daqui a pouco chego em casa. – J.W"

Como esperado, segundos depois seu celular vibrou.

"Comida Tailandesa é satisfatória, mas você levará menos tempo para chegar em casa se você não ficar flertando com a mulher do caixa. Ela é casada, tem dois filhos e o marido está preso. – S.H"

- Mas, como? Como ele faz isso? – John riu incrédulo. – Como ele sabe que eu flerto com Dalila? Maldito amigo que advinha as coisas.

"Você já convive tempo demais comigo para saber que eu não adivinho, John. Adivinhar é para amadores, eu, diferentemente das outras pessoas, observo. – S.H"

John suspirou depois de ler a mensagem, o loiro colocou o celular no bolso e parou na esquina, decidindo qual caminho seria mais rápido para chegar ao restaurante. Estava morto de fome e, pelo visto, Sherlock iria comer junto com ele, o loiro sentiu certo frisson no estômago. Tinha vários dias que Sherlock não comia de forma decente, sobrevivendo de pequenas migalhas que John enfiava goela abaixo. John adorava comer junto com o amigo. É claro que eles não falavam muito, o moreno detestava conversa frívola, mas eles sentavam no sofá, John ligava a televisão e eles viam alguns seriados que o loiro gostava e que o moreno criticava, sempre acabava com Sherlock prevendo o final de tudo.

John brigava e xingava, Sherlock questionava o porque dele gostar de tantas coisas chatas e tediosas, mas eles se divertiam, mesmo assim. John amava cada um desses momentos, pois era só Sherlock e ele. Nada de desvendar crimes, de Mycroft ou de Lestrade, só os dois.

O loiro estava andando na calçada, indo para o restaurante tailandês, mergulhado em pensamentos, quando um carro preto parou ao seu lado. John o ignorou, mas alguém chamou seu nome.

- Dr. Watson?

John parou e se virou, um homem de óculos escuros, em um terno escuro e com certeza muito caro o chamava. – Quem usa óculos escuros de noite? – John pensou.

- Sim? – Respondeu.

- O Senhor pode vir conosco? – o homem levou a mão para dentro do terno e deixou a mão descansar lá.

- E por que exatamente eu faria isso? – A postura do homem, com a mão dentro do terno intimidaria qualquer um, mas John Watson não era qualquer um. O loiro olhou para o carro e viu que não tinha placa. Ele suspirou cansado. Mycroft não era nada discreto. – Ok.

O homem abriu passagem para John entrar no carro e, assim que o fez, ele viu Anthea sentada no banco de trás, com o olhar fixo no celular e os dedos correndo velozmente pelo teclado.

- Boa noite, Anthea. – John disse, sentando ao lado da moça.

- Boa noite, Dr. Watson! – Ela respondeu, sem tirar os olhos do teclado.

- Me chame de John, por favor!

- Boa noite, John. – Anthea disse, com um pequeno sorriso.

- Você deve gostar muito do Twitter. – John tentou puxar assunto. Anthea parou de digitar e olhou para John, seu sorriso ainda maior.

- O que te faz pensar que estou no Twitter, John? – O jeito que ela disse John fez um arrepio correr pelas costas do loiro. Ele limpou a garganta antes de responder.

- Bom... você só fica olhando para o celular e só fica digitando.

- O Sr. Holmes está no Clube Diógenes e me passa todas as instruções pelo BlackBerry. – Ela voltou para seu aparelho telefônico.

- Ok. Eu só estava puxando assunto. – John se virou para a janela.

- Eu sei. – Anthea respondeu a última instrução que tinha em sua tela e descansou o celular em seu colo.

Alguns minutos se passaram até chegarem ao Clube Diógenes, assim que o carro parou, a porta do lado que John estava foi aberta, o loiro desceu do carro e foi escoltado por dois homens, atravessando vários corredores, até pararem em uma porta. Um dos homens parou atrás de John e o outro bateu de leve na porta, que foi aberta em seguida. O homem fez um gesto para John entrar na sala e fechou a porta às suas costas.

- Você podia ter me ligado, Mycroft. Sabe o que é um telefone? É uma tecnologia muito inteligente, desenvolvida para as pessoas se comunicarem através de longas distâncias. Creio que um homem tão bem informado quanto você já deve ter ouvido falar. – John parou no meio da sala e cruzou os braços sobre o peito. Ele se sentia cansado, com fome, irritado e frustrado.

- Creio que a convivência com meu querido irmão não esta lhe fazendo bem, John. – Mycroft comentou em um tom calmo, ele estava sentado confortavelmente em uma poltrona e tinha um copo em sua mão. – Sente-se, não vou tomar muito do seu tempo.

Mycroft indicou uma poltrona vazia à sua frente, John considerou a possibilidade de ficar de pé só para irritar o homem, ele detestava ser arrastado para os lugares sem saber para onde ou por que. Tudo bem que Sherlock vivia fazendo isso com ele, mas isso era outro departamento. Não era porque Mycroft era irmão de Sherlock que ele tinha o mesmo direito de arrastá-lo por aí. Vamos dizer apenas que Sherlock havia ganhado esse direito. John sorriu com o pensamento.

O "Governo Britânico" olhou para ele. Mycroft tinha uma sobrancelha levantada e um leve ar de diversão nos olhos. John descruzou os braços, caminhou em direção à poltrona indicada por Mycroft e sentou.

- Oh Deus! – John gemeu ao sentir o conforto e a maciez da poltrona. Ela se ajustava perfeitamente à sua coluna, suas costas cansadas agradeceram imensamente. – Preciso de uma dessas de presente no Natal. – John comentou, com os olhos fechados, mas os abriu ao ouvir um pequeno riso. Por um segundo, ele tinha se esquecido de onde estava e com quem. Aquela poltrona era boa demais.

- Vou providenciar uma para o Natal. – Mycroft comentou ainda com um sorriso no canto dos lábios.

- Sempre feliz em diverti-lo. – John disse, tentado soar sarcástico, mas enquanto Mycroft sorria ainda mais. – Será que pode me dizer por que estou aqui?

O semblante de Mycroft mudou imediatamente. O aspecto frio e distante voltou para o lugar de sempre. Mycroft se levantou da poltrona, foi em direção à uma mesa no canto da sala, pegou uma pasta que tinha sobre ela e entregou a John.

O loiro pegou a pasta que lhe foi estendida e ficou olhando para Mycroft.

- Abra, John. – Mycroft mandou, voltando a sentar em sua poltrona e dando um longo gole em sua bebida.

John abriu a pasta e viu vários recortes de jornal, várias listas com nomes e fotos de pessoas feridas que, pela experiência médica que tinha, estavam mortas. Ele passou os olhos por várias páginas, era um dossiê completo das mortes, identificando o local, a hora e a possível causa da morte. O loiro achou estranho Mycroft mostrar isso a ele, não entendia o que o irmão mais velho de Sherlock queria. Se Mycroft estava mostrando isso a ele, só existiam duas explicações: ou era porque Sherlock já o tinha ignorado ou o então o Holmes mais velho não queria que Sherlock ficasse sabendo. Qual das duas seria?

- Mycroft, o que é isso? – John perguntou, pois seu cansaço era imenso e seu cérebro se recusava a ajudar.

- Se você for até a página 35, creio que saberá o porquê da sua presença aqui. – Mycroft terminou sua bebida, tirou o terno e o jogou em uma cadeira próxima, enquanto afrouxava a gravata. – Espero que não se importe que eu fique sem terno, hoje o ar condicionado está em manutenção e eu não suporto bem o calor.

- Não, tudo bem. – John comentou, mal olhando para o homem a sua frente, ele estava folheando a pasta para chegar à página mencionada por Mycroft. Quando achou a página, o loiro viu uma foto de uma mulher morta, ela estava coberta de sangue e tinha um ferimento enorme em seu peito, ela não tinha coração.

John quase deixou a pasta cair no chão quando reconheceu a mulher, uma sensação nauseante se apossou de seu corpo.

- Mycroft, que inferno é isso? – John perguntou, seu tom saindo um pouco mais alto do que queria.

Mas antes que Mycroft respondesse, as outras fotos que o loiro tinha visto fizeram sentindo agora. As duas pessoas mortas com marcas na panturrilha, os dois homens com o abdômen desfigurado, a sua irmã morta, os nomes, os lugares, os dias e as horas. Aquele dossiê era sobre as mortes que Sherlock estava tentando descobrir, o caso do "Homem Bomba".

- Esse é o dossiê do caso que Sherlock...

- Sim, John. – Mycroft respondeu, sem deixar que John terminasse de formular a frase.

- Por que está me mostrando isso? – John tirou os olhos da pasta e quase entrou em choque quando viu que Mycroft estava sem o terno, sem a gravata e com a camisa com os três primeiros botões desabotoados, que mostrava um pedaço de pele muito branca do tórax. O loiro desviou o olhar, se sentido muito desconfortável e quente.

- Mostrei ao Sherlock, como você já deve ter deduzido. Pedi a ele para abandonar o caso, pois já acionei os meus homens para investigá-lo. Mas como você também já deve ter deduzido, ele se recusou. Esse caso é muito maior do que Sherlock. As consequências e sua repercussão devem ser tratadas de forma mais adequada e com mais tato do que meu irmão é capaz.

- E agora você está mostrando isso para mim, nós estamos tendo essa conversa porque você quer que eu convença Sherlock do contrário? É isso? Entendi direito? – John sentia a raiva queimar por sob a pele.

- Sim, John. É isso mesmo. – Mycroft estava recostado sobre a poltrona, tinha as mãos juntas, como já tinha visto Sherlock fazer diversas vezes enquanto pensava, tentando resolver algo particularmente difícil.

- Você acha que Sherlock não será capaz de achar o mentor por trás de todos esses assassinatos, é isso?

- Oh não, John! Tenho certeza que meu irmão irá encontrá-lo mais cedo ou mais tarde. É justamente isso que me preocupa. – Mycroft suspirou, cansado.

- Eu não entendo. Isso é uma coisa boa. As mortes irão parar e esse cretino vai estar no lugar que merece, atrás das grades. – John fechou o dossiê que estava em suas mãos.

- Não é tão simples assim, John. – Mycroft se desencostou da poltrona, agora seus cotovelos descansavam em seus joelhos.

- Oh não... Você já sabe quem está fazendo isso e está nos vendo girar em círculos feito idiotas? – John se levantou da cadeira e começou a andar de um lado para o outro na sala. – Mycroft.. você... você é um cretino!

- Já fui chamado de coisas piores acredite em mim, John. – Mycroft tinha um olhar frio. – Mas, diferentemente do que você acredita, ainda não sei quem está fazendo isso, contudo falta muito pouco.

- Não seria mais rápido se vocês dois trabalhassem juntos? E não um contra o outro? – John não entendia a rixa daqueles dois.

- Ao contrário do que Sherlock pensa, não estou contra ele. – Mycroft se levantou e parou de frente ao loiro.

- Então você o engana muito bem. – John se sentiu desconfortável com a proximidade de Mycroft.

- Esse caso é muito delicado, John. – Mycroft era tão alto quanto Sherlock.

- Por que todo mundo que conheço é mais alto que eu? - John gemeu, frustrado. – Não entendo sua preocupação, esse caso se parece com tantos outros. Só um pouco mais complicado, às vezes acho que Sherlock está tão feliz com ele que chegaria a dançar.

- Esse caso é mais complicado, John. A mente por trás disso não é uma mente qualquer. Esse caso requer um pouco de tato, eu temo que se Sherlock se aprofundar mais nele, nada de bom vai acontecer. E mesmo porque eu irei encontrá-lo em breve, então Sherlock não precisa gastar suas energias com isso.

- Espero que vocês dois não tenham apostado quem encontra esse homem primeiro. – John olhou para Mycroft, ele estava olhando com muito interesse para seus sapatos. – Não, vocês não fizeram isso. – John estava olhando para o Holmes mais velho com incredulidade.

- Claro que não, por quem me toma? Isso seria muito infantil.

John não podia acreditar no que estava ouvindo, era ridículo o que estava acontecendo. As duas mentes mais brilhantes que John conhecia estavam em uma disputa infantil enquanto várias pessoas morriam. Pelo visto, os dois só se importavam em provar quem era o mais inteligente. Isso era demais para sua cabeça.

- Ok, isso é demais para mim. Vou embora. – John se virou para ir embora, mas foi impedido pela voz de Mycroft.

- Vai fazer o que pedi, John? – Mycroft diminuiu um pouco mais a distância entre ele e o loiro.

- Não vou tomar partido nessa briga ridícula entre você e Sherlock. Obrigado. – John estava com a mão na maçaneta da porta quando ouviu novamente a voz do Holmes mais velho.

- Você tem esperanças de o que aconteceu na noite passada se repita? Ou melhor, o que aconteceu de madrugada?

- Perdão, como? – John se virou. Agora Mycroft estava de frente ao loiro, ele retirou o cachecol do pescoço de John.

- Estou falando disso em seu pescoço. Não creio que seja uma reação alérgica à sua nova loção de barbear.

- Oh! – John levou a mão ao pescoço. Como Mycroft sabia que ele tinha trocado de loção de barbear? – Não é da sua conta. – John pegou o cachecol de volta da mão de Mycroft.

- Não respondeu à minha pergunta, John. – O mais alto estava tão próximo que John podia sentir sua respiração em seu rosto.

- Eu respondi sim. Não é da sua conta. – John respondeu, irritado.

- John... Eu disse que isso iria acontecer, eu te preveni. E mesmo assim você continuou. Também te falei que isso o que você sente, o que acha que sente, é unilateral. – Mycroft olhava para as marcas em seu pescoço, John queria sumir.

- Já disse, isso não é da sua conta. – John estava de costas para a porta, caso se movesse, iria encostar no corpo de Mycroft, que estava muito próximo a ele.

- Você deve ter várias perguntas, não é, John? Mas não teve coragem de fazê-las ao meu irmão. O porquê dele der feito isso... Provavelmente ele invadiu o seu quarto e o surpreendeu no banheiro.

- Como sabe do ban... banheiro? – John gaguejou e sentiu o rosto queimar.

- Oh, John. Posso ler tudo o que aconteceu pelas marcas em seu pescoço.

Ok, isso era o máximo de vergonha que podia suportar em um único dia. Quando ia tentar argumentar, a porta às suas costas se abriu de forma abrupta, jogando-o em cima de Mycroft e derrubando os dois no chão.

- Oh, interrompo? – Sherlock estava parado à porta, com a mão na maçaneta.

John havia caído em cima de Mycroft, que tinha ido ao chão. O loiro não sabia se tinha mais vergonha de ter caído em cima do irmão de Sherlock ou do amigo estar vendo aquela posição.

- Se quiserem, eu volto mais tarde. – Sherlock disse, seu tom perigosamente baixo.

Continua...


Nota da autora: Oie pessoal! \o\... Esse é o décimo terceiro capitulo da fic, espero que tenham gostado... E mais uma vez desculpe pela demora e pelo atraso, mas acho que pelo capitulo a demora tenha sido perdoada xD

Nota da Beta: Yooo! Perdão pessoas, eu acabei me enrolando na betagem e tive que fazer tudo meio apressada, então peço mil desculpas pelos erros que tiverem passado batido por mim. Eu AMO essa fic, sério mesmo. A Karla é uma FOFA que vai direto pro céu *3* Todas morre com o Mycroft tirando a gravata e abrindo a blusa ou fui só eu? Porque meus ovários nunca serão os mesmos, fato. Abraços, prometo ser mais diligente no próximo capítulo.

Gostaria de agradecer as reviews que eu recebi do capítulo 12: Piper, Mylena, Chrizes, Aninha B, Paulinha Kawaii, Lia Collins, Downey, Aurora, Lara, Thais, Fushigikage, Baka-Baka, Lia, Mell Ichihara e Orfieu .

Se eu esqueci de alguém, forgive me!

Queridas leitoras: Cintia, Maria Luiza, Ana Paula e Gina. O capitulo está ai. Mas adoraria receber uma review linda de vocês. XD Cintia, eu também já perdi várias reviews quando eu tentava responder pelo celular, então eu optei por não fazê-lo... eu leio no celular, ai quando chego em casa eu mando a review... \o/ Espero que tenham gostado do capitulo.


Mesmo com a Moe Greenishrage se por acaso sobraram alguns erros, lembrem-se eles são todos meus.


EVENTO SHERLOCK HOLMES RIO: Não sei se vocês estão sabendo, mas acontecerá no dia 30 de Setembro um evento de Sherlock Holmes no Rio de janeiro no Barra Shopping. A SHolmes e eu iremos ao Rio para participar do evento, então eu adoraria encontrar com vocês por lá. Quem mora no Rio ou tem facilidade de viajar se quiserem podemos marcar um lanche no Shopping antes do evento para conversar e tirar fotos.. \o/

Mais informações: sherlockbrasil . blogspot . com . br /2012 / 08 / primeiro-encontro - sherlockian – no – rio – de . html


Contatos: Para quem quiser entrar em contato comigo, fique a vontade e me adicionarem no Twitter: karlamalfoy, MSN: karlamalfoy Hotmail. com ou pelo e-mail: karlamalfoy yahoo . com . br . Serão todos muitos bem vindos!


Meu aniversário foi dia 05 de Setembro e a Ada Kaline escreveu uma fic linda e dedicou a mim. *_* Estou divulgando o link, deem um passada por lá em leiam a fic, é muito linda!

www. Fanfiction s/ 8515545 /1/ My – Hero


Agradecimentos a PaulinhaKawaii: Minha linda, obrigada pela recomendação da minha fic no site Nyah Finfiction. Fiquei feliz e lisonjeada com as suas palavras. Se a fic for um terço das coisas que você falou que ela é, eu devo tudo aos meus leitores que são tão maravilhosos e compreensivos. Obrigada mesmo, linda!


Atualização no dia – 23/09/2012. #oremos


Próximo capitulo: Homem bomba ataca novamente e uma experiência de Sherlock não termina bem como planejado.


Cenas do próximo capítulo:

John entrou no apartamento e assim que passou os pés pelo batente da porta seu sangue praticamente gelou nas veias. O apartamento estava tomado por uma fumaça preta e quase irrespirável.

- Sherlock? – John chamou sua voz soando preocupada.

- Aqui em cima, John! – O loiro ouviu a voz do amigo, ele parecia estar em seu quarto, o que em todo o inferno Sherlock estaria fazendo em seu quarto?

O loiro subiu as escadas e quando chegou a porta do seu quarto, viu que a origem da fumaça vinha dali. John olhou para seu colchão e viu que o mesmo estava reduzido a um monte de qualquer coisa enegrecida.

- John, eu posso explicar. – Sherlock disse parecendo muito culpado.