No capítulo anterior...

- Ah, aí estão vocês...pensei que tivesse acontecido alguma coisa – ele deve ter percebido o clima no ar, pois seu sorriso era cínico – e então, estão prontos para ir?

- mudar de roupas e já vamos – eu disse e fomos em direção a casa.

Agora era rezar para que ele não me odiasse quando soubesse de toda a verdade. Meu tio estava brincando com fogo ao esconder isso dele. E eu iria acabar me queimando também. Fomos embora, mas não sem antes eu prometer a Leah, que contaria o que realmente ficamos fazendo na água. Pois ela sabia que nadar não era. Eu iria marcar no meu calendário, o dia que havia me transformado em mulher, nos braços do meu amor...depois iria resolver de uma vez por toda essa história com meu tio...

CAPÍTULO 13: O RENEGADO!

O dia amanheceu mais nublado que o normal em Forks. Eu tinha dormido na casa do meu tio, a pedido de Edward. Avisei Alice, e esta ficou super feliz com minha decisão. E agora estava agarrada ao meu namorado, era um emaranhado de pernas e braços que me deixava sem ter como sair da cama. Mas eu precisava fazer xixi. Movimentando-me devagar, tentei sair dos seus braços sem que ele acordasse. Estava quase conseguindo quando ele me puxou de novo para seu peito e me apertou mais. Não tinha jeito, eu ia ter que acordá-lo.

- Edward? – chamei baixo, mas ele nem se mexeu – Eu preciso levantar... Edward?

- Hummm – ele abriu os olhos e sorriu – o que disse amor?

- Que eu preciso levantar – ele me chamando de amor me derretia.

- Por quê? – ai como era curioso esse garoto.

- Porque eu preciso ir ao banheiro – disse entre dentes essa última parte. Ele sorriu mais abertamente e me soltou. – obrigada.

- De nada love, mas não demore. Ou vou atrás de você... – disse virando de bruços na cama e deixando tudo a mostra, já que o lençol saiu todo do seu corpo. Eu ainda iria morder aquela bunda toda. Isso era fato.

Corri para o banheiro, e fiz xixi. Nossa como eu estava apertada. Me sentia ainda um pouco dolorida nos países baixos, mas nada que pudesse atrapalhar qualquer segundo ou terceiro, ou quarto round. Nesse instante percebi como eu havia ficado pervertida. Quando as meninas soubessem iriam rir da minha cara e dizer "eu não te disse como era bom?". E eu ia dar a cara a tapa.

Lavei o rosto e escovei os dentes. Ele já tinha comprado uma escova para mim, disse ter esperanças de que mais cedo ou mais tarde eu dormiria com ele. Safado. Saí do banheiro e vi pelo relógio de cabeceira que eram mais de dez e meia. Nossa. Eu não tinha costume de dormir tanto assim. Mas também depois de dormir de madrugada. Ainda podia lembrar de todas as vezes que fizemos amor naquela noite.

- Lembra do que eu te disse lá na praia? – ele perguntou enquanto me jogava em sua cama sem delicadeza nenhuma. Eu não disse nada só esperei pelo que viria – eu disse que iria te beijar toda, e te fazer ver o que era amar de verdade.

Ele tirou a calça, a camisa ficando somente de cueca. Os sapatos estavam a muito espelhado pelo quarto. Eu continuava vestida, mas pelo brilho daqueles olhos, eu sabia que isso logo mudaria. Como se lesse meus pensamentos, ele engatinhou pela grande cama, e foi puxando minha calça, depois subiu beijando minhas coxas, e virilhas.

- Ah Edward... – eu estava saindo de foco.

- Shhhh – ele me silenciou com um beijo totalmente erótico – não quer que meu pai nos escute não é? – eu neguei com a cabeça e mordi os lábios – não amor, não morde essa boca linda. Você sabe como eu fico quando você faz isso. – ele gemeu.

- Então... o que eu faço?... – ele riu de minha cara de desespero. Sem graça. Eu fiz bico e ele me beijou novamente – assim é covardia e você sabe.

- Não amor, isso – e seus dedos me penetraram sem qualquer problema já que minha grutinha estava encharcada e minha calcinha perdida no chão – isso é covardia... – e seus dedos passaram a estocar fortes e firmes dentro de mim. Para depois seu membro tomar o mesmo lugar.

Eu não vi mais nada depois disso. E só lembro de ter gritado e gemido loucamente e sem vergonha. Não queria nem pensar em meu tio ouvindo aquilo. Só agora eu me dei conta da loucura que havia feito. Mas fazer o que, paciência. Foi muito longa a nossa noite. Depois tomamos um banho quente, e ele me agarrou não permitido nenhum espaço entre nós dois.

Decidi descer e trazer café para meu amor. Ele iria reclamar por eu não ter voltado para a cama, mas minhas costas já estavam doendo de tanto ficar deitada. Encontrei com Dolores no corredor, ela estava com os olhos úmidos, parecia ter chorado. Me aproximei e ela se assustou.

- Nossa menina Bella, eu não tinha te visto – disse com a mão sobre o coração.

- O que foi Dolores? Aconteceu alguma coisa?

- O mesmo de sempre Bella. O mesmo de sempre. Mas não quero te preocupar com meus problemas.

- Não vai me contar mesmo o que houve? Por que você estava chorando?

- Você não vai desistir não é? – eu neguei com a cabeça e ela suspirou – bem, pelo menos vamos até a cozinha, lá eu te sirvo um café e a gente conversa.

Fomos para a cozinha, e notei como ela estava tremendo. Deveria estar muito nervosa, nunca a tinha visto assim, sempre era uma pessoa alegre, de bem com a vida. Queria mesmo saber o que ela tinha. Chegando a cozinha, tomei um café e comi um pedaço de bolo. Em seguida ela sentou na minha frente, e começou a tomar café também. Respirou fundo e começou a dizer o que estava acontecido.

- Olha Bella, você sabe que o Carl está enrolando a cada dia que passa para contar ao menino Edward a verdade sobre o pai não é?

- Eu sei Dolores, mas eu acho...

- Deixe-me terminar está bem? – ela deu um longo suspiro antes de continuar – ontem quando vocês chegaram eu notei como meu menino está feliz, claro que você é a responsável por isso. Mas eu sei que o pai dele está fazendo mal em esconder isso dele e...

- Esconder o que de mim Gogo? – Edward estava parado na porta da cozinha e seus olhos estavam fechados em fendas – vai me responder, ou vou ter que descobrir sozinho? – ele olhou de mim para ela e falou novamente – e você Bella, sabe do que a Dolores está falando?

- Edward, eu... – ele estava realmente bravo, nunca tinha visto ele chamar ela de Dolores – por que você não senta aqui e a gente conversa?

- Não quero sentar. Eu quero saber o que meu pai está me escondendo. E pelo visto você também já sabe – eu abaixei meus olhos diante da acusação, para que ele não visse a culpa evidente – eu sabia. Todos estão me escondendo alguma coisa. E pelo visto não vão mesmo dizer.

- Por favor Edward... – eu pedi tentando chegar perto dele – vamos conversar com calma...

- Calma? – ele se afastou de mim e foi para o outro lado da cozinha – sempre que eu tento resolver as coisas com calma, tudo dá errado. – jogou as mãos para o alto exasperado.

- Isso não é verdade e você sabe – disse mais uma vez tentando apaziguar as coisas – as vezes nós devemos ouvir primeiro e julgar depois Edward. Lembre-se que da última vez que você tomou uma atitude impensada, nos quase nos separamos meu amor.

- hunf – ele fez um som de enfado e virou-se para mim com os olhos brilhando – eu quero saber, por favor não me esconda as coisas você também. Se me ama tanto, me diz o que meu pai está escondendo de mim. Afinal se é sobre mim eu preciso saber.

- Vamos fazer assim – eu consegui chegar perto dele e passei os braços por sua cintura, ele não me repeliu e isso me deu mais coragem – eu vou com você atrás do tio Carl, mas não posso contar o que é. Isso é entre você e ele.

- Não. Se você é minha namorada, e minha prima também, deve ficar comigo – ele passou o polegar em meu rosto – e além do mais você também está escondendo isso de mim Bella. – soltando-se dos meus braços ele foi em direção à sala. Eu o segui de perto, e Dolores veio atrás.

Ele subiu as escadas e abriu a porta do escritório do tio Carl sem bater, este que estava ao telefone quando viu o filho quase espumando de raiva, e meus olhos e de Dolores receosos, terminou rapidamente a ligação. Edward nem deixou que ele dissesse nada.

- Fala. Eu quero saber a verdade. E quero saber agora.

Meu tio ficou branco que nem papel, e buscou meus olhos, deve ter pensado que eu contei alguma coisa. Eu fiz que não com a cabeça e ele olhou para as mãos. Antes de levantar os olhos e encarar seu filho que estava enraivecido à sua frente.

- Filho...

- Não me venho com filho, enquanto eu não souber que está acontecendo aqui debaixo do meu nariz não quero que seja meu pai. Quero que seja homem e me encare de frente para contar seja lá o que for que você está escondendo. Não me faça perder o pouco do respeito que ainda te tenho. E olha que eu tenho motivos suficientes para te renegar para sempre. Então não me ENROLA! – ele bateu com os punhos fechados no tampo da mesa assustando Dolores e a mim.

- Edward, se você não se acalmar, não vai haver conversa...

- Uma ova que não vai ter – ele rodeou a mesa e parou a poucos centímetros do pai, eu prendi a respiração com medo do que poderia acontecer – vamos Carlisle, você não vai me enrolar, assim como enrolou minha mãe. Eu exijo que você me diga a verdade. E agora.

- Você quer saber a verdade? – meu tio se levantou da cadeira e o empurrou para que saísse do seu caminho – pois bem eu vou te dizer – ele passou as mãos nos cabelos em um gesto de puro nervoso – antes de mais nada eu quero que saiba que sempre quis o seu bem e o de sua mãe filho...

- Não me venha com falso moralismo agora...

- Você quer a verdade? ENTÃO CALA A BOCA E ME ESCUTA MOLEQUE. – eu nunca imaginei que meu tio pudesse levantar a voz para alguém. E menos ainda que esse alguém pudesse ser o próprio filho, só nesse momento eu percebi que Dolores não estava mais na sala, eu queria ir até ela, mas fiquei com medo de deixar os dois sozinhos, e acontecer uma tragédia – seja você homem ao menos uma vez na sua vida, e escute as coisas primeiro antes de tirar suas próprias conclusões Edward. Tenha culhões e honre-os.

Os dois se voltaram para mim que estava entre chocada e admirada. Não sabia que fim iria levar essa história, mas eu sabia que coisa boa não ia ser. Fiz menção de sair também, mas meu tio pediu para que eu sentasse no sofá. E ele voltou a se sentar na cadeira atrás da mesa. Edward continuou em pé, sem intenção de sentar.

- Muito bem. Eu vou começar pelo começo, mas se você me interromper, eu desisto. Fui claro? – ele não respondeu, e meu tio repetiu a pergunta – fui claro Edward?

- Sim.

- Como você sabe, sua mãe e eu nos casamos logo depois que ela engravidou. – Edward acentiu e meu tio continuou – mas o que nós nunca te contamos foi que seus avós maternos não queriam que ela tivesse esse filho – ele franziu a testa confuso, mas não disse nada – também não te contamos que... nunca te contamos que Elizabeth sempre foi apaixonada por outro homem.

- O que?

- É isso mesmo. Ou você acha que se nos amássemos de verdade, teríamos nos separado? Eu nunca largaria da sua mãe Edward, por favor me deixa terminar – meu tio disse quando percebeu que Edward iria contestar – ela sempre amou apenas um homem na vida dela, e esse homem infelizmente não fui eu.

Nesse instante Edward resolver sentar. Ficou com as mãos nos cabelos e baixou a cabeça. Dava para ver que ele estava tentando absorver todas aquelas coisas.

- Eu sempre soube disse, mas mesmo assim me casei com ela. Eu sabia que ela não me amava, mas eu a amava, e achei que isso seria suficiente – eu sentia que a qualquer momento iria chorar – mas não foi. Anthony, como era o nome desse homem, era fuzileiro naval e morreu num acidente de navio. Sua mãe quase não suportou aquilo. Se não fosse descobrir que esperava um bebê, eu nem sei o que ela teria feito.

- Mas se ela gostava desse Anthony, por que ela se casou com você? E engravidou depois?

Era agora, eu podia ouvir as engrenagens do seu cérebro trabalhar. Ele estava chegando perto, mas ainda não via as coisas com clareza.

- Quando eu me casei com Elizabeth. Ela já estava grávida Edward.

- Grávida!

- Sim, sua mãe já esperava você. Mas seus avós não queriam que ela tivesse um filho sem estar casada. Então eu me casei com ela... – Edward começou a rir. E meu tio ficou olhando para ele esperando passar a crise de histeria. Sim por que ele só poderia estar em choque para estar rindo num momento de tensão como esse.

- Você ouviu isso Bella? – ele olhou para mim, ainda rindo – ele quer que eu acredite que minha mãe. Sim, minha mãe tinha outro homem. E que esse homem era meu pai... – a última palavra não passou de um sussurro – o que te faz pensar que vou acreditar em uma palavra do que me disse hein? Você acha mesmo que vai manchar o nome da minha mãe e ficar por isso mesmo? – eu estava novamente com a respiração presa, Edward estava fora de si – Me DIZ. Você acha que eu vou acreditar em você? Pai.

- Você tem razão. Você não tem que acreditar em uma palavra do que eu estou dizendo. E é por isso que sua mãe, conhecendo o filho como conhecia, deixou uma carta para te entregar. Era para eu te dar quando ela finalmente descansasse. Mas eu nunca tive coragem, eu preferi deixar você acreditar que a vida foi injusta com você. Eu preferi aceitar ser agredido todos os dias por você meu filho, do que deixar você saber a verdade. Sim eu nunca quis que você soubesse que eu não sou seu pai – meu tio estava chorando agora – eu sempre quis você para mim, sendo meu filho. Desde que eu peguei você em meu colo, que eu vi seus olhos eu me apaixonei – suas mãos estavam nos cabelos novamente – eu queria você como meu menino. Nunca quis deixar você saber a verdade. Mas agora não tem mais jeito não é mesmo? Você já me odiou achando que eu era seu pai, agora que sabe que não sou, vai poder me odiar a vontade. Mas vai ter que saber de toda a verdade, e pela sua mãe. Por que ela sim é perfeita, ela sempre fez de tudo para voltar para mim, não é mesmo?

Meu tio estava transtornado também, e sem forças para lutar por uma possível reconciliação agora com o filho. Foi até o cofre que era atrás de alguns livros e o abriu. Edward estava quieto, em choque. Eu sabia que ele estava assimilando tudo o que ouviu, mas não conseguia separar a realidade do sonho.

- Tome – meu tio jogou um envelope pardo aos pés dele – pegue e leia. E não se preocupe, eu não sei o que está escrito aí. Eu nunca quis nem olhar para esse envelope. E sabe por quê? – ele perguntou, mas ele mesmo respondeu – eu nunca quis saber dessa carta, porque eu tinha a esperança de que um dia, nem que fosse um dia bem distante, eu tinha esperança bem no fundo do meu ser de que você iria me amar. Que tolo eu fui não é mesmo? Você não é capaz de amar a ninguém. A não ser a si mesmo. Só espero que minha querida sobrinha não sofra tanto em suas mãos, como eu sofri.

Apologize – On Republic

Meu tio saiu batendo a porta e nos deixando sozinhos na sala. Eu não me movi, esperei que ele acordasse do torpor. Era muita informação para sua cabeça, eu mesmo quando soube de tudo, quase não consegui ouvir até o final. Imagina ele, que era o pivô da situação. De repente ele se levantou, pegou o envelope e saiu da sala. Eu corri atrás dele, que se enfiou no quarto. Cheguei e fechei a porta, eu sentia meus olhos marejados. Mas não iria chorar eu tinha que ser forte, por ele e para ele.

Suas mãos abriram o envelope com muita dificuldade, ele estava tremendo. E eu podia ver lágrimas rolando por seu rosto. Eu queria tanto consolá-lo, mas tinha medo de me aproximar. Ele começou a ler a carta, e a cada nova descoberta ele soluçava. Depois de algum tempo, não sei quem foi ao encontro de quem, só meu dei conta de que estava o abraçando quando caímos de joelho no chão do quarto. Ele chorava alto, molhando minha blusa com suas lágrimas sofridas. Eu também chorava baixinho, eu tinha que ser forte. Sempre.

- Shhh. Eu estou aqui meu amor, eu estou aqui – eu disse enquanto passava as mãos em suas costas – chora. Coloca tudo para fora, só assim você vai se sentir melhor...

- Não – ele saiu dos meus braços e segurou meu rosto entre as mãos – eu não vou me sentir melhor... e sabe por que? – uma nova onde de soluços o invadiram – a minha vida é uma mentira Bella. Tudo o que eu acreditei ser certo até hoje, não é.

- Você não pode dizer isso... você está nervoso, por favor pense com calma...

- Calma? Que calma você quer que eu tenha Isabella? – ele levantou e rumou para o banheiro. Eu sentia que o pior ainda estava por vir, ele me chamando de Isabella, não era boa coisa, antes de fechar a porta, ainda me falou – leia a carta. Eu quero que você saiba de tudo. Eu vou tomar um banho, quando eu sair a gente conversa.

Eu fiquei com medo do que vi em seus olhos. Ele estava com raiva de mim também. E eu não sabia o que fazer ou o que dizer para remediar a situação. Resolvi ler o que a mãe dele escreveu.

Querido Edward, se estiver lendo essa carta é porque você já sabe a verdade.

Eu seu que erramos em lhe esconder a origem do seu verdadeiro pai meu amor, mas era o que Carlisle e eu achávamos certo naquele momento. Não fique bravo com ele meu anjo. Tudo o que fizemos foi pensando em sua felicidade.

Seu verdadeiro pai se chamava Anthony Masen. Lembra que sempre me perguntava por que só você tinha esse sobrenome, Masen, e eu não? Pois aí está a resposta. Era de seu pai. Eu fui extremamente feliz ao lado dele meu filho, tanto fui que temos você agora.

Mas naquela época uma mulher grávida e solteira não era muito aceita pela sociedade. E meus pais em especial não quiseram nem mesmo cogitar a possibilidade de eu ter um filho sem ser casada. Carlisle deve ter contado que seu pai morreu. Pois bem, ele era um fuzileiro naval, e sempre estava em missão. Numa dessas viagens, seu navio afundou e eu perdi o grande amor da minha vida.

Eu sempre o amei meu filho, e o tempo que eu passei com Carlisle só serviu para que esse amor crescesse. Não culpe Carl por tudo, ele me ajudou muito. A nós dois. Ele sacrificou sua felicidade por mim. E eu nunca consegui amá-lo como ele merece. E se um dia eu sofri não foi por ele, mas sim pelo meu querido Anthony.

Ao contrário do que você pensa, eu não estou morrendo por causa de Carlisle. Eu tenho câncer. Sim meu anjo, eu tenho um tumor maligno no cérebro, em fase terminal. E meu querido amigo Carl não tem nada a ver com o meu fim. Fui eu quem pedi o divórcio Edward. Você acha justo prendê-lo a alguém que não o ama como homem, e sim como um irmão? Eu sei do seu rancor por ele, e não tem motivos para isso.

Sempre que eu quis lhe dizer a verdade, eu olhava em seus olhos e lembrava de Anthony, sim vocês tem os mesmo olhos. Eu fui egoísta meu filho, com você, comigo, mas principalmente com Carlisle. Ele foi o maior prejudicado nessa história. Claro que ele nunca irá admitir, ele te ama. Mas a vida dele foi em função nossa, e portanto ele merece e deve ser feliz com alguém.

Ajude-o Edward, tire esse fardo de seus ombros, perdoe-o. Só assim vocês serão felizes meu amor. Eu sei que no início vai ser difícil aceitar isso, mas seu coração é bom, seja forte e lute por vocês dois. E quando um dia você encontrar um grande amor, vai entender o que eu passei com seu pai. Mas não queira nunca perder esse amor, pois é a pior dor que se pode ter. Tente entender tudo, e não se esconda e nem fuja, como eu sei que você está pensando em fazer. Seja um grande homem e resolva seus problemas sem correr meu amor.

Eu separei algumas fotos de seu verdadeiro pai, eles são momentos que eu tive com ele. E, fora você, eles foram os melhores da minha vida, todas essas fotos são marcas que ficaram em meu coração. Atrás de cada uma tem uma data e a descrição.

Seja feliz meu filho. E lembre-se que o verdadeiro pai não é o que faz, mas sim o que cria. E seu pai esta sofrendo muito com sua falta. Volte para casa e seja feliz com ele. Te amo.

Com amor sua mãe.

Elizabeth "Masen" Cullen.

Eu limpei meus olhos e fiquei impressionada com a força dessa mulher. Ainda dentro do envelope tinha algumas fotos, mas eu resolvi não olhar. Não me pertenciam, e eu queria que Edward as visse primeiro. A água do chuveiro parou, e em seguida ele saiu de lá sem nada o cobrindo. Mesmo num momento como aquele, eu não podia deixar de admirá-lo. Era lindo, e perfeito, um deus Olímpio.

Saí dos meu delírios quando notei que ele foi até o closet e pegou uma mala, meu coração perdeu uma batida com essa atitude. Eu sabia antes de perguntar o que ele iria fazer. Mas para ter certeza eu resolvi arriscar.

- Você vai sair?

- Sim.

- Mas, onde você vai? – ele não respondeu de início, colocou uma roupa, e começou a jogar outras dentro da mala.

- Não sei. – foi sua única resposta.

Eu resolvi ficar quieta e não perguntar mais nada. Claro que ele estava com raiva de mim também. Afinal eu sabia de tudo e não contei. Mas o segredo não era meu para contar.

- Eu sei. – ele disse respondendo a meu pensamento. Então percebi que tinha dito aquilo em voz alta – mas mesmo assim você me escondeu.

- Edward – eu comecei a me desesperar – não faz isso. Eu não quero ficar sem você.

- Você deveria ter pensado nisso antes. – ele foi curto e grosso – e não precisa chorar, você tem mais direito nessa casa do que eu. Afinal você é a sobrinha legítima, e eu... bom eu não sou nada.

- Não diz isso... – fui em sua direção – por favor, tente se acalmar. Eu não pude fazer nada, seu pai sempre soube que você deveria saber a verdade. Mas eu não poderia fazer isso.

- Está tudo bem – ele me olhou fundo antes de prosseguir – mas eu vou embora.

- Mas que droga Edward – perdi a paciência – é por isso que ele nunca te disse nada... por você ser esse garoto mimado e egoísta... que não sabe ouvir os outros, pare de pensar somente em você e olhe ao seu redor. Pense em sua mãe, eu seu pai, em tudo o que eles sofreram...

- Pai? Que pai? Eu não tenho pai – saindo de perto de mim, ele recomeçou a colocar roupas na mala – eu não tenho pai, e minha mãe que eu sempre achei ser perfeita, mentiu para mim. Da mesma forma que ele mentiu, da mesma forma que você mentiu.

- Não fala assim – eu comecei a soluçar – você sabe que eu não tive culpa...

- Você está se tornando repetitiva Isabella – aquilo me feriu mais do que se ele tivesse me batido – eu não quero mais ouvir seu choro. Não quero nada de você. Nem do seu tio querido. Aliás fiquei com ele, fique com essa casa, com tudo. Eu não quero nada. Vocês dois se merecem.

- É isso que você quer realmente? – eu parei de chorar e olhei em seus olhos. Ele desviou, não ele não estava falando coisa com coisa. Era somente raiva, eu tinha que acreditar nisso – está bem. Eu vou deixar você sozinho. Mas pense no que sua mãe escreveu, não fuja. Seja homem e enfrente os seus problemas.

Não esperei ser enxotada novamente por ele. Desci as escadas correndo, quase não vendo nada por causa das lágrimas. Só meu dei conta de que era amparada por alguém, quando senti meu tio falando comigo e tentando me acalmar. Ele estava chorando também, seus olhos estavam vermelhos.

Abraçamos-nos mais fortemente, se pudesse eu tenho certeza que ele tiraria a minha dor, da mesma forma que eu faria aquilo por ele. A vida não é injusta, como muitas vezes dizemos, mas sim verdadeira. Não adianta mentir, se no final a verdade vai ser mais dolorosa.

Eu sei que prometi não demorar, mas estou muito ocupada com a faculdade, e também estou escrevendo uma nova fic. "Perfume de Maçã" . Leiam não vão se arrepender. ./historia/167733/Perfume_De_Maca

Espero que ainda tenha alguma leitora por aí. E vou postar ainda hoje 'Escrito nas Estrelas' também. Gente não fiquem tristes, logo eles vão se acertar. Foi muita informação para nosso garoto, ele esta muito emocionado, e se sentindo renegado. Espero que tenham gostado da música, ela ficou perfeita para o momento. E também não coloquei muitas fotos no capítulo, pois na tinha muito o que mostrar. No próximo capítulo teremos o pov do Edward veremos quem sãos os pais dele, e como vai ser a festa da Bella. Claro que eles vão se acertar também, afinal eu não gosto de vê-los separados... beijos amadas e tenham paciência...