Pois é! Ao fim de quase um mês (ou será que foi mesmo um mês?) cá estou eu de volta! Digam lá que não tiveram saudades minhas… XD Peço desculpa pela demora, mas estive doente, com uma doença chamada preguiça XD. Devia mas é estar calada e passar ao capítulo. Aqui vai ele então.

A Luz e a Escuridão

Capitulo 13

Na manhã seguinte, Sakura acordou e reparou que Shaoran ainda dormia. Normalmente era ela quem acordava mais tarde. Hoje fora diferente. Mas também ela tinha-se deitado mais cedo dele e por isso tinha ficara do lado da parede. Se quisesse sair da cama, quase de certeza não o conseguiria fazer sem o acordar. E isso era algo que ela não queria. Não queria ter de falar com Shaoran tão cedo, por causa do que se passara no dia anterior. Resolveu então ficar quieta na cama. Mas deu tantas voltas sem conseguir voltar a adormecer, até que se apercebeu que já não tinha sono nenhum. Voltou-se e ficou a olhar para Shaoran. Reparou como era agradável assistir ao sono dele.

A sua face marota mas delicada dava uma sensação de veludez sensível ao toque mas ao mesmo tempo convidativa ao tacto. Os olhos mais bonitos quando abertos estavam agora fechados despertando curiosidade e a boca deixando passar um fio de respiração calma e lenta marcavam uma expressão seria mas muito bonita.

"Ficaria assim horas sem me cansar." Sakura assustou-se com o seu pensamento. Desde quando se sentia bem estando a olhar para ele? Pensando bem apercebera-se de que a dias que o tempo passava muito mais rápido e alegre. Quando esteve doente, bastava ele estar ao seu lado para tudo se tornar mais colorido.

- Bom dia, Sakura.

Estava tão imersa nos seus pensamentos que nem se apercebera que Shaoran despertara, apesar de estar a olhar para ele.

- Sakura? – chamou ele.

Sakura despertou das suas divagações e olhou-o sobressaltada.

- Hã?... Ah! Bom dia, Shaoran. – disse, um pouco perdida.

- Passa-se alguma coisa? – perguntou ele.

- Hã?... Não, nada. – respondeu, muito depressa.

Quando acordou Shaoran, deparou-se com um anjo de olhos esmeralda a olhá-lo, só ele sabia como era agradável acordar e todos os dias vê-la descansar calmamente. Mas hoje fora diferente e teve a agradável experiência de se deparar com o lindíssimo verde a perscrutá-lo, só depois se dera conta que esse mesmo olhar não estava normalizado, parecia pensativo e distante.

- Hoje acordaste cedo. – observou.

- Parece que sim. Estava á espera que acordasses, para me poder levantar.

- Que horas são?

- Acho que são cerca de 8:30.

- O quê? Já é tão tarde! Como é que me deixei dormir tanto? – exclamou Shaoran, alarmado.

Na realidade ele sabia muito bem o porquê de ter acordado "tarde", quem o manda ficar todas as noites antes de dormir a olhar o seu mais lindo anjo a descansar serenamente? Assim era normal que dormisse mais do que devia. De um pulo colocou-se logo em pé, entrou e saiu a correr da casa de banho, um minuto depois já estava pronto para mais um dia.

- Será que eu não posso mais dormir contigo Sakura?

- Porquê? Eu por acaso tenho mau dormir?

- Não mas passas-me a tua preguiça e eu começo a andar atrasado como tu… olha só, acordas-te antes de mim e ainda estas sentada na cama sem fazer nada… depois não admira que sejas atrasada… em tudo!

- Repete lá isso Shaoran Li! Volta aqui… quando eu te apanhar não te vais nem conseguir mexer … - gritou Sakura, irritada.

- Isso eu quero ver.

Podia parecer-lhes que as coisas nunca mudariam entre eles. Talvez nunca mudassem mesmo, mas nunca se sabe. Naquele momento ambos podem ter pensado com alívio que o beijo no dia passado não trouxera alterações, mas estavam enganados. Depois desse momento nenhum deles seria igual.

Ambos estavam a sair da sala onde tinham tomado o pequeno almoço quando encontraram o Mestre.

- Bom dia, jovens.

- Bom dia, Mestre. – cumprimentaram.

- Hoje vai ser um pouco difícil treinarem. O Inverno parece finalmente ter chegado. Está frio lá fora. Querem ir treinar mesmo assim? – disse o Mestre.

Os jovens acenaram afirmativamente.

- Então vão andando que eu já vou ter com vocês.

Sakura e Shaoran foram buscar os seus bastões e saíram lá para fora. Definitivamente estava frio. O ar parecia mais denso e o dia estava cinzento. O sol estava escondido por detrás das nuvens cinzentas. Esperaram em silêncio pelo Mestre. Sinceramente, nenhum deles sentia muita vontade de lutar um contra o outro.

Por fim, o Mestre lá acabou por chegar com a sua espada de bambu. Mas ela não foi necessária, visto não ter sido preciso corrigir-lhes as posturas.

- Hoje vamos fazer uma coisa diferente. – disse o Mestre.

- O quê? – perguntou Sakura.

- Vão lutar contra mim individualmente e depois os dois contra mim, quero ver até onde evoluíram.

Sakura e Shaoran entreolharam-se. Pelo menos não teriam de lutar um contra o outro.

- Então, quem será o primeiro? – indagou o Mestre.

- Por mim, tanto faz. Posso ser eu. – disse Sakura.

- Que seja, então. Não se preocupem, não vou usar muita força contra vocês.

Shaoran afastou-se um pouco para dar espaço aos dois combatentes. Sakura e Lei puseram-se em posição. Avaliaram-se durante alguns momentos e depois o Mestre atacou primeiro. Foi tão rápido que Sakura só se apercebeu disso, quando ouviu o som de madeira a bater em madeira. Tinha defendido, mas não se deixou enganar, fora apenas por instinto. Daí para a frente teria de prestar mais atenção aos movimentos do seu Mestre.

Atacou em frente, Lei desviou-se sem grandes dificuldades e logo atacou de lado. Sakura saltou para trás, evitando por pouco este ataque. Debateram-se rápida e vigorosamente, durante minutos, sem haver contacto do adversário com o corpo do outro. Por fim, o Mestre ordenou que parassem.

- Muito bem, Sakura. Conseguiste evitar os meus ataques, não estás nada mal. – disse Lei, um pouco ofegante. – Agora tu, Shaoran.

Shaoran debateu-se igualmente bem contra o Mestre. Mas numa altura do combate reparou em Sakura a observá-los e veio-lhe á cabeça a cena do beijo que tinha acontecido no dia anterior. Sentiu uma pancada na barriga que quase o fez cair. Apercebeu-se que se distraíra e o Mestre atingira-o. Este olhava-o com um olhar de desaprovação. Prestou mais atenção daí em diante. Até que por fim, pararam.

- Ambos se saíram muito bem, não esperava menos. Claro que para chegarem ao meu nível, ainda vai demorar algum tempo – vangloriou-se Lei – mas estão a ir muito bem. Shaoran, apenas te digo que não te devias distrair tão facilmente. Por hoje não fazemos mais nada, já não é muito necessário.

Fizeram uma pequena vénia e retiraram-se. Dirigindo-se para o mosteiro.

Takeshi acordou bruscamente. Olhou em volta e viu que estava no seu quarto. A dor na cabeça e nas costelas confirmaram-lhe que os acontecimentos do dia anterior não tinham sido um sonho. Uma súbita raiva inundou-lhe o coração, mas acalmou-se quando reparou que Chiyako entrara no seu quarto.

- Takeshi! Já acordaste! Ainda bem! – exclamou ela, enquanto se dirigia rapidamente para ele.

Takeshi esboçou um fraco sorriso.

- Vou sobreviver, Chiyako. – o seu sorriso desapareceu, dando lugar a um olhar duro. – Apanharam a Kate?

Chiyako abanou a cabeça negativamente.

- Não, Takeshi. Ninguém sabe como mas ela conseguiu desaparecer sem deixar rasto e o bastão dela também.

- Já era de esperar. – comentou Takeshi.

Chiyako estremeceu quando um pensamento lhe passou pela cabeça.

- Takeshi? … Está a acontecer outra vez? – perguntou.

Takeshi notou um certo temor na voz da rapariga e percebeu aquilo a que ela se referia.

- Infelizmente parece que sim, Chiyako. E desta vez não vou perdoar mais ninguém.

- Mas sabes que a culpa não foi… - começou Chiyako.

- Eu sei, Chiyako, mas agora já não me importo.

Chiyako surpreendeu-se com a frieza de Takeshi relativamente àquilo, no fundo achava que ele tinha razão e que agora talvez já fosse tarde demais para perdão. Mas seria certo culpar alguém por algo que não fez por si própria?

- Parece que o Inverno chegou de vez. – comentou Shaoran, olhando pela janela do quarto.

Sakura que estava distraída, sentada no chão encostada á parede, a ler para não variar muito, não se apercebeu logo do que dizia.

- Hã…? Ah, sim! Pois, parece que sim. – disse distraidamente.

- Eu gosto do Inverno. É a minha estação preferida. – continuou Shaoran, a divagar.

- Eu também gosto do Inverno e da neve. Mas prefiro o Verão.

Shaoran virou-se para ela e sorriu-lhe.

- Tem a ver contigo. – disse.

- Porquê? – questionou ela, curiosa.

- Porque é uma estação radiosa como tu. – disse Shaoran sem pensar.

Quando se apercebeu do que tinha dito, Sakura olhava-o surpreendida e sem palavras. Enterrou rapidamente a cara no livro. Shaoran podia ver que ela corara profundamente e pelo calor nas suas bochechas não devia estar diferente. "Idiota! Porque disseste isso? Será que já não sabes controlar o que dizes?", pensou. Na verdade aquelas palavras saíram-lhe tão naturalmente que nem reparou bem que as tinha dito, mas o que está feito está feito.

Kate encontrava-se com o seu cavalo algures perto de uma aldeia. No sítio onde se encontrava, nevava, cobrindo a paisagem de branco. "Vou ter de desaparecer, pelo menos durante algum tempo. Mas um dia hei-de voltar. Vou dar-lhes tempo para se prepararem, mas eles sabem que nunca me poderão vencer!"

Sakura não falava nem via Shaoran há algumas horas. Desde o almoço que não lhe punha os olhos em cima. Começava a achar que enquanto não tivessem uma conversa decente sobre o beijo em vez de fingirem que não acontecera nada, não iriam conseguir conviver novamente há vontade um com o outro. Começava também a ansiar que chegasse a Primavera para voltarem para o dojo, onde teria um quarto só para si. Enquanto pensava, Shaoran entra no quarto, transpirado e com as roupas cheias de lama.

- Onde estiveste? – perguntou Sakura.

- Fui treinar. – respondeu ele, dirigindo-se para a casa-de-banho.

- Podias ter-me chamado. – replicou Sakura, subitamente irritada.

- Desculpa, mas queria passar algum tempo sozinho. – respondeu Shaoran prontamente, entrando na casa-de-banho.

Sakura não tentou revidar e ficou á espera que ele saísse. Queria ter uma conversa definitiva com ele sobre o beijo. Ouviu a água a correr na casa-de-banho e esperou pacientemente que ele acabasse de tomar banho.

Shaoran estendeu-se na banheira. Suspirou. Enquanto estivera sozinho dera para aclarar as suas ideias. Quando Sakura estava por perto não conseguia pensar claramente. Não que ela o incomodasse, mas era um sentimento diferente e desconhecido que vinha a tornar-se cada vez mais intenso e forte. Shaoran não sabia o que era aquilo, e sinceramente, tinha medo de descobrir.

Alguns minutos depois Shaoran saiu do banho. Sakura levantou-se imediatamente.

- Shaoran, precisamos de falar. – pediu.

Shaoran estranhou e queria saber o que ela tinha para dizer, mas disse:

- Mais tarde, Sakura. Vamos jantar agora, estou cheio fome.

Sakura soltou um suspiro de exasperação, mas concordou. Foram então jantar.

Sakura terminou a sua refeição rapidamente. Depois ficou a observar cada movimento que Shaoran fazia enquanto comia. Cada vez que pensava que ele tinha acabado, voltava a servir-se. O Mestre observava as reacções de exaspero e irritação de Sakura com divertimento.

- Ainda vais demorar muito? – perguntou irritada.

Shaoran levantou o olhar do prato e ao ver a expressão dela, despachou-se a terminar depressa. Ao ver que ele tinha acabado, Sakura levantou-se da mesa e despediu-se do Mestre. Shaoran seguiu-a até ao quarto.

- Então, o que querias falar de tão importante?

Agora que chegava a altura de falar, faltavam-lhe as palavras. Não sabia bem o que dizer, mas tentou.

- Bem, era sobre aquilo de ontem… - disse.

Shaoran pareceu ficar a pensar.

- Há mais alguma coisa que tenha de ser dita? – perguntou.

- Claro que há, Shaoran! Não podemos fingir que não aconteceu nada! – responde Sakura, com um súbita irritação.

Shaoran fixou o olhar no chão.

- Já te pedi desculpa, não já? – ripostou.

- Mas não é por isso, Shaoran. A culpa não foi só tua. Nós simplesmente não podemos fingir que não aconteceu nada… mas eu… não quero ficar tão distante de ti, como estamos agora. Já não estamos tão á vontade um com o outro, mais vale desabafar tudo agora do que nos evitarmos. – disse Sakura.

Shaoran olhou para ela e deparou-se com uma face determinada.

- Então o que sugeres? – perguntou.

- Não sei bem… Mas gostava de saber… porque me beijaste?

Shaoran não estava á espera daquela pergunta e foi apanhado de surpresa.

- Não sei… Não sei bem o que me passou pela cabeça no momento. Acho que foi… sei lá… talvez para te calar. – disse as últimas palavras com um sorriso.

Ao contrário do que seria de esperar Sakura também sorriu.

- E tu? - perguntou Shaoran. – Porque não me afastaste?

Sakura ficou subitamente vermelha.

- … Não sei … A principio pensei nisso, mas acho que depois me deixei levar… - terminou muito depressa e mais vermelha que vermelho.

Shaoran sorria mais que nunca, achava graça àquilo.

- Então, ficou tudo esclarecido? – questionou.

- Acho que sim...

- Então vamos fazer com que tudo volte a ser como era antes?

- Nada vai voltar a ser como era antes, Shaoran, mas pelo menos vamos tentar conviver á vontade um com o outro. – disse Sakura.

- Está bem, então.

- Bem, eu já volto. – disse Sakura, saindo rapidamente do quarto.

Shaoran ficou sozinho no quarto. Deitou-se na cama e suspirou. Será que a amizade deles nunca mais seria a mesma depois daquele beijo? Ao que tudo indica parece que não. Afinal nenhum dos dois sabia o que levara àquilo verdadeiramente.

Continua…

Pois é, demorou mas saiu ;p. Acho que não ficou grande coisa, girou tudo um pouco à volta do beijo e já me estava a metes raiva, mas enfim… Peço muitas desculpas pela demora, bastante demorada. Mas é a vida… Agora não sei quando vai sair o próximo capitulo, mas vou tentar com que seja o mais rápido possível e se eu demorar muito ameacem-me que funciona ;p. É verdade, eu ponho separadores quando mudo de cena, mas ás vezes não aparecem, desculpem a confusão.

Daniela Alex – Pois eu sei que demora… mas como tu dizes também não podes falar muito lol. Bem, este capitulo também demorou mas enfim… Também estou á espera do teu 3º capitulo!

Aggie18 – Pois é… demorei, desculpa lá. Mas também não podes reclamar muito! Onde anda a tua? Ah pois é! lol Estou a brincar. Sobre aquele comentário que deixaste no meu blog, eu não sou do Porto não, sou de Lisboa lol, pelo menos na minha escola dizemos bicos, loool, mas pronto. Não demores muito com o teu próximo capitulo também!

Cleopatra-cruz – Obrigado pelos elogios! Mas o que disseste é verdade, foste uma óptima professora, claro que eu também queria melhorar mas tu ajudaste muito. Aliás deves ter reparado que o principio do capitulo é aquele texto que me mandaste, está um bocado diferente, não é que eu não gostasse do teu, mas apeteceu-me mudar, mas algumas partes continuaram iguais, muito obrigada, demorou mas usei-o. Não te preocupes que eu não vou fazer nenhuma loucura com a fic lol.

Maylene Angel – Com tanto review nem sei como hei-de responder. Bem, vou tentar. Pois é verdade, eu tenho cada ideia, quanto aos mistérios, nem eu sei bem como resolvê-los (pronto até sei, mas ainda tenho que pensar bem nalgumas coisas). Nós vamos ao concerto dos Within! Duas malucas juntas, vai ser lindo! E mais uma coisa: Yaoi Rules! loool

Leila M. Santos – Eeeeh! Leitora nova! Nesta altura da fic confesso que não estava muito há espera, mas fiquei muito contente! Pois é, eu deixo toda a gente curiosa. Obrigado pelo review e pelos elogios!

Bem, por hoje é só. Reviews please. E até… algum dia…! Lol

Beijos,

DeadLady