Beyblade não me pertence

Capítulo anterior: A hora do embate entre os BBA Revolution e dos Blitzkreig Boys finalmente tinha chegado. No primeiro combate, Ling combateu com Tala e venceu. Mas durante o combate aconteceu algo inesperado. Quando Ling estava prestes a perder ouve uma voz, que na verdade era a voz do seu bit-bicho Angel e, desta forma, recupera as suas forças. O seu bit-bicho foi finalmente libertado. Mas, segundo o Sr. Dickinson, isso é perigoso, pois Ling não tem força suficiente para manter o Angel nessa forma. No segundo combate, Tyson perdeu para Kai por estar desconcentrado devido a acontecimentos anteriores. Sendo assim, o combate seria decidido entre os dois vencedores, Ling e Kai. Enquanto que para Kai era apenas mais um combate, para Ling era um combate muito emocional. Devido a estar presa entre as recordações de Alexander e Kai, Ling perdeu o seu combate. Alexander convidou Ling para sair, aproveitando-se do estado emocional da jovem.


Capítulo 13: Traição ao luar

Kai: - "Porquê? Porque é que eu não paro de pensar naquilo que aconteceu? Porque é que vê-la a falar com aquele tipo irrita-me tanto? Nem me deveria importar. Então se não me importo...porque raios estou eu a fazer isto?"

Kai andava pelos corredores do hotel em direcção a um quarto. Um quarto específico que, por incrível que parecesse, não era o seu. Caminhava lentamente enquanto tentava encontrar uma razão lógica para aquilo que estava a fazer. Quando chegou em frente do respectivo quarto parou em frente à porta. Respirou fundo e bateu.

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O Sr. Dickinson estava sentado na sua secretária, preparando-se para fazer uma chamada. Pegou no auscultador, discou o número e esperou que atendessem. Quando o sinal de chamar parou pôde-se ouvir uma voz feminina e calma do outro lado da linha.

- Sim?

Sr. Dickinson: - Olá Miya, fala o Dickinson.

Miya: - Stanley! Que surpresa! Então, como estás? – perguntou numa voz animada.

Sr. Dickisnon: - Estou bem. E tu, como estás?

Miya: - Muito bem. Tirando a parte que estou preocupada com a minha filha e que estou cheia de saudades dela. Diz-me Stanley, como está a minha menina?

Sr. Dickinson: - Ela está bem, acho eu...

Miya: - Achas? Que queres dizer com isso Stanley? Aconteceu alguma coisa? – o Sr. Dickinson hesitou ao som daquelas palavras, mas respirou fundo e decidiu contar o que se tinha passado.

Sr. Dickinson: - Miya, não aconteceu nada de grave, mas...

Miya: - Mas o quê, Stanley? O que se passou com a minha filha? – perguntou, nervosa.

Sr. Dickinson: - Bem... indo directo ao assunto, o Angel foi libertado.

Miya: - Ela libertou-o? – perguntou, surpresa.

Sr. Dickinson: - Sim. Hoje no campeonato.

Miya: - E como é que ela está? Ela está bem? Stanley!

Sr. Dickinson: - Tem calma, Miya. Ela está bem, acho que apenas ficou cansada. – disse, tentando acalmar a amiga.

Miya: - Ainda bem. Sabes onde ela está? Gostava de falar com ela.

Sr. Dickinson: - Acho que ela está no quarto a descansar.

Miya: - Hum, sendo assim acho melhor não a incomodar. Ela precisa descansar.

Sr. Dickinson: - Sim, é melhor. Mas não te preocupes que quando chegarmos a França vais receber uma chamada dela.

Miya: - A sério, Stanley? – perguntou animada e ansiosa por matar saudades da filha.

Sr. Dickinson: - Sim, eu prometo. – respondeu, sorrindo.

Miya: - Bom, sendo assim falamos depois.

Sr. Dickinson: - Sim, falamos depois.

Miya: - E Stanley?

Sr. Dickinson: - Sim?

Miya: - Cuida da minha filha por mim.

Sr. Dickinson: - Claro, não te preocupes. – disse numa voz descansada e pousando o auscultador após ouvir o sinal de impedido.

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Ling estava no seu quarto, mas não estava a descansar. Naquele momento, encontrava-se em frente ao espelho a escovar o seu cabelo enquanto se lembrava do convite de Alexander. Brincava com a opção de Alexander a ter convidado para um encontro e não para um passeio. Nunca se tinha imaginado num encontro, era algo que nunca fez parte dos seus planos. Mas, se algum dia pensou nisso, deveria encontrar-se com a pessoa que amava e não com alguém que conhecia à uns dias.

Pousou a escova e encarou o espelho. Nunca se tinha importado tanto em arranjar-se como naquele dia. Vestia uma mini-saia azul clara trabalhada numa linha de um azul mais escuro fazendo uma espécie de xadrez, uma camisola de um azul cor do céu de manga curta, com a gola no mesmo formato que a saia. Na saia podia ver-se um cinto branco, largo, descaído e calçava uns sapatos baixos também brancos. Na cama estava um casaco branco com vários feixes prateados por todo ele.

Gostava da sua figura. Sentia-se bem. Quando estava prestes a ir vestir o seu casaco ouve baterem à porta. Um pouco surpresa vai até à porta, abrindo-a. Se Ling já estava surpresa ao ouvir baterem na porta, ficou muito mais ao encarar a figura que tinha batido. Kai estava encostado à beira da porta, com os braços cruzados, e olhava para ela com a sua expressão de sempre, embora esta fosse um pouco forçada devido ao espanto de a ver naquele estado.

Ling: - Kai... – Ling primeiro não conseguiu evitar a surpresa transparecer na sua face, mas logo pôs uma expressão séria e encarou o rapaz. – O que estás aqui a fazer?

Kai: - Vim falar contigo. Tens um minuto? – perguntou de forma fria. Ling hesitou um pouco antes de responder, mas logo desviou-se da porta, dando espaço para o rapaz entrar.

Ling: - Claro, entra. – respondeu, entrando no quarto. Kai fez o mesmo e fechou a porta atrás de si. Ling sentou-se na cama e encarou Kai por momentos. Aquela visita era de facto inesperada e Ling queria saber o seu motivo, por isso decidiu quebrar o silêncio que se tinha instalado. – Então, o que queres falar comigo? – Kai olhou-a por momentos até que decidiu falar.

Kai: - Acho melhor ir directo ao assunto, senão nunca mais saímos daqui. Ling, eu não acho boa ideia tu andares com aquele tipo dos The Demons. – disse, olhando seriamente para ela.

Ling: - O quê? – Ling levantou-se da cama encarando Kai de frente, indignada.

Kai: - Tu ouviste bem. Não acho que seja seguro andares com alguém que nós ainda não conhecemos bem.

Ling: - "Nós?" E quem são esse "nós"? – perguntou, começando a ficar irritada. – Kai, eu conheço-o e para mim isso basta!

Kai: - Conheces? Há quê? Um, dois dias, não?

Ling: - O que é que isso te interessa? Kai, tu por acaso estás a querer dizer que estás preocupado? – pergunta, de forma a irritar Kai.

Kai: - Não! Eu só estou a dizer que não acho que seja boa ideia andares a meter-te com esse tipo. Ele não é de confiança, Ling! – disse, num tom mais alto e sério.

Ling: - Isso eu posso muito bem distinguir! Não preciso dos teus conselhos. – disse, de um jeito frio.

O facto de estar a ser questionada sobre as suas acções tirava-a do sério. Embora sempre fosse calma e amável, naquele momento estava séria e fria. Talvez por estar a falar com Kai. Nos últimos dias, apenas se sentia irritada daquela forma quando se tratava dele. O porquê ela ainda não etendia.

Kai: - Ling, eu só estou a dizer... – mas Kai não continuou, pois foi interrompido por Ling.

Ling: - Já chega, Kai! – disse nervosa e logo mostrando uma certa tristeza no olhar. - Isso não te importa. O que eu faço não te importa. O que me acontece não te importa. Então não sei qual é o motivo para estares aqui. – continuou, olhando para Kai com um brilho nos olhos. Pequenas gotas formavam-se nos seus olhos escuros e Ling tentava segurá-las, com algum esforço.

Kai não disse nada. Apenas baixou a cabeça, fitando o chão de alcatifa bege do quarto. Ling, ao ver a reacção do rapaz às suas palavras, sentiu uma enorme vontade de chorar. De se atirar à cama e chorar até não poder mais. Então ele realmente não se importava. Ling agarrou o seu casaco, que ainda estava em cima da cama, e dirigiu-se até à porta do quarto, abrindo-a. O barulho da porta fez Kai acordar.

Kai: - Onde vais? – perguntou, no seu tom de sempre.

Ling: - Tenho uma pessoa à minha espera. – disse friamente e abandonando o quarto, fechando a porta com força.

Kai fitou a porta por segundos e logo virou-lhe a cara, dirigindo-se à janela. De lá pôde ver Alexander sentado no muro que ficava em frente ao hotel. Mas ele não estava sozinho. Estava acompanhado pelos companheiros de equipa e pareciam estar a conversar. Kai decidiu ficar ali por mais algum tempo a observá-los.

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Alexander: - Então, vocês perceberam bem o que têm de fazer?

Ivan: - Sim, não te preocupes Alexander.

Dimitri: - Logo após o teu sinal, nós mandamos o nossos beyblades à miúda e depois é só atacar. – disse, girando a pistola na mão, eufórico.

Nicolau: - Tens a certeza que isto vai funcionar? – perguntou, olhando para Alexander.

Alexander: - Sim, não te precisas preocupar, Nicolau. – disse, encarando o colega com um sorriso sádico. – Ela vai cair que nem um patinho e depois o bit-bicho será nosso!

Nicolau: - Espero que tenhas razão. – disse secamente.

Dimitri: - Ei, ela vem aí! Vamos esconder-nos pessoal! – avisou Dimitri, dirigindo-se a uma árvore que estava lá perto.

Ivan: - Depois encontramo-nos no parque, Alexander. – disse, afastando-se de Alexander junto com Nicolau.

Dentro de pouco tempo, Ling já estava junto de Alexander, que sorria para ela continuamente.

Alexander: - Vejam só como ela está bonita! – disse, de forma cordial.

Ling: - Obrigado. – agradeceu com um sorriso forçado.

Alexander: - Hum, essa tua expressão triste não combina com a figura. Um sorriso ficava melhor. – Ling baixou a cabeça. – Por acaso aconteceu alguma coisa antes de vires para cá? – perguntou, num tom preocupado e com o seu sorriso misterioso, que confundia a jovem.

Ling: - Não, não aconteceu nada. – negou numa voz triste e com o mesmo sorriso forçado.

Alexander: - Tu é que sabes. Mas, se é assim, gostava de voltar a ver o teu belo sorriso. – e nisto dá um beijo na testa da jovem e começou a afastar-se. Ling corou devido ao acto do rapaz, que voltou-se para ela com o mesmo sorriso. – Vens?

Ling: - Sim, claro. – e correu até Alexander, que pôs o seu braço por cima dos ombros dela e sorriu de lado para os colegas, que os observavam escondidos por detrás de uma árvore.

Mas os The Demons não eram os únicos que tinham assistido à cena. Da janela do quarto dos BBA Revolution, Kai tinha visto tudo e acabara de sair do quarto, batendo violentamente com a porta, irritado.

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Alexander: - Não te importas que eu ponha o braço por cima de ti, pois não? – perguntou amavelmente.

Ling: - Huh? – Ling olhou para ele como se tivesse acabado de acordar. Ainda nem se tinha apercebido do acto de Alexander e por isso demorou a reflectir na sua resposta. – Não, não faz mal. – respondeu, voltando a olhar o chão.

Ao vê-la baixar a cabeça novamente, Alexander percebeu que algo tinha de facto acontecido. Não que se importasse se Ling estava bem ou não, mas tinha que representar o seu papel e o de rapaz simpático e preocupado fazia parte da sua personagem. Parou de caminhar e retirou o braço de cima de Ling. Ela olhou-o, confusa.

Alexander: - Ling, se não querias vir dar um passeio comigo bastava teres dito. – disse, de forma triste.

Ling: - Alexander, o que estás a dizer? – perguntou, ainda mais confusa.

Alexander: - Bem, é que não pareces estar a gostar de estar aqui. Estás triste e distante. Acho...que afinal não foi uma boa ideia. – disse, baixando a cabeça.

Ling: - Não Alexander, não é nada disso! – disse de imediato. Ao ouvir o tom dela, Alexander sorriu de canto não deixando que ela visse, claro. Levantou a cabeça de forma a poder encarar a jovem.

Alexander: - Talvez. – dito isto dirigiu-se a Ling, que voltava a estar de cabeça baixa. Colocou a sua mão no queixo dela e ergueu o seu rosto até que a pudesse olhar nos olhos. – Ou talvez tenha mesmo acontecido alguma coisa antes de vires para cá.

Ling, ao ouvir aquelas palavras, sentiu aquela vontade enorme de chorar voltar ao de cima. Num impulso livrou-se do braço do rapaz, começando a chorar desoladamente.

Ling: - Alex...desculpa... – disse, entre soluços, enquanto chorava com as mãos tapando a sua cara, estando praticamente a milímetros de Alexander.

Alexander: - Alex...? – sussurrou, com espanto ao ouvir a jovem chamá-lo daquela forma.

Nunca tinha permitido a ninguém tratá-lo por Alex, nem mesmo as suas antigas namoradas. Mas o que mais o perturbava no momento era o facto de ter aquela rapariga, aquela à qual deveria roubar o bit-bicho, trazer tristeza e sofrimento ali, junto a si, a chorar. Alexander engoliu em seco e tentou penetrar novamente no seu papel. Colocou as mãos nos ombros da jovem e puxou-a para si, tentando acalmá-la.

Alexander: - Não faz mal, não fizeste nada. – Ling afastou-se do rapaz e fitou-o, ainda com os olhos molhados.

Ling: - Alex... obrigado. – disse, com o seu sorriso doce de sempre.

Alexander: - De nada. Agora toca a limpar essas lágrimas, porque viemos aqui foi para nos divertirmos, não para choradeiras. – disse calmamente, embora por dentro estivesse a ferver por ter sido chamado novamente de Alex.

Ling: - Sim, tens razão. – concordou, limpando as lágrimas com a mão.

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Tyson: - Que estranho... onde será que a Ling se meteu? – perguntou, enquanto caminhava em direcção ao quarto com Hilary.

Hilary: - Não sei... ela simplesmente desapareceu sem dizer nada.

Tyson: - Ela não costuma fazer isso. Estou preocupado.

Hilary: - Tem calma, vais ver que ela apenas foi dar um passeio e que volta logo. – disse Hilary, tentando acalmar o namorado.

Tyson: - Espero que sim Hilary, espero que sim. – e ao dizer isto entra no quarto junto com a namorada.

O que ambos não sabiam é que a conversa deles tinha sido escutada por uma terceira pessoa. Shiori das Night Girls, que também ia para o seu quarto, tinha ouvido tudo e já se dirigia a toda a velocidade até ao seu quarto.

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Alexander: - Tens a certeza que não preferes ir dar uma volta por aí? – pergunta, olhando para Ling, que estava sentada ao seu lado num banco do parque em que se tinham encontrado pela primeira vez.

Ling: - Não, eu quero ficar aqui. Se não te importares, é claro.

Alexander: - Não, não me importo. – disse com o seu sorriso misterioso, enquanto um brilho triunfante era mostrado nos seus olhos por o seu plano estar a correr na perfeição.

Ling: - Obrigado, Alex. – disse sorrindo para o rapaz, que ferveu de raiva por estar a ser chamado de Alex novamente.

Alexander: - Olha Ling, porque é que estás sempre a chamar-me de Alex? – Ling olhou confusa para ele, mas logo respondeu.

Ling: - Ora, porque fica mais bonito dizer Alex que Alexander todas as vezes. Não gostas, é?

Alexander: - Não, não. Eu gosto sim. – mentiu forçosamente.

Ling: Alex...? – chamou a rapariga, olhando para o céu.

Alexander: - Sim?

Ling: - Bem, eu só te queria agradecer por seres tão simpático comigo. Tens sido um óptimo amigo e, sinceramente, se não fosses tu não sei o que teria sido de mim nestes dias. – disse, com um belo sorriso na face.

Alexander olhou surpreso para Ling. Nunca esperou tais palavras vindas dela. Mas, por outro lado, sorriu pois Ling tinha caído na sua armadilha. Sorriu vitorioso por todos os seus esforços terem resultado. Agora, só faltava a última parte do plano.

Alexander: - Não tens nada que agradecer. Apenas fiz o que achei melhor para voltar a ver esse teu sorriso. – disse, aproximando-se ligeiramente de Ling.

Ling: - Alex... não digas essas coisas. – pediu, corada devido às palavras do rapaz.

Alexander: - Mas é verdade. – disse com aquele seu sorriso e ficando a poucos milímetros da jovem.

Sem que Ling se desse conta, Alexander estava praticamente em cima dela. Ao sentir a mão um pouco fria dele tocar na sua face, um arrepio percorre-a e ela cora de imediato. Alexander sorri de canto e aproxima mais o seu rosto do de Ling. Dentro de segundos, tinha os seus lábios colados nos da jovem.

Ling, ao aperceber-se que Alexander estava a beijá-la, tinha a mente completamente em branco. O seu coração começou a bater mais depressa e, de repente, a primeira coisa que veio à sua cabeça foi nem mais nem menos que Kai Hiwatari.

Ao lembrar-se do rapaz, Ling arregalou os olhos e afastou-se de Alexander de imediato, levando as mãos aos lábios. Alexander olhava para ela, incrédulo, perguntando-se o que poderia ter corrido mal. Ainda em choque por culpa do sucedido, Ling levantou-se do banco e começou a caminhar lentamente para trás, sem deixar de olhar Alexander.

Ling: - Alex... eu... eu tenho que me ir embora, desculpa!

Alexander: - Mas... já? – perguntou, levantando-se também do banco.

Ling: - Sim, desculpa! – disse rapidamente e começando a correr para fora do parque.

Alexander: - Nem pensar! – disse, baixinho, e dando sinal ao companheiros para avançarem.

Mal Ling começou a correr foi impedida por três enormes figuras, que ergueram-se do nada. O caminho da jovem estava a ser barrado por um enorme centauro em tons de verde, por uma pantera negra de olhos vermelhos e por um tubarão cinzento e branco. Três bit-bichos olhavam para a jovem como se estivessem a olhar para o seu pequeno-almoço.

Ling: - O... O que é isto...? – perguntou-se a si própria, olhando assustada para as criaturas.

Alexander: - Desculpa Ling, mas tu não vais a lado nenhum! – disse, cínico, e com a sua expressão normal de volta.

Ling: - Alex? – Ling virou-se de imediato para trás ao ouvir as palavras do rapaz.

Alexander: - Prepara o teu beyblade, Ling. Nós vamos combater. – disse, num tom autoritário, e apontando o seu lançador à jovem.

Ling: - Alex... mas o que estás a dizer? Eu não quero combater contigo. – disse, muito confusa.

Alexander: - Desculpa desiludir-te, mas acho que não tens escolha. – disse com um sorriso sádico e fazendo sinal para os três bit-bichos.

Ling: - Alex, mas o que se passa? O que significa isto? – perguntou, ainda mais confusa. Ling tinha as mãos junto ao peito e olhava para Alexander, assustada.

Alexander: - É simples, Ling. Eu estou aqui para roubar o teu bit-bicho.

Ling: - O quê? – perguntou, em da surpresa e do choque.

Alexander: - Agora... ataquem! – ordenou Alexander, no seu tom sério de sempre.

Ao ouvirem isto, os três The Demons deram ordem aos seus bit-bichos para atacarem. As três criaturas olhavam Ling com desdém e a jovem estava tão assustada e confusa com aquilo tudo que nem conseguia pensar. Apenas olhava para os três bit-bichos e a única coisa que conseguia fazer era tentar afastar-se deles. Como estava a andar para trás, não viu uma pedra e caiu, ficando à mercê deles. Quando estava prestes a ser atacada pelo tubarão, um beyblade aparece do nada, afastando o bit-bicho.

Ling, ao não sentir o ataque, afastou o braço da cara e pôde ver o tubarão longe de si. Voltou a pôr-se de pé e ficou a observar a batalha que estava a ser travada entre o tubarão e o beyblade desconhecido. Antes que Ling pudesse fazer alguma coisa, ouve uma voz.

- Depressa, tens que sair daqui! - ordenou uma voz, num tom preocupado. Ling olhou para uns arbustos que estavam ali perto, com atenção. – Rápido, senão eles roubam-te o bit-bicho! – ao ouvir aquelas palavras, Ling acordou e percebeu que tinha de fugir.

Ling: - Certo. – e a jovem saiu do local, a correr com toda a força.

Alexander, que até então estava pasmo pelo ataque surpresa, apercebeu-se da fuga da jovem e tentou ir atrás dela.

Alexander: - EI! – mas o rapaz não conseguiu, pois desta vez quem foi impedido de avançar foi ele. Uma pequena fada de cabelo azul, um falcão preto e branco e uma raposa vermelha e amarela pairavam no ar, impedindo a passagem do rapaz. – Bolas! – queixou-se ele, franzindo a testa.

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Ling correu o mais depressa que pôde. Nunca, em toda a sua vida, correu com tanta força. O medo que tinha fazia com que o seu corpo se movesse para além da sua vontade. Não só o medo, mas também a confusão que se tinha instalado na sua cabeça.

Continuava a tentar perceber o que se tinha passado naquele parque. Num minuto, estava a ser beijada pelo líder dos The Demons e no outro, o mesmo estava a desafiá-la para um combate que colocava o seu Angel em jogo.

Nessa mistura de pensamentos, ainda se lembrou da sua conversa com Kai, no seu quarto. Lembrou-se das palavras do rapaz, avisando-a que era perigoso andar com Alexander. Mas por culpa da sua cabeça dura não ouviu e deixou-se ser levada pelos seus sentimentos, que na altura não eram os correctos.

Ling: - "Mas porque é que isto tinha que acontecer? Porquê? Porque é que o Alex tinha que fazer aquilo? Mas, afinal de contas, o que é que se passa? Kai...ele tinha razão. O Alex não é de confiança e eu não quis acreditar nele... eu não acreditei... na pessoa que eu amo..." – lágrimas formaram-se nos olhos escuros da jovem enquanto ela continuava a correr em direcção ao hotel.

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O som de uma lata a ser chutada foi a única coisa que se ouviu, naquela rua silenciosa. Kai andava perdido pelas ruas de Nova Iorque. Não conseguia dormir, por isso decidiu ir dar uma volta para arejar as ideias. Estava demasiado pensativo e confuso, então saiu para descomprimir, mas isso não ajudou muito, pois os pensamentos não tinham mudado desde que abandonara do hotel.

Kai: - "Mas porque não consigo tirá-la da cabeça? Não é que eu esteja preocupado com o que lhe possa acontecer, mas..."

"Kai, eu conserto o teu beyblade, a sério. Podes confiar em mim, Kai."

"Kai eu...Vim trazer-te isto. Vais precisar dele para o campeonato."

"Porquê? Porque é que aqui estás tão feliz e agora estás sempre tão...triste? Diz-me!"

"Eu vim desejar-te boa viagem. E também...vim pedir-te desculpa!"

"Isto é, queria agradecer-vos em nome de todos por terem ido connosco. Muito obrigado."

"Bem, sabes, é que eu estava a pensar que se não tivesses assim nada para fazer, nós os dois podíamos ir dar um passeio. Se não te importares, é claro."

"Isso não te importa. O que eu faço não te importa. O que me acontece não te importa."

Kai: - "Talvez importe..." – Kai suspirou, cansado.

Não conseguia tirar da cabeça as memórias que tinha de Ling. Não a considerava sua amiga, nem sequer uma colega, era apenas uma conhecida. Mas não conseguia perceber o porquê de estar realmente preocupado com o que lhe podia acontecer. A razão mais óbvia, era o facto de não confiar em Alexander e ter medo que alguma coisa pudesse acontecer à rapariga. Mas esse facto, esse de estar preocupado com o pudesse acontecer à jovem, continuava inexplicável para ele. Custava-lhe admitir, mas ele até que gostava da companhia dela.

Deu um pequeno sorriso devido aos seus próprios pensamentos. Continuou a andar mais um pouco até que se apercebeu que alguém vinha a correr em sua direcção. Demorou para perceber quem era, mas quando reparou no longo cabelo que esvoaçava devido à corrida, não teve dúvidas de quem era.

Kai: - Ling... – sussurrou para si mesmo ao ver a jovem aproximar-se.

Viu-a levantar a cabeça e surpreender-se por vê-lo. Mas logo pode reparar que os seus olhos não tinham o brilho de sempre. Em vez disso, pôde ver lágrimas escorrerem pelo rosto dela. Sem que pudesse tomar total noção da situação já tinha a jovem ali, junto a si, a soluçar e a chorar descontroladamente.

Ling: - Kai... – foi a única coisa que o rapaz pôde ouvir no meio dos soluços e do choro.

O primeiro impulso de Kai foi puxar a jovem para junto de si de forma a poder acalmá-la, mas logo deteve-se, cerrando o punho, e apenas colocou a mão no ombro dela.

Kai: - Ling... – Kai decidiu engolir o orgulho daquela vez e perguntar o que ia realmente na sua mente. – O que foi que aconteceu? Porque estás a chorar?

Ling: - Kai... tu tinhas razão... tinhas razão... – disse, no meio de soluços, e ainda com a cara tapada pelas mãos.

Kai: - Acalma-te. Depois, então contas-me isso melhor. – disse, num tom calmo, nada parecido com o seu habitual. Ling concordou com a cabeça e tentou parar o choro.

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Alexander: - Vocês vão mostrar-se ou não? – perguntou, irritado.

Alexander continuava no parque, em frente aos três bit-bichos desconhecidos. Com a sua equipa já junto de si, tentava fazer com que os beybladers misteriosos saíssem do seu esconderijo.

Dimitri: - Pff, estes tipos devem estar com medo de nós. Por isso, é que não querem mostrar a cara. Ei! Vocês querem parar de se armar em bebés chorões e combater cara à cara? – disse, num tom de desafio.

- Este tipo já me está a irritar! – disse uma voz, baixinho, nos arbustos.

- Tem calma Miharu, nós não podemos deixar que eles saibam quem nós somos. – reprovou a jovem de cabelos lilás.

Sim, eram as Night Girls. As oficiais protectoras de Ling tinham executado com sucesso a sua primeira missão, embora tenha sido por um fio. Se Shiori não tivesse escutado a conversa entre Tyson e Hilary, provavelmente, por aquela altura, Ling estaria a combater com os The Demons, e a perder.

Ivan: - Alexander, o que vamos fazer? – perguntou ao líder, que olhava em frente, irritado.

Alexander: - Hunf! Vamos embora! Já não temos nada para fazer aqui. – disse, virando as costas, e caminhando no sentido oposto de onde tinha vindo.

Ivan: - Mas então e... – mas o rapaz não pôde continuar, pois foi interrompido por Nicolau.

Nicolau: - Vamos embora, Ivan. – disse friamente e indo atrás do líder.

Ivan olhou para Dimitri, que apenas deu aos ombros, e seguiu os dois rapazes. Ivan fez o mesmo, deixando o local apenas com as quatro raparigas, que continuavam escondidas atrás dos arbustos.

Rika: - Já se foram embora. – disse a rapariga, que estava de vigia.

Haruka: - Menos mal. – disse, suspirando de alívio. – Esta foi por um triz.

Miharu: - Sim, tivemos muita sorte. Se a Shiori não tivesse ouvido aquela conversa entre o Tyson e a Hilary, talvez não tivéssemos conseguido proteger a Ling. – lembrou Miharu.

Shiori: - Mas lembrem-se que eu só ouvi aquela conversa por sorte. Temo que da próxima não possamos ter tanta sorte, meninas. – avisou Shiori, num tom preocupado.

Rika: - É verdade. Será que da próxima vez vamos conseguir descobrir os planos dos The Demons?

Miharu: - Haruka? – a jovem de cabelos azuis olhou para a líder, que encarava o chão, pensativa.

Haruka: - Sinceramente não sei...acho que se as coisas continuarem assim não a vamos conseguir proteger sozinhas. – as três raparigas olharam a líder, confusas. – Temos de falar com o Sr. Dickinson. – disse, muito séria.

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Kai: - Então estás a dizer que ele pediu para vocês combaterem? – perguntou no seu tom de voz normal, embora este fosse mais leve que o habitual.

Ling e Kai estavam numa rua que ficava perto do hotel. Tinham ficado ali, para que Ling contasse a Kai tudo o que tinha acontecido. Óbvio que Ling não contou tudo pormenorizado, apenas contou o essencial e, por aquela altura, já ia na parte do combate. Mas Ling decidiu não contar sobre o bit-bicho.

Ling: - Sim, mas eu não percebo porquê. Não percebo o motivo que o levou a fazer isto. – disse, com um olhar preocupado e ainda triste pelo sucedido.

Kai: - Eu disse-te que esse tipo não era de confiança. – replicou, sério.

Ling: - Eu sei... mas eu... eu não te quis ouvir... preferi ouvir um tipo que mal conhecia a ouvir um amigo... desculpa! – disse, começando a chorar novamente.

Kai: - Aí cometeste um grande erro. – disse, novamente frio e sem olhar Ling.

Ling: - Eu sei que sim. Mas eu... eu estava tão confusa, ele tinha-me enchido tanto a cabeça, ele... – mas não continuou, pois Kai decidiu intervir no momento.

Kai: - Ele encheu-te a cabeça? Que queres dizer com isso? – perguntou, olhando Ling, sério.

Ling: - Bem, ele... – Ling hesitou ao falar. Não se achava capaz de dizer a Kai tudo o que Alexander tinha dito sobre ele, mas, por mais que quisesse escapar daquela, não havia maneira.

Kai: - Ele o quê, Ling? – perguntou, novamente exigindo uma resposta.

Ling: - Bem, é que depois de teres recusado ir dar um passeio comigo naquele dia, ele foi ter comigo e começou a dizer tanta coisa. – respondeu, um pouco nervosa.

Kai: - O quê, por exemplo? – perguntou, mais sério que nunca. Agora que Ling tinha começado, Kai queria saber a história toda.

Ling: - Para ser franca, ele não disse muita coisa, mas...lembro-me de ele dizer que tu só podias ser um idiota por recusar o meu pedido e lembro-me que ele disse uma vez que tu talvez não mereças a minha amizade. – respondeu, ainda mais nervosa que antes, devido à expressão de Kai.

O rapaz estava sério como sempre, mas desta vez era diferente. Kai estava de cabeça baixa enquanto os seus olhos eram tapados pelo seu cabelo. Ficou assim durante escassos segundos enquanto absorvia as palavras de Ling. Passado esse tempo, Kai deu um sorriso seco e disse algo cinicamente.

Kai: - Não mereço...? – disse para si mesmo. Ling olhava um pouco assustada para ele, pois não conhecia aquele seu lado. – E tu preferiste acreditar nele do que em mim, não foi isso? – perguntou irritado e finalmente encarando Ling.

Ling: - Kai, eu apenas... eu... – Ling olhava para o rapaz, ainda mais confusa e assustada. Sabia que o que tinha feito era errado, mas confrontá-lo depois de tudo o que tinha acontecido naquela noite era simplesmente esgotante e ela não estava a aguentar.

Kai: - Hunf! Não precisas dizer mais nada. Eu calculo que, se calhar, tu não passas daquelas que se atiram ao primeiro que passa, por isso nem ligaste ao que eu... – mas Kai não foi capaz de continuar, pois tinha acabado de levar uma bofetada pelas mãos de Ling. Kai levou a mão à face dorida e olhou espantado para a rapariga, que o encarava com novas lágrimas nos olhos.

Ling: - Eu não te admito! Por mais amigos que sejamos Kai, eu não admito isso! – disse, séria. – Eu sei que o que fiz foi errado, mas não precisavas de ser tão estúpido ao ponto de me insultares!

Kai: - Apenas disse a verdade. – disse, de forma seca e fria, cruzando os braços.

Mas antes que pudesse fazê-lo, novamente a mão de Ling levantou-se até à sua cara, mas Kai agarrou-a pelo pulso. Ling olhou-o por momentos, séria. Puxou a mão, largando-se da dele e continuou a encará-lo, apercebendo-se de algo que não queria.

Ling: - Sabes uma coisa? – Kai olhou curioso para Ling. - Acho que ele realmente tinha razão. Tu não mereces! – e dito isto, Ling saiu do local a correr em direcção ao hotel, deixando Kai sozinho, completamente surpreso pelo sucedido.

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Hilary: - Tyson, não vais dormir? – perguntou a rapariga, preocupada com o namorado. – Já é tarde.

Tyson: - Não Hilary, ainda não. – respondeu, sorrindo para a namorada, retirando os olhos da janela. – Eu quero esperar pela Ling. Tenho um mau pressentimento por culpa deste atraso dela. – disse, voltando a olhar pela janela do quarto.

Hilary: - Eu também estou preocupada, mas devias descansar.

Kenny: - A Hilary tem razão, Tyson. Amanhã temos a viagem para Paris e era bom que descansasses. – disse Kenny, também preocupado.

Tyson: - Eu sei chefe, mas eu estou bem, a sério! – disse, tentando acalmar os colegas.

Daichi: - Eu sei que estás preocupado com a Ling, mas ela deve estar bem. Por isso, era melhor vires para a cama antes que adormeças aí mesmo! – replicou o pequeno, sentando de pernas cruzadas, em cima da cama.

Tyson: - Obrigado Daichi, mas não. Eu vou esperar por ela. – disse, sorrindo para o amigo.

Antes que mais algum tivesse oportunidade para falar, a porta do quarto foi aberta e fechada com uma enorme força. A pessoa que tinha entrado ficou encostada à porta, de cabeça baixa, até que se puderam ouvir ruídos de choro vindos dela. Como o quarto estava escuro, a princípio não conseguiram perceber quem era ao certo, mas ao aproximar-se mais da porta, Tyson teve a certeza de quem se tratava.

Tyson: - Ling...? – a jovem levantou ligeiramente a cabeça e Tyson pôde ver os seus olhos molhados e as lágrimas a caírem, descontroladamente.

Ling: - Tyson!

Ao dizer isto, Ling correu para os braços do amigo, abraçando-o com força, enquanto a sua cabeça pousava no ombro dele e o seu choro ia aumentando. Nenhum dos presentes pôde perceber o que se passava e Tyson era o mais confuso. Mas decidiu não fazer nenhuma pergunta até a companheira se acalmar e simplesmente abraçou-a, esperando que ela parasse de chorar.

Continua...


Dimitri: - Oh my God...I can not take this anymore...e é por isso mesmo que EU vou de FÉRIAS!

Público: - O.O NANI?

Dimitri: - É isso mesmo! E eu vou para... – mas o loiro não acaba, pois é interrompido por mim.

Xia: Ei, acalma aí os cavalos, porque antes de ires de férias ainda tens um cantinho para dar início. Agora toca aí a despachar, pois não temos o dia todo, loirinho!

Dimitri: - Hai...Bom, escritores e escritoras, leitores e leitoras, sejam todos bem-vindos à 12ª edição do Cantinho da Xia! – o público aplaude com emoção e alegria.

Xia: Olá a todos pessoal! Eu sei que já venho um pouco tarde, mas é que aconteceram várias coisas esta semana. Eu já vos explico. É que esta quarta-feira começaram as minhas aulas. E, tal como dantes, não tenho muito tempo para vir ao PC. Já para não falar na "mãe rouba computadores", mas isso não interessa. O pior de tudo, é que o tempo para escrever a minha fic está a diminuir cada dia que passa e os capítulos prontos também estão a desaparecer. Mas vou esforçar-me ao máximo para conseguir manter escola e fic ao mesmo tempo. Agora vamos falar sobre outra coisa. Ali o loirinho disse que ia de férias e isso não é mentira. Decidi que ele não vai apresentar mais os cantinhos e que em vez dele vem...um apresentador surpresa! XD Depois vocês vão ver quem é!

Dimitri: - Exacto! Eu acho que vão gostar do meu substituto (a), mas é claro que eu serei sempre o favorito. – diz de forma convencida. – Mas isso agora não interessa nada! O que importa é que eu vou de férias com a Aki Hiwatari para as Caraíbas e com sorte encontro o Jack Sparrow!

Xia: ¬¬ Pois...Olha Dimitri, tu sabes que a Aki é irmã do Kai, não sabes?

Dimitri: - Sei. – responde muito calmo.

Xia: E não te importas? Já que odeias o Kai, também não deverias odiar a irmã?

Dimitri: - Ora, lá por o tipo ser um idiota isso não significa que a irmã seja! Aliás, ela até é bem porreira e adora-me! O que posso pedir mais?

Xia: Realmente nada. u.u

Dimitri: - Agora está na hora de me despedir! Adeus minna-san! Adorei-vos conhecer a todos! São todos fantásticos! Espero que continuem a apoiar os grandes, os únicos, os fantásticos e os futuros campeões do mundo de Beyblade, os The Demons! Bye, bye minna-san! Beijos!

Xia: i.i Dimitri...seu estúpido! Nem te despedes da tua Taichou?

Dimitri: - i.i Taichou... – corre até mim e abraça-me. – Desculpa Taichou! Não queria despedir-me de ti para não chorar! i.i Buááááááááááá! Vou sentir tanto a tua falta! Buááááááááááá!

Xia: i.i Também vou sentir muitas saudades tuas! Snif... – volto ao normal – Agora vai-te lá embora antes que eu te mande para a reciclagem u.ú

Dimitri: - Snif...Sim, Taichou! Adeus! – e vai-se embora.

Xia: i.i Loirinho...Bom, mas esquecendo a cena dramática, passemos ao capítulo. Foi muito grande e muito intenso, hein? Não vou fazer resumo. Acho que não é preciso. Eu realmente espero que tenham gostado e que tenha satisfeito as vossas expectativas. Para mim, foi realmente um dos capítulos mais difíceis de escrever. Levou-me imenso tempo. Mas, do meu ponto de vista, valeu a pena. n.n Agora quero saber o que vocês acharam! Ou seja, estou a pedir as vossas reviews! XD

Quanto ao próximo capítulo, posso adiantar que não se vai passar muita coisa. Vai ser um capítulo um tanto um quanto parado. Vai ser intitulado de Au revoir, Nova Iorque. Acho que o título diz tudo, mas vão-se passar algumas coisas mais importantes além disso. Bom, não há mais nada a dizer por hoje.

Jinhos minna-san!

Bye, bye! n.n