... Edward se aproximou gentilmente de mim e segurou meu rosto com suas mãos, por um momento pensei que eu estava vivenciando um tipo de dejavu. Ele tocou o topo de minha cabeça com seus lábios e sorriu indo em direção ao seu carro.

Voltei perdida para a sala e fiz o dever de casa, deitei-me no sofá e cochilei durante uns minutos até que Charlie me acordou com uma caixa embrulhada com um papel prateado e um laço rosa emcima.

- Isso é pra mim? - olhei para o pacote.

- Sim, você vai gostar. - Charlie colocou o pacote em minhas mãos.

Puxei o laço rosa que se desfez e rasguei o papel prateado. De dentro do embrulho havia uma caixa de celular que parecia ser atual.

- Obrigada, pai. - eu sorri e lhe dei um abraço.

- De nada, achei que um celular para você seria bom. - ele deu um sorriso também.

- Ah, claro que será! - eu ri e abri a caixa.

Retirei o suporte onde o celular estava e o olhei durante um tempinho, ele era muito bonito e tinha uma variedade de coisas.

- Bella, que tal irmos jantar em um restaurante? - Charlie sugeriu parado na porta.

- Sério? Pai, você ganhou algum concurso ou o que? - eu o olhei sem entender tantas coisas.

- Não, é que as vezes é muito bom sair. - ele falou rindo da minha cara.

- Bem... Você quem sabe, mas pra qualquer caso, vou me trocar. - subi correndo com um enorme sorriso no rosto.

Coloquei a primeira roupa que vi no guarda-roupa e coloquei meu sapato, desci correndo as escadas e sai pela porta contente.

Fui até o carro e me sentei no banco, enquanto Charlie dava partida, ele me perguntava em qual restaurante queria ir.

- Abriu um restaurante novo em Port Angeles, que dizem ter uma comida maravilhosa. - ele falou colocando o carro pra andar.

- Então vamos lá. - eu dei um sorriso rápido.

O que estava acontecendo? Eu ia morrer? Um jantar num restaurante e um celular, eu realmente estava podendo.

Conversamos com entusiasmo a viagem inteira até Port Angeles, acabos indo em um outro restaurante porque o novo estava cheio.

Não demorou muito para que tivessemos em um novo restaurante e já cheios de tanto comer. No caminho de volta pra casa, Charlie disse que o meu carro não tinha concerto e seria mais fácil comprar um novo do que concertá-lo, pois estava totalmente destruído. Apesar de ter ficado mal por ter perdido meu carro, estava feliz por ter ganhado um celular e um jantar muito bom. Cheguei em casa e fui ver Sasa, a cobri e subi para me trocar e deitar.

Outro dia chuvoso, não era muita novidade para mim. Tomei meu café um pouco mais cedo para que Charlie pudesse me levar para a escola antes de ir para a delegacia.

Esperava Alice chegar debaixo do guarda-chuva e com os pés molhados. Hayley chegou e sorriu pra mim, Ashley também passou por mim e sorriu, Hannah passou correndo e acenou. De repente me senti importante. Alice não demorou a chegar e logo me levou para um lugar coberto.

- Eu ganhei um celular. - eu disse super feliz.

- Sério? Agora vou poder falar o tempo inteiro com você. - Alice deu um gritinho.

- Você não se cansa de falar comigo o tempo inteiro, Alice? - não era uma novidade ela ficar feliz.

- Não, é bem divertido, na verdade. - ela passou seu braço pelo meu e entramos na escola.

Peguei meus livros e guardei o guarda-chuva dentro do armário, estava molhado mesmo e como não tinha quase nada lá, não faria muito estragos.

A primeira aula chegou e eu entrei na sala de aula, mal prestei atenção na aula pois estava mais entertida mexendo no meu novo objeto. E assim se passaram as três primeiras aulas. Me levantei da cadeira e fui até aporta esperar Alice para ir ao refeitório. Peguei minha comida e me sentei à mesa, como sempre.

-Vocês viram a Hayley? - Edward perguntou.

- Na hora da entrada eu vi. - eu dei um gole em seguida.

- Ashley está ali, mas nem sinal da Hayley. - Alice falou se inclinando um pouco.

- Eu vou lá perguntar pra Ash. - levantei da cadeira e fui até a mesa onde Ashley estava.

- Ash, você sabe onde está sua irmã? - perguntei sentando na única cadeira vazia.

- Ela disse que já vinha, mas faz um tempo que ela disse isso. - Ashley me olhou preocupada.

Nos viramos pra trás quando um vento bateu e vimos Hayley entrando e parando na mesa.

- Desculpa a demora. - ela falou esfregando as mãos.

- Acho que já tenho minha resposta. Tchau. - me levantei da cadeira e fui sentar no meu lugar de sempre.

Dei outro gole no suco e quando ia abrir a boca pra falar, Edward disse tudo o que eu tinha vivenciado.

- Obrigada. - agradeci por me polpar voz.

Ele apenas sorriu e eu continuei a almoçar. Depois que terminei meu almoço, nos levantamos e fomos para o corredor esperar que tocassem o sinal. Foi apenas lembrar dele que ele tocou.

Entrei na sala e sentei na cadeira que fica na janela e olhei a chuva caindo lá fora. O professor entregou uns papéis para que nós olhassemos e copiasse o que achasse necessário no caderno. Alguém deu quatro batidas na porta e o professor foi atender.

- Pois não? - o professor perguntou olhando Alice.

- Poderia retirar Isabella Swan da sua aula? Tenho uma autorização. - Alice mostrou um papel enquanto eu jogava meu material dentro da mochila.

- Senhorita Swan. - o professor anunciou e eu já estava de pé indo correndo até a porta.

- Obrigada. - agradeci sem necessariamente saber o porquê.

Alice esperou estarmos longe da porta para falar.

- Hayley já foi se encontrar com Scott. - Alice disse enquanto pegava minha mochila.

- Sem avisar? - eu perguntei acelerando o passo.

- Sim, Edward foi na frente logo que leu a mente dela. - ela puxou a porta.

- E você sabe pra onde ela foi? - perguntei indo em direção ao carro de Alice.

- Sim, ela está indo para a floresta. - Alice parou.

- Alice, temos que ir rápido. - eu falei apressada.

- Eu não avisei Jasper, tenho que ir avisar ele. - ela se virou e deu um passo.

- Me dá a chave então. - eu gritei.

- Não, me espere, eu já volto. - ela continuou a andar.

- Alice, me dá a chave, você pode ir lá correndo. - eu continuei a gritar.

- Bella, espera. - sua voz saiu feroz.

- Eu vou roubar o seu carro se você não me der a chave. - eu observei algo em volta de mim para me ajudar a arrebentar o vidro do carro.

- Toma. - ela arremessou a chave pra mim.

Abri a porta do carro e dei partida, em menos de 1 minutos, o carro já estava indo em direção a floresta. Quase cometi dois acidentes por alta velocidade, mas eu não poderia parar, tinha chegado a hora. Como eu ia saber a floresta que ela tinha se metido? Forks era rodeada de mato e árvores. Ao entrar em uma rua estreita, aumentei a velocidade e passei por um carro parecido com o de Edward. Encostei o carro e então sai, coloquei a chave no bolso da calça.

- Hayley. - eu gritei olhando para os dois lados e me metendo na floresta.

- Bella, já estou indo. - antes que pudesse perceber, Hayley estava ao meu lado.

- Como você faz isso e não avisa? - perguntei.

- Ele veio atrás de mim na escola e está aqui, mas eu não sei onde. - ela olhava choramingando para os lados.

Um homem saiu de trás de uma árvore e veio andando em nossa direção, Hayley se paralizou e eu senti minhas pernas ficarem moles.

- Eu lembro de você, a garota do aeroporto. - Scott apontou o dedo para mim.

- O que você quer? - perguntei ignorando-o.

- Me acertar com Hayley, não vou machucar ninguém, eu só quero que ela prove um pouco do próprio veneno. - ele falou se aproximando cada vez mais.

- Como assim do próprio veneno? - olhei para a Hayley que continuava parada.

- Ela me fez mal, muito mal, fez com que eu fosse rejeitado. E que tal agora ela ter um pouco de rejeitação? Ou uma dor psicológica? - ele riu irônicamente.

- Não machuca ela. - Hayley deu um passo pra frente.

- Não vou machucar ninguém, eu já disse, mas se você não cooperar, a única machucada aqui será você. - sua voz estava fria.

- Então fale logo, faça o que você quer logo, pare de me torturar. - ela disse dando outro passo.

Scott prendeu Hayley contra uma árvore pelo pescoço. Ela deu um gemido e tentou tirar a mão dele do pescoço.

- Por quê você fez aquilo? Por quê? Você fez com que minha família tivesse medo de mim, você fez com que eu acabasse com a sua vida. Você acabou com a nossa vida. - ele gritava.

- E você acha que foi fácil contar para sua família? Aparecer como um monstro dentro de casa? - ela retrucou.

- Mas o pior foi comigo. Eu passei... Quatro... Meses... Desaparecido porque eles tinham medo de mim. Minha mãe se matou por sua causa, você matou minha mãe, ela deu dois disparos no peito e um na cabeça. Vocêdeveria ter visto ela morta e por sua culpa. - Scott a soltou e depois prendeu de novo.

- Sinto muito pela sua mãe, mas você queria contar isso pra ela e fazer com que ela automaticamente chamasse a polícia? Não se preocupe, eu já paguei pelo o que eu fiz com você, eu matei meu irmão. - Hayley falou e abaixou a cabeça como se estivesse chorando ou sentindo uma dor terrível.

- Minha mãe nunca mais vai voltar e você terminou de me destruir, Hayley. - ele falou tirando sua mão lentamente. - Você vai sentir o que eu senti. - Scott a soltou e veio andando até mim.

- Não encosta nela, ela não é minha irmã. Faça o que quiser comigo, mas não a mate. - Hayley tentou pará-lo.

- Não vou machucar ela. - ele retirou Hayley do seu caminho.

Meus olhos começaram a se enxer de lágrimas e eu não pudia correr.

- Bella, não corra. - ela gritou.

Scott parou na minha frente e estendeu sua mão.

- Oi Bella. - ele falou.

- Oi. - as lágrimas cairam.

- Você é uma isca? - ele perguntou sentindo o cheiro do ar.

- Na... Não. - minha voz saiu fraca e trêmula.

- Seu cheiro é ótimo, o sangue deve ser melhor ainda, mas como prometi não te machucar. - ele falou e se virou para olhar Hayley.

Edward apareceu ao lado de Hayley um segundo depois que Scott se virou.

- Outro amiguinho ou é seu irmão? - Scott falou fazendo Hayley se enfezar.

- Você sabe que meu irmão morreu. - Hayley avançou pra cima de Scott.

- Sei, só queria te fazer lembrar do seu erro como monstro. - ele gargalhou.

- Isso é o que você vai fazer? Me fazer lembrar do que eu fiz? - ela tremeu e se paralizou.

- Faz parte do meu plano. - Scott se aproximou de mim de novo.

- Mais um passo e você vai perder a cabeça. - Edward falou.

- Agora eu entendi, ele era o seu namoradinho, né Hayley? - ele se virou de novo mas continou na minha frente.

- Do que te interessa? - as mãos dela estavam fechadas.

- Era, agora tenho a certeza. Você está se sentindo uma inútil por ter sido trocada por ela? Sua própria amiga? - Scott riu para mim.

- Não me sinto inútil e nunca me senti. - Hayley olhou pra mim.

- Edward, ela é muito bonita e tem um cheiro ótimo, você não acha? - Scott provocou e fez com que Edward desse um passo.

- Acho, mas ela não é da sua conta. - Edward disse irritado.

- Hm... Que pena, porque agora é da minha conta. - Scott tocou meu rosto com sua mão.

- Um... Dois... - Edward puxou Scott para a árvore e Hayley segurou minha mão fazendo com que eu corresse.

- Vamos Bella, corre. - Hayley falava enquanto segurava minha mão e corria.

- Eu tenho mais anos como vampiro do que você, então não me desafie, quem vai se dar mal vai ser você! - Edward soltou uma voz estranha e grossa.

Eu tentava correr no mesmo ritmo que Hayley, mas era difícil, ela tirou meus pés do chão e então correu mais rápido. Estava impossível ouvir Scott e Edward, havia muita distância e eu sentia que o meu sonho estava acontecendo de verdade.

Olhei para trás e vi Scott vindo atrás de nós e Edward tentando colocá-lo no chão. Hayley me soltou e eu cai no chão fazendo minha mão cortar ao bater na pedra.

Scott correu atrás de Hayley ignorando o pouco sangue que saia de minha mão. Edward me pegou e correu atrás de Scott, eu estava tentando impedir que o sangue saísse pressionando minha mão contra a minha perna.

Quando Edward se aproximou dos dois, Hayley estava nas mãos de Scott e ela me olhava com uma coisa vermelha saindo de seus olhos, olhei para Edward e depois olhei ela novamente, era sangue o que saía.

- Você não pode fazer nada, e nem eu, ela fugiu dele, e ela não disse isso pra ninguém. Ele só quer acertar as coisas com ela, não vai acontecer nada, nada. - Edward me apertava cada vez mais contra seu corpo.

Comecei a chorar novamente, imaginando os últimos momentos de Hayley. Pulei dos braços de Edward e fui correndo até onde Hayley e Scott estavam, esfreguei minha mão machucada nas mãos de Scott e senti que ele

estava querendo soltar Hayley para poder sentir o gosto do meu sangue.

Num momento de distração, Edward e Emmett seguraram Scott e Hayley saiu correndo. Em menos de dois segundos, Hayley voltou e se sentou no chão com os olhos fechados e enterrando sua mão na terra.

- Sai... de perto. - ela falou.

Ela enterrou sua outra mão na terra e logo após um longo um minuto, Emmett e Edward soltaram Scott que se abaixou lentamente até estar totalmente no chão.

- Acabou. - Edward se aproximou de Hayley.

Scott deitou no chão e Hayley abriu os olhos.

- Foi preciso. - ela falou se levantando.

- Ele não lembrará de nada? - perguntei dando uns passos para ver Scott melhor.

- Do que aconteceu aqui não, nem que tinha raiva de mim. Ele só se lembrará que a mãe morreu e que ele me mordeu sem querer. - Hayley falou aliviada.

- Não terá nenhuma outra reação? - eu olhei para os olhos vermelhos de Scott.

- Não, nenhuma. - ela riu.

Três minutos depois, Scott levantou e sorriu para Hayley, ele era outra pessoa. Acenou para mim e Edward e foi embora, se enfiou entre as árvores e sumiu.

- Acho que podemos ir embora agora. - eu disse dando um passo.

- Não, não com a Bella cheirando desse jeito. - Emmett brincou.

- Bella. - Alice gritou e jogou uma faixa enrolada para mim.

- E agora? - perguntei começando a enrolar a faixa na mão.

- É, vamos. - Hayley entrelaçou seu braço no meu.

Alice fez o mesmo que Hayley e então fomos caminhando até vermos a estrada e os três carros parados.

- Hayley. - Ashley e Hannah gritaram e foram abraçar a irmã.

- Bella, você vai ir com Hannah e Ashley por questão de segurança. - Alice retirou seu braço do meu e seguiu para o seu carro.

As três irmãs se aproximaram de mim e Hayley, com um sorriso no rosto, me abraçou.

- Você não pode me defender com unhas e dentes, mas você distraiu ele. Obrigada, Bella. - Hayley disse ainda me abraçando.

- Amigas são pra isso. - eu sorri.

- Obrigada, mesmo. - ela agradeceu pela última vez antes de entrar no carro de Alice.

- Hey, Ashley. - Edward murmurou entregando uma chave.

- Caramba, eu vou andar de Volvo. - Ashley deu um sorriso.

Edward riu e foi para o carro de Emmett.

- Quem vai dirigir? - Hannah perguntou.

- Eu ainda não tenho carteira de motorista. - Ashley colocou a chave na minha mão.

- Ok, ok, então vamos. - eu abri a porta.

Dei partida no carro e fui contando tudo que aconteceu no caminho até a casa das meninas. Quando parei o carro na casa delas, Hayley esperava as duas em frente a porta de casa.

- Tchau, Bella. - as três disseram e acenaram antes de eu virar o carro.

Buzinei e virei o carro para o caminho da minha casa. Enquanto dirigia, ficava imaginando como tudo tinha acontecido rápido demais. Eu nunca mais esqueceria do que havia acontecido naquela floresta, e só eu de humana no meio de três vampiros. Estacionei o carro na garagem e corri para dentro de casa, tirei a faixa da mão, abri a torneira e deixei que água caisse no machucado e limpasse tudo. O corte não tinha sido grande, mas não precisava ser grande pra ser um banquete para um vampiro.

Fiz o que eu sempre costumava fazer e fui me livrar do cheiro e da minha roupa. Desci as escadas lentamente até ver Charlie parado na cozinha olhando a faixa com o sangue.

- Você se machucou? - perguntou ele mostrando a faixa.

- Sim, cai na escola e Alice me arrumou isso pra absorver o sangue. - eu peguei a faixa e joguei no lixo.

- Parece que você abriu a mão inteira. - ele olhou para o pequeno machucado na minha mão.

- Não, foi só um corte pequeno, mas saiu bastante sangue. - eu ri.

- Ah, Bells, que carro é aquele parado na garagem? - Charlie perguntou.

- É o carro de Edward. - fixei meus olhos na sua expressão.

- Edward Cullen, irmão da Alice? - seus olhos ficaram assustados.

- É, a não ser que você conheça outro Edward. - eu dei as costas e ri.

- Por quê você está com o carro dele? - ele fez com que eu o olhasse de novo.

- Alice disse para ele me emprestar o carro pra voltar pra casa, só pra não ter que vim andando ou esperar o ônibus passar. - eu pensei rapidamente numa resposta fácil.

- Amanhã devolva o carro dele, uns tempos atrás você se encrencava com ele e agora pega o carro dele. Vocês de hoje... - Charlie se virou e abriu o armário.

Sai rindo da cozinha e fui para a sala pegar o celular, Sasa e ir para o meu quarto.

- Vem, Sasa. - a chamei parada em frente a escada.

Subimos e eu enquanto mexia no celular, ligava o computador.

- Bella, o telefone. - Charlie gritou.

Corri para o seu quarto e peguei o telefone.

- Alô? - perguntei levando o telefone pro meu quarto.

- Heeeeeeeeeey morena. - uma voz gritou no telefone.

Tirei o telefone de longe do ouvido e suspirei.

- Alô? - perguntei mais uma vez.

- Emmett, seu sem graça. - brigou Alice.

- Ele quase me deixou surda. - eu ri.

- Rose deu algum tipo de droga pra ele, desde que chegamos de lá, ele tá agitado. - Alice reclamava do comportamento de Emmett.

- Ele está feliz, só isso. - falei.

- Tá, esquecemos do Emmett. Me passe o seu número do celular. - ela pediu.

Passei o número e desliguei o telefone, passou-se 2 minutos e ela estava ligando no celular.

- Oi. - falei apertando o botão.

- Você sabe por quê Hayley supostamente chorou sangue? - Alice perguntou, fazendo a imagem das lágrimas de sangue de Hayley aparecer em minha mente.

- Não. - respondi.

- Na verdade, nem eu direito, mas tem haver com um hormônio que só vampiros tem, e quando esse hormônio atinge seu limite, ele consegue fazer o corpo reproduzir coisas de humano. Chorar, Hayley estava desesperada e chorando por dentro, então esse hormônio fez com que ela chorasse, e por isso ela chorou sangue. Se você está feliz e ativa esse hormônio, você vai chorar de felicidade, vai parecer meio bizarro mais é assim mesmo. - ela explicou e eu estava juntando peçinhas por peçinhas.

- Nossa, isso é bem estranho. - eu falei pensando em como seria esse hormônio.

- É quase como um órgão. - ela comparou.

- Pensei que coisas assim não aconteciam. - eu pensei alto.

- Você pensou errado. - ela riu no outro lado da linha.

Falamos por mais 10 minutos e eu desliguei, tinha ainda mais uma coisa para fazer: dar uma dose de meu sangue para Edward. Isso me assustava de alguma maneira, em pensar como eu faria isso era ruim, eu não sabia uma maneira de não desmaiar ao tirar o sangue e entrar pra ele sem que ele avançasse em mim. Era uma tarefa difícil.

A manhã raiou cedo e fez com que eu pulasse da cama ao ver o relógio. Sexta-feira, último dia de aula da semana e eu me sentia aliviada.

- Vamos, Bella. - falei para mim mesma enquanto abria a porta do quarto.

Tomei meu café e peguei a chave do carro de Edward. O que pensariam ao me ver com o carro dele? Que eu estava realmente "juntando as escovas" com ele? Eu ri do meu próprio pensamento. Apesar de estar sentindo uma leve atração, amor, o que seja, por ele, eu sabia que o que pensassem ou falassem, seria mentira.

Liguei o MP3 Player Automotivo e coloquei no track, imediatamente começou a tocar uma música lenta parecendo estar sendo tocada por um piano ou teclado. Uma voz começou a cantar e fez com que eu me distraísse por uns minutos.

Ao passar com o carro pela entrada do estacionamento, pude reparar que os olhos das pessoas estavam no carro, mais especificamente em mim, aquele era o carro de Edward e eles esperavam ver o Edward atrás do volante, e não uma garota, a Isabella Swan. Foi algo realmente estranho para mim. Parei o carro numa vaga e tirei o CD de dentro do MP3, guardei em uma capa e coloquei dentro da mochila. Se Edward sentisse falta, eu falaria que tinha pego e que devolveria. Aliás, eu não demoraria, era apenas curiosidade de ouvir a música inteira, e talvez o CD também.

Sai do carro lentamente e ignorei todos aqueles olhares que estavam me observando. Fechei a porta do carro e procurei por alguém em especial no estacionamento: ele.

Ele não estava ali, ainda não, um carro estacionou e eu senti os meus lábios se curvarem em um sorriso.

Andei até o carro e fingi estar feliz por ver Alice, mas mau sabia ela que minha felicidade era mesmo por ver ele.

- Obrigada, pelo carro. - agradeci com um sorriso enorme no rosto.

- Fez um bom proveito? - perguntou ele retribuindo o meu sorriso.

- Ah sim, bem melhor do que andar com a minha velha e antiga caminhonete e bem melhor do que ter que vim de ônibus... - eu ri e estiquei a mão com a chave em sua direção.

- Fico feliz por ter gostado. Você pode ficar com ele. - Edward fechou a minha mão que estava com a chave.

- Na... Não Edward. Eu não posso... e... Charlie não aceitaria de maneira alguma eu com um carro assim. - eu coloquei a chave no bolso do seu casaco.

- Eu falo com ele, não me importo com isso, Bella. - ele deu um sorriso torto.

- Edward, eu não posso aceitar. O carro é seu e como você vai ficar sem carro? - eu corei.

- Esme tem um carro novinho na garagem, posso usar ele. – ele ignorou o que eu tinha falado.

- Não vou aceitar, obrigada, mas não. – eu revirei meus olhos para Alice.

Edward se aproximou de mim e fez sua bochecha tocar a minha.

- Aceite ou eu faço algo que você não vai gostar. Quero falar com você. – ele falou baixo no meu ouvido, saiu como um sussurro.

Ele colocou a chave nas minhas mãos e Emmett começou a dizer que eramos namorados. Eu ri com certa ironia e me afastei de Edward.

- Vamos, se não chegaremos atrasados para a aula. – Alice me puxou para seu lado.

Sorri como se estivesse dizendo um "sim".

- Me espere em frente ao meu... seu carro daqui 10 minutos. – Edward falou tão rápido que quase pedi a ele que repetisse.
O olhei mas não tive uma resposta. Tinha 5 minutos ainda com Alice até que o sinal batesse. Peguei o livro de dentro do armário e escondi o CD entre uns papéis que havia dentro do armário antes que Alice pudesse ver. O barulho que eu tanto queria ouvir tocou e cada um seguiu para sua sala.

Alice entrou na aula de sala e depois o restante entrou também. Fingi entrar na sala de química mas depois corri para o banheiro. Eu ainda tinha 3 minutos para pensar. Olhei para o celular e ele me mostrava que faltava apenas 2 minutos.

Tomei coragem e sai do banheiro, não era o fim do mundo.

Ele estava lá, encostado no carro como um cavaleiro esperando sua dama para levar ao baile. Ele fingiu que eu não estava descendo as escadas.

- Você é pontual. – ele disse olhando para o alto.

- Tenho que ser, não é, cavaleiro? – respondi levantando uma sombrancelha.

Edward me conduziu até uma parte isolada da escola.

- Eu não esqueci do que prometeu-me. – Edward se sentou em um monte de folhas.

- Não se preocupe com isso, eu vou te dar o que quer. – eu afirmei.

- Aqui tem o que precisa, seringa, frasco e o que precisar. – Edward me mostrou um pacote. - Ah, tem gaze pra curativo e umas coisinhas que achei que seria útil. – ele me entregou.

- Isso é bizarro, como se fosse um sonho de alguém. – eu sentei ao lado de Edward.

- É um sonho meu, um desejo. Eu sou bizarro, você sempre me dizia isso. – ele riu.

- E eu sou uma estranha por aceitar fazer isso. – eu ri sozinha. – Carlisle vai sentir falta disso, do kit de primeiros socorros que você montou pra mim. – eu olhei rapidamente para os olhos de Edward.

- Carlisle que montou o seu kit de primeiros socorros. Se arrependeu de ter aceitado? – ele perguntou, me olhando.

- Um pouco, principalmente depois que Alice brigou comigo como se fosse minha mãe. – eu reclamei.

- Tive que ouvir os pensamentos dela até em casa, e quando cheguei lá, ouvi tudo de novo e em dobro. – Edward reclamava também.

- Alice, a mãe das reclamações. – eu ri.

- Ela é irritante comigo, quase sempre. – Edward abaixou a cabeça.

- Acho que ela se controla comigo. – balancei a cabeça.

- Bem, acho que agora você pode cumprir com o nosso trato. – Edward me olhou.

- Ah claro. – eu me encolhi.

- Sobre o carro, me desculpe por ter falado daquele jeito com você. – ele fixou seu olhar no meu.

- O que seria o "ou eu faço algo que você não vai gostar"? – perguntei curiosa.

- Deixe pra lá, Bella. É uma perca de tempo. – ele se levantou.

- Edward, me responda. – eu devolvi seu olhar.

- Eu... eu te abraçaria ou faria um flashback. – Edward gargalhou.

- Não sei porquê ainda falo com você. As vezes você é tão... tão Edward. – eu abaixei a cabeça novamente e ri.

- Por quê não me chamou de idiota? – ele se curvou um pouco.

- Sei lá, acho que você não é tão idiota assim. – escondi meu rosto no meu joelho.

Edward riu e deu um passo.

- Bella, vamos voltar? – Edward perguntou.

- Sim, é melhor. – eu respondi pegando o meu kit.

Ele me ergueu e voltamos para o prédio escolar conversando.


Desculpem pelos capitulos ENORMES, vou começar a pegar menos páginas.

Enfim, não que eu tenha demorado pra escrever, e sim pra postar, porque o capítulo 11 tava pronto a bastante tempo.

Geeente, eu não sou uma macumbeira não. Ele quer o sangue dela para beber, sentir o gosto sem ter que matá-la ou morde-la.

Sobre o Scott acho que não preciso dizer mais nada, tá tudo ai. Ele não mataria ela, eu não sou tão doida assim, eu morreria aqui também.

Eles vão, mas vai demorar um pouco LIUGFLUIFGLSUIF babiengelmann seja bem vinda :)