Capítulo12

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Uma gota de chuva caiu sobre o nariz de Lily.

Mais uma, e outra e de repente milhares molhavam seu rosto e cabelo enquanto corria pela grama encharcada costumeira do final do outono. Sua mochila batia com força em suas costas e o aperto forte em seu pulso devido à compressão dos dedos de James tornava a fuga dolorida.

Secretamente ela sabia que seria assim.

Após quase serem pegos no ginásio de esportes, a corrida sob o vento gélido não diminuíra o aperto no peito e a vontade dilacerante de chorar. De fato parecia até mais fácil escoar suas lágrimas enquanto ainda chovia fino sob seu rosto, assim era mais fácil de esconder. Se esconder.

Quando pararam embaixo de um salgueiro antiguíssimo, Lily se perguntou o que fariam ali em um lugar esmo em meio à chuva que agora caia forte sobre seus ombros. Seus cílios molhados pesavam, mas mesmo assim ela o inquiriu com um olhar choroso enquanto seu corpo tremia.

Ele apenas sorriu, o canto de seus lábios se levantando e desenhando um sorriso malicioso, digno de vilões charmosos do cinema. Mesmo sua visão estando embaçada pela água acumulada nas lentes de seu óculos, o moreno observou a seu redor verificando a presença de mais alguém, após notar a completa isolação em meio a tempestade, suas mãos desejosas puxaram a ruiva pelo cós da calça jeans, colando-a junto a si em uma necessidade dolorosa. Poderia ser a adrenalina que tornava difícil manter suas mãos longe dela, o instinto protetor, ou apenas o fato de sua aparência ser puramente inocente com seus braços alvos, cabelos ruivos e grandes órbitas verdes, ela pedia para ser tocada. E seus seios eriçados transparecendo através da blusa molhada não ajudava em nada.

Ela pega em meio à surpresa, impôs suas mãos sobre seu peito, mordendo o lábio inferior apreensiva em meio ao fogo que nascia e borbulhava bem na boca de seu estomago.

Abaixando-se um pouco, o moreno acariciou com seus lábios a bochecha alva e fofa que estava um pouco rosada e quente pela corrida ora ofegante, arrastando seus lábios até sua orelha enquanto a envolvia por entre seus braços posicionando suas mãos nos bolsos traseiros da amada e apertando desdenhosamente.

- Confia em mim – disse quebrando o contato e puxando-a pela mão. – Não deve ser tão difícil assim - falou enquanto caminhava a direita da arvore seca e retirava alguns troncos de cima de um tampo de madeira completamente esverdeado pelo musgo. Seu tênis há muito estava encharcado e completamente sujo de terra marrom e grama, e quanto mais ele remexia nos troncos mais um cheiro vivo e puro de natureza adentrava suas narinas preenchendo seus pulmões. A mistura de terra, musgo e chuva até parecia interessante.

Os músculos de seus braços brilhavam devido ao esforço em retirar os velhos e afiados pedaços de tronco e, a chuva que caia finamente agora fazia a imagem se transformar em algo puramente sedutor, quando se observava seus músculos tão de perto junto à camisa colada ao seu corpo bem como a calça. Ela poderia muito bem beijar e sentir todo o gosto de seu suor atravessando a barreira que era sua blusa e arranhando sua pele morena e macia, como daquela vez, mas não, preferiu colocar suas mãos fortemente em seu bolso e sufocar dentro de si a vontade. Era o melhor a se fazer.

- Ah como eu preciso de um cigarro agora... – explanou James esticando seus braços em um leve alongamento, escutando-se o suave estralar de seus ossos enquanto abria o tampo de madeira e fazia um suave lisonjeiro estendendo a mão. – Primeiro as damas.

Lily mal pensou, estava com tanto medo de ser pega que a mão estendida de James fora seu ponto de escape, para tanto, que a agarrou com força colocando seu pé direito no beiral de madeira e dando uma ultima espiadela no belo rapaz atrás de si, adentrou na escuridão. Logo após o moreno pulou a assustando em meio ao breu que se formou após o tampão ser novamente fechado, agora por dentro.

Estavam ali só os dois, entretanto o barulho que seu coração fazia transformava-os em uma multidão. Fechando os olhos e respirando fundo, ela tentou se acalmar, assustando-se quando a mão fria de James encostou a pele exposta de sua cintura.

- Calma Lils...- Disse adentrando com seus dedos por debaixo de sua blusa ensopada e apertando com força sua cintura, subindo lentamente pela lateral de seu corpo e retirando sua mochila do ombro e pegando-a para si – Coisas boas podem ser feitas no escuro, mas particularmente prefiro fazer tudo as claras... É bom apreciar a vista.

Sentindo um calafrio subir sua espinha pela proximidade do corpo do maroto, Lily tentou o truque da respiração novamente, respirando bem forte e sentindo assim o forte cheiro de terra fechada e musgo – Mative-me calada o tempo todo, mas preciso saber aonde vamos e principalmente, o que estamos fazendo aqui nesse buraco fechado.

Ele se aproximou, e ela pode sentir o calor de seu corpo chegar antes dele, de repente seus dentes mordiscavam de leve seu ombro e sua língua sugava o local demoradamente: - Vamos conversar e acertar as coisas – falou beijando seu pescoço e começando a trilhar o caminho de seu maxilar sentindo um gosto de sal no ínterim, de lágrimas. – Não chora Lils... Ei para com isso.

Atrapalhado como qualquer garoto que vê uma garota chorar, ele tentou ao máximo acalentá-la. Ficando acanhado com a situação, apenas colocou sua cabeça em seu ombro e a abraçou forte esperando as lágrimas cessarem.

Ela não gostava de chorar na frente das pessoas. Não gostava de demonstrar fraqueza e, em sua cabeça lágrimas era o ponto mais baixo que qualquer um poderia chegar; era abrir-se inteiramente e expor a si mesmo de forma crua, todavia, como num caixão lacrado, ela nunca poderia se abrir desta forma. Nunca. Mas, ali estava ela, em meio a soluços e trilhas voluptuosas de lágrimas que escorriam por seu rosto e caiam em um thud desaparecendo nas mãos bronzeadas que seguravam sua cintura e sentiam os espasmos dos soluços em suas costas.

Só porque a escuridão lhe dava abrigo, conforto. E tudo isso misturado com o forte cheiro de terra e o perigo que acabara de passar junto com todos os meses de angustia a fez se libertar ali. Como um anjo que abre suas assas e voa livremente, batendo-as rápido e voando por e sobre as nuvens.

Quando finalmente tudo se acalmou e sua respiração voltou ao normal, James ainda a segurava pela cintura. Seu coração estava calmo e a respiração quentinha que tocava o seu pescoço a fez se sentir segura. Quase.

- Nem pense em falar nada a respeito do que acabou de acontecer.

Ele não falou nada diante do tom sério que ela apresentou, apenas assobiou uma canção calmamente, estrofe por estrofe enquanto acendia seu isqueiro iluminando o local levando-a consigo pelo túnel de terra. Automaticamente sua mão encontrou a cintura dele, tocando levemente o músculo no cós de sua calça preta ao acompanhar o passo, a pele dele era macia e quente, e ela tinha certeza absoluta que poderia se acostumar em tocá-la por longos períodos.

O caminho não era longo, cerca de 40 passos e terminava em um alçapão que James com seus largos ombros abriu sem dificuldades. Primeiro passou o moreno para logo em seguida puxá-la e coloca-la em seus braços, beijando levemente seus lábios e puxando seu lábio inferior com ele.

Ela estava sentada em seu colo e o olhar que ele a lançava era tão intimo que era como se ela estivesse nua em sua frente; seus olhos se comprimiam tentando barrar as gotas minúsculas e translucidas que insistiam em permanecer em seu óculos enquanto as pontas de seus dedos brincavam com a barra de sua blusa branca. Pequenas brasas queimavam a cada toque e, sinceramente, Lily não sabia como se sentir neste momento.

As mãos dele subiam por sua coluna bem rente a sua vertebra enquanto seus olhos não paravam de mirá-la em certa angustia. Angustia de toca-la, de tê-la. Como em uma melodia suas mãos se anteciparam tocando-lhe o rosto e retirando gentilmente a armação negra de seu nariz, beijando levemente seus olhos em uma demonstração pueril de seus sentimentos.

- Você está consentindo a derrota Lily, mesmo antes de começarmos... – disse abaixando a cabeça para que ela pudesse acarinhar seus cabelos bagunçados. – E para ser honesto desde o começo, tenho que dizer que você tem o melhor par de seios que já vi e que estou tendo o privilegio de observar agora.

Sorrindo e um pouco lisonjeada levantou indo observar o local onde estavam. Seu tênis encharcado fazia barulho no piso de madeira e a poeira que encobria os poucos moveis e a pequena lareira a fez imaginar sobre o cenário. Primeiramente era uma casa de madeira, coisa rara em construções atuais, além do mais o estado de conservação era visivelmente inexistente, além das cortinas com grandes furos provenientes de traça em sua cor cinza. Eles deveriam estar em uma casa abandonada, mas atualmente utilizada pelos marotos como um esconderijo, pois havia garrafas e mais garrafas de cerveja espalhadas em meio aos parcos moveis.

- Onde estamos? – questionou parada defronte a janela tentando observar a vizinhança, nada além de árvores e mato alto. E sujeira por toda a parte.

Ele que estava fumando do outro lado da sala andou calmamente até ela e respondeu com um sorriso.

- Se eu contar terei que mata-la.

- É um segredo assim tão grande? – questionou chegando mais próximo dele, a diferença de estatura notável perante os dois, mas ela gostava de escalar.

- Sim. Mas posso fazer alguns arranjos e cobrar uma pequena taxa por cada informação – falou dando uma ultima tragada e amassando o resto do cigarro na mesa ao seu lado. – Se você estiver assim... Tão curiosa – desdenhou.

- E o que seria?- perguntou fingindo inocência. Sabia que de certo nada muito puro sairia daqueles lábios, daqueles lábios que ansiava por beijá-los.

- São três respostas e para cada uma eu quero uma ação distinta. – falou mordendo seu lábio ao final, após colocar sua mão no bolso da frente de sua calça, esticando seu corpo e transparecendo uma torre diante dela. – Topa?

- Não sou burra James. Sei que você quer aprontar. – Disse saindo de sua frente e dando a volta rumo ao que seria a cozinha do local. – Diga-me quais são as ações.

- Para a primeira pergunta eu quero que você retire a blusa, além de eu estar louco para ver seus seios de perto, com ela você vai pegar um resfriado estando toda molhada – ela riu e revirou os olhos com a falsa bondade e caridade por detrás de seu ato – Segundo eu quero que você sente no meu colo e me beije, de língua, demoradamente.

- Isso já são duas ações – reclamou.

- Uma engloba a outra, então é como se fosse única – falou sentando na cadeira com forro de veludo gasto e áspero.

- E por ultimo?

- Quero que você diga que me ama – falou serio enquanto balançava seus joelhos e encostava seus cotovelos no braço da poltrona, despretensioso.

- Isso não se pede... – disse baixo.

- Eu sei, mas não custa nada tentar. Sei que você é a ultima pessoa no mundo que realizaria esse meu desejo.

- Qual deles?

- Todos – disse orgulhoso, olhando-a novamente como se ela estivesse nua, seus olhos ficavam negros e seu rosto endurecia. Havia tensão no ar. E tesão também. – Sabe, o tempo não nos dará tempo Lily e o mundo anda tão complicado, que eu quero ter com você tudo que posso em cada milésimo de segundo. Quero eternizar você de alguma forma.

- Isso soa tão desmotivante – disse levantando a barra de sua blusa, provocativa.

Ele sorriu, bagunçando seu cabelo em seguida e mirando-a, linda e profundamente enquanto ela caminhava em passos largos em sua direção. Sem ao menos piscar ela levanta sua blusa deixando seu sutiã de renda à mostra. Sua pele se eriçou junto à dela, não pelo frio que ela sentia, mas pelo prazer de assistir.

- Conte-me– ordenou.

- Este lugar é a casa dos gritos original, não aquele museu esdruxulo que criaram em Hogsmead.

- Então foi aqui... Aconteceu mesmo? – questionou um pouco tremula, com medo.

- Foi exatamente aqui que mataram o casal. – Falou serio.

Ela ficou parada por um tempo digerindo tudo que ouvira. A estória era antiga, mas muito famosa e eternizada pelos tabloides. Um casal de apenas 20, 21 anos foi morto por um sociopata no inicio da década de 80. Eles se conheceram em Hogwarts e se apaixonaram. Por ser de uma classe social inferior a dele e sofrer malogrados, o casal simplesmente fugiu e se casou para bem pouco tempo depois terem um filho.

O garoto herdeiro de um conglomerado de indústrias era visado na alta sociedade, devido a publicidade e ao escândalo do casamento, virou alvo fácil para o serial killer que vinha matando aproximadamente um ano casais com diferença social. Para ele o mundo deveria ser a terra dos puro sangue, dos legítimos sangue azul, ou seja, dos ricos. Na noite de holloween ele adentrou a residência e matou primeiro o garoto que tentava inutilmente salvar sua família, a garota morreu para proteger seu filho que sobreviveu e, o serial killer foi preso na mesma noite, após sofrer um surto por não conseguir matar a criança.

Dizem as lendas que todo ano na mesma data escuta-se um choro perto da casa, mas ninguém nunca comprovou.

- Isso me dá calafrios, James. – Disse abaixando novamente a blusa e virando de costas. Estórias de amor com final trágico não era o seu forte, preferia se iludir com o mentiroso "e foram felizes para sempre" a se entregar a tragédia.

- É uma estória bonita – disse ele ao fim.

- Como...Mas como? – tentou formular a pergunta, mas não conseguiu. - Não há beleza nisso!

Ele caminhou em sua direção abraçando-a e depositando um beijo na junção entre seu pescoço e ombro. A barba por fazer roçou em sua pele espalhando calafrios que atravessavam a pele e, suas mãos quentes a giraram com precisão abraçando seu corpo com vontade.

Abaixando o queixo com cuidado, James curvou gentilmente seu corpo para que pudesse ter uma melhor compatibilidade de altura quando começou a falar:

- Eles se amavam, sabe. Eles fugiram de todos para ficarem juntos e isso com o que... Com a nossa idade? Quantas pessoas você conhece que fariam isso? Que arriscaria seu futuro pra ficar com um cara que talvez, hipoteticamente, pudesse deixa-la?

Eu. Ela quis dizer, mas não estava totalmente certa sobre essa ideia. Deixar sonhos há muito tempo construídos e ansiados por um amor possivelmente perecível parecia loucura. Talvez ela nunca imaginasse que entrando na loucura seus sonhos se transformassem em outros muito mais poderosos, muito mais incompreendidos.

- Você fica tão bonita quando pensa... Suas sobrancelhas se juntam e você morde seu lábio inferior... Fica tão gostosinha! – Falou encostando-a junto à mesa.

- Você não consegue terminar uma frase completa sem falar de sacanagens? – questionou, sentindo as mãos do maroto levantarem seu corpo, sentando-a no tampão de madeira e se acomodando entre suas pernas.

- O que posso fazer se é isso que quero fazer com você neste exato momento... – falou calando seus lábios com um beijo lento e demorado. Sua língua acariciava a sua com tranquilidade, e sua saliva tinha um gosto doce apesar de sentir o amargo do tabaco ao fundo. Era com vontade que se beijavam, a mais pura e cristalina vontade.

- Eu já decidi. Eu não vou desistir de você – disse ele encostando sua testa a dela; suas mãos ainda brincavam com suas ancas e o peito quente junto ao seu fez seu coração acelerar.

- Então já que o senhor fez o favor de decidir por nós dois, presumo que iremos de encontro a um clássico namoro as escondidas. – Falou apertando com força sua bunda, em um beliscão mal intencionado.

Ele riu, mas precisamente gargalhou alto mostrando seus dentes ainda claros e a ínfima covinha que formava em sua bochecha. – Eu sempre soube que você era tarada pela minha bunda. Não adianta fingir.

Ela revirou os olhos e retirou as mãos audaciosas rapidamente. – Em seus sonhos!

- Em meus sonhos eu deixo suas mãos fazerem o que querem em meu corpo. Livre acesso. – falou passando seus dedos por entre os fios longos de seu cabelo molhado, penteando-os com calma, como se realmente gostasse.

- Olha, se vamos conversar sobre o assunto, tenho que lhe informar que terei mais perdas do que ganhos se formos descobertos e, principalmente, eu quero um namorado, não alguém que só deseja tirar as minhas calças.

- Com quem você pensa que esta conversando? Com o Todd? – argumentou raivoso, mas jamais deslocando seu corpo de perto do dela, suas mãos levantaram seu queixo com um pouco de força para que seus olhos ficassem na mesma altura dos dele; eles estavam em um tom de verde que se comparava ao musgo, escuro e assustador. – Se eu quisesse você somente para trepar, as quatro transas que já tivemos matariam a vontade e eu poderia sair por ai falando aos quatro ventos que já te comi... Mas não. Eu sou o otário que quer te levar para jantar em Hogsmeade e te dar flores. Peônias, não lírios. Que quer te levar para ir ao cinema e poder conversar com você, contar com você e então se você permitir e também quiser, dormir com você. Entendeu?

Eles ficaram se encarando por alguns instantes. Um se perdendo nos olhos do outro em uma conversa de almas. O brilho era similar em ambos.

- E só para você ficar ciente de quão respeitoso sou, só vou tirar as suas calçolas quando você me pedir... Implorar, talvez. – Ele sorriu brincalhão.

- Calçolas? – disse indignada, batendo seus minúsculos punhos em seu peito. – Agora mesmo que você nunca vai tirá-las mesmo.

- Pelo menos vou poder vê-las todos os dias, já que a partir de hoje durmo no seu quarto – falou segurando seu punho e beijando as junções de seus dedos.

- Desculpe, mas eu já durmo acompanhada. Frederica é muito espaçosa quando se trata de seu sono.

- Mentira. A bola de pelo há muito tempo dorme com o Sirius e por ela, ele não fode com mais ninguém lá no quarto. Ele a chama de namorada oficial.

Ela sorriu desistindo de tentar, James era como um leão que demarcava seu território com rapidez. Ela teria que se acostumar com a difícil arte de ceder.

Ele a abraçou colocando suas mãos juntas as dele em sua costa. Seus lábios mordiam o lóbulo de sua orelha enquanto o sopro quente de seu hálito a enlouquecia, ele liberou suas mãos para que as suas pudessem puxar levemente o cabelo de sua nuca, deixando seu pescoço à mostra para que ele pudesse se deliciar em mordiscadas leves e marcadas. Quando seus lábios chegaram a sua boca, o seu corpo já pegava fogo, e ela podia sentir claramente a pressão que surgia entre suas pernas.

E quepressão.

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Mais tarde enquanto caminhavam de volta ao castelo, a mão de James envolvia sua cintura e um sorriso de moleque estampava suas feições. Em seu estomago ainda havia borboletas, das coloridas, aquelas que voavam sem cessar quando a língua quente e macia espalhava larva por sua coluna, nas laterais de sua cintura e ao redor de seu umbigo. O moreno era especialista em apagar qualquer pensamento de sua cabeça, ou como ele mesmo dizia, ele queria redecora-la como se fosse um livro no qual os versos são belos, mas sacros.

- Por que você está me olhando com essa cara? – Questionou abalada. Tinha medo do que estava sentindo, de se entregar ao amor, de confiar. Entretanto iria lutar, iria tentar mesmo que estivesse morrendo de vontade de gritar. Porque no fundo, ela não queria que seu amor por James crescesse em sua vida, não queria torna-lo tão importante.

- É porque estou me acostumando a me sentir livre... De poder fazer o que quero e dizer o que quero sem medo do que você vai pensar de mim.

Ela era importante para ele, fato.

Com um sorriso no rosto, ela parou no meio do caminho e o encostou na parede de pedra. Ele pareceu não se incomodar com as lascas que deveriam ter machucado suas costas, simplesmente se apoiou deixando as pernas entreabertas e abraçando-a como se aquele gesto fosse à coisa mais normal do mundo.

Ela depositou um beijo em seu nariz e um selinho em sua boca que pendia para que ela pudesse alcança-lo. Ela podia se acostumar com isso, podia se acostumar com seu cheiro e com suas manias, como a de bagunçar os cabelos como fazia neste momento.

As arvores da floresta proibida balançavam devido ao vento forte e um rugido parecia surgir cada vez que se mudava de direção. Sob a luz da lua crescente o cenário era lindo: o brilho sobre o lago, as copas das arvores balançando em meio à escuridão, ao fundo o salgueiro e o esconderijo secreto dos enamorados e surpreendentemente James e Lily juntos.

Dando um ultimo beijo em seus lábios e um beliscão em seu derriere, deixando-o corado e sorrindo, caminhou para longe.

E deixando todas as razões de lado, não tinha como negar. Ela amava aquele garoto.

Então que viesse as consequências.

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Olá! Demorei não foi? Simples, não sabia o que escrever! Bem, como se pode saber exatamente o que escrever no cap. 13, mas não no 12? Pois isso me ocorreu, até que um dia desta semana, James começou a falar comigo, sussurrando cenas em meu ouvido e então em um impulso comecei a escrever sem saber muito bem no que ia dar... Fiz o meu melhor juro!

Pensando racionalmente, este capitulo é importante por que não se pode quebrar um coração sem ele estar completo e cheio de amor e principalmente de esperanças.

O que li por estes dias... Succubus Revealed da Richelle Mead (diva!) e Die for me, da Amy Plum, e claro, como colecionadora: Turma da Monica Jovem hahahaha

Beijocas

Reviews:

ThayPotter: Beijocas querida!

AliceHills: I'm Jack Torrance, meu bem, e com o machado na mão.

ThaayLovegood: Olha, eu prefiro a versão com a Cheryl Cole, sim confesso, eu a adoro e adoro Snow Patrol, todas as musicas são como poemas. Mas, o do Sirius é maior?

LadyArgetlan: Gata garota, estava pensando sobre Eat you alive esses dias, quando escutei a musica dentro de uma loja de conveniência. Reli e falei: Caramba, essa não sou mais eu, o que fazer? Ai eu te questiono...Me dê uma ideia boa e eu continuo, só preciso de um sussurro.

Paola: Beijocas querida e obrigada.

InesGrangerBlack: Laduree é uma loja linda, linda, em que tudo é uma obra de arte, e vende macarons tão gostosos além de bolos e outros doces. Já gastei fortunas ali... Além do mais, todos os doces feitos para o filme Maria Antonieta da Sofia Coppola vieram de lá. Beijocas

Lily: Não sei se vai ficar assim tão feliz com esse capítulo...Quanto ao plagio relax

NinhaSouma: Tenho dificuldades em continuar de onde parei, é verdade, deixo no suspense.

Infinity21: Sinto que sentira falta do Sirius aqui... mas garanto ele será o mestre de cerimonia do proximo.

Margaux-hz: Safadinha, lendo a fica há um tempão e pensando safadezas com os meus meninos... Pode me bajular, o meu ego infla e eu escrevo melhor kkkkk

Biancah: A sua review foi confusa, confusa, mas adoro!

JaneL.Black: Acho que tbem sentira falta de certo garotos aqui...mas pense: tudo faz parte de um plano. E o plano é quebrar os corações de todos!

LadyA.Anarion: Desse vez eu te peguei, mas eu sei que vc sabe o que vai rolar no próximo... Vou tentar te enganar de novo.

28lily: Obrigada flor, vocês são tudo!

Leather00jacket: Garota de couro, obrigada pela review, é tão estimulante, sei que este pode não ser o melhor capítulo, mas o proximo tentarei ao máximo.

ENOMEIODAMINHAINTROSPECÇÃO,ASSISTIROILUMINADONÃOÉNADAMAL.BEIJOCAS