Notas Iniciais:
Esta história se passa durante a primeira fase, mais ou menos enquanto elas tentavam reunir os cristais arco-íris. Sailor Moon não pertence a mim, mas eu também não estou ganhando nada com esta produção, não me processem!
Capítulo 13 – Relacionamentos
"Um primeiro amor que quebra e murcha
Com certeza aquela garota deve ser
A namorada que você escolheu, né?"
(Smile Bijin - S/mileage)
-Darien-
Minha cabeça ficara dolorida por toda a manhã. Eu só conseguira levantar e tomar um banho quando já era quase meio-dia. Ainda não sabia o que faria para o almoço. Por sorte, minha recuperação era mais rápida que a de uma pessoa comum. Os noticiários daquela manhã estavam cheios de relatos de familiares das vítimas do ataque ao trem.
Ouvi meu telefone tocar assim que fechei o chuveiro. A secretária eletrônica atendeu, era Andrew perguntando onde eu estava e por que faltara aula. Lidaria mais tarde com ele.
Saindo do banheiro, corri o olho por todo meu apartamento. Não havia sinais de que Serena me trouxera até ali, mas eu me lembrava claramente de seu cheiro, enquanto me emprestava apoio. Não podia ter sido um delírio. O que significava que... Eu já havia dito tudo. Que eu já sabia sobre sua identidade.
Não era meu plano, revelar assim. Queria prepará-la. E, de preferência, eu a queria um pouco mais satisfeita comigo depois de eu haver usado seu cetro lunar para forçá-la a um encontro.
Depois de seu comportamento nada usual naquela lanchonete, acrescentado à gata estranha que eu encontrara no lugar onde Rei desaparecera, o cetro deixado para trás fizera tudo se conectar. Claro! Por isso Serena sabia que eu era o Tuxedo Mask com tanta certeza. Havia me visto vezes o bastante em ambas as formas para poder tirar a diferença e ver que não havia nada.
Pensando bem, comecei a lembrar-me do comportamento de Sailor Moon... Comparado a como Serena normalmente reagia com Darien Chiba... Pobrezinha, deve ter tido um nó na cabeça.
Eu realmente precisava conversar com ela. Olhei para o relógio em meu pulso. Mal era meio do dia. E hoje tinha aula. Bufei ansioso. Por que não fizera logo isso no dia anterior quando ficamos por tanto tempo juntos? Então, pensei em outro assunto não muito relacionado: aquela revelação em nada ajudava a situação de Rei.
Decidi que se queria mesmo encontrar a Serena, o melhor seria ficar perto do Andrew. Considerara esperá-la na porta da escola, mas não fazia muitos dias que fizera o mesmo; as chances eram de eu ser considerado um delinquente ou qualquer coisa do tipo por lá. No Andrew, eu estaria no meu ambiente e sabia muito bem todas as entradas e saídas do lugar.
Entrei no salão de jogos e me dirigi a um canto. Fazia tempo que notara que aquele era algum tipo de ponto cego para quem chegava. Serena só conseguiria fugir quando eu a avistasse. Isto presumindo que era o que ela queria. Pensando bem, eu não fazia ideia de em que pé estávamos.
Um rapaz veio me perguntar se eu estava esperando Andrew, que naquele dia ele ficaria na faculdade por mais algumas horas. Balancei a mão, indicando que tudo bem, que não precisava de nada. O ideal era ninguém ficar olhando para aquele canto, de forma a chamar atenção para ali.
Olhei para meu relógio. Pouco mais depois das três. Enquanto fazia hora em meu apartamento, eu listava todos os tópicos possíveis. Não era como: eu realmente sei que você é a Sailor Moon fosse um assunto muito longo. Mas não queria que fosse só aquilo. Ademais, havia sim a questão da Rei.
Pensei nas Sailors que vinham acompanhando Sailor Moon. Era claro que faltava uma delas. Rei. Sailor Mars. Concluindo isso, ficava fácil imaginar que alguém forte a levara, ou não teria conseguido sem uma luta. E o lugar de onde Rei desaparecera não tinha sinal algum de qualquer confronto. O que as Sailors estariam achando disso?
Isso, não podia deixar de focar nosso assunto naquele estranho desaparecimento.
Bem quando eu parava para imaginar por que aquele esforço todo para que Serena pensasse bem de mim, a porta do salão de jogos se abriu, e eu perdi o ar.
- Seja bem-vinda, - gritaram os funcionários daquele turno.
Senti-me como se estivesse engasgado com algo e aquilo não saía de minha garganta, deixando-me sem voz. Eu me dizia que era rude olhar tão insistentemente para alguém e, ao mesmo tempo, não era como se meus músculos contraídos conseguissem obedecer qualquer comando.
- Oh, olá, Darien! – disse Rei, sentando-se no banco a meu lado, - Justo a pessoa com quem eu queria falar. – E sorriu-me alegremente.
- O que faz aqui? – Era uma pergunta muito estranha. Meu coração batia forte depois de um tempo sem dar sinal de vida.
Olhando bem, seu corpo parecia pálido e muito mais magro que de costume. Os olhos tinham duas grandes bolsas negras embaixo. Os lábios estavam ressecados, apesar de ela haver passado um batom cor de boca por cima, talvez para tentar hidratar o local.
- A gente poderia ir para outro lugar? – Ela continuava sorrindo, olhando-me como se minha expressão não fosse a de quem via um fantasma.
- Cl-claro.
Ela se levantou:
- Que bom. Vamos logo antes de as meninas chegarem... – E enlaçou o braço no meu, apressando meu passo incerto.
Continuará...
Anita
Notas da Autora:
Sem notas demais aqui. Sobre o retorno da Rei, eu acabei adiantando já que a história tava muito chata daquela forma. A Rei conseguiu dar foi uma bela turbinada nela! E isso só deixou a Serena mais confusa com o que ela quer realmente. Exceto que agora é tarde demais para decidir, né? No que vai dar, hein, Serena? Perdeu de vez o Darien?
Aiai, cansei... Hoje tá um dia meio cansado, não acham? Até seu computador parece mais lento que o normal e você nem liga, aquele tipo de dia.
A música que escolhi de trilha desta quarta parte é Smile Bijin, do S/mileage. Eu tinha me prometido não pôr Hello!Project porque tava desconfiada de que ia acabar em Yowamushi no Momusu e tá aí, um Hello!Project, a música nem é boa realmente, não ouçam. -_-
Agradecimentos a Timbi, Kurai Kiryu, Felipe e Miaka_ELA, poxa é sempre tão bom saber que tem alguém lendo... Você também não deixe de comentar, tá? :
