capitulo onze
os personagens desta história pertencem a stephanie meyer e a obra original de onde adaptei pertence a maggie Shayne
Edward estava mergulhado em livros, fotografias e diá rios que encontrara no porão da casa de seu pai. Além da obsessão que havia desenvolvido por Bella, parecia ter des coberto outro grande interesse.
A história de sua família.
E era algo incrível. Tinham sido as palavras dela sobre seus ancestrais, na noite de magia em que haviam feito amor, que haviam despertado sua curiosidade a respeito do assunto. E agora entendia.
Edward Cullen descendia de bruxos celtas. E, sabendo disso, sentia-se estranhamente orgulhoso de sua herança ge nética. Queria saber tudo sobre suas habilidades e capacida des. Queria conhecer as crenças de seus antepassados.
Assim, quando não estava tentando convencer Bella a se encontrar com ele, lia os velhos diários e livros, colhendo informações fantásticas. Ficava abismado por nunca ter pen sado que isso seria possível.
Estava se dedicando a essa atividade quando o telefone tocou.
— Alô?
— Se quiser se encontrar com Bella tente a farmácia. Não a sua, mas a do seu concorrente. Na rua principal — dis se uma voz feminina, antes de desligar.
Edward estranhou. Bella o odiava tanto a ponto de fazer compras em seu concorrente? Ou talvez ela apenas quisesse evitar qualquer chance de se encontrar com ele? Porém, ela sabia que as farmácias de sua rede eram administradas de seu escritório na cidade, não? Então, o que ela estava fazen do na loja de seu concorrente?
Diabos, o que isso importava? Agora pelo menos ele tinha a chance de se encontrar com ela e se justificar.
Vestiu a jaqueta, pegou a jóia que havia comprado e saiu às pressas. Chovia. Ótimo. Edward ergueu a gola da jaqueta e seguiu em frente.
Bella esperava que ninguém a reconhecesse. Podia ter feito o teste de gravidez no próprio hospital, mas aquilo era muito pessoal. E incrivelmente estúpido.
Ela era médica e devia saber como evitar uma gravidez. Pelo menos devia estar ciente de que haveria uma possibi lidade de engravidar, se não se protegesse, certo? Mas nem pensara nisso naquela ocasião. Tivera tantas outras coisas em que pensar...
Oh, diabos, se as tias estivessem dizendo a verdade, e Bella sabia que estavam, então sabia por que se descuida ra tanto. Esse acontecimento estava previsto, fora lido nas estrelas, na bola de cristal, nas cartas de taro.
Seus olhos umedeceram. Sabia que os olhos estavam verme lhos e os cabelos despenteados; sua aparência era das piores.
Estivera naquela farmácia três vezes e sabia onde fica vam os testes de gravidez. Nas duas vezes anteriores, não tivera coragem de comprar o teste. Agora, iria levá-lo.
Olhou ao redor, não viu ninguém, abaixou os óculos de sol que usava e escolheu uma das marcas. Seguiu silenciosa mente pelo corredor em direção ao caixa.
No caminho, deu de encontro com um peito forte e com um cheiro familiar. Um par de mãos a segurou antes que caísse. Ergueu o olhar e enfiou depressa o teste em um dos bolsos da capa.
Edward franziu a testa.
— Roubando, Bella?
— Claro que não.
— Então, por que está escondendo o que tinha nas mãos? Por que não quer que eu veja o que é?
Ela umedeceu os lábios, deu um passo para trás e abaixou o olhar, incapaz de encará-lo. Foi quando notou que ele segu rava um estojinho de jóia. Oh, Deus! Parecia que Edward...
— Bella, querida, você está com uma aparência horrível!
— Muito obrigada.
— Qual o problema?
— Não é nada.
— Esteve chorando. — Segurou-a delicadamente quando ela tentou se afastar. — Talvez eu deva pensar que esteve chorando por mim.
Ela enxugou os olhos.
— Não tenha tanta certeza de que estive chorando por você.
— Aconteceu alguma coisa? Tia Rosalie piorou?
— Não. Tia Rosalie está muito bem. Verdade. — Deu-se conta de que sua voz tinha se suavizado. Comovia-se ao per ceber que Edward se preocupava com sua tia.
— Tem certeza de que está bem? — perguntou, tocando-a no rosto.
Ela fechou os olhos, aproveitando o carinho. Era tão bom senti-lo de novo. Ela não tinha estado bem desde a noite em que estivera nos braços dele. Mesmo assim, assentiu.
— Bella, vamos a algum lugar para conversarmos.
Ela quase concordou, mas então se lembrou do teste em seu bolso. Não podia contar-lhe a respeito daquilo. Ainda não. E não conseguiria pensar direito enquanto não soubesse do resultado.
— Não posso, Edward.
Ele abaixou a cabeça.
— Ainda está brava comigo... por causa do que pensou ter visto no meu apartamento...
— O que eu pensei ter visto?
— Bem, o que viu foi uma bela mulher que não conseguiu me atrair, por mais que tentasse. Eu não desejava aquela mulher. Foi por isso que nada aconteceu, Bella. Nunca de sejei de verdade nenhuma das outras mulheres.
— Não desejou?
Edward sorriu e acariciou-lhe os cabelos.
— Não. Estou começando a compreender. Todo esse tem po... nunca foi a respeito de maldições ou de suas três tias malucas. Era você, Bella. Nunca consegui me relacionar com outra mulher... porque a única que sempre quis foi você.
Bella ficou sem ar, o coração disparou e seus joelhos co meçaram a fraquejar.
— Você disse que me amava, Bella. Eu espero que seja verdade.
Ela procurou pelo olhar de Edward e concordou.
— Sim, eu te amo desde os tempos de escola — murmu rou. — Talvez até antes disso.
Ele deu um sorriso trêmulo e inseguro.
— Então... — Edward pegou o estojinho e o abriu. — Então case comigo.
Ela ficou novamente sem ar. O anel era de diamante rodea do por esmeraldas. Seus olhos se encheram de lágrimas.
— Vai combinar com aqueles brincos que eu dei para você no seu décimo sexto aniversário — ele disse. — Aqueles que você guardou todo esse tempo.
— Pensei que não se lembrasse.
— Lembro-me de tudo sobre você, Bella. Tudo sobre nós dois, e de cada dia que nos encontramos e das bobagens que falei. Algumas vezes eu dizia coisas que nem queria, apenas para magoá-la.
— Não era somente você — ela argumentou, mas Edward a silenciou colocando um dedo em seus lábios.
— Nunca vou magoá-la de novo, Bella.
Ela queria falar, porém não conseguia.
— O que me diz? Vai ser minha mulher?
Bella o abraçou, mas quando Edward puxou-a para mais perto, ela sentiu o teste de gravidez no bolso. Afastando-se um pouco, ela tocou-o no cabelo.
— Isso depende.
— Depende do quê? — Edward perguntou praticamente em pânico.
— De como vai reagir ao que tenho no meu bolso.
Ele pareceu confuso. Então, colocou a mão no bolso de seu casaco e retirou a embalagem. Edward obrigou-se a manter os olhos abertos para acompanhar sua reação. Ele arregalou os olhos e a encarou, surpreso.
— Você... — Olhou o teste e de novo para Bella. — Você acha que...
— Tenho quase certeza.
— Vamos ter um filho — ele murmurou, sacudindo a ca beça como se não acreditasse no que acabara de ouvir. E en tão sorriu e gritou: — Vamos ter um filho! — Agarrou-a pela cintura e ergueu-a. Ao redor deles, as pessoas sorriam vendo o casal se beijar.
Ao ouvirem aplausos, eles se afastaram um pouco. Bella enxugou as lágrimas, feliz demais para se sentir embaraçada. Edward queria se casar com ela. Olhou para o anel que brilha va em seu dedo e sentiu-se a mulher mais feliz do mundo.
— Vamos — ele disse, pegando-a pela mão. No caixa, co locou uma nota sobre o balcão. — Fique com o troco — disse ao funcionário, antes de correrem juntos sob a chuva até seu carro.
Porém, antes de chegarem no carro, ele parou.
— Você não disse "sim".
Edward parecia tão vulnerável, esperando uma resposta, dizendo com os olhos que toda sua vida dependia daquilo.
Ela acariciou os cabelos molhados, ergueu-se na ponta dos pés e beijou-o antes de sussurrar:
— Sim.
Edward andava de um lado para o outro na sala de seu pequeno apartamento, imaginando como Bella podia ficar sentada no sofá, aparentando tanta calma. Consultou o reló gio de pulso, depois o da parede, e então um outro que havia sobre a mesinha de café.
— Ainda não deu tempo? — perguntou.
Ela ergueu o olhar, sorriu gentilmente e voltou a exami nar os velhos livros e diários que Edward andava lendo.
— Você vai me contar o que descobriu? — Bella per guntou. Quando ele franziu a testa, disse: — Temos tempo, Edward.
Ele se aproximou do sofá e sentou-se.
— Eu estava curioso. Sobre os meus ancestrais... e sobre bruxaria em geral.
Ela sorriu.
— Você é um bruxo, sabia?
— Não. Não posso fazer o que você conseguiu aquela noi te. Isso de chamar as forças elementares e coisas desse tipo.
— Esteve lendo, não é?
Edward sorriu, concordando.
— Mas não são essas coisas que o tornam um bruxo. Você pode aprender sobre elas e desenvolver os seus poderes. Você nasceu com esse poder, só que ele esteve até agora adormecido.
— Acredita nisso?
— Claro. Com o tempo, fará coisas incríveis.
— Espero que, para que isso aconteça, eu não precise dormir com uma virgem — ele disse, sorrindo. Como Aurora pareceu se aborrecer com a observação, beijou-a na ponta do nariz. — Ora, foi apenas uma brincadeira.
— Não é isso, Edward. Tudo não passou de uma mentira. Minhas tias inventaram aquela história. Nunca corri o risco de perder os meus poderes.
— Mas então por quê...
— Por causa deste bebê. Elas disseram que previram o nascimento. Mas que você e eu deveríamos ser os pais da...
— Bruxa mais poderosa de todos os tempos — Edward terminou por Bella. — Uma menininha.
— Como sabe disso?
Edward reconheceu que ele mesmo estava surpreso por ter começado a acreditar naquilo que sempre negara.
— Minha tataravó escreveu que um dia um Cullen se ria pai de uma criança que cresceria para ser... — Em vez de continuar falando, ele abriu o livro para que ela mesma pudesse ler. Falava a respeito do dom com o qual a garota nasceria, e como a cura de terríveis doenças que afligiam a humanidade seria descoberta com seu trabalho e mágica.
Quando o alarme que haviam programado soou, Bella fechou o livro e virou-se para Edward. Seus olhos Castanhos revelavam certo temor.
— Vai dar tudo certo — ele disse. — Quer olhar? Ou olho eu?
— Eu já sei o resultado — sussurrou.
Edward seguiu para o banheiro, pegou o teste e o observou.
— Bella?
Ela se levantou e correu até Edward, que sorria. Ele bei jou-a e abraçou-a, deliciando-se por tê-la tão próxima.
— Espero que ela se pareça com você — ele murmurou com imensa ternura.
E acabou. este foi o ultimo episodio de feitiços de amor, desde o capitulo cinco até o capitulo onze onde esta história termina. Fui eu que adaptei e postei.
Agatha Gomes.
