Essa nota de autora vai ser mais comprida do que o normal, porque eu tenho alguns avisos a fazer. Coloquei os títulos em negrito, assim vocês escolhem o que ler e o que não. Como diría Jack, o estripador, vamos por partes:

- Sobre os personagens e seus rumos: eu tinha a intenção de fazer Nicolle em homenagem a Flora e Lílian em homenagem a Lua. Mas as personagens simplesmente tomaram vida, e, em vez de eu definir seus destinos, elas escolheram por si só. Nicolle tornou-se a personificação perfeita da Florynha, muito mais que amiga: irmã. Mas Lílian afastou-se de Lua e, quando eu fui ver, aproximou-se de outras duas grandíssimas amigas que, por incrível que pareça, tem personalidades muito diferentes: Bru e Rob. Lílian mescla um pouco de cada uma. E uma homenagem nunca é mais homenagem quando por si só se forma. E precisei dizer isso aqui.

- Sobre o capítulo: esse é um dos meus preferidos! A cena do Sirius (vocês logo verão do que está falando) foi uma das cenas que eu mais me divertir escrevendo (nessa fic, claro). Espero que também gostem tanto quanto eu.

- Sobre as reviews: doze reviews em seis dias! Nossa, vocês se superaram. A-D-O-R-E-I. Porém, se continuar nesse ritmo, a escrita não vai acompanhar as atualização. O que me leva ao próximo ítem.

- Sobre as atualizações: resolvi criar um padrão, para que vocês possam vir aqui sempre com a certeza de encontrar algo novo. Se o fluxo de comentários continuar dessa maneira espetacular, eu vou postar sempre no mínimo em dez dias e no máximo em quinze (lembrando que essa regra só se cumprirá se tivermos mais de dez reviews por capítulo. Sim, eu sou uma chantagista da pior categoria. Mas pensem no meu sorriso ao ler cada uma dessas reviews maravilhosas… compensa, não é?). Então, se hoje é dia sete (que lindo!), entre 17 e 22 de Agosto o capítulo doze, denominado "Procura Incessante", chegará sem falta!

- Sobre "Sinfonia de Outono": sendo uma das minhas fics favoritas, eu pensei que o trailer fosse receber mais reviews. Mas né. Estou louca para postar a fic, ela é diferente de tudo o que eu escrevi. Tem um nexo trabalhado discretamente entre as cenas, que são mais pensativas, mais angst. Meu casal preferido (Sirius e Gween, óbvio) em uma fase bem diferente do que já passaram. Na minha opinião, está no nível de "Estrela Cadente" e "Olhar Incandescente" (outras das minhas preferidas. Ah, cara, eu amo todas… mas essas...), senão melhor. Enfim. Dez reviews e vem a fic.

- Sobre a minha comédia sem título com a qual estou super animada: depois que postar "Sinfonia de Outono" e ela atingir meu limite estipulado de no mínimo dez reviews por capítulo (trailer + capítulo único), essa aqui é a da lista. Prólogo e mais três capítulos. O resumo é o seguinte (gente, caso eu não tenha falado ainda, vou ensinar algo para vocês: propaganda é a alma do negócio): "Sirius tem uma idéia genial para juntar Lily e James: um complicado feitiço de Compartilhamento de Mente. Mas e se o feitiço acaba dando errado e eles acabam trocando de corpos? Quem serão os sobreviventes?". Misturando trechos de narrativa e bilhetes trocados entre os marotos (com intromissões de Lílian e Gween), James tem toda a razão:

(James) Genial, Sirius!

(Sirius) Eu sei. Eu sei!

Totalmente centrado em James e Lily, com participação especial e bem secundária de Sirius, Gween e Remus. O Peter morreu na fic.

- Sobre clichês e desistências da fic: gente, esses dias eu estava viajando no fórum do Aliança 3 Vassouras (vida de hospital, né, só internet e livros), quando eu vi um tópico sobre clichês em James e Lily. E tinha um post assim: "eu odeio quando o a amiga loira da Lily fica com o Sirius e a morena com o Remus." (claro que eu amei a resposta que eu não lembro quem deu que dizia "ou, pior ainda, quando são Marlene McKinnon e Emmeline Vance"; nada contra a Emmeline – depois da experiência de multiplicações de Marlenes iguais e esteriotipadas, passei longe de Emmelines – mas eu não curto a Marlene. Além dos fatos já citados, as autoras que normalmente utilizam esses Pseudo-POs – não quero generalizar: não sou todas, apenas algumas – dizem que eles são milhares de vezes melhores que POs, pois estão livres de Mary Sue. Como escritora de PO, me senti extremamente ofendida, porque Mary Sue está na personalidade criada, e não no fato de ser citado ou não pela JK. Até Hermione pode virar Mary Sue! Depende de quem escreve, não do personagem. Mas né.). Mas enfim. E isso me deixou com vontade de desistir da fic. Certo que eu ainda não decidi se a Gween vai ficar com o Sirius ou não, e até estou pendendo a não deixar. Mas né. (Mentirinha, já decidi sim! Mas é segredo!). Mas eu tenho uma teoria: casais só são de amor sincero quando as cores dos cabelos são opostas. Ruivos (sortudos!) podem ficar tanto com cabelos escuros quanto com claros. Por exemplo, Heathcliffe e Catherine não deram certo em O Morro dos Ventos Uivantes porque ambos eram morenos! Ahh tri :D Mas sério mesmo. Até os casais de Rowling (os sinceros e realmente apaixonados) seguem essa regra. Cissy e Lucius Malfoy, Bella e Rod Lestrange não valem porque não foram por amor. Mas enfim. Ler isso me deixou muito triste.

- Sobre MSNs temperamentais que obrigam as donas a mudar sem avisar: mudei meu MSN, gente. Faz uns seis meses, e não consegui recuperar todos os contatos. Na real, recuperei só os uns cinco (e eu tinha mais de cem do fannon!). Então ta aqui o novo MSN: clah ponto wolff arroba hotmail ponto com ("ponto" é o símbolo mesmo, não a palavra. Nos dois casos. E isso vale também para o "arroba". Hehehe).

- Sobre autoras chatas cujas notas saem maiores que o capítulo (brincadeirinha): terminei aqui. HAHAH graças a Merlin! E eu não perguntei uma coisa: O QUE VOCÊS ACHARAM DE DEATHLY HALLOWS? Sem spoilers: eu estava com medo de ter muita expectativa e me decepcionar, mas A-M-E-I! PERFEITO! MELHOR DE TODOS! Chorei, sem ironias, LITROS: do início ao fim. Capítulo lá pelo cinco eu já tava soluçando... é genial! Maravilhoso! Mas depois fiquei uns dois dias deprimida. O mundo perdeu o sentido, viver não tem mais significado: sete anos de Harry Potter e... fim. FIM! Assim tão cruel! Mas né, superei. E vou reler toda a série pela milésima vez :D Mas enfim. Eu disse que estava terminando e estou. Só as reviews agora!

Obrigadíssima do fundo do meu coração a todo mundo que vem me acompanhando e lendo essa fic. Hoje, já que estou com tempo (milagre. Nem no hospital me deixam em paz), vou responder direitinho. Obrigado especialmente àqueles que vêm comentando (eu não respondo faz um bom tempo. Vou citar todos os nomes desde então, sem repeti-los, e responder somente aos comentários ao capítulo onze, porque não faz sentido responder quanto a caps já postados) Gi Foxter, Monique, Mrs.Na Potter, Mel Black Potter, Fini Felton, Mary Pontas, Crystin-Malfoy, Paty Felton, Larii,Tathi, Chaves, Mel, Charichu (não apareceu o link!), Tahh Halliwell (eu vi! Obrigada)Tataah Black (é esse mesmo, adoro a atriz)Raíssa (sim!), Crystin-Malfoy (quer saber exatamente o que vai acontecer na fic? Minha dica: consulte o Oráculo de Cracoata)Eaglesoul (culpa tua meu ego estar desse tamanho enorme! Hahaha você vai ver)Lil's Black 11 (obrigada)Nayara (eu sabia que a maioria ficaria do lado da Gween, mas ela também não é nenhuma santa. É vingativa, orgulhosa e já botou as garras para fora. Ela também é cruel, vocês verão. :D Obrigada), Gabriela Black (como assim? Tuas reviews são mais essenciais para mim que meus capítulos para ti! Continue comentando, e, é claro, pode me chamar de Clah!), Liz Potter (deeu sim! 120 reviews, quero dizer, antes que pensem malícia. Hahaha:D). Obrigado para cada um dos comentários e continuem comentando, por favor. Beijão enorme e FINALMENTE o capítulo!

Gween Black

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- Capítulo Onze -

Destino

"On me dit que le destin se moque bien de nous

Me disseram que o destino gosta de brincar com a gente

Qu'il ne nous donne rien et qu'il nous promet tout

Que ele não nos dá nada e nos promete tudo"

(Quelqu'un M'a Dit – Carla Bruni)

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- O que está acontecendo aqui? – foi a primeira coisa que Lílian conseguiu dizer quando chegou a casa com Nicolle, e encontrou na sala um estado de pré-destruição.

- Nada. – Gween replicou, enquanto pegava mais uma colher de sorvete de baunilha.

- Como assim "nada"? – Lílian desligou a televisão.

- Ei, você não pode fazer isso! – Gween repreendeu. – Era a primeira temporada de The O.C., eu era viciada quando tinha quinze anos!

- Eu acho que temos problemas... – Nicolle falou, enquanto apertava o botão stop do rádio e mostrava um CD a Lílian. – Isso aqui é Britney Spears.

- Gween... você está atirada no sofá, nessa atmosfera viciada, assistindo o seriado mais fútil do mundo e ouvindo a pior música que existe. E se empanturrando de sorvete de baunilha altamente calórico. O que aconteceu?

- Primeiramente, The O.C. é maravilhoso! – ela retrucou, emburrada. – Mesmo que Britney seja realmente um lixo. A não ser para dançar, só que eu não estou dançando então... ok. Objetividade. – Gween sorriu. – Eu estava com fome. – e mostrou o pote de sorvete.

- Não, não, querida. – Nicolle sentou-se ao lado dela, enquanto Lílian abria as janelas. – Nós sabemos que tem algum problema. Você nunca estragaria seu seriado preferido com uma música ruim.

- É, isso é. – Gween falou depois de uns minutos pensando.

- E, bom, pelo que conhecemos você... – Lílian também sentou-se ao lado de Gween. – O sorvete é... frustração sexual?

- Também... – ela comeu mais uma colherada.

- Desilusão amorosa? – Nicolle perguntou.

- Talvez ilusão. – Gween olhou para ela. – Mas o que eu estou fazendo? Oh, droga, eu estou engordando quando deveria estar recompondo meu corpo. Eu tenho um teste amanhã. – ela jogou a colher na pia, colocou o pote no freezer e virou-se para as amigas. – Ah. E obrigada.

- Ei, ei, ei, não pense que vai sair sem... – mas Gween já havia entrado em seu quarto. – Sem nos contar o que aconteceu. – Lílian terminou a sentença.

- É... – Nicolle resmungou. – Acho que vou perguntar aos garotos se eles sabem de alguma coisa...

- Realmente é o melhor a fazer. Porque, pelo o que eu conheço dessa aí, vai ficar calada até ser torturada e obrigada a falar. – Lílian completou, no que as duas reviraram os olhos.

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Tiago saiu de confortável posição no sofá para atender à batida insistente na porta do apartamento. Mas, quando atendeu, não se arrependeu.

- Ah, oi, Tiago. – Lílian sorriu, colocando o cabelo para trás orelha. – Eu posso ter uma conversa com você?

- Claro. – ele se afastou de modo que Lílian pudesse passar, para em seguida fechar a porta e se virar para ela. – No que posso ajudar?

- Hmm... – Lílian suspirou. – Os garotos estão aqui?

- Na verdade, não. – ele falou. – Remo está na faculdade, mesmo que seja tarde da noite. E Sirius... ele saiu para beber. Eu acredito.

- E por que você não foi com ele? – ela perguntou, surpresa.

- Eu não costumo beber para esquecer os problemas, ruiva. Eu costumo resolve-los. – ele sorriu. – Beber? Apenas para comemorar.

Lílian ficou surpresa com o que acabara de descobrir sobre Tiago. Demonstrava uma maturidade que ela não acreditava que ele tivesse.

- Então... você sabe quais problemas Sirius quer esquecer? – ela perguntou, ajeitando-se na poltrona.

Tiago curvou-se, aproximando seu rosto de Lílian. E, depois de um momento, falou:

- Não. – então voltou à posição original. – Mas acredito que tenha a ver com a loira do apartamento ao lado.

- Pois é. – Lílian falou, pegando uma mecha do cabelo extremamente ruivo e começando a brincar com ela. – Era exatamente aí onde eu queria chegar. – depois de um momento, continuou. – Gween parece perturbada. Ela comeu quase um pote inteiro de sorvete e ficou ouvindo Britney Spears a noite inteira. Isso é grave. – suspirou cansadamente. – E ela tem um teste amanhã.

- Pelo que me parece, mais uma vez as suspeitas de Tiago Potter acertam na mosca. – Tiago tomou um gole do refrigerante. – Aceita? – perguntou, no que Lílian negou com a cabeça. – Eu acho que Sirius agiu como sempre age: impulsivamente. E pecou pela raiva. Talvez impotência; não sei. Só que, o que quer que tenha acontecido, é bastante grave. E, se bem conheço Gween, Sirius vai se arrepender amargamente do que fez.

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O instinto feminino é tão aguçado que às vezes beira até o sexto sentido. Como jovens garotas, que por instinto acabam acertando exatamente qual garoto quer alguma coisa com elas; mulheres grávidas, que do nada resolvem mudar a trajetória para o trabalho e quando chegam lá descobrem que acabaram desviando de uma tragédia enorme; e as mais sábias, já com os cabelos brancos, que "adivinham" cada coisa escondida que o netinho fez. Os homens, oh meros mortais, nasceram desprovidos desse tipo de dádiva. Mas, quando as divindades celestes são caridosas, algum homem recebe, apenas por um momento, uma centelha dessa sabedoria. Ou apenas seja tudo uma ilusão, e ele apenas acabe finalmente acertando um entre os cem palpites que dissera.

Independente do motivo, era exatamente o que acontecia naquele momento: o palpite de um homem se comprovara menos de uma semana depois.

- Isso é um ultraje! – Sirius bateu a porta do apartamento com tanta força que Remo até ergueu os olhos do jornal, enquanto Tiago fazia o mesmo com o livro que estava lendo.

- Nossa, Remo, Sirius parece realmente irritado. Não dirija a palavra a ele se quer manter seu corpo são e salvo. – Tiago murmurou, provocando o amigo.

- Se você quer me irritar, saiba que não vai conseguir me irritar, porque eu não estou irritado e nem vou ficar. – Sirius falou tão rápido que Tiago e Remo mal conseguiram entender o que ele falara. Além disso, ele estava caminhando compulsivamente de um lado para outro e passando a mão repetidas vezes pelos cabelos negros. – Quer dizer, eu sou tão inútil assim? Não, eu respondo por vocês: NÃO SOU! E querem ver? Querem?! Ok, esperem um segundo.

Antes que Tiago ou Remo dissessem qualquer coisa, Sirius abriu a porta do apartamento e olhou para fora. Em menos de cinco minutos uma garota com aparentemente dezesseis anos apareceu.

- Ei, psiiiiiu! – Sirius chamou. – Ei, moreninha! Vem aqui!

A garota virou-se, acanhada, e foi até lá.

- Ok. – ele virou-se para os amigos e chamou. – Prestem atenção. – Então voltou-se para a tímida garota morena que estava parada na frente da porta. – Olha só... eu não sou bonito, por acaso?

- É... – ela sussurrou, tão baixo que ele mal ouviu.

- Não tenho um corpo gostoso? – ele inquiriu.

- Bem... tem... – ela desviou os olhos.

- Você transaria comigo? – a garota ficou completamente vermelha.

- Eu... eu não sei... talvez...

- Ok, obrigado. – e fechou a porta na cara da morena, que encontrava-se completamente desconcertada. – Então? – ele virou-se para os amigos. – Qual o problema dela?!

- Aparentemente, Sirius, meu caro, o único problema dela é dizer que você é bonito, argh, gostoso, e bem...

- Não, seu idiota! – Sirius interrompeu Tiago. – Não dela, dela!

- Me desculpe se a nossa capacidade não se compara à sua e ainda não estamos conseguindo ler mentes, mas isso não esclareceu nada. – Remo falou, um sorriso cínico no rosto.

- Vocês são realmente inúteis! – Sirius voltou a caminhar de um lado para outro. – Quer dizer, o que ele tem melhor que eu? Eu aceito que metade do colégio babasse por ele naquela época, mas, pelo amor de Deus, ele parece um playboy! Quer dizer, só porque ele tem cabelinho de anjo e olhos azuis? EU TAMBÉM TENHO OLHOS AZUIS!

- Que bonitinho, Remo, Siricutico está com ciúmes. – Tiago sorriu. – Só resta descobrir de quem.

- E, pelo escândalo que ele está fazendo, não deve ser assim tão difícil.

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Gween afastou-se um momento dele apenas para tomar ar e então voltou a beija-lo. Não imaginava que ele pudesse ter um gosto tão doce, ou que fosse tão satisfatório para faze-la esquecer pensamentos indesejáveis. Fosse o que fosse, estar com ele era confortável. E confortabilidade era o que mais queria naquele momento.

- Ei... – ele afastou-se um momento dela. – Vamos sair para jantar amanhã?

- Claro. – ela sorriu, puxando-o para mais um beijo. – Estarei pronta às nove.

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- Nicolle? – duas vozes pronunciaram o mesmo nome exatamente no mesmo momento.

- Bom, garotas, eu sei que sou tão maravilhosamente boa que vocês não conseguem ficar dois segundos sem mim, mas... eu vou sair hoje à noite. – ela falou, enquanto fechava a porta por onde havia acabado de passar.

- Mas você recém chegou! – exclamou Lílian.

- Deixe a garota, ela também precisa de sexo. – Gween interveio.

Nicolle revirou os olhos para as amigas, enquanto sentava-se à mesa, juntando-se a elas. Estava acostumada àqueles comentários, e os adorava. Por isso, precisaria ouvi-los por outro motivo também.

- Mas... – Gween virou-se para ela. – Não é só porque você tem direito a sexo que pode permanecer calada sobre as circunstâncias. Agora: quem, desde quando, quando, e por quê?

Lílian sorriu com o inquérito da amiga, virando-se para Nicolle também.

- Bem... quem, vocês conhecem. Ted. – ante as expressões de incompreensão, ela explicou. - Mr. Romlav, o patrocinador! – a feição das amigas automaticamente transformou-se, de um modo que era quase legível os "aaah's" de compreensão. – Ele me convidou para jantar ontem depois do expediente. Me levou àquele restaurante chiquérrimo que eu acabo sempre esquecendo o nome, aquele perto do Hilton.

- Tem classe. – Gween comentou.

- Passamos a noite conversando. Tomamos vinho à luz de vela, falamos sobre tudo, e ele... bem, ele se declarou. Pediu desculpas e me convidou para sair hoje também! – ela sorriu.

- Nada de beijo? Nada de sexo? – Gween perguntou, incrédula.

- Nem todos os homens são os cafajestes com quem você sai, Gween! – Lílian retrucou. – Que lindo, Nicolle! Que romântico!

- É, não é? – ela sorriu. – Por isso que eu preciso de ajuda.

- Eu tenho as repostas para os seus problemas, Nicolle.

- Mas eu nem perguntei o que eu...

- Gween sabe quando se trata disso. – Lílian interrompeu. As amigas conheciam-na tão bem que palavras eram desnecessárias. E isso absolutamente se comprovou quando Gween levantou-se e falou:

- Essa noite, você vai vestir Gucci.

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Quando Nicolle saiu do apartamento, estava nada menos que deslumbrante. O vestido era de um tafetá verde que puxava ligeiramente para o prata, e ia até a metade das coxas. O tecido assentava-se perfeitamente no corpo esbelto, ressaltando o porte elegante e o corpo firme. As alças, que subiam enrolando-se, amarravam-se atrás do pescoço – e qualquer homem sentiria os dedos pinicarem pelo desejo de soltar o nó displicente.

Quando chegou na porta do hotel, encontrou uma limusine à sua espera; entrou e encontrou Mr. Romlav sentado no mesmo compartimento, uma taça de champagne para ela nas mãos.

- Boa noite, Nicolle. – ele sorriu. Era realmente muito lindo, com os cabelos pretos caindo pelos olhos da mesma cor. O nariz era fino, assim como os lábios, que sempre carregavam um sorriso sedutor. Sua beleza era quase maldosa, de tão grande.

- Boa noite. – ela também sorriu, os olhos amendoados adquirindo um brilho de encanto. A sensualidade de Nicolle era quase exclusiva: um misto de pureza e sexualidade, prudência e ousadia; era mais encantadora do que instigante – aquele fascínio era todo ela.

E realmente – pouco importava há quanto tempo a conheciam. Perder-se era inevitável.