O título deste capítulo foi retirado da música "Second Chance", de Shinedown.
Capítulo 13
Algumas vezes o adeus é uma segunda chance
Tradutora: Laysa Melo
Edward POV
"Beije-me." Ela sussurrou urgentemente.
Ela não tinha que me pedir duasvezes.
Eu gemi quando eu a puxei contra o meu corpo, beijando-a desesperadamente... avidamente... Coloquei cada grama de necessidade neste beijo. As semanas de emoção reprimida que eu tentei ignorar completamente me consumiram e eu não conseguia chegar perto o suficiente dela. Não conseguia abraçá-la apertado o bastante. Não conseguia beijá-la forte o bastante. Ela gemeu baixinho e abriu os lábios. Nossas línguas se encontraram, e nós dois suspiramos de alívio...este beijo profundamente íntimo suavizou a nossa ânsia e nos permitiu nos perder no toque um do outro pela primeira vez em minhas mãos ao longo das suas costas e através do seu cabelo mogno antes de quebrar o beijo e enterrar meu rosto em seu pescoço. Eu o chupei delicadamente, e ela suspirou baixinho quando os meus dentes ligeiramente pastaram na sua pele bonita. O suspiro virou um gemido quando ela agarrou os meus ombros, me puxando para mais perto. Corri minha língua ao longo do espaço da sua garganta antes de encontrar os seus lábios novamente, e engolimos os gemidos um do outro.
Finalmente rompendo o beijo, pressionei a minha testa contra a dela e olhei para os olhos castanhos mais bonitos que eu já vi. O chocolate era salpicado de pequenas pitadas de verde. Eles eram hipnóticos... magnéticos... Estávamos os dois ofegantes, e eu a segurei com força enquanto lutávamos para recuperar as nossas respirações e acalmar os nossos corações acelerados.
"Então... eu tomei algumas decisões." Bella sussurrou suavemente, seus olhos olhando nos meus.
"Bem, eu estou as amando até agora." Murmurei com um sorriso quando esfreguei o seu nariz com o meu. Ela riu suavemente e enterrou seu rosto corado contra o meu ombro.
"Pare." Ela murmurou contra a minha camisa. "Fique sério, por favor".
"Desculpe, baby." Eu respondi gentilmente, empurrando-a para olhar para mim. "Eu vou ficar sério".
Ela colocou as duas mãos ao longo do meu rosto e olhou fixamente nos meus olhos. "Bem... para começar, eu não estou me mudando – a menos que você me diga isso..."
Eu sorri. "Bem, isso não vai acontecer, então eu acho que você não está se mudando".
Ela sorriu, feliz. Aliviada. "Acho que não".
Trilhei meus dedos em a pele de marfim do seu rosto. "Estou tão feliz, Bella. Estou fodidamente em êxtase que você não esteja se mudando, e eu sei que isso é egoísta da minha parte. Mas, acima de tudo, eu estou feliz por causa de Riley. Eu não sei como ele teria lidado com isso..." Ela abaixou a sua cabeça... sua voz baixa. "Ele disse que me amava... exatamente agora, no banho".
Isso não me surpreendeu. Era óbvio que ele a adorava. Eu fiquei surpreso que ele estivesse tão à vontade para expressar isso verbalmente. Eu nunca tinha ouvido Jessica dizer essas palavras a ele, ou vice-versa, ela mal as dizia para mim. E, por sua vez, eu tinha parado de dizê-las. Eu fiz uma careta enquanto eu me perguntava se eu dizia isso a ele o bastante...
"O que há de errado?" Bella sussurrou, acariciando o meu rosto. Ela podia ler o meu humor com tanta facilidade.
"Eu estava apenas pensando... eu digo a ele o suficiente que eu o amo?"
Bella acenou com a cabeça. "Você diz isso o tempo todo".
"Eu digo?"
"Sim." Ela respondeu suavemente. "Foi uma das primeiras coisas que eu observei sobre você. É como eu soube que você era um pai tão maravilhoso. Ele sabe, Edward".
A vergonha me inundou. Eu não era um pai maravilhoso. Um pai maravilhoso não teria permitido que a mãe do seu filho fizesse tantos danos ao seu filho. Um pai maravilhoso teria se mantido firme quando se trata de regras idiotas e punições inexistentes. Eu deveria tê-lo protegido. Eu deveria tê-lo amado.
"Ei." Bella murmurou, inclinando meu rosto para eu olhar para ela. "Pare com isso".
"Eu não disse nada." Eu murmurei.
"Você não precisa. Eu posso ler o seu rosto." Ela sussurrou baixinho. "Pare de se culpar. Jessica, por qualquer motivo, é incapaz de ser uma verdadeira mãe para este menino. Algumas mulheres simplesmente não têm esse instinto maternal".
"Você tem." Eu respondi enquanto a observava atentamente. "E você não é sequer uma mãe".
Ela simplesmente encolheu os ombros. "Eu sempre fui boa com crianças. É por isso que eu quis ser professora. Eu nunca tive irmãos, ou irmãs, então comecei a ser babá dos garotos da vizinhança quando tinha uns 12 anos de idade. Eu os ensinava. Eu era voluntária nos clubes de jovens na cidade. Era tudo que eu sempre quis..."
"Você vai ter a sua sala de aula algum dia." Eu prometi a ela.
"Isso não importa agora." Bella admitiu felizmente. "Estou feliz aqui".
Ela colocou a cabeça no meu ombro e eu beijei sua testa. Ficamos ali por um tempo, simplesmente abraçados um ao outro, nos permitindo ter o prazer de simplesmente estar perto.
"Ela não pode ficar com ele." Bella sussurrou de repente. "Eu não vou deixá-la".
Eu sorri contra o seu cabelo. A Mamãe Urso era tão sexy.
"Nós não vamos deixá-la." Assegurei a ela, e ela suspirou contentemente. "Então me diga mais sobre essas decisões que você fez".
Ela se sentou novamente, enrolando seus braços em volta do meu pescoço. Eu quase ri diante do olhar determinado em seu rosto.
"Eu não estou me mudando".
"Eu nunca vou deixar você se mudar." Eu admiti com um sorriso. "Vá em frente..."
Ela apontou entre nós dois. "Essa coisa toda de distância... não tocar, não beijar... essa merda termina agora. Eu não posso mais fazer isso".
"Graças a Deus." Eu ri. Eu não conseguia evitar o sorriso no meu rosto. "Eu não posso mais fazer isso também. Eu nunca quis..."
"Eu sei." Bella sorriu maliciosamente, e eu senti meu corpo reagir quando ela se moveu contra o meu colo. Meus olhos observaram a sua boca quando ela mordeu suavemente seu lábio inferior. Por alguma razão, isso me deixava louco. E ela faz isso... muito.
"Eu amo que você me queira." Ela murmurou com um suspiro. Corri minhas minhas mãos ao longo das suas costas, pressionando-a para mais perto de mim.
"Tanto..." Deslizei meu nariz contra o lado da sua bochecha. Ela gemeu suavemente e apertou os braços em volta do meu pescoço.
"Porém..."
Eu gemi contra o seu ouvido. Por que tem que haver um porém?
"Eu não vou dormir com você até você estar divorciado. Não importa o quanto eu queira isso..." Seus olhos se fixaram no meu rosto enquanto a sua mão percorria o meu cabelo. Ela baixou a cabeça, tocando levemente a minha boca com a dela.
"E eu quero, Edward... muito..."
"Bella..." Sussurrei assim que seus lábios gentilmente acariciaram os meus. Foi um pequeno e doce beijo que me afetava exatamente tanto quanto os beijos famintos de mais cedo. Esta linda garota seria a minha morte.
"Eu aposto que eu poderia convencê-la." Murmurei baixinho, arrastando meus lábios ao longo do lado do seu pescoço. Ela tremeu em meus braços, e eu sorri contra a sua pele.
"Você poderia… muito facilmente..." Bella sussurrou melancolicamente. "Mas isto é importante para mim. Eu quero fazer isso direito. Por favor, não tente".
Sua voz era dolorosamente triste. Olhei para os seus olhos suavemente, perguntando-me por que ela parecia tão preocupada.
"Querida, o que está errado?" Eu trouxe minha mão ao seu rosto e tirei uma mecha de cabelo para atrás da sua orelha. E então a amarga realização afundou em tristemente. "Bella, eu prometo que nunca vou forçá-la..."
Ela balançou a cabeça. "Não, não. Eu sei que você não faria isso. Apenas... por favor... vamos esperar? Podemos fazer isso? Eu simplesmente não posso fazer dessa forma. Eu não posso dividir você, Edward".
Eu não entendi. Me dividir? Será que ela realmente acredita que ela estava me dividindo com Jessica?
Sua voz tornou-se um sussurro quando ela baixou a cabeça. "Eu não posso fazer isso de novo".
De novo?
Seus olhos estavam arregalados... de medo... e cravados em mim. Originalmente, eu pensei que o seu desejo pela distância era simplesmente baseado na pura bondade moral, e eu admirava isso. Tinha quase me deixado louco – porque tudo que eu queria era beijá-la – mas eu tenho que honrar os seus desejos. Mas havia mais do que isso?
Se algum filho da puta algum dia a magoou...
Eu balancei a cabeça, recusando-me a evocar essa imagem na minha cabeça.
"Bella, olhe para mim".
Muito lentamente, ela levantou o rosto para o meu. Peguei seu rosto em minhas mãos.
"Se é importante para você esperar até o meu divórcio estar finalizado, então nós vamos esperar. O que você quiser. Tudo o que você quiser".
Ela sorriu suavemente. "Sério? Você está bem com isso?"
Eu pressionei minha testa contra a dela. Eu tinha que fazê-la entender. "Claro, querida. Eu não mentiria. Eu quero muito você... mais do que eu já quis alguma mulher." Tracei seu lábio inferior com o polegar. "Eu estou tão atraído por você, Bella... tão atraído por você em um nível tão profundo e elementar que eu nem sequer entendo. E não é só porque você é a garota mais linda que eu já vi. Você é muito boa. Você é doce. Você é divertida. Você ama meu filho como se ele fosse seu. Minha família ama você. Carmen te adora..."
Sua face corou, e eu não pude resistir a inclinar-me e beijá-la suavemente.
"E quanto a mim?" Concluí com um sussurro no seu ouvido. "Estou absolutamente louco por você".
Ela suspirou baixinho e acariciou a minha nuca.
"Mas ainda podemos nos beijar..." Ela sussurrou, esperançosa.
Eu de repente estava apavorado, visões de algum idiota sem coração do seu passado se aproveitando dela. Era por isso que ela queria esperar? O ciúme e a raiva correram através de mim.
"Você tem certeza?"
"Tenho muita certeza sobre os beijos." Bella murmurou baixinho. "Mas sem sexo..."
"Sexo pode esperar." Prometi a ela. Ela sorriu suavemente enquanto seus lábios escovavam levemente contra os meus, mais uma vez.
Surpreendentemente, foi uma promessa fácil de se fazer. Por alguma razão, era obviamente importante para ela. Além disso, a última coisa que eu precisava era dar ao advogado de Jessica qualquer prova tangível de que eu estava cometendo adultério.
Esperar era inteligente.
Esperar seria uma tortura do caralho.
Mas eu faria isso por ela.
Jessica e eu tínhamos deixado de dormir juntos há muito tempo, o que tinha sido bom para mim porque eu não tinha nenhuma vontade de tocá-la. Mas agora que havia alguém em minha vida que eu realmente queria...
Os banhos frios estavam prestes a se tornar o meu melhor amigo.
Duas semanas se passaram desde o meu encontro com Jessica. Porque Marcus estava determinado a manter o seu emprego, ele tinha acelerado o processo judicial, e fomos direto para a mediaçã conversa inicial foi arruinada quando ela deixou bem claro que ela queria a guarda compartilhada uma vez que o divórcio estava a caminho. Entretanto, ela queria levar o meu filho para casa com ela, onde ele viveria durante todo o julgamento.
Como se essa merda fosse acontecer.
Nem preciso dizer que, depois disso, a mediação acabou muito rapidamente.
Então aqui estamos nós sentados, aguardando a decisão de um juiz sobre os arranjos de moradia do meu filho durante o processo de divórcio iminente.
Olhei por cima da mesa e dei um longo olhar para a minha futura ex-esposa. Sua maquiagem era impecável. Seu cabelo estava preso em um coque sofisticado. Seu vestido era de um designer profissional – de longe a roupa mais conservadora que eu já vi em seu corpo. Ela parecia simpática. Apologética. Ela até chorou um pouco.
O advogado dela tinha a treinado bem.
Eu não pude deixar de notar que ela estava sozinha, apenas solidificando a minha crença de que Jacob Black não tinha qualquer interesse no meu filho. Eu estava sozinho também, mas só porque eu implorei para Bella ficar em casa com Riley, já que não houve aula hoje. Ela não estava feliz sobre isso, mas eu concordei com Marcus que provavelmente era prejudicial neste momento que a mãe e a babá estivessem no mesmo espaço fechado, considerando que a babá queria arrancar os olhos da mãe fora da sua órbita.
Jacob Black não estava aqui porque ele simplesmente não ligava. Bella não estava aqui porque ela se importava e muito.
Era uma grande diferença. Uma importante diferença.
Eu esperava que o juiz concordasse com isso.
Não havia nenhuma maneira no inferno que Jessica estava levando o meu filho por qualquer período de tempo sem supervisão. Ela já tinha feito bastantes danos, e eu estava determinado a lutar contra ela a cada passo do caminho. Compreendi que eu não poderia lhe negar algum contato com ele, mas eu estava firme nas minhas condições.
Visitas apenas supervisionadas.
Ela podia vê-lo todos os dias se ela quisesse. Como eu tinha apontado para o juiz, seria mais do que ela o viu nos últimos quatro meses. Mas essas visitas seriam supervisionadas por mim. Ou Carmen. Ou Bella. Marcus tinha questionado a minha sanidade quando eu incluí Bella nessa lista, mas eu tinha ficado firme. Ela era a babá de Riley. Jessica, é claro, havia pedido a custódia total em sua casa. Eu tinha apresentado uma carta da Dra. Jane explicando com grandes detalhes por que isso nunca deveria acontecer, pelo menos neste momento da vida de Riley. A professora de Riley tinha escrito uma carta detalhando que ele estava progredindo na escola desde que Bella tinha chegado. O juiz ouviu cada um de nós, e ele me garantiu que todos os fatores seriam levados em consideração.
Eu estava ficando impaciente exatamente quando a porta da câmara do juiz finalmente se abriu. Ele se arrastou para o seu lugar, e eu me mexi desconfortavelmente na cadeira, uma vez que estávamos sentados novamente.
"Eu sinto profundamente que esta situação não pôde ser resolvida durante a mediação." O juiz declarou com tristeza. "Isto não é sinal nada bom para o processo de divórcio, mas antes de sequer chegarmos a esse ponto, temos uma situação terrível que deve ser tratada".
Ele olhou para a mesa de Jessica. Então olhou para a minha.
"Eu tenho um pai que tem demonstrado uma total falta de consideração pelo bem-estar do seu filho ao longo dos últimos quatro meses e agora está pedindo a custódia total. Uma mãe que decidiu deixar o marido e filho para trás e passou a ignorar esse filho por quatro meses. Eu concordo com o advogado do Sr. Cullen que parece suspeito que este renovado desejo de desempenhar o papel de mãe coincide com o fato de que o Sr. Cullen contratou uma babá para o seu filho - uma babá que tem sido obviamente um bem de valor inestimável durante a recuperação na vida de Riley sem uma mãe em casa".
Marcus cantarolava feliz no seu lugar.
"Se o Sr. Cullen tem um interesse romântico na Srta. Swan – como alega o advogado da Sra. Cullen – ou não, não é relevante para mim neste momento no processo. Meu foco é nesta criança que tem sido negligenciada pela sua mãe. A psicóloga da criança considera que a babá não tem feito nada além de proteger e amar, e com os esforços combinados do pai, da babá e da Sra. Carmen Alvarez, é óbvio para mim que tirar Riley da sua rotina normal seria prejudicial para o seu , Sra. Cullen, o seu pedido de guarda integral foi negado".
Eu exalei um longo suspiro de alívio. Marcus me deu um tapinha no ombro.
"Sr. Cullen sugeriu bondosamente visitas monitoradas, mas devo admitir que estou lutando com a concessão delas. Sra. Cullen, o seu breve telefonema causou estresse na criança, por isso estou hesitante em permitir qualquer contato até que você tenha as suas prioridades em linha reta. Entretanto, você está aqui hoje, o que me dá esperança de que talvez o seu filho seja importante para você.Você tinha lágrimas nos olhos quando me pediu para lhe oferecer uma segunda chance para demonstrar que você pode ser uma boa mãe, por isso estou lhe dando essa oportunidade. Consequentemente, estou permitindo visitas supervisionadas com o seu filho. Essas visitas começarão nesta semana. Depois de olhar a agenda da conselheira de Riley, acredito que as quartas-feiras parecem ser a melhor opção".
O juiz se virou para mim. "De 17 às 18hs nas quartas-feiras está bem para você, Sr. Cullen?"
Limpei a garganta. "Sim, meritíssimo".
"Bem." Ele assentiu. "As visitas devem ser na casa do Sr. Cullen, ou em um local previamente combinado. O Sr. Cullen, a Srta. Swan, ou a Sra. Alvarez estarão presentes durante as visitas".
"Mas..." A voz exasperada de Jessica navegou através do ar. Eu podia ouvir o seu advogado pedindo para ela se calar.
"Sra. Cullen, não abuse da sorte. Você deseja ver o seu filho. Isso está correto?"
Jessica inclinou a cabeça. "Sim, meritíssimo".
"Então, prove isso. A cada quarta-feira das 17 às 18hs. Vamos tentar isso por um mês. No próximo mês – se tudo parecer estar indo bem – vamos tentar nas segundas e quartas-feiras, ainda por uma hora cada dia. Vamos reexaminar isso em dois meses." Ele folheou um calendário. "Se a minha matemática estiver correta, isso dá a você 12 oportunidades para me mostrar que você quer ser uma mãe para o seu filho. Essas 12 são mais visitas do que você fez nos últimos quatro meses. Esta é a sua chance. Eu espero, para o bem do seu filho, que você não estrague tudo".
"Obrigado, meritíssimo." O advogado dela disse, respondendo por ficou dura que nem uma pedra.
"Sr. Cullen, se em algum momento essa agenda precisar ser reavaliada – por qualquer motivo – não hesite em informar ao seu advogado Ele, por sua vez, me avisará e eu farei as mudanças".
"Sim, senhor".
Os olhos do juiz ficaram em mim. "Posso também sugerir que a Sra. Cullen e a Srta. Swan se familiarizem uma com a outra antes de uma visita agendada, e sem a presença da criança?"
Ele estava sorrindo para mim, e era fácil de ler sua mente. Eu tinha certeza que ele estava imaginando a briga de gatos que com certeza começaria.
"É claro, meritíssimo. Vamos fazer essas apresentações o mais breve possível".
"Muito bom." O juiz concordou com a cabeça. "Eu verei todos vocês daqui a dois meses, às 9hs. Boa sorte".
Agradeci a Marcus e fechei a minha maleta com uma batida enquanto o advogado de Jessica caminhava para a mesa.
"A Sra. Cullen gostaria de uma palavra".
"Eu vou falar com ela." Marcus anunciou. "Não discuta comigo, Edward".
Eu não discuti.
Nós fizemos o nosso caminho até a mesa. Ela ainda estava sentada, e seu rosto estava pálido.
"Jacob disse que eles sempre ficam do lado da mãe." Ela choramingou tristemente. Seu advogado revirou os olhos para o teto, e eu tive que suprimir uma risada.
"O que você quer, Jessica? Estou com pressa para chegar em casa".
Sua cabeça se virou em minha direção, piscando os olhos com raiva. "Na pressa de chegar em casa para ficar com ela?"
Eu estreitei os olhos.
"Controle a sua cliente, Crowley." Marcus zombou.
O advogado de Jessica estremeceu e sussurrou algo em seu ouvido. Tyler Crowley era, na verdade, um advogado decente de Seattle. Era uma pena que ele estava tendo de representar uma puta egoísta. Jessica fez uma careta e voltou a sua atenção para mim.
"Tudo bem. Vamos combinar um encontro para eu para conhecer essa puta. Tirar isso do caminho".
Eu inalei uma respiração profunda, desesperadamente tentando controlar a minha raiva. Virei-me para o meu advogado.
"Marcus, talvez devêssemos avisar ao juiz que este acordo de visitação não dará certo, afinal".
"Ótimo!" Ela abriu seu telefone e começou a apertar botões. "Estou livre amanhã ao meio-dia".
"Eu precisarei verificar com Bella e certificar que ela estará livre." Expliquei pacientemente.
Sua cabeça estalou para acima em frustração.
"Você não dá mais os tiros, Jessica. Perguntarei a Bella se amanhã ao meio-dia é bom para ela. Vou te ligar hoje à noite para que você saiba".
E com isso, eu me virei e saí do tribunal.
Nota da tradutora: Mas essa Jessica é uma puta mesmo, ainda bem que o Edward ganhou a causa, mas ela ainda ficou com as visitas supervisionadas. Acho que essas visitas vão ser bem interessantes...
Deixem reviews e nos digam suas opiniões. Nós as amamos.
Bjus,
Lay
