Pois é, escrevi uns 5 capítulos num único dia sem internet. Fazer o quê.

O que dizer dessa segunda parte?

Acho que não vão encontrar algo semelhante em fics de TM. De qualquer forma, quem já conhece minhas fics, sabe que vou até as últimas consequências.

E como sempre, aguardem hospitais. Hahahaha

Quem gosta do Mash, vai ter o que quer.

Quem não gosta, também.

Pois é, agradando gregos e troianos.

hahaha

Parte II – Stay down

Cap. 1 – Sanidade

O camburão parou na entrada de carga e descarga do aeroporto, onde uma lamborghini nos esperava com Mashburn ao lado. Assim que nos viu, fez sinal para que abrissem os portões.

Enquanto isso acontecia, ouvi as sirenes dos policiais, que certamente já haviam rastreado o camburão. Três carros, talvez mais. Agentes armados e preparados para atirar na menor resistência.

Mandei o motorista avançar, ainda que o portão não estivesse totalmente aberto. Ele estourou os faróis e entrou. Lisbon caiu, batendo a cabeça nas paredes do camburão. Não olhei para ver, mas ela havia desmaiado com isso. Uma batida mais forte do que eu esperava, aliás.

"CBI! Saiam do carro com as mãos para cima!"

Olhei pela janela. Era a van da equipe de Lisbon. Apontando suas pistolas em nossa direção, Rigsby, Cho e Van Pelt.

Engraçado o que aconteceu em seguida.

Desci do camburão, com as mãos no bolso. Olhei para eles. Então dei a volta e abri a parte de trás, onde estava Lisbon, caída e com a cabeça sangrando.

"Se querem levá-la para o corredor da morte, a hora é agora".

Eles ficaram parados alguns segundos, sem esboçar reação. Olhando com mais cuidado, vi os olhos de Van Pelt se encherem de lágrimas. Ela foi a primeira a baixar a arma.

Cho olhou para ela e fez o mesmo.

Rigsby não se demorou e repetiu o ato dos colegas.

Eles queriam levar a mim para o corredor da morte. Mas não podiam. Então não fariam isso com Lisbon.

Fechei o camburão mais uma vez. Entrei no banco de passageiro, ao lado de Mashburn. Entramos no aeroporto em alta velocidade. Agora minha cabeça girava de preocupação com ela. Havia muito sangue em sua cabeça. Com as mãos presas nas costas, ela batera sem amortecer o impacto em nada. E após dois minutos correndo dentro do camburão, nem sinal dela acordar. Temi que estivesse morrendo. Mas isso seria irônico e trágico demais. Até para essa história toda.

Chegamos ao jato de Mashburn. A policia já corria em nossa direção pela pista de pouso. Os vôos comerciais foram adiados, eu podia ter certeza.

Peguei Lisbon nos braços, enquanto Mashburn abria a porta para que entrássemos. A coloquei num dos bancos e corri olhar pelas pequenas janelas circulares.

Os policiais estavam parados do lado de fora, ajoelhados e com as armas apontando para o avião.

"Desçam imediatamente! Desçam com as mãos para o alto!"

Os motores foram ligados. Assim que se deram conta disso, eles começaram a atirar.

"Não se preocupe, não vão furar o casco com isso" disse Mashburn, porém com os olhos preocupados.

O avião girou até parar em direção à pista. Os tiros faziam muito barulho se chocando com a lataria. Segui os conselhos de Mashburn em sentar-me na hora da decolagem.

Os policiais tiveram que jogar-se para o lado, para evitarem serem atropelados pelo jato.

"Senhor Mashburn, a torre não autorizou a decolagem". Disse o comandante, pelo autofalante do avião.

"Dane-se, vamos sair daqui!" ele ordenou, nervoso.

O avião avançou pela pista. Acelerou até que grudássemos na cadeira. Por breves instantes, tive a sensação de que não íamos decolar. Mas antes que a impressão se tornasse medo, estávamos no ar.

Tirei o cinto e corri até o banco onde estava Lisbon. Tirei o cabelo da frente para olhar sua cabeça.

Havia um enorme hematoma. Estava inchada e sangrava como se tivesse levado um tiro.

Logo, uma moça ajoelhou-se ao meu lado, olhando para Lisbon. Mashburn a apresentou como enfermeira da tripulação.

Pediu que eu me afastasse e começou a limpar o local. Abriu os olhos dela e passou algumas vezes a luz de uma pequena lanterna para buscar qualquer reação. Voltou-se ao machucado e disse que a levaria para a enfermaria.

Eu me espantaria pelo jato ter uma enfermaria, mas estava nervoso demais pra isso.

Vinte minutos sem que me deixassem chegar perto dela. Mashburn e eu estávamos em igual nervosismo.

Eu nunca soube o quanto esses dois se gostavam.

Nunca tive idéia de quão intensa havia sido a noite deles juntos.

Preferia não tentar extrair essa informação dela.

Achava que Mashburn amava todas as mulheres de forma igual. Jamais pensei que Lisbon pudesse ser especial a ele de alguma forma. Mas a disposição em ajudá-la, mesmo colocando-se em risco, mesmo se incriminando, provava que eu estava errado.

Era muito óbvio agora, que ele fazia um esforço descomunal pra ficar parado, sabendo que ela estava sendo cuidada por uma enfermeira, e não um médico.

Enfermeira, aliás, que saiu da área de enfermaria com expressão nada amigável.

"É impossível dizer se ela ficará bem com os equipamentos disponíveis. Precisaremos esperar. Se acordar, deve ficar bem. Mas acredito que precise de um médico."

Lisbon jogava roleta russa com o destino. E a cada minuto, eu tinha de fazer mais esforço para permanecer naquela cadeira.

Estávamos a muitas horas da China, onde Mashburn tinha negócios. Lugar ideal para que os policiais não nos perseguissem. Seria um longo vôo até o próximo hospital.

"Talvez pudéssemos parar no caminho. Uma descida rápida…" sugeri "Para levá-la ao hospital".

"É perigoso… mas é mais arriscado deixá-la contar com a própria sorte".

Combinamos de parar na Itália. A escala não devia durar mais do que uma hora.

Meia hora depois, Lisbon surgiu, direto da enfermaria, de pé, com um curativo inteiro manchado de seu sangue, na cabeça, e apontando uma arma pra mim.

"Seu maldito bastardo!"

Você tem que ser um completo idiota pra se apaixonar por uma mulher que levanta dos mortos só pra apontar uma arma pra sua cabeça.

Acho que eu era mesmo um completo idiota.

"Teresa!" gritou Mashburn, correndo até ela e forçando seu braço para baixo "Abaixe essa arma, acalme-se!"

"Por quê, Walter? Por que está ajudando esse desgraçado?"

"Porque assim como ele, não quero te ver indo pro corredor da morte".

"Vocês dois são malucos. Malucos…" A última palavra morreu em seus lábios, pois Lisbon desmaiara enquanto falava. O ferimento em sua cabeça ainda não havia terminado sua jornada em câmera lenta até sua morte. E agora ele avançara um pouco mais. Mashburn impediu sua queda. Mas Lisbon já estava desacordada novamente.

Malucos.

Por ela.

No próximo capítulo, esses três vão perceber que tem mais gente do que eles imaginam atrás deles.