N/A: Laarc – Eu só posso adiantar que o que houve com Darien tem relação direta com o ser mais detestável dessa fic!

E agora vou parar por aqui para não estragar as surpresas que virão pela frente...

Bjs.


Ataque ao templo

Darien saiu confuso de casa para o trabalho. Afinal, o que aconteceu na noite passada? Será que havia bebido? Não conseguia se lembrar. E isso o afetava. Não gostava de perder o controle do que se passava com ele.

E aquele perfume... Mesmo depois do banho, ainda podia senti-lo em si.

Era melhor esquecer essa história, pensava. Havia outras coisas mais urgentes que demandavam sua atenção.

Tudo seguia num ritmo estranhamente calmo. Após aquela violenta batalha, nem sinal das Queres, Circe, Nêmesis e Tânatos. A questão era: por quê?

Selene permanecia no Templo Hikawa, bem como Seiya. Também essa deusa estranhava o comportamento do trio. Será que eles apenas edificariam uma morada e não se intrometeriam nos assuntos mundanos? Era a dúvida que percorria o coração da Deusa da Lua.

De qualquer forma, ansiava encontrar Tânatos. A dívida passada, ela não a deixaria de cobrar. E quem sabe... Envolver-se numa operação arriscada para trazer alguém de volta... As sailors com certeza a ajudariam; Serena, sobretudo, teria a capacidade de fazê-lo.

Ela, mais que as outras, poderia entendê-la.

A deusa estava do lado de fora do templo. Havia apenas ela e Rei no local. Seiya estava no cinema com Serena.

De olhos fechados, Selene sentia a brisa fresca da tarde batendo-lhe no rosto.

No entanto, o cheiro da natureza que lhe era tão agradável foi aos poucos cedendo lugar a outro que, por mais distante no tempo fosse, não esquecera.

Quando abriu os olhos, deparou-se com a eminente chegada do sexteto: Tânatos, Circe, Nêmesis e, claro, as três Queres.

Longe de se assustar com aquela aproximação assustadora, a deusa sorriu de leve. Ansiava por aquele momento.

– Selene? – Balbuciou Tânatos.

– Vocês... – Disse a Deusa da Lua – O que querem, afinal de contas?

– Não fale assim de jeito tão grosseiro, minha querida. Não sentiu nem um pouco a minha falta? – Perguntou Tânatos usando seu tom sarcástico.

Selene fez irradiar ao redor de si sua aura branca, como a noite de Lua cheia.

Rei surgiu de dentro do templo e, transformando-se em Sailor Mars, pôs-se ao lado da Deusa da Lua.

Circe sorriu ao ver a guerreira à sua frente. Ao contrário de Tânatos e Nêmesis, não viera até ali para rever a face de Selene. Seu propósito era levar consigo sua futura discípula.

Mesmo assim, percebeu que a Deusa da Lua se colocaria como obstáculo. Era mesmo verdade o que as Queres haviam dito ao regressar da batalha anterior: Selene se colocara aos lados das guerreiras.

Estaria ela disposta a defender a Terra?

Era ridículo pensar nisso. Selene sempre se portou como uma namoradeira; não se recordava de uma participação efetiva da deusa na defesa do planeta... Era no mínimo insólito que estivesse preocupada com isso agora.

– Onde está Endymion? – Perguntou a Deusa da Lua.

Aí está a explicação! Selene e seus namoros, pensava Circe.

Nêmesis olhava com desdém para Selene. Considerava a deusa mais fútil e vulgar que nunca por fazer semelhante pergunta.

– Aquele rapaz cuja beleza a enfeitiçou? Ele está no mundo inferior... De onde nunca sairá! – Respondeu-lhe Tânatos.

A Deusa da Lua se mostrou brava e fez surgir com o brilho de sua aura, um imponente cajado com uma lua de diamante na ponta.

– Você não tinha esse direito, Tânatos! O que ainda vocês podem querer após terem provocado tantos malefícios no passado? Digam! Circe, você também no meio dessa sujeira como sempre...

– Não tenho que responder suas perguntas! Nêmesis e Tânatos é que estavam curiosos pra revê-la. Eu hoje só me interesso por uma coisa! Jovem guerreira de Marte, quero que nos acompanhe! Será minha serva!

– Nunca! – Disse Rei, pondo-se em posição de combate.

Circe ocultou seu contentamento. Gostava da postura de Rei.

– Ninguém vai levar essa jovem daqui! – Afirmou com determinação Selene.

Ela ergueu seu cajado e da lua de diamante em sua ponta irradiou uma luz cálida que se lançou contra os deuses e as Queres.

Tânatos ergueu também ele sua foice e refreeou a energia de Selene:

– Não seja tola! Você não tem poder para enfrentar a nós todos! Além disso, você ainda está fraca…

A Deusa da Lua levantou a cabeça, irradiando sua aura:

– Vou lutar até o fim, Tânatos! E saiba que vou libertar Endymion!

– É mesmo uma tola! Você não mudou nem mesmo após o sofrimento do exílio... – Ria-se o deus – Interessada em libertar aquele homenzinho? Pobre de você... Nunca vai conseguir libertá-lo! E tenha a certeza de que sera minha!

Nêmesis se aborreceu. Estava desconfiada de que Tânatos ainda se interessava por Selene e agora tinha a confirmação.

– Quem está sendo tolo agora é você! Nunca serei sua!

Tânatos ergueu novamente sua foice. Seu sorriso era ameaçador.

– Pare já com isso! – Gritou Sailor Moon, chegando junto das outras guerreiras – Você está sendo muito covarde, Tânatos! Não pode ter Selene à força!

– Vocês tinham razão! – Disse o deus, virando-se para Circe e Nêmesis – Essas guerreiras são umas chatas e intrometidas...

Tânatos ergueu sua foice e lançou seu ataque na direção das sailors:

– Chamas mortais.

Da foice dele, emanaram diversas sombras que atacaram as sailors.

Sailor Pluto lançou seu ataque, mas ele não parecia fazer efeito algum sobre as criaturas. Sailor Moon, recordando-se dos avisos de Selene, pediu às amigas que fossem fortes e atacassem em conjunto.

– Meninas, vamos lançar nossos ataques ao mesmo tempo!

Assim, Fighter, Pluto, Urano, Saturno, Netuno, Vênus, Mercury, Júpiter e, claro, Sailor Moon se uniram e lançaram seus ataques simultaneamente, desfazendo as sombras com extrema facilidade.

Selene sorriu com a atuação do grupo.

Se vocês compreenderem a importância de trabalhar em equipe, conseguirão vencê-los.

Irritado, Tânatos cerrou os punhos.

– Não me interessa perder meu tempo com vocês!

Ele partiu para cima de Selene, enquanto as Queres se colocavam novamente em batalha contra as sailors.

– Vamos ver se vai ser minha ou não, Selene!

Arrogante, ele avançava em direção à deusa, mas uma rosa se colocou no meio dos dois. Era Tuxedo Mask, que aparecia na batalha:

– Um homem deve aprender a aceitar quando seu amor não é correspondido.

O mascarado se pôs na frente de Selene.

– Mais um chato! Não seja intrometido!

Selene novamente ergueu seu cajado e fez reluzir a luz do diamante em sua ponta:

– Diamante Lunar!

Diversos raios de luz saíram materializando guerreiras trajadas como as sailors, mas seus uniformes eram totalmente brancos.

Circe começava a se irritar. Não foi até ali para ficar lutando. Também fez surgir sua varinha de feiticeira e, proferindo heresias e maldições, operou uma transformação na paisagem.

O céu agora estava escuro e chovia torrencialmente. Ela, literalmente, voou na direção de Sailor Mars e, pondo a mão em sua cabeça, desferiu-lhe um violento choque elétrico.

– Rei! – gritou Serena, ainda ocupada na luta contra as Queres.

Tuxedo Mask correu para ajudá-la. Mas Nêmesis o segurou:

– Não há nada que você possa fazer para ajudá-la. E quando chegar a hora, você também vai ter que decidir se vai estar ao lado dos vencedores; ou seja, ao nosso lado! Como guardião da Terra, pode ter salvação se aceitar a nova era que se iniciará... Caso contrário...

E Lançou uma rajada de luz, que o atirou contra a fachada do templo.

– Darien, não! – gritou Sailor Moon.

Ela partiu na direção dele, mas a Deusa da Lua foi mais ágil e o ajudou.

– Eu estou bem... – Disse ele, agradecido.

Imperava a confusão. As sailors lutavam contra as Queres. Nêmesis e Tânatos destruíam as sailors de Selene e Circe puxava Rei pelos braços.

O Deus da Morte já estava por demais irritado e cravou sua foice no chão.

Vários raios saíram do solo partindo na direção das sailors.

Circe elevou seu corpo do chão com Sailor Mars e sumiu.

As sailors gritaram em desespero vendo a amiga ser levada pela deusa feiticeira sem nada poder fazer.

Logo Nêmesis, Tânatos e as Queres também deixaram o local.

Ajoelhada, Sailor Moon socou o chão.

– Isso não pode continuar assim. Eles vão conseguir tudo o que querem.

– Calma, Serena... – Disse Selene, com a voz fraca.

– Por que levaram a Rei?

– A moça é uma sensitiva poderosa... Acho que Circe quer pervertê-la e transformá-la em sua serva.

– Não podemos continuar assim, sempre a esperar pelo ataque do inimigo – Afirmou Sailor Saturno – Temos que descobrir onde eles ergueram a tal morada. Trazer a Rei de volta.

– E lutar pra defender este mundo, cumprindo nossa missão! – Completou Sailor Mercury.

Tuxedo Mask andava com dificuldade. Nem havia se dado conta, no calor da batalha, que havia sido ferido no braço novamente.

– Você está bem? – Perguntou-lhe Serena.

– Estou. Nós devemos descobrir o mais rápido possível para onde eles levaram a Rei. Não podemos deixá-la nas garras do inimigo. – Disse ele.

– Darien...

– Eu vou embora... Estarei junto de vocês no que precisarem.

Já estava anoitecendo e as sailors ainda pensavam em como descobrir o local onde Rei estava.

– Você faz alguma ideia de onde eles podem ter erguido seu palácio? – perguntou Serena à Deusa da Lua.

– Vocês devem procurar um lugar que emane energia especial... Circe é uma influência a ser considerada. Eles respeitam seus poderes ligados à alta magia.

Selene levava as mãos à testa, demonstrando já seu cansaço.

– Você está bem? – Perguntou Serena preocupada.

– Eu ainda não me recuperei de todo; na verdade, ainda estou muito fraca. Tânatos tem razão... Não tenho condições de enfrentá-los.

Selene foi se deitar, enquanto as sailors se despediam de Seiya.

– Bombom... Eu gostaria que estivéssemos juntos em uma situação melhor – Disse ele beijando a namorada.

– Eu também, Seiya... Eu também...

Era estranho permanecer ali sem a dona da casa, mas tinha certeza de que em breve se reencontrariam...

Um pouco longe dali, Darien andava pelo parque a observar a movimentação das pessoas. Seu braço estava sangrando um pouco, mas não se sentia com ânimo para cuidar de si.

A iluminação no parque fazia reluzir as belas plantas que o ornavam e deixava entrever a beleza das esculturas que acrescentavam um charme a mais ao local. As rosas deixavam um cheiro magnífico no ar...

Distraído, ele nem se deu conta da sombra que se aproximava. Somente quando enlaçaram seu pescoço, sentiu novamente aquele perfume da noite anterior...

... Mas era tarde demais.

Tudo ficou escuro novamente.