O dia aberto na Capsule Corporation terminou abruptamente naquele ano. Já nada impediria o escândalo de aparecer em todos os jornais importantes e nas revistas que gostavam desse tipo de acontecimentos para aumentar a tiragem, no momento em que a polícia chegava com enorme aparato e os empregados dispensavam os convidados, indicando que tinham acontecido uma emergência. Em relação às personalidades mais importantes da cidade, como o prefeito de West City e os investidores mais abastados, foi o próprio doutor Briefs que falou com eles, explicando que tinha acontecido algo terrível relacionado com a sua família e que precisava de uma resposta urgente e rápida. Todos compreenderam, saíram ordeiramente, mas por haver falta de informação os boatos começaram logo a surgir, espalhando versões incorretas do que estava a acontecer, a maioria dos quais tinha o misterioso homem que vivia ali dentro, baixinho, antipático, de cabelos espetados e carantonha arisca, como protagonista e que até era o pai do neto do doutor Briefs. Era ver todos aos cochichos, olhadelas súbitas, gestos comprometidos.

A nicotina fizera o seu efeito e Bulma estava mais calma, com a cabeça mais desanuviada e o raciocínio frio que a caracterizava regressava, uma vez expurgada qualquer emoção desnecessária para uma conclusão cientificamente infalível.

Num dos cantos do grande salão da Capsule Corporation estavam Chichi e Gohan. Um pouco mais afastados, sentados no sofá gigantesco estavam, muito bem comportados, Goten e Trunks. Os Son foram os únicos que ficaram, pelas razões óbvias. Chichi tinha sido uma grande companheira naquele momento tenso da revelação dos resultados do exame de DNA e Bulma tinha-se portado muito mal com ela, devia-lhe uma palavra.

Focou-se nos seus batimentos cardíacos, na sua respiração. Tudo normal, num ritmo perfeito, sem qualquer alteração. Estava inteiramente pronta para desvendar aquele caso, terminar com o acontecimento de uma tarde de sábado que tantas perturbações lhe tinham trazido ao quotidiano da sua família, mesmo que aquele sumiço da Panty viesse lançar um dado novo que ameaçava juntar ainda mais confusão a uma situação demasiado confusa.

Bulma estava decidida a não se deixar perturbar, contudo, pelo suposto rapto da garotinha, mas o certo era que se incomodava com o que teria acontecido com a bebê que não se podia defender, por ser tão pequenina. Havia as hipóteses mais evidentes: a mãe voltara e levara a menina com ela. O suposto pai, o esquivo Miruku, levara-a para exercer alguma vingança sórdida. Ou então, alguém mal-intencionado, que ali entrara a coberto do dia aberto da Capsule Corporation, descobrira a Panty sozinha na cozinha e levara-a com a ideia de pedir um resgate milionário à família mais rica da região.

Havia ainda outra possibilidade, considerou Bulma, que mesmo abominável teria de fazer parte das hipóteses da experiência. Vegeta era o único que estava ausente daquele salão e podia também ter sido ele a raptar a Panty. Não acreditava, porém, que o saiyajin iria magoar ou ferir a garotinha, apesar do seu passado assassino. Ele tinha mudado muito depois do torneio do Cell. Mas Vegeta poderia utilizar a garotinha para atingir Miruku, ou para forçá-lo a uma espécie de confissão.

Disfarçadamente, Bulma apanhou a foto rasgada do bolso da jaqueta. Prendeu-a entre os dedos, escondendo o pequeno exemplar amarrotado na concha da mão. Era realmente pequeno, o retrato, desfocado, simples. Uma falsificação muito bem feita ou um pedaço de recordação doloroso. O certo era que ele estava elegante naquele terno caríssimo e demasiado pedante. Mesmo que fosse falsa, aquela foto continuava a ser uma prova, tal como o bilhete deixado no cesto, tal como o exame de DNA e lembrou-se que não ficara com o resultado do exame. Atirara-o ao ar com a fúria e perdera-o. Uma falha imperdoável e cogitou telefonar para a clínica assim que a polícia saísse da Capsule Corporation. Não podia dar-se ao luxo de desperdiçar qualquer prova, mesmo que fosse uma que não tinha qualquer ligação com as demais entretanto reunidas.

O seu plano tomava forma, aos poucos e ela guardou a foto também disfarçadamente, orgulhosa por estar finalmente a ser inteligente no meio daquela história toda. Devia ter escutado as palavras de Chichi em toda a sua extensão e não apenas quando se sentia vulnerável. Lembrou-se da clínica e do reboliço que Vegeta tinha armado lá por causa de um simples exame de DNA. E tudo começava a esquematizar-se, de uma maneira tão impecável que houve um brilho que lhe invadiu o olhar azul e o coração bateu um nadinha mais apressado, pois farejava um caminho que conduziria a um final que se desejava o mais feliz possível, levando em conta todos os estragos já feitos.

Por enquanto, no salão da Capsule Corporation, a polícia fazia a sua investigação porque uma bebê inocente tinha desaparecido. E como a chamada a solicitar auxílio tinha partido dos Briefs, o contingente destacado era de várias dezenas de agentes da lei, parecendo até que a esquadra em peso de West City tinha sido destacada. Gente fardada de azul amontoava-se ali, junto à porta, enquanto outros recolhiam impressões digitais e outros indícios incriminatórios. Outro já tinha solicitado as imagens das câmaras de vigilância e tirava apontamentos, aparentemente alheatórios.

A senhora Briefs sentava-se numa cadeira, limpando de vez em quando os olhos chorosos com um lenço rendado. O doutor Briefs, com o gato preto aninhado na curva do pescoço, atrás do espaldar da cadeira, dava apoio à esposa, mantendo uma mão sobre o ombro dela e repetindo "hum" de vez em quando. Um tenente fazia perguntas sem olhar para a senhora Briefs, com um pequeno bloco de notas na mão direita, de capa gasta de couro azul, que rabiscava com a mão esquerda, pois era canhoto. Com o inquérito estava a tentar perceber quem era a Panty e a senhora Briefs explicava que era a sua neta mais recente, ao que ele perguntava o que significava recente e a senhora Briefs começava a gaguejar.

- A sua filha é Bulma Briefs, não é assim? – perguntou o tenente.

- Hai, Bulma Briefs é a minha filha.

- A sua única filha?

- Hai.

- Então, a Panty, a bebê que supostamente desapareceu, é filha da sua filha?

- A Panty não desapareceu supostamente… A Panty desapareceu mesmo. Eu deixei-a na cozinha e quando voltei, ela já não estava na sua cadeirinha.

- Responda à minha pergunta, senhora Briefs.

- Qual pergunta?

- A bebê de que falamos… é filha da sua filha?

- Não.

Sem levantar os olhos do bloco de notas, escrevendo incessantemente, o tenente, arrebitou as sobrancelhas.

- Não é filha da sua filha, mas é neta?

- Hai.

- Então, foi adotada?

- Bem… Não formalmente.

- O que quer dizer com "não formalmente"?

- Não ainda. Nós encontrámos a bebê na porta da Capsule Corporation há pouco tempo e temos estado…

- A procurar pelos pais da bebê?

- Não. Temos estado a cuidar dela com todos os carinhos.

- E procurar pelos pais da bebê?

- Mas se a bebê foi abandonada…

- E tratar da papelada para a adoção?

- Mas o dia aberto estava quase a acontecer e… bem, não houve tempo, senhor tenente.

- Não achava que isso seria importante?

- O quê? O dia aberto? Claro que sim…

- Adotar formalmente a bebê?

- Ah, pois. Claro que sim também, senhor tenente.

- Sabe que nos processos de adoção, por vezes os pais biológicos aparecem e podem apresentar argumentos válidos que contrariem essa adoção.

- Mas nós queremos adotar a Panty formalmente, senhor tenente. Isso não está em causa.

- Neste momento, como não trataram dessa papelada… Chata, eu sei que é chata… A bebê que supostamente desapareceu não é realmente a vossa neta, não é assim?

- Mas ela não desapareceu supostamente. Ela desapareceu mesmo!

- Responda à minha pergunta, senhora Briefs.

- Estou tão apoquentada… Preciso saber onde está a minha netinha!

- Podia responder à minha pergunta, por favor?

- E se lhe estão a fazer mal?

- Se lhe quisessem fazer mal, já o tinham feito e dentro desta casa. Se supostamente foi raptada, existe um motivo por detrás desse ato. É isso que estamos a tentar apurar e entender.

- Mas ela não foi supostamente raptada.

- Responda à minha pergunta, senhora Briefs. Não é realmente a vossa neta, não é assim?

- No meu coração, a Panty é a nossa neta.

E se Bulma não estivesse tão absorvida nas suas próprias investigações, reunindo provas e compondo cenários, já teria explodido com aquele questionário que deixava a senhora Briefs cada vez mais nervosa e inquieta, pois parecia que a polícia só estava ali para fazer perguntas idiotas e não para fazer o que devia ser feito, que era começar a procurar, de uma vez por todas e imediatamente, pela pobre Panty que tinha sido raptada. Mas o tenente devia ser experiente naquele tipo de situações e sabia de antemão quais as expetativas e os juízos criados. Então, sempre que a senhora Briefs tentava, na sua polidez, protestar, o tenente afirmava categórico:

- Este é o procedimento habitual, senhora Briefs. Nestes casos, devemos ter a certeza do que verdadeiramente se passa. Recolher provas e fazer perguntas faz parte do nosso trabalho. Só depois iremos atuar.

E a senhora Briefs fungava, enxugando cada lágrima com a ponta do lenço rendado.

- O que se passa – dizia abatida –, é que a minha querida netinha Panty foi raptada!

Trunks e Goten estavam anormalmente silenciosos e o primeiro não conseguia perceber por que é que ninguém lhe perguntava nada, nem ao amigo, pois se eles tinham espiado uma garota misteriosa que andava a cirandar pelo lado privado da casa haveriam de ter informações importantes para aquele polícia mal-encarado, com o cabelo ralo lambido para trás, a melena comprida encaracolando junto à nuca, que estava a torturar a sua avó com um questionário cansativo e que não recolhia nenhuma evidência valiosa para descobrir o que tinha acontecido com a Panty.

- Gohan-kun – chamou Chichi baixinho.

- Hai, 'kaasan?

- Tu viste o exame de DNA, não viste?

- Hai. Vegeta-san mostrou-mo. Porquê?

- E… como era?

Gohan olhou para a mãe. Falavam quase em sussurros, para não perturbar o trabalho da polícia, se bem que ele não sabia muito bem definir que trabalho seria aquele que um aglomerado de agentes fariam. Mais pareciam um coro prestes a entoar uma canção numa qualquer reunião de amigos, com o maestro, um tenente esquerdino que fazia perguntas sem sentido à senhora Briefs, a conduzir a atuação.

- Era… um exame de DNA, com os gráficos normais para um exame desse tipo. Tinha três gráficos…

- Três?

- Hai, 'kaasan. Três gráficos. Um seria a da bebê, estava em evidência no topo da folha. Depois tinha outros dois gráficos. Um representava a amostra de sangue retirada a Vegeta-san e era igual ao gráfico de cima, outro representava a amostra de sangue retirada de um tal Miruku. Mas esse gráfico… era muito diferente.

- Diferente porque não era igual ao da bebê e, por isso, esse tal de Miruku não seria o pai dela, mas sim Vegeta.

- Não, 'kaasan. Diferente porque… Era mesmo diferente de um gráfico de DNA de um ser humano. Achei estranho, porque o gráfico de Vegeta-san, apesar de ser de um saiyajin, tinha todas as características de um DNA humano. Com pequenas diferenças, claro…

- Que dizes, Gohan-kun?! – exclamou Chichi contendo a voz, cobrindo de seguida a boca com as mãos.

- O DNA desse Miruku mais parecia… o de uma árvore.

- Ahn? E Bulma não se apercebeu desse detalhe?

Gohan espreitou a mulher dos cabelos azuis.

- Deve ter visto os dois gráficos iguais, o da bebê e de Vegeta-san e não olhou mais nada.

- Então, o exame de DNA foi falsificado?

- Eu não tenho a certeza, 'kaasan – argumentou Gohan começando a suar. – Olhei o papel por pouco tempo. Posso estar enganado…

- Onde está esse papel?

- Vegeta-san ficou com ele…

- Gohan-kun, temos de recuperar esse papel! É demasiado importante. Irritado como está com isto tudo, Vegeta pode tê-lo rasgado.

- Como, 'kaasan?

- Gohan-kun, lembras-te do nome da clínica?

- Acho que sim… estava no canto superior esquerdo da folha.

- Assim que a polícia for embora, voas até à clínica e pedes uma cópia desse exame. Dizes que vais da parte de Bulma Briefs, não te vão negar o pedido de certeza.

- Hai, 'kaasan.

Entretanto, o inquérito policial à senhora Briefs prosseguia e ela ficava cada vez mais nervosa, o doutor Briefs aumentara a frequência dos "hum" e Bulma continuava longe dali.

Se a mãe estava alheia ao que acontecia, ele não estava e começava a ficar perigosamente zangado. Aquele maldito polícia canhoto estava a irritá-lo! Trunks deu um salto do sofá e disse alto:

- Eu sei quem raptou a Panty!

Os olhos de todos colaram-se no rapazinho que ficou mais vermelho que um carvão em brasa.

Com os balanços do ónibus e com o calor daquela tarde, a bebê acabou por adormecer. Era uma sensação reconfortante tê-la de volta aos seus braços, à proteção quente do seu corpo, mesmo que não fizesse a menor ideia de como iria alimentar e vestir a sua adorada filha. Respirou fundo, enxotando esse pensamento mau num momento de profunda alegria. Haveria de encontrar uma forma de sobreviver e de criar aquele tesouro rosado.

A bebê tinha sido bem tratada, constatou. Aparentava estar bem nutrida, vestia roupas caras e novas, cheirava muito bem, estava penteada com preceito, uma madeixa de cabelito apanhada por um gancho minúsculo em forma de flor. Sentiu uma espécie de pontada súbita no coração. Ela, com todo o seu amor, nunca iria conseguir dar-lhe aquilo que os Briefs lhe tinham dado naquele punhado de dias. Ela não tinha dinheiro, nem trabalho, nem lugar para viver. Era uma fugitiva a partir do momento em que tinha decidido recuperar a sua filha.

Aconchegou a bebê adormecida ao peito, com determinação. Não podia voltar atrás e separar-se dela, outra vez, não era opção. Preferia morrer!

O ónibus parou na última estação e ela desceu.

Tinha planejado tudo com cuidado, para que nada falhasse. Tinha sempre conseguido guiar-se pelos planos que traçara para a sua vida, estava tudo a correr bem até ao dia em que conhecera aquele maldito Miruku-iri Kohi. Fora seduzida pelo mundo brilhante e novo que ele lhe apresentava e lhe entregava sem pedir nada em troca. Automóveis caros, casas luxuosas, vestidos elegantes, festas deslumbrantes, viagens perfeitas. Desistira dos seus planos de se tornar a melhor arquiteta de West City e decidira-se a viver uma vida de ócio entre os ricos da cidade, em ocupações lúdicas destinadas a passar o tempo e a não desperdiçar o tempero da vida.

Mas, um dia, descobrira que estava grávida. Ficara feliz e correra a contar a novidade ao pai da criança. A reação fora totalmente inesperada: Miruku enraivecera-se e repudiou-a, chamando-a de prostituta. De um dia para o outro, ela viu-se sem nada, totalmente despojada, até dos seus planos para o futuro.

Nos primeiros tempos, grávida, ainda conseguira trabalhar em lanchonetes e restaurantes como empregada de mesa, mas depois de a bebê nascer tornara-se mais complicado trabalhar e cuidar da filha sem qualquer ajuda, pois os pais também a rejeitaram quando souberam que ela seria mãe solteira.

Chegara a implorar a Miruku por ajuda, mas o demónio de olhos cor-de-mel escorraçara-a como se fosse um cão vadio e chegara a pagar a uns malfeitores para lhe darem uma lição. Enquanto recuperava da tareia recebida no hospital, tomara a decisão de abandonar a filha.

Conseguira resistir dois meses depois de ter recuperado das mazelas sofridas, mas passara muita fome e a bebê sofrera também com falta de alimento e de roupa. E então deixara-a na porta da Capsule Corporation numa tarde de sábado.

Mas os remorsos foram demasiados e ali estava ela, com a sua bebê de volta aos braços maternos.

No baldio, debaixo de umas caixas de madeira quebradas, estava a mala que ela tinha feito naquela manhã. Ela planejara tudo, para que nada corresse mal e pudesse escapar daquela cidade que acabara por a tratar tão mal, apesar dos meses em que tivera aquele sonho estúpido e fugaz de ser rica sem esforço. Iria fugir com a sua filha e West City, dali a algumas horas, nem saberia que ela tinha vivido ali. Com as últimas economias apanharia um comboio para o norte e aí tentaria refazer a sua vida.

Encheu-se de coragem e caminhou com a bebê num braço, a mala de viagem no outro para a estação de comboios. Estava também cheia de esperança e sorriu.

Em redor da piscina em forma de amendoim, dispunham-se mesas cobertas com toalhas brancas bordadas, tapadas com chapéus-de-sol vermelhos num lado, do outro lado, debaixo de toldos da mesma cor, havia espreguiçadeiras amarelas forradas de almofadas também amarelas. Do sistema de som montado disfarçadamente nos postes atrás da fila de mesas, saía um som ambiente suave, que não perturbava as conversas e as risadas dos frequentadores do espaço.

Servia-se uma refeição leve antes do jantar, canapés de caviar, de salmão fumado e queijo de cabra aromatizado com ervas regado a champanhe que os empregados trajados de negro, colarinhos enfeitados com laçarotes brancos, apresentavam em bandejas de prata.

Era um ambiente exclusivo e muito chique, ao qual nem todos tinham acesso, apenas aquelas pessoas de extremo bom gosto e carteiras muito recheadas.

Vegeta não se importou com o aviso veemente, mas educado, que lhe lançou o porteiro do lugar. Não iria criar a mesma confusão que acontecera na clínica, pois não suportaria a chegada de Bulma para, mais uma vez, limpar a porcaria dele, nem lhe apetecia aborrecer-se demasiado por uma coisa tão trivial quanto ir falar com um miserável e convencê-lo, a bem, a vir com ele.

Bastava, contudo, uma palavra mal colocada ou uma recusa mínima para determinar o destino do miserável, que ele continuava a ser o príncipe dos saiyajin e não admitia faltas de respeito, mesmo que estivesse a viver disfarçado de terráqueo entre terráqueos idiotas.

Entrou no recinto da piscina e a sua presença não motivou qualquer olhar. Estavam todos demasiado confiantes no seu estatuto intocável de endinheirados. Mas bastava uma rajada de energia e tudo mudaria…

Parou, braços ao longo do corpo, punhos fechados, afastando os pensamentos negros. Varreu o local com o olhar, uma única passagem, perscrutando os ki. E descobriu-o rindo como um imbecil, de copo de champanhe na mão, falando com uma velha enfiada num vestido branco curto, que usava ao pescoço um diamante tão grande que refulgia os raios do sol.

Vegeta dirigiu-se a Miruku e quando chegou próximo disse:

- Vem comigo, verme.

O homem olhou por cima do ombro e deve ter visto apenas parte da sua cabeleira espetada, mas foi o suficiente para o reconhecer. Deu um salto e perdeu toda a compostura, derramando o champanhe para cima do diamante e do decote da velha.

Vegeta não disse mais nada. E Miruku sabia que ele não iria dizer mais nada. Atirou com o copo de champanhe para dentro da piscina em forma de amendoim e seguiu o príncipe dos saiyajin submisso, mas tremendamente assustado.