Faculdade


PARADOXO:

Substantivo masculino singular.

Conceito que é ou parece contrário ao senso comum. Absurdo. Afirmação que vai de encontro a sistemas ou pressupostos que se impuseram como incontestáveis ao pensamento.


Eu passei pela faculdade sem realmente passar por ela.

Todos os cinco anos que eu fiquei lá aprendendo aquelas leis e aquelas regras de como defender um cara que é visivelmente o culpado diante de um júri de donas de casa e encanadores semi-honestos parecia somente um sonho todo banhado naquela névoa branca e macia característica. Eu só sabia que não era sonho porque havia Naruto lá. Nos meus sonhos não havia Naruto e isso tornava as coisas nos sonhos um pouco melhores que as coisas na realidade. Nos sonhos você também estava presente, diferente da realidade.

Durante a faculdade houve os jogos de basquete, as noites em claro estudando para as provas daqueles professores carrascos que parecem gostar de te ver com aquelas olheiras; as festas em comemoração por tais provas terem finalmente acabado, os porres em que eu e Naruto acabávamos igualmente bêbados tentando voltar para o alojamento que dividíamos e um sempre acabava vomitando no caminho sendo acudido pelo outro dizendo:

- Não beba tanto da próxima vez, idiota!

- Cale a boca! – e tornava a vomitar.

Era uma dessas noites, no fim do penúltimo ano. Depois de todas aquelas provas, de todos aqueles porres, de todas aquelas outras garotas, eu ainda não conseguia parar de pensar em você. Não sei se era o efeito do álcool no meu sangue ou coisa assim, mas sempre que eu bebia, depois de chegar a casa carregando ou sendo carregado por Naruto, depois de tomar aquele terrível banho frio, eu esperava ele começar a roncar no quarto ao lado para abrir a janela; – bem diferente das nossas sacadas que ficaram esquecidas nas nossas lembranças – e tirar de um esconderijo no forro uma caixa grande e branca que, por ficar no forro tanto tempo, estava começando a ficar amarelada de sujeira, mas eu não me importava com a caixa, o importante era o conteúdo dela.

O seu livro de desenhos especiais estava tão intocado quanto no dia em que você o deixara para mim. Vez ou outra, quando eu me sentia realmente muito estranho, eu gostava de arrancá-lo do esconderijo do forro, colocar sobre o colo e olhar para o último desenho. Eu o olhava por horas tentando decorar todos os detalhes, por sorte eu nunca conseguia, assim depois eu precisava pegá-lo de novo. Era bom ter ele sobre o colo, pois como naqueles livros novos que tem um cheiro característico e delicioso, o seu livro de desenhos tinha o seu cheiro característico e delicioso.

Eu sentei na beirada da janela, o vento da primavera trazendo o cheiro de flores e arbustos que eu não conhecia e nem fazia questão de conhecer. Era sempre o mesmo cheiro que a primavera tinha todo ano, enjoativo. Eu precisava urgentemente do inverno, mas de um inverno que eu já não via fazia tempo, um inverno da qual eu me tornara dependente. Eu fechei o caderno de desenhos e tornei a folheá-lo abrindo, às vezes, nas cenas que poderiam ter acontecido conosco que você desenhara durante o colegial, mas que eu fora o estraga-prazeres delas não acontecerem. Será que é a você quem eu devo culpar, Hinata, por ter me tornado um sonhador? Eu duvido.

Eu parei numa página qualquer e fiquei analisando atentamente aquele desenho. Éramos nós dois, no colegial, sentados lado a lado numa pequena montanha de neve, com algumas bolas esquecidas num canto que deveriam ter servido de artilharia para uma guerra de neve de outrora. Ambos olhávamos para cima, para um incomum céu estrelado de inverno, que não trazia nuvens de neve. E, lá no céu, quase imperceptível, apenas um risco branco na imensidão azul escura. Uma estrela cadente. E imediatamente eu me lembrei de uma cena do terceiro inverno depois de nos conhecermos.


Havia neve por toda parte. Nenhum dos dois se lembrava de jamais ter visto tanta neve nesses seus curtos nove anos de vida. Naquela manhã, assim que acordara, Hinata pulara sua sacada o mais rápido que conseguira e abriu com brusquidão a porta do quarto de Sasuke. O moreno já estava acordado, mas mesmo assim fingiu dormir ao sentir o vento gelado entrar e se infiltrar por suas cobertas. Puxou-as ainda mais até o queixo e fechou os olhos de cílios longos com força.

- Sasuke! – Hinata chamou-o dando a volta na cama para vê-lo de olhos fechados – Vamos, Sasuke, acorde, por favor!

- O que você quer, Hinata? – ela sorriu quando o melhor amigo respondeu ainda sem nem abrir os olhos ou fazer qualquer menção de que iria sair do lugar perfeitamente confortável onde estava.

- Há neve, Sasuke! Tanta neve! – ela parou de chacoalhar levemente o corpo do garoto Uchiha e abraçou-se. Fechou os olhos quando Sasuke abriu os seus para vê-la fantasiando como se realmente estivesse em meio a toda aquela neve. O garoto suspirou e, com a cara emburrada, empurrou as cobertas e colocou os pés no chão se arrependendo logo depois. O piso frio fez um arrepio desagradável correr por sua espinha.

- Você vai descer comigo? – ela perguntou corando de excitação. Um sorriso radiante se espalhando por todo o seu semblante. Sasuke, desde a primeira vez que a vira, com aquele girassol no chapéu, a achara uma garota radiante. Sorrindo daquela maneira, não havia girassol que brilhasse mais.

- Você não vai me deixar voltar a dormir, vai? – perguntou com as sobrancelhas muito franzidas. Ela desmanchou o sorriso pensando ter aborrecido seu amigo. Seus olhos se abaixaram para encontrar as mãos que se torciam e o rubor passou. Se havia alguma idéia na cabeça de Sasuke Uchiha quanto a não ir brincar com a garotinha Hyuuga, expurgou-se imediatamente. Ele lhe deu as costas e sorriu, mas não demonstrou esse sorriso em sua voz quando tornou a falar com ela – Eu vou me trocar, fica aqui.

E saiu para o banheiro.

Nenhum dos dois tomou café da manhã daquele dia, nem almoçaram e nem comeram o lanche da tarde quando a Sra. Uchiha veio oferecer. Pra quê eles precisavam comer se estavam se divertindo tanto? Não queriam parar, não sentiam fome. Cada vez que uma brincadeira terminava mais outras e outras vinham a suas mentes. Eram guerras de neve, castelos fortificados de neve, corridas de trenós, anjos de neve, tortas de neve, arremessos de bolas de neve na cesta sobre a garagem dos Uchiha e muitas outras coisas, qualquer coisa que pudesse ser usada a neve estava valendo. Com a agitação de toda aquela abundante neve nenhum deles pensou sequer em patinar. Porque eles iriam ficar deslizando numa piscina com uma camada de gelo sólido se neve era um gelo muito mais fofo?

Brincaram juntos, naquele dia de neve, como nunca haviam feito em um verdadeiro dia de neve. Quando a noite caiu, eles fizeram uma colina de neve com os restos do que deveria ter sido um forte mal sucedido. Sentaram-se sobre ele e ficaram observando o céu. As nuvens de inverno, em seu tom cinzento durante o dia, ainda predominavam, mas em alguns pontos as estrelas deixavam passar o seu brilho. Hinata assoprou em suas mãos em concha antes de se virar para Sasuke e perguntar:

- Você já viu uma estrela cadente, Sasuke? – o garoto olhou em seus olhos perolados sem entender direito porque ela estava lhe fazendo aquela pergunta naquele momento.

- Não – respondeu de súbito. Depois de responder ficou a pensar: Porque não?

- Eu também não – ela tornou a olhar para o céu, sorrindo – Eu gostaria de ver.

Sasuke não olhou para o céu, mas viu o sorriso surgir vagarosamente alargando-se no rosto pálido da melhor amiga. Ele já gostava do inverno – passara a gostar quando vira pela primeira vez que os olhos de Hinata eram idênticos as nuvens daquela estação -, mas ele somente passara a considerar o inverno como sua estação favorita naquela noite, olhando para Hinata, que não vira nenhuma estrela cadente.

- Vamos entrar – ele disse depois de Hinata espirrar pela terceira vez.


Balancei a cabeça depois de voltar a mim. Eu nem tinha percebido que aquele simples desenho tinha feito com que eu voltasse tanto tempo no passado, mas de certo modo era reconfortante saber que você tinha aquela memória como algo especial. Me agarrar a memórias e ao passado fora algo que eu fizera bastante durante aqueles anos vagos de faculdade, assim eu podia me sentir mais perto de você. Às vezes, quando eu me pegava nesses devaneios, eu tinha vontade de me socar por estar andando por aí como um idiota apaixonado. Eu estava e me odiava por isso. Eu sentia saudades, sentia angustias, sentia ciúmes incalculáveis, tinha nostalgias irremediáveis. Eu parava, passava as mãos pelo rosto e dizia para mim mesmo:

- Foi apenas uma noite!

Mas eu sabia que não fora apenas uma noite. Fora uma vida inteira de você que agora estava me sento negada e da qual eu só podia levar as memórias – algumas boas, outras que eu fazia questão de mandar pelo ralo com um porre em uma festa – e um caderno de desenhos especiais. Não era disso que eu precisava, mas essa fora a sua escolha. Eu tinha feito algumas escolhas antes que não deram muito certo, agora naquele momento eu tentava confiar na sua escolha para o nosso "nós".

Aquela noite, na faculdade, depois do maior porre que eu e Naruto jamais pensamos em tomar na vida, eu acabei indo dormir. Aquela foi à única noite em que eu me esqueci de guardar o caderno de volta em seu esconderijo no forro. Eu o coloquei sobre a escrivaninha aberto naquela nossa página, a última página. Caí na cama de bruços e de cara no travesseiro me sentindo meio tonto, meio deprimido e meio com saudades. Ou talvez fosse muita saudade. Virei o rosto na direção da janela que eu não fizera questão nenhuma de fechar, estava uma noite quente. Lá em cima, no céu escuro cheio de estrelas primaveris, uma delas pareceu se mexer. Estrelas não deveriam se mexer. Foi rápido, somente um risco branco no céu, quase imperceptível. Uma estrela cadente.


Eu acordei tarde no dia seguinte, bem depois do meio-dia e só acordei por causa da porcaria do celular – que eu nem sabia por que tinha já que não prestava pra nada – tocando. Não eram muitas as pessoas que tinham o meu número, mas o número que estava na tela sob um nome conhecido era uma dessas pessoas. Depois que ele decidiu assumir os negócios da família, persuadido por não sei qual acordo que meu pai tenha feito com ele, eu raramente via Itachi. Muito raramente. E fiquei surpreso e, ao mesmo tempo, profundamente irritado quando vi o seu nome no visor. Todos os sons pareciam incrivelmente ampliados na minha cabeça e, como fazer o celular se espatifar na parede seria inútil, fora que depois eu teria que limpar, atendi.

- Vai pro inferno! – de alguma forma eu precisava descontar minha raiva. Quem Itachi pensava que era pra me acordar àquela hora?

- Não tenho tempo pra isso – ele respondeu mais sério do que eu esperava. Nenhuma ironia, nenhum sarcasmo. Alguma coisa extremamente ruim deveria ter acontecido – Tem como você vir pra casa ainda hoje?

- Se você me der um bom motivo.

- Papai e mamãe morreram em um acidente de carro.

Aquele era um bom motivo. Não dei tempo dele dizer mais nada, desliguei o celular e esqueci-me da ressaca. Não há ressaca que te impeça quando alguém lhe diz que seus pais estão mortos. Não há nada que te impeça, sua mente fica nublada e você não consegue fazer as coisas direito, somente à idéia de que tudo não passa de uma brincadeira ridícula se faz presente. Eu consegui, não sei como, ir até o quarto ao lado e acordar Naruto. Eu não via nada, era tudo como um sonho, e as lembranças daquele dia são estranhas, muito estranhas.

- Morra, Sasuke! Se liga, o que você quer? – Naruto enfiou a cabeça embaixo dom travesseiro, bem típico dele quando não quer ser acordado.

- Naruto – eu chamei e eu acho que ele deve ter percebido algo estranho na minha voz, porque parou de se debater e tirou o travesseiro de cima da cabeça para me fitar com seus olhos muito azuis – Meus pais morreram.

Naruto não disse nada. Talvez por ele já ter perdido os pais e morar com o padrinho ou talvez por simplesmente não se ter nada para dizer quando o seu melhor amigo diz que os pais dele estão mortos numa total frieza como eu sei que disse naquele instante. Eu vi Naruto levantando e ficando na minha frente, depois eu só lembro-me de nós dois lado a lado em um avião com uma aeromoça perguntando se eu queria o almoço. Eu não tinha fome, eu não tinha sede, eu não tinha nada. Eu realmente me sentia vazio, com o mesmo vazio que eu senti quando nós ficamos separados por aquelas semanas depois do aniversário de Sakura, o mesmo vazio que eu sentia todos os dias por não ter você comigo. Doía muito. Mas dessa vez você não estava lá para me perdoar e dizer que podíamos voltar a sermos os amigos de antes. Não havia, também, o meu pai para colocar a mão sobre a minha cabeça e me chamar pelo apelido de infância e nem minha mãe com um avental colorido na cozinha preparando torta de cereja.

Eu fechei os olhos por mais um instante e quando eu os abri já estava em casa, um terno preto, camisa preta e gravata preta sobre o meu corpo; do lado de fora da sala, os móveis cobertos com panos pretos e pessoas entrando e saindo, pessoas que eu jamais vira na minha vida, mas que sabiam quem eu era e vinham me dar às condolências. Naruto não saia do meu lado, respondia a perguntas que eu sequer ouvia. Eu nunca pensei que eu precisaria tanto dele quanto eu precisei naquele dia. Itachi servia de perfeito anfitrião, perfeito empresário, como se aquilo fosse uma festa e não um velório. Eu não entrei para ver meus pais em momento nenhum. Eu fui covarde naquele momento, não tinha coragem para ver o corpo dos dois, de duas das pessoas mais queridas e amadas na minha vida, inertes, pálidos, cheirando a formol e sem a vida característica da personalidade deles. Não. As lembranças que eu queria deles era as que eu tinha e que manteria, aquelas em que eles eram as pessoas mais maravilhosas da face da Terra. Eu não teria, definitivamente, a memórias deles mortos em um caixão.

Eu precisava de você lá, Hinata. Com todas as minhas forças, quando aqueles caixões começaram a descer para aqueles buracos, eu pensava em você, te desejava lá comigo, ao meu lado. Eu me pegava imaginando você andando na minha direção em meio aos túmulos e me abraçando, mas não era você. Algumas pessoas iam indo embora, o cemitério ia se esvaziando. O túmulo dos meus pais não era muito longe do da Sra. Wahin e de onde eu estava eu via as flores – agora murchas – que você trouxera para ela no inverno, em seu aniversário de morte. Itachi, depois que não restava mais ninguém além de mim e Naruto, disse:

- Volte para a faculdade, Sasuke, eu vou cuidar da papelada burocrática.

E deu meia volta, indo embora também. Naruto continuava lá, imóvel, sendo o melhor amigo que ele sempre me mostrou ser. Nós brigávamos, nos odiávamos, nos xingávamos, até nos espancávamos, mas éramos amigos. Precisávamos um do outro. E eu também precisava de você, mas você não estava lá.

- Naruto?

- Fala, cara.

- Quero ficar sozinho aqui – ele entendeu perfeitamente. Foi andando em direção a minha casa, ia preparar as coisas para voltarmos para a faculdade, não havia mais porque ficar ali. Eu vi a cabeleira loira de Naruto somente como um pontinho amarelo lá longe e quando eu voltei o olhar para o chão com a terra recém mexida, eu senti aquela mãozinha em meu braço.

- Sasuke – e eu me senti transbordar com a sua voz musical chegando aos meus ouvidos depois de tanto tempo, como um viciado que volta a se drogar. Eu fechei os olhos e quando os reabri vi os seus diante de mim.

- Hinata.

Foi tudo o que consegui dizer antes de sentir aquelas lágrimas quentes no meu rosto. Eu nem tinha reparado que começara a chorar até você pescar uma delas da minha bochecha e me mandar um olhar triste. Você não tinha mudado muito, mas o ar de garota tinha-se ido embora totalmente. Não havia maquiagem além do lápis de olho preto, ainda havia a franja mais comprida que o recomendado por um oftalmologista e as feições delicadas da face. Você estava usando um longo vestido preto que fazia contraste com aquela bolsa de retalhos toda colorida. Eu nunca achei que preto fosse uma cor que combinasse com você, Hinata. Prefiro, mil vezes, algo branco.

Eu não conseguia me mover. Meus pais tinham morrido e eu estava triste, mas você estava comigo e eu estava feliz. Eu não suportava ter os sentimentos em paradoxo, então você me abraçou passando os bracinhos finos pela minha cintura e agarrando as costas do terno preto. Eu, depois de um tempo, apertei meus braços em volta de você que quase não fazia volume. Senti o seu cheiro que não havia mudado nada desde a última vez e chorei. Eu não me lembro de alguma vez, Hinata, que eu tenha chorado e que você tenha me visto chorar daquela maneira. Acho que não há nenhuma vez. Mas eu chorei e você ficou lá, em silêncio, suportando minha dor, querendo dividi-la comigo, pegar um pouco para você para que eu não tivesse que segurar tudo sozinho.

Eu já tinha parado de chorar, mas você continuava agarrada a mim ou eu estava agarrando você, não me lembro. Estávamos juntos, completamente juntos, e não era outra coisa que eu gostaria de perder. Ficamos lá por muito tempo, na mesma posição. Não dissemos nada, nada mesmo, até que eu afrouxei o aperto, os seus olhos de nuvem de inverno fitaram os meu com metade da tristeza que eu sentia, você realmente conseguira pegar um pouco para si. Foi muito rápido, literalmente um piscar de olhos, e você já estava se afastando da mesma forma furtiva como viera. Eu me lembro perfeitamente da sensação de vazio que eu senti quando não tinha mais o seu corpo pequeno e quente perto do meu para me abraçar naquele momento frio.

- Eu vi uma estrela cadente – disse antes que você estivesse longe demais. Você estancou, virou-se para mim com um sorriso miúdo na face. Deu as costas novamente e foi embora.

Foi o único momento, durante todo o período da faculdade em que estivemos separados, que eu me senti feliz e triste ao mesmo tempo. Era estranho ter sentimentos tão opostos juntos num espaço de tempo misturado. Eu nunca contei esse episódio para ninguém, nem para Naruto quando voltei para minha casa naquele dia. Ele já estava com as malas prontas, Itachi já contratara uma equipe para limpar tudo e fechar a casa. Eu embarquei no avião e dormi até chegar ao alojamento da faculdade. Demorou muito para que eu voltasse expressar mais que a simples cara de inexpressão que eu usava depois da morte dos meus pais. O momento mais expressivo era quando eu andava na rua ou pelos caminhos da faculdade e via cabelos azulados passando, podiam ser longos, curtos, médios, mas se fosse do tom do seu eu corria até lá somente para ficar sabendo que não era você. Podia até ser uma moça bonita, com os olhos cinzentos ou azuis, mas não era o seu tom perolado, não eram as minhas nuvens de inverno.

Eu passei pela faculdade sem realmente passar por ela.


Olá!

Desculpe pelo capítulo curto e um pouco depressivo para ser postado no Natal, mas a vida do Sasuke nem sempre é um mar de rosas em que ele consegue ficar com a Hinata! Desculpem-me, realmente, por isso! Esse capítulo é meio que um desabafo!

Mas espero que, no geral, vocês tenham gostado do capítulo! Logo eles vão voltar a ficar juntos, eu prometo. E, cara, minhas fics tem tido vários "flashbacks", não é? Tenho que parar com isso.

AGRADECIMENTOS:

JehFenix, Milia-chan, ^.~, Saky-chan Haruno, I-Dalice E-Mily, Erica, Toph-baka, Patty Mani, Maria Lua, Taci, Leonfor, Jane Nylleve, Tiago, Persephone Spencer, Erika Simoes, -bruuuh., 00 Gabi Duque 00, Linie-chan, Tia-Lulu, FranHyuuga, Srta. NaTii, Susakekun, Hinatinnha, Hyuuga Kisa e No Name-Chan.

OBRIGADA POR LEREM!

FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO!

Beijos, Tilim!