Notas da Autora

Após impedirem o retorno de Voldemort, as crianças decidem...

Yuri descobre que...

Harry e as outras crianças da dimensão mágica decidem...

Capítulo 13 - Revelação

- Melhor fazermos de conta que somente eu passei pelas chamas e vocês foram pedir ajuda. Somente Dumbledore sabe a verdade sobre nós. – Harry fala – Por sorte, vocês estavam desiludidos.

- E quanto as chamas? A porção que detectei permitia apenas passar por elas. – Hermione fala, preocupada.

- Podemos restaurar elas. Eu fico com as pretas e você com as roxas, irmã. Ou quer o contrário? – Minako pergunta ansiosa.

- Por que escolheu as chamas negras. A magia para ambas é igual. – Hanako pergunta arqueando o cenho.

- Por que eu acho linda as chamas negras. Você prefere as azuis. E bem... assim... roxo de certa forma... – ela fala incerta.

- Roxo é roxo. Azul é azul. Fala sério. O que roxo tem a ver com o azul?

- Bem... Só sei que as chamas negras irão ficar comigo.

Hanako ia argumentar, até que Ichigo pigarreia, falando:

- Se não resolverem as chamas, será este Ichigo que vai resolver. Além disso, temos pressa.

Já os gêmeos acharam a face delas fofas quando estavam aborrecidas, pois, as bochechas incharam e frente a tal cena, eles suspiram apaixonados.

Eles voltam até a sala anterior e Hermione entrega a garrafa a Harry que toma, sendo aquela que permitira que passasse pelas chamas negras e Ichigo será aquele que vai chamar ajuda, ao tomar a porção da garrafinha que permitiria passar pelas chamas roxas.

Já os demais ficaram no local, enquanto as gêmeas conjuravam as chamas, novamente, como se elas nunca tivessem sido apagadas.

- Melhor criamos uma barreira mágica nas suas mentes. – Yukino fala pensativa – Não acha, Harry?

- Por quê? E como assim barreira? – Neville pergunta curioso.

- É por causa da técnica de ler mentes, a legilimência? – Luna pergunta em tom de confirmação.

- Verdade. Tem bruxos que conseguem ler mentes e tem aqueles que conseguem usar a oclumência para bloquear a mente. – Neville fala pensativo.

- Bem, considerando esse perigo, melhor termos uma forma de nossas verdadeiras memórias não serem acessadas. Oclumência não é fácil. Sei disso, pois, andei praticando. – Hermione comenta.

- Verdade. – Zera fala.

- Vocês podem fazer algo assim? – Fred pergunta, surpreso.

- Nós sabemos usar oclumência. Mas, por praticidade, usamos o escudo mágico mental, que não só bloqueia como permite colocar memórias falsas. Quando alguém tentar ler a mente, não saberá do bloqueio e somente verá o que desejamos que veja. Mas, somente ele verá isso. Vocês sempre vão se lembrar e ter para vocês, as suas memórias verdadeiras. – Harry fala sorrindo.

- Incrível! – Jorge comenta – Com isso, poderíamos manter os nossos planos de lojas para logros ocultas da mamãe.

- Verdade, irmão. Nós acreditamos que ela deve saber legilimência – Jorge fala pensativo – Isso explicaria como ela está desconfiada.

- Uma loja de logros será maravilhoso. – Minako comenta animada.

- Gostaríamos de poder ajudar. Poderíamos usar nosso conhecimento para ajuda-los a criarem itens excelentes! – Hanako exclama animada com um sorriso de raposa, assim como a irmã.

Os gêmeos ficam ainda mais apaixonados por elas, se já era possível, pois, elas eram simplesmente perfeitas para eles, com ambos parecendo serem feitas um para o outro, assim como vice-versa.

- Bem, melhor fazermos tudo isso, agora. Depois, conversamos e tenho o lugar ideal para isso. – Harry fala, preocupado.

Então, Ichigo sai do local, enquanto que Yukino executava a magia e plantava memórias falsas. Quem usasse legilimência ou leitura da mente contra eles, somente veriam eles presos nas chamas, com Harry passando pelas chamas negras e Ichigo passando pelas chamas roxas, graças a Hermione, para buscar ajuda e depois, Harry do outro lado, contando o que ocorreu.

- Não consigo ver essas recordações. Só consigo ver o que nos testemunhamos. Essa magia é incrível. – Hermione comenta, admirada.

- Querem aprender magias diferentes? Além disso, sabemos bastantes magias daqui. O que acha de treinarmos? Tenho até um lugar para isso. – Harry fala com um sorriso.

- Iríamos ser treinados? Sério? – Neville pergunta animado.

- Sim. Também, vamos revelar o que somos.

- Quando? – Luna pergunta animada.

- Hoje. Após tudo ser resolvido. – Yukino fala com um sorriso.

Então, a meia dragão mostra um fio de cabelo e fala:

- É da Marietta. Nós vimos na mente dela, pois, usamos legilimência, que os pais dela possuem materiais de artes das trevas. Acreditamos que eles vão tentar se livrar delas. Precisamos detê-los.

- Como vão fazer isso com um fio de cabelo? – Hermione pergunta curiosa.

- Podemos fazer isso? Por favor. Queremos brincar.

Hanako pergunta, contendo as suas orelhas e caudas de aparecerem, com ambas exibindo olhos pidões e imensos sorrisos. Os gêmeos as acharam mais fofas ainda.

- "Brincar"? – Neville pergunta com uma gota na cabeça, levemente receoso o que elas queriam dizer com brincar.

- Quando revelamos a vocês, vocês irão compreender o comportamento delas. – Ichigo fala sorrindo.

- Claro. Toma. – Yukino entrega com um sorriso.

Ambas as gêmeas seguram os fios, enquanto se concentravam, sendo que Hanako fala:

- Fico com a família.

- Não vai sobrar nada para mim. Você fica com os pais e irmãos dela, além de distrair o elfo doméstico dele. Ou melhor, elfos. Eu fico com os avôs e tios. – Minako fala.

- Tudo bem.

- O que vocês vão fazer? – Zera pergunta arqueando o cenho.

- Primeiro, vou fazer eles deixarem o porão aberto, assim como as fechaduras mágicas, destrancadas. Vi na mente dela, que eles mantém um porão com itens de magia negra. Depois, vão se tornar frutas, para ficarem parados, sendo que vão ficar assim, sem se lembrarem do período que ficaram nessa forma. Quando representantes do ministério entrem na casa deles, eles voltaram ao normal, antes que os vejam nessa forma de frutas. – Minako fala animada.

- Mas, antes disso, vou fazer eles mandarem os elfos domésticos arrumarem os enormes jardins deles, que os deixaram ocupados, para impedir deles verem o que acontece aos donos. – Hanako fala – É uma magia a distância. Todos estão interligados pela linhagem sanguínea e o fato de somente se casarem com membros de sua família, potencializa a linhagem e consequentemente, potencializa magias relacionadas a isso, pois, há poucas variações genéticas. Será bem fácil, sendo que normalmente é difícil quando há variações genéticas.

- Genéticas?

Enquanto as gêmeas usavam a magia, se concentrando no fio de cabelo, Hermione explica sobre genética de uma forma didática voltada aos bruxos, já que genes, DNA e demais assuntos relacionados a genética, eram termos completamente estranhos, ao contrário daqueles que vivem com os não mágicos.

Neville, Luna, Fred, Jorge e Zera compreendem a explicação e os riscos do cruzamento consanguíneo.

Harry, Yukino e as gêmeas erguem as mãos, mostrando braceletes que lembravam luvas em suas mãos e para espanto dos demais, surgem lâminas deles, no caso, uma espécie de espada e Harry fala:

- É chamado de Hidden Blade (Lâmina Oculta). Nós deram, no final de nosso treinamento. É excelente para bloquear armas e para todos, é apenas uma luva simples.

Nisso, eles fazem um movimento e as lâminas se recolhem, com os demais virando as mãos deles, apalpando, sendo que Hermione corava ao tocar a mão de Harry, vendo depois o belo sorriso que ele lhe dirigia, fazendo o coração da jovem falhar uma batida. As gêmeas coram com o toque dos gêmeos em seus punhos. Já. Neville, Zera e Luna, investigavam a luva de Yukino.

- Incrível! – Neville fica em uma perda de palavras.

Longe dali, Ichigo está se aproximando da passagem para pedir ajuda, quando surge Dumbledore e os demais professores, surgem.

- Diretor, Harry atravessou as chamas negras! – o meio dragão, meio saiyajin, finge desespero ao falar com Dumbledore – Eu vim correndo para pedir ajuda.

Ele consente e nisso, todos o seguem, inclusive madame Pomfrey, sendo seguidos de Ichigo.

Eles chegam as salas das chamas e Snape se adianta, anulando as chamas que havia conjurado, enquanto Dumbledore ia até Harry, que cochicha e contava a verdade ao diretor, enquanto se afastavam dali, assim como revela o que descobriu da família de Marietta.

Na sala, Snape pergunta curioso, olhando para os frascos:

- Quem resolveu o meu enigma?

- Eu, professor. Era bem complexo. De fato, muitos bruxos não tem um pingo de lógica para poderem compreender e, portanto, ficariam para sempre presos ou então, acabariam morrendo ao beberem a porção errada.

Ele analisa Hermione que se aproxima das garrafas e fala o que era cada uma. Snape arqueia o cenho, para depois falar:

- Dez pontos para a Grifinória, por elucidar o meu enigma. – ele fala, antes de se afastar.

Os demais professores ficaram surpresos, pois, Snape dar pontos para a Grifinória, ainda mais para alguém que nasceu não mágico, é como se ele distribuísse doces com um sorriso no rosto. Ele ignora o rosto surpreso de todos, menos de Lupin e de Kuroka, que sorriam, com Severo revirando os olhos.

Yuri, que ainda estava desiludida, observava tudo e enfim, viu o professor de porções, sendo que ficava tão absorta em pensamentos, enquanto executava porções demasiadamente simples para ela, que não olhou atentamente para o professor. Além disso, estava focada em analisar a missão como um todo e definir estratégias de investigação, antes de se ater a olhar para pessoas fora do seu foco de investigação.

Ela reparou nos orbes negros como a noite, que eram tão profundos quanto o oceano e igualmente misteriosos, sendo que sentia o quanto ele era quieto e reservado. Ela podia sentir que ele tinha uma vida marcada, assim como sentia um grande pesar, culpa e dor. Ela cora conforme o olhava, pois, ele era o oposto de Tiago, embora pudesse sentir que ele era capaz de se sacrificar, se fosse necessário. Sentia que se não fossem as cicatrizes em sua alma e coração, seria alguém bem diferente e confessava que sentia vontade conhece-lo e de quem sabe, curar essas cicatrizes.

Ao pensar nisso, ela cora ainda mais, enquanto sentia o seu coração bater acelerado, se sentindo como uma dragoa jovem em seu primeiro amor.

Após madame Ponfrey examinar os jovens, ela vai até a outra sala, suspirando ao ver o estado de Marietta.

Rapidamente, conjura uma maca embaixo da menina, após ajeitá-la, para depois fazer a mesma levitar, passando a segui-la como um cachorrinho adestrado, conforme ela se dirigia a enfermaria.

Eles chegam à outra sala e Dumblore fala, olhando seriamente para Marietta, sendo que seus orbes azuis crispavam na direção da jovem desacordada:

- Madame Pomfrey, por favor, use uma magia de corpo preso nela, após trata-la. – ele fala friamente, embora pudesse ser sentida a raiva dele em cada poro de seu corpo e em cada palavra que pronunciava.

- Mas... Diretor, ela... – a curandeira tentava falar com a voz falha.

- Voldemort estava com ela, o tempo todo, nesse ano letivo.

Após o choque do uso do nome de Voldemort, com exceção das crianças no recinto, de Lupin e de Kuroka, que não se chocaram, pois, ouviam o nome com naturalidade, a enfermeira de Hogwarts fala:

- Pobrezinha! Foi controlada por esse monstro!

- Não foi controlada.

Nisso, ele conta o ocorrido e todos ficam chocados, inclusive Snape, pois, não sabia que os pais dela foram comensais. Sabia de vários que eram, mas, deles não e se questionava quais outras eram famílias das trevas e que ele não sabia.

- Entendo. Vou colocar o feitiço do corpo preso, nela.

- Ótimo. Vou enviar uma coruja ao ministério. No caso, para Madame Bones. Ela é justa e sempre age seguindo as leis. Depois, envio outra para o ministro. Quero alertá-la, primeiro.

Então, ele sai dali, sendo que antes, fala para a professora Minerva, que cora com o olhar dele, que sorri:

- Acredito que uma xícara de chocolate quente, seria muito bom para eles, após toda essa aventura, professora McGonagall. Vou anunciar a noite, no jantar, o que aconteceu aqui e homenagear a bravura e determinação demonstrada hoje. Estou orgulhoso de vocês.

O olhar dele se demora em Harry, sendo que era visível o sorriso de orgulho que dirigia a cada um deles, sentindo um orgulho especial pelo Potter, antes de se afastar dali.

Após o chocolate quente, ele e Hermione voltam as suas funções de monitores, ajudando alunos e não somente os punindo por desrespeito as regras, quando notavam que não foi proposital, sendo algo usual aos alunos novatos. Eles agiam como o oposto dos outros, que costumavam mais punir e criticar, do que auxiliar.

Algumas horas mais tarde, Lupin vai até Harry e explica que funcionários do Ministério, acompanhados de Madame Bones, encontraram os Edgecombe nas suas casas e que de quebra, descobriram itens de magias trevas, assim como a marca negra nos braços deles, que era a caveira com uma cobra, sendo que estava enfraquecida, mas, ainda visível, demonstrando que eram seguidores de Voldemort. A família foi enviada a Azkaban, após confessarem o que fizeram com inúmeras pessoas, com o uso do verissatium.

- A justiça está sendo feita, aos poucos. – Harry comenta e Lupin concorda – Mas, ainda falta alguns peixes grandes, como os Malfoys.

- Eles vão ficar em Azkaban por um bom tempo e o melhor disso tudo, é que irão ficar em celas separadas e Marietta vai se juntar a eles.

Harry contou o ocorrido a Lupin, que fica orgulhoso, sendo que mais tarde, no quarto que dividia com Neville, Ichigo e os gêmeos, mostra o celular mágico que fora modificado, permitindo assim conversar com os seus parentes e contar das novidades.

No jantar, o salão comunal está lotado e Dumbledore se levanta, dando batidinhas em uma taça, para depois falar:

- Antes de se esbaldarem nesse magnifico banquete, desejo contar o que ocorreu no Terceiro andar. Como era um segredo, sei que toda a escola já sabe. Porém, prefiro contar a verdade, do que ouvirem mentiras truncadas de terceiros – o olha dele quando passa pelo salão, se fixa em alguns alunos que coram e desviam os olhos - Marietta Edgecombe, estava trabalhando com Voldemort ou se preferirem, o que restou dele – a menção do nome faz muitos temerem – Claro que o Ministério não deseja que eu divulgue isso a vocês. Mas, acho que precisam saber a verdade, desde já. Inclusive, a sua família foi condenada a Azkaban, ao ser detectado que eram Comensais da morte, que como vocês estudaram nos livros, eram os fieis seguidores de Voldemort. Portanto, eles nunca estiveram sobre a Maldição Imperius. Harry Potter, Yukino Black Tsukishiro, Hermione Granger, Hanako Namikaze Uzumaki, Minako Namikaze Uzumaki, Ichigo Ketchum Marvell, Neville Longbotton, Zera McLaren, Luna Lovegood, Fred Weslley e Jorge Weslley, demonstraram essa tarde uma audácia e coragem sem limites, visando enfrentar quem quer que fosse, sendo que não havia tempo para buscar ajuda. Eles se dedicaram a deter o mal, com a bravura que muitos demonstraram no passado, ao pensarem na luz, no amor e no bem. Eles atrasaram o retorno de Voldemort. Mas, esse mal, não desistirá. Resta sabermos se continuaremos conseguindo impedi-lo de retornar ao poder, como era no passado. A única forma de impedir isso é nos unimos. Portanto, após esse longo discurso, eu ergo a minha taça aos heróis que estão sentados essa noite, dentre vocês. Todos devemos erguer as nossas taças em homenagem a eles.

Dumbledore ergue a dele, sendo seguido pelos outros, com exceção da Sonserina, claro, sendo que Snape ficava observando Yuri, que por sua vez corava, se sentindo como uma dragoa jovem, novamente.

- Portanto, em virtude desses acontecimentos, concedo cinquenta pontos para cada um dos nossos heróis, em nome de sua bravura e coragem, frente ao perigo, agindo de forma destemida em nome do bem, da luz e do amor.

Muitos sonserinos se engasgam com a comida, sendo que os alunos dessa casa olhavam aterrorizados para o diretor e ao olharem para o lado, observam que as enormes ampulhetas, no caso o da Grifinória, o bulbo era preenchido com uma quantidade imensamente respeitável de rubis. Era evidente a todos, que o Troféu das casas, dali há algumas semanas, seria da Grifinória.

Mesmo com a revelação chocante para os sonserinos, Snape parecia absorto em seus pensamentos, conforme o rosto de Yuri lhe vinha a mente. Para ele, o resto do mundo não importava.

Quando os alunos da Sonserina olharam para o diretor de sua casa, acreditavam que ele devia estar chocado demais, tentando assimilar o que ocorreu e por isso, estava do jeito que viam e que também por isso, não fez qualquer objeção pela quantidade absurda de pontos.

Os alunos das outras casas já comemoravam com antecipação, pois, não aguentavam mais ver, ano após ano, consecutivamente, as cores da bandeira da Sonserina no salão, tendo que aturar os sonserinos que ficavam imensamente arrogantes, mais do que o usual, com os mesmos recebendo o troféu das casas e do Quadribol.

Mesmo que fosse a Grifinória ganhando, era motivo de comemoração, apenas pelo fato de ver a face de horror e de desilusão dos Sonserinos.

Afinal, enquanto que as outras três casas trabalhavam bem e em harmonia, a Sonserina nunca trabalhou em harmonia com as outras casas e ao longo da história se tornou famosa pela discórdia e por produzir os bruxos das trevas mais aterrorizantes que já existiu, assim como um exército de bruxos das trevas. Raramente existiu alguém decente. Foram poucos e ao longo dos séculos, dava para contar em apenas uma mão. Nas outras casas surgiram bruxos das trevas, também, mas, foram poucos. Sonserina era conhecida como a casa das trevas, famosa pelos inúmeros bruxos que se enveredaram nas trevas ao longo da história.

O que ninguém sabia, eram dos segredos que permeavam as casas. No caso, mais precisamente, o da Sonserina. Um segredo perdido no tempo e nas memórias.

Algumas horas depois, eles saem de seus quartos e Harry usa o feitiço da desilusão nos gêmeos e em Neville e depois em Zera e em Hermione. No corredor, Harry pega o Mapa do Maroto e bate com a varinha, falando:

- Juro solenemente que não vou fazer nada de bom.

Então, o pergaminho revela o mapa, com a localização de todos no castelo.

Eles saem e vão até a Torre da Corvinal, sendo que Yukino se aproxima do retrato, que faz a usual charada. Para entrar no salão comunal da Corvinal, era preciso acertar a resposta. Não havia senhas, ao contrário da Grifinória.

- Quem é aquele, que num instante se quebra, bastando alguém dizer o nome dele?– ela fala com uma voz grogue de sono, entre bocejos.

- O silêncio – Yukino se aproxima e responde a charada.

- Resposta correta.

O quadro, gira para o lado, revelando uma passagem, com eles se entreolhando, pois, normalmente, os quadros questionariam o que alunos de outro casa faziam aquela hora da noite e ao olharem mais atentamente, notam que ela tinha uma toca de dormir e parecia grogue de sono. Eles acreditavam que a sonolência dela, a impedia de fazer qualquer comentário, questionamento ou de perceber que não eram alunos da Torre da Corvinal e o fato de Yukino responder rapidamente, não demorado em dar a resposta correta, a fez abrir a porta, sem reparar em que era, provavelmente, julgando que era uma aluna da sua torre.

Luna aparece no corredor e rapidamente é desiludida, sendo que a magia de Harry permitia que eles se vissem desde que fosse a mesma pessoa que lançasse a magia em várias. Se fosse outra pessoa, eles não conseguiriam ver um ao outro. Por isso, Harry, Yukino, Ichigo e as gêmeas se alteravam em lançar os feitiços da desilusão e quando um deles ficava de desiludir os outros, somente ele ou ela os desiludia.

Eles chegam até o andar que tinha a sala precisa e observam Harry se concentrar, enquanto subia e descia três vezes o trecho, com eles vendo uma porta se materializar do nada.

Eles entram e ficam estarrecidos com o tamanho, pois, era uma sala gigantesca e Fred comenta:

- Que estranho... Quando viemos aqui, era um armário de vassouras.

- E o que vieram fazer aqui? – Luna pergunta curiosa.

- Alguns itens que não podiam estar nas mãos de alunos. – ele fala sem graça.

- Itens proibidos? – Hermione fica preocupada.

- Não. Itens que tem a venda controlada. Tipo alguns classe B. – Fred fala sem graça.

- É para algumas ideias que tivemos para a futura Loja de logros. – Jorge fala sonhador, até que faz uma careta – Flinch estava no nosso encalço e tivemos que esconder os itens. O que é estranho, é que não conseguimos encontrar, no dia seguinte, quando voltamos para pegar os itens.

Harry, Yukino, Ichigo, Minako e Hanako se dirigem ao centro da sala e se concentram.

Harry e Yukino se tornam dragões alvos peludos ocidentais, com asas de penas, olhos azuis e que tinha uma espécie de porrete na ponta da cauda, capaz de quebrar ossos e sua respiração exalava uma névoa alva.

Minako e Hanako fazem surgir primeiro as suas orelhas e nove caudas, felpudas, para depois assumirem a forma de raposas imensas na cor laranja, tendo a ponta das caudas, a barriga, as pontas das patas e das orelhas na cor dourada.

Ichigo mostrou a sua cauda felpuda castanha e gera um brilho na mão, lançando para o teto, olhando para a mesma, com os demais notando que parecia uma lua.

Eles observam ele crescendo, enquanto que as suas roupas o acompanhavam graças a magia que usou nelas, sendo que viram ele ganhar um focinho com presas e olhos vermelhos, com o corpo sendo preenchido de pelos, enquanto aumentava de tamanho, até se tornar um macaco imenso, com o mesmo falando:

- Essa é a minha forma chamada Oozaru, por parte saiyajin.

Então, o seu corpo brilha, sendo que ele desfaz o brilho no teto, para depois se transformar em um dragão, com a cauda dele mudando para de um dragão alvo, peludo, mas, diferente de Harry e Yukino, para depois baixar a sua cabeça, olhando para aquela que amava e os seus amigos, falando:

- Eu sou o príncipe dos dragões do céu.

Harry sorri e fala:

- A minha madrinha, é a princesa de todos os dragões. Nós dois somos príncipes, já que me tornei filho adotivo deles e minha madrinha, Yukiko me tornou um dragon slayer, enquanto Yukino é meio dragão. Somos príncipes.

As gêmeas sentam sobre as patas traseiras, com as caudas abanando, assim como os demais e Minako fala:

- Nossos pais são os reis das raposas. Portanto, somos as princesas do nosso reino.

Então, eles olham expectantes para os seus amigos, pois, estavam ansiosos para saber como reagiriam.