Inuyasha fora encarregado de entregar um envelope para Kouga, não gostava da idéia de ser o menininho de recados do youkai lobo, mas teria que manter o disfarce e quanto menos confusão arrumasse melhor seria. Encontrou Kouga em um dos corredores da fábrica, ele havia acabado de sair de uma reunião.
-Pediram para lhe entregar isso.
-Ah, é você o novo guarda não é mesmo – Kouga tomou das mãos de Inuyasha e começou a abri-lo – nada melhor do que um cachorrinho como cão de guarda – riu da própria piada.
Inuyasha não estava gostando da atitude prepotente de Kouga, e não demoraria muito para explodir, mesmo que isso custasse a missão.
-Veja só, enfim enviaram os convites para o baile – o youkai lobo parecia bem alegre – Kagome vai ficar feliz de saber.
-O que disse?
-Oras cachorrinho não que isso te importe, mas tenho um importante baile para ir e convidei a minha secretária para ir comigo. Ela é uma bela companhia para essas ocasiões.
Inuyasha sentiu um fogo queimar dentro de si, e virando as costas foi embora, se ficasse mais algum tempo ao lado de Kouga não responderia por seus atos.
Estava furioso, Kagome iria a um baile acompanhada de Kouga, e o pior era que ela não havia dito nada a respeito; não acreditava que a jovem havia escondido isso dele.
Kagome foi a primeira a chegar em casa, assim que entrou fechou a porta e desabou no sofá, ficou pensando em Kouga e no maldito baile em que teria que acompanha-lo.
FLASHBACK
-Kagome – chamou o youkai lobo, a jovem que no momento datilografava uma carta se levantou da cadeira ao escutar Kouga chama-la – Kagome que bom que ainda não foi embora, tenho uma surpresa para você.
O youkai lobo jogou sobre a mesa o par de convites para o baile, no começo Kagome não sabia o que eram aqueles papéis já que eles estavam escritos em russo, mas não demorou para que Kouga lhe explicasse o que eram.
-Veja Kagome, esses são os convites para o baile – pegou na mão da moça – Será uma honra tê-la como acompanhante.
Kagome apenas sorriu.
FIM DO FLASHBACK
-Que droga! Eu nem trouxe roupa para esse tipo de ocasião – lembrou-se do vestido que havia comprado, levantou-se do sofá num sobressalto e foi até o quarto
O vestido ainda estava guardado na sacola num canto jogado do aposento, retirou o vestido com cuidado da sacola e colocou-o na sua frente, e foi até o espelho para ver como ficava, supreendeu-se ao ver a figura do parceiro refletida no espelho, ele a observava da porta do quarto e não parecia nada feliz.
-Para ser a acompanhante daquele lobinho tem que ir bem vestida – alfinetou.
Kagome ficou sem reação diante do fato de Inuyasha saber sobre o baile.
-Inuyasha...
-Está realmente gostando dele, não verdade?
-Eu posso explicar – disse firme não demonstraria fraqueza e nem arrependimento diante de Inuyasha, uma vez que não estava fazendo nada de imoral e incorreto.
Inuyasha não quis escutar as explicações de Kagome, e saiu. A jovem não ficaria para trás novamente, não passaria outra noite esperando por ele no sofá, jogou o vestido sobre a cama, pegou sua arma, seu sobretudo e saiu atrás do parceiro; queria saber aonde o Inuyasha vinha passando as noites nos últimos dias. Seguiu Inuyasha até uma rua pouco movimentada, alguns homens bêbados a olhavam com certa malicia, mas a jovem ignorava, era uma espiã treinada para realizar as mais difíceis missões se algum deles tentasse algo contra ela se arrependeria amargamente. A certa distância Kagome viu o parceiro entrar em uma porta de madeira, parecia que a porta dava acesso a algum clube particular, o homem que vigiava a porta abriu-a imediatamente para o meio-youkai, Kagome esperou algum tempo e se aproximou da porta também, o segurança a olhou com cara feia.
-вы хотите девушку? (O que quer aqui mocinha?) – perguntou o homem com uma voz grave.
Kagome não entendera uma palavra do que o homem dissera, e este pareceu notar tal fato, pois imediatamente pôs a falar em inglês com ela.
-O que você quer mocinha? Essa região é muito perigosa para uma mulher.
-Já estou crescida sei cuidar de mim sozinha – desdenhou – quero entrar – ordenou.
O homem riu da atitude prepotente da moça.
-Esse é um clube particular, somente pessoas autorizadas podem entrar.
-Eu tenho a minha autorização bem aqui
Num movimento rápido Kagome chutou o joelho esquerdo do homem que se desequilibrou e caiu da escada, Kagome aproveitou a situação e deu uma coronhada no segurança com o cabo da arma fazendo desmaiar.
-Sabe o que dizem por aí: caras grandes, joelhos fracos.
Kagome entrou com cuidado pela porta, o local estava lotado e a música estava tão alta que chegava a ser incomoda para os ouvidos.
Num dos cantos do bar Inuyasha conversava com Kikyo.
Kikyo era uma mulher de brio, com ar sedutor; sempre trajava roupas extravagantes de cor vermelha, sua pele era alva e os cabelos e olhos negros, os lábios sempre com batom vermelho-sangue.
-Inuyasha preciso das informações sobre os passos de Narak – disse a mulher autoritária.
-Bah! Não sei de nada ainda sobre o Narak.
-Inuyasha, somos parceiros nessa missão; espero que não tenha se esquecido – disse a moça fazendo-o se lembrar do fato.
-Eu sei muito bem disso, Kikyo – disse secamente.
-Então não preciso lembrar-lo da sua missão nesse país; da sua real missão no país – enfatizou a palavra real - Ou será que não quer prejudicar a sua 'parceira' – alfinetou.
-O que quer dizer com isso? – revoltou-se com o comentário da parceira.
Kikyo levantou-se e ficou nas costas do meio-youkai.
-Sei que está muito intimo dela, mas lembre-se que ela trabalha para o Narak – apoiou as mãos nos ombros dele – enquanto você trabalha para a CIA – disse num sussurro – Estão de lados opostos.
Inuyasha virou-se para encarar a parceira da CIA.
-Kagome não trabalha para o Narak!
-Não é o que parece, não se iluda por doces palavras – disse dando-lhe um beijo na boca.
Kagome de longe assistiu a cena da mulher misteriosa beijando Inuyasha, não entendia porquê o meio-youkai estava beijando aquela desconhecida, mas pelas roupas extravagantes e chamativas que a mulher estava usando deduziu que ela era alguma acompanhante de luxo do clube. Sem ser notada por nenhum dos dois, Kagome foi embora. Inuyasha se desvencilhou do beijo de Kikyo.
-Eu preciso ir.
Kikyo esboçou um sorriso discreto e malicioso. Inuyasha levantou-se, mas antes que saísse de perto de Kikyo pediu-lhe um favor.
-Kikyo preciso que investigue um tal de Kouga, é um lobinho que trabalha na fábrica de armamentos bélicos Shutter.
Nem ao mesmo esperou uma resposta por parte da parceira da CIA, saiu por entre as pessoas que lotavam o local.
-Inuyasha, mesmo que tente disfarçar sei que gosta de mim; e essa garotinha não vai tira-lo de mim – disse terminando de beber a sua taça de vinho.
Kagome foi a primeira a chegar no apartamento, e poucos minutos depois Inuyasha chegou no apartamento, e se deparou com a cena da parceira no meio da sala com o rosto todo molhado pelas lágrimas.
-Kagome...
A jovem estendeu-lhe um lenço que havia tirado da bolsa.
-Parece que a vadia deixou a marca de batom dela em você – disse fria tentando não deixar transparecer sua raiva e seus ciúmes.
-Kagome, eu posso explicar o que aconteceu – mesmo dizendo que podia explicar a situação Inuyasha não sabia o que diria para a parceira, simplesmente não podia contar a Kagome sobre Kikyo e a CIA.
-Eu te odeio Inuyasha – Kagome não deu chance para Inuyasha pelo menos tentar se explicar – você fica me condenando por causa do Kouga, mas e quanto a você? Eu fui uma tola em acreditar que você...todas essas noites que não veio para casa ia se encontrar com ela... – Kagome já não mais conseguia esconder seu ciúmes.
-Kagome, isso não é verdade – defendeu-se.
-Eu vi você com aquela mulherzinha! Quem é ela? Anda me diz!
Inuyasha calou-se, não podia contar quem era Kikyo.
-Ela não significa nada para mim – disse simplesmente.
-Não foi o que pareceu quando ela te beijou.
-Eu não me importo se você acredita ou não em mim – disse cruzando os braços, mas na verdade era mentira, ele se importava com o que Kagome pensava dele.
Kagome deu as costas e voltou para o quarto. Inuyasha a seguiu um tempo depois e deitou-se ao lado dela, mesmo que ela o odiasse, ele não a odiava. A garota notou a presença do parceiro a seu lado, mas preferiu ignorar tal fato estava furiosa por ele ter beijado outra mulher; ficou pensando em quem seria a tal mulher que Inuyasha beijara, mas não encontrando uma resposta lógica acreditou que se tratava de alguma vadia do bar. Sentiu-se culpada por provocar toda essa situação entre ela e Inuyasha, já aceitava as cantadas de Kouga abertamente, inclusive aceitara ir ao baile com ele, ela havia começado o jogo de sedução com Kouga, mesmo que fosse pelo bem da missão, e achou compreensível que o meio-youkai estivesse querendo se vingar dela, ainda que esse tipo de vingança lhe doía, não gostava de pensar nele beijando outra pessoa. No entanto, tal pensamento não a deixava tranqüila, iria descobrir quem era aquela mulher misteriosa; Kagome notara que ela e Inuyasha estavam conversando intimamente antes dela beija-lo, na certa ela e Inuyasha se conheciam. A noite foi longa com uma Kagome inquieta rolando de um lado para outro na cama.
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COMENTÁRIO DA AUTORAUma grande surpresa na história, Inuyasha é um agente duplo e está trabalhando na verdade para a CIA junto com sua parceira Kikyo. Kagome não ficou nada feliz ao ver Kikyo beijando Inuyasha, mas a garota não sabe de quem se trata essa mulher misteriosa. A história mostra a sua primeira virada, e muitas outras estão por vir!!!!!
No próximo capítulo CONFIANÇA.
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RESPOSTA DAS REVIEWSNo próximo capítulo eu deixo a resposta das reviews.
Quero agradecer a todos os leitores que estão acompanhando a história, obrigada pelas reviews.
