Capítulo XIII – Doença.
Nem bem eu cheguei no orfanato, Roger foi a minha procura. Ele foi ágil em me dizer que seu estado não era nada bom. Ele me disse que você tinha muita dor, que delirava pela febre e que a única coisa que dizia era o meu nome.
Eu sempre me pergunto o por que de você ter escolhido suportar isso sozinha. Sua doença era degenerativa e matava aos poucos, de uma maneira nem um pouco agradável. Cada célula do seu corpo era enfraquecida e então destruída, como se nunca tivesse existido.
Mas você foi forte e suportou isso tudo em silêncio.
E sempre com um sorriso.
As vezes eu desejava ser como você. Talvez esse seja um dos motivos para eu ter adquirido os seus hábitos.
- Não se preocupe, Maya, eu estou aqui. – Eu disse e segurei a sua mão. O médico já havia me dito que você não tinha muito tempo de vida, mas mesmo assim você sorriu pra mim.
- Obrigada por ter vindo, L. – Você apertou fracamente a minha mão. – Será que ainda vamos sair juntos?
Será que ainda vamos sair juntos?Essas palavras ecoaram na minha mente durante muito tempo.
- Vamos sim. – Eu respondi. Mesmo sabendo que aquilo poderia não ser verdade.
De todas as possibilidades, eu nunca cogitei a de te perder para uma doença. Eu ainda não era bom o suficiente. Ainda não...
