Revelações, revelações... ^^

Espero que gostem!


Eu podia ver o carro se aproximando e já não ouvia mais a voz de Jacob no telefone.

-...Eu dei o endereço Bella... Ele parecia desesperado... Desculpe.

-Não... Eu... Tudo bem...

-Espero que fique tudo bem ai, com você e seus tios.

-Jacob...

-Não Bella. Concordamos de nunca mais falar disso, lembra? Você não teve culpa, nem eu... Agora, vai falar com Edward.

-Obrigada Jacob.

-Eu te amo Bella, de outra maneira agora, mas ainda amo.

-Eu também.

-Fica bem.

Desliguei o telefone, fechando os olhos. Meus tios iam chegar ali a qualquer hora, e se Edward ainda estivesse aqui... Era melhor nem pensar.

Ouvi a campainha e corri pra atender. Olhar pra ele, depois desse tempo, era como se fizesse muito tempo que eu não respirava e voltasse a sentir o ar. Era aliviador.

-Edward... – ele me abraçou. E eu caí no choro. Por que ele não podia gritar comigo? Me xingar e dizer que só tinha vindo aqui pra isso e que nunca mais queria me ver? Por que ele tinha que ser tão perfeito?

-Não faz mais isso, por favor... – ele sussurrava conta meu cabelo – Não foge mais de mim... Eu preciso de você... Eu não consigo mais sem você.

Eu sentia as lágrimas caírem em enxurradas pelo meu rosto. Eu também precisava dele, precisava mais do que ele imaginava, mas do que eu mesma podia ter pensado.

-Eu não posso...

...

Eu tinha largado tudo pra vir atrás dela, eu precisava vê-la, beijá-la. Mas aquela frase. Eu a olhei.

-Você... Não me ama? – pude ver seu rosto se contorcer, como se sentisse dor.

-Amo mais do que qualquer coisa.

Senti como se pudesse flutuar. Era como se o mundo saísse das minhas costas e eu estivesse em cima de uma nuvem. Não esperei mais.

Minha boca precisava da dela. Senti seus braços me puxarem com força enquanto a apertava mais contra mim. Sentir seu corpo tão perto do meu depois de tanto tempo, seu gosto era indescritível.

Quando nos separamos ela estava ofegante e de olhos fechados, eu só conseguia admirá-la, as lembranças não faziam jus.

-Eu não posso... – ela repetiu.

-Por que?

-Edward... Eu tenho...Eu não te mereço. – e voltou a chorar. Puxei ela pro meu peito sentindo suas lágrimas molharem minha blusa.

-Não acha que eu tenho que decidir isso? Por que acha que não me merece? – ela negou com a cabeça, não querendo contar.

O que seria que atormentava tanto Bella? Eu queria tirar esse sentimento dela, mas só poderia se ela deixasse, se ela me contasse o que estava acontecendo.

-Jacob falou alguma coisa... – ela me olhou com os olhos arregalados – Mas disse que só você poderia me contar, se quisesse me contar.

-Você não vai mais querer saber de mim quando souber...

-Por que não tenta? – olhei para dentro da casa – Seus tios estão aí?

-Não... Se tivesse você já estaria longe daqui. – não, eu não estaria.

-Então posso entrar?

Ela suspirou e pegou minha mão, me levando pela escada. Chegamos a um quarto lilás, e que não tinha muito a ver com a Bella que eu conhecia. Na verdade, o modo como ela estava vestida, os cabelos presos... Ela não parecia em nada com a Bella que eu conhecia do colégio.

-Onde está seu carro?

-Não se preocupe... Não está visível. – ela assentiu e sentou pedindo que eu fizesse o mesmo.

Não importa o que ela possa me contar, eu iria ficar ao lado dela... Demorou tempo demais para achá-la, perdê-la estava fora de questão.

...

-Quando meus pais morreram... Bem, eles me deixaram uma herança enorme. Eu sou herdeira de milhões, então houve uma certa briga com quem eu deveria ficar. Até soube que meu pai tinha deixado uma carta pedindo que ficasse aos cuidados de um amigo, mas nunca chegaram a achar. Então meus tios ganharam minha guarda.

Passou pela minha cabeça as poucas lembranças que eu tinha quando ainda era bem nova e muitas pessoas vinham me visitar. Meus tios amáveis e dóceis naquela época.

-Meus tios queriam poder usar minha herança na minha criação. Mas o juizado não liberou. Disseram que eu viveria da pensão do meu pai até os dezoito e que seria assim. Desde então meus tios mudaram. Passaram a usar a pensão para pagar o colégio, me manter longe, enquanto eles pegavam o resto do dinheiro e viajavam pelo mundo.

-Mas o juizado não vem fazer visitas?

-Vem, mas sempre avisam antes... Uma vez eu tentei ligar para um visita surpresa, mas meu tio trabalha no fórum, então ele ficou sabendo e...

-E...?

-Eu nunca fui de sair sabe... Então me trancar no quarto não era exatamente um castigo.

-Eles te trancavam aqui?

-Por dias... Até que, nas palavras deles, eu aprendesse a obedecer. – sentia meu coração acelerar enquanto avançava a história da minha vida e chegava mais perto do meu maior pecado – Então passei a vida no colégio... E lá eu comecei a ser eu, a ser a verdadeira Bella, não a cheia de etiquetas e obediências, mas a que queria viver. Conheci Jake com 14 anos, ele se tornou meu porto seguro, já que a família dele é rica e meus tios aceitavam a amizade.

"Ele passava alguns dias aqui, e eu até podia ir na casa dele as vezes. Não foi difícil começarmos a namorar. O que também foi aceito por ambas as famílias. Os Black se parecem demais com meus tios, prezam nome e dinheiro, mas amam Jacob acima de tudo. Então...

-O que Bella?

Meu coração queria sair pela boca, e as lágrimas já tinham voltado a descer. Eu fui até meu armário e tirei uma caixa, pequena. Por um tempo eu apenas olhei a caixa, respirei fundo.

-Eu perdi a virgindade com Jacob aos 15 anos... Eu achava que ele era o amor da minha vida. Não desmerecendo o que senti por ele, mas aos 15 anos, qualquer pessoa que aparecesse e me desse esperança de sair dessa casa seria o amor da minha vida.

-Bella, eu não estou...

-Uma manhã, depois de dois meses que eu e Jacob começamos essas relações eu acordei vomitando... Minha tia soube antes mesmo que eu que... Que eu estava grávida.

...

Grávida? Bella já esteve grávida? Isso realmente era um choque! Ela não passava dos 17 e já estivera grávida! Mas onde estava essa criança?

Eu podia ver que ela estava medindo minhas reações, lutei contra o espanto, não queria que ela achasse que eu a repugnava por isso. Na verdade, eu só estava em choque, mas nada mudava o que eu sentia, nem na minha vontade de permanecer ao lado dela.

-Como pode achar que eu não ia mais querer ficar com você por isso? – ela chorou mais. E me deu a caixa que segurava. Eu pequei e abri.

Era um vestido. Um vestido de bebê, bordado o nome "Renée". Então ela tinha tido uma menina de nome Renée...

-Esse era o nome da minha mãe. Quando minha tia me levou ao médico, eu fiquei em choque e a primeira coisa que eu fiz foi ligar para o Jacob. Eu nunca tinha apanhado até aquele dia.

-Eles te bateram? – perguntei mais chocado ainda.

-Por todos os anos que não tinham batido... – o sorriso em seu rosto era ácido – Jacob chegou aqui e exigiu me ver, mas meus tios já não o viam com tão bons olhos. Ele recorreu aos pais, e querendo preservar o nome e fazer a vontade do filho, os pais de Jacob proporam casamento.

-Casamento?

-Sim... Eu vi naquilo uma forma de me livrar dos meus tios. De começar de novo, com uma nova família, uma família que me amasse de verdade e que não me mandasse a um internato apenas por não me querer por perto. Mas meus tios não pensavam assim. Não aceitaram, não queriam conversa e proibiram Jacob de se aproximar. Só que os pais dele queriam a neta, queriam que eu fosse com eles e ameaçaram ir a policia.

"Eu fiquei trancada no quarto. Eles não queriam que eu ouvisse o que eles estavam tramando. Uma noite eles trouxeram o jantar e... Eu dormi. Não consigo me lembrar muito bem, eles me doparam".

Bella chorava de soluçar agora. E eu inconscientemente apertava o pequeno vestido em minhas mãos. O que esses monstros fizeram com Bella?

-Eu me lembro da luz branca... Do cheiro forte e do barulho horrível... Quando eu acordei estava no hospital, Jacob do meu lado. Ele disse que eu tinha caído da escada, mas eu nem tinha saído do quarto! – ela ficou em silencio, as lágrimas já escorriam pelo pescoço – Eu tinha perdido Renée...

-Mas você disse...

-Eles me levaram numa clínica de aborto. Quando eu acordei, eles já tinham feito tudo...

Sem esperar mais nada eu me levantei e a abracei sentindo os soluços dela. A dor dela vinha pra mim, e eu sentia como se tivesse perdido o chão. Como puderam fazer isso com ela?

Ela parecia tão frágil! Tão diferente da fortaleza que aparentava na escola.

-Eu deixei que eles matasse minha filha Edward!

-Shhh... Não Bella! Você não teve culpa do que esses monstros fizeram...

-Ela estava dentro de mim! Eu tinha que protegê-la...

-Eles te doparam! Você não teve culpa de nada!

Eu deixei que ela chorasse, que colocasse pra fora. Ficamos um tempo apenas abraçados, sentindo o calor do outro e eu querendo transportar um pouco da dor dela pra mim, apenas aliviá-la um pouco desse sofrimento.

-Os pais de Jacob pararam de tentar lutar por mim já que eu não carregava mais um Black no ventre. Jacob lutou, ficou rebelde, fugiu de casa... Mas meus tios e os Black não queriam mais saber um da família do outro.

-Jacob sabe da verdade?

-Eu contei... Por isso nosso relacionamento não deu mais certo... Eu tinha medo de chegar perto de Jacob. Eu me sentia culpada. Então viramos apenas amigos.

-Mas você sabe por que eles fizeram isso?

Ela assentiu.

-Tem a ver com a segunda parte da historia.

Ainda tinha uma segunda parte? O que mais Bella já tinha sofrido nessa vida?

...

Ele não tinha me culpado pelo aborto, mas eu duvidava que me perdoasse depois de saber o que mais eu tinha para contar.

-No começo eu achei que era por causa do nome da família. Uma adolescente grávida e casando as pressas não é bem vista em lugar nenhum. Mas no meu aniversario de 17 anos, há 8 meses... Eles me apresentaram um homem. Demetri. Eu não entendi de começo, mas depois ouvindo umas conversas...

O rosto de Edward estava apreensivo. Eu teria que ter força para terminar de contar, não queria mais segredos e mentiras entre nós.

-Estou noiva Edward.

Dessa vez ele não conseguiu esconder a surpresa. Ele ficou atônito e passou um tempo olhando meu rosto como se não visse realmente.

-Noiva?

-Meus tios armaram isso. Até onde eu pude ouvir... Eles querem minha herança, mas sabem que assim que fizer 18 anos eu vou me mandar daqui com meu dinheiro, então eles pretendem me casar antes do meu aniversário, para que fique presa ao meu marido. Demetri tem um acordo com eles... Eles vão dividir a herança em duas partes, a maior para meus tios, já que Demetri fica comigo também.

Eu não sabia o que Edward estava pensando, e isso estava me deixando cada vez mais nervosa. Eu esperava que ele levantasse e saísse pela porta para nunca mais voltar.

Esperava que ele me batesse ou me xingasse e dissesse que eu realmente não o merecia e que se arrependia do dia em que passou a noite comigo.

Eu esperava qualquer coisa, menos que ele me beijasse com um fervor maior do que o primeiro. Que me apertasse em seus braços como se tivesse medo que eu desaparecesse, que me tirasse do chão e me fizesse esquecer o que eu havia acabado de contar.

...

Eu esperava que ela entendesse o que eu estava dizendo com aquele beijo.

Eu não a deixaria! E deixaria muito menos que se casasse! Bella é minha! E eu estava querendo que ela entendesse isso de uma vez por todas.

Quando acabou de falar, seus olhos estavam escuros pela dúvida, escuros achando que eu não a queria mais. Eu queria fazê-la ver que não adiantava o que ela dissesse, tivesse feito, eu a amava e não ficaria mais longe dela.

-Eu te amo Bella.

-Você não vai embora? Não vai dizer que nunca mais quer me ver?

-Você é minha Bella... Eu sou seu... Nada que disser vai mudar isso.

Ela me abraçou forte chorando novamente. Eu sorri sabendo que dessa vez era de felicidade.

-Eu te amo Edward.

-Eu sei... – ela sorriu por entre as lágrimas e bateu no meu braço.

...

Eu não tinha tempo... Estávamos em junho e o casamento de Bella marcado para primeira semana de setembro. Eu só podia recorrer ao meu pai, já que não tinha provas para denunciar os tios de Bella.

-Edward!

-Oi mãe – ela me abraçou apertado.

-O que faz aqui? Não deveria estar na escola?

-Onde está meu pai?

-Carlisle está no escritório... Acabou de chegar de viajem.

-Vou falar com ele.

-Filho, o que há? – os olhos de Esme estavam apreensivos. Mas eu não tinha como tranqüilizá-la, não nervoso como eu estava.

-Preciso da ajuda dele...

Segui para o escritório. Não conhecia muito daquela casa, mas acertei, sabendo que Carlisle gostava de manter o escritório afastado da sala. Esme vinha em meu encalço.

-Pai?

-Edward! – me abraçou também – O que...?

-Preciso de sua ajuda!


Lu Higurashi: Sim Jacob flou akilo por experiência própria! E nesse capítulo vocês descobrem todo o passado de Bella... Espero que tenha entendido e gostado do capítulo! ^^ beijos e até o próximo.

Raffa: Realmente, abandonar esse homem depois de uma noite daquela... Só sendo retardada e sem cérebro. Edward sempre vai ser perfeito, então sim, ele sempre vai atrás dela... E descobrir tudo o que aconteceu com Bella. Agora vamos ver o que Edward vai pedir ao pai. Beijos e até o próximo... E segredinho, ainda tem descobertas no próximo capítulo. ;]

Dada cullen: Parei e agora postei... rs Ai ele descobre e vocês tb tudo o que aconteceu com Bella no passado. Espero que tenha entendido o que aconteceu com ela... Beijos e te espero no próximo.

Hel: Claro que lembro! ^ ^ é como eu digo, estar comentando agora já é de grande ajuda! Bem, aii você estende mais ou menos o que aconteceu com ela e o por que de estar fazendo tudo o que está fazendo! Espero que te veja no próximo! beijos.

Layra Cullen: Bem, metade do mistério já foi resolvido! Vamos ver como vai se resolver o próximo! ^^ beijos e até o próximo. Ah, e boa sorte com a facul!

LarissaSpunk: Realmente, Bella deixar um homem como aquele na cama deve ser um sacrifício! HAHA Mas agora vai entender o que aconteceu e o por que ela fez isso. E Jacob, quis dizer com "E se depois que souber... De tudo, você desistir, acho melhor não voltar pra esse colégio."? Que se ele voltasse pra escola depois de desistir de Bella, ele o mataria juahauhauah beijos e até o próximo.

Sylvie Louvain: Nesse capítulo estão as respostas para as perguntas que me fez! ^^ E não, ela não é um ET! Uahuahuahauha Beijos e até o próximo.