– Apenas... poderiam me dizer que tipo de trabalho vocês tem? Eu mesma estou urgentemente à procura de um emprego, sabe? – ela deu essa desculpa, para descobrir que tipo de trabalho era o de Eros.
– Venha nesse endereço! ...
O atendente recusou em falar do tipo do lugar, mas deu o endereço, para que ela viesse se estivesse interessada realmente em um emprego. Com a pulga atrás da orelha, Naomi ficou pensando curiosa sobre isso. Será que ele era algum agente secreto? Ou um criminoso? Que trabalho tão secreto era esse que o atendente recusou em falar?
Esse Eros estava ficando cada vez mais intrigante...
Decidida a descobrir onde Eros trabalhava, Naomi seguiu o endereço que lhe foi passado pelo atendente. Em um dia de folga, aproveitou a fresquinha final de tarde para ir até lá. Aos poucos, reconhecia aquele trajeto. Conhecia por causa de Don, que seguiu aquele mesmo caminho para leva-la até aquela boate quando ambos eram aparentemente bons amigos. A porta principal estava fechada – pois só abria mais tarde – e o jeito foi verificar se tinha porta dos fundos. Achando uma, foi até ela e tocou a enferrujada campainha.
– Sim, o que deseja?
– Err... bem, eu havia ligado antes para saber se um rapaz de nome Eros trabalha aqui.
– Olha só, vou te levar até nosso secretário para te informar melhor. Sou apenas um eletricista que trabalha aqui como tal.
Esse eletricista a levou até o secretário, que a cumprimentou formalmente e ouviu o que Naomi queria saber.
– Ah, estou reconhecendo sua voz! Você ligou anteontem perguntando sobre ele e que queria um emprego aqui, não é?
– Er... sim. – Naomi ficou sem saída, diante daquela situação. A procura de um emprego lá era desculpa esfarrapada. E sendo aquela boate o local de trabalho dele... ela estava por fora. E a intenção era saber tudo mesmo sobre aquele vizinho misterioso.
– Ora, venha! Vou te mostrar os serviços que temos aqui... – e olhando-a de cima para baixo – e pelo jeito, você está apta para as apresentações!
– ...acha isso?
– Acho! Olha, aqui estão os nossos serviços...
Naomi leu o painel que o secretário lhe deu. Os serviços iam de faxineiro até stripper.
– Sabe... fui indicada por um dos amigos dele para vir aqui... mas o que Eros é aqui, exatamente?
– Hehehe, e essse aí deu uma boa indicação! – ele deu uns tapinhas leves no ombro dela. Naomi já se sentia incômoda com aquela enrolação. Foi inventando desculpas e mais desculpas para ver se chegava aonde queria.
– Ah, qual nada! Faço o que me for selecionado.
– Então...
– Mas e Eros? O que ele faz aqui exatamente?
O homem a olhou de lado, de um jeito maroto.
– Quer mesmo saber? Fique aqui essa noite.
– Sabe... não ando por aqui depois das sete horas...
– Temos motoristas que levam os empregados para suas casas.
– Bem... é que...
– Não quer saber o que Eros faz aqui?
– ...e por que não me diz?
– Quero te fazer uma surpresa. Quem sabe, você não se apaixona pela arte dele aqui de "casa" e segue o mesmo caminho?
– Humm... está bem. Mas por favr... não diga nada para Eros que estou aqui, está bem?
– Ihhh... isso está meio suspeito. É alguma admiradora secreta dele, é? – exibiu um sorriso que ostentava um brilhante dente de ouro.
– Não exatamente...
– Mas, então? Topa?
– ...topo!
– Ótimo! Daqui a pouco vamos abrir as portas da casa. Aí você poderá assistir por conta da casa o "desempenho" dele – mas nada falará para meu chefe que eu te dei essa oportunidade, viu? Estou lhe dando uma chance única de assistir as apresentações de graça, para você ver no que seu admirado Eros trabalha aqui. Se interessar, amanhã mesmo venha logo de manhã. E eu farei a recomendação sua.
– Certo. Topo, sim.
Naomi já imaginou logo que ele era um stripper. Mas mal ela sabia que ele não era apenas um simples stripper...
...
– Perfeito! Era justamente o que precisava para ter a confiança de Naomi novamente!
– Mas, senhor Don... isso é muito arriscado e terrível de sua parte! Será que ela não o irá responsabilizá-lo por isso?
– Ela nem sonha que nossas famílias são indiretamente inimigas! E quero reverter isso, voltando a fazer as pazes com ela... por isso, quero que me faça esse favorzinho.
– Mas...
– São mais de mil Jennis em jogo... e poderá ganhar ainda mais!
– ...pensarei, senhor Don.
– Pensa logo, não gosto de esperar muito para uma decisão!
Don planejava algo que mudaria drasticamente a vida dela, a ponto de fazê-la dependente de si. Usando um de seus "capangas", o loiro de olhos azuis estava decidido também a dar um jeito naqueles pais de Naomi, cujo outros parentes foram responsáveis pela tragédia de sua família. Após aquela conversa, ele passou uma ligação para esta mesma, que não atendeu. Percebendo que ela não estava em casa – ou não queria atender – desistiu e arrumou-se para curtir uma noite naquela mesma boate que gostava de passar as noites. Às vezes, Don se arrependia de ter traumatizado Naomi. Mas quando se lembra dos momentos gozosos que passou com ela, mesmo à força, esquecia seu arrependimento.
Pensou nela em todo o percurso até chegar ao local destinado. Aquele lugar estava fervendo, mais cheio de drogados e prostitutas ilegais fazendo seus serviços. Lembrou-se de Naomi descobrindo aquele local e sorriu.
– Um uísque, por favor. – ele pediu no balcão, já na área privé. Queria divertir-se assistindo as apresentações diversas de dançarinos, fossem os simples strippers até os atores eróticos.
Em um canto daquela área onde estava Don, Naomi estava acompanhada pelo tal secretário, às escondidas.
– Olha só, não posso ficar muito tempo com você, aqui. Curta essa área como se tivesse pagado para entrar. No finalzinho das apresentações, chamarei um dos motoristas para que te leve junto as nossas meninas para sua casa. Prometo, ó: de pés juntinhos! Prometo que a farei chegar à sua casa sã e salva!
– Eu... confio em você. – disse com um sorriso forjado, apenas para passar confiança para ele. Assim, ela achava que ele realmente cumpriria a promessa. Mas ela estava preocupada consigo ali. Tudo em prol em descobrir esse Eros. Será que ele era stripper mesmo? Saberia naquela mesma noite.
De repente, sentiu vontade de andar por aquela área privé, descobrindo aquele espaço em si também. Quase engasgou com a saliva ao ver Don sentado folgadamente no bar, bebendo um uísque. Sentiu perder as forças por uns segundos, mas recuperou-se ao pensar em Eros e em sua missão ali de descobrir o ruivo que havia lhe salvado naquela noite terrível. Entrou sem querer no banheiro particular dos dançarinos e atores eróticos ali. Por surpresa sua, sequer foi expulsa, e ainda ganhou um coquetel de frutas de uma das mulheres que vinha flertando com ela – provavelmente uma stripper ou atriz erótica. Naomi quis rir daquilo, mas apenas aceitou o coquetel e foi andando. Entrou na área dos sanitários e jogou aquele coquetel pela privada, jamais beberia aquilo que poderia ter alguma droga ou veneno.
Deixou o copo ali mesmo e quis sair dali. Ficou perdida, parando até no corredor dos camarins. Viu a porta mais próxima aberta. Resolveu espiar rapidamente. Viu apenas belas costas masculinas, de um tom branco e amarelado por causa da fraca luz. Os músculos que se moviam conforme aquele corpo se movia. Olhou para trás, vendo se tinha alguém por perto e ousou em entrar a cabeça naquela porta, ainda cautelosa em espiar aquele corpo. A luz fraca não dava pra identificar quem era. Mas por aquela sombra, viu um belo corpo masculino que parecia passar alguma coisa em todo o corpo. Os braços e pernas grossos, balsamando-se de alguma coisa que não dava para identificar. De repente, ouviu vozes e saiu dali imediatamente. A misteriosa pessoa ouviu barulho de passos e parou de se arrumar para a apresentação, indo do jeito que estava – despido – até a porta e trancado.
Depois de alguns minutos, Naomi já estava na saída daquela parte exclusiva dos dançarinos e saiu dali imediatamente – mas sempre alerta em se esconder de Don. Conseguindo um canto sigiloso, Naomi ficou quieta ali, esperando começar as apresentações.
Strippers abriram as apresentações daquele lugar. De diferentes tipos, de ambos os sexos. Será que Eros era um dos garçons que só trabalhava durante certa hora? Nenhum dançarino ali era Eros. A música parecia embalar aqueles dançarinos que moviam sensualmente o corpo, despindo-se aos poucos. Enquanto assistia a performance destes, localizou Don, ainda no banquinho do bar. Estava sensual, como sempre. Um perigoso sensual.
Começou a exibição dos atores eróticos, que simulavam e faziam sexo como desempenho teatral e era o ponto mais alto dali, onde todos gritavam, assoviavam, jogavam coisas, desde flores até drogas. Uma visão erótica e insana do inferno. Aos poucos, esquecia-se de sua missão ali, até que seus olhos focaram em uma pessoa. Em um canto daquela área privé, mais próximo a ela, deparou-se com um corpo familiar. Parecia ao que tinha visto antes no camarim de porta aberta. Um corpo extremamente belo e escultural que dançava tocando-se em partes erógenas, desde o peito musculoso até entre as virilhas. Naomi parecia hipnotizada, mas apenas apreciava a bela imagem masculina. Os cabelos que pareciam um pouco juba de leão, que mudava de cor com as luzes multicoloridas em cima dele. Aos poucos, quando ele se aproximava mais de onde estava, ela foi reconhecendo bem. Agora, sem as luzes multicoloridas, pode ver aquela "juba" da cor que era: ruiva. O rosto, ainda mais maquiado com sombras e a boca pintada de um tom vermelho bem escuro. Eros. Era ele, sim. Como imaginava que fosse, de acordo com as dicas que deixou o secretário daquele clube. Nunca imaginou vê-lo tão belo e exótico. Sempre o viu encapuzado e todo coberto em suas roupas apertadas de couro. Roupas que apertavam e escondiam belos músculos torneados e firmes. Mas deu pra reconhecer aqueles olhos cor de âmbar, pintados por um grosso lápis de olhos.
De repente, ele caminhou em direção a ela, mas foi para puxar uma das dançarinas que só estava de um biquíni extremamente ousado e a pele toda purpurinada – como ele também estava. Lembrou-se da pessoa que viu no camarim espalhando algo pelos braços e pernas. Será que era ele naquele camarim? Poderia ser outro dançarino. E o curioso era que ela o viu apenas de sunga apertada, que parecia um fio dental e que marcava bem o volume grosso do seu sexo. E ele puxou a dançarina, fazendo-a enroscar-se nele em um abraço ousado. A tal dançarina movia-se sensualmente, esfregando o corpo contra o dele, apreciando aqueles mamilos com os lábios e o abdômen definido com as mãos. Sentiu uma leve inveja daquela dançarina. Mas apenas admirando-o, já era suficiente. Um deus grego realmente, esse Eros.
Numa hora, ele a fez deitar-se de quatro e pôs-se atrás dela, acariciando-lhe as coxas e o bumbum redondo e empinado da dançarina. Ele arrancou o sutiã com uma das mãos e o biquíni com os dentes, com isso enfiando a cara no meio das nádegas dela. Lembrou-se da primeira vez que viu aqueles atores eróticos encenando uma cena picante de sexo...
Sexo a três. Três "dançarinos" começavam a exibição deles. Dois homens e uma mulher. Um dos homens tinha cabelos longos e loiros, de porte físico magro e musculoso, enquanto o outro tinha cabelos médios e pretos e era fisicamente maior que o outro, tanto em massa muscular como em altura. A mulher tinha cabelos de uma forte e falsa cor vermelha, com um corpo cheio de curvas exageradas que a fazia ainda mais voluptuosa. Os três se livravam de suas roupas tipicamente eróticas e tocando-se um ao outro, tateando, moagem, fazendo para fora. O colchão onde os três estavam era iluminado por duas luzes, ambas fracas e de respectivas cores vermelha e branca.
O de cabelos negros deu um puxão nos cabelos lisos e longos da aparentemente falsa ruiva e forçou sua cabeça para baixo contra seu enorme e grosso pênis duro e ereto. Ela ansiosamente começou a chupar vagarosamente, segurando-lhe pelos quadris, mas ele não estava prestando-lhe tanta atenção. Seus olhos estavam fixados nos do loiro, que acariciava seu próprio membro um pouco menor que o do moreno em frente a ele. Depois de alguns golpes rudes, o loiro parecia ter deixado o próprio sexo mais rijo e posicionou-se atrás da mulher que estava de quatro e ainda chupando o outro. Então, o loiro de cabelos longos e levemente ondulados agarrou seus quadris e empurrou nela. Ela soltou um gemido estrangulado quase engoliu todo o pênis do moreno.
E naquele mesmo momento, ele simulava a penetração enfiando dois dedos na dançarina, que dançava e gemia ali, de quatro. Muitos se aproximaram para ver aquela encenação, fazendo Naomi perder o alcance quando pessoas maiores que ela tomaram-lhe a frente. Arranjando um jeitinho, pegou uma cadeira vazia de uma mesa qualquer e subiu nela, na mais franca atitude.
Ele rapidamente colocou algo como uma camisinha em si, e começou a socar dentro dela, segurando-a pelas nádegas volumosas e empinadas. Puxava-lhe os cabelos longos. Naomi absorvia aquela cena sem piscar os olhos. De repente, ela sentiu uma das pernas serem acariciadas e olhou imediatamente para baixo. Um homem de aparente meia idade, com os cabelos grisalhos e negros misturados em sua cabeça e com um charuto na boca, sorria de movo lascivo.
– Mas e aí... será que você me entreteria nessa noite, boneca? – uma grave e levemente rouca voz lhe fazia o convite indecente.
– ...desculpa, mas já estou com um outro parceiro. – ela desceu da cadeira, ficando de frente para ele.
– Ahh... – soltou uma boa baforada de fumaça pela boca e continuou – mas... quando estiver livre, poderemos conversar tranquilamente?
– ...verei se posso. Mas depois... agora, com licença. Meu parceiro me espera mais adiante. – Naomi manteve a naturalidade em responder-lhe, mas quis sair das vistas daquele homem pervertido.
Achou que já era suficiente por aquela noite. Ainda queria ver Eros e sua performance, mas só pode ver mais de longe. Aquele belo corpo de tronco grosso, juntamente com os membros superiores e inferiores... o rosto que ficava mais belo contra as luzes dos holofotes que iluminavam ele. Os olhos de gato selvagem. A boca fina e mais pintada ainda. As maçãs do rosto bem feitas que combinavam perfeitamente com aquele volume da bochecha meio fofa. Os cabelos ruivos que lembravam os do Hisoka, apenas diferenciavam-se no formato. A cara de tara dele, naquela apresentação erótica. Aquela galinha deveria estar se divertindo em seu trabalho. Mas também não a odiava completamente, pois assim como dançava com Eros ali, teria que dançar com outros dançarinos que não eram tão apetitosos como ele.
– E então? Já achou quem queria ver? – perguntou o secretário, aparecendo por trás dela.
– Ah, que susto! ...sim, já o vi.
De repente, ela começou a espirrar. O cheiro de fumo naquele secretário.
– O que houve?
– Nada demais... só essa fumaça que eu nunca tolero direito...
– Ah... com o tempo, se acostumará! E aí... vem amanhã para fazer a avaliação com o chefe?
– Ah, verei isso depois, mesmo... – ela fingiu certo interesse para não falar o que realmente queria: nunca mais pisar naquele lugar.
– Mas aproveite a noite, ela é só uma criança! Quer beber algo?
– Sem sede. Queria apenas... assistir o Eros, mas os caras em volta não deixam, sabe?
– Heh... hehehehe, entendo. Já acham que é uma de nossas meninas, não é? Hahahaha... eu vou com você, então. Aí, verão que você está ao meu lado e não te perturbarão... mas quando trabalhar aqui... não poderei fazer isso por você, não!
Aceitando a cortesia, Naomi ficou novamente mais próxima ao lugar onde Eros estava apenas dançando. A tal dançarina havia saído dali e ele estava como se nem tivesse feito nada antes. Nem suava tanto.
– ... ele é um dos mais queridinhos pelas clientes... e pelos clientes também.
– ...é?
– Sim...
– E... ele tem algum relacionamento mais íntimo com alguma dançarina aqui?
– Hehehe... digo-te uma coisa, ciumentinha: aqui, não é permitido que os profissionais em geral tenham relacionamentos entre si. Entende? Se for descoberta em um relacionamento, é demitida! Então... fique apenas boa amiga dele... e dos outros! – ofereceu um cigarro que tirou do bolso – Aceita um fumo?
– Não, obrigada. Não fumo.
– Nem fuma, nem bebe...
– Bebida só em situações casuais. E no momento, não tenho sede.
– Eita!
Enquanto distraidamente conversava com o secretário, o stripper e ator erótico dos cabelos vermelhos e assanhados puxou-a pelo antebraço, fazendo-a subir com ele no palco.
– Esp... – ela ia falar "espera", mas não queria ser reconhecia de longe por ele. Mas ele estava ali, arrastando ela para brincar com ela no palco.
– Arrebenta com o bofe, garota! – gritou o secretário, mostrando dois dentes dourados naquele sorriso largo.
Naomi estava de óculos, mas sabia que nada adiantaria se ele se aproximasse demais. Ele ajoelhou-se diante dela, metendo as mãos quentes e fortes por dentro da saia longa dela, apertando-lhe as coxas. Ela tremia os lábios, não sabia o que fazer ali. E ele enfiou o rosto entre as coxas dela, ainda por cima da roupa. Naomi fechou os olhos, sentia-se enrubescida. Ouvia risadas. Queria sair correndo ali... ao mesmo tempo que aquilo lhe causava sensações... estranhamente... agradáveis. E Eros continuou, ficando de pé diante dela e abraçando-a pela cintura, enfiando seu rosto na curvatura do pescoço que era mais próxima à clavícula. E perguntou em tom de sussurro.
– Costuma frequentar aqui, vizinha?
Naomi virou seu rosto para olhá-lo nos olhos. De perto, mais sensual ainda.
– Que cara é essa? Até parece que não me conhece...
– Eros...
– Relaxa, não vou me estender muito se não quiser... – voltou a abraça-la agora e embalando o corpo menor em uma dança leve e erótica.
– Eu... nem sei o... que falar.
– Shhh... não fala nada... só dança comigo assim... bem gostoso...
O secretário ria, assistindo aquele casal dançando.
– Ih, esses dois não terão tempo duradouro aqui na casa... – acendeu um cigarro, e ficou vendo a dança dos dois.
E assim ficaram, juntos, grudados um do outro dançando lentamente. De repente, uma faísca atravessou aqueles olhares, fazendo com que ambos tivesse um ímã que unia os olhos amarelados aos olhos castanhos. Uma coisa mágica, que não era para acontecer e nem estava planejado para acontecer. E de longe, mal sabiam que um par de olhos azuis e dissimulados resolveu assistir aquela performance como se fosse uma outra qualquer...
