Naruto não é meu, agradeçam por ser assim o/
Itálico - pensamentos
AVISO - Me desculpem se aparecer alguma Mariana ou Marina ao invés de Ino, a história original que fiz tinha esses nomes.
Já beirava às 4 da manhã e Ino não pregava o olho.
Às 2 da manhã ela já havia saído da cama, havia cochilado somente um pouco, mas nada que a fizesse realmente dormir.
Havia fuçado um pouco nas fofocas mais recentes em seu notebook cheio de adesivos estranhos e coloridos, e também havia fuçado nas fofocas não tão recentes em revistas mais antigas.
Nada a fazia pregar no sono como ela devia.
Ou fazer pelo menos ela se esquecer do rosto pálido de Gaara e seus cabelos ruivos bagunçados.
"Que bom que não dormi então, talvez eu sonhasse com ele", assentiu.
Abriu a janela de seu quarto, viu um céu estrelado, tão lindo.
Deu um sorriso desanimado para si, pensando que não devia ser assim.
Nada devia ser assim, na visão dela.
A blusa básica que usava para dormir já era o bastante pra onde ela estava ou para onde iria.
Vestia uma dessas calças largas, ela as usava no dia de TPM quando estava mais frio.
Abriu a porta do quarto devagar para não ranger.
Espiou se as duas amigas estavam dormindo, e era certo, elas estavam.
Cada uma em um sofá, cobertas com umas mantas que Marina guardava por perto pra quando elas iam dormir lá de surpresa.
Andou feito um gato até a porta, na ponta dos pés.
Abriu a porta e saiu.
Pra onde quer que ela fosse, iria descalça.
...
Gaara ainda olhava o teto, já havia dormido e agora não pregava o olho.
Podia sentir o gosto fraco de vodka na boca, mas nada forte demais.
Não havia mais sensação de estar bêbado. Ele estava totalmente lúcido e sóbrio, em poucas horas.
Realmente, ele conhecia o próprio corpo para saber o melhor método de cura para quando bebia demais.
A janela aberta fazia com que revelasse o mesmo céu que Marina havia visto.
O vento fazia com que as cortinas balançassem.
Se prestasse mais atenção, podia ouvir pessoas na rua que deviam estar bêbadas.
Levantou-se, descalço mesmo saiu do quarto. Pegou um casaco mais fino e escuro que tinha, colocou por cima da camisa que usava.
Passou por Sasuke em passos rápidos, abriu a porta e saiu.
Sem saber que horas voltaria.
...
Os cabelos loiros e longos de Ino estavam soltos.
Tão soltos que alguns fios balançavam com vento, como numa dança com a noite.
Ino decidira ir até o terraço do edifício, que há tempos não tinha dono, para pensar melhor.
Os pés podiam sentir o úmido do concreto que a noite gelada fazia, mesmo assim Ino não se arrependera de estar lá.
Havia descoberto aquele lugar há um bom tempo, mas o visitava pouco.
A paz que aquele lugar transmitia era diferente da agitação dos dias de Ino, era um lugar calmo e por isso mesmo, Ino somente o visitava quando a duvida surgia em sua cabeça e a dor em seu coração.
Sua cabeça latejava.
Ao mesmo tempo em que ela queria estar ao lado dele, sentir sempre aquela presença aconchegante que Gaara proporcionava, ela queria ficar longe.
Longe da tentação e do fato de não ser o que ele procura.
De algum modo a mente de Ino pensou em tudo.
Pensou em como poderia deixar Gaara sem ela sofrer.
Ou em como contar pra ele, tentando a sorte.
Ino somente queria que ele não tivesse a mesma opinião sobre ela que todo mundo tinha.
Mas isso nunca daria certo, ele praticamente disse isso no elevador.
Eles se beijariam, e ai? O que aconteceria?
Dormiriam juntos e depois?
Ino já havia se cansado de tudo aquilo, de ser a garota de uma noite só.
De testar a masculinidade dos homens.
Ela cansou.
E quando ela mais queria alguém pra todas as noites, esse alguém não a queria por saber de seu passado.
Ela teria de ter uma resposta até o amanhecer, esse era seu tempo.
Não podia tardar algo tão serio, tão... Diferente.
Suas narinas ardiam por um choro, uma lamentação, qualquer coisa que demonstrasse o quando ela se sentia mal.
"Eu não posso simplesmente chegar e dizer a ele que gosto dele, ele não entenderia nada", ela concluía.
Somente não chorava pelo vento que batia no seu rosto, e secava qualquer tentativa de lágrima.
Andou perto do parapeito, onde o vento era mais forte.
Seu olhar era perdido, sem direção certa, sem foco certo.
Ela só queria que essa neblina toda no seu coração cessasse e ela pudesse entender o que se passava lá.
Era um sentimento cego, que ela não podia entender.
Não sabia se só havia se apegado demais à Gaara ou realmente gostava dele.
A primeira opção era a mais correta pela sua mente, mas a segunda era a que mais se encaixava no seu coração.
"Eu preciso de um tempo comigo, eu acho. É, talvez sem o ver, eu entenda melhor o que está acontecendo aqui", e tocou com a palma da mão perto do coração, o lugar que mais doía.
Era sua decisão, ficaria sem o ver, tentaria não o ver o máximo que poderia para clarear o que quer que esteja acontecendo com ela.
Ela não estava sendo egoísta, não mesmo.
Ela estava pensando e fazendo de tudo para Gaara não perceber.
Ela se afastaria por um tempo, e se tivesse certeza do que sentia, voltaria.
Ela fazia para o bem de Gaara.
Ela tinha completa sensação de que sentia algo.
"Por favor, meu Deus, ou quem seja lá quem toma conta de todos. Não é normal, não pra mim. Eu preciso ter total certeza do que sinto, mas a duvida persiste. Eu o conheço a menos de três semanas, e me dói perder a amizade conquistada hoje por um sentimento confuso.
Lembro-me de uma menina que escreveu uma vez que, amizade resiste até à mentiras, menos a sentimentos confusos. Por favor, que isso não aconteça comigo. Não agora"
E rodeou seus próprios braços ao redor do corpo, precisava de alguém.
Ponto para esse vento que brisa as noites mais gélidas.
[continua]
Boh! Olá o/ Capitulo curto na minha opinião.
é que eu faço sempre capitulos com paginas certas, esse ficou mais curto, mas tudo bem.
