Cap.13 Ferrão, Presas e Ciúme...

Aioria estava zonzo...desesperado...Mu o ajudava a subir até o Salão do Sopro de Athena quando chegou lá, pode ver Aldebaran de Touro e Jesé de Taça conversando...o sorriso franco e costumeiro do Touro dava lugar a uma carranca séria...

Onde está Marin? – Aioria chegou perguntando em alto e bom som...desvencilhando-se de Mu...

Jesé caminhou até ele com passos serenos...

Não pode vê-la, está sedada, ach...

O que aconteceu com ela? – Aioria sequer dava tempo de Jesé concluir sua frase...

Marin teve uma hemorragia...- Jesé ia continuar mas novamente Aioria o cortou...estava desesperado de preocupação...se algo acontecesse com Marin o que ele faria?

Como assim uma hemorragia? – Jesé podia ver que o leonino estava exaltado...todos podiam...Aioria estava tão nervoso que acordaria os mortos!

Hemorragia é um sangramento que...

Sei o que é...quero saber por que! – Leão perdera a paciência e acabou por pegar Jesé de Taça pelo colarinho, trazendo-o para perto de si e encarando-o com seu olhar irado...Aioria não falava...rugia...

Se me deixar terminar as frases prometo lhe explicar...mas primeiro me solte, ou terei de obriga-lo á isso? – Aioria o soltou...estava realmente se excedendo...

Provavelmente Marin sofreu um aborto espontâneo...acredito que ela própria sequer havia se dado conta de que se encontrava em estagio inicial de gravidez...

Quer dizer que a MINHA Marin... – Aioria trazia o brilho dourado no olhar...pegou Jesé pelo colarinho novamente, Aldebaran estava atento para caso precisasse intervir...assim como Mu – isso é ridículo! Se Marin estivesse realmente grávida ela saberia! Afinal como uma mulher não se da conta que suas regras atrasaram?

Não é tão simples assim Aioria...Marin é uma Amazona...tem noção da quantidade de Adrenalina, sem falar as outras toxinas naturais do corpo, que circulam pelo organismo dessas mulheres?

Não entendo...é melhor ser mais claro...estou perdendo a paciência...- Aioria tinha o punho fechado com força...tanta que um filete de sangue lhe escorria da palma da mão...

Essas cargas excessivas de adrenalina que Marin sofre constantemente devido ao fato de ser uma guerreira desregulam totalmente seu organismo...ela provavelmente não havia se dado conta...- Jesé arrumou suas vestes, que Aioria amassara ao agarrar-lhe pelo colarinho

Se isso fosse verdade...por que a hemorragia?

Bem...existem várias possibilidades...ou ela levou um golpe forte, o que eu duvido, por que não existem marcas em nenhuma região perigosa, ou um choque emocional tão grande que liberou uma carga exagerada de hormônios, adrenalina e toxinas...talvez um susto, ou uma decepção...

Vou vê-la...- Aioria tentou passar, mas foi impedido por Jesé...

Não entrará ali...

Vou vê-la – a voz do Leão saíra forte como um rugido...e com um empurrão forte tirou Jesé de seu caminho...apenas para trombar em Aldebaran

Desculpe Aioria...é melhor para Marin que você não a veja agora...- o Touro tinha um semblante triste...incomum para ele que é sempre o melhor humorado dentre os Dourados...

Aldebaran...saia da frente...- Aioria estava envolvido em luz dourada...os olhos azuis estavam nublados, os punhos cerrados...a voz saíra entre dentes...- Vou ver a MINHA Marin agora!

Mu se pôs ao lado de Aldebaran...também tinha o semblante sério...triste...

Aioria tenha bom senso! Entrar explodindo a porta vai causar mais danos á ela! Marin está sedada, deixe Jesé cuidar dela...

Aioros carregava Seika em seu colo, Miro e Shina podiam cortar o espaço sozinhos com seus Cosmos...mas Seika inevitavelmente desmaiava sempre que viajava grandes distancias dessa maneira...para um Cavaleiro o mundo pode ser muito pequeno em termos de distancia...Mu enviava uma mensagem silenciosa ao Sagitário pedindo que retornasse imediatamente...algo acontecia com Aioria...

Dois dias se passaram sem que Aioria pudesse vê-la...ele sequer voltou para sua Casa, Aioros tentava sem sucesso ajudar o irmão...o Leão estava apático...mantinha-se sentado ao lado do aposento onde ela se encontrava, chorou tanto com medo de perde-la que já não tinha lágrimas dentro e si...Sabia que Marin estava acordada, sentia isso, mas ela se recusava a vê-lo e isso o torturava, lembrava-se do sonho...tão real que custava a acreditar que Marin não esteve com ele na Casa de Leão naquela noite...forçava sua mente a lembrar-se, não havia sentido o toque? O beijo? Não a amou naquela mesma noite em que Mu o acordou e trouxe para cá? Recusava-se á acreditar em Shaka, que lhe contara sobre Lithos...na verdade chegou mesmo a agredir o Virginiano quando lhe contara que ele havia partilhado o leito com Lithos que estava sob o jugo da influencia de Vênus Aphrodite...

Milo estava preocupado...o amigo Aioria estava arrasado, e pela primeira vez em anos, ele sabia pelo que Aioria passava...agora que tinha Shina sabia o quanto tinha medo de perde-la, e imaginou como o Leão passou tantos anos separado da Águia não sabia se o admirava ou se execrava o amigo por isso...nos últimos dois dias porém ambos mal tiveram tempo para si...Shina estava enfurnada na vila das Amazonas, coberta de serviço atrasado tanto dela quanto de Marin, June mal dava conta do quadro de Oficiantes, e os cavaleiros de Bronze cuidavam dos Aprendizes...Milo não tirava da cabeça a promessa que a Cobra lhe fizera...ainda aguardava ansioso pela chance de se fazer cumprir a palavra...Sentia o Cosmo dela...

A Italiana dera ordens para deixa-la a sós no cemitério do Santuário, precisava tirar á limpo uma história...Shina caminhou até o Tumulo de seu discípulo, um dos poucos que não foram violados durante a Guerra contra Hades, ela sabia disso por que o havia procurado na ocasião...não encontrou Cássius entre os mortos e espectros que invadiam em hordas o Santuário...sentiu-se aliviada por isso na época...agora se sentia culpada...ela cavou o tumulo, abrindo-o até chegar a mortalha fétida e suja que envolvia o gigantesco corpo, pedia as Fúrias que não a condenassem por isso, mas com suas garras rasgou a mortalha expondo a cabeça putrefata e semidecomposta de Cássius...o cabelo Moicano, o crânio com a orelha decepada...Shina tentou controlar a ânsia de vômito que lhe ameaçava e com um grande esforço enfiou seus dedos no orifício que um dia fora a boca de seu discípulo, minhocas e vermes saiam dos rombos da pele podre, e parte do crânio poderia ser vista...Shina retirou da boca do cadáver o que mais temia encontrar...uma Moeda!

Imediatamente voltou para sua casa...sentia-se suja...ela própria voltou a enterrar o cadáver de Cássius, e desta vez...não colocou ali a Moeda...mas deixou um pequeno presente...um Kathadésmoi...

Sem cerimônia entrou no banho...precisava tirar a sensação de sujeira de si, o cheiro do cadáver ainda estava em suas narinas...

Milo estava decidido...se uma oportunidade não surgia naturalmente ele a faria acontecer...vestiu seu Kíthon azul claro, com a faixa de couro na cintura, calçou as sandálias e prendeu os cabelos num rabo baixo...tomou a direção da Vila das Amazonas...Shina realmente se esforçava para nenhum intruso entrar ali...como era difícil escapar dos olhos atentos das mulheres da Milícia! Não podia deixar seu Cosmo aparente também...ou June poderia apanha-lo...com muito cuidado procurou pelo Cosmo de Shina...e no meio das sombras seguiu nesta direção...o céu fechado indicava que se não se apressasse tomaria um belo banho de chuva...e no meio de tantas casas e pequenas construções acabou mesmo se molhando...nunca imaginou que o Vilarejo fosse como era...havia um pequeno templo de Athena, um Templo de Zeus, uma área de treinamento, uma escola, uma fonte central de frente para os templos onde as mulheres abasteciam suas moradas com água...era quase uma pequena comunidade independente...não era de se estranhar que mal se viam mulheres pelo Santuário...Milo localizou a Casa de onde o Cosmo de Shina emanava...não era muito diferente das outras, com exceção de que tinha alguns cômodos á mais...mesmo assim era uma casa bem pequena...na porta ele pode ler em Grego as Palavras "Ophyucus"...deu a volta na casa sem ser visto até encontrar aberta uma janela...

Aquela era a janela do quarto de Shina, que estava sentada numa rústica cadeira de madeira debruçada sobre uma mesa igualmente rústica na qual se encontrava dúzias de rolos de papéis e relatórios de Vigília, ela vestia um kíthon de um verde água claro e tinha seus cabelos presos...não usava a Mascara hedionda...Ao pular a janela Milo denunciou sua presença...Shina estava visivelmente surpresa em vê-lo, Milo era mesmo uma visão maravilhosa, ela podia ver no peito semidesnudo dele a cicatriz que lhe fizera, e no ombro o ferimento quase completamente cicatrizado, o Kíthon dele deixava á mostra as coxas fortes, e ele trazia o cabelo ondulado preso num rabo baixo de cavalo, no rosto o prepotente meio sorriso...

Está louco Milo? – Shina estava incrédula...Milo invadira a Vila das Amazonas!Era mesmo um arrogante inconseqüente! E se ele fosse pego?

Ele fechou a janela sem se importar com as censuras dela e de imediato a beijou fazendo com que parasse de praguejar a presença dele...puxou-a pela cintura colando-se ao corpo dela e a olhando com o meio sorriso prepotente no rosto

E como queria que eu fizesse? Você não sai daqui!

Milo...é proibido! Seu inconseqüente! Se você for visto não vou levantar um dedo para te tirar da encrenca...

Shhhh...o proibido é mais gostoso...além do mais...não agüentava mais ficar sem vê-la...- ele a beijava com a luxuria própria de seu signo, mordiscando-lhe o lábio e explorando-lhe a boca como se fosse sua...ela podia sentir o ferrão de Milo no dedo indicador da mão direta lhe arranhar de leve as costas seguindo pela coluna vertebral rumo á sua nuca...deixando um rastro elétrico que lhe eriçava a pele, ele tomou o rosto dela em suas mãos e descendo pela linha do pescoço lhe chegou aos ombros onde se livrou das alças das vestes incomodas que Shina vestia...o kíthon dela parou no cinto de couro que o prendia na cintura, cinto esse que Milo se desvencilhou usando seu ferrão cortante...ela por sua vez lhe puxava as vestes arrancando-as com as unhas afiadas...ele sentia a pressão dos seios nus contra seu peito e isso fazia correr ainda mais a eletricidade pelo corpo...sentiu ela lhe espalmar as mãos no tórax forte e com um empurrão brusco o separou dela fazendo-o cair sentado na cama...ela avançava por sobre ele fazendo-o inclinar-se para traz...Milo estava completamente rendido pelos olhos verdes dela...parecia decididamente com o animal á quem representava...Shina era mesmo a rainha das serpentes...o observava com um sorriso de satisfação no rosto, o tinha exatamente como queria e ele sequer fazia resistência...debruçada por sobre ele traçava com delicadeza o contorno dos músculos do torso no cavaleiro com as unhas afiadas, beijava-lhe o tórax e subia lambendo-lhe o pescoço...arrancando pequenos gemidos abafados do escorpião...beijou-lhe a boca ...que beijo era aquele que Milo jamais havia sentido? Quase violento, animal...venenoso...ele fez menção de deita-la mas ela não permitiu...gostava de estar por sobre ele...de ver como o corpo de Milo respondia á seus estímulos...de como o rosto dele lhe denunciava a entrega...de senti-lo contorcer-se...ela o dominava...ele procurava beija-la como um animal cego procura o alimento, ela descia a mão pelo tórax dele, passando pelo abdômen, sem nunca deixar de beija-lo, ele sentia o rastro de fogo que a mão dela traçava, contornando-lhe de forma torturante com aquelas unhas afiadas a linha do suspensório ilíaco, tocando-o...Milo deixava escapar um gemido rouco ao sentir a mão de Shina...ela lhe olhava com o meio sorriso tão próprio dele mesmo...regozijava-se ao vê-lo contorcer-se com suas caricias, descia seus beijos até o mamilo dele, arrancando-lhe suspiros enquanto lhe estimulava o membro duro...ele simplesmente jamais havia se deixado levar dessa forma...planejava tanto domar a fera e agora estava rendido, ela se ajeitou por sobre ele para poder permitir a penetração...ele sentia os espasmos lhe descerem as pernas conforme ela o deixava entrar...Shina ajeitou-se montada nele, Milo se agarrava com as mãos á cabeceira da cama conforme ela fazia movimentos serpenteantes...de forma ritmada ela fazia correr pelo corpo dele uma corrente elétrica que o descontrolava, ele movimentava-se junto com ela, instintivamente apenas, pois a mente simplesmente não conseguia acompanhar as sensações...ela sentia que ele estava por atingir o orgasmo e tornou os movimentos mais rápidos...arrancando-lhe pequenos gritos abafados, e palavras esparsas entre cortadas pela respiração ofegante e descontrolada, Milo mordia o lábio para não gritar conforme ela se movia por sobre ele...e num instante pode sentir o choque elétrico se intensificar...ela o fizera gozar... sem sequer sair de cima dele Shina se debruçou sobre o corpo forte dele...ele a beijou com a lassidão e malicia que lhe eram próprias...ela lhe chegou ao ouvido e com voz sibilante o provocava...

Não me diga que já acabou pra você...Milo...

De forma alguma...estamos só começando...- ele lhe falava com voz rouca, e com um movimento brusco girou por sobre ela sem no entanto separarem-se, ele desceu com a língua pela linha do pescoço, chegando ao colo, contornando a volta dos seios...ela podia sentir ele endurecer novamente dentro dela...enquanto ele cobria-lhe o mamilo com a boca e lhe sugava com força, arrancando gemidos e causando espasmos, com a outra mão Milo agarrava-se ao outro seio, esfregando e apertando-o com sua mão áspera, ela sentia a língua dele brincar no bico do seio enquanto sugava e mordiscava...Milo sentia a mão dela lhe agarrar os cabelos da nuca por instinto, aquelas unhas compridas que lhe eriçavam inteiro! Ela falava coisas desconexas em italiano, ele se mexia dentro dela de forma lânguida...sentia ela lhe enlaçar a cintura incentivando-o ainda mais, ele procurou a boca dela...queria beijar-lhe...movia-se com força, em estocadas bruscas que a faziam gemer e gritar...a ouvia chamar por seu nome e isso apenas o excitava mais...agora era ele que a rendera...sentia ela lhe arranhar as costas, riscando a pele dele...incitando a mover-se de forma ainda mais animal...olhava para ela com desafio nos olhos...e ela lhe sustentava o olhar em meio a gemidos e gritos abafados...juntos acabavam por atingir o ápice novamente...ele deixou-se escorrer para o lado, enquanto ela se ajeitava por sobre ele...ainda se beijavam e trocavam caricias ousadas...mulher alguma fizera com ele o que ela fazia...de fato ambos se mereciam...ele tomava-lhe a boca de assalto com o mesmo ímpeto do primeiro beijo, descia a mão pelo ventre reto dela e enfiava-lhe os dedos por entre as pernas...acariciando-a...ela se perguntava como pudera esperar tanto por aquilo...como pudera ser indiferente á Milo por tanto tempo...ele levou a mão até a boca lambendo os dedos...podia sentir o gosto dela misturado ao dele próprio ...a olhava com malicia...ela por sua vez limitou-se a beijar o corpo do escorpião descendo pelo abdômen musculoso dele, beijando-lhe o suspensório ilíaco e lhe fazendo o contorno com a língua...Milo mal podia acreditar, ela fazia com que ele sequer pudesse sentir as pernas, ela então lhe lambeu o membro gozado fazendo-o retesar a musculatura de todo o corpo... ele agarrava os lençóis da cama perfurando-os junto do colchão com o ferrão escarlate de sua mão direita ela o torturava aos poucos e ele sequer tinha forças para reagir á isso, seu corpo já não respondia á sua vontade...respondia somente á ela...que por sua vez, não o deixou gozar pela terceira vez...parou antes, vendo-o morder o lábio para não gritar em meio ao prazer ao qual se rendera... ela se comprazia...ele estava pronto novamente...ela veio lhe procurar o beijo...e ele rolou por sobre ela apoiando-se nos braços fortes e ajeitando-se entre as pernas dela, entrando com tudo numa única e violenta estocada que arrancou dela um grito de prazer...como ele gostava de ouvi-la chamar seu nome em meio aos movimentos frenéticos...pela terceira vez ele se extasiou junto com ela ...jamais fora tão longe com mulher alguma...jamais sentira a enxurrada de sensações que ela lhe causava...aquela eletricidade que lhe circulava o corpo...ela aninhou-se nos braços dele, com as pernas enroscadas...o corpo cansado...satisfeitos...

Come te voglio mio scorpiogne...- Shina contornava com os dedos a cicatriz no peito de Milo...o havia demarcado para si ...sem duvida que sim...

Sabe...costumava achar que Homem algum lhe domaria o gênio maldito...- ele trazia aquele sedutor meio sorriso nos lábios enquanto a estreitava nos braços...

E agora o que acha?

Tenho certeza...- Milo não pode deixar de rir ao ver as feições contrariadas de Shina...

Síria...Santuário de Ares...Esparta

Cássius andava de um lado para outro inquieto, não sabia o que estava acontecendo mais estava apreensivo...o Santuário de Athena estava completamente desestruturado...Kamus estava enfrentando "Intolerância" nos Estados unidos, Kanon havia sido enviado para a Austrália onde lutava contra "Violência" (em grego "BIA"), a organização interna do Santuário estava completamente fora de controle...Phobos se encarregava de capturar o Pégasus... e Ciúmes estava ali a encher-lhe de conjecturas absurdas...

Oras meu caro gigante...por que te inquietas se te digo a verdade?

Não quero saber de suas maquinações! Fora o único a receber ordens diretas para agir...e é o único que até agora nada fez! – Cássius estava irritado...falava com desprezo para o homem alto e magro que se sentava com suas longas pernas finas esticadas no chão...Ciúme era uma figura disforme, como se nele toda a beleza da Mãe tivesse sido distorcida...o rosto de Ciúme era como o de um boneco de porcelana, com olhos oblíquos que pareciam ser de vidro e pele branca e muito lisa...

Digo-te...não deves se preocupar com o Pégasus...ela o esqueceu completamente...posso lhe provar...

Não darei ouvidos á suas maquinações!

Ah meu caro...dará...se não desse teria atravessado o Acheron como todo bom morto faz...mas você ficou não é...ficou por ela...quer saber...claro que quer...ela não ama mais o Pégasus...posso lhe mostrar...para nós Deuses ver as coisas é algo bem simples quando se sabe o que quer observar...

Não quero ver nada!

Quer sim...- Ciúme formava com seu Cosmo uma esfera de luz...Cássius á principio desviou o olhar...mas aos poucos cedeu á curiosidade de vê-la...sem Mascara! Sem mascara como jamais a vira...o bom senso lhe mandava fechar os olhos mas não podia deixar de vê-la...como sua Mestra lhe parecia bela sentada á beira da escrivaninha com aquele Kíthon claro...os cabelos presos, ele amava vê-la assim...com os cabelos presos...a deixava mais feminina...mexia com sua imaginação...foi então que se deu conta que ela não estava só...o Cavaleiro de Escorpião a beijava...ambos se atracavam aos beijos...Cássius não queria mais olhar...pegou Ciúme pelo colarinho e arremessou na parede...

Que feitiçaria maldita é essa! – A raiva enlouquecia o Gigante...como Ciúme pode armar tal mentira?

Hum...não acredita não é? Pois olhe mais um pouco...veja como ela esqueceu completamente o Pégasus...sua Mestra é de certo uma Cobra selvagem... não o culpo por querer tê-la...mas ela parece não dar muita atenção ao fato de você ter voltado não é...parece mais ocupada – Ciúme alargou um sorriso cheio de dentes afiados...- Ocupada demais para você...

Cássius avançou sobre Ciúme que sequer reagiu conforme ele o socava, fazendo sangrar nariz e boca, descia sem dó o punho pesado enquanto Ciúme ria...Aphrodite porém entrou no recinto...e olhando de forma divertida perguntou com olhar malicioso...

Cássius meu querido...Ciúme apenas lhe mostra o que se passa...vai mata-lo por isso?

Não...- Cássius parou com os punhos cobertos do sangue de Ciúme vestiu sua armadura sagrada de Lux... e saiu...parou na porta e disse sem olhar para traz...- essa guerra se estendeu demais...se seu filho preguiçoso não faz nada...eu farei...invadirei o Santuário!

Ao ver Cássius sair Vênus Aphrodite deu a mão para que Ciúme se levantasse...

Ele mal pode ver que você já fez tudo que eu queria não é?

Minha Mãe...é um prazer auxilia-la...seguirei para o Santuário como fiz antes...tenho negócios inacabados por lá...não quero que o Gigante ponha tudo á perder...- E dizendo isso sumiu nas sombras da parede...deixando Aphrodite com um sorriso satisfeito...arrumou os cabelos e seguiu para seus aposentos...logo Phobos lhe traria um novo amante...

Afrodite de peixes estava visivelmente aborrecido de vigiar o moleque de Bronze...preferia mil vezes continuar a se divertir com a pequena Pixie na Casa de Câncer... mas se Fortuna não mentiu, e julgava que não por que ao lhe perguntar arrancava paulatinamente as asas dela com os dedos...Vênus Aphrodite tentaria levar o Pégasus para si...e ele estaria esperando por isso...

Mascara da Morte rondava Shaka...queria interrogar Lithos, já que Athena em pessoa não conseguiu com sucesso arrancar-lhe muita coisa...Fortuna jazia agonizante dentro da pequena gaiola de prata, uma de suas asas fora arrancada por Afrodite, e a outra se encontrava partida em vários lugares...o pequeno corpo estava inteiro queimado devido á exposição continua que o canceriano a obrigava frente a chama de uma vela...ela não emitia mais som algum...as cordas vocais se rasgaram depois de dois dias gritando em agonia, também não dormira...nem se alimentara...os mortos que passeavam livremente pela Casa de Câncer lhe atormentavam a noite...mas a pior tortura era saber que não morreria...Fortuna é Imortal...Mascara da Morte se divertia muito com isso...