Capitulo onze – O mestre das poções
- Bem, e agora, que temos os assuntos resolvidos, que tal lermos? – perguntou Lily
- Sim. – concordou Sirius
- Eu quero ler – disse Lily pegando o livro – chamem o Snape.
Hermione foi e logo ele veio.
- O mestre das poções.
- É um belo capitulo – ironizou Sirius
Lily começou:
- Ali, olha.
- Onde?
- Ao lado do garoto alto de cabelos vermelhos.
- Esse ai sou eu! – disse Rony
- De óculos?
- Você viu a cara dele?
- Você viu a cicatriz?
- Isso deve ser chato – disse Tiago sorrindo pro filho
- Se torna mais quando é repetitivo – Harry deu os ombros
Os murmúrios acompanharam Harry desde a hora em que ele saiu do dormitório no dia seguinte. A garotada que fazia fila do lado de fora das salas de aula ficava nas pontas dos pés para dar uma espiada, ou ia e vinha nos corredores para vê-lo duas vezes.
- Eles não têm nada melhor pra fazer? – perguntou Gina irritada
- Você sabe, famoso Harry Potter que derrotou Voldemort e tudo mais – disse Harry
- Eles ainda faziam fila no sexto ano – disse Rony – quem dirá no primeiro.
- Mas é revoltante – concordou Neville
Harry desejou que não fizessem isso, porque estava tentando se concentrar para encontrar o caminho para suas aulas.
- É difícil nos primeiros dias – disse Lene sorrindo pra eles
Havia cento e quarenta e duas escadas em Hogwarts
- Como você sabe disso? – Rony perguntou
- Eu ouvi Hermione falando pro Nev – disse Harry
- Mas na verdade existem cento e cinqüenta escadas – disse Sirius – tem as das passagens secretas!
- Não quero nem saber como você sabe disso – disse Lene
largas e imponentes, estreitas e precárias, umas que levavam a um lugar diferente às sextas-feiras, outras com um degrau no meio que desaparecia e a pessoa tinha que se lembrar de saltar por cima.
- Eu odeio esse degrau – gemeu Frank
Além disso, havia portas que não abriam a não ser que a pessoa pedisse, por favor, ou fizesse cócegas nelas no lugar certo
- Espera, essa ai é a cozinha! – disse Tiago
- Naquela época não sabíamos disso – explicou Hermione
- Atá!
e portas que não eram bem portas, mas paredes sólidas que fingiam ser portas. Era também muito difícil lembrar onde ficavam as coisas, porque tudo parecia mudar freqüentemente de lugar. As pessoas nos retratos saíam para se visitar e Harry tinha certeza de que os brasões andavam.
- Isso assusta nos primeiros dias – concordou Lice
Os fantasmas também não ajudavam nada. Era sempre um choque horrível quando um deles atravessava de repente uma porta que a pessoa estava querendo abrir.
Todos se arrepiaram.
Nick Quase Sem Cabeça ficava sempre feliz de apontar a direção certa para os alunos de Grifinória, mas Pirraça, oPoltergeist,representava duas portas fechadas e uma escada falsa se a pessoa o encontrasse quando estava atrasada para uma aula.
- Isso ai foi idéia nossa! – disse Sirius, os olhos lindos e perfeitos brilhando – embora, ele já fizesse isso antes, dissemos que seria engraçado ele fazer isso com as portas das salas.
- Sim, é realmente hilário – disse Lily sarcasticamente
Ele despejava cestas de papéis na cabeça das pessoas, puxava os tapetes de baixo de seus pés, acertava- as com pedacinhos de giz ou vinha sorrateiro por trás, invisível, e agarrava-as pelo nariz e guinchava:"PEGUEI-A PELA BICANA!"
Tiago e Sirius caíram na gargalhada. Mas pararam ao ver os olhares de Lily e Lene.
Pior que oPoltergeist, se é que era possível, era o zelador, Argos Filch. Harry e Rony conseguiram conquistar sua má vontade logo na primeira manhã, Filch encontrou-os tentando forçar caminho por uma porta que, por azar, era a entrada para o corredor proibido no terceiro andar.
- Vocês dois tem a pior sorte do mundo – disse Fred
- Nós teríamos feito isso de propósito – disse Jorge
Os marotos abafaram risadas.
Ele não quis acreditar que estavam perdidos, pois tinha certeza de que estavam tentando arrombá-la de propósito e ameaçava trancá-los nas masmorras, quando foram salvos pelo Professor Quirrell, que ia passando.
- O que ele queria ali? – Sirius perguntou desconfiado
- Manter o lugar longe dos alunos? – sugeriu Lily olhando pra Harry e Rony, que sorriram amarelo.
- Não era bem isso – murmurou Hermione
Filch tinha uma gata chamada Madame Nor-r-r-a,
- Eu não gosto de gatos – disse Sirius
- Eu gosto, exceto essa ai – disse Gina
como quem ronrona, um bicho magro, cor de poeira, com olhos saltados como lâmpadas, iguais aos de Filch. Ela patrulhava os corredores sozinha, se alguém desobedecesse a uma regra em sua presença, pusesse o dedão do pé fora da linha, ela corria a buscar Filch, que aparecia, asmático, em dois segundos. Filch conhecia as passagens secretas da escola melhor do que ninguém (exceto talvez os gêmeos Weasley)
- Nós nos ofendemos com isso! – disse Tiago
- Acontece que aprendemos com vocês – disseram os gêmeos fazendo uma reverencia
- Af! Não consigo respirar – disse Lene – o ego deles está e sufocando!
E podia surgir de repente como um fantasma. Os estudantes a detestavam e a ambição mais desejada de muitos era dar um bom pontapé em Madame Nor-r-r-a.
- Eu fiz! – disse Sirius com orgulho
- Sério? – perguntou Luna
Sirius abriu a boca, mas foi cortado por Remo:
- Não faça essa piada. Leia Lily.
Além disso, quando a pessoa conseguia encontrar o caminho das salas, havia as aulas em si. Mágica era muito mais do que sacudir a varinha e dizer meia dúzia de palavras engraçadas, como Harry logo descobriu.
- Jura que você pensava isso? – Neville perguntou rindo
Harry corou e não respondeu.
Tinham de estudar o céu da noite pelo telescópio toda quarta-feira à meia-noite e aprender os nomes das diferentes estrelas e os movimentos dos planetas. Três vezes por semana iam para as estufas de plantas atrás do castelo para estudar herbologia,
Frank e Alice sorriram em menção de sua matérias preferida.
Com uma bruxa baixa e gorda chamada Professora Sprout, com quem aprendiam como cuidar de todas as plantas e fungos estranhos e descobriam para que eram usados.
- Isso é realmente super interessante – disse Sirius sarcástico, mas levou um olhar de Lice e Neville e não falou mais nada.
Sem falar, a aula mais chata era a de História da Magia,
- Concordamos! – disseram a maioria, exceto Lily, Remo e Hermione
Snape se manteve calado devido ao nome do capítulo. Ele estava com um mau pressentimento.
- Como vocês podem achar essa aula legal? – Lene perugntou incrédula – dá um sono do cão.
- Ei, não compare esses seres tão maravilhosos que são os cachorros com essa aula! – disse Sirius indignado
Eles riram. Lene revirou os olhos.
a única matéria ensinada por um fantasma. O Professor Binns era realmente muito velho quando adormeceu diante da lareira na sala dos professores e levantou na manhã seguinte para dar aulas, deixando o corpo para trás. Binns falava sem parar enquanto eles anotavam nomes e datas e acabavam confundindo Emerico, o Mau, com Urico, o Esquisitão.
- Ele é o único que consegue transformar a batalha mais sangrenta e trágica em um sono profundo e tédio, muito tédio – comentou Tiago
O Professor Flitwick, que ensinava Feitiços, era um bruxo miudinho que tinha de subir numa pilha de livros para enxergar por cima da mesa. No começo da primeira aula ele pegou a pauta e quando chegou ao nome de Harry soltou um gritinho excitado e caiu da pilha, desaparecendo de vista.
- Esse é o Flitwick. É bem a cara dele – riu Lily de seu professor preferido, embora o professor de poções gostasse de ocupar esse cargo
Já a Professora Minerva era diferente. Harry estava certo quando pensou que ela não era professora para aluno nenhum aborrecer, severa e inteligente, fez um sermão no instante em que eles se sentaram para a primeira aula.
- A Transfiguração é uma das mágicas mais complexas e perigosas que vão aprender em Hogwarts. Quem fizer bobagens na minha aula vai sair e não vai voltar mais.
- Sempre o mesmo aviso. E ela nunca cumpriu – suspirou Sirius
- Só porque ela ama vocês. Se não, vocês já teriam sido expulsos – observou Frank
- Detalhes – disse Sirius – meros detalhes.
Estão avisados. - Transformou, então, a mesa em porco e de volta em mesa.
- A mesma magia – disseram os gêmeos
Todos ficaram muito impressionados e ansiosos para começar, mas logo perceberam que não iam transformar os móveis em animais ainda por muito tempo. Depois de fazerem anotações complicadas, receberam um fósforo e começaram a tentar transformá-lo em agulha. No fim da aula, somente Hermione Granger produzira algum efeito no fósforo, a Professora Minerva mostrou a classe como o fósforo ficara todo prateado e pontiagudo e deu um raro sorriso à aluna.
- Eu consegui um sorriso – disse Tiago triunfante – na primeira aula!
- Muito ego – tossiu Lily – difícil de respirar!
A matéria que todos estavam realmente aguardando com ansiedade era a de Defesa Contra as Artes das Trevas, mas as aulas de Quirrell foram uma piada.
Remo ficou triste. Essa era sua matéria preferida. Sonhava em lecioná-la um dia, mas sua condição não permitia.
Sua sala cheirava fortemente a alho que todos diziam que era para espantar um vampiro que ele encontrara na Romênia e temia que viesse atacá-lo a qualquer dia.
- É impossível um vampiro entrar em Hogwarts – disse Lily em afirmação
Os trio, mais Gina, Neville, Luna, Fred e Jorge se entreolharam. Não era tão impossível assim...
Seu turbante contou ele, fora presente de um príncipe africano como agradecimento por tê-lo livrado de um zumbi incômodo, mas os alunos não tinham muita certeza se acreditavam na historia. Primeiro porque, quando Simas Finnigan pediu ansioso para Quirrell contar como liquidara o zumbi, Quirrell ficou vermelho e começou a falar do tempo,
- Sutil – murmurou Luna
segundo porque eles repararam que havia um cheiro engraçado em volta do turbante, e os gêmeos Weasley insistiam que devia estar cheio de alho também, de modo que Quirrell estava protegido em qualquer lugar.
- Acho que eu sei o que era esse cheiro – murmurou Harry
Gina lhe apertou a mão.
Harry se sentiu aliviado ao descobrir que não estava muito atrasado com relação ao resto da turma. Muitos alunos tinham vindo de famílias de trouxas e, como ele, não faziam idéia de que eram bruxas e bruxos. Havia tanto para aprender que até gente como Rony não estava tão adiantada assim.
- Rony nunca será adiantado – disse Gina zoando
Rony ganhou orelhas vermelhas.
Sexta-feira foi um dia importante para Harry e Rony, Eles finalmente conseguiram encontrar o caminho para o salão principal e tomar o café da manhã sem se perder nem uma vez.
- Que grande conquista – murmurou Snape sarcástico
- O que temos hoje? - perguntou Harry a Rony enquanto punha açúcar no mingau de aveia.
- Poções duplas com o pessoal da Sonserina. Snape é diretor da Sonserina. Dizem que sempre os protege. Vamos ver se é verdade.
- Aposto que é – disse Sirius alto o suficiente
- Cala a boca Sirius – disse Lene
- Gostaria que Minerva nos protegesse.
- Só nos seus sonhos – riu Remo
- A Professora Minerva era diretora da Grifinória, mas isso não a impedira de dar aos seus alunos uma montanha de dever de casa no dia anterior.
- Ela daria mesmo que você estivesse quase morrendo – disse Tiago rindo
Naquele instante chegou o correio. Harry agora já se acostumara com isso, mas levara um susto na primeira manhã quando centenas de corujas entraram de repente no salão principal durante o café da manhã, circulando as mesas até verem seus donos e deixarem cair às cartas e pacotes no colo deles.
Edwiges não trouxera nada para Harry até então. Às vezes entrava para beliscar sua orelha e comer um pedacinho de torrada antes de ir dormir no corujal com as outras corujas da escola.
- Essa coruja parece ser tão fofa – suspirou Lice, a romântica
Harry sorriu triste.
Esta manhã, porém, ela esvoaçou entre a geléia e o açucareiro e deixou cair um bilhete no prato de Harry. Ele o abriu imediatamente.
"Prezado Harry -dizia, numa letra muito garranchosa. -Sei que tem as tardes de sexta-feira livre, então será que não gostaria de vir tomar uma xícara de chá comigo por volta das três horas? Quero saber como foi a sua primeira semana. Mande-me uma resposta pela Edwiges...Hagrid".
- Que fofo da parte dele – disse Lice
- Porque vocês garotas sempre usam "fofo", quando elogiam alguém, especialmente um menino – Sirius perguntou
- Sei lá. É mania. Coisa de menina. – disse Lene
- E é fofo – disse Lily
- Tá vendo? Lá vem o tal do "fofo". – disse Sirius revirando os olhos
- Que coisa brega você Sirius. Fofo é um ótimo elogio. E normalmente significa que a menina gosta de você – disse Lene
- Então a Lice gosta do Hagrid? – ele questionou
- Não! Depende do tom de voz. Muito "meloso" ou com uma voz "fofa", é que ela gosta de você. Então, se a menina chega de diz, algo mais ou menos assim "que fofo ou então isso é tão fofo", significa que ela gosta de você e quando ela fiz "ele é tão fofo", pode crer que ela realmente gosta. Agora se for um tom mais calmo e normal, é só um elogio mesmo – explicou Lice
- Desisto de entende-las – murmurou Tiago – é complicado de mais.
- Pode crer – murmurou Rony
Harry pediu emprestada a pena de Rony e escreveu:
"Sim, gostaria, vejo você mais tarde"no verso do bilhete e despachou Edwiges outra vez.
Foi uma sorte que Harry tivesse o convite de Hagrid com que se alegrar, porque a aula de Poções foi à pior coisa que lhe acontecera até ali.
Os marotos fulminaram Snape com o olhar. Lily olhou triste para Snape.
No início do banquete de abertura do ano letivo, Harry tivera a impressão de que o Professor Snape não gostava dele. No final da primeira aula de Poções, ele viu que se enganara.
- Viram? – disse Lily
Não era bem que Snape não gostava de Harry
- ele o odiava.
Lily lançou um olhar magoado para Severo.
- Retiro o que eu disse Tiago, não precisa ser amigável com ele – disse ela friamente frisando bem o Tiago na questão
O falado, lançou um olhar assustado aos amigos, e depois um furioso a Snape.
A aula de Poções foi em uma das masmorras. Era mais frio ali do que na parte social do castelo e teria dado arrepios mesmo sem os animais embalsamados flutuando em frascos de vidro nas paredes à volta.
- Sua decoração é tão fofa – disse Lice sarcástica
- E esse é o fofo do sarcasmo. Também conhecido como "nojento, feio, horrível" – disse Lene
Snape, como Flitwick, começou a aula fazendo a chamada e, como Flitwick, ele parou no nome de Harry.
- Ah, sim - disse baixinho. - Harry Potter. A nossa novacelebridade.
Lily nem olhou Snape. Virou a cara e foi para o lado de Tiago.
Snape evitou o olhar de todos.
Draco Malfoy e seus amigos Crabbe e Goyle deram risadinhas escondendo a boca com as mãos. Snape terminou a chamada e encarou a classe. Seus olhos eram negros como os de Hagrid, mas não tinham o calor dos de Hagrid. Eram frios e vazios e lembravam túneis escuros.
Snape pensou em comentar alguma coisa, mas achou melhor deixá-las só no seu pensamento.
"Eu acho que não deveria agir assim. Não com o filho da Lily. Mesmo que ele seja com o egoísta e metido do Potter."
- Vocês estão aqui para aprender a ciência sutil e a arte exata do preparo de poções - começou.
Falava pouco acima de um sussurro, mas eles não perderam nenhuma palavra. Como a Professora Minerva, Snape tinha o dom de manter uma classe silenciosa sem esforço.
- Como aqui não fazemos gestos tolos, muitos de vocês podem pensar que isto não é mágica.
- Isso não é verdade. Poções é tão mágica quando fazer movimentos de varinha – comentou Hermione – até porque, ela podem curar muito melhor do que as varinhas.
Não espero que vocês realmente entendam a beleza de um caldeirão cozinhando em fogo lento, com a fumaça a tremeluzir, o delicado poder dos líquidos que fluem pelas veias humanas e enfeitiçam a mente, confundem os sentidos... Posso ensinar-lhes a engarrafar fama, a cozinhar glórias, até a zumbificar se não forem o bando de cabeças-ocas que geralmente me mandam ensinar.
- Seu idiota. Olha como você fala com crianças – rosnou Lice
Mais silêncio seguiu-se a esse pequeno discurso. Harry e Rony se entreolharam com as sobrancelhas erguidas Hermione Granger estava sentada na beiradinha da carteira e parecia desesperada para começar a provar que não era uma cabeça-oca.
Hermione corou.
- Potter! - disse Snape de repente.
- É bom você não... – rosnou Sirius
- O que eu obteria se adicionasse raiz deasfódeloem pó a umainfusão de losna?
- Isso é do sexto ano – rugiu Lily vermelha
Snape evitou seu olhar.
- Se você fizer qualquer coisa com o meu filho, eu te mato seu seboso nojento – rosnou Tiago
- Está tudo bem. Já passou de qualquer maneira – disse Harry – ele não merece nossa atenção.
Ele havia matado Dumbledore. Nunca, jamais, em qualquer circunstancia seria perdoado.
"Raiz de quê em pó a uma infusão do quê"?
Todos riram.
Harry olhou para Rony, que parecia tão embatucado quanto ele, a mão de Hermione se ergueu no ar.
- Como é que você sabe disso? – perguntou Sirius
- Eu li em um livro que comprei – disse Hermione dando os ombros
- Não sei não senhor - disse Harry.
- Ninguém a não ser Hermione saberia – disse Neville dando os ombros
A boca de Snape se contorceu num riso de desdém.
- E ele sabe rir? – questionou Tiago
- Nunca me questionei sobre isso – comentou Sirius como se falassem do tempo – deve ser alguma coisa dele próprio, uma forma reprimida de amor ou algo assim. Por isso ele não ri. Pra não demonstrar sentimentos.
- Querem parar de falar da minha vida como se eu não tivesse aqui? – perguntou Snape irritado
- Você está aqui? Nem me lembrei – disse Sirius sarcástico
-Tsk, tsk, a fama pelo visto não é tudo.
- Claro que não. Quem quer ser famoso perdendo o pai e a mãe? – Jorge questionou
E não deu atenção a mão de Hermione.
- Você perguntou e ela sabe a resposta, então porque não lhe deu atenção? – Frank questionou irritado
- Não me faça entender algo que eu não fiz ainda Longbotton!
- Vamos tentar outra vez, Potter. Se eu lhe pedisse, onde você iria buscarbezoar?
- Isso é algo do primeiro ano, mas não desse tempo. Isso é só no final do ano – cuspiu Lily
Hermione esticava sua mão no ar o mais alto que pôde sem se levantar da carteira, mas Harry não tinha a menor idéia do que fossebezoar.Tentou não olhar para
Malfoy, Crabbe e Goyle, que se sacudiam de tanto rir.
- Idiotas – disseram os gêmeos
- Não sei não senhor.
- Achou que não precisava abrir os livros antes de vir, hein, Potter?
Harry fez força para continuar olhando diretamente para aqueles olhos frios. Folheara os livros na casa dos Dursley, mas será que Snape esperava que ele se lembrasse de tudo que vira emMil ervas e fungos mágicos?
- Eu me lembro – comentou Hermione – na verdade, eu decorei os livros.
- Coisa desnecessária eu devo acrescentar – disse Sirius
- Mas ela não seria a Hermione se ela não tivesse lido e gravado eles – interpôs Rony antes de corar
Snape continuava a desprezar a mão trêmula de Hermione.
- Idiota – cantarolou Sirius
- Qual é a diferença Potter, entreacônito licoctonoeacônito lapelo?
- Isso é uma pegadinha. Eles são a mesma coisa – disse Lily histérica
Snape murmurou alguma coisa.
Ao ouvir isso Hermione se levantou, a mão esquerda em direção ao teto da masmorra.
- Não sei - disse Harry em voz baixa. - Mas acho que Hermione sabe, porque o senhor não pergunta a ela?
- Uma resposta digna de Lily e de um filho de maroto! – vibrou Sirius
Alguns garotos riram, os olhos de Harry encontraram os de Simas e este deu uma piscadela. Snape, porem não gostou.
- Ele não gosta de nada – disse Neville dando os ombros
- Sente-se - disse com rispidez a Hermione. - Para sua informação Potter,asfódelo e losnaproduzem uma poção para adormecer tão forte que é conhecida como aPoção dos Mortos Vivos. Obezoaré uma pedra tirada do estômago da cabra e pode salvá-lo da maioria dos venenos. Quanto aos doisacônitossão plantas do mesmo gênero botânico. Então? Por que não estão copiando o que estou dizendo?
- Porque você não pediu? – sugeriram os gêmeos inocentemente
Ouviu-se um ruído repentino de gente apanhando penas e pergaminhos. E acima desse ruído a voz de Snape:
- E vou descontar um ponto da Grifinória por sua impertinência, Potter.
- Seu seboso! – rosnou Sirius literalmente. Ele estava em sua forma de cão e parecia prestes a atacar Snape, que tinha arregalado os olhos
- Sirius – disse Lene – acalme-se. Depois você arrebenta a cara dele, mas agora temos que ler.
O cachorro negro e grande rosnou e voltou à forma de Sirius Black.
- Depois explicamos – disse Tiago para aqueles que não sabiam disso
As coisas não melhoraram para os alunos da Grifinória na continuação da aula de Poções. Snape separou-os aos pares e mandou-os misturar uma poção simples para curar furúnculos.
Caminhava imponente com sua longa capa negra, observando-os pesar urtigas secas e pilar presas de cobras, criticando quase todos, exceto Draco, de quem parecia gostar.
- Claro. Faz parte do seu "grupinho intimo" – disse Frank com nojo
Tinha acabado de dizer a todos que olhassem a maneira perfeita com que Draco cozinhara as lesmas quando um silvo alto e nuvens de fumaça ocre e verde invadiram a masmorra. Neville conseguira derreter o caldeirão de Simas transformando-o numa bolha retorcida e a poção dos dois estava vazando pelo chão de pedra, fazendo furos nos sapatos dos garotos.
Em segundos, a classe toda estava trepada nos banquinhos enquanto Neville, que se encharcara de poção quando o caldeirão derreteu, tinha os braços e as pernas cobertos de furúnculos vermelhos que o faziam gemer de dor.
- Menino idiota! - vociferou Snape,
- OLHA-COMO-VOCÊ-FALA-COM-O-MEU-FILHO! – rosnou Alice na direção de Snape
Ela e Frank tinham as varinhas apontadas para ele.
- Está tudo bem. Eu não sou mais esse "menino idiota" – disse Neville – mesmo que ele mereça uns bons feitiços.
limpando a poção derramada com um aceno de sua varinha. - Suponho que tenham adicionado as cerdas de porco-espinho antes de tirar o caldeirão do fogo?
Neville choramingou quando os furúnculos começaram a pipocar em seu nariz.
- Levem-no para a ala do hospital - Snape ordenou a Simas.
- Seu idiota! Ele está no primeiro ano. Não sabe preparar poções direito – rosnou Frank
Em seguida voltou-se zangado para Harry e Rony, que estavam trabalhando ao lado de Neville.
- Você, Potter, por que não disse a ele para não adicionar as cerdas? Achou que você pareceria melhor se ele errasse, não foi? Mais um ponto que você perdeu para Grifinória.
- Um ponto para a Grifinória – disse Remo incrédulo
- Você não pode dar pontos – comentou Sirius
- Eu sei, mas isso vai de "aviso" para a professora chefe, e ela avalia – disse Remo
A injustiça foi tão grande que Harry abriu a boca para argumentar, mas Rony deu-lhe um pontapé por trás do caldeirão.
- E isso doeu – disse Harry
- Eu sei! – disse Rony alegremente
- Não force a barra - cochichou. - Ouvi dizer que Snape pode ser muito indigesto.
- E isso é uma completa verdade!
Quando subiam as escadas para sair da masmorra uma hora depois, os pensamentos se sucediam velozes na cabeça de Harry, que se sentia deprimido. Perdera dois pontos para Grifinória na primeira semana, por que Snape o odiava tanto?
Tiago e Sirius lançaram um olhar culpado a Harry.
- Tudo bem. Já não importa.
- Ânimo - disse Rony - Snape está sempre tirando pontos de Fred e Jorge. Posso ir com você a casa de Rúbeo?
- Sutil você – comentou Neville rindo
Rony corou.
- O que? Eu estava andando sempre com o Harry. Achei natural perguntar isso!
As cinco para as três eles saíram do castelo e atravessaram a propriedade. Hagrid morava numa casinha de madeira na orla da floresta proibida. Um par de galochas estava à porta da casa.
Quando Harry bateu à porta eles ouviram uma correria frenética e latidos ferozes. Depois, a voz de Hagrid dizendo:
-Para trás, Canino para trás.
- Esse cachorro é tão fofo! – disse Lice sorrindo
- Lá vem o fofo – murmurou Sirius
- Cala a boca – disse Lene
Acara barbuda de Hagrid apareceu na fresta quando a porta se abriu.
- Espere aí. Para trás,Canino.
Ele os fez entrar, lutando para segurar com firmeza a coleira de um enorme cão de caçar javalis.
Havia apenas um aposento na casa. Presuntos e faisões pendiam do teto, uma chaleira de cobre fervia ao fogão e a um canto havia uma cama maciça coberta com uma colcha de retalhos.
- Uma bela descrição – riu Remo
- Estejam à vontade - falou Hagrid, soltando Canino, que pulou imediatamente para cima de Rony e começou a lamber-lhe a orelha. Como Hagrid, parecia óbvio que Canino não era tão feroz quanto se esperava.
- Ele é... – começou Lice
- Fofo sabemos. Continue Lily – pediu Sirius quase implorando
- Este é o Rony - Harry disse a Hagrid, que fora despejar água fervendo num grande bule de chá e arrumar biscoitos num prato.
- Mais um Weasley, hein? - exclamou Hagrid vendo as sardas de Rony - Passei metade da vida expulsando seus irmãos da floresta.
Todos riram.
- Digamos que boa parte somos nós, não é Gred?
- Claro Forge!
Eles riram.
Os biscoitos quase quebraram os dentes deles,
- Nunca coma a comida do Hagrid|! – gemeu Sirius acariciando os dentes com a língua
mas Harry e Rony fingiram gostar
- Isso é muito educado!
e contaram a Hagrid como tinham sido as primeiras aulas. Canino descansou a cabeça no colo de Harry e cobriu as vestes dele de baba.
- Eca!
Harry e Rony ficaram contentes de ouvir Hagrid chamar Filch de guitarra velha.
- Quanto àquela gata, Madame Nor-r-r-a, às vezes eu tenho vontade de apresentar o Canino a ela.
- Sim! Apresente!
Sabe que todas as vezes que vou até a escola ela me segue por toda parte? Não consigo me livrar da gata. É Filch que a manda fazer isso.
- Zelador idiota!
Harry contou a Hagrid a aula de Snape. Hagrid, como Rony, disse a Harry que não se preocupasse, que Snape não gostava praticamente de nenhum aluno.
- Isso é muito animador!
- Mas ele parecia que realmente me odiava.
- Bobagem! Por que o odiaria?
Mas Harry não pôde deixar de pensar que Hagrid evitou encará-lo quando disse isso.
- Ele não sabe mentir – comentou Sirius
- É só falar alguma coisa boa pra ele ou embebedar – concordou Tiago – descobrimos como chegar mais a fundo no castelo assim!
- Como vai seu irmão Carlinhos? - perguntou Hagrid a Rony. - Eu gostava muito dele. Tinha muito jeito com animais.
- Carlinhos está na Toca agora, mas no normal ele trabalha na Romênia com dragões – disse Rony
- Uau!
Harry se perguntou se Hagrid teria mudado de assunto de propósito.
- Viu?
Enquanto Rony contava tudo sobre o trabalho de Carlinhos com dragões, Harry apanhou um pedaço de papel que estava na mesa sob o abafador de chá. Era uma noticia recortada doProfeta Diário
O CASO GRINGOTES
Prosseguem as investigações sobre o arrombamento de Gringotes, ocorrido em 31 de julho, que se acredita ter sido trabalho de bruxos e bruxas das Trevas desconhecido.
Os duendes de Gringotes insistiam hoje que nada foi roubado.
O cofre aberto na realidade fora esvaziado mais cedo naquele dia.
"Mas não vamos dizer o que havia dentro, para que ninguém se meta, se tiver juízo", disse um porta-voz esta tarde.
Harry lembrou-se que Rony lhe contata no trem que alguém tentara roubarGringotes, mas não mencionara a data.
- Rúbeo! - exclamou Harry. - Aquele arrombamento deGringotesaconteceu no dia do meu aniversário! Talvez estivesse acontecendo enquanto a gente estava lá!
- Boa! – exclamou Lene
- Isso é uma grande pista – disse Neville -, mas nada que o trio de ouro já não tivesse adivinhado!
O trio corou.
- É bom você não se meter em nenhuma confusão – ameaçou Lily
Harry engoliu seco.
Não havia a menor dúvida, desta vez, Hagrid decididamente evitara encarar Harry. Resmungou alguma coisa e lhe ofereceu mais um biscoito.
- Ele consegue ser mais sutil que o Rony! – disse Hermione
- Ei! – disse Rony ofendido
- É verdade!
Harry releu a notícia "O cofre aberto na realidade fora esvaziado mais cedo naquele dia".Hagrid esvaziara o cofre setecentos e treze, se é que se podia chamar esvaziar alguém levar aquele pacotinho encalombado. Seria aquilo que os ladrões estavam procurando?
- Suspeito – disse Remo
Quando Harry e Rony voltaram ao castelo para jantar, tinham os bolsos pesados com os biscoitos que a educação os impedira de recusar.
- Isso é uma surpresa vindo de Rony – disse Gina – normalmente ele não tem tato.
- Eu posso ter tato quando eu quero!
Harry pensou que nenhuma das aulas a que assistira até ali tinha lhe dado tanto o que pensar quanto o chá com Rúbeo Hagrid. Será que Hagrid tinha apanhado o pacote bem na hora?
- Provavelmente – disse Tiago
Onde estava o pacote agora? Será que ele sabia alguma coisa de Snape que não queria contar a Harry?
- No mínimo ele preferiu evitar mais desafetos – disse Lice
- O que no mínimo não iria fazer diferença. O estrago já estava feito – comentou Frank
- Naturalmente. E agora, quem quer ler? – Lily perguntou
- Eu – pediu Lene – O duelo à meia noite.
O trio se entreolhou.
- Que duelo senhor Potter? – Lily perguntou
- Nada de mais... Lene!
- Ok!
Daqui a pouco vem mais um! To terminando ele!
