Ino acorda cansada na manhã seguinte. Não tinha dormido quase nada. Chorara quase a noite inteira, sentira uma grande falta do namorado. Não o via desde que o expulsara do quarto no dia anterior, estava magoada e decepcionada com ele. Ela se levanta e toma um banho, tentando melhorar de humor, mas na verdade só queria voltar para a cama e chorar de novo. Ela se veste e sai do quarto. A casa estava silenciosa, ela chega à cozinha e vê Shikamaru sentando num banco do pátio.
-Bom dia. – Shikamaru a olha e se levanta. Ele repara na expressão cansada dela. – Oi, como você está?
-Péssima. Sabe onde Gaara está?
-Ele partiu ontem mesmo para o País do Vento, Ino. Ele disse que se você quiser falar com ele, sabe onde encontrá-lo.
Ela se assusta com a resposta. Tinha mandado ele embora e dito que estava acabado entre eles, mas não esperara que ele a tivesse atendido e voltado para casa.
-Ele foi embora? Sem tentar conversar ou consertar as coisas entre nós? Ele estava com tanta pressa assim de voltar para o precioso trabalho dele?
-Ino, foi você quem o mandou embora. Ele apenas fez o que você lhe pediu. – Ino olhava para Shikamaru sem acreditar. Ela senta ao lado do amigo. Shikamaru passa o braço pelos ombros dela. – Temari está muito chateada com o que aconteceu. Ela falou com Gaara antes dele partir e disse que ele estava muito triste.
Ino começa a chorar novamente. Shikamaru a puxa para perto e espera a amiga se acalmar. – Quando você vai partir?
- Partir para onde?
-Para a Capital do Vento, Ino. Quando você vai procurar por Gaara?
-Eu não vou procurar por ele. Está tudo acabado entre nós. Se ele acha que o trabalho dele é mais importante do que eu, então que fique com ele. – Ela se levanta e olha para o amigo. –Vou preparar um chá, aceita?
Eles entram e Ino prepara o chá enquanto Shikamaru se acomoda á mesa. Ela serve os dois e senta em frente ao amigo. –Ino, Sachiko mandou uma mensagem ontem, ele disse que os documentos estão prontos para você assinar. Como você não foi lá, ele pediu que você passasse no escritório hoje, pela manhã.
-Certo, você e Temari vêem comigo? Com certeza ele já deve ter feito a escritura do imóvel. Vocês precisam assinar. Eu também quero visitar a casa onde montaremos a loja. Pretendo iniciar as reformas o mais rápido possível. Quero continuar minha vida como era antes de conhecer Gaara.
- Tire umas férias, viaje e depois você decide. Está muito cansada agora e zangada com tudo o que aconteceu. Acho que você devia procurar pelo Gaara para conversarem com calma. Vocês se amam.
Ela olha para o amigo. – Esqueça isso, Shikamaru. Gaara não me ama tanto quanto ama o trabalho dele. Acho que não era mesmo para dar certo. – Ela solta um suspiro. – Temari já acordou? Gostaria de pegar a chave e o endereço da casa do avô da Tenten, para dar uma olhada.
-Deixa eu pego pra você. Temari acordou há duas horas, enjoando e vomitando. Depois que ela melhorou, eu lhe disse para descansar mais um pouco. Sério Ino, não sei como uma mulher pode agüentar isso. Ela tem vomitado todas as manhãs. Não pode sentir cheiro de comida que vomita, depois sente uma fome imensa, come tudo que pode para vomitar tudo em seguida novamente. Tsunade disse que isso é normal no inicio da gravidez e que deve passar em um ou dois meses. Já imaginou, dois meses vomitando tudo o que come? Naruto me pediu para ajudar Chouji com a organização do exame chunnin, será bom, pois não sairei em missões e poderei ficar com Temari. Espere aqui eu já volto. – Ele sobe e volta em seguida com um pedaço de papel e a chave e lhe entrega.
Ela sorri para o amigo e lembra que ela e Gaara pensavam em ter muitos filhos. Meneando a cabeça, ela levanta. –Eu tenho que falar com Naruto, vou lá primeiro e depois vou ver a casa. Depois eu volto aqui para irmos ao advogado juntos.
-Não pretende matar o Naruto, certo? Não gostaria de visitá-la na prisão.
Ela nega com a cabeça pegando um bloco pequeno de papel e caneta e sai da casa em direção ao gabinete do Hokage. Ela entra no prédio e pede a secretária dele para avisá-lo que ela estava lá. Logo ela está sentada na frente dele.
-Ino, eu queria lhe pedir desculpas por ontem. A culpa foi toda minha. Fui um idiota e acabei cirando um conflito entre você e Gaara
-Você sempre foi um idiota, mas a culpa não foi sua. Não vim aqui para falar sobre isso. Vim falar sobre Sasuke. Como está a situação dele?
-Vou fazer uma reunião em vídeo conferência com os senhores feudais amanhã á tarde para falar sobre isso. Você poderia comparecer? Vou pedir a Sai e a Shikamaru que venham também.
- Certo. Naruto, eu pedi para Sachiko renovar sua procuração, ele deve vir falar com você logo. – Ele concorda com a cabeça e ela o olha séria. – Quero férias, Naruto, estou exausta.
-Pretende ir para o País do Vento? – Ela confirma. – Sim, mas vou apenas para fazer compras para a loja, não pretendo procurar por seu amigo, não quero atrapalhar o precioso trabalho dele. – Ela fala com sarcasmo. Ele abaixa a cabeça, chateado. Tinha que tentar consertar o que tinha feito. – Ino pense bem. Não jogue sua felicidade fora assim. Você o ama e ele a ama também.
-Naruto, não quero falar sobre isso. Gaara é assunto encerrado em minha vida, não quero falar dele. Ele fez a escolha dele e eu estou fazendo a minha. – Naruto a olha preocupado e pensa um pouco.
- Ino, vou lhe conceder férias. Viajem, descanse e pense. Mas volte antes do exame chunnin, vou precisar de sua ajuda. – Ela concorda e ele a olha com carinho. – O que pretende fazer agora?
-Vou tomar providencias em relação à loja. Já encontramos uma casa, eu vou lá agora para vê-la e tomar as providências necessárias para iniciar as reformas do local. Depois pretendo passar no advogado junto com Temari e Shikamaru. Isto é, se Temari estiver melhor. Shikamaru disse que ela passou mal de manhã. - Ela se levanta. – Bem eu já vou, não quero tomar mais seu tempo. Você vai almoçar lá em casa, hoje? – Ele confirma. – Então nos vemos no almoço. Até mais tarde.
Ela sai em direção ao centro comercial da vila e logo chega a casa do avô de Tenten. A casa era grande. Ela entra e começa a andar pelos diversos cômodos. Eram oito no total. Tinha duas salas na frente, uma cozinha grande, copa e quatro quartos. Ino pensa um pouco. Ela poderia juntar as duas salas criando o espaço para colocar as vitrines. Em um dos quartos Ino poderia instalar provadores e muitos espelhos criando um espaço para as clientes provarem as roupas com conforto. Colocaria dois sofás grandes e uma mesinha baixa para servir chá. Dois quartos poderiam servir de estoque e o último quarto ela deixaria para Temari criar um espaço para o filho, assim ela poderia ficar junto do bebê quando fosse para a loja. A copa ela transformaria em um pequeno escritório e a cozinha ela usaria para as refeições e lanches. Ela vai tomando nota de tudo. O piso das salas precisaria ser trocado e ela precisaria derrubar uma das paredes. Ela ia trocar a janela do quarto onde ficariam os provadores. As pareces estavam descascando e precisavam de reboque e pintura. Ela pretendia instalar vitrines e um balcão. O resto da casa também precisava de pintura e o banheiro era muito antigo e precisaria de uma reforma completa. Ela se lembra da brincadeira que Temari tinha feito sobre ela precisar de um banheiro a prova de som em sua casa e sente lágrimas nos olhos de novo. Droga, por que aquilo tinha acontecido? Por que ele colocava o trabalho acima de tudo? Ela recorda do curto espaço de tempo em que moraram juntos na Capital do Vento. Ela nunca fora tão feliz. Adorava cuidar da casa e de Gaara. Era ótimo recebê-lo em casa todas as noites quando ele voltava do trabalho. Eles tinham sido felizes. Será que ela estava tomando a decisão correta? Deveria procurar por ele? Mas ele tinha sido tão frio em relação ao casamento deles. Ela solta um gemido de tristeza e novas lágrimas escorrem por seu rosto. Ela fecha tudo e volta para sua casa.
XXX
Ele chega á Capital no final do dia seguinte á sua partida, não parara para descansar ou comer. Ele entra no apartamento e uma saudade imensa lhe abate. Ele para olhando tudo. Ela tinha decorado o apartamento com carinho e dedicação. Tinha mandado colocar persianas em todas as janelas para proteger os olhos dele do excesso de luz. Ele solta um gemido de desânimo e se senta no sofá com a cabeça entre as mãos. Será que ele tinha feito o certo? Será que não deveria ter ficado em Konoha e tentado se acertar com ela? Ela tinha razão quando falara das coisas pelas quais tinha passado desde que eles estavam juntos. Ele tinha sido insensível e egoísta em relação ao casamento deles, mas reconhecera o erro e lhe pedira desculpas, no entanto ela não lhe dera ouvidos e o mandara embora. Ele a amava muito e sabia que não conseguiria esquecê-la. Ele se levanta e entra no quarto. Sabia que não conseguiria dormir aquela noite. Sentia falta do corpo dela enroscado ao dele quando não estavam juntos. Ele tinha esperança de que ela o procurasse logo. Faltavam dez dias para o aniversário dela e ele tinha feito tantos planos para comemorarem a data juntos. Ele abre a gaveta da mesinha de cabeceira e pega uma caixinha, pretendia lhe entregar o anel de noivado, para oficializar o compromisso entre eles. O comprara quando Ino estava em missão. Gaara sente um aperto em seu coração. Droga, por que aquilo tinha acontecido? Eles deveriam estar juntos agora, ali no apartamento. Sabia que ela estava exausta e precisava descansar e o local seria perfeito para isso. Ela toma um banho e se deita. Ia tentar dormir um pouco.
XXX
Ino estava cansada. Tinha se ocupado o dia todo. Depois que voltara para casa de manhã, ela tinha ido ao advogado com Temari e Shikamaru e passara a manhã inteira lá assinando papeis e tomando decisões sobre a loja. O advogado tinha feito o contrato de sociedade entre ela e Temari e elas escolheram o nome para a loja, Sabaku no Ai (*). Temari tinha achado lindo, lembrava o irmão dela. Ino também achava, mas não disse nada. Depois do almoço, elas conversam com o arquiteto para começarem as reformas. Temari foi até o banco de Konoha para abrir uma conta e pedir a transferência de fundos para integralizar sua parte no capital da loja. Ela tinha adorado as idéias da Ino. Shikamaru observava as duas conversando sobre a loja, elas pareciam se entender muito bem e isso o deixava tranqüilo. No final do dia, ambas estavam exaustas. Ino toma um banho e deita, mas sabia que não conseguiria dormir, sentia falta do corpo dele colado ao dela. Iria ver Gaara no dia seguinte na reunião por vídeo conferência com os senhores feudais, mas não estava preparada para isso. Sentia uma grande dor em seu coração. Assim que ajeitasse tudo iria viajar. Tinha perdido a vontade de comemorar o próprio aniversário, e também não queria participar dos preparativos do casamento da amiga. Iria passar um tempo longe de todos.
XXX
-Senhor, esta mensagem chegou ontem de Konoha. –Ele pega o pergaminho das mãos da secretária, sem olhar para ela. A mensagem era de Naruto. Ele estava solicitando uma reunião com os senhores feudais para aquela tarde, através de vídeo conferência. Gaara desconfiava que fosse para falar sobre Sasuke. Se fosse isso, Ino estaria presente. Ele sente um arrepio pelo corpo. Ele iria vê-la e falar com ela. Será que ela já estava mais calma e o havia perdoado? Talvez. Iria esperar pela reunião com ansiedade. Continua trabalhando, mas sem conseguir se concentrar direito. Olha para sua mesa, estava repleta de papéis. Ele se lembra da foto na mesa do advogado. Nunca pensara em colocar uma foto dela em sua mesa. Mas uma foto não aplacaria a saudade que sentia dela. Ele volta sua atenção para os documentos. Mas olhava para o relógio a cada cinco minutos.
XXX
Ino se dirige a sala de vídeo conferência no Prédio do Hokage, Naruto lhe mandara uma mensagem que a reunião seria ás cinco horas. Ela usava o uniforme de jounin e a bandana da Folha. Seus cabelos estavam presos. Shikamaru a acompanhava, eles entram na sala onde Naruto os esperava junto com Sai. Os monitores ainda estavam desligados.
-Ino, está preparada para falar sobre Sasuke? Com certeza os Senhores Feudais farão muitas perguntas.
-Tudo bem, Naruto. Mas não direi onde ele está até ter certeza de que ele será perdoado.
-Não se preocupe, tenho certeza de que ele será perdoado. Ele ajudou muito na missão e isso será levado em consideração. - Ele olha para os três ninjas sentados em frente aos monitores. – Muito bem, podemos começar. – Ele faz um sinal para o técnico e os monitores são ligados. Logo a imagem dos senhores feudais aparece. Ino e Gaara se encaram e ela sente um arrepio no corpo. Naruto olha para os dois, estava claro pelo jeito que eles se olhavam o quanto se amavam.
-Boa tarde a todos. Eu os chamei para tratarmos de um assunto de grande interesse. – Naruto começa a falar chamando a atenção dos quatro Daimyos. Gaara desvia o olhar de Ino com relutância e olha para o amigo.
-Do que se trata Naruto? - Ele pergunta. – Você não nos chamaria por um assunto banal.
-É claro que não, Naruto-sama jamais atrapalharia pessoas tão ocupadas e dedicadas ao trabalho, Daimio-sama. - Gaara olha irritado para Ino. Shikamaru solta um discreto suspiro, pelo jeito a reunião seria longa. – Eu sei que ele não nos chamaria se não fosse importante, Yamanaka Ino.
-Que bom, então poderemos continuar, Gaara-sama. –Naruto olha para os dois, disfarçando um sorriso. – Yamanaka, por favor, espere que sua participação seja solicitada.
-Hokage-sama, não temos a noite toda, poderia nos dizer do que se trata? – o Daimyo do Trovão fala levemente irritado.
- Trata-se de Uchiha Sasuke, Daimyo.
-Uchiha Sasuke, um nukenin da Folha? O que houve, vocês o encontraram?
-Senhor na verdade eu gostaria de fazer um pedido especial. Uchiha Sasuke nos ajudou recentemente e eu gostaria de pedir perdão por seus atos passados.
-O que? Como assim? Por quê? – O Daimyo da Água pergunta completamente surpreso. Gaara continuava olhando para Ino. Pelo jeito ela ainda estava com raiva. Muita raiva.
-Uchiha Sasuke participou do ocorrido no País do Fogo senhor. Ele esteve na missão que evitou uma guerra entre os Países do Fogo e do Vento.
-Espere Hokage Naruto, quer dizer que sabia onde Uchiha Sasuke estava durante os últimos anos? E não o capturou?
-O Hokage não tem nada a ver com isso, senhor. Eu estive protegendo e escondendo Sasuke nestes últimos três anos. – Ino declara séria.
-Tem idéia de que está atitude pode lhe trazer graves problemas, minha jovem?
-Sim, eu sei e estou pronta para assumir a responsabilidade por meus atos.
-Espere um pouco, Yamanaka. Deixe-me explicar sobre a missão que vocês realizaram. – Naruto pede, antes que a kunoichi se colocasse em confusão. – Senhores, Uchiha Sasuke esteve junto com estes três shinobis em missão durante duas semanas, eles encontraram provas importantes que impediram a guerra e permitiu a captura e prisão de um grande exército de renegados.
-Sasuke também salvou nossas vidas, Senhores. – Sai completou e Ino o olha agradecida. Gaara fica irritado ao ver aquilo. Droga, Sai a agarrara a força e ele o olha agradecida?
-Hokage Naruto, não posso concordar com seu pedido. Uchiha Sasuke é um nukenin, ele é um criminoso, não importa se ele ajudou a concluir a missão do País do Fogo. Capture-o e o prenda rapidamente.
-Negativo, ele não será preso. – Ino fala exaltada. – Eu não direi onde ele está.
- Acalme-se Yamanaka. Sasuke não será preso. Ele ajudou na conclusão da missão. – Gaara fala olhando para Ino. Ele respira fundo. – Senhores, foi graças aos shinobis da Folha que uma guerra foi evitada. Vamos conversar com calma, ou ficaremos a noite roda aqui.
- Com certeza o Daimyo do Vento está com pressa para concluir esta reunião. Trabalho atrasado, Senhor? –Ino pergunta mordaz.
-Não , Yamanaka, meu trabalho está em dia. Eu só estou tentando ajudar. Prometi a Sasuke que ele teria meu apoio.
-Daimyo-sama, também está envolvido nesta mentira?
-Eu participei da missão, também e pude ver que Sasuke está arrependido de tudo que fez. Ele está cego e doente. Não tem muito tempo de vida. Ele está casado com um membro do clã Yamanaka e tem um filho. Se for preso morrerá longe da família. – Gaara concluí sem desviar os olhos de Ino. Ele percebe que ela ainda está zangada com ele.
-O que sabe sobre o clã Yamanaka de Konoha, Senhor? –Ino pergunta á Gaara com calma, ele se surpreende, ela o estava tratando com sarcasmo desde o inicio da reunião. Como ele não responde, Ino se volta aos demais. – Eu era a líder do clã até poucos dias atrás, quando eu e meus companheiros de equipe simulamos a própria morte. Quando alguém se casa com um membro de meu clã se torna um membro também , não importa quem seja ou de onde seja. É por isso que meu clã é tão numeroso. O líder é responsável pela vida e necessidades dos membros. Eu sempre procurei cuidar dos membros de meu clã, Sasuke é um Yamanaka assim como seu filho e ambos contam com minha proteção. – Ela se volta para os demais senhores feudais. – Eu sou responsável por Uchiha Sasuke, não o entregarei e nem permitirei que ele seja preso. Não importa o que aconteça comigo, os senhores não o punirão.
Gaara olhava para ela preocupado. Se Ino continuasse desafiando os Daimyos com certeza receberia ordem de prisão.
-Yamanaka Ino pode nos dizer qual foi a participação do Uchiha na missão? – O Daimyo da Terra pergunta com calma e gentileza. Ino lhe dirigisse um pequeno sorriso. – Ele vigiava o acampamento, lutou ao nosso lado e salvou nossas vidas quando fomos atacados por quinze ninjas renegados. Estávamos em número bem menor durante o ataque e sem ele com certeza teríamos morrido. Ele também ajudou o Capitão Sai nos trabalhos de rastreio, sendo que ele foi o responsável pela captura de um dos nossos alvos.
-Quer me convencer que ele conseguiu fazer tudo isso sendo cego? Por favor, Yamanaka Ino, quer mesmo que eu acredite nisso? – O Daimyo do Trovão pergunta incrédulo.
-O Senhor fala assim por que não é um shinobi. Nós utilizamos os cinco sentidos de forma intensa. Sasuke está cego, porém manipula o chákra com a mesma eficiência de antes. Através do olfato, da audição e do tato, ele conseguiu realizar tudo o que eu narrei aos senhores. Se duvidarem de minhas palavras, perguntem ao Daimyo do Vento, ele é um dos shinobis mais fortes e poderosos do mundo ninja e pode confirmar o que eu disse.
Gaara olha para ela a agradecido pelas suas palavras. Pelo jeito ela ainda o admirava. – Obrigado pelo elogio, Yamanaka. – Ele olha para o monitor aonde aparecia à imagem do Daimyo do Trovão. – Yamanaka Ino tem razão, um shinobi precisa desenvolver todos os seus sentidos para poder trabalhar. O fato de se cego não prejudicou em nada o desempenho do Uchiha, como eu mesmo pude observar.
-Se nós o perdoarmos o que acontecerá com ele? Como podemos ter certeza de que ele não voltará a nos trair?
-Tem minha palavra, senhores, de que Uchiha Sasuke não fará nada que possa prejudicar o mundo ninja novamente. – Naruto fala sério. Os senhores feudais olham para o rosto do Hokage. Todos ali admiravam a força e a grandeza daquele jovem.
- E ele voltará a morar em Konoha? Ele perdeu o direito sobre seus bens e o Distrito Uchiha foi vendido.
-Eu comprei o Distrito Uchiha há três anos e pretendo devolvê-lo a Sasuke se ele for perdoado. Meu advogado já está tratando da transferência das propriedades. – O Daimyo da Água a olha surpreso. Não imagina que alguém tão jovem tivesse dinheiro suficiente para comprar aquele lugar. Gaara se irrita ao ouvi-la falar do advogado. – Espero que seu advogado a tenha alertado sobre o valor daquele lugar, Yamanaka. – O Daimyo da Água lhe fala.
-Sim, ele fez isso, porém aquelas propriedades não me pertencem, portanto não posso ficar com elas. Além disso tenho dinheiro e bens suficientes ao meu sustento. – Ela responde séria.
-E o que Uchiha Sasuke faria? Ele voltaria a trabalhar?
-Pretendo admitir Sasuke na ANBU, ele demonstrou ter condições e capacidade para se tornar um ninja especial. – Ino olha surpresa para Sai e lhe dirige um sorriso de gratidão. Sabia que Sasuke ficaria muito feliz se pudesse voltar a trabalhar.
- Yamanaka Ino, você nos disse que Uchiha Sasuke está doente e não tem muito tempo de vida. Pode nos dizer o que ele tem?
- Ele fez muito uso do Mangekyo Sharingan o que lhe causou cegueira e uma doença degenerativa em seu sistema nervoso. Talvez ele possa se recuperar, mas não tenho certeza disso, pois não sou médica. Gostaria que ele fosse examinado por Tsunade-sama.
Os Daimyos da Água, da Terra e do Trovão trocam olhares pelos monitores. Gaara ainda observava Ino. Ela estava linda, mas parecia tão triste. Tinha certeza de que ela sentia sua falta, assim como ele sentia falta dela. Ino cruza seu olhar com o dele. Eles se olham durante um longo tempo, o que chamou a atenção do Daimyo da Terra. – Yamanaka Ino, Onoki-sama me fez altos elogios sobre você. – Ela fica surpresa, não esperava que Onoki tivesse falado dela para o Senhor Feudal da Terra. – Você conquistou a confiança e o respeito dele. Isso me faz acreditar que seja uma pessoa responsável e ponderada.
-Obrigada senhor.
-Soube que é filha de Yamanaka Inoichi, ex-líder do clã Yamanaka. Ele morreu em missão, correto? – O Daimyo do Trovão pergunta. Uma grande tristeza invade Ino, seu pai tinha morrido há quatro anos e ela sentia muita falta dele. Ela sente os olhos úmidos. Gaara observava as reações de Ino, nunca havia lhe perguntado sobre o pai dela. Ele sabia que Inoichi tinha morrido em missão.
-Sim, meu pai morreu durante uma missão. Ele e os companheiros de equipe foram emboscados e assassinados por ninjas renegados. Apenas um deles escapou com vida, Akimichi Chouza, mas muito ferido, vindo a falecer dias depois em nossa vila. – Shikamaru também fica triste, o pai dele e de Ino morreram juntos. E o pai de Chouji morreu logo depois. Ele coloca a mão sobre o ombro da amiga e aperta com carinho. – Por que pergunta senhor?
-Eu fico pensando o que ele diria ao ver a filha protegendo um nukenin. – Ino olha com ódio para o outro. – Desde que nasci, fui treinada para assumir a liderança de meu clã. Meu pai me treinou desde que eu tinha três anos de idade. Foi ele quem me ensinou todos os jutsus de meu clã e juntos nós desenvolvemos novos jutsus. Aprendi com ele que nunca devemos abandonar um amigo e que às vezes as pessoas fazem escolhas erradas, mas sempre há tempo para o arrependimento e o perdão. Tenho certeza de que meu pai entenderia minhas atitudes.
-E com certeza concordaria com elas. Inoichi-sama ficaria ao lado da filha e a apoiaria sem dúvida alguma. – Shikamaru se manifesta pela primeira vez. – O Quarto Hokage deixou uma grande lição para as gerações futuras. Um ninja que quebra as regras é lixo, mas aquele que abandona seus amigos é pior do que lixo. Inoichi-sama jamais abandonou um amigo, foi tentando salvar meu pai que ele morreu. Ambos eram grandes amigos e morreram juntos. –Ino olha para Shikamaru segurando as lágrimas, aquilo ainda doía nos dois. Naruto também estava emocionado em ouvir as palavras de seu pai ditas por Shikamaru.
-Muito bem, mais alguma pergunta? – Gaara resolve mudar de assunto, sentia uma grande raiva do Daimyo do Trovão por ter deixado Ino e Shikamaru tão tristes.
Os outros Daimyos se olham e negam com a cabeça, Ino e Shikamaru ainda estavam muito emocionados e tentavam se controlar a muito custo. Naruto percebe. – Bem acho que não precisamos mais da presença de vocês. Sai, Ino e Shikamaru podem se retirar e aguardar na sala ao lado pela decisão dos Senhores Feudais. – Eles olham agradecidos e se retiram. Logo que chegam a outra sala, Ino e Shikamaru se abraçam e choram juntos. Ainda era difícil falar sobre a morte dos pais deles.
-Muito bem senhores, podemos decidir então?
-Eu sou a favor de perdoar Uchiha Sasuke. – O Daimyo da Terra foi o primeiro a se manifestar. – Se Onoki confia nessa menina é porque ela é uma kunoichi que merece minha total credibilidade. – Gaara sorri levemente. Ino ficaria contente ao ouvir isso.
-Eu também sou a favor. Imagino que se o Daimyo do Fogo anexasse o território do País do Vento, com certeza tentaria invadir os outros países também. Esses jovens são grandes heróis e o Hokage deve sentir um grande orgulho de tê-los a seu serviço. – Naruto sorri e confirma com a cabeça.
-Eu sou contra, mas como serei minoria, sei que Uchiha Sasuke será perdoado. Só quero deixar claro que ele não tem permissão para entrar em meu país e que aqui ele ainda será considerado um traidor. E quero deixar claro que você será totalmente responsável pelas atitudes dele, Hokage-sama. – O Daimyo do Trovão fala, irritando os demais.
-Você sabe que sou a favor, Naruto. E deixo claro que eu pessoalmente também assumirei a responsabilidade pelos atos de Uchiha Sasuke. – Naruto se surpreende com a atitude de Gaara, mas entendia que ele estava fazendo aquilo por causa de Ino.
-Então a partir desta data, Uchiha Sasuke recebe total perdão por todos os seus atos e será reintegrado a sociedade como um cidadão de Konoha. Obrigado por seu tempo senhores. – Naruto se despede e os monitores são desligados, restando apenas o de Gaara. Naruto o olha a espera do que o amigo tem a dizer.
-Ela ficou arrasada com o que o Daimyo do Trovão disse.
-Ficou mesmo, para ela e Shikamaru é muito difícil falar sobre isso. Eles não estavam em Konoha quando tudo aconteceu. Eu e Neji fomos atrás do time deles para contar-lhes o que tinha acontecido. A ANBU chegou trazendo os corpos dos dois e Chouza gravemente ferido. Ele morreu antes do filho chegar aqui. – Gaara olha para Naruto triste. Gostaria de poder consolar Ino. Naruto levanta o olhar e encara o amigo. –Sabia que seu irmão os ajudou a pegar os ninjas que fizeram isso?
Gaara o olha surpreso e nega com a cabeça, Naruto solta um suspiro e começa a falar. – Ele veio para o funeral te representando. Logos após o enterro Kankuro, Shikamaru, Ino e Chouji saíram á caça dos assassinos, eles voltaram três dias depois com os corpos dos cinco homens que participaram do crime.
-Eu lembro que quando recebi a mensagem sobre a morte de Inoichi, Kankuro me pediu para ir ao funeral no meu lugar, como eu estava muito ocupado aceitei. Agora vejo que ele fez isso para poder estar ao lado de Ino.
-Sim, ambos são grandes amigos. – Naruto olha para o amigo. - Gaara eu sinto muito mesmo por ter causado a separação de vocês. Sei que Ino o ama.
-Você não teve culpa, Naruto. Eu agi errado, pedi desculpas, porém Ino ficou muito magoada e não quis me ouvir. Ela falou algo a respeito? Disse se pretende vir ao País do Vento?
-Ela me disse que pretende ir até aí para fazer compras para a loja que ela e Temari estão abrindo, mas que não pretende procurá-lo para não atrapalhar seu trabalho.
Gaara se irrita o ouvir aquilo. Ino continuava achando que ele considerava o trabalho mais importante que ela. – Certo Naruto, vou desligar agora.
-Algum recado para ela?
-Diga que eu vou ficar esperando. – Eles se despedem e Gaara desliga o monitor. Naruto entra na sala onde os três estavam aguardando.
-Então Naruto, qual foi a decisão?
-Por três votos a um, Sasuke obteve total perdão e pode voltar a morar em Konoha como um cidadão livre. – Ele conta o que tinha acontecido após a saída deles. - Mas, Ino você sabe que não será fácil para ele. Com certeza terá que conviver com o preconceito dos outros por muito tempo. Muitas pessoas ficaram com raiva e não o perdoarão com facilidade.
-Ele terá apoio dos amigos, Naruto e estará trabalhando, com o tempo ele reconquistará o respeito de todos. – Ino responde séria. – Certo, Ino poderia me dar alguns minutos?
Ela concorda e os outros saem da sala. Ino olha para Naruto a espera.
- Gaara pediu para lhe dizer que ficará esperando. – Ela abaixa a cabeça. – Pense bem Ino, ele a ama, e tenho certeza de que serão felizes juntos.
-Naruto, eu não quero falar disso. Se ele realmente se importasse comigo e com nosso casamento não teria tomado a atitude que tomou. É só isso? – Ele confirma e Ino se retira. Estava chateada e confusa. Não sabia se estava tomando a decisão certa. Todos a aconselhavam a procurar por Gaara e acertar as coisas, mas ela ainda não tinha certeza se devia perdoá-lo. Ela se dirige a sua casa, no dia seguinte procuraria Sasuke e lhe daria a noticia.
XXX
-Ele é lindo Akeme. Muito fofo, parece o Sasuke quando era pequeno. –Ino exclama com o bebê de quatro meses no colo. O menino tinha olhos e cabelos bem pretos e a pele clara. Era muito parecido com o pai. Sasuke a ouvia orgulhoso, nunca tinha visto o rosto do filho, mas sua esposa sempre dizia que era parecido com ele. Ino olha para o amigo, já tinha lhe contado a decisão dos Daimyos e tanto ele quanto Akeme estavam muito felizes. Ambos não viam a hora de voltarem para Konoha. Ino volta a olhar para o bebê que dormia tranqüilo.
-Pronto para ver seu filho, Sasuke? – Ela pergunta com um sorriso, Sasuke sorri feliz. – Com certeza Ino.
- Então prepare-se. – Ela devolve a criança para a mãe e colocando a mão sobre a cabeça de Sasuke, Ino invoca a imagem do menino em sua mente e depois projeta a imagem na mente do pai. Ela fica alguns minutos fazendo isso e depois quando abre os olhos vê que Sasuke estava profundamente emocionado. Fora assim que ele vira a imagem da esposa, através de Ino. Sasuke fica em silêncio por vários minutos e Ino fica aguardando, depois ele solta um suspiro e sorri. – Vocês estão erradas, eu nunca fui tão lindo quanto Akihiko. – As duas riem. – Muito bem quando pretendem mudar? A casa ficará pronta e a disposição de vocês em uma semana. Eu mandei pintar e limpar e o jardim está lindo. E o meu advogado já deixou a documentação referente a transferência dos imóveis pronta para assinar. Depois disso o Distrito retornará a você como de direito.
-Ino, não sei como agradecer tudo o que fez por mim e por minha família. – Sasuke fala sério
-Eu sei como. Volte a Konoha e reconquiste o lugar que é seu por direito. Naruto disse que você enfrentará preconceito e eu concordo com ele. Mas também sei que você e forte e conseguirá superar todas as dificuldades que surgirem. E sempre conte o clã Yamanaka, nós sempre estaremos do seu lado e de sua família. E eu já falei com Tsunade, ela irá te examinar assim que você chegar a Konoha.
-Mais uma vez obrigado Ino. Seria bom ter mais tempo com minha família.
-Não sei se terá tanto tempo assim, afinal fará parte da ANBU de agora em diante e eles estão sempre saindo em missão. – Sasuke dá um enorme sorriso, não esperava que Sai o chamasse para a ANBU, mas estava muito agradecido ao amigo. Ino fica mais algumas horas com o casal e parte no final do dia de volta para Konoha. Aquele assunto estava resolvido. Agora era decidir o que fazer com o seu futuro.
XXX
Ela acorda e fica pensando durante um tempo. Não queria ficar em Konoha, seria muito desagradável ficar explicando o que acontecera entre ela e Gaara e não agüentava mais ouvir que deveria procurar por ele. Mas também não queria viajar sozinha. Estava acostumada a viajar com os amigos, principalmente Kankuro. Ela toma uma decisão. Iria para Suna e ficaria com o amigo. Sabia que ele não a ficaria pressionando. Não diria a ninguém para onde ia. Ela levanta toma uma ducha e prepara sua mochila. Ia levar poucas coisas, pois deixará muitas roupas em Suna. Tinha certeza de que não corria perigo de Gaara aparecer por lá, ele não deixaria seu trabalho para visitar o irmão. Pelo menos não sem avisar. Ela sai do quarto carregando a mochila e entra na cozinha. Temari estava lá, tomando chá.
-Olá, Loira, bom dia. Nossa você está horrível. – Temari fala para Ino. – Você também não está com uma cara muito boa. Passou mal de novo?
-Nem me lembre, me sinto um lixo. Não sei se vou sobreviver. Pode ter certeza Ino que depois da primeira gravidez você vai desistir de ter mais filhos.
-Não penso em ter filhos Temari. Não mais. – Ela se serve de uma xícara de chá, enquanto a amiga a olha triste. –Ino, você devia pensar melhor. Meu irmão te ama e esta arrependido do que fez. Ele já te pediu desculpas e pode ter certeza que isso não é muito comum para ele.
-Temari, eu cansei de desculpar seu irmão e ele sempre cometer o mesmo erro. Ele coloca o trabalho acima de tudo.
-Lembra do que eu te disse quando vocês se conheceram? Que ele era formal e sério e não entendia de diversão? Em pouco tempo você o mudou. Ele se tornou mais alegre, sorridente e relaxado.
-Bem, não me interessa mais o que Sabaku no Gaara se tornou. Ele não significa mais nada para mim. – Ela termina de tomar o chá e se levanta. – Temari, vou viajar. Sachiko disse que a documentação referente a abertura da loja ficará pronta em trinta dias. As reformas devem levar mais ou menos o mesmo tempo. Então eu vou aproveitar esse período e descansar um pouco. Estou indo para a praia. Gostaria que você e Shikamaru ficassem aqui em casa. – A outra concorda e Ino se despede dela com um beijo, pondo-se a caminho em seguida. Não avisaria o amigo, tinha certeza de que Sabaku a receberia. Passaria no gabinete de Naruto antes de partir. Ela chega ao Prédio do Hokage e sobe até a sala dele, bate e entra em seguida.
-Olá, bom dia Naruto.
-Bom dia Ino. – Ele repara na mochila no chão ao lado da jovem. – Vai viajar?
Ele confirma com a cabeça. - Vim te avisar que falei com Sasuke, ele e a família deverão mudar em breve, mas como não estarei aqui gostaria que você os ajudasse a se instalarem. – Naruto concorda. – Então resolveu seguir meu conselho e procurar por Gaara?
-Negativo Naruto, não quero ver seu amigo, vou para praia e volto em trinta dias. Naruto, nos vemos quando eu voltar. Estarei aqui para ajudá-lo com o exame chunnin.
-Será ótimo Ino, tudo indica que já teremos um novo Senhor Feudal do Fogo antes do exame chunnin. A reunião para escolha já foi marcada.
-Certo, adeus então. – Ela fala, já saindo da sala.
Naruto fica olhando a amiga partir, talvez ficar uns dias sozinha a ajudasse a tomar a atitude correta.
Ino toma a direção do portão principal e sai pegando o caminho para o País do Vento. Ela ia avançando entre as árvores, lembrava da vez que pegara aquele caminho junto com Gaara, logo após se conhecerem, ele tinha sido insuportável naquela viagem, principalmente depois que descobrira que ela era a loira que ele tinha conhecido na festa de aniversário do Kiba. Após cinco horas ela senta á sombra de algumas árvores e aproveita para se alimentar e descansar. Ela fica sentada durante um longo tempo. Não tinha pressa podia ir devagar, estava em férias não em missão e podia parar para pensar sobre o que fazer, o problema era que ela não sabia o que fazer. Depois de uma hora ela levanta e volta ao caminho. Ela continua correndo até começar a escurecer, procura um lugar entre as pedras, no mesmo local onde ela e Gaara tinham passado a primeira noite. Ela se ajeita e deita olhando as estrelas. A noite estava bonita, mas não era tão bonita quanto as noites no País do Vento. Uma saudade imensa lhe aperta o coração. Droga, sentia falta do ex-namorado. Queria beijá-lo e fazer amor com ele. Lembra-se dos lugares onde os dois já tinham feito amor e sorri, no box do banheiro da casa dele e da dela, no gabinete dele em Suna e também na Capital, no deserto e na piscina da casa dela. Gaara era um amante maravilhoso e muito carinhoso. Céus, como sentia falta dele. Pensando no ex-namorado, ela dorme algumas horas, acordando ao amanhecer e retomando a viagem. Continua assim pelos próximos dois dias e logo está chegando á Vila de Suna.
XXX
-Kazekage-sama, uma ninja de Konoha chegou á Suna e quer vê-lo. – Ele olha para a secretária e concorda com a cabeça. Para sua surpresa Ino entra em sua sala. – Ino o que faz aqui? Onde está meu irmão? Está tudo bem?
- Eu estou em férias e vim passar uns dias com você, se não se importar é claro. Quanto ao seu irmão, eu acho que ele deve estar na capital trabalhando é o que ele mais gosta de fazer.
Kankuro a olha sem entender, Ino se aproxima e o abraça, encostando a cabeça em seu peito e começando a chorar, ele a abraça, pelo que tinha entendido, Ino e Gaara tinham brigado. Ele espera que ela se acalme e lhe conte o que aconteceu. Ele a ouve em silêncio, ainda a abraçando. Tinha uma reunião para dali meia hora, mas a amiga precisava dele. Depois que ela para de falar ele a olha com carinho.
– Meu irmão foi um idiota, mas tenho certeza de que ele já deve estar arrependido. Ele te ama. Mas não vamos falar sobre isso. Fique aqui, descanse, relaxe e decida sobre o que quer fazer. Eu tenho uma reunião daqui alguns minutos. Por que você não vai para minha casa? Sakura está lá. Tome um banho e coma algo, daqui umas duas horas eu estarei lá. - Ela sorri e beija o amigo, sabia que ele e Sakura não iriam pressioná-la. – Obrigada, Sabaku, você é um amigo maravilhoso. Eu vou fazer o que você me falou, até mais tarde. – Ela sai de lá mais leve por ter desabafado. Como ela previra, ele não lhe falara para ir atrás de Gaara. Ela vai para a casa dele. Algumas pessoas a reconhecem na rua e a olham curiosas. Com certeza estavam surpresas por ela estar lá sem Gaara. Mas com o tempo todos se acostumariam a vê-la sozinha. E ela também se acostumaria a estar sozinha.
XXX
Gaara estava sentado em seu gabinete. Já era tarde, mas ele não tinha vontade de voltar para casa. Sentia uma falta imensa da namorada. Precisava dela ao seu lado. Fazia uma semana que tinha voltado para a Capital. O aniversário dela seria dali dois dias, e ele tinha planejado passar aquele dia com ela. Ele estava se sentindo muito só ali. Pensa um pouco, não gostaria de estar sozinho no aniversário de Ino. Podia imaginar que ela faria uma festa em sua casa, como tinha dito a Hisashi. Ele levanta da cadeira e anda um pouco pela sala. Seu trabalho estava em dia. Ele decide ir para Suna, fazer uma visita ao irmão. Sentia falta da companhia dele e de Temari. Ele sai da sala e tranca tudo, indo para seu apartamento em seguida. Deixaria suas coisas prontas para a viagem e partiria no dia seguinte logo pela manhã.
XXX
Ele chega a Suna bem tarde. Não tinha feito muitas paradas. Não sabia por que, mas sentia uma grande urgência em chegar á sua Vila. Ele chega ao portão e olha em volta, logo um ninja se aproxima para recebê-lo. Ele anda em direção a sua casa. Abrindo a porta ele vê que está tudo escuro e silencioso. Ele entra sem fazer barulho, iria subir e tomar um banho. Ele chega ao seu quarto, acende a luz e se assusta ao ver que uma massa de cabelos loiros estava espalhada na sua cama. Ele apaga a luz em seguida não queria incomodar o sono dela. Ele se aproxima e vê o rosto dela sobre o travesseiro. Seria possível que ela estivesse ali? Mas como? Pensara que ela estava em Konoha e ela ali em Suna. Ele fica um tempo olhando-a, sentindo um grande desejo. Depois de um longo tempo admirando-a, ele entra no banheiro e toma um longo banho. Não tinha idéia do que Ino fazia ali, mas sentia-se feliz em vê-la em sua cama.
XXX
Ino acorda com o barulho do chuveiro. Senta na cama confusa. Quem estaria ali? Kankuro e Sakura deviam estar dormindo. Ela se levanta e pega sua bolsa de armas ninjas, achava estranho que um ninja inimigo entrasse na casa dos irmãos Sabaku para tomar banho no quarto de Gaara. De repente uma idéia louca lhe passou pela cabeça. Quem mais além de Gaara tomaria banho ali? Ela ri de si mesma. Gaara estava a quilômetros de distância, na Capital do Vento. O barulho de água cessa e Ino se posiciona junto à porta do banheiro, com uma kunai na mão. Ela podia ver o movimento no banheiro através da sombra por baixo da porta. Ela escuta o barulho do trinco e fica atenta, assim que a pessoa sai, ela a ataca com a kunai, mas é jogada longe por uma porção de areia. Ela cai no chão com um grito e a luz se acende.
-Você está bem? – Gaara pergunta preocupado. Ino se senta no chão com um gemido. Tinha batido a perna com violência. – O que você está fazendo aqui?
-Esta é minha casa e este é o meu quarto. Por que você está aqui?
Ela tenta levantar, mas não consegue se apoiar na perna e volta a cair com um grito de dor. A porta do quarto se escancara e Gaara mal tem tempo de se enrolar na toalha, antes de Sakura e Kankuro entrarem. – Gaara, o que você faz aqui? O que aconteceu?
Sakura se aproxima de Ino. – Está tudo bem, Loira?
-Minha perna. – Ino fala ofegante. – Acho que está quebrada. – Gaara e Kankuro a olham assustados. Sakura examina a perna dela e confirma com a cabeça. –Tem razão Ino, está quebrada. Vou buscar minhas coisas. Tente não mexê-la, está bem? – Kankuro olha para o irmão e sai, deixando o casal a sós. Gaara veste um roupão e se abaixa perto dela. A expressão dela era de dor e ele desiste do que ia falar. Sakura volta e se abaixa ao lado de Gaara. Ela ergue a camisola de Ino para cima do meio das coxas e começa a aplicar um ninjutsu. Ela geme de dor e Gaara a abraça apoiando as costas dela em seu peito. Kankuro volta ao quarto e observa o que a namorada estava fazendo. – Ino vou lhe aplicar um sedativo e não adianta reclamar. Você vai sentir muita dor nesta perna. – Sakura prepara a seringa e aplica o sedativo em Ino, depois se vira para o namorado. – Kankuro, precisamos levá-la ao hospital para que ela seja imobilizada. – Ino solta um gemido de desânimo e Gaara acaricia os cabelos dela. Droga, ela tinha se ferido novamente por culpa dele. Ela percebe o que ele está pensando e lhe dirige um sorriso. – Não foi sua culpa, eu devia ter pensando melhor antes de tentar atacar quem estava no banheiro.
-Podem me contar o que aconteceu aqui? – Kankuro pergunta e Gaara explica, sem desviar os olhos do rosto de Ino. Depois de ouvir o irmão Kankuro o olha. – E o que você está fazendo aqui?
-Vim visitá-lo. – Ele ainda olhava para Ino.
- Fico feliz que esteja aqui. Ino eu vou te levar ao hospital. – Ele se abaixa para pegá-la no colo, mas Gaara segura seu braço. – Pode deixar, eu levo minha namorada. – Ele pega Ino no colo e a coloca na cama. Ino sente muita dor, mas não diz nada. Estava muito feliz em ouvi-lo chamando-a de namorada. Gaara olha para o irmão e a namorada dele. – Se vocês me derem licença, vou me vestir.
-Tudo bem, mas eu vou junto, Gaara. – Kankuro fala. Ele podia perceber que os dois estavam bem. Tinham encontrado um jeito estranho de se reconciliarem. – Eu também vou, preciso explicar para o médico o que eu fiz até agora. – Sakura fala e sai seguida de Kankuro. Gaara se veste rapidamente e olha para Ino. – Você quer que eu te ajude a se vestir, ou vai de camisola mesmo?
-Eu quero colocar outra roupa. Deve estar frio lá fora. – Ele concorda e pega uma roupa quente e confortável para ela. Eles se olham. – Me desculpe, não queria feri-la, quando cheguei ao quarto você dormia tão bem que eu não quis acordá-la, pretendia tomar um banho e ir dormir no quarto de hospedes. Não imaginei que fosse despertá-la.
-Sou eu quem lhe deve desculpas, errei em me apossar de seu quarto, mas minhas coisas estavam todas aqui e eu achava que você não fosse aparecer tão já.
- Não precisa se desculpar. Este quarto é seu também, você sabe disso. – Ele toca o rosto dela com carinho. -Eu vou ajudá-la a se vestir. –Ino sente o toque suave e delicado dele, mas quando Gaara toca sua perna ela solta um gemido de dor. – Acho melhor você vestir um agasalho por cima da camisola. - Ela o olha e concorda.
Depois ele a pega no colo com gentileza e a levanta, sorrindo em seguida. – Acho que você gosta de ser carregada por mim. – Ino encosta a cabeça no peito dele e eles saem do quarto em direção as escadas. Kankuro e Sakura já os esperavam lá embaixo.
Eles chegam rapidamente ao hospital e Ino é atendida logo, afinal ela estava acompanhada pelo Daimyo e pelo Kazekage. Gaara a coloca na maca deitada e espera o médico examiná-la. Ela faz uma careta de dor, mas não reclama nenhuma vez. Gaara aproxima a boca do ouvido dela. – Se você se comportar eu te compro um doce. – Ela sorri, mesmo com dor. – Eu quero pelo menos três. – Ele concorda e beija o pescoço dela de leve. Não sabia se aquilo era uma reconciliação ou apenas uma trégua, mas estava feliz. Mas muito preocupado com a perna dela. – Está quebrada mesmo. Uma fratura bem feia. Como conseguiu fazer isso, minha jovem?
-Eu ataquei o Daimyo e a areia dele o defendeu me atirando longe. – Ela explicou olhando firme para o médico. Sakura se aproxima e explica ao médico o que tinha feito na perna da amiga. –Será preciso imobilizar a perna por pelo menos quinze dias. Você deverá usar muletas e cadeira de rodas para se locomover. – Ino concorda, não tinha opção mesmo. – Vou buscar o material. – O médico sai e Sakura também. Gaara olha para Ino. – Está doendo muito?
-Sim. – Ela fala olhando para ele, sabia que ele se sentia culpado e estica a mão acariciando o rosto dele. Gaara beija a palma da mão dela, com carinho e amor. – Eu te amo Ino.
-Eu também te amo. – Ela fala com lágrimas nos olhos. Não importava o que tinha acontecido, eles estavam juntos novamente. O médico retorna com o material e um enfermeiro para auxiliar. Ele pede que Ino se sente e estique a perna para fora da maca. Gaara a ajuda a se acomodar encostada nele. O médico então começa a imobilizá-la. Ino fecha os olhos sentia um pouco de sono, por causa do sedativo. Logo o médico termina e Ino abre os olhos, sonolenta. – Você sentirá dor nos dois primeiros dias, vou lhe prescrever um analgésico e antiinflamatório injetáveis. Você deverá voltar daqui quinze dias para remoção do aparelho de gesso. Se a dor persistir, mande me chamar. Eu irei à casa do Kazekage para vê-la. – Ele termina de falar e Gaara a pega no colo colocando-a em uma cadeira de rodas que o hospital tinha cedido para Ino. Eles se encontram com Kankuro e Sakura do lado de fora da sala e juntos voltam para casa.
Gaara a leva para o quarto e a coloca deitada na cama, ajudando-a a se acomodar. Ele a cobre e a beija. – Vai me contar uma história também? –Ele se deita ao seu lado e beija seu rosto suavemente. – Ino, me desculpe se dei a impressão de que nosso casamento não é importante para mim. Tudo que mais quero é casar com você e viver ao seu lado, pelo resto de minha vida. – Ela encosta-se a ele e o beija com carinho. – Me desculpe também, eu exagerei. Eu te amo e não devia ter ficado tão irritada.
-Você estava exausta. Eu e Naruto exigimos demais de você. – Ele puxa de encontro ao peito. – Me perdoa? – Ela confirma com a cabeça, ainda abraçada a ele. – E vai se casar comigo? - Ela se afasta dele e o olha séria. – Sim, eu vou me casar com você. Quero viver ao seu lado, não importa onde esteja, mas tenho medo de que você me deixe muito só. - Ele a olha, então Shikamaru tinha razão, Ino tinha medo de que ele se dedicasse demais ao trabalho e acabasse deixando-a muito tempo sozinha. Ele a beija demoradamente. – Eu jamais farei isso. Foi um grande erro querer transformar nosso casamento em uma reunião política. Vamos deixar que Naruto e Kankuro resolvam a situação com Onoki. Nós vamos nos casar e sair em lua de mel. – Eles se beijam e Ino se acomoda com as costas coladas ao peito dele. Gaara acariciava os ombros dela, logo ambos dormem felizes.
XXX
-Não sei como eu vou fazer quando você for embora Sakura. – Ino estava no banheiro junto com a amiga. Sakura a ajudava a tomar banho sem molhar a perna que estava imobilizada.
-Falarei com Kankuro e direi para mandar uma mensagem a Naruto contanto o que aconteceu e pedindo que me deixe ficar aqui enquanto você estiver assim.
-Seria ótimo. Gaara irá embora amanhã e seria constrangedor se Sabaku tivesse que me dar banho.
-Até parece que eu e Gaara iríamos deixar isso acontecer. – Ambas começam a rir. Elas terminam a e Sakura a ajuda a se vestir e deitar novamente. – Agora eu vou buscar seu café. Não saia daqui.
-Engraçadinha. – Ino se encosta e fica esperando por Sakura. Tinha dormido muito mal na noite anterior. Fora difícil encontra uma posição confortável e nem ela e nem Gaara dormiram bem. Ela tinha dito a ele para ir dormir no quarto de hóspedes, mas ele lhe respondera que estava cansado de dormir sozinho. A porta se abre e ele entra trazendo uma bandeja com uma rosa junto com o café. – Bom dia e feliz aniversário. – Ele coloca a bandeja sobre a mesinha de cabeceira e lhe dá um beijo, estendendo a rosa. – Como se sente?
-Péssima, foi a pior noite da minha vida. Já dormi em lugares piores que tocas de ratos, mas nunca passei uma noite tão difícil quanto esta. E você, como está?
-Com sono, mas muito feliz. –Ele a ajuda a se acomodar com a bandeja no colo e depois se senta na cama ao seu lado. – Fez planos para hoje?
- Claro, vou querer sair e dançar a noite inteira. – Eles riem, Ino come enquanto ele a observa. Parecia um sonho que estivessem juntos de novo. – A perna está doendo?
- Um pouco, mas Sakura já me aplicou a injeção. – Ele acaricia os cabelos dela. – Sakura falou comigo e com Kankuro e eu achei ótimo que ela fique aqui para te ajudar. Estava pensando em contratar uma enfermeira, mas prefiro que ela fique com você.
Ela concorda e depois sorri. – Naruto vai ficar furioso, ele pensa que eu estou na praia. – Ele a olha sem entender. – Por que você não disse que vinha para cá?
-Não queria ele lhe dissesse que eu estava aqui. Eu queria pensar um pouco, mas não queria ficar só e como seu irmão agora é o Kazekage não podia simplesmente mandar uma mensagem convidando-o para viajar como estávamos acostumados, então decide vir para cá.
Ela termina o café e ele tira a bandeja, abraçando-a em seguida. – Seu presente ficou no nosso apartamento.
Ela o olha com carinho. – Ver você e estarmos juntos novamente foi o melhor presente que eu podia ganhar. – Eles se beijam e Gaara empurra Ino de encontro ao colchão, acariciando as curvas do corpo dela com desejo. Sua mão toca no gesso e ele a olha. - Acho que teremos que esperar alguns dias para uma comemoração mais intima. – Ela sorri e o beija. A porta abre e Kankuro entra. – Bom dia, feliz aniversário. – Gaara o olha irritado. – Não sabe bater na porta?
-Para que? Eu tinha certeza de que vocês estavam vestidos. Achei que seria muito difícil fazer amor com a perna engessada. – Ino ri enquanto Gaara olha zangado para o irmão. Kankuro se aproxima e beija Ino de leve nos lábios.
- Isto é para você. – Kankuro entrega uma caixa pequena para Ino. – Espero que goste. – Ino lhe sorri e abre a caixa, encontrando um lindo par de brincos de brilhante em formato de estrelas. – Sabaku, são lindos. Adorei, obrigada.
- O que vocês estão planejando para hoje? – Ino olha para a perna, desanimada. – O máximo que eu posso fazer é descer e sentar na sala.
Gaara olha para ela pensativo. – Que tal jantarmos fora? Nós quatro. Você pode ir na cadeira de rodas, a menos que se sinta constrangida com isso.
Ela pensa um pouco, não queria passar seu aniversário em casa, sem comemorar com o namorado e os amigos.
-Tudo bem, será um pouco constrangedor, mas eu vou assim mesmo. – Eles sorriem. – Bom eu vou para o gabinete e mandarei uma mensagem à Naruto, solicitando a permanência de Sakura aqui pelo tempo que Ino precisar. –Kankuro sai e Gaara a pega no colo. – Venha, vou levá-la para baixo.
XXX
Depois do almoço, eles se acomodam no sofá da sala, Ino estava com as costas apoiadas no peito de Gaara, ambos estavam deitados e cochilavam. Sakura entra na sala e observa o casal descansando. Sabia que eles tinham dormido muito mal naquela noite. Ela se vira para sair e vê o namorado entrando na casa. Kankuro costumava aparecer algumas vezes durante o dia, quando Sakura não ia até o gabinete. Ela pede silêncio com as mãos e aponta o casal. – Eles estão muito cansados. – Ele faz sinal para ela e os dois vão até a cozinha.
-Eles se amam. Nunca tinha visto meu irmão tão feliz antes. – Kankuro abraça a namorada e a beija de leve. – Ele sempre foi tão indiferente, mas agora tem se revelado muito ciumento. Até eu fico com medo de me aproximar da Ino. – Sakura ri, ela sabia da amizade do namorado com a loira. Eles eram íntimos e ela sabia que Kankuro a amava como uma irmã. Ela o abraça e o beija intensamente, explorando o corpo do namorado, Kankuro fecha os olhos e emite um gemido empurrando-a delicadamente. – Pare com isso, eu tenho que voltar ao trabalho. Passei aqui para ver se estava tudo bem com a Ino. – Ela ri e o beija de leve.
- Ela está sentindo dor, mas isso já era esperado. Eles me falaram sobre o jantar hoje e eu adorei a idéia, mas vou ter que sair e comprar algo para usar, estava pensando em comprar uma roupa especial para Ino, como presente de aniversário.
-Ótima idéia, faça isso, acho que eles vão dormir ainda durante algumas horas e se Ino precisar de algo, Gaara estará aí. Passe no gabinete depois das compras. – Ela concorda e os dois saem. Sakura se dirige ao centro comercial.
Ino acorda e sente os braços do namorado ao redor do seu corpo, se vira devagar e o vê dormindo tranqüilo sabia que ele devia estar cansado, viera da Capital no dia anterior e não dormira nada aquela noite. Ela suspira e fecha os olhos, aconchegando-se novamente.
-Precisa de algo, Ino? – Ela abre os olhos. – Pensei que você estivesse dormindo. – Ele massageia os braços dela e beija o seu pescoço. – Só descansando um pouco. Como está a perna?
-Doendo um pouco, mas nada insuportável. Já estive muito pior. Mas, Gaara, depois que nos casarmos, a cabaça fica fora do quarto. Não quero ser atacada pela areia novamente.
Ele ri. – Isso não teria acontecido se você não tivesse tentado me atacar. – Ela se vira devagar e o beija, tocando o peito dele por dentro da camisa, Gaara aprofunda o beijo e acaricia o corpo dela, abrindo-lhe a blusa e tocando seus seios. Ele solta os lábios dela e procura seu pescoço, deslizando os lábios pelo colo até chegar aos seios, Ino geme de prazer, deixando-o mais excitado. Ele a empurra de encontro ao sofá, trocando de lugar e ficando em cima dela. Ino move o corpo, provocando-o, ele tira a camisa e a ajuda com a blusa, ficando os dois nus da cintura para cima. Ele a olha nos olhos. Ela estava linda, o rosto afogueado, os lábios vermelhos. Ele solta um suspiro. – Acho que é melhor pararmos por aqui.
-Por quê? – Ela o olha sapeca.
- Caso você tenha esquecido sua perna está engessada. Não acho que seja uma boa idéia.
-E qual o problema? Estou muito feia para seu apurado gosto, Gaara-sama?- Ela pergunta, abrindo o zíper da calça dele e o acariciando com intimidade. -Ino, não me provoque.
-Se você não queria ser provocado não devia ter me deixado excitada. – Ela o olha e sorri. – Tem certeza de que quer parar por aqui? – Ele suspira e olha em volta. – Vamos para o quarto, é mais confortável e a cama tem espaço suficiente para o seu gesso. Só não me acerte com isso. – Ela ri e estica os braços para ele que a pega no colo e a leva para cima, assim que eles entram no quarto ele a coloca na cama e volta para trancar a porta. –Não quero ninguém invadindo nosso quarto de novo. – Ele a ajuda a se livrar da roupa e despe-se, deitando ao lado dela e puxando-a para perto. Ele a beija e vai descendo os lábios por todo seu corpo, até atingir sua intimidade, ele encosta os lábios nela, sugando e explorando-a com a língua, fazendo-a se contorcer. – Gaara, por favor, me possua agora. – Ele se acomoda entre suas pernas, empurrando com cuidado a perna engessada e a olha. – Você sempre será minha. Nunca mais me deixe Ino, não suporto viver sem você. Minha vida não tem o menor sentido se você não estiver ao meu lado. – Ele a beija e a penetra com cuidado, movendo-se lentamente. Ino solta um suspiro e dobra os joelhos sentindo uma pontada na perna, mas não se importa. Ela precisava dele também. Ele continua se movendo, cada vez mais rápido até atingirem orgasmo juntos. Ele deita e a puxa de encontro ao seu peito, beijando seus ombros. Eles ficam um longo tempo assim, abraçados. – Quando vamos nos casar?
-Junto com sua irmã, logo após o exame chunnin, como tínhamos combinado. Vou mandar uma mensagem para Temari, avisando que nós nos reconciliamos.
-Vai dar tempo para você se preparar? Não se esqueça que ficará engessada durante quinze dias.
- Não se preocupe o gesso não vai me impedir de ir ás lojas junto com Sakura para que eu possa encontrar um vestido para a cerimônia. – Ela sorri. – E com certeza Temari e as meninas podem providenciar tudo para a festa. Provavelmente ela vai querer dar uma grande recepção.
Ele a aperta mais junto ao corpo. – E quando você voltará para a Capital?
-Logo que eu tirar o gesso, mas ficarei apenas uma semana para fazer algumas compras. Naruto precisa de mim para o exame chunnin e eu preciso ajudar Temari na loja. – Ela se vira com cuidado, mas solta um gemido de dor. Gaara se apóia em um braço. – Sua perna está doendo, certo?
Ela concorda. Ele solta um suspiro. – Eu te disse que não era uma boa idéia.
-Mas valeu à pena. – Ela diz sorrindo. Ele sorri. – Quer que eu chame a Sakura?
-Se você quiser passar o resto do dia ouvindo piadinhas a nosso respeito, vá em frente.
-Seus amigos são irritantes às vezes. – Ele fala levemente zangado.
-Não esqueça que seus irmãos também são meus amigos. Você é muito formal, Gaara-sama. Deveria relaxar um pouco mais. – Ela se lembra da conversa que tivera com Temari. – Quando eu te vi na sala de Naruto, eu o achei sexy, mas muito pedante.
-Como é? Pedante? Eu?
-Sim, você mesmo. – Ela o olha sorrindo. – Pedante e desagradável.
Ele se deita e coloca o braço sobre o rosto. – Mas o que eu fiz para você pensar isso a meu respeito?
-Você quase não me olhou, enquanto eu falava com Naruto. Me senti um inseto.
Ele riu. – Você não estava muito atraente. – Ela o olha irritada. – O que você queria? Eu e Shikamaru estávamos em missão há uma semana, no meio do nada. Acho que você não me olhou por que eu sou uma kunoichi.
-Isso também. – Ele acaricia as costas dela. – Naruto me disse que eu seria um desafio para você.
-Ele tinha razão. Foi um verdadeiro desafio aturá-lo e deixá-lo vivo. – Ele a puxa e a acomoda com cuidado em seu peito. – Pois você parecia muito feliz em me aturar.
-Isso foi depois que você parou de me atormentar e resolveu aceitar que me desejava muito e não conseguia ficar longe de mim.
-Você é muito convencida. – Ele a beija. – Mas tem razão. É impossível ficar longe de você. - Ele toca a perna dela. Ela estava engessada até o joelho. -Sua perna está melhor?
Ela olha para a perna engessada. – Parou de doer. – Ela se vira e o beija de forma provocante. – Ino pare, sua perna vai doer de novo.
-Tem razão. – Ela deita, sentia sono e ele percebe. –Durma um pouco. – Ele se levanta. – Aonde você vai?
-Vou falar com Kankuro, quero saber como estão os gennins que irão a Konoha para o exame chunnin. – Ela concorda e fecha os olhos, em poucos minutos está dormindo. Gaara toma um banho, se veste e sai. Iria passar no gabinete do irmão e depois iria comprar um presente para ela.
XXX
Sakura olhava para o vestido, indecisa. Ele era lindo, todo preto, tomara-que-caia. Era justo até o quadril, depois se abria em uma saia longa. Seria perfeito para Ino, deixaria o colo e os ombros á mostra, mas esconderia o gesso. Ela decide levá-lo. Tinha comprado um vestido verde para si mesma, curto, com alças finas e decote profundo. Ino tinha razão, as roupas civis do País do Vento eram maravilhosas. A vendedora pega e embrulha a peça sem dar um sorriso sequer. Sakura já tinha percebido a hostilidade da outra, mas não tinha entendido o motivo. Ela pega a sacola e se despede, quando estava quase na porta ela ouve a moça falando com a caixa da loja. – Outra vagabunda de Konoha. – Ela fica estática. Seria possível que ela tivesse ouvido isso mesmo? Ela sai da loja chateada. Ela visita mais algumas lojas e recebe o mesmo tratamento hostil e desdenhoso. Em uma loja ela ficou um longo tempo esperando ser atendida, mas a vendedora simplesmente a ignorou, ela vira as costas e sai de lá com raiva, andando em direção ao gabinete do namorado, desistindo de comprar mais alguma coisa. Ela chega á sala do namorado e entra após bater. Ele a recebe com um sorriso, que morre ao ver o rosto sério da namorada. – O que houve? – Ela lhe dá um beijo e lhe conta o que tinha acontecido nas lojas e vê o olhar zangado de Kankuro. – Francamente, eu não sei o que esse povo pensa. Ino passou pela mesma situação.
- A população de Suna é muita preconceituosa. – Ela respira fundo e o olha. – Eu só não bati naquela moça, porque não queria piorar a situação.
-Você fez bem. – Ele a beija e a olha, ela estava linda. – Conseguiu comprar o que queria? – Ela confirma com a cabeça. Depois de alguns minutos ela decide ir embora. Precisaria ajudar Ino a se preparar, ante de poder se arrumar. Ela cruza com Gaara na saída da sala de Kankuro. Eles se cumprimentam e Sakura segue em direção á casa do namorado. – Boa tarde, Kankuro, quase não o vi hoje. Está tudo bem? – Os dois irmãos conversam sobre os gennins. –Eles são ótimos, Gaara, farão uma bela apresentação de nossa vila.
-Que bom. Creio que Onoki estará lá e será ótimo que ele veja que nossos ninjas são tão bons quanto os de Konoha. Ou quase.
Kankuro olha para o irmão sério. – Sakura esteve no centro comercial e foi hostilizada pelos comerciantes. – Ele lhe conta o que a namorada lhe relatara. Gaara estreita os olhos zangado. –Como eles se atrevem a tratar nossas namoradas desse jeito?
-Acho que o problema é justamente esse. Nós dois somos os dirigentes deste país, porém estamos namorando com mulheres de outro lugar. Acho que isso provoca um pouco de ciúmes nas jovens. Ino e Sakura são lindíssimas e despertam inveja nas mulheres daqui.
Gaara concorda com o irmão e depois de conversarem mais um pouco ele sai. Iria á joalheria comprar o presente para a namorada. Ele entra na loja e a vendedora vem atendê-lo rapidamente, lhe mostrando várias peças. Gaara olha tudo em dúvida.
- Eu queria ver algo diferente. – A moça pensa um pouco e depois pega uma caixa. De dentro ela tira um bracelete de ouro branco no formato de uma cobra. Os olhos eram de brilhante. Gaara a pega e olha. Era perfeito. Sabia que Ino iria adorar. Ele pede á vendedora que fizesse um embrulho de presente. – É o aniversário da moça loira de Konoha, certo? Eu atendi Kankuro-sama há alguns dias e ele me contou. Ela vai gostar muito.
-Ino-sama é minha noiva e iremos nos casar em breve. – Ele esclarece olhando sério para a moça.
- Parabéns Gaara-sama. – A moça o olha surpresa. Não esperava que o Daimyo viesse a se casar com a kunoichi de Konoha. Sabia que eles eram namorados, mas a noticia do casamento era uma grande novidade. – Espero que sejam muito felizes.
-Obrigado. – Ele pega o pacote e sai. Ficava irritado com a curiosidade alheia. Ino tinha razão ele era um homem formal, não conseguia agir de forma diferente. Apenas com ela ele se sentia á vontade. Mesmo com os irmãos ele era fechado. Sabia que Temari se preocupava com ele por causa disso, mas fazia parte de sua personalidade. Apenas Ino conseguia fazê-lo agir diferente. Ele volta para casa e sobe para o quarto, encontrando Ino dormindo ainda. Ele a beija e ela abre os olhos. – Que horas são?
- Quase sete. – Ele a beija novamente e lhe entrega o embrulho. Ela olha, sem entender. – Você me disse que tinha deixado meu presente em nosso apartamento. Eu duvido que tenha dado tempo de você ir buscar.
Ele ri e a beija novamente. – Você achou que eu a deixaria sem presente? Abra, quero ver se você gosta.
Ela sorri e abre o pacote. Ela olha para o bracelete encantada. Era lindo. – Gaara é maravilhoso. – Ela coloca no braço, e admira a peça. – Adorei, obrigada. – Ela o beija intensamente. – Você tem bom gosto.
-Obrigado. – Ele a olha. – Quer que eu chame a Sakura para ajudá-la? – Ela concorda e retira o bracelete. Iria usá-lo naquela noite, só não sabia o que iria vestir. Gaara sai do quarto e depois de alguns minutos Sakura entra com um embrulho. –Para você, Loira, feliz aniversário. – Sakura lhe dá um beija na testa e espera a amiga abrir o pacote. Ino fica maravilhada com o vestido. –Sakura, é lindo. Obrigada, eu estava pensando no que usar, não queria deixar o gesso á mostra.
-Foi o que eu pensei. – Ino olha para a amiga e percebe que ela estava chateada. – O que aconteceu?
- Eu fui ao centro comercial e conheci a simpatia das vendedoras daqui. – Ela conta para Ino o que tinha ocorrido. – Comigo foi a mesma coisa, tanto aqui quanto na capital. Nós estamos namorando os homens mais importantes deste país. Isso provoca revolta nas jovens daqui que esperavam ter uma chance com eles.
-Francamente Ino, isso é um absurdo. Em Konoha isso jamais aconteceria. Lá ninguém se importa com o que Naruto faz na vida particular. Ele pode sair e namorar quem quiser.
-Sim, mas aqui em Suna as coisas são diferentes. Mas esqueça isso, veja o que eu ganhei. – Ela pega a caixa com o bracelete e mostra a Sakura. A outra admira a beleza da peça por alguns instantes e depois olha o relógio dando um pequeno grito. – Estamos atrasadas. Eu tenho que te ajudar e depois me arrumar.
Ino concorda e rapidamente Sakura a ajuda tomar banho e colocar o vestido, que fica perfeito. – Agora pode deixar que eu faço o resto sozinha, vá se arrumar, você tem que ficar linda também para matar as mulheres daqui de inveja. – Sakura ri e sai do quarto. Com carinho Ino escolhe roupas para Gaara e as coloca sobre a cama. Sabia que ele ficava feliz com esses pequenos cuidados. Depois ela prende o cabelo para cima, deixando algumas mechas caídas e faz uma maquiagem rápida, coloca os brincos e o bracelete. Ela estava se olhando no espelho quando Gaara entra no quarto. Ele para e a admira. Ela estava maravilhosa. – Você está linda. – Ela sorri para ele que a abraça e a beija com carinho. – Você está atrasado. – Ele concorda e rápido toma um banho e se veste. Ino o olha, ele era lindo. Adorava os cabelos ruivos dele. - Pronto, venha vou ajudá-la a descer. – Ele a pega no colo e desce as escadas em direção á sala colocando-a na cadeira de rodas. Logo Sakura e Kankuro se juntam á eles. – Vamos, já estamos atrasados. – Gaara empurra a cadeira de Ino até o restaurante, Ino podia perceber os olhares que eles recebiam não apenas por ela estar na cadeira de rodas, mas também por que o Daimyo em pessoa a empurrava. Eles entram no restaurante e são rapidamente conduzidos até a mesa reservada á eles. – Pronto a primeira parte da provação acabou.
-Com certeza Ino, conseguimos chegar aqui sem sermos linchadas. – Sakura fala mordaz, deixando Kankuro preocupado. – Sakura, me desculpe por hoje. Mas as pessoas aqui em Suna são diferentes.
-Muito diferentes. – Ino olha para a amiga. – Sakura, esqueça isso. Nós sempre seremos observadas aqui no País do Vento.
A outra suspira, irritada, ainda se sentia humilhada pelo o que tinha acontecido. Ino olha para Gaara que segura sua mão e se vira para Sakura. – Sakura, Ino tem razão. Esqueça isso, não vamos estragar essa noite por causa do preconceito de algumas pessoas. – Sakura ainda estava zangada, mas tinha entendido o que Gaara queria dizer, ele não queria que nada estragasse o aniversário da Ino. Ela concorda e relaxa um pouco. Eles começam a conversar.
-Ino lembra quando nós acampamos na Floresta da Morte? – Sakura e Ino começam a rir Gaara olhava para os três. Eles tinham acampado naquele lugar? Ele se lembrava da prova do exame chunnin, quando eles entraram na floresta. – Pelo que eu me lembre, a idéia foi sua. Você chegou a Konoha pedindo que eu fosse com você. Lembro que meu pai ficou muito zangado quando descobriu e eu fiquei semanas de castigo. Só podia sair de casa para cumprir alguma missão. – Eles riem novamente.
-Foi culpa do urso. Seu pai só descobriu por que percebeu que você tinha transferido sua mente para o urso.
-Como é? Você transferiu sua mente para um animal selvagem? – Gaara a olhava surpreso. Ela confirmou com a cabeça. – A culpa foi toda do seu irmão. Ele resolveu assar carne dentro da floresta e o cheiro atraiu o urso, para nos livrarmos dele eu transferi minha mente para o corpo dele e o levei para bem longe, porém meu pai e Shikaku-sama estavam daquele lado da floresta e meu pai percebeu meu chákra no urso. – Ela explica com um sorriso.
-O pai da Ino ficou furioso e queria me proibir de vê-la, mas Tsunade falou com ele e disse que você poderia ficar ofendido com isso e a aliança com Suna poderia ficar abalada. Foi a nossa sorte. Eu não sobreviveria sem ver minha loira favorita. Quem diria que depois de alguns anos ela seria minha cunhada. – Kankuro fala com um sorriso. Pelo jeito Ino e ele sempre seriam grandes amigos.
- Não entendo como você e Ino demoraram tanto para se conhecerem, Gaara. Ino e Kankuro estão sempre juntos.
Gaara olha para a namorada. – Já me perguntei isso, Sakura. Pelo jeito Kankuro escondeu Ino de mim. – Eles riem. Algumas pessoas no restaurante os olham com curiosidade, afinal o Daimyo do Vento estava ali em Suna acompanhado da loira que eles já tinham visto em fotos do jornal. – Que nada, eu sempre o convidava para ir a casa dela, mas você alegava que não tinha tempo.
-Como eu poderia viajar se você não parava em Suna e agora eu descobri o motivo. – Ele olha para Ino. – Pelo jeito era você que sempre o tirava das obrigações dele.
-Verdade, Gaara. Ino sempre me chamava para viajar quando conseguia uma folga.
-Isso foi antes de Naruto ser nomeado Hokage e desenvolver o terrível prazer de me torturar com as missões mais loucas e distantes possíveis. – Eles riem novamente. Uma jovem de pele negra, corpo curvilíneo, cabelos encaracolados e olhos castanhos se aproxima da mesa. Ela coloca a mão sobre o ombro do rapaz e o beija no rosto, com intimidade. – Ola Gaara-sama, Kankuro-kun. Como vão? – Kankuro fica sem graça e cumprimenta a moça. –Boa noite, Aimi, como vai?
Sakura fuzilava o namorado com os olhos. Gaara e Ino se entreolham.
-Melhor agora. Faz muito tempo que não os vejo. Soube que Gaara-sama se tornou o Senhor Feudal do País do Vento e você passou a ser o novo Kazekage. Parabéns.
-É apenas temporário, logo Gaara voltará para Suna e reassumirá o cargo de Kage. E eu voltarei às patrulhas e ao cargo de conselheiro.
-Entendo, então talvez você tenha mais tempo para os velhos amigos, certo?
-Talvez, Aimi. – Ele fala sem graça. A jovem sorri novamente. – Bem vou deixá-los à vontade, até mais Kankuro-kun, Gaara-sama. – Ela se afasta e Sakura olha para Ino zangada. – Francamente Ino porque você não fritou o cérebro dela, transformando-a em um vegetal?
- Sakura eu não posso andar por aí, fritando os cérebros dos outros. É falta de ética. –Ino responde rindo. Sakura estava furiosa e olhava para Kankuro com raiva.
- Quem é essa moça, Kankuro? - Gaara segurava a mão de Ino por sobre a mesa enquanto acompanhava a conversa do outro casal, esperava que Sakura não fizesse um escândalo. Não queria que nada estragasse a noite deles, mas ao olhar para Ino pôde ver que ela se divertia com a situação. – Sakura, Aimi é uma velha amiga nossa, minha e de Gaara.
-Na verdade ela é sua amiga, Kankuro. Eu a vi poucas vezes lá em casa em sua companhia. – Gaara responde, segurando a risada e Kankuro o fuzila com o olhar. Ino abaixa a cabeça para que Sakura não a visse rindo. – Ino você podia pelo menos ter lido os pensamentos dela para me dizer se ela estava realmente se insinuando para o meu namorado.
-Mas não era necessário eu ler os pensamentos dela para deduzir isso. Ela estava mesmo se insinuando para o Sabaku. – Gaara desiste de disfarçar e começa a rir alto, junto com Ino. Sakura olhava para Gaara espantada. Até esqueceu o motivo da discussão. Kankuro já tinha lhe dito que Gaara era outro ao lado da Ino, mas só agora ela podia testemunhar isso. Ela olha surpresa para Kankuro e ele acena com a cabeça, sabia o que a namorada estava pensando.
-O que adianta ter uma amiga que pode ler pensamentos e fritar cérebros, se ela se nega a ajudar nas horas difíceis?
-Desculpe, mas eu estou em férias. – Ino fala ainda rindo.
-Mas Ino esse jutsu existe mesmo? Você pode realmente fritar o cérebro de alguém? – Kankuro pergunta á Ino, surpreso.
-Posso sim, mas nunca fiz isso. Foi meu avô quem o desenvolveu, mas o Terceiro o proibiu por ser extremamente doloroso e cruel. Tsunade e Naruto mantiveram a proibição. Desculpe Sakura, mas eu não posso fritar o cérebro da Aimi. Na verdade eu até duvido que ela tenha um. – Desta vez até Sakura começa a rir.
- Ino você é impossível. Vamos sentir sua falta em Konoha. – Sakura fala sorrindo para a amiga.
- Com certeza Naruto vai sentir muita falta dela. – Kankuro fala. –Mas eu estou muito feliz. Logo ela e Gaara estarão casados e virão morar aqui em Suna e eu e Ino poderemos acampar no deserto.
-Esqueça, Kankuro, você não vai acampar no deserto com a Ino. – Gaara fala olhando sério para o irmão.
- Mas Gaara, eu e Sabaku estamos ensaiando acampar no deserto há muito tempo. Só não fomos ainda porque estive em várias missões nos últimos tempos.
-Ino acampar no deserto é perigoso.
- Gaara, Ino e Kankuro já acamparam nos piores lugares que existem. Ele aparecia lá em Konoha e arrastava a Loira para as aventuras mais loucas. –Ele olha para a namorada e para o irmão. Não entendia como eles nunca tinham se envolvido, pelo jeito eles eram inseparáveis.
- Mas ainda não acampamos no deserto, como tínhamos combinado. – Kankuro lamenta.
-Mas você já acampou aqui no País do Vento, certo Ino? – Sakura pergunta e Ino confirma. –Sim acampei aqui com meu pai. Foi maravilhoso, o deserto á noite é lindo e cheio de vida.
Gaara observa a namorada e depois olha para o irmão,na verdade ele estava com ciúme, mas pelo jeito Sakura não se importava de ver Kankuro junto com Ino. – Está bem, mas me prometa cuidar dela, certo?
-Pode deixar. – Kankuro fala olhando para o irmão. Sabia que Gaara sentia muito ciúme da Ino.
Uma música suave começa a tocar e alguns casais se dirigem para a pista de dança. Kankuro chama Sakura para dançar e Gaara segura a mão da namorada. – Como está sua perna?
-Tudo bem. – Ela o olha com carinho. – Obrigada pela noite. Adorei o jantar. – Ele a beija com carinho e um flash dispara bem próximo a eles. Gaara ergue o rosto zangado. – Droga.
-Não ligue. Não vamos estragar nossa noite por causa disso. – Ele a olha. Sabia que aquilo era muito desagradável. – Fiquei chateado com o que aconteceu hoje com a Sakura.
-Ela vai acabar se acostumando. – Ela toma um gole do suco. – Gaara, como se sente ocupando o cargo de Daimyo?
A pergunta o surpreendeu. Não tinha analisado ainda se gostava ou não do trabalho que estava fazendo no momento. Ele a olha. – Não sei Ino. Logo que fui mandado para a Capital eu sentia muita falta de Suna, mas depois que você ficou comigo lá eu me acostumei ao lugar. Mas sinceramente, não sei se gosto de ser o Daimyo. Por que pergunta?
- Por que eu acho que você será efetivado no cargo. Você é competente e tem realizado um excelente trabalho lá. Eu li os jornais aqui em Suna. Os lideres das vilas e províncias do País do Vento estão contentes com sua administração e pretendem votar pela sua permanência no cargo.
-Eu só aceitarei esse cargo se você ficar comigo na capital. Preciso de você ao meu lado. – Ela olha para ele, se Gaara fosse efetivado no cargo de Daimyo, eles passariam a morar na capital em definitivo e lá ela não trabalharia como shinobi, mas queria o melhor para ele e já tinha decidido que deixaria de trabalhar como ninja quando tivessem filhos. –Eu te amo e sempre estarei com você em qualquer lugar. Mas gostaria de morar em uma casa, não em um apartamento.
Ele a olha com carinho. – Como você quiser, poderemos procurar uma casa depois de casados.
Ela concorda e acaricia o rosto dele, Gaara fecha os olhos para apreciar o carinho da namorada. Ela acompanha o desenho do Kanji na testa dele e se lembra da loja.
-Eu e sua irmã já escolhemos o nome da loja. – Ele abre os olhos e a olha, curioso e ela sorri. – Sabaku no Ai. – Ele a olha, surpreso. – Quem escolheu?
-Escolhemos juntas, mas acho que nós duas estávamos pensando em você. Gostou?
-Muito, mas dará a impressão de que a loja pertence apenas a Temari.
-Não me importo, afinal ela cuidará da loja praticamente sozinha, eu cuidarei das compras e logo eu também serei uma Sabaku.
Ele sorri e olha para Ino, ela tinha transformado sua vida. – Sim logo você será uma Sabaku, uma das mais lindas. Terei muito orgulho de tê-la como minha esposa. – Ela sorri, mas outro flash explode em frente a eles, cegando-a momentaneamente. Gaara se irrita e faz menção de se levantar, mas Ino segura seu braço. – Não se exponha ele está querendo te provocar, para ver se consegue uma matéria. Deixa-me resolver isso. – Ele olha para o fotografo com raiva, Ino tinha razão, o rapaz estava tentando provocar uma reação agressiva da parte dele. Ino sorri para Gaara e se concentra. O fotografo dá um gemido e leva a mão a cabeça.
-Você não vai fritar o cérebro dele, certo? – Ela nega. – Eu já disse que esse jutsu é proibido. – Ela volta a se concentrar e novamente o rapaz dá um gemido desta vez mais alto, atraindo a atenção das pessoas a sua volta. Gaara observa Ino com um sorriso, realmente aquilo era mais discreto.
O rapaz posiciona a câmera para tirar outra foto do Daimyo com a namorada de Konoha, sabia que aquele foto lhe renderia um bom dinheiro, mas a cabeça dele começa a doer violentamente, a ponto dele se sentir tonto e cambalear. Ele solta a câmera sem querer que se quebra ao cair no chão, Ino então cancela o jutsu e dá um beijo em Gaara. –Resolvido, Gaara-sama. – Ele sorri. – Realmente, isso foi muito eficiente.
-Isso é fácil para uma Yamanaka.
-Tenho que me lembrar disso depois que nos casarmos, vou evitar brigar com você. – Ele a beija, Kankuro e Sakura retornam a mesa. Sakura olha para Ino, preocupada. – Loira, sua perna não está doendo? Está quase na hora do seu remédio, eu o trouxe. Seria bom você tomar agora. – Ino sorri para a amiga. – Tudo bem, mas vamos ao toalete.
-Quer ajuda? – Gaara pergunta atencioso. – Não se preocupe, Gaara, eu ajudo a Ino, vamos Loira. – Sakura empurra a cadeira em direção ao toalete. Ambas percebiam o interesse que despertavam. Como Ino dissera, elas sempre seriam observadas ali no País do Vento. Elas entram no toalete e Sakura ajuda Ino a sair da cadeira. Ela pega a seringa e aplica o remédio na amiga. Depois Ino senta um pouco numa poltrona que havia ali, com uma careta.
-Você está bem? – Sakura pergunta a outra. – Sim, mas estou cansada de ser olhada como se estivesse cometendo um crime por estar ao lado de Gaara.
-Eu também, é absurdo. Enquanto eu e Kankuro estávamos dançando, várias pessoas paravam para nos olhar. Ele me pediu para ter calma, mas é difícil.
- Gaara irá embora amanhã, e eu pretendo procurar por um vestido de noiva aqui em Suna, mas estou preocupada. Imagine a reação das vendedoras ao saberem que vamos nos casar.
-Ino, não podemos ter medo de andar por Suna. –Ino olha para Sakura que se senta desanimada. – Kankuro ficou muito chateado com o que aconteceu.
-Gaara também. – Ela suspira. – Acho que é o preço que teremos que pagar por termos nos envolvido com os irmãos Sabaku, eles são os lideres do País do Vento.
-Tem razão. Será que se fossemos civis seríamos aceitas com mais facilidade?
-Já me perguntei isso. Na Capital o fato de eu ser uma ninja têm piorado a situação. – Ela inclina cabeça para trás e fecha os olhos. – Gostaria que Gaara fosse um shinobi comum.
- E eu gostaria que Kankuro não tivesse se tornado o Kazekage. – Sakura a olha séria. – Acha que Gaara será efetivado como Senhor Feudal? – Ino confirma sem abrir os olhos. – Tudo indica que sim. – As duas suspiram. Duas mulheres entram no toalete e as encaram, sem disfarçar. Sakura e Ino se entreolham. – Vamos Loira. Antes que nossos namorados venham nos buscar. Sabe que Gaara e Kankuro não gostam de ficar muito tempo longe de nós. – Ino sorri e Sakura a ajuda a sentar na cadeira. Quando elas estão saindo, ouvem nitidamente o que uma das mulheres fala propositadamente em voz alta. – Prostitutas. Rameiras. – Ino sente os olhos ficarem úmidos. A comemoração perdeu parte da alegria. Sakura percebe a tristeza da amiga e volta para dentro do banheiro olhando para as duas mulheres com raiva.
-Repita se tiver coragem. – As mulheres se olham assustadas. – Eu disse para repetirem. O que foi, perderam a língua? – A mulher que tinha feito a ofensa tenta passar por Sakura para sair do toalete, mas a rosada a pega pelo braço e a prende contra a parede. – Vai repetir ou não?
-Me solte, por favor. – A mulher pede chorando, Sakura aperta o braço dela mais um pouco e a outra começa a chorar de dor. Ela então a solta e a empurra com violência derrubando-a no chão. – Que seja a última vez que eu a ouça me ofendendo ou ofendendo a noiva do Daimyo. – Ela vê a surpresa nos olhos da outra. – A partir de agora eu e Yamanaka Ino iremos revidar cada ofensa que recebermos. É bom ter isso em mente e avisar suas amigas preconceituosas e invejosas, também. Eu e ela queremos andar por Suna abertamente e se precisarmos bater em alguém para podermos fazer isso, que seja, mas pode ter certeza de que batemos muito forte, pois ambas somos ninjas. Agora se nos dão licença, iremos voltar para nossos namorados. – Ino a olhava rindo e Sakura a empurra para fora do banheiro com um sorriso vitorioso.
XXX
- Sakura está muito irritada com essa situação. Mais um pouco ela vai perder a paciência e bater em alguém. – Kankuro fala olhando para o irmão. Gaara apenas o olha, sem dizer nada e o outro se encosta a cadeira. – Sabe que há uma grande chance de você ser indicado para se tornar o Senhor Feudal em definitivo.
-Eu sei, eu e Ino estávamos conversando sobre isso.
-Ela vai aceitar morar na Capital? – Gaara confirma. – Isso quer dizer que terei que me tornar o Sexto Kazekage, a idéia não me agrada muito.
-Posso indicar outra pessoa, se você preferir, mas não sei de ninguém que teria a mesma competência que você. – Kankuro sorri. – Sei que você quer que eu permaneça no cargo. Só espero que isso não afete meu namoro com Sakura. Há tempos que gosto dela e estou feliz em tê-la ao meu lado. Já pedi que ela se mude para Suna, mas ela acha prematuro. E com o tratamento que elas recebem aqui, não posso criticá-la
Gaara pensa em Ino. A loira não tinha demorado para tomar a decisão de ficar ao lado dele. Em Suna ou na Capital, não importava para ela, desde que estivessem juntos. Ino também tinha sido destratada ali, o que o deixara chateado. – Dê um tempo a Sakura, para que ela se acostume com a situação. – Kankuro concorda e vê as duas jovens chegando. Ambas estavam rindo o que chama atenção do rapaz. – Pelo jeito o banheiro estava divertido.
-Você não imagina quanto, Kankuro. – Sakura responde rindo, depois ela olha para Ino. – Amanhã iremos ás compras. Precisamos comprar seu vestido de noiva e eu pretendo compra algo para usar no seu casamento. Acha que será fácil enviar tudo para Konoha?
-Com certeza, aqui em Suna existem boas empresas de transporte. Vamos aproveitar e verificar endereços de confecções para que eu possa fazer algumas compras para a loja.
-Seria uma ótima idéia, tenho certeza de que a população feminina de Konoha ficará muito feliz, as roupas civis daqui são muito mais bonitas. – Kankuro e Gaara acompanhavam a conversa entre as duas um pouco surpresos. Ela pareciam estar felizes em fazer compras ali. Kankuro olha fixamente para Ino e depois solta um suspiro. – Muito bem, Loira, pode ir contando o que vocês aprontaram.
Ino o olha com um sorriso inocente no rosto. – Não sei do que está falando, Sabaku.
-Eu te conheço há anos Ino e conheço esse seu sorriso. Tenho certeza de que está muito satisfeita com algo. – Ino desvia o olhar do rosto do amigo e observa em volta. Ela encontra o olhar da moça que Sakura tinha ameaçado no banheiro, ela e a amiga estavam sentadas próximas dali. Sakura segue o olhar da Ino e ao ver as duas sentadas, levanta a mão e acena, fazendo Ino explodir em gargalhadas, chamando a atenção de algumas pessoas a volta deles, principalmente dos homens. Sakura também ria e ambas pegam os copos e fazem um brinde. – Sakura você é terrível. – Gaara olhava para Ino, com certeza ela estava muito feliz. Ele tinha visto Sakura acenando para duas mulheres e ficara surpreendido. Kankuro também tinha visto, mas estava preocupado. Ele olha sério para a namorada. – Vocês vão ou não contar o que aconteceu? –Sakura olha para Ino, que confirma com a cabeça, então ela solta um suspiro e conta o que tinha acontecido no banheiro. Gaara e Kankuro ouvem aquilo sérios e era nítida a expressão furiosa de Gaara ao término da narrativa. – Você fez muito bem Sakura. Mas da próxima vez chame a mim ou a Kankuro para ajudar. – Ino o olha surpresa, não esperava aquela reação da parte dele. Gaara era muito discreto e ela tinha pensado que ele não aprovaria o que Sakura tinha feito. – Não estou gostando do tratamento que você e Ino têm recebido e acho que já estava na hora de começarem a dar um basta a isso. Se for preciso bater em alguém, fique a vontade, tem o meu apoio.
-O meu também. – Kankuro completa dando um beijo na namorada. – Amanhã quando saírem serão escoltadas. Se houver qualquer problema mandem me chamar imediatamente. Está na hora de do povo de Suna entender o quanto vocês duas são importantes para mim e para Gaara. – Ino e Sakura sorriem felizes. Agora sim, seria ótimo irem ás lojas de Suna.
XXX
Ela se espreguiça esticando o corpo e ouve um murmúrio de dor ao atingir a perna de Gaara com o gesso. Ela senta olhando-o. –Desculpe, foi sem querer.
-Tudo bem, não se preocupe. – Ele a puxa de volta e a beija. – Você esta bem?
-Sim, a perna não está doendo. – Ele acaricia os cabelos dela e a olha com intensidade. – Eu já vou partir, mas voltarei para buscá-la daqui uns dias. – Ela desvia o olhar. – Não precisa, você deve estar muito ocupado. Eu vou sozinha. – Ele solta um suspiro zangado e vira o rosto dela para ele. – Ainda acha que eu coloco meu trabalho acima de você? Ino, nada é mais importante do que você. Eu te amo. Virei buscá-la, me espere.
Ela concorda e se aconchega ao peito dele. – Será ótimo ficar na Capital com você. – Ele concorda acariciando as costas dela. – Tome cuidado hoje. Se possível, evite que Sakura mate alguém.
-Pode deixar, acho que não chegaremos a esse ponto, mas talvez ela venha a bater em uma ou duas vendedoras. Acha que isso poderá causar algum problema entre Suna e Konoha?
- Nada que Naruto e Kankuro não possam resolver. – Ele se levanta e entra no banheiro. Ino ouve o som de água caindo. Depois ele volta ao quarto, e se veste, ela acompanha cada movimento dele. Ia sentir muita saudade. Ele percebe que ela o observa e se aproxima, beijando-a. – Você ficará bem?
Ela concorda com a cabeça. – Sim, não se preocupe. Hoje vou mandar uma mensagem para sua irmã falando sobre o nosso casamento. Ela ficará feliz.
- Você já pensou na nossa lua de mel? – Gaara se senta na cama com Ino acomodada ao seu lado.
-Sim, gostaria de ir para um lugar onde pudéssemos ficar sozinhos.
-Concordo, parece que sempre estamos cercados de pessoas, seja aqui ou na sua casa. – Ela sorri, já tinha percebido que ele não aprovava o movimento de amigos na casa dela. – Que tal um chalé nas montanhas?
Ele concorda entendia o que ela estava pensando, o chalé dela estaria vazio, já que Sasuke iria mudar para Konoha. – Para mim está ótimo. –Ele olha as horas e a beija. – Tenho que ir, mas voltarei para buscá-la.
-Tenha cuidado. – Ela pede séria. Ele a olha com carinho e a beija. – Não se preocupe comigo. Apenas se cuide. – Ele sai e Ino se acomoda na cama, novamente. Sentia-se muito feliz. Tinha se reconciliado com seu amor e eles iriam se casar em breve. Mas teriam que morar na capital. Tudo indicava que Gaara seria escolhido para ser o Senhor Feudal do País do Vento. O Daimyo do Fogo ainda não tinha sido escolhido, mas a reunião com os Senhores Feudais e os lideres das diversas vilas para realizar a escolha já estava agendada. Ele seria escolhido antes do exame chunnin. Ela respira fundo, ela e Sakura iriam sair para fazerem compras. Ela ri ao se lembrar do que tinha acontecido no dia anterior. Agora era esperar a amiga e se preparar para saírem com certeza seria divertido fazer compras em Suna com Sakura.
XXX
(*) Amor do Deserto.
